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1 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
ANATOMIA HUMANA II 
Sistema Urinário 
 
INTRODUÇÃO: IMPORTÂNCIA 
• Manutenção da estabilidade dos fluídos corporais, eliminando substâncias indesejadas ao organismo 
e retém aquelas que ainda possam ser aproveitadas 
• Osmorregulação e homeostase 
• Função reguladora 
➔ Regulam a pressão sanguínea (renina) 
• Eritropoetina: estimula a produção de hemácias 
• Produção de glicose em jejuns prolongados 
• Depuração (clearance renal) 
➔ Creatinina é usada como medida da função renal: quanto mais creatina no sangue, menos a função 
renal está adequada 
RINS: ANATOMIA 
• Produzem a urina 
• 10 cm de comprimento, por 5 cm de largura e 3 cm de espessura 
• Se estendem desde o nível da T11 ou T12 até a L3 
• O rim direito é ligeiramente inferior, devido a presença do fígado 
• Relações (anteriores) do rim direito: flexura cólica direita, duodeno, fígado e suprarrenal 
• Relações (anteriores) do rim esquerdo: flexura cólica esquerda, baço, estômago, pâncreas e 
suprarrenal 
• Os rins se relacionam com alguns músculos posteriormente: o transverso do abdômen, quadrado 
lombar e psoas maior 
• Protegidos pela costelas flutuantes 
• A fáscia renal (de Gerota) “seguram” o rim em sua posição anatômica 
➔ Dividida em folheto anterior e posterior 
➔ Relaciona-se com a fáscia frênica inferior, por isso aos respiramos movimentamos também os rins, 
junto com o diafragma 
➔ Em decúbito, o rim também muda de localização 
• Gordura perirrenal (mais interna) e pararrenal (mais externa em relação ao peritônio) 
 
 
2 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
 
• Os rins são 2 órgãos marrom-avermelhados situados na parede posterior da cavidade abdominal, 
um em cada lado da coluna vertebral 
• Face anterior abaulada e face posterior achatada 
• Bordas medial e lateral 
• Cápsula fibrosa: tecido conjuntivo liso e transparente que recobre o rim 
Possui inervação somática. Ou seja, para que ocorra uma dor localizada, a cápsula precisa ser 
dilatada. Exemplo: hidronefrose 
• Cápsula adiposa: fica ao redor da cápsula fibrosa e contém uma grande camada perirrenal e 
gordura pararrenal 
• Hilo renal e pedículo renal (vasos renais e linfáticos, ureter e nervos) 
 
• Extremidades superior (mais volumosa devido à adrenal) e inferior 
• 3 regiões: córtex renal (interna), medula renal (mais externamente) e pelve renal (dilatação 
formada pela união dos cálices renais) 
• Envolvendo cada papila renal, teremos um cálice menor 
• Cálice maior formado por cálice menores 
• Os cálices menores formam a pelve renal 
• A pelve renal forma um estreitamento até o ureter 
• Em uma cirurgia renal temos as camadas: pele ➔ tecido subcutâneo ➔ fáscia muscular ➔ 
músculos ➔ gordura pararrenal ➔ fáscia posterior ➔ gordura perirrenal ➔ rim 
 
3 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
• O polo inferior do rim tem relação com 
os nervos ílio-hipogástrico e ílio-
inguinal. 
• O ureter tem relação com o nervo 
genitofemoral 
• Quando temos edemas ou inflamações 
nos rins, a dor irradia para a perna ou 
parte genital. 
 
RINS: SEGMENTOS RENAIS 
 
 
RINS: NÉFRONS 
• Os néfrons, as unidades funcionais dos rins, estão localizados no interior das pirâmides (medula 
renal), onde a urina será produzida e eliminada pelos poros das papilas renais, entrando nos cálices, 
que irá coletar a urina para a pelve renal 
• Filtração do sangue e produção da urina 
• 1 milhão de néfrons em cada rim 
• Artéria renal entra no rim ➔ ramificações das arteríolas aferentes ➔ glomérulo (vários capilares 
envolvidos pela cápsula de Bowman) ➔ se unem novamente em uma arteríola eferente ➔ se 
ramificam formando os capilares peritubulares 
• Formados por glomérulos e túbulos 
 
