Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
TECIDO NERVOSO 
- divisão anatômica: 
• SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC): encéfalo e medula espinal. 
• SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP): gânglios e nervos. 
- o tecido nervoso apresenta 2 componentes principais: 
• NEURÔNIOS → células geralmente com longos prolongamentos. 
• CÉLULAS DA GLIA ou NEURÓGLIA → sustentam o neurônio e participam de outras funções. 
- EMBRIOGÊNESE DO TECIDO NERVOSO: 
• começa a ser formado na 3º semana, pós-fecundação. 
¥ a fecundação acontece na metade de algum ciclo menstrual. Assim, que ela ocorre o 
desenvolvimento embrionário se inicia. 
• ocorre a partir de modificações do ectoderma (dá origem a epitélios de revestimento), 
induzidas pela notocorda, em um processo denominado de NEURULAÇÃO. 
 ¥ NOTOCORDA produz citocinas que induzem a diferenciação das células que estão 
ao redor delas. Dessa forma, ocorre a neurulação, que é o desenvolvimento do TUBO NEURAL 
a partir da PLACA NEURAL, que é um simples disco epitelial. 
 ¥ a PLACA NEURAL precisa se interiorizar, por isso ela invagina no tecido mesenquimal 
do embrião, passando a ser chamada de SULCO NEURAL. Em seguida, ela passa a ter formato 
de GOTEIRA e aí quando acaba a invaginação as pontas se fundem, formando o TUBO NEURAL, 
o qual irá formar o SNC. E as células que sobram formam uma massa em cada lado, o que é 
chamado de CRISTA NEURAL (há uma de cada lado), as quais irão formar o SNP. 
 ≥ no meio do tubo neural tem uma cavidade/uma luz, assim, os órgãos que 
derivam desse tubo também serão ocos/terão cavidades. 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
** mesênquima → tecido conjuntivo do embrião. 
• na extremidade superior do tubo neural haverá 3 dilatações, que são o PROSENCÉFALO, o 
MESENCÉFALO e o ROMBOENCÉFALO. 
¥ o prosencéfalo se divide em telencéfalo e diencéfalo. 
 ≥ o telencéfalo cresce para trás e envolve o mesencéfalo, assim forma-se 2 
ventrículos no prosencéfalo, o I e II ventrículo, um ventrículo no mesencéfalo, o III ventrículo e 
um ventrículo no romboencéfalo, o IV ventrículo (há canais que ligam esses ventrículos). 
¥ o mesencéfalo não se divide. 
 ¥ o romboencéfalo se divide em metaencéfalo e mieloencefálo. 
 
- CÉLULAS EPENDIMÁRIAS: 
• as células que formam a parede do tubo neural vão se modificando, se tornando células com 
muitos prolongamentos citoplasmáticos. Mas as que estão em contato direto com a cavidade 
do antigo tubo neural não vão se diferenciar morfologicamente (mantém as características 
epiteliais do ectoderma/ não possuem os prolongamentos) e sim formar um epitélio, 
chamado de EPÊNDIMO ou CÉLULAS EPENDIMÁRIAS. 
¥ onde tem ventrículo, o epitélio cresce e fica projetado/pendurado dentro do 
ventrículo. E essas células ependimárias, que revestem o ventrículo, são células secretoras de 
um líquido, o LÍQUOR ou LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO (LCR), o qual preenche a cavidades 
do SNC. 
 ≥ o conjunto dessa estrutura (das células ependimárias penduradas-secretoras) 
é chamado de PLEXO CORÓIDE. 
≥ só as células ependimárias do plexo coróide que são secretoras. 
• são células epiteliais com formato colunares que revestem os ventrículos e os aquedutos 
cerebrais, além do canal central da medula. 
• nos ventrículos tornam-se secretoras do líquido cérobroespinal – LCE. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• apresentam microvilosidades e cílios (facilita a movimentação do líquido cefalorraquidiano). 
- LÍQUIDO CEREBROESPINAL – LCE ou LÍQUOR: 
• esse líquor que é produzido dentro do SNC, escapando para a periferia/para o exterior do 
SNC por meio de um canalzinho existente na região da ponte, o qual comunica o 4º ventrículo 
com o espaço da aracnóide. 
• esse líquor atua principalmente como um ELEMENTO DE PROTEÇÃO MECÂNICA. 
• esse líquor tem produção continua e tem que ser continuamente renovado. Ele é produzido 
no interior do SNC, pelas células ependimárias, aí drena para o exterior e é absorvido pelo 
plexo venoso da aracnóide. 
¥ logo, parte desse líquor vai para a circulação. 
• aproximadamente 120 ml, no adulto. 
• principal função: AMORTECIMENTO. 
• ajuda na remoção de resíduos metabólicos. 
• bloqueio na drenagem → HIDROCEFALIA. 
 ¥ toda vez que tem aumento do líquor, é chamado de HIDROCEFALIA. 
- MENINGES: 
• revestem o TECIDO NERVOSO CENTRAL, sendo elas: 
¥ PIA-MÁTER (fica coladinha no tecido nervoso) → tecido conjuntivo frouxo. 
 ≥ é revestida pelos pés dos astrócitos, assim como os vasos sanguíneos, os 
quais têm o intuito de transferir moléculas e íons do sangue para os neurônios. 
¥ ARACNÓIDE (média) → tecido conjuntivo frouxo. 
 ¥ DURA-MÁTER → tecido conjuntivo denso modelado. 
• de fora para dentro: 
¥ DURA-MÁTER → ESPAÇO SUBDURAL (espaço virtual) → ARACNÓIDE → ESPAÇO 
SUBARACNÓIDEO (onde circula o líquor. Aí esse líquor pressiona a aracnóide e por isso ela fica 
grudada na dura máter e cria um espaço virtual) → PIA-MÁTER. 
 ≥ o espaço subaracnóideo, cheio de líquido, constitui um colchão hidráulico 
que protege o SNC contra traumatismos. 
 ≥ a aracnóide forma, em certos locais, expansões que perfuram a dura-máter e 
provocam saliências em seios venosos, o que é chamado de VILOSIDADES DA ARACNÓIDE, as 
quais têm como função transferir o LCR para o sangue. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
- DERIVADOS DO TUBO NEURAL (forma o SNC): 
• neurônios. 
• gliócitos. 
• células ependimárias → permanecem com a característica epitelial. 
- DERIVADOS DA CRISTA NEURAL (forma o SNP e são estruturas 
compactas): 
• neurônios sensoriais → SNP. 
• neurônios motores → SNP. 
• células de Schwann → SNP. 
• anfícitos → SNP, tendo função de sustentação. 
• dontoblastos 
• cementoblastos 
• fibroblastos 
• células para-foliculares da tireóide 
• células cromafins da medula das adrenais 
• melanócitos → migram e entram no tegumento em formação. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
- COMPOSIÇÃO DO TECIDO NERVOSO: 
• SNC → neurogliócitos/gliócitos, células ependimárias e neurônios. 
• SNP → células de Schwwann, anfícitos e neurônios. 
 ¥ o funcionamento entre os dois sistemas é bastante semelhante. 
- CÉLULAS DA GLIA ou NEUROGLICOTOS (SNC): 
• retêm a capacidade proliferativa ???? 
• fontes da maior parte dos tumores cerebrais. 
• responsáveis pela gliose (“cicatrização” nervosa) → recupera um pouco o tecido, sem 
necessariamente recuperar a função. 
• há aproximadamente 10 células da glia para cada neurônio, mas devido ao menor tamanho 
dessas células elas ocupam a metade do volume do tecido nervoso. 
• essas células não propagam potenciais de ação e seus prolongamentos não recebem nem 
transmitem sinais elétricos. Logo, a função delas é fornecer aos neurônios um suporte 
estrutural e manter condições locais para o funcionamento neuronal. 
• tipos: 
¥ ASTRÓCITOS = originado do neuroectoderma. 
¥ OLIGODENTRÓCITO = originado do neuroectoderma. 
¥ MICROGLIÓCITOS = originado do mesoderma. 
 
❖ ASTRÓCITOS: 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• são células de forma estrelada com múltiplos processos irradiando do corpo celular. 
 ¥ corpo celular → parte do neurônio que contém o núcleo e o citoplasma que envolve 
o núcleo. 
• uma das características distintivas dos astrócitos é a presença de um grande número de 
FILAMENTOS GLIAIS (proteína ácida fibrilar glial). 
• há 2 tipos, o ASTRÓCITO PROTOPLASMÁTICO (interno) e o ASTRÓCITO FIBROSO 
(superfície). 
 ¥ o formato do corpo celular, o núcleo e os prolongamentos são diferentes entre os 2 
tipos. 
 ¥ PROTOPLASMÁTICO (região interna) → os prolongamentos se apresentam em 
maior número, os quais são curtos e muito ramificados. 
¥ FIBROSO (superfície) → os prolongamentos são menos numerosos e mais longos. 
 ≥ isso é conseqüência do local onde esses tipos de astrócitos são encontrados, 
uma vez que toda vascularização de qualquer órgão acontece de fora para dentro, 
eventualmente ocorre o contrário. De modo que na SUPERFÍCIEda população 
do clone que não se transformou em plasmócito, são as células B de memória. No futuro, 
numa nova infecção, essas células de memória são ativadas uma segunda vez, 
transformando-se em plasmócitos, os quais produzem outros tipos de anticorpos (Ig-G, Ig-A ou 
Ig-E), sendo que nesse caso a interleucina 8 faz com que essas células se transformem em 
células secretoras de Ig-G. 
• LINFÓCITO T AUXILIAR DO TIPO II (LTH2) → são recrutados quando o ANTÍGENO FOR DE 
NATUREZA EUMÍNTICA, ou seja, ANTÍGENO DE VERME ou quando o ANTÍGENO FOR UM 
ALÉRGICO (antígeno normalmente de natureza protéica, normalmente de algo inerte – como 
grão de polén, pelo de gato, proteína de camarão). Essa ativação desses linfócitos tem como 
consequência a produção de muitas citocinas, principalmente a INTERLEUCINA 5, a qual é 
quimiotáxica para o EOSINÓFILO (ativa ele, atuando na medula aumentando sua produção), 
os quais são células que têm nos seus grânulos específicos substâncias capazes de combater as 
substâncias dos vermes. 
¥ interleucina 5 faz com que na fase tardia da resposta as células de memória se 
diferencia em células de Ig-E (imunoglobulina E). 
 ≥ há aumento expressivo da taxa de eosinófilo e aumento na produção de Ig-E. 
• LINFÓCITO T AUXILIAR CITOTÓXICO → tem TCR e CD8 na sua membrana; mata a célula 
apresentadora de antígeno para ele. 
 ¥ reconhecem MHC do tipo I, expressada por qualquer tipo de células do corpo 
humano, com exceção das hemácias. 
 ¥ as células apresentam MHC I quando as precisam ser mortas. Isso ocorre porque 
toda vez que apresentar MHC I produz um proteína chamada de INTERFERON, que chama o 
linfócito Tcitotóxico, aí ele só desgruda quando a célula morre. Ocorre nas infecções 
intracelulares (vírus, protozoários – na fase em que ele se desenvolve dentro da célula-). 
 ≥ quando reconhece o antígeno, ele mata a célula infectada, a qual é 
apresentadora de MHC I, por PERFURAÇÃO DE MEMBRANA (exocita a enzima perforina, a qual 
mata qualquer tipo de célula) ou é por INDUÇÃO A APOPTOSE. 
➢ LINFÓCITO B: 
- produzido e maturado na medula óssea, por isso, sai da medula óssea imunocompetente, 
porém virgem, ou seja, nunca entrou em contato com antígeno nenhum. Aí os MARCADORES 
DESSES LINFÓCITOS B VIRGENS são as IMUNOGLOBULINAS D (Ig-D). Assim, quando saem da 
medula e vão para o órgão linfóide secundário, são capazes de reconhecer antígenos (são 
células profissionais), podendo iniciar as respostas imunes. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
- toda vez que ele for induzido por um linfócito T auxiliar, tenha iniciado ou não a resposta, ele 
sofre expansão clonal, depois uma parte das células diferencia-se em plasmócito e sofre 
mudança de classe, expressando Ig-M (imunoglobulina M), as outras células permanecem 
como células de memórias, as quais, posteriormente, se diferenciam em plasmócitos, mudam 
a classe e passam a secretar outro tipo de imunoglobulina/anticorpo. 
➢ EXEMPLOS DE CITOCINAS SECRETADAS POR LINFÓCITOS: 
- CITOCINAS PRÓ-INFLAMATÓRIAS → Il 6 (interleucina 6), Il 1, TNF-ά. 
- CITOCINAS IMUNO-SUPRESSORAS → Il10 e TGF-β (atua no processo inflamatório e durante 
todo o desenvolvimento embrionário). 
➢ ANTICORPO: 
- molécula de proteína. 
- FUNÇÕES: 
• NEUTRALIZAÇÃO DO ANTÍGENO → impedir que um parasita intracelular encontre seu 
receptor na superfície da célula alvo e assim deixe de infectar aquela célula. 
• OPSONIZAÇÃO (marcando), o que FACILITA A FAGOCITOSE DO ANTÍGENO → marcar, a fim 
de que neutrófilos e eosinofilos possam reconhecer a fração comum, ocorrendo fagocitose e 
destruição do antígeno. 
• ATIVANDO CÉLULAS EFETORAS → ex: ativa a célula natural killer a liberar citocinas tóxicas, 
as quais matam a célula infectada. Ex: quando ocorre ligação cruzada de antígeno na superfície 
de mastócitos ou basófilos, aí a célula é ativada e secreta seus grânulos de secreção. 
➢ CÉLULA NATURAL KILLER: 
- é PRODUZIDA E MATURADA NA MEDULA ÓSSEA e JÁ SAI IMUNOCOMPETENTE. O 
mecanismo de ação dela é muito parecido com o linfócito T citotóxico, mas as moléculas de 
superfície dela quando comparadas com as do citotóxicos são diferentes. No final, ambas tem 
o mesmo objetivo, que é RECONHECER MHC I E MATAR ESSAS CÉLULAS QUE LHES 
APRESENTAM ANTÍGENO COM MHC I. Mas as células natural killer podem ser ATIVADAS NA 
AUSÊNCIA DE MHC I também, diferente do citotóxico que precisa do MHC I para ser ativado. 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
● MONÓCITOS: 
 
