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1 Universidade Metodista Unida de Moçambique, Curso de Licenciatura em Teologia, Introdução ao Antigo Testamento, Ficha de Apontamentos,2021 Sílvia Pedro Urena Introdução dos livros proféticos Na presente ficha , vamos debruçar sobre os livro os livros proféticos. Dizer que eles apresentam um tipo especial de literatura bíblica escrita para objectivos específicos na história posterior de Israel. São no total dezassete livros de profecia que complementam os dezassete livros históricos de muitas maneiras. A ênfase dos livros proféticos não é tanto histórica, mas sim exortativa. O tom é mais intenso, como arautos notáveis trazendo conselho e admoestação é épocas de grande crise e angustia nacional. Todavia, além de censura por falhas passadas e advertir diante dos perigos do momento, os profetas apontavam para o futuro. Os profetas também falavam acerca do julgamento e dos tempos messiânicos que viriam para promover arrependimento e volta à justiça. Funções dos profetas Os profetas de Israel foram chamados individualmente ungidos por Deus para o serviço de “emergência”, em contraste com o serviço regular dos sacerdotes, anciãos e reis. Para além de serem denominados “profetas”(nabi), recebiam também o nome de “videntes” (roeh ou chozeh), “sentinelas”(tsaphah) ou “pastores” (raah). Os termos apresentados indicam suas funções ao serem chamados por Deus para interpretar e anunciar a palavra especifica do Senhor para o seu povo. Entretanto as funções gerais dos profetas podem ser observadas em três classificações que se seguem: Porta-voz especial de Deus, o termo “profeta” significa “falar por” ou representar. Tarefa mais importante de profetas era agir como embaixadores ou mensageiros divinos, anunciando a vontade de Deus para o seu povo, especialmente em época 2 de crise. Eram acima de tudo, pregadores da justiça em época de decadência moral e espiritual. Vidente, a credencial de um profeta verdadeiro de Deus era a habilidade infalível de penetrar no futuro e revelá-lo (Dt 18:21-22). Essa habilidade autentificava sua mensagem como sendo divina, porquanto somente Deus conhece o futuro. Por intermédio dessa função profética Deus chamou a atenção para o seu programa futuro com relação a Israel e às nações, elaborando depois o que já tinha esboçado nas alianças com os antepassados. Professor da lei e da justiça, para além dos sacerdotes e levitas terem sido professores de Israel, os profetas também receberam essa função quando o sacerdócio degenerou (Lv 10:11; Dt 33:10; Ezequiel 22: 26). Quando ensinavam, o contexto era geralmente de julgamento. Relação entre profetas e sacerdotes Embora ambos fossem designados por Deus para serviço religioso, entre eles deparamos com diferenças a destacar: Quanto a chamada, os profetas era chamados e designados por Deus individualmente, enquanto que os sacerdotes era designados em virtude da sua descendência de Araão. Quanto ao cargo, os profeta eram representantes de Deus perante o povo, assim os sacerdotes eram representantes do povo perante Deus. O principal lugar do ministério dos sacerdotes era o santuário, o ligar da presença de Deus, ao passo que os profetas dirigiam-se ao povo nas cidades e na zona rural. Quanto ao obra especial, os profetas preocupavam-se com a justiça espiritual e a purificação do coração, e os sacerdotes estavam mais interessados no sistema religioso da aliança de Israel. Ambas as funções eram importantes para o sistema de aliança de Israel, e se complementavam. Quanto ao ensino, ambos interpretavam a Lei. Os sacerdotes eram professores habituais; os profetas eram pregadores de reavivamento. Os sacerdotes “informavam”, os profetas “reformavam”. Os sacerdotes instruíam a mente do 3 povo, os profetas desafiavam o arbítrio, e se pronunciavam com enérgica instância quando a Lei era negligenciada pelos lideres e pelo povo. Classes de profetas Os profetas de Israel remontam aos antepassados Abraão, Moisés e Samuel, que foram denominados “profetas” (Gn 20:7; Dt 18:15; 1Sm 3:20). Deus falou ao povo e estabeleceu suas alianças com a nação por intermédio deles. Moisés foi uma espécie de