 
4 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
• Formação da urina: 
1. Filtração 
2. Reabsorção 
3. Excreção 
➔ Limiar renal, volume urinário, fatores externos e doenças influenciam na filtração 
➔ Hemodiálise 
• Ao final, o “produto” cai no ducto coletor, que termina na papila renal e percorrerá todo o percurso 
até ser excretado 
RINS: VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL 
• Sentido do hilo até o córtex 
1. Artéria renal 
2. Artérias segmentares anterior e posterior 
 Tronco posterior: artéria segmentar posterior 
 Tronco anterior: artéria superior ou apical, artéria ântero-superior, artéria ântero-
inferior e artéria inferior 
3. Artérias interlobares 
4. Artérias arqueadas 
5. Artérias interlobulares 
6. Artéria aferente 
7. Artéria eferente 
OBS: a parte póstero-lateral do rim é a zona que possui menor vascularização e preferência em cirurgias 
OBS2: cada artéria é independente, como no fígado. 
OBS3: em 5 minutos o rim filtra 100% do sangue 
 
 
5 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
 
RINS: DRENAGEM VENOSA 
OBS: a veia renal direita é mais curta devido à localização 
1. Veias interlobulares 
2. Veias arqueadas 
3. Veias interlobares 
4. Plexo venoso renal 
5. Veia renal 
RINS: DRENAGEM LINFÁTICA 
• O plexo linfático subcapsular vão emitindo vasos linfáticos cada vez maiores, chamados vasos 
linfáticos medulares, que saem do rim e vão em direção aos linfonodos 
• Linfonodos perilares (troncos linfáticos lombares cavais e aórticos) ➔ cisterna do quilo 
• Linfonodos aórticos laterais, pré-cavais e retocavais 
• Drenagem linfática em direção à pelve: linfonodos ilíacos comuns ➔ linfonodos ilíacos externos e 
internos 
 
RINS: INERVAÇÃO 
• Complexa 
• Locais que produzem linfa 
nos rins: 
➔ Cápsula renal 
➔ Parênquima renal 
➔ Seio renal (gordura 
perirenal) 
 
6 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
• Plexo aórtico renal (T10-L1) / plexo nervoso renal 
• Nervos esplâncnicos pélvicos 
• Nervo vago 
• Plexo hipogástrico superior (T10-L2) 
• Controle fino de filtração do rim: inervação simpática e parassimpática 
➔ Vasoconstrição e vasodilatação 
 
 
 
RINS: ANORMALIDADES 
• Rim em “ferradura” 
 
7 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
 
GLÂNDULA SUPRARRENAL: ANATOMIA 
• Estão localizadas acima de cada rim e na parte mais 
anterior 
• Conversão de proteínas e de gorduras em glicose 
• Diminuem a captação de glicose pelas células 
• Produz aldosterona 
➔ Irá agir no rim 
• Produz adrenalina, noradrenalina, 
cortisol e dopamina (medula renal) 
• Estimulação simpática 
GLÂNDULA SUPRARRENAL: VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL 
• Artérias suprarrenais superiores (ramos da artéria frênica inferior) 
• Artéria suprarrenal média (vaso diretamente da aorta) 
• Artéria suprarrenal inferior (ramo direto da artéria renal) 
 
GLÂNDULA SUPRARRENAL: DRENAGEM VENOSA 
• Veia suprarrenal direita (drenagem direta para a veia cava inferior) 
• Veia suprarrenal esquerda (para veia renal esquerda) 
GLÂNDULA SUPRARRENAL: DRENAGEM LINFÁTICA 
• Gânglios linfáticos lombares, renal e tronco celíaco 
GLÂNDULA SUPRARRENAL: INERVAÇÃO 
• Plexo suprarrenal esquerdo e direito (recebem nervos do plexo celíaco e plexo renal) 
 