- CÉLULAS PRECURSORAS DE MACRÓFAGOS, produzidas na medula óssea. 
- células grandes, sendo que o núcleo ocupa quase toda célula. 
¥ quando é jovem o núcleo tem formato de semicírculo e depois fica com forma 
reniforme. 
- possuem muitos grânulos de secreção, assim, como os macrófagos. 
 ¥ DENTRO DOS GRÂNULOS, que SÃO LISOSSOMAS, HÁ MEDIADORES QUÍMICOS, 
como hidrolases, lisozima, fatores coagulantes, fatores de complemento (atuam numa cascata 
de evento, sendo que no final dela há a formação de um complexo de poro na membrana do 
microorganismo, o qual começa a transportar para dentro do microorganismo íons, aí a água 
começa a entrar no corpo do microorganismo, ai esse microorganismo incha até explodir e 
morrer), fatores de crescimento, H202, AMPc, fatores quimiotáxicos (como interleucinas 1). 
 
● NEUTRÓFILOS: 
 
- são capazes de fazer fagocitose desde que o antígeno esteja opsonizado (marcado). 
- possui núcleo lobulado. 
- são granulosos e há dois tipos de grânulos: 
• ESPECÍFICOS → tem substâncias que são BACTERIOSTÁTICAS, as quais diminuem a 
capacidade o metabolismo do microorganismo. 
 ¥ principais agentes encontrados que diminuem o metabolismo microbiano: 
 ≥ LACTOFERRINA = complexifica ferro,assim, o ferro do fluido intersticial 
gruda nela e fica indisponível para o metabolismo microbiano, inibindo a proliferação celular 
≥ LISOZIMA = lise da parede celular. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
≥ CATEPSINA G = inibe o consumo de O2. 
• INESPECÍFICOS → matam os microorganismos por lise de membrana, digerindo o que foi 
fagocitado. 
 ¥ PROTEÍNAS CATIÔNICAS, DEFENSINAS e PERFORINAS → causam danos na 
membrana plasmática, morrendo por esvaziamento. 
 ¥ ENZIMAS PROTEOLÍTICAS (elastases e colagenases) → em algumas situações ao 
invés de fagocitar o microorganismos, ele exocita aqueles grânulos inespecíficos. Aí, eles são 
espelhados pela matriz, provocando a degradação da dela e a maceração do tecido, gerando o 
pus. 
 ¥ MIELOPEROXIDASE (formação de H2O2 e O2
-) → provoca a cor esverdeada do pus. 
 
● EOSINÓFILO: 
 
- são granulócitos e tem 2 tipos também: 
• ESPECÍFICOS: 
 ¥ PROTEÍNAS CATIÔNICAS → causam lesão no tegumento dos vermes. 
 ¥ HISTAMINASES → degradam as histaminas. 
 ¥ ARIL-SULFATASE → degradam os leucotrienos. 
 ¥ assim, a circulação sanguínea retorna ao normal no final do processo inflamatório. 
• INESPECÍFICOS → são LISOSSOMAS, ou seja, é igual para qualquer leucócito. 
 
● BASÓFILO: 
 
- encontrados em baixíssimos níveis. 
- grânulos grandes e bem basófilos. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
- tem receptores de membranas para Ig-E. 
- nos seus grânulos encontram-se mediadores químicos para histamina como os mastócitos 
e, portanto, também se relacionam com os quadros alérgicos. Assim, quando os mastócitos 
degranulam e fazem vasodilatação, recrutam eosinófilo. 
 
● HEMÁCIAS: 
- células anucleadas, produzidas na medula óssea, as quais têm formato bicôncavo. 
- transportam gases, principalmente, oxigênio. 
¥ transporta também um pouco de CO2. 
- RETICULÓCITOS → forma imatura (quando a hemácia ainda está sintetizando sua 
hemoglobina). 
- TAMANHO MÉDIO → 2,1 a 7,2 micrômetros de diâmetro. 
• menores que 6,0 micrômetro = MICRÓCITOS. 
¥ para PRODUZIR HEMOGLOBINA é preciso uma proteína que tem como a base o 
ferro, isso significa que se houver a carência de ferro na hora que as hemácias estiverem sendo 
produzidas,terá poucas hemácias e o volume citoplasmático da célula será menor. Assim, o 
tamanho menor pode indicar que tem pouco ferro → MICROCITOSE. 
 ≥ o pequeno tamanho pode estar acompanhado de HIPOCRÔMIA, ou seja, cor 
pálida, indicando que há poucas hemoglobinas. 
¥ essas hemácias menores são MICROCÍTICAS. 
• maiores que 8,0 micrômetro = MACRÓCITOS. 
 ¥ significa que está ocorrendo menos mitoses, devido à falta de vitamina do complexo 
B, principalmente a B12, aí a célula fica maior → MACROCITOSE. 
 ¥ essas hemácias maiores são MACROCÍTICAS. 
• logo, o diâmetro da hemácia serve como um parâmetro para um possível quadro anêmico. 
- ESQUELETO: 
• são bicôncavas e o que mantêm essa biconcavidade é o esqueleto articulando de forma 
adequada com as proteínas de membrana, tendo uma molécula muito importante e especifica 
da hemácia que é a ESPECTRINA. 
¥ se houver um erro na produção dessas proteínas ou se a hemoglobina for mal 
codificada, o formato da hemácia vai ficar alterado. Aí ela tem dificuldade de articular no 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
esqueleto, podendo ser facilmente reconhecidas e fagocitadas por células fagocíticas, ou 
sejam, duram menos, o que pode levar à anemia hemolítica (de vários tipos). 
 ¥ em ambos os casos há produção normal de hemácias e destruição em maior 
quantidade. 
- PROTEÍNAS IMPORTANTES: 
• CITOESQUELETO → espectrina, actina, tropomiosina, aducina 
• NA MEMBRANA → glicoforina (transmembrana); proteína 4.1 (periférica); Banda 3 (canal 
transportador de ânions); anquirina (periférica). 
- ESFEROCITOSE → anomalias no sítio de ligação da espectrina com a proteína 4.1. 
 ¥ hemácia fica esférica ao em vez de bicôncava. 
- ELIPSOCITOSE → anomalias na espectrina, glicoforina, proteína 4.1, anquirina. 
 ¥ hemácia fica elíptica 
¥ ambas são anomalias genéticas autossômicas dominantes e levam a anemia 
hemolítica devido à morte celular intensa. 
 ≥ isso ocorre porque em ambos os casos há dificuldade de articular o 
esqueleto por onde ele tem que passar, aí é mais facilmente reconhecida, sendo, assim 
fagocitada. 
- ANEMIA → quantidade baixa de hemoglobina circulante, prejudicando o transporte de 
oxigênio. 
• é causada pelo tamanho/formato. Mas o conceito está relacionado com uma diminuição da 
hemoglobina para uma taxa considerada normal. Sendo assim, as hemácias podem estar 
normais, mas a grande quantidade ou a baixa quantidade pode trazer anemia. 
• POSSÍVEIS CAUSAS: 
 ¥ hemorragia. 
¥ insuficiência na eritropoese → devido à carência de ferro, de vitamina B. 
¥ aumento da taxa de hemocaterese, que é a fagocitose de hemácias → pode ocorrer 
devido à mudanças no formato da célula. 
 ≥ a destruição da hemoglobina gera um resíduo chamado BILIRRUBINA, o 
qual tem coloração amarelada. A presença de coloração amarela com uma anemia pode 
indicar que a causa da anemia é HEMOCATERESE. 
¥ baixa produção de hemoglobina → geralmente por deficiência de ferro. 
• FATORES IMPORTANTES PARA ERITROPOESE: 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ ERITROPOETINA (EPO) → hormônio produzido pelos rins em maior quantidade, e 
fígado em pouca quantidade; funciona como um fator de crescimento e de diferenciação; 
induz as unidades formadoras de colônias a formar hemácias. 
 ¥ FERRO. 
 ¥ VITAMINA B9 (folacina e ácido fólico). 
¥ VITAMINA B12 (cobalamina). 
 ¥ TRANSFERRINA (proteína carregadora de ferro) → encontrada nas membranas das 
células, principalmente, dos eritroblastos. 
 ≥ se complexifica com o ferro na circulação → liga no receptor → entra para 
dentro da célula → dentro da célula há a dissociação e o ferro é utilizado para fazer a 
eritropoese. 
 ≥ isso ocorre porque o ferro não consegue entrar sozinho para dentro das 
células. 
 
● HEMATOPOIESE: 
- é a PRODUÇÃO DE SANGUE. 
- ÓRGÃOS HEMATOPOÉTICOS: 
• saco vitelino → 0 a 2 meses de vida intrauterina. 
• fígado e baço → 2 a 7 meses de vida intrauterina. 
• medula óssea → 5 a 9 meses de vida intrauterina e depois toda a vida. 
- MEDULA ÓSSEA: 
• formado por TECIDO MIELÓIDE. 
¥ é um tipo de tecido conjuntivo, cujo estroma é formado por fibras reticulares, as 
quais se ligam umas com as outras. Nelas há receptores para moléculas derivadas de células 
mesenquimais, que são as células-tronco da medula óssea (apresentam várias gerações). 
• ESTROMA (tecido conjuntivo não funcional de sustentação de um órgão): 
¥ células endoteliais, fibrócitos, adipócitos, macrófagos. 
¥ fibras colágenas. 
¥ ácido hialurônico. 
¥ glicoproteínas. 
¥ proteoglicanos. 
¥ vasos sanguíneos. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• PARÊNQUIMA (elementos funcionais de um órgão): 
¥ células precursoras de plaquetas e das células sanguíneas. 
- CÉLULAS PROGENITORAS E CÉLULAS PRECURSORAS: 
• a proliferação das CÉLULAS-TRONCO PLURIPOTENTES origina células filhas com menor 
potencialidade. Essas células filhas são CÉLULAS PROGENITORAS MULTIPOTENTES que 
produzem as CÉLULAS PRECURSORAS (blastos). É nas células precursoras que as 
características morfológicas diferenciais de linhagem aparecem a primeira vez, pois células-
tronco pluripotentes e as progenitoras são distinguíveis morfologicamente e se parecem com 
linfócitos grandes. 
• Células-tronco → Células Progenitoras → Células Precursoras (blastos) → Células Maduras. 
• a frequência de mitose aumenta muito nas células progenitoras e precursoras. As células 
progenitoras quando se dividem formam uma igual a ela e outra célula que pode ser uma 
sanguínea já madura. 
- HEMATOPOIESE é um processo que ocorre em etapas, sendo que a primeira é a ativação 
das células reticulares, as quais recebem estímulos que fomentam a divisão das células-
tronco, formando célula tronco LINFÓIDE ou célula tronco MIELÓIDE. 
• a CÉLULA LINFÓIDE pode dar origem a três tipos de células: 
 ¥ linfócito B. 
 ¥ linfoblasto → precursor de linfócito T. 
 ¥ células naturais killer. 
 ¥ essas células linfóides recebem estímulos para se dividir, aí uma célula diferencia-se 
em célula natural killer e outra continua linfóide. 
• a CÉLULA MIELÓIDE forma todas as outras células sanguíneas, com exceção dos linfócitos. 
 ¥ essas células mielóides recebem estímulos para se dividir, aí uma célula continua com 
mielóide e a outra se diferencia em unidade formadora de colônia (UFC) ou células tronco 
unipotentes (unipotente porque, posteriormente, sempre se diferencia na mesma célula). 
 ¥ há várias unidades formadoras, como eritrócitos, basófilos, eosinófilos. 
• entre a célula-tronco unipotente e o elemento final (figurado), existe uma quantidade de 
etapas que variam onde um processo de diferenciação vai acontecer com cada uma delas. 
• CITOCINAS NÃO SE RESTRINGEM AO LOCAL DA INFECÇÃO e ao passar por células que tem 
receptores pra elas, elas modificam sua expressão promovendo um aumento da taxa de 
produção de células. 
¥ as CITOCINAS QUE INICIAM ESSE AUMENTO DA PRODUÇÃO DE CÉLULAS são a 
INTERLEUCINA 1 e TNF-ά e quem tem RECEPTOR PARA ESSAS MOLÉCULAS SÃO AS CÉLULAS 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
RETICULARES QUE FORMAM O ESTROMA DA MEDULA ÓSSEA. Ai elas produzem fatores que 
aumentam a taxa de replicação das células hematopoiéticas (linfóide ou mielóide), 
dependendo da que estiver predominante pode-se ter a produção de uma linhagem ou de 
outra; a interleucina 5 faz com que a célula tronco mielóide seja mais produzida do que a 
linfóide, a qual dará origem com mais intensidade ao eosinófilo. 
 
