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Ultrassonografia e cardiotocografia

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- O principal objetivo dessa USG é avaliar a vitalidade do bebê. 
- Apresentação fetal 
- Estimativa do peso 
Perfil biofísico fetal → forma de avaliar a vitalidade do bebê. 
• Vol. Líquido amniótico 
• Mov. Fetais 
• Mov. Respiratórios 
• Tônus fetal: bebês saudáveis possuem tônus. Então, eles ficam contraídos intraútero. É possível 
identificar, através do USG, se um membro do bebê está mais largado. A ausência do tônus está atrelado 
a um grau de hipóxia do feto. 
 
Doppler: 
- Muito importante no USG de 3º trimestre e para avaliar 
sofrimento fetal. 
- Imagem da circulação fetal → 
- Doppler avalia o fluxo sanguíneo através dos vasos. 
- Tudo começa na artéria uterina, que está levando 
sangue para o útero. As arteríolas uterinas vão levar 
sangue para a transição entre o endométrio e a placenta. 
Quando entra na placenta, vai para o cordão e depois para 
o bebê. 
- No bebê é a veia umbilical que leva o sangue rico em 
oxigênio e as artérias trazem o sangue risco em CO2. 
- São duas artérias e uma veia. 
- A veia umbilical, que está levando o sangue rico em oxigênio, vai passar pelo fígado. Onde o ducto venoso leva o 
sangue direto da veia umbilical para o coração através da veia cava inferior. 
 
 
Ultrassonografia – Doppler: 
- Avaliação do índice de resistência dos vasos sanguíneos. 
- O fluxo sanguíneo passando pelos vasos vai criar um traçado. 
- Esse traçado vai ter um pico → medida A. 
- Parte mais baixa do traçado → medida B. 
 
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- Com a medida do A ou do B pode calcular o índice de resistência ou o índice de pulsatilidade de cada vaso avaliado. 
 
Índices avaliados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Doppler artérias uterinas – Morfológica 2ºT: 
 
- Na fisiopatologia do desenvolvimento da pré-eclâmpsia ocorre a ausência da 2ª onda de migração trofoblástica 
→ quando esse tecido da placenta vai penetrando para grudar, ele precisa destruir a camada muscular das 
arteríolas (pois são elas que favorecem o fluxo sanguíneo do útero para a placenta). 
- O tônus da artéria é maior do que o da veia, devido a presença da camada muscular → a resistência de uma 
artéria é maior do que de uma veia. 
- No momento que o embrião destrói essa camada muscular durante a 2ª onda de migração trofoblástica, o tônus 
das arteríolas diminui → quanto mais relaxada/menor o tônus, menor a resistência da arteríola, consequentemente 
mais sangue vai passar pela arteríola para o feto. 
- É fisiológico que durante a gravidez ocorra diminuição da resistência das artérias uterinas → mais sangue vai 
para o útero. 
- Essa queda não ocorre em algumas gestantes. Se a resistência das artérias uterinas estiver aumentada, vai ser 
mais difícil o sangue ir para o útero, consequentemente pode haver dificuldade de fornecimento de fluxo sanguíneo 
para o bebê. 
- Por isso que quando há resistência da artéria uterina aumentada, aumenta o risco de ter crescimento uterino 
restrito (CIUR) → o bebê não ganha peso adequadamente, fica com líquido diminuído. 
- Quando não ocorre diminuição da resistência da artéria uterina, ocorre um aumento da pressão materna com 
objetivo de tentar vencer essa resistência. 
- Por isso que quando identifica na USG do 2º trimestre resistência elevada das artérias uterinas, sabe que é uma 
paciente com risco de desenvolver pré-eclâmpsia ao longo da gravidez (risco de desenvolver alguma síndrome 
hipertensiva) → tem indicação de começar AAS como forma de profilaxia da pré-eclâmpsia (mesmo que não consiga 
evitar, deve-se postergar ao máximo para melhorar o prognostico fetal). 
*O ASS “afina” o sangue, então pode ser que ele passa mais fácil pelos vasos de alta resistência 
 
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*Metildopa é para pacientes que já são hipertensas. 
 
