Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Wechereria bancrofti (Filariose linfática): 
 Parasita de vasos linfáticos, vasos sanguíneos, tecido 
subcutâneo, cavidade peritoneal ou mesentério, e necessitam de 
um hospedeiro invertebrado para seu ciclo biológico; 
 Vetor: Culex quinquefasciatus; 
 Vermes adultos machos e fêmeas permanecem juntos nos vasos 
e gânglios linfáticos humanos, vivendo, em média, quatro a oito 
anos. As regiões do corpo humano, que normalmente abrigam as 
formas adultas são: pélvica (atingindo pernas e escroto), mamas 
e braços; 
 As microfilárias eliminadas pela fêmea grávida saem dos ductos 
linfáticos e ganham a circulação sanguínea do hospedeiro; 
 Essas microfilárias não possuem distinção de sexo, mas caem na 
corrente sanguínea e vão circular até cair na circulação linfática, 
onde dão origem aos helmintos adultos (macho e fêmea); 
 As microfilárias espalhadas na circulação vão completar o ciclo. 
No sangue ela vai ser ingerida por outro Culex quinquefasciatus 
(fêmea), e essas microfilárias no interior da fêmea vão se 
desenvolver e colonizar o mosquito; 
 Adenites: os linfonodos hipertrofiados tornam-se muito sensíveis 
ou mesmo dolorosos e em torno das microfilárias e se 
desenvolvem granulomas com eosinófilos e histiócitos; 
 Linfangites: inflamação e dilatação dos vasos linfáticos formando 
varizes; 
 Linfoedema: acúmulo de linfa nos tecidos devido retardo do 
retorno venoso; 
 Derrame linfático: cavidades serosas (peritônio); 
 Outras complicações: derrame de líquido nas vias urinárias 
(linfúrias) ou mais raramente nos intestinos (liforréia) e infecções 
secundárias; 
 Eosinofilia pulmonar tropical (EPT): síndrome causada pela 
migração de microfilárias de W. bancrofti para o pulmão. Origina 
uma doença intersticial pulmonar e aumento importante de 
eosinófilos. Essa manifestação resulta de uma exacerbada 
resposta imunológica. 
 
Diagnóstico: 
 Laboratorial: o diagnóstico específico da Wucheriose (filariose) é 
geralmente realizado pela demonstração das larvas em biopsia, 
linfa ou sangue; 
 As microfilárias recém liberadas no interior dos ductos e vasos 
linfático acumulam-se no interior da rede vascular sanguínea dos 
pulmões. Ao anoitecer as larvas aparecem na circulação 
sanguínea periférica e seu número aumenta progressivamente 
até as primeiras horas da madrugada (por conta da temperatura). 
Onchocerca volvulus: 
 A Onchocerca volvulus é um filarídeo do tecido subcutâneo 
humano, sendo encontrado em 35 países; 
 No Brasil, o primeiro caso autóctone foi descrito por Bearzoti que 
removeu dois nódulos contendo vermes adultos na cabeça de 
uma criança, filha de missionários americanos que viviam entre 
os índios Yanomami, no norte do país; 
 Vetor: Simulium guianense (borrachudo ou pium); 
 A fêmea ao exercer a hematofagia tem nas suas glândulas 
salivares a larva do tipo L3 e inocula a microfilária no hospedeiro. 
Essa microfilária já fica onde foi feita a picada. Elas se 
diferenciam em macho e fêmea, que irão ovular e formar diversas 
microfilárias, que permanecerão no tecido subcutâneo, havendo 
formação de nódulos e edemas; outras microfilárias podem atingir 
a corrente sanguínea, fator importante pra continuidade do ciclo; 
 Na corrente sanguínea elas são ingeridas por outros Simulium, 
que sobrevivem e começam a diferenciação em L1e L2, até 
atingir L3 no esôfago do hospedeiro; 
 Formação de oncocercomas: os helmintos são envolvidos por 
uma cápsula de tecido fibroso, formando os nódulos subcutâneos 
(oncocercomas), que medem desde alguns milímetros até 3 cm, 
ou mais de diâmetro, onde é visto apenas um casal de vermes, 
mas podem ocorrer vários. Enquanto os parasitos estão vivos, o 
maior problema do oncocercoma é estético. Quando estes 
vermes morrem, há processo inflamatório muito grande, dor, 
calcificação e aparecimento de fibrose; 
 Oncodermatite: é causada, principalmente, pela migração das 
microfilárias através do tecido conjuntivo da pele. É uma 
dermatite eczematóide extremamente pruriginosa seguida, às 
vezes, de liquenificação, perda de pigmento e atrofia da pele. 
Essas manifestações cutâneas só ocorrem após morte das 
microfiláriasm, pois enquanto estão vivas não há lesão de derme 
evidente; 
 Manifestações oculares: constituem a mais séria manifestação 
da oncocercose. São lesões irreversíveis dos segmentos anterior 
e posterior do olho, resultando em sério comprometimento da 
visão e podendo levar a cegueira completa. Antes da cegueira 
total, podem aparece outros distúrbios, como cegueira noturna, 
redução do campo visual periférico e diminuição da acuidade; 
Diagnóstico: 
 Laboratorial: biópsia cutânea 
 