prototipo dos profetas, prenunciando o último grande profeta, o Messias, que se levantaria para falar palavras poderosas, autenticadas por obras poderosas e desempenho brilhante ( Dt 18:15-22). Embora os cargos de sacerdote e rei fossem restritos a homens e determinadas tribos, algumas profetizas foram chamadas na história de Israel. Exemplos disso encontramos em Meriã, Débora e Hulda (Êx 15:20; Jzs 4:4; 2 Reis 22:14). Samuel é considerado como aquele que que principiou a ordem profética, o primeiro duma sequência, durante a monarquia de Israel (1Sm 3:1; Actos 3:24). Não se trata de uma sequência continua, pois prosseguia esporadicamente quando o Senhor fazia a designação para esse cargo. Eram profetas da “palavra e da “escrita”. A. Profetas da “palavra” 1. Gade Aconselhou a Davi no deserto (1Sm22:5). 2. Natã Aconselhou a Davi a respeito da aliança e do adultério (2Sm 12:1). 3. Ido Escreveu os Actos de Salomão (2Crôn 9:29). 4. Aías Informou a Jeroboão de que ele seria rei do norte (1Reis 11: 29). 5. Semaías A visou a Roboão que não pelejasse contra Jeroboão (1Reis 12:22). 6. “Homem de Deus” Repreendeu a Jeroboão devido aos sacrifícios aos bezerros (1Reis 13:1). 7. “Velho Profeta” Testou o “homem de Deus” para certificar-se (1Reis 13:11). 8. Azarias Encorajou a Asa no seu primeiro acto de reforma (2Crôn.15:1). 4 9. Hanani Repreendeu a Asa pelo auxílio da Síria e foi preso (2Crôn. 16:7). 10. Jeú filho de Haman Repreendeu a Baasa, de Israel: “Os cães comerão” os descendentes de Baasa (1Reis 16:1). Repreendeu a Josafá por ter feito aliança com Acabe (2Crôn.19:2). 11. Jaaziel Aconselhou a Josafá a confiar em Deus, que lhe daria a vitória (2Crôn 20:14). 12. Elias Repreendeu a Acabe e Jezabel pelo culto a Baal (1Reis 17:1 e ss). 13. Profeta Desconhecido Aconselhou a Acabe a respeito da vitória sobre a Síria (1Reis 20:13). 14. Micaías Informou Acabe do plano do Senhor a respeito da morte do rei (1Reis 22:14). 15. Eliseu Reprovou o culto a Baal em Israel e fez muitos milagres (2Reis 2:1 e ss). 16. Jovem Profeta Ungiu a Jeú rei e destruidor da casa de Acabe (2Reis 9:1 e ss). 17. Zacarias filho de Joiada Repreendeu a Joás pela apostasia e foi morto pelo rei (2Crôn 24:20). 18. Obede Advertiu a Peca, de Israel, que libertasse os cativos judeus (2Crôn 28:9 e ss). B. Profetas da “escrito” Os denominados “profetas da escrita” foram antes de escreverem “profetas da palavra”. Os períodos de maior concentração desses profetas forma justamente antes da destruição do reino do Norte e antes da destruição do reino do Sul. Manifestavam-se geralmente em época de decadência nacional e julgamento iminente. Eram , num certo sentido, a incómoda consciência da nação. Nesse contexto podemos observar os seguintes temas importantes: 5 1. Temas éticos a. A condenação da idolatria, imoralidade e injustiça seguida do convite para arrependimento e vida integra. b. O carácter de Deus ao exigir justiça e misericórdia, e ao prometer julgamento para os impenitentes. c. A religião verdadeira está ligada ao coração e não apenas as mãos 2. Temas escatólogicos a. A vinda do Senhor e o seu impacto sobre Israel e as nações b. O carácter e a vinda do Messias no julgamento, salvação e glória. c. A vinda da era messiânica e suas bênçãos sobre Israel e o mundo d. A preservação dos restantes fiéis de Israel. Segundo a terminologia da Bíblia Hebraica, os livros de Josué, Juízes, Samuel e Reis, conquanto tratassem da história de Israel, foram compostos de ponto devista profético, deixando uma hipótese de que em algum momento ou por alguma razão os autores pode ter sido denominados de profetas. Os livros de que vamos debruçar, a BH classifica-os como profetas posteriores e estes estão subdivididos em profetas maiores e menores. São profetas maiores os seguintes: Isaías, Jeremias (incluindo o livro de lamentações lamentações, Ezequiel e Daniel (embora este considerado estadista e não profeta); os profetas menores são os doze profetas cujas obras reunidas cabiam num único rolo grande, que em grego veio a ser chamado Dōdecaprophẽton. Estudo de profetas Maiores Livros de Profeta Isaías Autoria A. Titulo O nome hebraico deste profeta é