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Menstruação
A menstruação é a descamação cíclica do endométrio, a camada mais interna do útero, caracterizada por um sangramento com duração de 3 a 7 dias.
Ela ocorre todos os meses e representa parte do ciclo reprodutivo da mulher, pois é quando o útero se prepara para receber o bebê, no caso de uma gravidez.
Se não houver fecundação, tudo o que foi preparado no útero para acolher o feto se desfaz e é eliminado através da menstruação.
A primeira menstruação é chamada de menarca. Ela marca o início dos ciclos menstruais, os anos férteis da vida mulher e se iniciam por volta dos 11 aos 15 anos de idade. A última menstruação é a menopausa, encerrando o ciclo reprodutivo da mulher.
Ciclo Menstrual
O ciclo menstrual se renova a cada mês, durando cerca de 28 dias e representa as interações de hormônios produzidos na hipófise (FSH e LH) com os hormônios ovarianos estrógeno e progesterona.
O ciclo menstrual pode ser dividido em três momentos: o pré-menstrual, o menstrual e o pós menstrual.
O pré-menstrual é quando as células foliculares, durante o desenvolvimento folicular, secretam estrógeno. Ele tem como objetivo estimular o amadurecimento dos óvulos e auxiliar no processo de tornar o endométrio mais espesso, promovendo assim a proliferação das células do endométrio.
Além desse processo, o estrógeno ainda estimula a liberação do hormônio LH pela hipófise. O hormônio LH é responsável por regular a secreção de progesterona e controlar o amadurecimento dos folículos, que por sua vez, provoca a ruptura do folículo maduro, estimulando a ovulação.
O óvulo, capturado pelas fímbrias da tuba uterina, permanece viável por aproximadamente 30 horas, que é o período fértil da mulher.
O momento menstrual do ciclo ocorre após o rompimento do folículo e sob ação do hormônio LH, quando as células foliculares dão origem ao corpo lúteo, o qual passa a produzir doses crescentes do hormônio progesterona.
A progesterona é que estimula o crescimento do endométrio, promovendo a sua vascularização e deixando o endométrio preparado para receber o embrião.
Começa então a haver uma inibição da produção de FSH e LH pela hipófise, devido à progesterona produzida pelo corpo lúteo. A ação do hormônio FSH é muito importante, pois ele estimula o desenvolvimento de um folículo ovariano, que é conjunto de células com um ovócito primário em seu interior.
Com a queda do hormônio LH, o corpo lúteo regride e se transforma em corpo albicans, que é inativo. Isso leva a uma redução da taxa de progesterona e estrógeno. Sem esses hormônios, o endométrio não se mantém e sua camada mais superficial se descama, dando origem à menstruação.
A diminuição da taxa de estrógeno e progesterona faz com que a hipófise passe a secretar mais FSH e um novo folículo entra em desenvolvimento. Assim, recomeça um novo ciclo menstrual.
Fases da menstruação
O ciclo menstrual apresenta duas fases que se separam pela ovulação. A primeira fase está relacionada ao crescimento de um novo folículo e no espessamento gradual do endométrio. Já a segunda, ocorre após a ovulação, que é quando o endométrio torna-se receptivo para um possível embrião.
Fase folicular
A fase folicular representa a primeira fase do ciclo menstrual e tem início no primeiro dia da menstruação. O tempo médio de duração da fase folicular é entre 12 e 14 dias.
O objetivo desta fase é aumentar a produção do hormônio FSH, para que assim, os ovários levem ao amadurecimento dos óvulos.
As mudanças que ocorrem no organismo durante esta fase podem causar cólicas e fraqueza.
Fase ovulatória
A fase ovulatória é o momento que os níveis de estrogênio tendem a aumentar gradativamente, estimulando a produção do hormônio LH. É ele quem seleciona o óvulo mais maduro para que este saia do ovário.
É quando ocorre a ovulação, ou seja, é o período mais fértil do ciclo menstrual. No organismo ela provoca mudanças de comportamento, aumentando o ânimo e a libido.
Fase lútea
A fase lútea representa a segunda fase da menstruação, ou seja, é quando o folículo deixado no ovário passa a produzir mais progesterona e preparando o útero para a gravidez. Neste momento podem ocorrer duas situações, a fecundação do óvulo ou não.
Quando a fecundação não ocorre, o revestimento do útero é eliminado, resultando no início da menstruação e no novo ciclo.
Já se houver a fecundação começa a produção do hormônio HCG, que produz estrogênio e progesterona com o objetivo de manter o revestimento do útero e iniciar a formação da placenta.
Reações do corpo relacionadas ao ciclo menstrual
Durante o ciclo menstrual, o corpo da mulher sofre diversas mudanças, provocando alterações físicas e emocionais, que por sua vez é representado pela Tensão Pré - Menstrual (TPM). Esta começa no meio do ciclo menstrual e tende a desaparecer quando chega a menstruação.
Os principais sintomas da TPM são:
 Fadiga;
Dor de cabeça e nas mamas;
Inchaço;
Cólica;
Irritabilidade;
Ansiedade;
Oscilação de humor.