• FATORES DE CRESCIMENTO HEMATOPOIÉTICOS: 
¥ TROMBOPOETINA (TPO) → MEGACARIÓCITOS. 
 ≥ é um hormônio produzido principalmente no fígado e secundariamente nos rins. 
¥ ERITROPOETINA (EPO) → ERITRÓCITO. 
 ≥ é um hormônio produzido principalmente nos rins e secundariamente no fígado. 
¥ INTERLEUCINA 5 → EOSINÓFILOS. 
¥ G-CSF (fator estimulador de colônia para granulócitos) → GRANULÓCITOS (basófilos, 
eosinófilos e neutrófilo). 
¥ M-CFS (fator estimulador de colônia para macrofágicas)→ MONÓCITO. 
¥ GM-CSF → MONÓCITO e NEUTRÓFILO. 
• OUTRO TIPO DE ORIGEM → ao invés de ter essa unidade formadora de colônia podendo 
formar monócitos e neutrófilos, ela só forma monócitos. E para os 3 granulócitos (neutrófilo, 
basófilo e eosinófilo) há somente um precursor comum para os 3. 
¥ o resto dos fatores de crescimento é igual. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• RESUMINDO → o processo de formação das células sanguíneas é induzido pelo estroma da 
medula óssea e a partir dele que a célula hematopoiética recebe estímulo para se 
diferenciar. 
 
 
● ERITROPOIESE: 
- formação do eritrócito, que é a HEMÁCIA. 
- o maior regulador da eritropoiese é a ERITROPOIETINA (EPO). 
 
- CTM – hematopoiética → CTM – mielóide → CTU – eritrocítica → pró eritroblasto → 
eritroblasto basófilo → eritroblasto policromatófilo → eritroblasto ortocromático → 
reticulócito → eritrócito. 
- célula precursora da célula mielóide se divide e forma a unidade formadora de colônia, aí tem 
receptor para eritropoetina, aí essa eritropoetina se liga. Em seguida, essas células sofrem 
mitose e depois elas entram num processo de diferenciação celular, o que envolve transcrição 
dos genes que produzem as cadeias de moléculas de hemoglobina (nessa fase o citoplasma 
ainda é roxo e a célula é um PRÓ ERITROBLASTO). Aí começa a tradução das proteínas, ao 
mesmo tempo estão capturando transferrina, produzindo hemoglobina. Dessa forma, quando 
há acumulo de hemoglobina na célula, o citoplasma começa a ficar manchado 
(ERITROBLASTO POLICROMATÓFILO). Na medida em que a tradução aumentar, a quantidade 
de hemoglobina estocada no eritroblasto vai aumentando, aí quando cessa a transcrição ele 
exocita o núcleo e as organelas, formando-se RETICULÓCITO, o qual sai da medula óssea e 
termina seu maturamento na corrente sanguínea, formando o ERITRÓCITO. 
¥ a medida que as células vão se diferenciando as células vão diminuindo de 
tamanho. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
¥ há aumento da eosinofilia a medida que aumenta a quantidade de hemoglobina. 
- CARACTERÍSTICAS: 
• diminuição progressiva do volume celular. 
• diminuição das organelas citoplasmáticas. 
• aumento da síntese de hemoglobina. 
• perda do núcleo. 
- FATORES QUE INFLUENCIAM A ERITROPOESE: 
• EPO-eritropoitina → proliferação e diferenciação. 
• Ácido fólico → síntese de DNA. 
• Vitamina B12 → absorção de ferro. 
• Transferrina→ transporte de ferro. 
 
● FORMAÇÃO DAS PLAQUETAS: 
- plaquetas são pequenos fragmentos citoplasmáticos derivados dos megacariócitos. 
- hematopóietica → mielóide → megacariocítica (estímulo da trombopoitina) 
→megacarioblasto → pró megacariócito → megacariócitos (localizam-se pertos de um orifício, 
ai começam a fragmetar suas membranas e o fragmento, que é a plaqueta, é levado pela 
corrente sanguínea) → PLAQUETAS. 
- CARACTERÍSTICAS: 
• aumento progressivo do volume celular. 
• aumento da produção de grânulos. 
• aumento da acidofilia. 
• lobulação do núcleo. 
• compartimentalização do citoplasma → ocorre invaginação da membrana, levando à 
fragmentação, gerando fragmentos que são as PLAQUETAS. 
 
 
 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
LÂMINA 32 – CORAÇÃO: 
- órgão que tem a parede formado por 3 camadas de tecido → ENDOCÁRDIO (pequinininha), 
MIOCÁRDIO (gigante, chega do outro lado da lâmina) e EPICÁRDIO ou PERICÁRDIO VISCERAL 
DO CORAÇÃO. 
 ¥ maior parte da parede cardíaca é formada por miocárdio. 
- VER o Mm. CARDÍACO no MIOCÁRDIO. 
- os cardiomiócitos se organizam formando feixes e na lâmina há diferentes cortes. 
¥ ver no sentido longitudinal, porque só assim se enxerga as estriações transversais e 
os discos intercalares. 
- observa-se no aumento médio o NÚCLEO CENTRAL, as ESTRIAÇÕES TRANSVERSAIS 
(risquinhos pretos) e um DISCO INTERCALAR (risquinhos mais grossinhos – ponto de contato 
entre 2 células vizinhas). 
 ¥ no maior aumento vê-se essas estruturas maiores. 
- ESPAÇO BRANCO EM VOLTA DO NÚCLEO DA CÉLULA = onde ela guardava suas organelas. 
** tem as fibras de purkinge do coração → células de condução do sistema cardíaco. 
 
