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Centro Universitário Brasileiro – UNIBRA
Disciplina: Psicología Analítica
Professora: Alyne
Aluno: Hugo Oliveira 
Fichamento: Aula com o título Psicanálise e Saúde Mental, ministrada por Luanna Cruz.
	Mensagem Chave
	Um novo olhar sobre a saúde mental, com uma nova perspectiva sobre loucura onde ambas andam juntas.
	Primeiro ponto
	As posibilidades em ouvir a loucura, como caminho para a saúde.
Frase de Fernando Pessoa - “Sem a loucura que é o homem? Mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?”
	Campo Saúde Mental
	- Campo político - aborda a mudança de olhar enquanto a loucura e seu portador, por isso a fala está sempre ligada a um olhar políticos e fatores culturais;
- O processo da Reforma Psiquiátrica não se faz apenas com leis e propostas, essas precisam ser efetivamente implantadas e exercitadas no quotidiano das transformações institucionais, dos serviços e das práticas e relações interpessoais.
- Caminho em conjunto para uma desinstitucionalização, política-institucional-clínica.
- Devemos aprender como substituir o muro do manicômio, aprender para que servia o muro do manicômio para o sujeito/sociedade - construção simbólica.
	Redes Psicossociais
	- Representa um conjunto de meios (programas e serviços que se desenvolvem para facilitar a vida de pessoas com problemas severos e persistentes de saúde mental;
- Resposta política (tanto da sociedade quanto das autoridades governamentais) para a questão da loucura, a partir de leis, estatutos e movimentos sociais que integram o quadro da saúde mental;
- Investimento em habilidades sociais;
- Lógica da cidadania baseada na busca de direitos iguais e da participação produtiva numa sociedade capitalista e historicamente alienista.
	Fazer com que essas pessoas possam viver da sua forma, sendo reintegradas
	- Funcionam a partir de ações que visam fazer melhorar e proteger sujeitos em sofrimento psíquico, mas que também indicam e impõem a direção em que se deseja obter uma transformação daquele que sofre e de sua relação com o mundo;
	Sofrimento em tentar se adaptar a lógica e organização social padrão, por não conseguir se inserir
	- Articulação e Caps (Rede)! - o cuidado político, social, educacional e da comunidade. Todos estão implicados no cuidado;
- Cuidado mais do que reabilitar! - Não deve ser centrado apenas na reabilitação como forma de modelar.
- A transformação da ‘loucura’ em ‘doença mental’ é historicamente correlata ao nascimento da psiquiatria e do asilo, como espaço de tratamento da alienação mental. O marco desse nascimento está associado ao Alienismo, com o ‘tratamento moral’ de Pinel que, ao libertar os loucos das correntes e delimitar um espaço onde a loucura pôde tornar-se objeto de uma terapêutica, ao mesmo tempo aprisiona-a, como ‘doença mental’, ao saber médico. - A cura como forma de aprisionar o sujeito e acabar perdendo sua subjetividade;
	Loucura
	- Não se trata apenas de reformar a assistência através da criação social e administrativa de novas e necessárias formas de tratar o chamado ‘louco’, mas de contestar radicalmente a nossa relação com ele, enraizada em nossa cultura;
- Repensar e desconstruir: normal x patológico e as possibilidades de comunicação entre razão e desrazão. Reconhecimento da singularidade de cada sujeito no enfrentamento de um conflito que nos acomete a todos, ainda que com destinos diferentes (neurose e psicose).
	A herança cultural em temer o louco. Precisamos contestar a cura como exclusão e medicação apenas e ir a algo além disso
	- Para Fanon a “loucura é um dos meios que o homem tem de perder a sua liberdade”. 
- Ser que é único, singular: a loucura diz do fazimento desse ser numa realidade concreta; um ser que se faz na relação com o mundo, com a sociedade e que, nisso, os produz;
- A loucura e a alienação mental, não são coisas em si, mas, antes de tudo, sintomas de uma sociedade, sinalizações de uma condição de existência; são, pois, jaz um humano desumanizado, um não-humano;
- O louco só é louco em comparação com o que não é louco. Numa sociedade onde o normal é a violência, opressão, exploração e desigualdade, o que é normal?