Gravidez na adolescência
A gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Apontada como uma gestação de alto risco decorrente das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, a gravidez nesta faixa etária pode acarretar problemas sociais e biológicos.
O Brasil apresenta elevados índices de adolescentes grávidas. Porém, o Ministério da Saúde indica que houve uma redução de 17% no número de mães entre 10 e 19 anos, no período de 2004 a 2015.
Gravidez Precoce
A gravidez na adolescência ocorre em um momento de intensas mudanças corporais
A adolescência é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudança de valores e dificuldades face à procura de independência pela vida.
A gravidez na adolescência é muitas vezes encarada de forma negativa do ponto de vista emocional e financeiro das adolescentes e suas famílias, alterando drasticamente suas rotinas.
Veja alguns dados sobre a gravidez na adolescência no Brasil e ao redor do mundo:
- 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano ao redor do mundo, das quais 2 milhões são menores de 15 anos; 
- No ano de 2010 um relatório divulgado por um órgão ligado à ONU indica que 12% das adolescentes entre 15 e 19 anos tinham pelo menos um filho;
- O Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, sendo que cerca de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária;
- Em pesquisa realizada pela ONU, o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos.
Consequências e riscos
A gravidez na adolescência pode trazer consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e do filho.
A maioria das adolescentes que engravida abandona os estudos para cuidar do filho, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares.
Esse fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança.
Além disso, a ocorrência de mortes na infância é alta em filhos nascidos de mães adolescentes.
A situação socioeconômica, a falta de apoio e de acompanhamento da gestação (pré-natal) contribuem para que as adolescentes não recebam informações adequadas em relação à alimentação materna apropriada, à importância da amamentação e sobre a vacinação da criança.
Também é grande o número de adolescentes que se submetem a abortos inseguros, usando substâncias e remédios para abortar ou em clínicas clandestinas. Isso tem grandes riscos para a saúde da adolescente e até mesmo risco de vida, sendo uma das principais causas de morte materna.
Essas ações acarretam prejuízos às crianças, gerando um impacto na saúde pública, além da limitação no desenvolvimento pessoal, social e profissional da gestante.
Principais fatores
Há diversos fatores de natureza objetiva e subjetiva que levam à gravidez no início da vida reprodutiva, tais como:
- Falta de conhecimento adequado dos métodos contraceptivos e como usá-los;
- Dificuldadede acesso a esses métodos por parte do adolescente;
- Dificuldade e vergonha das meninas em solicitar o uso do preservativo pelo parceiro;
- Ingenuidade e submissão;
- Violência;
- Abandono;
- Desejo de estabelecer uma relação estável com o parceiro;
- Forte desejo pela maternidade, com expectativa de mudança social e de obtenção de autonomia através da maternidade;
- Meninas com início da vida sexual cada vez mais precoce.
O ambiente familiar também tem relação direta com o início da atividade sexual.
Experiências sexuais precoces são observadas em adolescentes em famílias onde os irmãos mais velhos já apresentam vida sexual ativa.
É comum encontrar adolescentes grávidas cujas mães também iniciaram a vida sexual precocemente ou engravidaram durante a sua adolescência.
Por outro lado, famílias onde existe o hábito da conversa e há orientação sobre a vida sexual, a situação pode ser diferente e a sexualidade melhor aproveitada pelos adolescentes no momento certo.
Como evitar a gravidez na adolescência?
A melhor forma de evitar a gravidez na adolescência é se informar adequadamente e conhecer o próprio corpo e do parceiro antes de começar a vida sexual.
Meninos e meninas devem se informar sobre os métodos anticoncepcionais. A camisinha é o mais comum, mais barato e mais fácil de utilizar. Além da gravidez indesejada, ela também protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Gravidez e Parto
O parto, também conhecido como dar à luz, é o momento em que o bebê nasce após cerca de 40 semanas de gestação.
Se acontecer antes do tempo, o parto será prematuro e isso pode representar riscos para a vida da mãe e do bebê.
Toda grávida deve fazer o Pré-Natal, para acompanhar o desenvolvimento do seu bebê através de diversos exames, podendo detectar qualquer anormalidade e garantir um parto tranquilo.
Os Cuidados Pré-Natais
Durante a gestação, os exames do pré-natal orientam os médicos e as parturientes sobre o desenvolvimento do bebê.
São realizadas ultrassonografias em cada trimestre da gravidez para saber peso e tamanho do feto e identificar malformações; além disso, são feitos exames de sangue e outros específicos para gestantes.
A equipe médica deve orientar e esclarecer as dúvidas da gestante e seu companheiro, que devem decidir a melhor forma para o nascimento do seu bebê.
Recomendações da OMS
Segundo o Relatório Mundial de Saúde da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgado em 2005, as consultas pré-natais são fundamentais para planejar o parto e preparar a mãe para a maternidade.
Além disso, esse pode ser um momento importante para iniciar o planejamento familiar, orientando sobre a escolha de ter mais filhos e o momento certo para tal, os métodos contraceptivos, e também sobre programas de controle de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e sobre a desnutrição infantil.