LÂMINA 30 – TECIDO MUSCULAR LISO 
- LEIOMIÓCITOS → células musculares lisas, fusiformes com núcleo central. 
 ¥ célula cora em rosa clarinho e o núcleo em lilás. 
 ¥ células estão muito unidas devido às junções GAP, não sendo possível separá-las. 
- há FEIXES DE TECIDO DE CONJUNTIVO (mais grossos e escuros) → distribui inervação e 
vascularização para a musculatura lisa. 
 ¥ fica entre um feixe muscular e outro. 
- parte mais fina encaixa na mais gordinha, aí o músculo fica com um aspecto mais compacto.os vasos têm maior calibre e 
são mais afastados uns dos outros e na REGIÃO INTERNA os vasos estarão mais ramificados, 
mais próximos uns dos outros e menos calibrosos. 
 ≥ SUBSTÂNCIAS BRANCA E CINZENTA fazem parte do SNC, tem tonalidades 
diferentes porque a BRANCA não possui corpos de neurônios, mas tem predominância de 
fibras nervosas mielinizadas (fibra é axônio revestido por bainha de mielina – bainha de 
mielina tem natureza lipídica e gordura tem cor amarelada, aí apresenta-se mais branca). Já na 
substância CINZENTA há corpos de neurônios, mas não se vê fibras mielinizadas . 
 ≥ MEDULA → substância cinzenta central e a branca periférica, formando um 
H ou borboleta e há um canal, que é o CANAL CENTRAL DA MEDULA. Aí os astrócitos 
protoplásmaticos estarão na cinzenta (interna) e os astrócitos fibrosos na branca (superfície). 
 ≥ ENCÉFALO → é o contrário da medula, sendo que a substância cinzenta é 
externa e a branca é interna. Logo, os astrócitos protoplasmáticos estarão na branca (interna) 
e os astrócitos fibrosos na cinzenta (superfície). 
• nos astrócitos há a presença de uma DILATAÇÃO nos prolongamentos, isso é chamado de PÉ 
VASCULAR DO ASTRÓCITO ou PÉ DO ASTRÓCITO, estando presente em todos os 
prolongamentos. 
 ¥ esse pé vascular ficam ligados aos vasos sanguíneos, com o intuito de transferir 
moléculas e íons do sangue para os neurônios. 
• FUNÇÕES: 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ os prolongamentos dos astrócitos formam uma matriz de sustentação para as 
células e vasos que atravessam o tecido nervoso central, como axônios (fazem parte dos 
neurônios). 
 ¥ formam a BARREIRA HEMATOENCÉFALICA. 
 ≥ a barreira serve para mediar as trocas entre o sangue e o tecido nervoso, 
porque há substâncias que não podem entrar em contato com ele, mas ela permite a entrada 
de glicose e outras moléculas selecionadas. 
 ≥ mas ela não é 100% eficiente, porque existe transporte por gradiente de 
concentração, um exemplo é o álcool, o qual é bastante solúvel. Mas isso é benéfico por causa 
dos medicamentos, pois senão não haveria ação medicamentosa no cérebro. 
 ¥ delimitam as sinapses (região de encontro entre duas células onde há trocas de 
informações). 
 ≥ toda sinapse é revestida por pés de astrócitos, os quais ajudam a conter o 
neurotransmissor na fenda, ou seja, delimitam as sinapses. 
¥ eliminação dos neurotransmissores → toda vez que o neurotransmissor é liberado 
na fenda sináptica ele precisa ser eliminado rapidamente para não continuar estimulando o 
neurônio, o que pode ocorrer por destruição ou por recaptação, sendo um exemplo a 
pinocitose, a qual tem participação dos astrócitos. 
❖ MICROGLIÓCITOS: 
• tipo de células da glia, mas que não derivam das células do tubo neural e sim de células 
mesordêmicas/mesenquimais em formação, e por isso precisam migra para o tecido nervoso. 
• tem corpo celular achatado e o núcleo acompanha seu formato. 
• são células pequenas e alongadas, com muitos prolongamentos curtos e irregulares, por isso 
elas são semelhantes a um espinheiro. 
• é uma célula dendrítica, ou seja, uma célula profissional na apresentação de antígeno. Por 
isso, quando elas são ativadas, elas retraem seus prolongamentos, assumem a forma de 
macrófagos e tornam-se fagocitárias a apresentadoras de antígenos. 
¥ logo, são células fagocitárias que participam dos processos inflamatórios (liberam 
citocinas pró-inflamatórias) e reparatórios do SNC, uma vez que removem os restos celulares 
que surgem nas lesões do SNC. 
 ¥ toda vez que ela é ativada há uma ruptura parcial da barreira hematoencefálica, 
devido à liberação de citocinas pró-inflamatórias, e com isso o processo inflamatório se 
instala dentro do tecido nervoso. 
• tipos de micróglia: 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ M1 → PRÓ-INFLAMATÓRIA (secerta TNF- alfa, IL-1beta e NO) favorecem a 
DESMIELINIZAÇÃO. 
 ¥ M2 → ANTI-INFLAMATÓRIA (secreta IL-10) promotora de reparação e favorecem a 
RE-MIELINIZAÇÃO das fibras. 
❖ OLIGODENDRÓCITOS: 
• são células que produzem as bainhas de mielina, as quais servem de isolantes elétricos para 
os neurônios do SNC. 
 ¥ essas células possuem prolongamentos que se enrolam em volta dos axônios, 
produzindo a bainha de mielina. 
• as células de Schwann têm a mesma função dos oligodendrócitos, porém se localizam em 
volta dos axônios do SNP. 
 ¥ cada célula de Schwann forma mielina em torno de um segmento de um único 
axônio. 
 ≥ logo, cada internódulo do SNP é revestido por uma célula de Schwann. 
• células com corpo celular e núcleo, de onde partem prolongamentos citoplasmáticos que 
dirigem para um axônio que esteja passando ali perto. 
¥ cada prolongamento vai se enrolar em axônios vizinhos, dessa forma, haverá contato 
entre a membrana do oligodendrócito e a membrana do axônio, assim, no final terá várias 
camadas consecutivas de membrana do oligodendrócito, que é a BAINHA MIELINA (camada 
grossa de gordura, com glicoproteínas de membrana, em volta do axônio). Porém, na última 
volta há um pouquinho de citoplasma do ultimo prolongamento que envolveu aquele axônio, 
porque não tem nada envolvendo esse último. 
 ≥ logo, a bainha de mielina no SNC é formada por uma sequência de 
prolongamentos de oligodendrócitos, sendo essa parte chamada de INTERNÓDULO. E entre 
os internódulos há pedacinhos que não tem bainha de mielina, ou seja, são desnudos de 
mielina, sendo chamados de NÓDULO DE RANVIER, e aí entre dois nódulos há o 
INTERNÓDULO (fibra – axônio mielinizado). 
 ≥ há os pedacinhos desnudos para poder haver trocas de íons, uma vez que 
nesses locais há canais de sódio essenciais para a condução saltatória do potencial de ação, 
uma vez que o potencial pula de um nodo para o outro mais próximo. Ou seja, a bainha de 
mielina envolve e isola muitos portões iônicos, de modo que há uma diminuição no tempo 
de propagação da sinapse quando há os saltos de um nodo para o outro. 
• num processo inflamatório de oligodendrócito várias fibras são afetadas, pois ele mieliniza 
várias fibras ao mesmo tempo. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
- MIELINIZAÇÃO NO SNP: 
• fibras amielínicas são envolvidas uma única vez por células de Schwann e não possuem 
nódulos de Ranvier. 
 ¥ a célula de Schwann é cilíndrica e se enrola inteira em torno do axônio. 
• tanto nas fibras mielínicas quanto nas amielínicas, o prolongamento vai se enrolar em 
axônios vizinhos, dessa forma, haverá contato entre a membrana do oligodendrócito e a 
membrana do axônio, formando o MESOAXÔNIO (segmentos de membranas 
grudadas/fundidas). 
 ¥ caso a fibra seja destinada a ser mielínica ela começa a aumentar o tamanho do 
mesoaxônio. Assim, o citoesqueleto começa a puxar ele e ele começa a dar uma segunda volta 
no axônio, aí vai envolvendo várias vezes o axônio, formando a bainha de mielina. A cada volta, 
a membrana vai se fixando, até formar um envoltório espesso de membrana em torno do 
axônio. 
 ≥ no final da mielinização haverá 2 mesoaxônios, um que iniciou (da primeira 
volta) e outro que terminou, sendo o MESOAXÔNIO INTERNO e o MESOAXÔNIO EXTERNO. 
≥ para separar uma fibra da fibra vizinha há o endoneuro que envolve a fibra. 
** endoneuro → capa de tecido conjuntivo frouxo que envolve fibra por fibra no tecido 
periférico. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• no citoplasma do axônio há filamentos intermediários (microtúbulos), ou seja, elementos do 
citoesqueleto, mitocôndrias (só há essa organela), vesículas sendo transportadas nos dois 
sentidos e citosol. Só tem mitocôndria ao longo do axônio porque o transporte de vesículas é 
dependente de ATP. 
 ¥ função dos componentes do citoesqueleto: 
 ≥ no axônio há filamentos intermediários, os quais fazem com que as células 
do circuito neuronal não percam o contato entre elas, uma vez que estabiliza e dá rigidez para 
as ligações entre as células. 
 ≥ no axônio há também microtúbulos parafazer o transporte dos 
neurotransmissores que estão dentro de vesículas sinápticas até o botão sináptico (onde 
ocorre a sinapse). 
 ◊ quem faz esse transporte são as SINESINAS e o transporte é chamado 
de ANTERÓGRADO, o qual ocorre do corpo celular para a periferia/para o axônio. 
 ≥ as extremidades dos neurônios ficam pinocitando o fluido intersticial 
(constituído por água, íons, sais, nucleotídeos, pode ter produto de secreção de células, etc) o 
tempo todo. Essa pinocitose gera vesículas de pinocitose, as quais são trazidas para o corpo 
celular pelas dineínas, sendo que essas vesículas de pinocitose fazem o transporte desse fluido. 
 ◊ quem faz esse transporte são as DINEÍNAS e ele é chamado de 
RETRÓGRADO, o qual ocorre da periferia para o corpo celular. 
 ◊ é o contrário do transporte anterógrado. 
◊ corre o risco de ir para o corpo neuronal. 
 ¥ as vesículas de pinocitose servem para levar até o núcleo das células fatores de 
sobrevivência, fatores neurotróficos, ou seja, fatores que fazem com que elas se mantenham 
vivas. 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
CONTINUAÇÃO DE TECIDO NERVOSO 
- TIPOS MORFOLÓGICOS DE NEURÔNIOS: 
❖ MULTIPOLAR: 
• é o tipo mais abundante no SN. 
• cada neurônio multipolar é formado por CORPO CELULAR + VÁRIOS DENDRITOS + 1 AXÔNIO. 
• tem formato estrelado. 
• tem vários prolongamentos citoplasmáticos saindo do corpo celular. 
¥ um desses prolongamentos tende a ser longo e funcionar na condução do estímulo 
até a próxima célula, seja ela uma célula neuronal ou não e é chamado de AXÔNIO. 
 ¥ os outros prolongamentos tendem a ser mais curtos e ramificados, e são chamados 
de DENDRITOS, sendo pontos nos quais os neurônios podem receber estímulos. 
• AXÔNIO: 
 ¥ porção final/extremidade, geralmente, é muito ramificada e é chamada de 
TELODENDRO. 
 ≥ na extremidade de cada ramificação do axônio, ou seja, no ramo de cada 
telodendro, há uma dilatação, a qual é chamada de BOTÃO SINÁPTICO TERMINAL (terminal 
porque está na extremidade, depois dele não há mais nada de neurônio). 
 ≥ o botão sináptico não é terminal em todos, pode ter BOTÃO SINÁPTICO EM 
PASSAGEM, sendo que nesse tipo o axônio ao invés de só dilatar no finalzinho, sofre umas 
dilações na sua trajetória. É chamado de “em passagem” porque está no meio do caminho/ 
do estímulo que vai percorrer o axônio. E aí quando os neurônios têm esses botões sinápticos 
em passagem, eles podem fazer sinapses com células que estão ao lado dele, ou seja, células 
vizinhas. 
 ≥ a maioria dos neurônios só tem botão sináptico na terminação, sendo 
BOTÃO SINÁPTICO TERMINAL. 
 ≥ RESUMINDO → toda dilatação axonal é chamada de BOTÃO SINÁPTICO, e 
todo botão sináptico é um LOCAL DE ARMAZENAMENTO DE VESÍCULAS SINÁPTICAS, ou seja, 
de vesículas que contém neurotransmissores. 
 ≥ sempre encontra nesses botões MITOCÔNDRIAS, as quais respiram e 
produzem ATP para o transporte das vesículas → CARACTERÍSTICA MORFOLÓGICA. 
• possui apenas mitocôndrias e RE. 
** sinapse → termo morfofuncional; é o local de encontro entre 2 células, sendo que pelo 
menos uma delas é um neurônio e há passagem de informação/estímulo. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• NEURÔNIOS MULTIPOLARES se subdividem: 
¥ NEURÔNIO DE GOLGI TIPO I → o axônio ultrapassa a árvore dendrítica, uma vez 
que tem um comprimento maior que a medida do dendrito. 
 ≥ está presente quase no corpo todo. 
 ≥ ex: células de Purkinge. 
¥ NEURÔNIO DE GOLGI TIPO II → o axônio não ultrapassa a árvore dendrítica. 
≥ está presente no SNC, e em alguns lugares específicos, como o cerebelo. 
❖ BIPOLAR: 
• formado por um corpo celular, de onde sai um axônio e outro prolongamento que se divide 
e ramifica. 
• formato alongado/ovulado. 
• são encontrados nos NEUROEPITÉLIOS. 
¥ participam de uma via linear de ativação → ex: neurônio do botão gustativo. 
❖ PSEUDOUNIPOLAR: 
• tem um corpo celular, de onde sai um único prolongamento, o qual se bifurca, aí uma 
extremidade funciona como dendrito e a outra como axônio. 
• como só tem um prolongamento, esse corpo fica com formato arredondado. 
• são encontrados nos gânglios espinais. 
 
- COMUNICAÇÃO SINÁPTICA: 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• ELEMENTO PRÉ-SINÁPTICO → quem passa a informação. 
 ¥ nesse elemento é encontrado vesículas que contêm neurotransmissores, 
mitocôndrias e pode-se encontrar ainda um espaço delimitado por membrana, como se fosse 
um mini-endossoma (só são encontrados nos neurônios que fazem recaptação de 
neurotransmissores. Assim, esses neurotransmissores recaptados formam novas vesículas, ou 
seja, participam do processo de reciclagem). 
 ¥ todo elemento pré-sináptico tem que ter uma sustentação para se manter naquele 
lugar, por isso, sempre se encontra atrás da membrana plasmática uma elétron-densidade, 
que corresponde ao ponto de inserção dos FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS. Além disso, há 
também proteínas periféricas, que conectam os elementos do citoesqueleto (filamentos 
intermediários) à membrana plasmática. Isso tudo para manter a sinapse naquele local. 
• ELEMENTO PÓS-SINÁPTICO → quem recebe a informação. 
 ¥ esse elemento possui o elemento de sustentação para manter a sinapse, sendo ele os 
FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS. Além disso, há também proteínas periféricas, que conectam 
os elementos do citoesqueleto (filamentos intermediários) à membrana plasmática. 
 ¥ não há vesícula nem mitocôndria. 
** cada neurotransmissor tem uma vesícula com morfologia diferente. 
- POTENCIAIS DE MEMBRANA: 
• a condução de um estímulo nervoso inicia quando alguma coisa consegue inverter a 
polarização da membrana. 
• diz-se que a membrana está em repouso quando há muito sódio (Na+) do lado de fora e 
potássio (K+) do lado de dentro, aí ela tem menos potássio dentro e por isso é negativa do 
lado de dentro e positiva do lado de fora. 
 ¥ há portões que ficam mandando sódio para fora e potássio para dentro para manter 
esse potencial de repouso. 
• há outros portões iônicos, sendo que cada um é aberto mediante estímulos, como estímulos 
químicos, mecânicos, etc. 
• toda vez que um estímulo ativar portões que transportem sódio para dentro e potássio para 
fora, ocorre INVERSÃO DE POLARIDADE. 
 ¥ o potássio sai mais devagar do que o sódio entra, logo, vai demorar, mas haverá a 
inversão de polaridade e quando um estímulo faz isso, outros portões se abrem em sequência, 
mas quando tiver abrindo o 2º o primeiro já está voltando ao normal. 
• posso ter ativações conflitantes → um botão sináptico provocando inversão de polaridade e 
ao mesmo tempo outro estímulo ativando uma hiperpolarização, fazendo com que a diferença 
de potencial fique exacerbada. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
¥ toda vez que a diferença de potencial aumenta a membrana hiperpolariza (fica mais 
negativa do lado de dentro), aí o neurônio demora mais tempo para inverter a polaridade da 
membrana. 
 ≥ quando se usa um anestésico, usamos uma substância que ativa portões na 
membrana, os quais provocam hiperpolarização, aí o neurônio fica um tempo sem reagir até 
conseguir despolarizar. 
 ≥ os medicamentos impedem o estímulo por meio da hiperpolarização, 
mantendo o neurônio sem agir por um tempo, pois ele está em repouso. 
• se receber estímulos antagônicos, ou seja, um estimulando e outro inibindo, o que acontecerá 
irá depender do balanço final, uma vez que se sai mais cátion do que entra irá ocorrer uma 
repolarização (membrana volta a ficar em repouso). Agora, se entrar mais cátion do que sai, 
ocorre uma despolarização e preciso fazer uma inversão de polaridade, porque ficou muito 
positivo dentro. 
- TIPOS DE SINAPSES QUÍMICAS: 
- AXO-DENDRÍTICAS → axônio para a informação para o dendrito. 
- AXO-SOMÁTICAS → axônio de um neurônio estimulando um corpo celular de outro 
neurônio. 
- AXO-EFETUADORAS → sinapse entre neurônio e uma célula qualquer, que não seja 
neurônio. 
 ¥ ex:célula epitelial, célula adiposa, célula muscular. 
- AXO-AXONAL → entre 2 axônios. Normalmente, se dá pelo botão em passagem. 
- DENDRO-DENDRÍTICAS → neurônio passa a informação para outro, usando seu dendrito. Aí 
a vesícula é encaminhada para o dendrito, aí ele passa a agir como neurônio, encaminhando a 
informação para outro dendrito. 
** as vesículas de neurotransmissores são produzidas no corpo celular e, geralmente, são 
transportadas para as vesículas. 
- DETALHES SOBRE OS NEURÔNIOS: 
• o axônio pode estimular a membrana de outro neurônio, ou seja, neurônios mantêm suas 
membranas polarizadas. Mesmo que o neurônio esteja funcionando num circuito num 
determinado momento, ele está transportando íons, ou seja, mantendo o sódio fora e 
potássio dentro, para se manter excitado. Assim, o neurônio que não esteja com sua 
membrana polarizada, não pode ser estimulado. 
 ¥ se ao longo da membrana encontra-se um neurônio polarizado, ele pode ser 
estimulado em qualquer lugar. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• neurônio está sempre produzindo neurotransmissores e possui um núcleo eucromático, sendo 
que a transcrição de gene é muito grande → há genes que são transcritos que codificam 
moléculas para manter a célula viva, transcrição de tubulinas, transcrição de genes que 
formam neurofibrilas (para manter seus tamanhos e suas sinapses ao longo da vida), 
transcrição de genes que estarão relacionados ao neurotransmissor em questão. 
• o neurônio tem que produzir muitas proteínas de esqueleto, por isso, nele há muitas 
POLIRRIBOSSOMAS LIVRES, que são os CORPÚSCULOS DE NISSL → produzem neurofrilinas, 
tubulinas para manter a célula viva. 
- NEUROTRANSMISSORES: 
• há vários tipos de neurotransmissores. 
• exemplo de aminoácidos que funcionam como neurotransmissores → acelticolina, dopamina, 
epinefrina, histamina, encefalinas. 
- ORGANIZAÇÃO DA SUBSTÂNCIA BRANCA E CINZENTA: 
• no SNC há o tecido nervoso dividido entre a SUBSTÂNCIA CINZENTA (há corpos de neurônios 
e poucas fibras mielinizadas + células da glia) e SUBSTÂNCIA BRANCA (não há corpos de 
neurônios e há muitas fibras mielinizadas + células da glia). 
• no CEREBELO há as folhas cerebelares e em cada uma delas a SUBSTÂNCIA CINZENTA se 
organiza em 3 camadas em volta de um eixo de SUBSTÂNCIA BRANCA, ou seja, a substância 
branca é revestida pela substancia cinzenta. 
 ¥ EIXO = substância branca. 
 ¥ PERIFERIA= substância cinzenta. 
 ≥ CAMADA MOLECULAR → pequenos neurônios afastados um do outro. 
≥ CAMADAS DE CÉLULA DE PURKINGE → uma camada só. 2 parte. 
≥ CAMADA GRANULOSA → núcleos pertinhos. 
 ◊ essa camada vem depois da substância branca, sendo a mais interna. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
• no CÉREBRO a SUBSTÂNCIA CINZENTA se organiza em 7 camadas: 
≥ CAMADA MOLECULAR → perto da pia-máter. 
 ≥ CAMADA EXTERNA DE CÉLULAS GRANULARES. 
 ≥ CAMADA EXTERNA DE CÉLULAS PIRAMIDAIS → neurônios que lembram as células 
de punkinge e tem um axônio mais comprido e quantidade menor de dendritos. 
 ≥ CAMADA INTERNA GRANULAR. 
 ≥ CAMADA INTERNA DE CÉLULAS PIRAMIDAIS. 
 ≥ CAMADA MULTIFORME → mais interna. 
 ◊ depois dessa camada vem a substância branca. 
- NERVO: 
• órgão do SNP. 
 • nele não é encontrado corpos de neurônios, somente axônios revestidos por bainhas de 
mielina. 
• um nervo é um conjunto de feixes nervosos e dentro de cada feixe há fibras nervosas. 
 ¥ FIBRA → AXÔNIO + BAINHA DE MIELINA. 
• EPINEURO → cápsula de tecido conjuntivo denso modelado, a qual reveste o nervo 
externamente. 
 ¥ local de chegada de vasos sanguíneos, os quais entram no nervo via perineuro e 
capilarizam no epineuro. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• PERINEURO → cápsula de tecido conjuntivo denso modelado, a qual divide os feixes 
nervosos. 
• ENDONEURO → formado por tecido conjuntivo frouxo, sendo que ele envolve cada fibra 
nervosa. 
 