8 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
 
URETERES: ANATOMIA 
• São retroperitoneais 
• São ductos musculares de +/- 25 a 30 cm 
• Possuem relação com o músculos psoas maior em sua parte abdominal 
• Formam uma “válvula” unidirecional, e a pressão interna ocasionada pelo enchimento da bexiga 
causa o fechamento da passagem intramural 
• As contrações da musculatura vesical atuam como esfíncter, impedindo o refluxo de urina para os 
ureteres quando a bexiga urinária se contrai, o que aumenta a pressão interna durante a micção 
• A dor uretal geralmente é referida para o quadrante inferior ipslateral do abdômen, principalmente 
na região inguinal 
• Transportam a urina para a bexiga 
• Partes: 
➔ Abdominal 
➔ Pélvico 
➔ Intramural 
• Locais de estreitamento: 
➔ Junção uretero-pélvica (JUP) 
➔ Junção ureto-vesical (JUV): artéria ilíaca sendo bifurcada 
➔ Cruzamento dos vasos ilíacos com o ureter 
URETERES: VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL 
• Ramo uretérico da artéria renal – parte abdominal 
• Ramos uretéricos das artérias ováricas eilíacas comuns – parte abdominal 
• Ramo uretérico da aorta – parte abdominal 
• Artéria ilíaca interna 
• Artéria retal média 
• Artéria vaginal (mulher – parte final) 
• Artéria vesical inferior e ramo uretérico (homem) 
• Ramo uretérico da artéria vesical superior 
• Artéria uterina passa por cima do ureter 
OBS: artéria vesical inferior é chamada de vaginal nas mulheres 
 
9 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
 
URETERES: DRENAGEM VENOSA 
• Veia renal direita e esquerda – parte abdominal 
• Veia cava inferior – parte abdominal 
• Veia renal esquerda – parte abdominal 
• Veia ilíaca interna – parte pélvica 
• Veia retal média – parte pélvica 
• Veia vesical superior – parte pélvica 
• Plexo venoso uterovaginal – parte pélvica 
URETERES: DRENAGEM LINFÁTICA 
• Troncos linfáticos lombares cavais (testículos/ovários direitos) e aórticos (testículos/ovários 
esquerdos) – parte abdominal 
• Linfonodos aórticos laterais, pré-cavais e retrocavais – parte abdominal 
• Linfonodos ilíacos comuns – parte pélvica 
• Linfonodos do promontório (no sacro) – parte pélvica 
• Linfonodos ilíacos internos – parte pélvica 
• Linfonodos ilíacos externos – parte pélvica 
• Vasos linfáticos da parte posterior e do trígono da bexiga urinária 
• Vasos linfáticos das partes superior e anterior da bexiga urinária 
URETERES: INERVAÇÃO 
• Plexo mesentério superior 
• Plexo para-aórtico 
• Plexo retal e vesical (nervos esplâncnicos pélvicos) 
• Plexo hipogástrico superior (simpático) 
As fibras aferentes (de dor) dos ureteres seguem as fibras simpáticas em sentindo retrógado para 
chegarem aos gânglios sensitivos de nervos espinais e aos segmentos T10-L2 da medula espinal. 
Uma constrição do ureter pode referir dor para a parte medial e anterior da coxa. 
BEXIGA: ANATOMIA 
• Onde a urina é armazenada temporariamente 
• Localizada atrás da sínfise púbica 
• Caracterizada por sua distensibilidade 
• Ápice (onde está o ligamento umbilical medial), corpo, fundo e colo 
 
10 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
• Músculo esfíncter interno e externo da uretra 
• A contração da musculatura (possui muitos músculos) da bexiga pode comprimir os ureteres e 
prevenir o refluxo da urina da bexiga para o ureter, atuando como esfíncteres. 
• Pregas da mucosa da bexiga semelhantes à válvulas se formam ao redor dos óstios dos ureteres e 
auxiliam na prevenção do refluxo de urina durante a micção 
• É localizada anteriormente ao reto nos homens, anteriormente ao útero e a porção superior da 
vagina nas mulheres 
• Nas crianças pequenas (abaixo de 6 anos de idade) e lactentes a bexiga está no abdômen, mesmo 
quando vazia 
• As paredes da bexiga urinária são formadas principalmente pelo músculo detrusor 
• Pode conter 600 a 800 ml de urina, mas ela geralmente se enche antes que atinja a plenitude de sua 
capacidade 
➔ Trígono vesical = óstio dos ureteres + óstio interno da uretra 
• Bexiga hipoativa (relaxada): lesão parassimpática 
• Bexiga hiperativa (contraída): lesão simpática 
• Incontinência urinaria: lesão somática 
BEXIGA: ANATOMIA FEMININA 
 
