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1 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
histologia TONSILAS E LINFONODOS 
 
1. LINFONODOS 
Linfonodos são órgãos linfoides secundários, 
especializados em iniciar uma resposta imune a 
antígenos estranhos. 
São pequenos corpos ovais ou em forma de rim, 
situado ao longo do trajeto de vasos linfáticos 
Vamos ter linfonodos distribuídos na axila, virilha, 
grandes vasos do pescoço, cavidade torácica e 
abdominal. 
Os linfonodos são centros encapsulados de 
apresentação e ativação, diferenciação e 
proliferação de linfócitos, gerando células B e T 
maduras. Filtram partículas, inclusive 
microorganismos, da linfa pela ação de numerosos 
macrófagos fagociticos. 
Um corpo adulto jovem normal contém até 450 linfonodos, dos quais 60-70 são encontrados na 
cabeça e pescoço, 100 no tórax e até 250 no abdome e pelve. 
 
Diversos vasos linfáticos aferentes entram na capsula em torno da periferia, ramificam-se para 
formar um plexo intracapsular e vai em direção ao hilo por onde sai pelo vaso eferente. Ou seja, 
é um caminho unidirecional. 
 
2 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
O linfonodo tem uma região mais externa que é a parte cortical, que se subdivide em córtex 
superficial e cortical profundo ou paracortical. E possui também uma região medular. 
Tecido conjuntivo 
denso (cápsula). 
Região cortical; 
Região 
paracortical; 
Região medular. 
 
 
 
 
 
O tecido conjuntivo denso da capsula pode adentrar formando invaginações chamadas de 
trabéculas. 
 
A região cortical mais externa é formada por folículos linfoides, que estão aglomerados em 
forma de circulo e são compostos principalmente por linfócitos B. 
Na região ao redor desses folículos podemos encontrar dispersos células denditricas 
(apresentadoras de antígenos), linfócitos B e T, macrófagos e plasmocitos. 
As células reticulares produzem fibras reticulares dando sustentação ao tecido linfoide, vão estar 
por todo o parênquima. 
 
3 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
Em relação aos folículos linfoides podemos ter estágios: o folículo primário no qual os linfócitos B 
estão quiescentes e o folículo secundário que possui uma área clara no centro que é o centro 
germinativo, formado por células em constante diferenciação, ou seja, linfócitos transformando-
se em plasmocitos. 
 
LINFA 
A linfa circula através dos linfonodos de forma unidirecional. 
Ela passa dos vasos linfáticos aferentes, entram na capsula, passam pelo seio subcapsular e 
saem pelo vaso linfático eferente. 
REGIÃO CORTICAL 
Região cortical superficial: formada pelo seio subcapsular e seios peritubulares. E contem 
folículos linfáticos e células difusas. 
Os seios dos linfonodos possuem células menores, com células endoteliais, reticulares e 
macrófagos. 
Na região cortical profunda ou paracortical: não vai apresentar folículos linfáticos. Tem a 
presença de células dendriticas, reticulares, plasmocitos, macrófagos e linfócitos T. 
FOLÍCULOS LINFÁTICOS 
Estão apenas na região cortical. 
Contem linfócitos B em áreas circulares azuis. Nas áreas centrais claras, vamos ter células 
diferenciadas com presença de antígeno. 
E na área cortical superficial vamos ter linfócito B e T. 
REGIAO MEDULAR 
Regiões brancas na lâmina vai ser justamente o seio medular por onde passa a linfa. 
 
4 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
O parênquima da medula é formado pelo cordão medular que são cordões de células 
contendo linfócitos, plasmocitos, macrófagos e células reticulares. E os seios medulares que 
estão entre esses cordões contendo linfa e células corticais. 
 