** no mesmo feixe nervoso tenho fibras aferentes (neurônios dos gânglios, os quais mandam 
através de suas raízes dorsais informações para a medula dorsal) e eferentes. 
- SNP → nos GÂNGLIOS, além dos corpos de neurônios há os ANFÍCITOS ou CÉLULAS 
SATÉLITES que agem como os astrócitos (não existem no SNP). 
- DEGENERAÇÃO AXONAL ou WALLERIANA: 
• existe regeneração de fibra nervosa, sendo que um neurônio pode regenerar se ele for 
atingido no seu axônio, uma vez que o corpo celular se mantém vivo e pode produzir mais 
membrana, mais filamentos. 
• existe um padrão da regeneração, tendo com exemplo: 
1- há um neurônio motor íntegro. 
2- por algum motivo esse axônio foi seccionado, aí o corpo do neurônio se desestrutura 
temporariamente (o núcleo que era central passa a ser periférico, os corpúsculos de Nissl 
diminuem) e ao mesmo tempo os macrófagos do endoneuro começam a fagocitar os restos 
daquele axônio. 
3- esse corpo celular que sofreu, começa a se reestruturar e se encher de polirribossomos, os 
quais codificam proteínas do citoesqueleto e fazem o que sobrou do axônio crescer de novo 
(NEURITRO → axônio em crescimento). 
4- o axônio em crescimento, ou seja, o neuritro tem que ser direcionado para a célula alvo, aí a 
célula de Schwann faz isso, formando uma lâmina basal, como se fosse um corredor, por 
onde o neuritro cresce no interior de um CONDUTO e chega na célula alvo. Se isso acontecer, 
o axônio regenerado atinge e a célula alvo e volta a funcionar e a célula alvo se recupera. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ caso o conduto feito pela célula de Schwann não seja feito corretamente, os 
neuritros não são formados corretamente, aí a célula alvo não se recupera, ou seja, os 
neuritros não são conduzidos adequeadamente. 
 
** os acúmulos de neurônios fora do SNC são chamados de GÂNGLIOS NERVOSOS. 
** grupos de fibras nervosas formam os feixes ou tratos no SNC e os nervos no SNP. 
 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
TECIDO MUSCULAR – ESTRIADO ESQUELÉTICO 
- formado por células contráteis, chamadas FIBRAS (nome genérico que se aplica a várias 
coisas). 
 ¥ FIBRA MUSCULAR → célula inteira. 
** organelas das células musculares → tem nomes próprios. 
- músculo estriado esquelético é formado por um CONJUNTO DE CÉLULAS CILÍNDRICAS E 
CONTRÁTEIS, chamadas de FIBRAS. 
- os músculos estriados esqueléticos são revestidos por uma membrana conjuntiva, chamada 
de EPIMÍSIO (histologia), mesma coisa que fáscia muscular. 
 ¥ EPIMÍSIO → reveste o músculo inteiro, sendo formado por tecido conjuntivo denso 
modelado. 
 ≥ ela emite projeções para dentro do músculo e divide as células musculares 
em grupo, os FASCÍCULOS MUSCULARES. Dentro dos feixes/fascículos encontramos as células. 
- PERIMÍSIO (pode ser tecido conjuntivo denso modelado, denso não modelado e frouxo, 
quando chega mais internamente) → emite projeções para dentro do fascículo que envolve as 
células. 
 ¥ envolve os feixes/fascículos de fibras. 
** conjunto de células forma um fascículo. 
- ENDOMÍSIO → cada célula é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo frouxo, 
chamado de ENDOMÍSIO. 
 ¥ é usado como caminho para vascularização e inervação. 
 ≥ as artérias chegam no músculo pela fáscia/EPIMÍSIO e ramificam. Aí entram 
no músculo pelo perimísio, aí ramifica e entra nos fascículos e se distribui capilarizando até 
atingir o endomísio. Esse capailares retornam formando vênulas para o perimísio, essas 
vênulas retornam para o epimisio e lá formam as veias que levam o sangue embora. 
 ≥ os nervos também chegam no músculo pela fáscia/EPIMÍSIO e se ramificam 
até atingir o endomísio. 
 ¥ essa compartimentalização (epimísio, perimísio e endomísio) serve para distribuir 
oxigênio e nutrientes entre as células, uma vez que o metabolismo é elevado. Importante 
também para inervação, sendo que cada célula tem a chance de ser inervado por um 
nervinho. 
 ≥ na musculatura esquelética conseguimos contROLAR A INTENSIDADE DA 
CONTRAÇÃO MUSCULAR, porque a inervação é individualizada.- as células desse tecido são espessas/grandes em comprimento e largura. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ dentro temos organelas, citoplasma, citosol. 
- cada célula muscular é atravessada no sentido de comprimento por muitas MIOFRILAS, que 
são formadas por elementos do citoesqueleto. 
- essas células em relação ao comprimento, terão o comprimento do fascículo no lugar que elas 
ocupam → quanto mais periférica menor o comprimento das células, mas elas têm o tamanho 
do fascículo onde ela está. 
- são células com muitos núcleos, os quais são periféricos. 
 ¥ células mesordêmicas que se diferenciam em células musculares, são chamadas de 
MIOBLASTO (célula fusiforme e mononucleda). 
 ≥ se o mioblasto se tornar uma célula lisa, continua assim. Se for cardíaca, 
eventualmente pode fundir com outra. Mas se for muscular esquelética, irá fundir vários 
mioblastos, aí essas células serão multinucleadas e, por isso, conseguem ficar tão grande. 
 ¥ células musculares podem crescer tanto em comprimento quanto em espessura, na 
medida que vamos requisitando nossos músculos. Então, pode existir ao longo da vida fusão 
de novos mioblastos das células mesenquimais que estão no endomísio. 
 ≥ CÉLULAS SÁTELITES = CÉLULAS MESENQUIMAIS NO ENDOMÍSIO. 
- célula estriada esquelética contrai com uma força considerável, uma vez que ela pega as 
organelas coloca na periferia e deixa um espaço todo livre para encher de elementos 
contráteis, que são as MIOFIBRILAS. 
¥ entre uma miofibrila e outra, encontra-se citoplasma, mitocôndria e REL, o resto das 
organelas está tudo na periferia da célula, inclusive os núcleos. 
- MIOFIBRILAS → possui formato cilíndrico também. E é formada por componentes do 
citoesqueleto, ou seja, por proteínas. 
 ¥ cada uma é formada por estruturas que se repetem → formadas por unidades 
repetitivas chamadas SARCÔMEROS. 
 ≥ a unidade morfofuncional no músculo estriado esquelético, cardíaco é um 
SARCÔMERO. 
- COMPOSIÇÃO DO SARCÔMERO: 
• eles se iniciam e finalizam em aglomerados protéicos, denominados LINHA Z (possui 
filamentos intermediários formados por desminas, titinas, nebulinas). 
¥ nessa linha há varias proteínas aglomeradas uma nas outras. 
 ¥ essa linha serve de ponto de apoio/fixação para filamentos protéicos chamados 
FILAMENTOS FINOS, os quais se fixam nessa linha. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• FILAMENTOS FINOS → são formados por 3 tipos de proteínas: ACTINA, TROPOMIOSINA e 
TROPONINA. 
¥ eles atravessam o sarcômero até uma certa distância. 
 ¥ entre um filamento fino e outro, há um aglomerado de filamentos mais grossos, 
composto por uma só proteína, a PROTEÍNA MIOSINA, chamado de FILAMENTO ESPESSO. 
• há uma região central do sarcômero com os 2 tipos de filamentos (fino e espesso), sendo 
essa região chamada de BANDA A. 
• na região central/no centro da banda A há uma parte que tem só filamento espesso e é 
chamada de BANDA H. 
• na periferia do sarcômero, perto da linha Z, há somente filamentos finos, sendo que uma 
parte é dos filamentos é de um sarcômero e a outra é de outro, e aí isso forma a BANDA I. 
¥ entre a banda I há a linha Z. 
• LINHA M → localiza-se no meio da banda H, parte interligada por proteínas. 
 ¥ sustenta os filamentos espessos. 
- RESUMO DE MIOFIBRILA → é uma sequência de sarcômeros ou é formada por uma 
sequência alternada de BANDA I e BANDA A. 
• parte escura = BANDA A → é mais denso, pois tem os dois tipos de filamentos. 
• parte clara = BANDA I → menos denso. 
• no meio da banda I tem a LINHA Z → atravessa a banda I. 
• miofibrilas são coincidentes, isso é bom para vê-las. 
• vários sarcômeros (constituídos pelas linhas e bandas) formam uma miofibrila (é um cilindro 
que atravessa a célula de ponta a ponta e se prendem nas pontas das membranas plasmáticas 
das células). E em cada célula há várias miofibrilas. 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
** pontinhos da imagem → 1) filamentos finos – 2) filamentos espessos (para cada filamento 
espesso, há 6 filamentos finos dispostos milimetricamente calculado, formando um hexágono) 
– 3)banda H, onde há proteínas fazendo a ligação entre os filamentos espessos – 4) ligação 
da miosina com actina na cabeça da miosina. 
- durante a reposição de miofibrilas se não estiver mais usando elas, a célula degrada as 
miofibrilas. Mas depois se precisar/se estimular de novo produz de novo as miofibrilas. 
- FILAMENTOS MOLECULARES: 
• FILAMENTO FINO tem 3 tipos de proteínas (ACTINA, TROPOMIOSINA e TROPONINA). 
 ¥ a base é um microfilamento de actina (microfilamento é formado por 2 cadeias de 
monômeros globulares torcidas uma sobre a outra, em hélice dupla). 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
 ¥ desenho → cada bolinha marrom é um MICROFILAMENTO DE ACTINA. Sobre o 
microfilamento há a proteína TROPOMIOSINA (proteína dimérica e filamentosa, sendo que 
os filamentos ficam enrolados em hélice), linha azul. E cada tropomiosina corresponde a 7 
actinas, aí tenho várias tropomiosinas ao longo do filamento fino. E para cada tropomiosina 
tenho uma TROPONINA. Isso forma um filamento fino do sarcômero. 
 ≥ TROPONINA é um TRÍMERO e é globular, ou seja, uma proteína formada 
por 3 moléculas protéicas, 3 subunidades. Cada subunidade tem um nome e uma função: 
 ◊ TROPONINA/SUBUNIDADE T (TnT) → proteína que se liga na tropomiosina. 
 ◊ TROPONINA/SUBUNIDADE C (TnC) → tem sítios de ligação para íons cálcio, 
ou seja, se ligam aos íons cálcio. 
 ◊ TROPONINA I (TnI) → função estrutural, ela conecta-se as outras 2 
subunidades, ou seja, mantém a estrutura da TROPONINA. 
- ORGANIZAÇÃO DO FILAMENTO ESPESSO (MIOSINA): 
• encontram-se várias miosinas agregadas. 
• essa proteína, miosina, é tetramérica, ou seja, formada por 4 cadeias de aminoácidos, 
sendo 2 longas e 2 curtas. 
• a molécula de miosina tem uma EXTREMIDADE MAIS DILATADA, a qual é formada por 
cadeias leves/curtas e por partes das cadeias longas e é chamada de CABEÇA DA MOLÉCULA 
DE MIOSINA. 
 ¥ no filamento espesso essas cabeças ficam voltadas para fora dele. 
 ¥ é como se cada miosina fosse um bastão de golfe. Assim, pegando vários bastões de 
golfe com a cabeça para fora, teremos uma filamento espesso. 
 ¥ varias cabeças dão a volta por fora do filamento fino, uma vez que elas se projetam 
para fora do filamento espesso e atingem o filamento fino. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ na banda H não tem cabeça de miosina, porque essas cabeças ficam para 
fora. Nessa banda só há a cauda. 
 ≥ as cabeças ficam voltadas para a periferia da banda A. 
• os aminoácidos ficam na miosina toda. 
• CABEÇA DA MIOSINA → nela que encontramos o sítio de ligação da actina com miosina, e 
onde há a atividade de ATPase, com produção de ATP para a contração/para o sarcômero. 
• a molécula de miosina pode ser divida em dois fragmentos: MEROMIOSINA LEVE e 
MEROMIOSINA PESADA. O fragmento leve corresponde à maior parte da porção em bastão 
da molécula, enquanto a pesada contém a saliência globular(cabeça) mais uma parte do 
bastão. 
** músculo estriado esquelético só responde ao SN, ou seja, ao estímulo do SN. 
- CONTRAÇÃO: 
• fibra recebe um impulso nervoso, aí o terminal axônico libera acetilcolina, que se difunde 
através da fenda sináptica e prende-se aos receptores situados na membrana plasmáticada 
dobras juncionais. 
• a ligação com o neurotransmissor faz com que a membrana plasmática torne-se mais 
permeável ao sódio, o que resulta na despolarização da membrana. 
 ¥ essa despolarização tem início na PLACA MOTORA ( ZXXXX) e se propaga ao longo da 
membrana da fibra muscular e penetra a profundidade da fibra. Em cada tríade o sinal 
despolarizador passa para o RE e resulta na liberação de Ca2+, que inicia o ciclo da contração. 
 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
LÂMINA 33 - MEDULA ESPINAL 
- identificar a olho nu → substância branca e cinzenta, o canal central damedula e a dura-
máter. 
- MENOR AUMENTO: 
• corte transversal de medula espinal. 
• parte no meio, mais escura com formato de borboleta ou letra H → SUBSTÂNCIA CINZENTA 
da medula, nela ENCONTRA-SE OS CORPOS DE NEURÔNIOS. 
• corada com TRICRÔMICO DE GOMORY → tudo verde é fibra colágena de tecido conjuntivo; 
do lado de fora verde são as MENINGES. 
 ¥ Meninge grossa → DURA-MÁTER. 
 ¥ Meninge fina (fiapo) → ARACNÓIDE. 
 ¥ Meninge fina (colada na medula/no tecido nervoso) → PIA-MÁTER. 
 ¥ Espaço entre a aracnóide e dura-máter = ESPAÇO SUBDURAL. 
 ¥ Espaço entre a aracnóide e pia-máter = ESPAÇO SUBARACNOIDE. 
• há pedacinhos de tecido nervoso atravessando o espaço subaracnoide = raízes dorsais do 
gânglio espinal. 
¥ há um gânglio espinal ao lado da medula, aí ele recebe informações e passa para a 
medula que tem que atravessar todas as meninges. 
• na aracnóide e pia-máter há vários VASOS SANGUÍNEOS. 
¥ A pia-máter emite septos para dentro desse tecido nervoso, o qual leva vasos 
sanguíneos para dentro da medula. 
• no meio da substância cinzenta há um orifício grande que é o CANAL CENTRAL DA 
MEDULA, no entorno dele há células que mantêm a natureza epitelial delas (agarradinhas, 
cúbicas e tem uns prolongamentos), sendo as CÉLULAS EPENDIMÁRIAS. 
• na substancia cinzenta há CÉLULAS GRANDES com citoplasma em lilás ou roxo, é um 
CORPO DE NEURÔNIO. A parte redondinha e clara no meio é o núcleo e os pontinhos 
dentro do núcleo são heterocramatina. 
 ¥ o neurônio como é uma célula grande que sofre retração na etapa de desidratação, 
assim, a parte transparente/branca corresponde ao tanto que o neurônio perdeu de água na 
desidratação. Em volta desse espaço de retração há uns filamentos meios rosados, são os 
PROLONGAMENTOS CITOPLASMÁTICOS de todas as células do tecido nervoso. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 
 ≥ no meio dessa trama de filamentos há NÚCLEOS DOS GLIÓCITOS 
(astrócitos, oligondendrócitos). 
 ◊ núcleo claro com um pontinho no meio, mais ou menos ovulado → 
núcleo do oligodendrócito. 
• na SUBSTÂNCIA BRANCA não há corpo de neurônios, mas tem um ponto avermelhado no 
meio do espaço branco, que são os AXÔNIOS. O espaço branco corresponde onde ficava a 
bainha de mielina, sendo a IMAGEM NEGATIVA DA BAINHA DE MIELINA. Aí há tipo 
um anel em volta da bainha, que é o citoplasma da última volta do oligodendrócito. 
 