Pacientes com potencial risco de desenvolver pré-eclâmpsia: 
1. Gemelar 
2. Obesas 
3. Passado de pré-eclâmpsia em gestação anterior 
4. Hipertensa crônica 
 
- Essas pacientes já tem indicação de começar AAS com 12 semanas na consulta de pré-natal, mesmo que estejam 
assintomáticas, com pressão e doppler normais → começa devido a presença de fatores de risco prévios. 
- Em mulheres que estão grávidas pela 1ª vez, deve fazer um rastreio já que não tem antecedentes (sem HAS, 
sem obesidade) → 1° rastreio: doppler de artérias uterinas na USG morfológica de 1º trimestre com 13 semanas, 
pois se identificar uma resistência aumentada já pode começar o AAS. Se fizer apenas no 2º trimestre e for 
identificada resistência, pode começar o AAS também. 
- Deve iniciar o AAS mesmo em pacientes assintomáticas → o objetivo é prevenir. 
- Não adianta começar AAS quando a paciente já é hipertensa → não tem mais indicação. 
- O doppler pode estar alterado antes da pressão alterar, pois o doppler alterado faz com que com o tempo o 
corpo precise aumentar a pressão da mãe. 
- Se ficar se baseando apenas na pressão da mãe, o diagnóstico será dado apenas quando mãe já tiver hipertensa. 
- Quando a paciente está hipertensa, pois ocorreu o aumento da pressão para vencer a resistência da artéria 
uterina que está aumentada. Se baixar demais a pressão, vai tirar o mecanismo de adaptação que o corpo criou 
para manter o fluxo sanguíneo, diminuindo mais ainda o fluxo sanguíneo para o bebê, que vai evoluir com líquido 
diminuída, baixo ganho de peso. Quando prescreve metildopa para a paciente, é para evitar que ela faça picos 
hipertensivos. A meta é manter a paciente estável (13x9/14x9). 
- Não pode prescrever metildopa e não realizar acompanhamento. 
- Quando tem diagnóstico de pré-eclâmpsia sem critérios de gravidade ou hipertensão gestacional sem critérios 
de gravidade, pode manter a gravidez até 37 semanas. 
- Critérios de gravidade → sinais de HELLP. 
- Se for uma HELLP síndrome, tem indicação de interromper no mesmo dia, independente da idade gestacional. 
- Para ter conduta expectante em qualquer síndrome hipertensiva → se garantir que tem uma pressão, exames 
laboratoriais da mãe normais e ausência de sofrimento fetal. 
- A cura da hipertensão gestacional é o parto. Mas não interrompe sempre, pois precisa pensar no bebê também. 
No entanto, só deve manter o bebê no útero se ele estiver sendo suficiente para suprimir as necessidades do 
bebê. 
- A morte de fetos de mãe que tem pré-eclâmpsia é uma morte anunciada → associado a falha na assistência do 
pré-natal. 
- Sinais de sofrimento: diminuição do percentil ponderal → mudança do potencial de crescimento. Era para o 
percentil ficar entre 50 e 60 e de uma hora para outra o peso caiu para percentil 15 → precisa imaginar que está 
tendo um fluxo sanguíneo inadequado para o bebê. 
 
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OBS: O tratamento com AAS é ambulatorial, pois a paciente não está hipertensa. O objetivo é evitar complicações 
na gravidez 
 
• Presença incisura bilateral 
• Relação A/B > 2,6 
• IR > 0,58 (média das duas artérias) 
• IP > 1,45 (IP> 2,5 - 1ºT) 
 
- O índice de resistência da artéria uterina no 1º trimestre, como ainda não aconteceu a destruição da camada 
muscular, é maior. A resistência da artéria uterina vai diminuindo do 1º para o 2º trimestre, que é quando vai 
acontecer a 2ª onda de migração trofoblástica. 
 
Voltando para a imagem da circulação fetal: 
- Pode ter alteração no doppler da artéria uterina resistente, que é justamente quem recebe o sangue para levar 
pra placenta. 
- O bebê que tem uma artéria uterina normal, vai ter todo o fluxo sanguíneo normal (veia umbilical normal, ducto 
venoso normal). 
 
 
2) Doppler Artéria umbilical e cerebral média: 
OBS: Utilizamos os parâmetros de resistência das artérias umbilicais, pois são mais fáceis de serem avaliados 
pelo doppler. Apesar de ser a veia umbilical que leva o sangue rico em oxigênio. 
- Avaliação de sofrimento fetal crônico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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- O vaso que deve