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1 ATLS - TORTO Trauma pélvico e de vias urinárias _____________________________________________________________________________ Trauma pélvico Classificação A compressão anteroposterior, também chamada de fratura em “livro aberto”, apesar de não ser a mais frequente, é a mais grave. Isso porque há a abertura do anel pélvico, esgarçamento dos ligamentos e vasos próximos e, com isso, hemorragia. O choque desse tipo de fratura é do tipo venoso em 90% dos casos! Clínica • A estabilidade pélvica sempre deve ser avaliada no “C” da avaliação primária, sobretudo em pacientes em choque. • Sinais físicos: equimoses em região pélvica; discrepância de tamanho de membros inferiores; um membro em rotação lateral. • Sinais clínicos de lesões de víscera pélvicas: uretrorragia, metrorragia e sangramento retal. • Radiografia de pelve. 2 ATLS - TORTO Conduta PACIENTE HEMODINAMICAMENTE INSTÁVEL: Estabilizar: • Transfusão; • Consulta do ortopedista; • Estabilização da pelve (com cinta ou um lençol): FAST → existe sangue intraperitoneal? SIM NÃO LAPAROTOMIA ARTERIOGRAFIA E ANGIOEMBOLIZAÇÃO FIXAÇÃO PÉLVICA OBS: caso a arteriografia não esteja disponível, pode-se lançar mão do tamponamento pré-peritoneal. FIXADOR EXTERNO: o papel dele é reduzir a fratura, realinhar o anel pélvico e principalmente controlar a hemorragia, Por isso, ele é indicado em pacientes em choque não responsivos a transfusão. PACIENTE HEMODINAMICAMENTE ESTÁVEL: Realizar TC de abdome e pelve para avaliar sangramento ativo. • Se sangramento identificado: consulta cirúrgica OU arteriografia pélvica com embolização. • Se sangramento não identificado: observação em UTI com exame físico seriado e avaliação ortopédica. Trauma uretral clínica Esse tipo de trauma é mais comum em homens devido ao maior comprimento do órgão. Possui uma clínica típica e facilmente identificável: • Sangue no meato uretral (uretrorragia); • Hematoma escrotal ou perineal; • Deslocamento cranial da próstata ao toque retal (próstata flutuante); • Retenção urinária com possível bexigoma. 3 ATLS - TORTO Conduta • Na suspeita de lesão uretral, é mandatória a realização de uretrocistografia retrógrada, em que será evidenciado extravasamento de contraste se positivo. • NÃO pode ser passada sonda vesical pela uretra. Deve-se fazer uma cistostomia suprapúbica para drenar a urina e avaliar o débito urinário. Trauma vesical classificação Lesão mais comumente encontrada em traumas fechados, estando associada a fraturas pélvicas em 70% dos casos. A ruptura do órgão pode ser: • Extraperitoneal: relacionadas a perfurações por ossos oriundos de fraturas pélvicas; • Intraperitoneal: relacionado a traumatismos fechados em andar inferior do abdome, principalmente quando a bexiga está repleta. Clínica • Hematúria franca macroscópica; • Dificuldade/incapacidade de urinar; • Hematoma escrotal ou perineal; • Distensão abdominal; • Dor pélvica ou em abdome inferior. Conduta • O diagnóstico pode ser feito pela cistografia. • Lesões intraperitoneais: exploração cirúrgica e cistorrafia (sutura); • Lesões extraperitoneais: conduta conservadora, com colocação de cateter vesical de Foley. Costuma ser autorresolutiva em 10-14 dias. 4 ATLS - TORTO