LÂMINA DE CORTE DE NERVO – 36: 
❖ CORTE TRANSVERSAL: 
- nervo é um conjunto de feixes nervosos 
 ¥ bolota é um feixe nervoso. O conjunto é um nervo. 
 ≥ nervos e vasos sanguíneos percorrem o corpo paralelamente, por isso é 
possível ver um vaso. 
- EPINEURO (verde) → tecido conjuntivo DENSO MODELADO que dá a volta no nervo todo. 
- PERINEURO (verde) → tecido conjuntivo DENSO MODELADO fica entre os feixes nervosos, 
separando um do outro. 
- ENDONEURO (verde) → tecido conjuntivo FROUXO presente dentro dos feixes (do material 
cor de rosa), separando uma fibra da outra. 
- tudo que é cor de rosa = tecido nervoso. 
- o espaço branco que se vê dentro do espaço cor de rosa é a BAINHA DE MIELINA EM 
IMAGEM NEGATIVA. 
- as vezes tem um pontinho vermelho que é o AXÔNIO. 
❖ CORTE LONGITUDINAL: 
- é possível ver o citoplasma da célula de schwann. 
- rosa mais grossinho → NÚCLEO DE CÉLULA DE SCHWANN. 
 
 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
CONTINUAÇÃO DE TECIDO MUSCULAR – ESTRIADO 
ESQUELÉTICO 
- células musculares estriadas esqueléticas ARMAZENAM GLICOSE NA FORMA DE 
GLICOGÊNIO, mas elas não devolvem esse glicogênio, uma vez que usam esse glicogênio para 
o metabolismo delas, que é muito intenso. 
- CONTRAÇÃO MUSCULAR: 
• a contração das miofibrilas tem que ser simultânea. Mas a célula estriada esquelética é 
muito grande, por isso as células estriadas e cardíacas têm invaginações, que são os TÚBULOS 
T. Esses túbulos T passam entre as miofibrilas e voltam, passam de novo e voltam e assim por 
diante. 
 ¥ junto a essas invaginações da membrana ou dos túbulos T, há REL, os quais 
acompanham essas invaginações. Devido a isso, quando o estímulo se propaga pela 
membrana, o que ocorre extremamente rápido, ele atinge também o REL, permitindo que o 
Ca2+ seja liberado tanto na periferia quanto no interior da célula. 
 ≥ logo, os túbulos T são importantíssimos para fazer as células contraírem ao 
mesmo tempo. 
• quando o SN precisa que uma célula muscular se contraia ele gera um estímulo que causa 
uma despolarização na membrana, transportando K+ para fora e Na+ para dentro. Quando o 
esse estímulo chega no botão sináptico da célula nervosa, ativa a calmodulina, a qual ativa a 
sinesina, essa sinesina ativada quebra ATPs, mandando a vesícula em direção a membrana. Em 
seguida, há a fusão da membrana da vesícula com a membrana plasmática, aí o 
neurotransmissor é liberado na fenda sináptica e ao invés de continuar abrindo portão de Na+, 
ele abre portão de Ca2+. 
** Ca+ na célula nervosa só pode entrar quando tiver que ativar outra célula. 
• quando o Ca2+ é liberado e atinge o terminal axônico, esse terminal libera ACETILCOLINA 
(transmissor químico), a qual se difunde através da fenda sináptica e prende-se aos 
receptores situados na membrana plasmática. Essa ligação do neurotransmissor (acelticolina) 
com os receptores fazem com a membrana plasmática da célula muscular se despolarize, 
abrindo canais de Na+ e K+. 
• essa onda de despolarização se propaga pela membrana e atinge o REL, uma vez que ele faz 
contato com a membrana interna da membrana plasmática. Por isso, essa despolarização da 
membrana atinge o REL, fazendo com ele abra os canais de Ca+ e o liberem para o citoplasma 
por meio de difusão simples. 
 ¥ a despolarização do REL tem início na PLACA MOTORA. 
• esse Ca2+ liberado no citoplasma passa entre os filamentos finos e espessos do sarcômero. 
Aí no filamento fino tem a troponina C, a qual tem sítio de ligação para Ca+ que ele liga, aí ela 
muda de conformação, o que culmina na contração, uma vez que ela está junto da 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
tropomiosina e ambas mudam de conformação, assim, o sítio de ligação da miosina que se 
encontra na tropomiosina é exposto. Aí a miosina consegue se ligar na actina, formando uma 
“ponte” e aí ativam o complexo de ATPase que se encontra na cabeça da miosina. Em seguida 
ocorre hidrólise de ATP e a energia da hidrólise do ATP produz uma alteração na posição da 
cabeça de miosina, e os filamentos finos deslizam sobre os filamentos espessos, diminuindo o 
tamanho do sarcômero. 
• em volta da célula sempre tem fluído intersticial, contendo Ca2+. Dentro das células tem REL 
e canais para o cálcio se ligar. Se no citoplasma tiver Ca2+ sobrando, a célula vai contrair 
independente de estímulo. Então, é preciso controlar a contração das células e para isso 
ocorrer não se pode acumular Ca2+ dentro do citoplasma. Aí no REL há portões com proteínas 
(CALCEQUESTRINA), as quais guardam o Ca+ dentro do REL por meio do transporte ativo, 
pois, assim, o Ca+ não atinge uma quantidade que romperia as fibras. 
 ¥ sempre tem cálcio chegando, aí eles vão para dentro do REL. 
** toda célula que faz exocitose de grânulos tem que ter alguma estratégia para manter o 
cálcio fora do citoplasma, porque se entrar cálcio ocorre degranulação. 
 