2. TONSILAS 
São aglomerados de tecido linfáticos incompletamente encapsulados. 
Estão abaixo do epitélio de revestimento. 
Situados em posições estratégicas no 
sistema respiratório e digestório. 
Não são órgãos de passagem de linfa ou 
sangue. 
Algumas tonsilas formam algumas 
invaginações formando as criptas. Elas são 
importantes, pois captam 
substancias/microrganismos que caem ali. 
1. Epitélio de revestimento 
2. Tecido linfoide 
3. Criptas 
 
 
5 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
1. TONSILA FARÍNGEA OU ADENOIDE 
Está situada no teto e na parede posterior da nasofaringe e é a principal responsável por 
“rastrear” o ar que entra através das narinas. 
É uma massa de tecido linfoide única associada à mucosa (MALT) e contribui para a defesa das 
vias respiratórias superiores. 
A tonsila faríngea é revestida por epitélio pseudoestratificado colunar ciliado (epitélio 
respiratório). 
Ela não vai possui criptas, que são invaginações presentes na superfície deste órgão. 
Após o nascimento, ela inicialmente cresce rapidamente, mas em geral passa por um grau de 
involução e atrofia a partir dos 8-10 anos de idade (embora ainda possa ocorrer hipoplasia em 
adultos até a sétima década). 
O suprimento sanguíneo se da através das artérias faríngeas ascendente e palatina, do ramo 
tonsilar da artéria facial que vem da carótida externa, do ramo faríngeo da artéria maxilar, da 
artéria do canal pterigoideo e da artéria basoesfenoide. 
O sangue venoso volta à circulação através do plexo faríngeo, que drena indiretamente para as 
veias jugulares internas (VJI). A tonsila faríngea é inervada por ramos do plexo faríngeo, e sua 
drenagem linfática é feita através de linfonodos retrofaríngeos e faringomaxilares. 
 
1. TONSILAS TUBÁRIAS 
Localizam-se na parede lateral e teto da nasofaringe. Elas são bilaterais e posteriores ao torus 
tubários. 
Podem ser conhecidas também por tonsilas de Eutásquio. 
São estruturas linfoides revestidas por epitélio respiratório. Vai possuir criptas infiltradas por tecido 
linfático. 
Recebem sangue arterial através de ramos das artérias esfenopalatinas e faríngeas ascendentes. 
A drenagem linfática é realizada através dos linfonodos retrofaríngeos e cervicais profundos. 
 
 
 
6 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
1. TONSILAS PALATINAS OU AMIGDALAS 
Esses agregados linfóides bilaterais situam-se de cada lado no interior de uma incisura tonsilar, 
limitados anteriormente pelo arco palatoglosso e posteriormente pelo arco palatofaríngeo. Ou 
seja, localizadas na parede lateral da orofaringe. 
São recobertas por epitélio escamoso estratificado não queratinizado. 
O tamanho varia de acordo com idade, características individuais e estado patológico (tonsilas 
podem ser hipertrofiadas e/ou inflamadas). 
Possui bastante invaginações denominadas criptas, que penetra no tecido conjuntivo 
subjacente e que aumenta a probabilidade de exposição a antígenos externos ao tecido 
linfático presente nas criptas. 
Exibem numerosos nódulos linfáticos com centros germinativos 
Elas são facilmente visualizadas na orofaringe quando inflamadas. 
Recebem sangue através das artérias tonsilar, faríngea ascendente, facial (ramos tonsilar e 
palatino ascendente) e lingual (ramo lingual dorsal). 
O plexo peritonsilar (através das veias lingual e faríngea) devolve o sangue à veia jugular interna. 
A inervação ocorre através do ramo tonsilar do nervo glossofaríngeo (NC IX) e do nervo palatino 
menor, enquanto os linfonodos jugulodigástrico e cervicais superiores são responsáveis pela 
drenagem linfática. 
 
7 Marcela Oliveira – Medicina 2021 
1. TONSILAS LINGUAIS 
As numerosas protrusões localizadas no terço posterior da língua são conhecidas coletivamente 
como tonsilas linguais. 
Elas também são cobertas por epitélio escamoso 
estratificado não-queratinizado. 
Em cada tonsila o epitelio se invagina formando uma cripta. 
Há a presença de nódulos linfáticos. 
O ramo lingual dorsal da artéria lingual e a veia lingual são 
responsáveis pelo suprimento vascular e a drenagem 
venosa. 
Enquanto o nervo glossofaríngeo os inerva, como o faz com 
o terço posterior da língua.

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