A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
21 pág.
Ultrassonografia e cardiotocografia

Pré-visualização | Página 3 de 4

ser de menor resistência no corpo do bebê é a artéria umbilical → resistência bem baixa. 
- Quando isso ocorre o fluxo fica bem cheio e longe da linha de base. 
- Quando tem dificuldade de entrada de sangue no bebê, pode ter um aumento de resistência da artéria umbilical 
→ a curva fica mais próxima da linha. 
- A quantidade de sangue na diástole já diminuiu. 
- Pode ter diástole resistente → quando ainda está acima da linha, mas é menor do que era. 
- Quando tem a resistência da artéria umbilical aumentada além do normal → valor do IP (índice de pulsatilidade 
– medida A e B) alterado. 
- Se a resistência do vaso que leva sangue para o bebê está aumentada, ocorre diminuição do fluxo sanguíneo para 
o bebê. O corpo do bebê vai tentar priorizar estruturas e órgãos mais importantes (coração, rins..) e não manda 
sangue para as extremidades (dedos dos pés). 
- Quando existe um aumento de resistência da artéria umbilical, precisa realizar o doppler da artéria cerebral 
média, pois pode ter como compensação o processo de centralização → corpo começa a priorizar fluxo sanguíneo 
para os órgãos nobres. 
- Ocorre uma queda da resistência da artéria cerebral em situações de sofrimento fetal. O sangue que estava 
indo para o bebê vai para o cérebro para diminuir o risco de hipóxia e manter o bebê vivo. 
- É um mecanismo do bebê para tolerar aquele ambiente que está com pouco fluxo sanguíneo. 
- Se fizer o doppler da artéria umbilical e ele for normal (diástole bem cheia), não precisa fazer o doppler da 
artéria cerebral média. 
- Se o doppler da artéria umbilical indicar resistência, diástole zero (toca na linha → tá tão resistente que quase 
não está entrando sangue) ou até mesmo diástole reversa (a resistência está tão grande que ao invés do sangue 
entrar, ele volta), o fluxo sanguíneo está comprometido → doppler da artéria cerebral média e do ducto venoso 
para analisar se a circulação total fetal está comprometida. 
 
3) Ducto venoso: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Forma indireta de avaliar o fluxo sanguíneo que está indo para o coração. 
- Se a artéria umbilical está ruim, mas a artéria cerebral média e o ducto venoso estão bons → o bebê está 
recebendo pouco fluxo, mas ele está mandado para os órgãos mais importantes. 
 
12 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
- Se o ducto venoso quase não tiver fluxo (diástole zero) → indica que vai parar de ir fluxo para o coração. 
- Dependendo de onde está alterado o fluxo sanguíneo, vai determinar que tem um grau de gravidade, que 
dependendo da idade gestacional, não compense mais manter o bebê dentro do útero. 
Se for 35 semanas → retira o bebê. 
Se for 26 semanas → precisa monitorar. Dependendo da alteração do doppler, tem indicação de realizar todos os 
dias. 
 
 
Cardiotocografia 
- Outro exame de avaliação da vitalidade fetal → parâmetro objetivo de vitalidade fetal. 
- Registro contínuo da frequência cardíaca fetal, da intensidade da contratilidade uterina e da movimentação 
fetal. 
- Método biofísico de avaliação da vitalidade fetal. 
- Tem 3 transdutores: 
1. Fundo do útero: ele tem um sensor. Quando a mulher tem contração, o fundo do útero bate no sensor e gera um 
traçado que registra toda a contração, o máximo da contração e quando não tem mais contração. 
2. Foco cardíaco do bebê: registro dos batimentos cardíacos. 
3. A mãe aperta um botão toda vez que sentir o bebê mexer, gerando um traçado do movimento fetal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
- Consegue fazer a cardiotocografia antes e durante o trabalho de parto: 
• Anteparto 
Basal 
Estimulada 
• Intraparto 
 
 
13 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
Época para realização 
- A partir de 26-28 semanas de gestação → não tem indicação de fazer antes de 26 semanas. O ideal é a partir 
de 28 semanas. Quando o bebê é muito prematuro, ele ainda é muito imaturo neurologicamente para ter 
determinadas respostas que o exame de cardiotocografia exige. 
- Intervalos: a depender das patologias maternas e/ou fetais → se é uma gestação de risco ou não. 
 
