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Cromossomos

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Uma anomalia cromossômica conhecida ou suspeita em um parente de
primeiro grau constitui uma indicação para a análise cromossômica em algumas
circunstâncias. 
Neoplasia: Praticamente todos os cânceres estão associados a uma ou mais anomalias
cromossômicas.
Gestação em uma mulher em idade avançada: Existe um risco aumentado de anomalia
cromossômica nos fetos concebidos por mulheres com mais de 35 anos.
A análise cromossômica é indicada como um procedimento diagnóstico de rotina para uma
série de fenótipos específicos encontrados em medicina clínica. Além disso, também existem
situações clínicas não específicas e achados que indicam a necessidade de análise citogenética:
 
 
 
 
Cromossomos
Indicações clínicas para a análise cromossômica
 
Os 24 tipos de cromossomos encontrados no genoma humano podem ser prontamente
identificados citologicamente por uma série de procedimentos específicos de coloração.
Existem três métodos de coloração comumente utilizados que podem distinguir os
cromossomos humanos. Os procedimentos utilizados em alguns laboratórios ou para
propósitos específicos incluem os seguintes: padrão de bandas Q e padrão de bandas R.
Para situações particulares ou especiais, uma série de técnicas especializadas podem ser
usadas, o padrão de bandas C e o padrão de bandas de alta resolução.
Anomalias cromossômicas
 Um complemento cromossômico com
qualquer número de cromossomos que não
seja 46 é denominado heteroplóide. Um
múltiplo exato do número haplóide de
cromossomos (n) é denominado euplóide e
qualquer outro número de cromossomos é
denominado aneuplóide.
→ Euplóide: contém o número de
→ Euplóide: contém o número de cromossomos completo.
→ Aneuplóide: Uma aneuplóide teve o seu material genético alterado, sendo portador de um
número cromossômico diferente do normal da espécie, isto é, o cariótipo de uma dada célula
pode ter cromossomos a mais ou a menos. A maioria dos pacientes aneuplóides tanto
apresenta trissomia (três, em lugar do par normal de um cromossomo em particular) quanto,
menos frequentemente, monossomia (somente um representante de um cromossomo em
particular).Tanto a trissomia quanto a monossomia apresentam graves consequências
fenotípicas. 
A análise molecular do genoma pode ser realizada em qualquer material clínico adequado,
desde que um dna de boa qualidade possa ser obtido. As células não têm de estar se dividindo
para este propósito, sendo desse modo possível a realização dos exames em amostras de
tecido e de tumores, por exemplo, assim como no sangue periférico.
Cromossomos
Identificação Cromossômica
Rearranjos não balanceados: Nos rearranjos não balanceados, o fenótipo
provavelmente será anormal devido à deleção, à duplicação, ou (em alguns casos) a
ambas. A duplicação de parte de um cromossomo leva a uma trissomia parcial; a deleção
acarreta uma monossomia parcial. Qualquer alteração que perturbe oequilíbrio normal
de genes funcionais pode resultar em um desenvolvimento anormal.
Os rearranjos estruturais resultam da ruptura dos cromossomos, seguida pela reconstituição
em uma combinação anormal. Embora os rearranjos possam ocorrer de diversos modos, eles
são, em conjunto, menos comuns do que a aneuploidia. No total, as anomalias estruturais
estão presentes em cerca de um em cada 375 neonatos. O rearranjo cromossômico ocorre
espontaneamente em uma baixa frequência, também podendo ser induzido por agentes
quebradores (clastogênicos), tais como a radiação ionizante, algumas infecções virais e
diversos agentes químicos. Assim como as anomalias numéricas, os rearranjos estruturais
podem estar presentes em todas as células de uma pessoa, ou na forma de um mosaico. 
Os rearranjos estruturais são definidos como balanceados, se o conjunto cromossômico
possui o complemento normal de material cromossômico, ou não balanceado, se há material
adicional ou ausente. Alguns rearranjos são estáveis, capazes de passar inalterados através
das divisões celulares mitóticas e meióticas, enquanto outros são instáveis.
→ Deleções: as deleções envolvem a perda de um segmento de um cromossomo, resultando
em um desequilíbrio cromossômico. Uma deleção pode ocorrer na extremidade de um
cromossomo (terminal) ou ao longo do braço de um cromossomo (intersticial).
→ Duplicações: as duplicações, assim como as deleções, podem se originar de um crossing-
over desigual ou de uma segregação anormal a partir da meiose de um portador de uma
translocação ou de uma inversão. Em geral, a duplicação parece ser menos nociva do que a
deleção.
→ Tiploidia e Tetraploidia: Denominamos de triploidia (3n) quando o indivíduo possui três
grupos de cromossomos, de tetraploidia (4n) quando o indivíduo possui quatro grupos
cromossômicos e assim sucessivamente.
Cromossomos
Anomalias da estrutura dos cromossomos
 