• Ligamento pubovesical 
• Escavação retouterina (posteriormente): quando ficamos em pé, nosso líquido se acumula nesse 
espaço 
• Escavação vesicouterina (anteriormente): nas mulheres, o espaço para se expandir é menor 
• Camadas da bexiga: longitudinal externa, circular média e longitudinal interna 
 
11 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
BEXIGA: ANATOMIA MASCULINA 
 
 
• Ligamento puboprostático 
• Escavação retovesical 
 
12 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
BEXIGA: VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL 
• Artéria ilíaca interna 
• Artérias vesicais superiores 
• Artérias vesicais inferiores 
• Artérias vaginais (mulheres) 
• Artérias obturatórias (artéria auxilar) 
• Artéria glútea inferior (artéria auxiliar) 
BEXIGA: DRENAGEM VENOSA 
• Veia ilíaca interna 
• Plexo venoso vesical (prostático, no homem) 
• Mulheres: plexo venoso vesical recebe sangue da veia dorsal do clitóris e comunica-se com o plexo 
uterovaginal 
BEXIGA: DRENAGEM LINFÁTICA 
• Linfáticos que saem da bexiga caminham para os linfonodos vesicais laterais e pré-laterais 
• Do interior da bexiga, caminham para os linfonodos do promontório, linfonodos ilíacos 
internos, linfonodos ilíacos comuns e linfonodos ilíacos internos 
➔ Parte superior e ínfero-lateral: linfonodos ilíacos externos 
➔ Base da bexiga: linfonodos ilíacos externos e internos 
➔ Colo da bexiga: linfonodos sacrais e ilíacos comuns 
BEXIGA: INERVAÇÃO 
• Plexo hipogástrico superior: nervos hipogástricos direito e esquerdos 
➔ Simpático 
➔ Relaxa a parede do detrusor e contrai o esfíncter interno 
• Plexo hipogástrico inferior: nervos esplâncnicos pélvicos + hipogástricos direito e esquerdo 
➔ Misto 
• Nervos esplâncnicos pélvicos 
➔ Contraem o detrusor e relaxa o esfíncter interno 
• Plexo sacral 
• Plexo vesical 
• Nervo pudendo 
 
Dor na região abdominal quando a bexiga está muito cheia é causada pela compressão que 
a mesma faz à parede anterior do abdômen (isquemia transitória), que 
 possui inervação somática 
URETRA: ANATOMIA 
• Transporta a urina para o meio externo 
• A uretra feminina é curta (por isso a facilidade de infecção urinária nas mulheres) e se situa 
anteriormente à vagina, abrindo-se no exterior através do óstio externo da uretra, que se localiza 
entre o clitóris e o óstio da vagina 
• A uretra masculina possui cerca de 20 cm de comprimento e se dirige ao óstio externo da uretra, 
localizado no ápice do pênis. 
 
13 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
 
• Partes: intramural, prostática, membranácea e esponjosa (fossa navicular) 
URETRA: VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL 
• Uretra masculina: 
➔ Artéria vesical inferior 
➔ Ramos uretrais 
➔ Artéria pudenda interna manda artéria profunda do pênis 
➔ Artéria pudenda interna manda artéria dorsal do pênis 
➔ Artérias helicinas (ramos da profunda e dorsal do pênis) 
➔ Artéria uretral 
• Uretra feminina: 
➔ Artéria uterina 
➔ Artéria pudenda interna 
➔ Artéria vaginal 
URETRA: DRENAGEM VENOSA 
• Plexo vesical, principalmente 
• Veia pudenda interna 
URETRA: DRENAGEM LINFÁTICA 
• Linfonodos ilíacos internos 
• Linfonodos ilíacos externos 
URETRA: INERVAÇÃO 
• Uretra masculina: 
➔ Plexo prostático 
➔ Nervo pudendo 
➔ Nervos cavernosos do pênis 
 
 
• Uretra feminina: 
➔ Plexo uterovaginal 
➔ Plexo vesical 
➔ Nervo pudendo 
 
 
 
 
14 Maria Eduarda Lima | Turma XXX | @mariaadalm 
OBSERVAÇÕES FINAIS 
• Quebra-nozes: síndrome da veia renal esquerda quando está sendo comprimida pela artéria 
mesentérica superior 
• Os nervos subcostal, ílio-inguinal e ílio-hipogástrico descem posteriormente aos rins 
• Uma dor no ureter pode referir para a parte medial da coxa por causa da inervação de L2

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