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Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Hipófise Desenvolvimento embriológico da hipófise: O buraco da bolsa de Rathke é um resquício formado pelo teto da cavidade oral. A hipófise é um órgão maciço (precisa ser analisado de fora para dentro) composto por: • Cápsula – tecido conjuntivo denso não modelado • Adeno-hipófise (hipófise anterior) – derivada da região do teto da cavidade oral – tem formação glandular. o Secreta seus próprios produtos na corrente sanguínea • Neuro-hipófise (hipófise posterior) – formada pela evaginação do assoalho diencéfalo – presença de tecido neural. o O corpo celular dos neurônios fica na região central – hipotálamo o Os axônios de neurônios ficam na hipófise o Libera na corrente sanguínea produtos secretados pelos neurônios do hipotálamo À direita: região glandular da adeno- hipófise. À esquerda: neuro-hipófise (parece um tecido fibroso) Histologia: Sistema Endócrino Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 À esquerda: neuro-hipófise. À direita: adeno-hipófise; Região medial: resquício da bolsa de Ratnke. Na parte superior esquerda observa-se células revestindo uma estrutura circunferencial cujo centro é revestido por coloide. A adeno-hipófise é dividida nas seguintes partes: • Pars distalis – grande parte da AH, onde encontram-se as células secretoras glandulares o Glândulas endócrinas cordonais o Fibras reticulares o Capilares fenestrados o Células: ▪ Cromófilas – acidófilas ou basófilas – compõe os cordões celulares ▪ Cromófobas – têm um aspecto de citoplasma claro e grande ▪ Folículo-estreladas – dão sustentação para os outros tipos celulares formando um arcabouço, junto com as fibras reticulares. Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Vermelho alaranjado com eosina. Células em maior quantidade. Acidófilas somatotrófos: secreção de somatotrofina. Acidófilas mamotrofos: secreção de prolactina. Azul (ou roxo). Corticotrofos: secreção de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e hormônio lipotrófico (LPH). Tireotrofos: secreção de tDireotrofina (TSH). Gonadotrofos: secreção de FSH e LH. Possuem pouco citoplasma. Ou são células com características de células tronco (↑ potencial de diferenciação), ou são células cromófilas que eliminaram seus grânulos (por isso não se coram) • Pars intermedia – entre a AH e a NH, tem alguns resquícios da bolsa de Rathke – cistos o A parte endócrina produz hormônios: ▪ Pró-opimelanocortina (POMC) ▪ Hormônio estimulante de melanócitos alfa • Pars tuberalis – parte que envolve completamente o pedículo da hipófise – células basófilas cuboides a cilíndricas baixas o Muito vascularizada Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 A neuro-hipófise é dividida nas seguintes partes: • Eminência mediana • Infundíbulo • Pars Nervosa Na pars nervosa não há corpos celulares, apenas axônios neuronais e células chamadas pituícitos que atuarão na sustentação desses axônios, funcionando como células da glia, porém são peculiares apenas da hipófise. Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Corpos de Herring – dilatação axonal com material de secreção acumulado dentro (depois será eliminado). Sistema porta hipofisário: Tireoide Está localizada logo abaixo da laringe e tem origem embriológica do endoderma. É uma glândula composta por três lóbulos: • Lóbulo direito • Lóbulo esquerdo • Istmo – área de ligação entre os lobos o Algumas pessoas têm um triângulo em cima do istmo – lóbulo piramidal Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 A organização histológica da tireoide consiste em: • Cápsula de tecido denso não modelado • Septos que subdividem em lóbulos • Glândula endócrina folicular (em cada lóbulo) – células foliculares formando uma circunferência e parte central formada por coloide o Tecido conjuntivo ao redor dos folículos o Capilares fenestrados presentes no tecido conjuntivo A função da tireoide consiste na secreção de hormônios. • Tiroxina (T4) • Triiodotironina (T3) • Calcitonina o Não são secretadas pelas células foliculares, mas sim as células C (parafoliculares) o As células parafoliculares encontram-se entremeadas em um conjuntivo frouxo nos espaços fora dos folículos Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 As células foliculares possuem expansões, como se fossem microvilosidades, na borda que está voltada para o coloide. As células tireóideas irão secretar hormônio para dentro do coloide, onde irá se ligar à proteína tireoglobulina. Assim, quando a célula for estimulada pelo polo basal à secretar o hormônio, a partir das microvilosidades, haverá um prolongamento que captará uma parte desse coloide, o qual será processado e terá a proteína separada do hormônio, sendo este liberado no polo basal da célula e, posteriormente, atingirá a corrente sanguínea. Célula parfolicular rica em grânulos – produz e armazena calcitonina Célula folicular com projeções e coloide A atividade dos hormônios T3 e T4 terão basicamente função de aumento do metabolismo celular. Ligam-se com proteínas do plasma e Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 proteínas teciduais, e estimulam a transcrição de vários genes. O TSH é o hormônio folículo estimulante (da hipófise) que se liga a receptores para desencadear todo o processo que estimula a tireoide a liberar T3 e T4 Paratireoide Pares de glândulas (4 a 8 unidades) localizadas na porção posterior da tireoide. Enquanto a tireoide tem característica histológica folicular (ou vesiculosa), a paratireoide é cordonal. Tireoide acima e paratireoide abaixo A organização histológica da paratireoide consiste em: • Cápsula densa de tecido conjuntivo senso não modelado • Glândula endócrina cordonada Quanto à