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manu pedroni 
 
o O câncer de colo de útero é o 4° tipo de câncer mais comum e o que mais mata as mulheres no mundo, sendo 
responsável por 3,3% das mortes todos os anos 
o São ações redutoras de mortalidade: educar, informar a população, rastrear, diagnosticar e tratar 
o São condições básicas de rastreamento: 
• Programa educacional da população alvo 
• Educação dos prestadores de serviço 
• Educação dos profissionais de saúde 
• Padronização da coleta e do preparo do material 
➢ Obs.: a coleta da citologia oncótica em meio líquido é uma alternativa ao Papanicolau que melhor 
detecta lesões 
• Técnicas de preparo 
• Padronização da interpretação dos esfregaços 
• Emissão rápida dos resultados 
o Prevenções: 
• Prevenção primária: 
➢ Educação 
➢ Vacinação 
• Prevenção secundária: 
➢ Papanicolau para a população de risco 
➢ Colposcopia e biópsia 
➢ Identificação de sorotipos do HPV 
• Prevenção terciária: 
➢ Tratamento do câncer 
Fatores de Risco para o Câncer de Colo de Útero 
• Coitarca precoceviolência sexual de 15 a 45 anos: 2 ou 3 doses, a depender da idade 
➢ Usuários de PrEP de 15 a 45 anos: 3 doses intercaladas por 0-2-6 meses 
• Bivalente (Cervarix): 
➢ Não é mais comercializada 
➢ Protege contra os subtipos 16 e 18 
➢ Indicada para indivíduos entre 10 e 25 anos 
➢ São 3 doses intercaladas por 0-1-6 meses 
• Nonavalente (Gardasil 9): 
➢ Protege contra os subtipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 
➢ Indicada para indivíduos entre 9 e 26 anos 
➢ Se tomada até os 14 anos, são 2 doses, devendo a segunda dose ser administrada entre 5 e 13 meses 
após a primeira dose 
➢ Se tomada após os 15 anos, são 3 doses intercaladas por 0-2-6 meses 
Obs.: risco oncogênico 
➢ O risco oncogênico está relacionado a expressão das proteínas E6 e E7 
➢ E6: destruição do supressor tumoral p53 
➢ E7: inativação do supressor tumoral pRb 
➢ O DNA do vírus interage com o DNA da célula do hospedeiro e, diante dessa interação, se houver baixo 
risco, o DNA epissomal se manterá íntegro, enquanto se alto risco, haverá expressão de E6 e E7 
➢ O Gen Rb (supressor de tumor) codifica a proteína Rb (= pRb) que tem efeito antiproliferativo em 
relação ao controle do ciclo celular, interrompendo o ciclo celular em G1 → a proteína E7 produzida 
pelo vírus do HPV inibe a pRb e também a p21 e p27, responsáveis por manter a célula em G1 
➢ O Gen p53 produz a proteína 53 (= p53) que, além de controlar o ciclo celular, faz também o reparo 
do DNA e induz a apoptose de células danificadas e anormais → a proteína E6 produzida pelo vírus 
do HPV inibe as proteínas pró-apoptóticas, incluindo a p53 
➢ Portanto, o potencial oncogênico está relacionado a E6 e E7 que interagem com proteínas reguladoras 
do ciclo celular, codificadas por genes supressores de tumor 
PAPANICOLAU 
o É a citologia oncótica (CO), colhido através do exame do preventivo, sendo o método de rastreio mais utilizado 
o Apesar de ser o método de rastreio mais utilizado, não é o melhor → o melhor método de rastreio seria a 
pesquisa direta do DNA HPV de alto risco para todas as umlheres, e então o preventivo só seria realizado 
naquelas cujo resultado da pesquisa direta do DNA HPV foi positiva 
Obs.: orientações para coleta do Papanicolau 
➢ Abstinência sexual de 48 a 72 horas 
➢ Não utilizar duchas vaginais nas 48 horas que antecedem o exame 
➢ Não utilizar cremes vaginais por, no mínimo, 72 horas que antecedem o exame 
➢ Tratar infecções e atrofia vaginal 
➢ Não estar sangrando/menstruada 
Recomendações do Ministério da Saúde 
• Evitar o rastreamento antes dos 25 anos pois as alterações citológicas que se manifestam nessa faixa etária 
tendem a regredir espontaneamente 
• Início do rastreio aos 25 anos, desde que a mulher já tenha tido atividade sexual 
 
manu pedroni 
• Quando iniciado o rastreio, os 2 primeiros exames devem ser realizados com intervalo de 1 ano e, se 
ambos os resultados forem negativos, o rastreio passa a ser a cada 3 anos 
➢ Ou seja: o intervalo entre os exames citopatológicos é de 3 anos desde que haja 2 exames consecutivos 
anuais normais 
• A coleta do preventivo deve ser interrompida aos 64 anos, desde que a mulher tenha 2 exames negativos 
consecutivos nos últimos 5 anos 
➢ Ou seja: se 2 citologias negativas consecutivas em 5 anos, a coleta pode ser interrompida 
• Caso a mulher tenha > 64 anos e nunca tenha realizado o preventivo, é preciso realizar 2 exames em um 
intervalo de até 5 anos e, se ambos os resultados forem negativos, ela pode ser excluída do rastreio 
Obs.: situações especiais 
➢ Mulher sem atividade sexual: não precisa rastrear 
➢ Mulher na pós-menopausa: fazer estrogênio tópico 15 dias antes da coleta (pois o hipoestrogenismo da 
menopausa internaliza a JEC e a terapia com estrogênio tópico a externaliza) 
➢ Mulher com histerectomia parcial: colher normalmente 
➢ Mulher com histerectomia total por doença benigna e sem história prévia de HSIL: pode ser excluída do 
rastreio 
➢ Mulher HIV+: iniciar o rastreio assim que a vida sexual for iniciada, independente da idade, inicialmente 
semestral no 1° ano e, após 2 resultados negativos, passa a ser anual 
➢ Se CD4✓ Colposcopia 
 
ASC-US: Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado, Possivelmente Não Neoplásica 
o É uma alteração do epitelio glandular, sendo a alteração mais comumente encontrada nos preventivos, 
representando quase 50% deles e apenas 0,1-0,2% evoluem para câncer 
o São situações que podem dar um resultado falso-positivo para ASC-US: vulvovaginite e hipoestrogenismo 
• Para evitar falsos-positivos, repetir o Papanicolau após o tratamento de vulvovaginite ou após uso de 
estrogênio tópico 
o Se gestante, aguardar a gestação se resolver e só investigar 8 semanas após o parto → biopsiar apenas se 
suspeita de invasão na colposcopia 
o Se imunossuprimida, deve ser encaminhada diretamente para a colposcopia 
o De forma geral: 
✓ Se