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Alfred Marshall - Resumão

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Pode-se ver que Marshall determina a curva de 
demanda a partir da medida de utilidade marginal. Esta 
é alta quando as quantidades adquiridas são baixas e 
diminui na medida em que mais é comprado. Por essa 
razão que o gráfico possui uma curva cuja inclinação é 
negativa: o preço de procura marginal diminui 
conforme mais de um bem pode ser comprado, de 
modo que assim possa atrair maior número de 
compradores. 
Cabe dizer aqui que, para Marshall, a demanda do 
mercado é a soma das demandas individuais. 
 A oferta segundo Marshall 
Na visão de nosso autor, os ofertantes possuem quatro 
agentes principais: o trabalho, o capital, a terra e a 
organização. A oferta, por sua vez, constitui-se na 
superação da relutância em suportar incomodidades, 
as quais têm origem principalmente nos dois primeiros 
fatores. Quando se fala em trabalho, as incomodidades 
decorrem principalmente da fadiga excessiva, da 
insalubridade, de um ambiente ruim dentro da firma, 
etc. Tudo isso contribui para elevar cada vez mais a 
“desutilidade marginal do trabalho”. Quanto ao 
capital, o adiamento da satisfação com os ganhos, ou 
seja, a espera que leva à acumulação de capital, 
constitui seu custo e sua incomodidade. Esses custos, 
somados às despesas com matérias-primas e outros 
fatores de produção, formam o preço de oferta. Este, 
por sua vez, precisa ser o mínimo suficiente para 
induzir um capitalista a levar a produção adiante e 
lucrar com ela. 
Tomando por base esse raciocínio, Alfred Marshall 
enuncia o princípio de substituição: as firmas que usam 
fatores menos eficientes e mais custosos, elevando o 
preço de oferta, são naturalmente substituídas pelo 
mercado por empresas mais eficientes, as quais 
utilizam fatores mais baratos, culminando em menor 
preço de oferta. 
Marshall introduz no estudo de Economia a análise de 
um novo elemento: o tempo, que é delimitado em três 
períodos básicos. O período de mercado, aquele em 
que a oferta é fixa. O curto período, em que a demanda 
é mais influente no preço de mercado, possui pelo 
menos um fator fixo, mas a produção pode se alterar 
dentro de uma capacidade instalada. Finalmente, o 
longo período, em que os preços de mercado se 
baseiam principalmente na oferta, não possui nada 
fixo. A potencial variação dos agentes pode alterar a 
capacidade instalada, que ora aumenta ora diminui. 
Estabelecidos todos os critérios, o autor inglês ainda 
acrescente que as curvas de oferta podem ser de 
inclinação positiva, negativa ou até mesmo nula. Tudo 
depende do comportamento dos custos de produção. 
No primeiro caso, o mais comum, eles crescem na 
medida em que a produção aumenta. No segundo, 
típico de indústrias de grande escala, há uma 
diminuição dos custos conforme aumenta a aplicação 
produtiva. Quando os custos são constantes, 
independentemente da produção, a curva é horizontal. 
Quando o preço de demanda é maior que o de oferta, 
temos que os produtores recebem mais do que o 
necessário para produzir e auferir lucro. Há, dessa 
forma, estímulos para aumentar a quantidade 
colocada no mercado. Na situação oposta, a firma está 
ganhando menos do que o suficiente. Há incentivo para 
cortar a produção e reduzir as quantidades. Essas são 
medidas que acentuam a tendência para o equilíbrio 
de mercado, em que os preços e, consequentemente, 
as quantidades, se igualam. Nesse caso, o capitalista 
ganha o estritamente necessário para produzir e lucrar. 
Fichamento 2 - incompleto 
Livro III – Capítulo III: Gradações da procura por 
consumidores. 
(1) Quando um comerciante adquire materiais para sua 
produção, tem como objetivo os lucros que pode 
conseguir. Os lucros dependem do risco e de outros 
fatores, mas, á longo prazo, o preço da venda das 
mercadorias depende do preço que os consumidores 
pagarão. A procura dos consumidores rege a procura 
dos comerciantes. 
Utilidade=desejo ou necessidade; a medida do desejo 
na economia se encontra no preço que uma pessoa se 
dispõe a pagar pelo cumprimento a satisfação do seu 
desejo. A compra feita resulta em satisfação. 
Lei das necessidades saciáveis ou utilidade 
decrescente- Quando maior for a quantidade que eu 
tenho de um determinado bem, menor será o beneficio 
adicional que eu extraio a cada unidade extra. 
Utilidade total- Prazer total ou outro benefício que o 
bem proporciona. 
Utilidade marginal- diminui a cada aumento da 
quantidade que ele já possui dessa coisa. 
Compra marginal- marca a margem de dúvida sobre se 
é vantagem gastar o que o bem vale para adquiri-lo. Se 
eu mesmo fabricar ao invés de comprar, a utilidade da 
parte que eu penso valer a pena fabricar. 
Observação: Nessa lei, admita-se que com o tempo, o 
caráter e gosto do consumidor não mudou. 
(2) Tradução de lei em termos de preço: “Ou seja, 2 
xelins por uns libra mede a utilidade do chá para essa 
pessoa no limite, margem, termo ou fim de suas 
compras: mede a utilidade marginal para ela. Se o 
preço que ela está decidida a pagar para obter uma 
libra se denomina seu preço de procura, então 2 xelins 
é o seu preço de procura marginal; Quando maior for a 
quantidade de uma coisa que uma pessoa possui, 
menor será o preço que ela pagará por um pouco da 
coisa “-seu preço de procura marginal para a coisa 
descreve. 
Sua procurasse torna eficiente somente quando o 
preço que se dispõe a oferecer alcança aquele pelo 
qual estão dispostos a vender.” até então não está 
sendo levado em conta, alterações na utilidade 
marginal do dinheiro ou poder aquisitivo das pessoas.” 
Não se alterando os recursos matérias de uma pessoa, 
a utilidade marginal do dinheiro para ela é uma 
quantidade fixa, de sorte que os preços que ela se 
decida a pagar por duas mercadorias estão, um em 
relação ao outro, na mesma razão de utilidade das duas 
mercadorias.

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