- Atesta-se que a loucura, mas não se aceita ou se permite ser louco. Ademais, o ser em sua totalidade e complexidade é transformado em apenas louco, reduzido a essa categoria, tornando estático: um parêntese de sua doença.
	Clínica (principais pontos)
	· Ampliada nas formas de perceber, entender e atuar;
· Compromisso ético com o sujeito;
· Sujeito de direito e autonomia (participante da construção);
· Em defesa do direito à diferença;
· Humanização da atenção;
· Incentivo à produção de vida, na busca de equilíbrio no combate à doença/sofrimento;
· Cuidado descentralizado e compartilhado (profissionais, dispositivos, doença) - Só podemos atuar, se nos aproximarmos;
· Intersetorialidade e interdisciplinaridade;
· Requer trabalho em equipe e uma gestão participativa;
· Lidar com complexidades dos sujeitos e multicausalidades dos problemas de saúde e do sofrimento;
· Promovendo diálogo com o sujeito e demais atores;
· Saída do “falando de” para “falando com”;
· Diálogo qualificado, interativo e criativo;
· Incentivo à responsabilização e compartilhamento;
· Partir da generalização diagnóstica para a singularidade - “caso a caso”;
· Construção de vínculos e mobilização de afetos (ELES & NÓS);
· Sintoma dentro de uma história e não além do sujeito (o que ele diz?);
· Desejo (consciente e inconsciente) que se evidencia em suas repetições;
Não podemos cuidar de uma pessoa de forma restrita, mas aberta;
Deixar de fora nossos valores sociais e estar ciente em como estão e como podem vir a interferir de me aproximar do sujeito;
	Escuta (principais pontos)
	· “Loucura” (campo de Saúde Mental);
· Acolhimento;
· Ouvir;
· Como se reconhece (história);
· Apostar no sujeito;
· Reconstrução e ressignificação de espaços, relações e discursos;
· Implica-lo em seu sofrimento;
· Discursos que atravessam e sustentam sua vida;
· Cuidado caminhando para reconhecimento e respeito à especificidade de cada usuário, para possibilitar também um resgate do sujeito;
· Evitar recomendações pastorais e culpabilizantes;
· Construir acordos e negociações;
· Considerar o investimento do sujeito;
· Trabalhar com ofertas e não apenas com restrições;
· Levar em conta a especificidade de cada sujeito a cada situação;
· Valorizar a qualidade de vida;
· Propor um diálogo;
	Impossibilidades
	- Onde se deveria valorizar, fiscalizar a nova organização, pode acabar se transformando em manicômios e atuar enquanto máquina de segregação;
	Resistência da Clínica (Principais pontos)
	· Mudança;
· Disposição “não há desculpas”;
· Ouvido enquanto setting terapêutico;
· Ator propiciador de palavra;
· Meios químicos e assistenciais instrumentalizados pela palavra;
· Desocupar o lugar de saber para acolher o saber do sujeito;
· DIÁLOGO - sujeito, equipe, família, comunidade, sociedade, rede e gestão;
· Transferência (vínculo);
· Manejo transferencial e clínico (disponibilidade e contorno provisório);
· Fortalecimento e cuidado da equipe;
· Sujeito que fala e não só com palavras (hiatos);
· Aponta-se o tempo todo para o desejo;
· Ética da diferença (não-todo);
· Verdade singularizada e emergência de um sujeito singular;
· Retorno a condições existenciais perdidas e desejadas;
· Efeito e acompanhamento terapêutico;
· Fazer nascer um inédito a cada escuta;
· Início, meio e fim;
· É com o sujeito que aprendemos;
· Lá onde só se vê doença, lá onde só se vê erro e desorganização, ver subjetividade;
· É caro! Temos que pagar;
· Produzir condições para que o sujeito se “autoliberte”;

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