organização celular, a paratireoide possui as seguintes células: • Principais – produtoras de PTH (paratormônio) o Células pequenas e com citoplasma bem pigmentado • Oxífilas – células inativas, que não produzem mais PTH o Células grandes e com citoplasma claro, pouco corado • “Célula intermediária” – transição da principal para a oxífila o Não são visíveis na microscopia Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Ação do PTH: • Ossos • Rins • Trato gastrointestinal – vitamina D Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Glândulas Adrenais Também chamado de glândulas suprarrenais, são um órgão maciço composto por uma fina cápsula de tecido conjuntivo que irá emitir trabéculas – ↑ vascularização. Quanto a organização funcional da glândula, pode-se dividi-la em duas regiões: • Córtex (origem: mesoderma) – região espessa logo abaixo do conjuntivo o Zona glomerulosa – células cilíndricas ou piramidais organizadas em cordões que formam arcos ▪ núcleo bem corado o Zona fasciculada – células poliédricas em cordões retos e regulares (espongiócitos) – ↑ gotículas de gordura ▪ região mais espessa do córtex ▪ área mais esbranquiçada – tecido adiposo o Zona reticulada – células organizadas em cordões irregulares – células pequenas; pode haver algumas gotículas de gordura • Medula (origem: crista neural) o Células cromoafins – células organizadas em grupamentos ovoides e em cordões interconectantes curtos ▪ contato íntimo com terminações nervosas pré sinápticas simpáticas Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Em uma situação de perigo (luta e fuga) haverá uma ativação do sistema nervoso simpático, o qual irá, dentre outros efeitos, atuar na medula adrenal de modo que esta libere epinefrina e norepinefrina. Como há uma rica vascularização em toda a glândula adrenal, esses neurotransmissores são liberados na correntesanguínea e irão atuar em locais específicos. Os hormônios epinefrina e norepinefrina são produzidos constantemente, porém se mantém armazenados em grânulos de secreção até que haja um estímulo para serem secretados. Controle hormonal dos mineralocorticóides – zona glomerulosa: • Destaque para a liberação de aldosterona (mineralocorticóde) Quando ocorre uma ↓ da pressão arterial ou uma ↓ dos níveis de Na+, haverá um estímulo no aparelho renal pelas células justaglomerulares de secreção da renina. A renina atua transformando o angiotensinogênio, produzido pelo fígado, em angiotensina I que, por sua vez, por intermédio da ação da enzima ECA, formará angiotensina II, a qual irá promover o aumento da secreção de aldosterona. Além disso, o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) e o K+ também podem atuar na zona glomerulosa para a liberação de aldosterona. Esta irá atuar diretamente no córtex da adrenal – zona glomerulosa – levando uma ação nos túbulos distais dos rins, provocando ↑ da excreção de K+ e retenção de Na+ e água. Consequentemente, há um ↑ da pressão arterial e ↑ do volume sanguíneo. Essa ação inibe, automaticamente, a liberação de renina pelas células justaglomerulares, interrompendo, assim, o ciclo. Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 Controle hormonal dos glicocorticoides – zona fasciculada: • Destaque para a liberação de cortisol (glicocorticóide) Apesar de ser um hormônio que se regula durante o ciclo circadiano, pode-se haver uma secreção maior de cortisol quando em situações de estresse. Nesses casos, pode haver um estímulo no hipotálamo, o qual irá liberar o fator liberador de corticotrofina, que atuará na adeno-hipófise. A hipófise, então, libera ACTH, o qual terá atuação no córtex da adrenal – zona fasciculada – e assim haverá o estímulo para a liberação de cortisol. O cortisol terá atuação em diversos âmbitos, tais quais: estímulo à gliconeogênese; mobilização de proteínas; mobilização de lipídeos (lipólise); estabilização dos lisossomos. Essas ações do cortisol irão aliviar o estresse, inibindo, portanto, esse estímulo no hipotálamo e na adrenal. Zona reticulada: Produção de hormônios androgênios – todos formados a partir de colesterol. Doenças associadas à glândula adrenal: • Doença de Addison: Resulta da destruição das glândulas adrenais por granuloma, tumor, amiloidose, hemorragia ou necrose inflamatória. Ocorre deficiência tanto em mineralocorticoides quanto em glicocorticoides. Cerca de 70% dos casos nos EUA decorrem de atrofia idiopática do córtex da adrenal, provavelmente causada por processo autoimune. Em crianças, a causa mais comum de insuficiência adrenal primária é a hiperplasia adrenal congênita, mas outras doenças genéticas estão sendo cada vez mais reconhecidas como causas. Diagnóstico e tratamento: - Eletrólitos - Cortisol sérico - ACTH sérico - Às vezes, teste de estímulo com ACTH - Hidrocortisona ou prednisona - Fludrocortisona - Aumento da dose em vigência de doenças concomitantes Observa-se manchas escura no corpo (externo, como um bronzeamento que escurece mais Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 depois) e na gengiva. Quando se tem uma alteração da secreção de ACTH, também ocorre uma alteração da liberação de um hormônio de melanocortina, o qual irá atuar nos melanócitos, que irão promover essa hiperpigmentação. • Síndrome de Cushing Consiste em uma constelação (conjunto) de anormalidades clínicas causadas por concentrações cronicamente elevadas de cortisol ou corticoides relacionados. Resulta de um excesso d produção de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), geralmente secundária a adenoma hipofisário (tumor benigno na região anterior da hipófise). Os sintomas mais típicos incluem face em lua (rosto inchado) e obesidade do tronco (abdômen globoso) apesar de pernas e braços serem finos, e hematoma fácil