 
 
Trichinella spiralis: 
 Forma um espiral no interior de cistos, localizados principalmente 
na musculatura de vários animais, incluindo humanos; 
 Infecção pouco comum (triquinose); 
 Larva encistada na musculatura de porcos, ratos e vários outros 
animais; 
 Homem pode ser HD ou HI (larvas e os adultos localizados em 
diferentes órgãos); 
 Maior parasita intracelular do mundo; 
 Capacidade de penetração na mucosa intestinal; 
 Atingem o sistema porta-hepático  corrente sanguínea  
coração  pulmões  sistema arterial  qualquer órgão; 
 O homem se infecta consumindo carne mal cozidas de animais 
contaminados. O cisto chega no estômago, onde o pH a destrói. 
A larva perfura a mucosa intestinal e cai na corrente sanguínea; 
 O tropismo principal da larva é muscular; 
 Não tem transmissão de pessoa a pessoa; 
 Sintomas de primeiro estágio: náuseas, diarreia, vômitos, fadiga, 
febre, dor abdominal; 
 Sintomas de segundo estágio: cefaleia, febre, olhos vermelhos e 
lacrimejantes, dor muscular, hemorragias e manifestações em 
pele (exantemas e petéquias); 
 Características histopatológicas: fibrose do miocárdio, infiltrado 
celular e necrose tissular; 
 No microscópio, em um corte transversal, é possível observar 3 
regiões: infiltrado celular, cápsula fibrosa e larva. 
 
 Resposta imunológica contra helmintos: produção e ação de 
eosinófilos. Ataque em conjunto, onde grânulos tóxicos são 
liberados para destruição da membrana externa que os helmintos 
tem. Ao mesmo tempo em que os eosinófilos liberam os grânulos, 
macrófagos e neutrófilos fazem a remoção de células na região e 
reparação tecidual (a morte desses parasitas pode ser danosa para 
o tecido). 
*Parasitas que possuem ciclo cardiovascular: Trypanossoma cruzi, 
Leishmania chagasi, Toxoplasma gadii, Plasmodium falciparum, 
Babesia microti. 
 
 
 
 
Toxoplasma gondii: 
 Distribuição geográfica mundial, com alta prevalência sorológica, 
podendo atingir mais de 80% da população em determinados 
países; 
 Casos de doença clínica são menos frequentes (infecção crônica 
assintomática); 
 Grupos de risco: gestantes (pode ocorrer colonização do feto) e 
imunocomprometidos; 
 Taquizoitos são formas que atingem a corrente sanguínea e são 
elas que acabam invadindo a placenta, o feto, os órgãos. Com a 
resposta imunológica vários podem morrer, mas alguns vão, 
principalmente, para o tecido muscular e começam a se agrupar, 
formando uma estrutura esférica, são chamados de bradizoítos 
(ninho de taquizoitos no tecido); 
 Liberação de taquizoíto da estrutura: reagudização da doença 
(ocorre a disseminação novamente dos taquizoítos na corrente 
sanguínea); 
 Trasmissão: o ser humano adquire a infecção por três vias 
principais: I) ingestão de oocistos presentes em alimento ou água 
contaminadas, jardins, caixas de areia, latas de lixo ou 
disseminados mecanicamente por moscas, baratas, minhocas, 
etc; II) ingestão de bradizoítos encontrados em carne crua ou mal 
cozinha, especialmente de porco ou carneiro; III) congênita ou 
transplacentária; 
 A reprodução sexuada ocorre no intestino do gato (hospedeiro 
definitivo). O homem é hospedeiro intermediário; 
 O gato pode se infectar de várias formas: ingerindo bradizoítos(ninhos de taquizoítos), taquizoítos (ingerindo sangue) ou se 
entrar em contato com o oocisto maduro. Essas 3 formas 
sobrevivem ao pH estomacal e chegam ao intestino do felino, 
onde entram dentro do enterócito (célula). Qualquer uma das 
formas se diferencia em merozoítos, que diferenciam-se em 
macrogameta e microgameta.Há fusão desses gametas dentro do 
epitélio intestinal, formando o oocisto imaturo, que sai para a luz 
intestinal. O gato defeca e elimina o oocisto imaturo nas suas 
fezes, e é no meio externo (solo) em condições favoráveis, de 8 a 
12 dias, que esse oocisto imaturo se transforma em maduro 
(formação de esporozoítos dentro dele) – ingestão e inalação. O 
oocisto maduro é a forma infectante para o homem. 
 O oocisto imaturo não é infectante, por isso é importante manter a 
limpeza em dia quando se tem gatos no domicílio; 
 Ao ingerir ou inalar o oocisto maduro, o ser humano pode ter a 
toxoplasmose. O esporozoítos chegam de forma livre ao intestino, 
onde irão se transformar em taquizoítos, que perfuram a mucosa 
atingem a corrente sanguínea, podendo parar na musculatura e 
órgãos, transformando-se em bradizoítos; 
 O ooscisto é muito leve e pode ser carregado por moscas (válido 
também para outros helmintos); 
 Orientar gestantes a evitar comer carnes cruas e mal cozidas.

Mais conteúdos dessa disciplina