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UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO DANUBIA NUNES FERREIRA INCLUSÃO E EXCLUSÃO EDUCACIONAL SANTA ROSA DA SERRA 2018 DANUBIA NUNES FERREIRA RA 3795365 INCLUSÃO E EXCLUSÃO EDUCACIONAL Texto dissertativo apresentado à Universidade Santo Amaro como requisito parcial para obtenção da nota referente a AVC da disciplina Educação Especial – 2 º periodo - no curso de Pedagogia – EAD. Orientadora: Aldine Nogueira da Silva Santa Rosa da Serra 2018 As escolas são espaços educativos de construção de personalidades humanas autônomas, buscando constituir seres pensantes, críticos, questionadores, criativos, desenvolvendo seus talentos e preparando-os para serem melhores cidadãos. Hoje, no Brasil, há um grande índice de pessoas com algum tipo de deficiência na nossa sociedade, portanto, as escolas, junto com a família desempenham um papel muito importante na inclusão de todos os cidadãos, sendo fundamental refletir como poderemos construir um caminho para uma sociedade mais inclusiva. Um dos grandes desafios da educação é conseguir que todos os alunos tenham acesso à educação básica de qualidade, por meio da inclusão escolar, respeitando as diferenças culturais, sociais e individuais. O avanço do paradigma da Educação Inclusiva tem trazido grandes desafios à Educação. A própria Educação Especial vem tentando mudar seu papel, ou seja, a Educação Especial é hoje concebida como um conjunto de recursos que a escola regular deve ter à sua disposição para atender todos os alunos. As políticas de inclusão escolar, que hoje vem configurando o campo da educação, definem e fixam quem é o anormal - categoria cada vez mais inventada pela modernidade: loucos, surdos, homossexuais, paraplégicos, meninos e meninas de rua, enfim, os "estorvos" - e a partir disso decidem se eles participam ou não dos espaços escolares junto com os normais. No entanto, essa lógica vem atravessada pela noção do sujeito pedagógico moderno: um sujeito transcendental e único, um sujeito que na definição kantiana é, simultaneamente, sujeito cognoscente e objeto de seu próprio conhecimento. É bem verdade que o Brasil possui uma política inclusiva admirável e um aparato jurídico muito bem estruturado para garantir o acesso igualitário e praticamente incondicional de qualquer brasileiro no sistema de ensino, incluindo os portadores de quaisquer necessidades especiais, entretanto, a prática cotidiana vivenciada no último nível da escala desse sistema – ou seja, a escola pública – demonstra que, apesar de assegurado o acesso, não se observa garantia alguma de real atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à escolarização. Embora se encontrem muito bem estabelecidos os objetivos e metas para que os sistemas de ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, a verdade é que existe um déficit na formação docente para trabalhar adequadamente com a diversidade e o prestar um atendimento educacional especializado e eficaz. Num país onde a própria educação básica e regular é deficiente, principalmente nas regiões mais distantes das grandes capitais, onde se observa a falta de um padrão mínimo de infraestrutura nas escolas, faltando de tudo, falar em atendimento especializado para minorias é ainda uma utopia, um sonho, um desejo distante da realidade. Atualmente, devemos nos preocupar com a extensão do ser de cada aluno, com a natureza compartilhada da educação, com a necessidade de aprendizagem continuada, ter responsabilidade pela qualidade, enfatizar a importância do trabalho coletivo na escola e trabalhar a inovação e criatividade. Quando falamos em novos papéis, traduzimos a necessidade de ensinar em contextos multi culturais, considerar os alunos na sua personalidade, requerer o desenvolvimento de competências sociais, incluir alunos com necessidades especiais e trabalhar em equipe. As novas realidades educacionais, falam dos mecanismos de inclusão e exclusão, através de três grandes dimensões que são: a cultura, as políticas e as práticas de educação inclusiva. Nesta perspectiva, os alunos devem ser igualmente valorizados. As diferenças entre os alunos devem ser usadas como solução para o processo da aprendizagem. Dentro da Instituição escola, todos os segmentos envolvidos devem atuar como agentes educativos acreditando no potencial humano. Assim, o binômio inclusão/exclusão, não pode ser mais pensado como forma antagônica, onde a exclusão sustenta-se pelo seu contrário, pela sua oposição; onde ser excluído é o antônimo de ser incluído. Incluídos e excluídos fazem parte de uma mesma rede de poder, isto é, excluídos em alguns discursos e incluídos em outras ordens discursivas. Neste contexto, percebemos que ser surdo e participar de um processo de escolarização juntamente com os sujeitos ouvintes não significa estar incluído e gozar de todos os benefícios que esta suposta inclusão o proporcionaria. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SAETA, B. R. P.; NASCIMENTO, M. L. B. P. (Org.). Inclusão e exclusão: múltiplos contornos da educação brasileira. São Paulo: Expressão e Arte, 2008. 175 p.