os marcadores geralmente estão em adição ao complemento cromossômico normal,
sendo, portanto, igualmente denominados cromossomos supranumerários ou
cromossomos extras estruturalmente anormais. Uma intrigante subclasse de
cromossomos marcadores carece de sequências identificáveis de DNA centromérico, a
despeito de serem mitoticamente estáveis. Esses marcadores representam pequenos
fragmentos de braços de cromossomos (geralmente a alguma distância do centrômero
normal) que, de algum modo, adquiriram atividade de centrômero. Diz-se que tais
marcadores contêm neocentrômeros. Muitos cromossomos marcadores carecem de
sequências teloméricas identificáveis e, desse modo, são provavelmente pequenos anéis
de cromossomos que são formados quando um cromossomo sofre duas fraturas e as suas
extremidades partidas se reúnem em uma estrutura em anel.
Os cromossomos em anel são bastante raros, mas foram detectados para todos os
cromossomos humanos. Quando o centrômero está dentro do anel, espera-se que o
cromossomo em anel seja mitoticamente estável. Todavia, alguns anéis experimentam
dificuldades na mitose, quando as duas cromátides irmãs do cromossomo em anel ficam
embaraçadas na sua tentativa de se separarem na anáfase. Pode haver ruptura do anel
seguido pela fusão e, assim, anéis maiores ou menores podem ser gerados. Devido a essa
instabilidade mitótica, não é raro que os cromossomos em anel só sejam encontrados em
uma proporção das células.
→ Isocromossomos: é um cromossomo no qual um braço está ausente e o outro está
duplicado à maneira de uma imagem no espelho. Uma pessoa com 46 cromossomos,
portadora de um isocromossomo, possui, portanto, uma única cópia do material genético de um
braço (monossomia parcial) e três cópias do material genético do outro braço (trissomia
parcial). 
→ Cromossomos dicêntricos: dicêntrico é um tipo raro de cromossomo anormal no qual dois
segmentos de cromossomos (de cromossomos diferentes ou das duas cromátides de um
único), cada um com um centrômero, se fundem pelas extremidades com a perda dos seus
fragmentos acêntricos.
Cromossomos
Rearranjos balanceados: os rearranjos cromossômicos balanceados normalmente não
apresentam um efeito fenotípico, porque, embora embalados de um modo diferente, todo o
material cromossômico está presente. É importante distinguir os rearranjos
verdadeiramente balanceados daqueles que parecem citogeneticamente balanceados, mas
que são, de fato, desbalanceados no nível molecular. Mesmo quando os rearranjos
estruturais são realmente balanceados, podem representar uma ameaça à geração
subseqüente porque os portadores tendem a produzir uma alta freqüência de gametas
desbalanceados e, portanto, apresentam um risco aumentado de terem uma prole anormal
com cariótipos desbalanceados.
→ Inversões: Uma inversão ocorre quando um único cromossomo sofre duas fraturas e é
reconstituído com o segmento entre os pontos de ruptura invertido. As inversões são de dois
tipos: paracêntricas (não incluindo o centrômero), nas quais ambas as fraturas ocorrem em
um braço, e pericêntricas (incluindo o centrômero), nas quais há uma ruptura em cada braço.
Uma inversão geralmente não provoca um fenótipo anormal nos seus portadores por ser um
rearranjo balanceado.

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