O Medo do Parto
O parto é um momento muito importante na vida de qualquer pessoa, o nascimento de um novo ser marca o início de muitas responsabilidades para os pais e de muita felicidade para toda família.
Apesar de ser um fenômeno natural, o parto está cercado de tabus e mitos que são passados de geração em geração e estimulados nos meios de comunicação.
Isso gera nas mulheres muitas dúvidas e medos: medo da dor, medo de que o bebê morra, medo de não conseguir. Toda mulher deveria conhecer o próprio corpo e receber apoio (da equipe médica, do companheiro, da família, etc) para escolher a melhor forma de dar à luz ao seu bebê.
Existem vários tipos de parto, sendo os principais: normal, de cócoras, na água, cesárea, induzido, com uso de fórceps, entre outros.
Parto Normal
O parto normal, como o próprio nome indica, acontece naturalmente respeitando o processo fisiológico.
Não há necessidade de medicação, mas muitas mulheres recebem anestesia para controlar a dor, relaxar e ter dilatação mais rapidamente.
O trabalho de parto começa com contrações e o colo do útero se dilata até que permita a passagem do feto através do canal vaginal, depois é expelida a placenta.
Parto Cesariana
O parto cesárea ou cesariana é um procedimento cirúrgico no qual o feto é retirado por um corte abdominal.
É indicado para situações onde há risco de vida para a mãe ou o bebê.
Isso se aplica em situações graves como, por exemplo: a eclâmpsia que provoca convulsões na mãe, placenta prévia que impede a passagem do bebê ou ainda quando o bebê dá sinais de sofrimento fetal.
As cesáreas eletivas, ou seja, feitas por opção da parturiente e não em situações de risco, podem ter complicações como hemorragias e infecções.
Muitas vezes são realizadas antes de iniciar o trabalho de parto, baseadas na data prevista de nascimento, de forma que em alguns casos são um parto prematuro.
Parto Induzido
O parto pode ser induzido através da administração de substâncias, sendo muito usada a ocitocina sintética, similar ao hormônio produzido naturalmente pelo corpo materno durante o parto.
Geralmente, é realizado quando o trabalho de parto não evolui e a mulher não tem dilatação, por exemplo, em casos de gestações que ultrapassam as 40 semanas, e condições específicas.
É utilizado como tentativa de realizar o parto normal e evitar a realização de cesariana, sendo que o uso excessivo da ocitocina e a demora na realização do parto pode provocar problemas no útero e sofrimento fetal.
Parto por Fórceps
O parto pode ser realizado usando instrumentos específicos como é o caso do fórceps.
Ele é introduzido na vagina e posicionado nas laterais da cabeça do feto de forma a puxá-lo e facilitar a sua saída.
Há diversos relatos de lesões na mãe e no bebê causadas pelo uso do fórceps, no entanto, os médicos garantem que é uma forma segura.
Parto Humanizado
No parto humanizado, os profissionais de saúde envolvidos respeitam o momento do bebê nascer e evitam intervenções desnecessárias, como fazer o corte no períneo chamado episiotomia, fazer lavagens intestinais, utilizar ocitocina sintética para acelerar o parto, entre outros.
É um processo que envolve diferentes tipos de parto, podendo ser realizado no hospital, em casas de parto ou na casa da parturiente (parto domiciliar) .
Anexos Embrionários
Depois que o embrião se fixa na parede uterina, as células continuarão a se multiplicar formando camadas celulares chamadas folhetos embrionários ou germinativos.
A partir das camadas celulares mais externas surgem dobras que formarão estruturas com importantes funções durante a gestação, são chamadas de anexos embrionários. São eles: o cório e o âmnio e o saco vitelínico.
O cório e o âmnio se desenvolvem juntos, o espaço formado pelo âmnio será preenchido pelo líquido amniótico que protegerá o feto de choques e permitirá que ele se movimente.
O cório é intimamente ligado ao tecido uterino, depois forma projeções formando as vilosidades coriônicas que penetram na parede uterina e por fim origina a placenta. O saco vitelínico tem no começo da formação do embrião o papel de realizar a circulação sanguínea.
Organogênese
A partir dos folhetos embrionários serão formados todos os órgãos do embrião, no processo chamado organogênese. O folheto embrionário mais externo, chamado ectoderma, é que formará o sistema nervoso e os órgãos dos sentidos.
Os primeiros órgãos que se formam são o encéfalo, a medula espinhal e a coluna vertebral. Isso ocorre por volta da terceira semana de gestação, quando a mulher ainda nem sabe que está grávida, há apenas suspeitas devido à falta da menstruação.
A camada intermediária, o mesoderma, origina a derme, os ossos e cartilagens, os músculos e os sistemas circulatório, excretor e reprodutor.
Enquanto a camada mais interna, o endoderma dá origem aos órgãos do sistema digestivo, fígado, pâncreas, tubo digestivo e aos pulmões.
Esquema mostrando em que período fetal se desenvolvem os órgãos.

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