Recomendações 
- Evitar jejum prolongado → mãe com fome e bebê com fome, então ele não vai ter a movimentação normal. 
- Paciente deitada em poltrona confortável ou em DLE → o ideal é que a paciente fique sentada, mas se estiver 
deitada não pode ser em decúbito dorsal e sim lateral. O decúbito dorsal pode baixar a pressão da mãe e quando 
isso acontece ocorre diminuição de fluxo sanguíneo para o bebê, gerando uma falsa impressão de sofrimento fetal. 
- Duração mínima 20 minutos 
- Uso de medicações: exemplo – mãe utilizou aerolin → mãe taquicárdica e feto taquicárdico associado ao uso de 
uma medicação. 
 
Indicações: 
 
Antes do parto: 
- Quando a mãe tem alguma 
comorbidade que possa 
interferir no crescimento do 
bebê. Então, o ideal é que 
faca o exame para avaliar a 
vitalidade fetal. 
 
 
 
Intraparto: 
- Não é para fazer 
cardiotocografia em todas as 
gestantes em trabalho de 
parto, apenas nas que são de 
alto risco. 
- Não para fazer de rotina para 
todas as gestantes em TP. 
 
OBS: Mulheres saudáveis não tem indicação de cardiotocografia nem no pré-natal nem no TP. 
 
14 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
Mulheres saudáveis 
- Anteparto: Mobilograma → prestar atenção se o bebê está mexendo, principalmente após as refeições. 
- Intraparto: ausculta intermitente → paciente de baixo risco na fase de dilatação (fase ativa do TP) → ausculta 
de 30 em 30 min. 
 
OBS: A cardiotocografia dá mais segurança quando é normal, pois dá certeza que o bebê está bem. 
Quando tem alguns parâmetros alterado → pode ser porque a paciente estava em jejum, o bebê estava dormindo. 
Então, dependendo da alteração, não pode confirmar que tem um sofrimento. Por isso que tem muito mais valor 
quando dá normal. 
Se fizer cardiotocografia em todas as gestantes, vai identificar alterações que não confirmar sofrimento e vão 
gerar dúvida e acaba gerando aumento dos índices de cesárias desnecessárias. 
 
 
Monitorização externa 
- Não mede variações de pressão no momento da contração. 
- Coloca o sensor no fundo do útero para medir a contração uterina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monitorização interna 
- Coloca um cateter. 
- A paciente precisa estar com bolsa rota, ter dilatação. 
- Aumenta o risco de infecção. 
- Não é muito utilizado. 
- Intraparto 
• Bolsa rota, 1 cm de dilatação 
• Risco de infecção, perfuração uterina. 
 
15 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
Parâmetros 
- Contrações uterinas (frequência, duração, coordenação). 
- Movimentos fetais. 
- Batimentos cardíacos fetais. 
 
Exemplo de cardiotocografia: 
 
1ª linha: traçado do BCF 
2ª linha: traçado das contrações uterinas. 
 
 
 
 
1) Frequência cardíaca fetal: 
Linha de base → 1ª coisa que devemos olhar na cardiotocografia. 
- O batimento está variando, mas existe uma linha de base. 
- A taquicardia também pode indicar sofrimento. 
- Tanto a taquicardia quanto a bradicardia precisam ser persistentes → durar de 15 a 20 segundos. 
- Se o bebê tiver com taquicardia, mas estiver mexendo muito, é normal. 
- Se a mãe tiver usado aerolin e o bebê tiver com taquicardia, é resultado da medicação → importante saber as 
medicações. 
 
 
 
 
 
 
Variabilidade 
- É normal ter esse traçado variando para cima e para baixo. 
- Variabilidade diminuída fala a favor de hipóxia → maior risco de ser um sofrimento fetal crônico. 
- Variabilidade muito aumentada por estar associada a compressão de cordão, pois quando comprime o BCF cai 
muito e quando descomprime o BCF aumenta muito rápido. 
 
16 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Batimento sobe e desce. 
 
 
 
 
 
 
 
- Quase uma linha reta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Linha exagerada. 
 
 
 
 
 
 
 
17 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
 
- Padrão sinusoidal: a linha é semelhante a uma 
ondinha. É chamado de ritmo monótono. 
- Fala a favor