TRÍADE (2 REL + TÚBULO T) → entre 2 cisternas de REL há uma bolota bem regular, 
que é um túbulo T cortado transversalmente, esse conjunto forma uma TRÍADE, as quais são 
características das células esqueléticas. 
 ≥ já nas células musculares cardíacas tem túbulo T e têm cisternas de retículo, 
mas ao invés de envolver tudo, o retículo envolve metade de um túbulo T, formando uma 
DÍADE. 
- PLACA MOTORA: 
• é o local de contato entre o botão simpático do axônio e a membrana da célula muscular 
esquelética (célula efetuadora). 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• se o organismo começar a produzir anticorpos contra receptores de acetilcolina,a 
acetilcolina não se liga no receptor e a célula não contrai. Aí o dono da célula perde 
intensidade de contração. 
¥ quanto maior a quantidade de células afetadas, menor a quantidade de contração. 
 ≥ essas células afetadas irão atrofiar, uma vez que quando a célula muscular 
não é ativada, ela para de recompor suas miofibrilas. 
 ¥ esse quadro é característico da MIASTENIA GRAVIS (auto-imune) → são produzidos 
anticorpos contra os receptores para a acetilcolina. Esses anticorpos ligam-se ao receptor e, 
dessa forma, impedem a ligação da acetilcolina. Esse fato bloqueia a interação normal entre o 
nervo e o músculo e provoca fraqueza muscular progressiva. 
** do mesmo jeito que existem proteínas agarrando nas membranas das faces laterais da 
célula para prender os filamentos finos, há proteínas atravessando a célula no sentido da 
largura, as quais passam nas miofibrilas e se enrolam nos filamentos espessos para mantê-
los em suspensão no citoplasma, essas proteínas formam as linhas M das bandas H. 
** sabe-se que o citoesqueleto tem haver com a transcrição gênica. Assim, o esqueleto do 
núcleo se comunica com o esqueleto da célula, aí qualquer modificação no esqueleto da célula 
pode causar alteração no funcionamento dela. 
- PROTEÍNA DISTROFINA: 
• sempre atrás da membrana plasmática tem um complexo de proteínas periféricas para 
segurar o esqueleto da membrana. 
• uma dessas proteínas periféricas no tecido muscular estriado esquelético é DISTROFINA → 
liga o citoesqueleto com a membrana plasmática. 
 ¥ quando a célula contrai a distrofina estica, diminuindo a tensão de membrana, 
evitando que a célula distenda. Se a distrofina estiver em baixa quantidade ou não estiver 
presente, há maior tensão de membrana, ocorrendo ruptura de membrana e desencadeando 
distrofias, com a de Duchene. 
- DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENE: 
• quando a membrana da célula muscular sofre microlesões (causadas pela ausência da 
distrofina), ela libera citocinas que provocam a diferenciação e proliferação das células 
satélites. Aí o miosblasto funde com essas células recuperando a célula lesada. 
• se essas lesões forem recorrentes, essas citocinas vão estabelecer um processo inflamatório 
crônico e a matriz do tecido conjuntivo ligada ao citoesqueleto vai acabar fibrosando e 
ocupando os locais das células musculares que estavam ali. Assim, as fibras musculares vão 
morrer. 
** tecido conjuntivo sempre responde a inflamação fibrosando. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• uma criança com a DISTROFIA DE DUCHENE nasce normal, aí a medida que ela começa a 
usar a musculatura as células começam a sofre microlesões, as quais vão ser repetitivas, aí o 
processo inflamatória será intenso. Aí fibras musculares irão morrer e o lugar será ocupado 
por tecido fibroso (tecido conjuntivo denso e gordura). 
 
TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO 
- COMPARAÇÃO ENTRE CÉLULA CARDÍACA E ESQUELÉTICA: 
• célula também é estriada, sendo organizada em miofibrilas. 
• ela é curta e magra, apesar de ser cilíndrica, não sendo tão volumosa. 
• tem 1 ou 2 núcleos de posição central. 
 ¥ cada mioblasto forma 1 CARDIOMIÓCITO, os quais são mononucleados. Mas pode 
acontecer de 2 mioblastos se fundirem e o cardiomiócito se tornar binucleado. 
 ¥ os núcleos são centrais e em volta do núcleo as células concentram suas organelas. 
 ≥ mas as cisternas do REL saem do centro e se espalham pela miofibrila, mas 
as demais organelas ficam perto do núcleo. 
 ≥ por causa dessas organelas no centro, as miofibrilas têm que desviar da 
região central para chegar do outro lado, sendo que nas LÂMINAS isso é representado por 
uma área clara, uma vez que está mal corado. Além disso, a água do citoplasma se perde e 
aparece na lâmina em imagem negativa, na região em vota do núcleo. 
• elas se fixam firmemente umas na outras através de COMPLEXOS DE DESMOSSOMAS. 
 ¥ na base do cilindro há inúmeros desmossomos, que fixam a célula muscular cardíaca 
à sua vizinha. Na membrana que delimita o corpo do cilindro/a altura do cilindro tenho muitas 
junções do tipo GAP, que fazem com que as células vizinhas funcionem como se fossem uma 
única célula. 
 
• também armazena glicogênio. 
• tem muito REL. 
• também tem troponina, contraindo do mesmo jeito que a célula esquelética, mas não tem 
ativação célula a célula como no músculo esquelético, é tudo junto. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ aqui há ativação de uma determinada célula e essa ativação não é nervosa, é feita 
pelo sistema de condução cardíaco, saindo do nódulo sinoatrial. Aí algumas células são 
ativadas, e o estímulo passa para a vizinha e para os portões iônicos. 
 ≥ assim, essas células se contraem de forma sincronizada, uma vez que 
atingem o limiar juntas, ou seja, as células do músculo cardíaco contraem juntas com uma 
força para fazer o sangue circular. 
 
- DISCO INTERCALAR → são pequenos risquinhos que aparecem na lâmina, os quais 
correspondem ao ponto de contato entre as células vizinhas; estão presentes somente na 
base. 
 
- REGENERAÇÃO DA CÉLULA CARDÍACA: 
• na célula cardíaca há feixes de conjuntivo que saem da superfície do coração e adentram 
entre as células, levando vasos sanguíneos. Nesses feixes, em tese tem como regenerar, uma 
vez que há células mesenquimais. Assim, em tese, o coração teria potencial regenerativo, só 
não faria devido à distribuição de fibras. Dessa forma, em algumas regiões existe 
neoformação de cardiomiócito, mas muitas vezes não é suficiente para regenerar um tecido 
infartado, uma vez que o potencial de regeneração é baixo. 
 ¥ experimentos já usam injeção de célula-tronco mesenquimal após um coração 
infartado e sem ter sofrido necrose. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
** a calcequestrina (seqüestra cálcio para o REL) trabalha o tempo todo e aí quando a célula 
recebe um estimulo o cálcio vai para o citoplasma e a calcequestrina continua trabalhando. 
¥ a ligação da miosina com a actina é INSTÁVEL e essa ligação ativa a atividade de 
ATPase da miosina, fazendo com que haja contração. Assim que a miosina dobra a cabecinha 
dela, ela volta para a posição original dela. Se o estímulo acaba, a calcequestrina volta com o 
cálcio rapidamente para o retículo e os portões se fecham, não tendo cálcio para contrair. 
** PARA CADA FILAMENTO ESPESSO HÁ 6 FINOS EM VOLTA. 
 ¥ as 6 ligações das cabecinhas de miosina não ocorrem ao mesmo tempo, quando 
uma cabecinha estiver soltando do filamendo fino, outras estarão ligando e mantendo a 
contração. É graças a essa formação que conseguimos manter a contração estável por um 
tempo. 
 
TECIDO MUSCULAR LISO 
- cada célula muscular lisa é chamada de LEIOMIÓCITO. 
¥ são células FUSIFORMES, ou seja, alongadas com extremidades afiladas. Cada célula 
tem somente 1 núcleo, o qual é central e o esqueleto não se organiza formando miofibrila, ou 
seja, não existe miofibrila. 
 
- nessas células os filamentos de actina e miosina não estão organizados em sarcômeros 
(como nas células musculares estriadas cardíacas e esqueléticas) e não possuem troponina, 
mas possuem tropomiosina. 
- célula também não armazena glicogênio/não armazena fonte de energia. 
- células musculares lisas são ativadas pelas vizinhas por meio de junções GAPs, por onde os 
estímulos passam. 
- possui discos intercalares (correspondem ao ponto de contato entre as células vizinhas). 
- essas células contraem em espessura e comprimento. Mas em relação às células estriadas é 
no sentido TRANSVERSAL, sendo que as estriadas são no sentido longitudinal. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
- na face interna da membrana há aglomerados de proteínas, os CORPOS DENSOS, os quais 
servem como ponto de fixação para os FILAMENTOS FINOS. Logo, os filamentos finos 
atravessam o citoplasma da célula e se apoiam nos corpos densos (faz a função da linha Z). 
¥ de vez em quando no meio do citoplasma há corpos densos quetambém servem de 
apoio para os filamentos finos. 
- FILAMENTOS ESPESSOS estarão entre os filamentos finos e da mesma forma eles são 
sustentados por proteínas que atravessam o citoplasma e mantêm eles em suspensão no 
citoplasma. 
¥ a miosina encontrada no músculo liso não fica esticadinha e sim com uma volta na 
cauda (meio que engatilhada). E na hora em que a miosina tiver um sítio específico fosforilado, 
ela muda de posição espacial, esticando. Então, ela fica voltada para o filamento fino, mas 
longe dele. E quando ela for fosforilada ela encaixa no filamento fino, fazendo a célula 
contrair após alguns processos. 
- célula muscular lisa não armazena Ca2+, mesmo tendo cálcio. Ela joga o cálcio que sobra no 
citoplasma, para fora. 
- ela pode ser estimulada de diferentes maneiras → pelo SN; por hormônios; por citocinas. 
 ¥ significa que na membrana dela há vários receptores, inclusive para coisas 
diferentes, receptor para: histamina, noradrenalina, adrenalina. 
- CONTRAÇÃO: 
• quando a molécula ativadora se liga no seu receptor, vai acontecer uma sinalização/uma 
transdução de sinal, resultando na abertura de portão de Ca2+ na membrana da célula, aí a 
célula recebe Ca2+ em seu citoplasma. 
• no citoplasma da célula muscular lisa, esse Ca2+ se liga numa proteína que já estava presente 
lá, mas estava inativa, que é a CAUMODULINA. A caumodulina ativada vai provocar uma 
fosforilação na molécula de miosina, fosforilando o sítio da miosina, aí essa miosina estica e a 
cabecinha dela encontra com o filamento fino. Ai esse encontro promove a ativação da ATPase 
da miosina, ocorrendo a fosforilação do ATP e liberando energia, a qual é usada para mudar a 
angulação/conformação da cabeça da miosina, causando a contração em todos os sentidos. 
 ¥ a célula muscular lisa contrai esmagando, as outras duas contraem encurtando. 
 ¥ depois que muda a angulação da cabecinha, a cabecinha volta para seu local de 
origem. Aí enquanto tiver cálcio vai ter concentração, mas quando ele acabar há o 
relaxamento muscular. 
- CORTE LONGITUDINAL → essas células vão se encaixando uma na outra, de modo 
que a parte mais afilada se encaixe na parte mais larguinha da outra. 
 ¥ dentro do núcleo achatado e lilás vê um monte de pontinhos. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
- CORTE TRANSVERSAL → célula redondinha, núcleo redondinho; células menores e sem 
núcleo são as pontinhas das células. 
¥ tem feixe conjuntivo atravessando a musculatura → levam nervos e vasos. 
 ≥ esses feixes compartimentalizam o músculo em fascículos/em partes. 
 
 
REGENERAÇÃO DO TECIDO MUSCULAR 
- MÚSCULO CARDÍACO → “não regenera”. 
- MÚSCULO ESQUELÉTICO → tem uma pequena capacidade de regeneração. Admite-se que as 
CÉLULAS SATÉLITES sejam responsáveis por essa regeneração, uma vez que após uma lesão 
elas se tornam células ativas, proliferam por divisão mitótica e se fundem umas às outras para 
formar novas fibras musculares esqueléticas. 
- MÚSCULO LISO → tem uma resposta regenerativa mais eficiente. Ocorrendo lesões, as 
células musculares lisas que permanecem viáveis entram em mitose e reparam o tecido 
destruído. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
TECIDO SANGUÍNEO 
- tipo de tecido conjuntivo, considerando que as células estão afastadas umas das outras. Mas 
não tem fibra colágena. 
- é um tecido especial. 
- TECIDO DE INTEGRAÇÃO DO CORPO. 
- importante para a VOLEMIA (volume de sangue circulando), determinando maior ou menor 
pressão arterial. 
- FUNÇÕES → distribui nutrientes e oxigênio para as células; recolhe os catabólitos e os 
produtos de secreção delas; promove comunicação entre células que estão distantes; influencia 
no controle da temperatura (termorregulação); transporte e distribuição do sistema imune 
(leucócitos e proteínas – fatores de complemento, de coagulação, citocinas pró e anti-
inflamatórias); transporte de gases, anabólitos, catabólitos, metabólitos; hidratação → 
HOMEOSTASE. 
- COMPOSIÇÃO DO SANGUE: 
• ELEMENTOS FIGURADOS → CÉLULAS (leucócitos e hemácias) e PLAQUETAS. 
• PLASMA. 
- HEMÁCIAS correspondem à +- 45% do volume total de sangue. A parte sobrenadante 
correspondente ao PLASMA, o qual ocupa +- 55% do volume sanguíneo. Há uma fração bem 
pequena, sendo 1% do volume total de sangue, representado os LEUCÓCITOS. E as plaquetas, 
nessa representação, representam um valor desprezível, por serem bem pequenas. 
 
