Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

GLICOCORTICOIDES 
No corpo, glicocorticoides são liberados pelo córtex da glândula adrenal. Cortisol é o mais importante, e é 
liberado a partir do estímulo de ACTH vindo da hipófise. O cortisol se converte em cortisona, e vice-versa, 
com o auxílio de um NADH. 
Na imagem ao lado podemos 
perceber todo o processo de 
liberação dos glicocorticoides 
adrenais, assim como sua 
função e também o feedback 
negativo envolvido 
-Função dos glicocorticoides: 
como visto na imagem ao lado, 
possui várias funções. No 
fígado, aumenta a produção de 
glicose e diminui a 
sensibilidade à insulina. No 
pâncreas, aumenta a produção 
de glucagon e força estímulos 
pro-apoptóticos. Já no musculo 
causa proteólise. Quanto aos adipócitos, gera lipólise, pelo aumento de resistina e leptina, diminuição de 
adiponectina e baixa da sensibilidade à insulina. Na gestação, se houver depressão, estresse, uso de drogas, 
esquizofrenia, e outras circunstâncias que causem aumento de cortisol, poderá ocorrer problemas genéticos 
no feto, que poderão se alastrar à vida adulta na forma de ansiedade, problemas metabólicos, cognitivos, etc. 
-Glicocorticoides e osteoporose: a terapia de glicocorticoides aumenta moléculas próapoptóticas nos 
osteoblastos, diminuindo o número destes e reduzindo a formação de osso. Além disso, também causa a 
diminuição de osteócitos e o aumento de osteoclastos, aumentando a reabsorção óssea. Esses mecanismos 
levam, então, à osteoporose. 
-Resposta genômica dos 
glicocorticoides: as 
moléculas entram na 
célula e, carregadas pela 
dineína, vão até o núcleo 
celular. Lá elas 
conseguirão gerar 
resposta anti-
inflamatória de duas 
formas: 1) diretamente, 
através da inibição da 
transcrição de COX-2 e 
citocinas inflamatórias; e 
2) ativação da anexina 
A1, que também inibirá 
a COX-2 e outras 
moléculas relacionadas 
com a inflamação. A 
imagem ao lado, ilustra 
o processo. 
 
Na tabela abaixo há os principais corticosteroides orais e potência, dose equivalente e meia-vida de cada um. 
A hidrocortisona ganha destaque no tratamento de sepse severa e choque séptico. 
 
Abaixo há uma lista dos principais corticoides inalatórios. 
 
-Efeitos terapêuticos: alívio da dor, antialérgico, imunossupressão, anti-inflamatório, diminui 
permeabilidade dos vasos e antiemético. 
-Efeitos adversos: infecções, miopatias, osteoporose, linfocitopenia, úlcera péptica, afinamento da pele, 
hiperglicemia (diabetes mellitus), ganho de peso, retenção de liquido, aparência cushingoide, distúrbios 
neuropsiquiátricos (psicose, distúrbio do sono, mudança de humor, etc.), acne, estria abdominal, catarata, 
glaucoma e hipertensão. 
-Injeção de cortisona: é usada para reduzir a inflamação e dor em caso de tendinite, síndrome do túnel do 
carpo, bursite, artrite e outros problemas músculo esqueléticos localizados. Esses shots têm poucos efeitos 
adversos e também requerem mínimo desconforto de aplicação. Os contras envolvem enfraquecimento – às 
vezes até ruptura – de tendões, cartilagem e articulações. 
-Resistência aos glicocorticoides: alguns fatores que causam a resistência incluem: predisposição genética, 
exposição em andamento das causas da inflamação, fenômenos imunológicos que superam a ação dos 
glicocorticoides e distúrbios farmacocinéticos (absorção incompleta ou excreção acelerada). Abaixo, a 
imagem ilustra, a nível bioquímico, como acontece esse mecanismo. GR é o receptor de glicocorticoide. 
 
A tabela abaixo exibe as utilidades clínicas mais marcantes dos glicocorticoides mais recorrentes. 
 
-Síndrome de Cushing: é um dos efeitos adversos do uso crônico de corticoides. As principais características 
incluem ganho de peso ao redor do tronco, perda de gordura dos braços e pernas e depósito de gordura ao 
redor do rosto e parte superior das costas. 
-Miopatia: as miopatias induzidas por corticosteroides (miopatia tóxica não inflamatória) funcionam por 
dois caminhos: 1) mecanismo catabólico → além de induzir apoptose dos miócitos, essas drogas aumentam 
a proteólise das proteínas miofibrilares, desassociando a actina da miosina; e 2) mecanismo antianabólico: 
ocorre a inibição da síntese muscular e proteica. Além disso, corticoides com alta atividade 
mineralocorticoide, baixam os níveis séricos de K+ e PO4, contribuindo para o enfraquecimento muscular. 
Esses eventos acontecem quando a dose de corticoide excede 10mg ao dia (equivalente de prednisona), 
sendo estes usados por 4 semanas ou mais. As formas intravenosas e orais são as de pior cenário. 
Por fim, colocamos abaixo efeitos do uso de corticoide pré-natal.

Mais conteúdos dessa disciplina