- PLASMA: 
• solução aquosa, onde se encontra circulando soluções de várias naturezas → proteínas, sais, 
ácidos graxos, fosfatos, cálcio, potássio, sódio, glicose. Além disso, há produtos celulares 
circulando no sangue, como hormônios. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
- LEUCÓCITOS: 
• nos leucócitos encontram-se 2 grupos formados por células nucleadas: 
❖ GRANULÓCITOS : 
• constituído pelos NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS. 
• NEUTRÓFILOS → +-5 lóbulos; grânulo dele enxerga como vários pontinhos. 
 ¥ a medida que ele vai envelhecendo ele vai se lobulando. 
• EOSINÓFILOS → 2 ou 3 lóbulos; grânulos enxergados como bolinhas (maiores que os dos 
neutrófilos) e mais escuros, sendo laranja. 
• BASÓFILOS → grânulos muito mais visíveis, muito maiores, os quais são mais roxos do que 
rosados; são mais difíceis de achar porque representa 1% dos leucócitos. 
• COMPARAÇÃO COM AGRANULÓCITOS → tem grânulos maiores e são grânulos que variam 
de acordo com o granulócito que estamos observando. 
¥ esses grânulos são chamados de ESPECÍFICOS/SECUNDÁRIOS, uma vez que depende 
do tipo de granulócito que estamos estudando. 
• cada uma dessas células tem apenas um núcleo, sendo que nos granulócitos o núcleo sofre 
umas constrições, por isso ele tem uma parte dilatada e uma fininha, sendo chamado de 
NÚCLEO LOBULADO. 
❖ AGRANULÓCITOS: 
• constituído pelos LINFÓCITOS e MONÓCITOS. 
• LINFÓCITOS → núcleo ocupa quase toda a célula. 
• MONÓCITOS → quando é jovem seu núcleo ocupa metade da célula, quando cresce ele 
continua ocupando mais ou menos metade do citoplasma da células, mas com outro formato, 
chamado de reniforme. 
• tem grânulos pequeninos e são LISOSSOMAS. 
 ¥ esses grânulos são chamados de PRIMÁRIOS ou AZURÓFILOS. 
 ¥ esses grânulos são iguais para todos os leucócitos. 
 
• CONTAGEM DIFERENCIAL DOS LEUCÓCITOS (proporção a cada um dos elementos figurados 
por cento do volume total) → dentre os leucócitos a mais comum é o NEUTRÓFILO (em torno 
de 56%); depois vem os LINFÓCITOS (34%); depois os EOSINÓFILOS (3%); os MONÓCITOS 
como os mais freqüentes dos agranulócitos (7%) e 1% de BASÓFILOS . 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
¥ média considerada normal para as pessoas que não estão sofrendo sintomas. 
** eosinófilos contêm em seus grânulos substâncias que combatem ferro. 
 
HEMÁCIAS → bicôncavas anucleadas; LINFÓCITOS → células roxas e arredondadas, 
ocupando quase toda a célula; NEUTRÓFILO → citoplasma palidamente corado e com o núcleo 
lobulado; EOSINÓFILO → grânulo mais grosso. 
 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
● LÂMINA 31 – MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO: 
- há 2 cortes de músculos → LONGITUDINAL e TRANSVERSAL. 
➢ CORTE LONGITUDINAL: 
- MENOR AUMENTO: 
• células grandes com formato cilíndrico, bastante eosinofílica. Elas se agrupam em feixes e 
entre um feixe e outro há um espaço que era ocupado por tecido conjuntivo, o qual se 
rasgou. Esse tecido conjuntivo é chamado de PERIMÍSIO (tecido conjuntivo denso 
modelado, não modelado ou frouxo – depende de quão interno ele está). 
 ¥ dentro dos fascículos há um espaço branco bem pequeno, que era ocupado pelo 
ENDOMÍSIO (tecido conjuntivo frouxo, comum que ele se rasgue durante a preparação). 
- AUMENTO MÉDIO: 
• na beiradinha do corte há um tecido muscular mais denso, que é o EPIMÍSIO (FÁSCIA 
MUSCULAR, composta de tecido conjuntivo denso modelado). 
• CÉLULA MUSCULAR → célula mais escura, com citoplasma claro. Há riscos escuros, que são 
as ESTRIAÇÕES TRANSVERSAIS(tem essas faixas escuras que atravessam o citoplasma no 
sentido transversal). 
 ¥ são as BANDAS A dos sarcômeros. 
• essas células são multinucleadas e os núcleos têm localizações periféricas, os quais são 
achatados. 
• esse conjunto de estruturas, células cilíndricas, espessas, com estriações transversais forma 
o MÚSCULO ESTRIADO ESQUELETICO. 
➢ CORTE TRANSVERSAL: 
• células agrupadas em fascículos, entre um fascículo e outro tinha tecido conjuntivo frouxo, 
formando o PERIMISIO. 
 ¥ dentro do perimísio há vasos, nervos. 
• dentro do fascículo entre uma célula e outra há pequenos espaços → ENDOMISIO (tecido 
conjuntivo frouxo). 
• há núcleos periféricos. 
• célula muscular é grande, meio poligonal, eosinofílica, separada por feixe de tecido 
conjuntivo. 
• há a fáscia muscular = EPIMÍSIO. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
• PERIMÍSIO é ramificação do epimísio. 
¥ associado ao epimísio (fáscia muscular) podemos ter bastante tecido adiposo. 
 
● LÂMINA 34 - CEREBELO: 
- OLHO NU: 
• gominhos são as folhas cerebelares. 
• há linhas escuras entrando nas folhas → pia-máter. 
• região mais clara, rosa clarinho → é a PONTE. 
• espaço branco → IV VENTRÍCULO. 
- MENOR AUMENTO: 
• projeções parecendo um gominho = FOLHA CEREBELAR. 
• espaço branco entre as folhas = SULCO CEREBELAR. 
 ¥ sulco separa as folhas. 
• revestindo a folha cerebelar (fiapinho) que adentra o sulco cerebelar para levar vaso lá para 
dento = PIA-MÁTER. 
• 3 CAMADAS que formam a SUBSTÂNCIA CINZENTA: 
¥ na beiradinha da folha o tecido nervoso é corado em rosa claro. E há pontinhos roxos 
longes uns dos outros que são núcleos das células → CAMADA MOLECULAR DO 
CEREBELO. 
¥ região com alta densidade de núcleo grandes → CAMADA GRANULOSA. 
 ≥ delimita um centro clarinho, sendo um espaço atravessando o centro da 
camada granulosa → SUBSTÂNCIA BRANCA (de um lado e do outro dessa substancia há a 
camada granulosa). 
¥ entre as duas camadas, há células mais triangulares, com núcleos maiores, claros, 
tendo nucléolo evidente e alguns prolongamentos → CÉLULAS DE PURKINGE (neurônios 
bipolares). 
• cerebelo delimita uma cavidade → CAVIDADE DO IV VENTRÍCULO, a qual é revestida 
por CÉLULAS EPENDIMÁRIAS DE REVESTIMENTO, as quais se projetam na luz do IV ventrículo 
formando o PLEXO CORÓIDE. 
 • PONTE → região ampla; rosa clarinho; monte de neurônios pequenos espalhados. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
CÉLULAS SANGUÍNEAS 
** as células são os leucócitos e as hemácias. 
 ¥ os leucócitos se subdividem em granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e 
agranulócitos (linfócitos e monócitos). 
● LINFÓCITOS: 
 
- população de células produzidas na medula óssea. 
- há pelo menos 3 populações grandes, as quais se subdividem em: LINFOCITOS T (são 
produzidos maturados e maturados quando passam no timo), LINFÓCITOS B e células natural 
killer (produzidos e maturados na medula óssea). 
- após a maturação, antes de irem para a circulação sanguínea, eles são testados para ver se 
estão reconhecendo as proteínas próprias, o que não pode ocorrer. O primeiro teste é FEITO 
NO NÍVEL DO ÓRGÃO MATURADOR, sendo que os antígenos próprios usados para esse teste 
são amplamente distribuídos pelo corpo. Passando no teste, esses linfócitos entram na 
circulação e vão para algum órgão linfóide secundário (armazenador de linfócitos – ex: baço, 
tonsila), quando esses linfócitos maduros chegam nesse órgão linfóide secundário, eles ficam 
lá sobrevivendo e são eventualmente testados e ativados. Quando são ativados, antes de 
saírem do órgão linfóide secundário e irem para circulação para chegar no foco da infecção 
para combater os antígenos, eles são testados uma segunda vez por antígenos mais restritos, 
os quais são próprios e encontrados em locais específicos. 
 ¥ se no primeiro teste, que ocorre no órgão de maturação, o linfócito reagir com um 
antígeno próprio, ele sofre apoptose. Se reconhecer um antígeno próprio no órgão linfóide 
secundário, antes desse linfócito ser induzido à apoptose, a célula apresentadora de antígenos 
tenta aproveitar esse linfócito, transformando-o em LINFÓCITO SUPRESSOR. 
 ¥ um linfócito T auxiliar foi corretamente produzido. Assim, esse linfócito foi testado 
nos órgãos secundários, sendo que esse teste foi feito com diferentes antígenos próprios, e 
houve o reconhecimento do antígeno próprio, mostrando que o linfócito T auxiliar não está 
respondendo adequadamente. Aí esse linfócito T auxiliar morre ou é transformado em 
LINFÓCITO SUPRESSOR. 
 ≥ o LINFÓCITO SUPRESSOR ou REGULADOR (LTreg) é responsável por fazer a 
resposta imune finalizar no final da infecção, ou seja, esse tipo de linfócito libera 
substâncias/CITOCINAS ANTI-INFLAMATÓRIAS, as quais atuam em células ativas que 
estavam combatendo uma infecção. Essa atuação ocorre após o término da infecção, uma vez 
que essas células que estão ativadas não podem continuar ativadas e aí elas sofrem apoptose. 
Assim, o estado de resposta volta ao nível normal. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ≥ essas citocinas anti-inflamatórias atuam, principalmente, nas células 
profissionais na apresentação de antígenos e também nos linfócitos T auxiliares. Assim, essas 
células param de produzir interleucina I e TNF–ά, o que faz com que elas diminuam (ex. de 
células: neutrófilos, eosinófilos). 
 ≥ os MARCADORES DOS LINFÓCITOS SUPRESSORES são linfócitos T auxiliares 
que não deram certo, logo tem TCR e CD4. Além disso, passa a ter outras proteínas de 
membranas como CD25 e FOX P3. 
➢ LINFÓCITOS T: 
- produzidos na medula óssea e maturados no timo. 
- LINFÓCITOS T AUXILIARES → reconhecem ANTÍGENOS DE NATUREZA PROTÉICA 
apresentados por uma proteína MHC do tipo II. 
• tem TCR e CD4 → não mata ninguém, mas recruta outras células para participar do 
processo de defesa. 
 - TCR + CD4 → são 2 proteínas que ficam lado a lado e formam uma superfície na 
molécula que encaixa no MHC do tipo II, ou seja, reconhecem antígenos apresentado com 
MHC II. 
• sempre uma CÉLULA PROFISSIONAL NA APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENO vai apresentar o 
antígeno usando MHC do tipo II e, assim, vai chamar o LINFÓCITO T AUXILIAR para reconhecer, 
porque ele tem na sua membrana receptores de células T (TCR) acoplados com uma proteína 
CD4, aí forma uma superfície tridimensional que encaixa na proteína MCH II. 
• quando é ativado (apresentando antígeno para ele) → essa comunicação de membrana com 
membrana ativa o linfócito T a produzir e liberar citocinas, as quais atuam como agentes 
quimiotáxicos para outras células de defesa (células efetoras → ex: neutrófilos, macrófagos), 
ou seja, recrutando essas células, as quais combatem o antígeno diretamente. 
• é um linfócito que organiza a reposta imunológica, mas não entra em contato direto com 
os antígenos. 
• LINFÓCITO T AUXILIAR DO TIPO I (LTH1) → é recrutado quando o ANTÍGENO TEM 
NATUREZA BACTERIANA OU VIRAL. A ativação desse linfócito produz muitas citocinas, 
principalmente a INTERLEUCINA 8, a qual é quimiotáxica, ou seja, recruta outras células. A 
resposta a essa interleucina 8 é o aumento muito mais expressivo da população de 
NEUTRÓFILO do que de eosinófilo. 
** NEUTRÓFILO → tipo de leucócito capaz de fazer fagocitose, desde que o antígeno esteja 
marcado com um anticorpo ou opsonizado; são células que nos grânulos específicos 
apresentam substâncias bacteriostáticas, as quais se espalham pelo citoplasma da bactéria e 
diminui o metabolismo dela; na viral ele atua como célula fagocítica, limpando os vírus 
infectantes. 
Letícia Maria Guimarães Maia – Turma XXIV 
 
 ¥ outra conseqüência da liberação da interleucina 8 é que quando acontecer a fase 
tardia da resposta, ela faz transforma as células de memória em secretoras de Ig-G 
(imunoglobulina G). 
 ≥ linfócito B ativados → sofrem expressão clonal → uma parte transforma-se 
em plasmócito e produzem anticorpos, sendo Ig-M (imunoglobulina M). A parte

Mais conteúdos dessa disciplina