Yeshaʼ-Yahu, que significa “O Senhor (YHWH) é salvação”. O nome, expressa o tema da mensagem de Isaías, que a salvação é somente 6 recebida pela graça, pelo poder de Deus, o Redentor e não pela força humana nem pelas boas obras da carne. B. Autor O profeta Isaías é chamado o “príncipe dos profetas do AT” devido ao enorme impacto, carácter majestoso, visão teológica e conteúdo messiânico da sua profecia. O texto o descreve como “filho de Amós (ʼamõs que significa “forte”, “corajoso”)”, marido de uma profetiza e pai de dois filhos que deveriam se “sinais” para a nação (1:1; 8:3-18). As tradições judaicas indicam que ele era primo do rei Uzias e foi serrado ao meio pelo iníquo Manassés. Pertenceu à família real. Dotado de uma espiritualidade profunda, bem educado sobre assuntos internacionais, que gastava a maior parte do seu tempo na Cidade de Jerusalém, onde ficava em contacto com as várias correntes de assuntos nacionais e internacionais. Serviu como capelão da corte de quatro reis de Judá por um período aproximadamente de cinquenta anos, Isaías foi talvés a figura mais monumental dos séculos intermediários da história de Israel. Cenário histórico A. Data em que foi escrito- 740-680 a.C., aproximadamente. Isaías profetizou durante mais de setenta anos, desde antes da morte de Uzias (Uzias) até algum tempo depois da morte de Senaqueribe (681) Isaías 1:1; 6:1; 37:38. Tudo indica que ele escreveu a maior parte do livro (de 1-39) durante os reinado de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, e o restante dos capítulos (40-66), durante o tirânico reinado de Manassés, talvés entre 697 e 680. Seu sofrimento sob o reinado desse rei pode ter contribuído para o texto pungente do “ Sofrimento Vicário do Senhor” (52:13-15; 53) B. Cenário Político Do ponto de vista internacional, o cenário era a grande ascensão do poderio assírio. Tiglete-Pileser veio ao ocidente para invadir Israel do norte e a Transjordânia, em 745 7 e 734. Sargom e Salmanaser sitiaram e destruíram Samaria em 724-722, durante a grande ofensiva para o norte. Senaqueribe, no decorrer do reino Sargom, invadiu Judá e a parte ocidental da Palestina, numa grande conquista de 714 a701, que culminou com a perda da sua armada quando tentava atacar Jerusalém, no auge do seu sucesso. Jamais voltou. Do ponto de vista nacional, foi uma época de opressão e caos. O reino do norte havia-se deteriorado rapidamente depois do “período áureo” de Jeroboão II, sob seis reinados caóticos. Judá por outro lado declinara sob reinado do idólatra Acaz. Muitas alianças foram estabelecidas com potências estrangeiras a fim de protelar a sujeição total à Assíria, potência em ascensão, que procurava engolir o Ocidente. C. Cenário espiritual 1. A condição espiritual de Judá em meados do século VIII era paralela à sua condição política, ambas deteriorando-se rapidamente sob o rei Acaz (743-728). A grande potência construída por Azarias e Jotão, reis tementes a Deus, desintegrou-se quase imediatamente quando Acaz (chamado Jeoacaz pelos assírios) começou a cortejar alianças estrangeiras em vez de confiar no Senhor (7:12). Quando atacado pela Síria e Israel, Acaz procurou inutilmente apaziguar as forças divinas sacrificando seu filho mais velho no altar, e depois pediu auxílio aos assírios. Consequentemente, tornou-se vassalo de Tiglete-Pileser, da Assíria. Perdeu para os edomitas Elate que dava acesso ao mar Vermelho, bem como grande parte do Negebe para os filisteus. Substituiu o culto a Javé no templo por idolatria estrangeira. 2. A ascensão de Ezequias ao trono de Judá trouxe movimento de reforma. Tudo começa no primeiro mês do seu reinado. No segundo mês ele celebrou uma Páscoa sem precedente, a qual foi honrada por Deus em virtude das boas intenções para deter julgamento divino (Crôn. 30:1-13). A reforma apressada e o entusiasmo pelo reavivamento promovido por Ezequias parece ter mudado a direcção do braço justiceiro do Senhor de Judá de sorte semelhante à de Israel, destruído em 722 a. C. Todavia, as alianças com o Egipto e a Babilônia, feitas mais tarde por Ezequias, trouxeram renovada agressão contra Judá por parte da Assíria, que acabou cercando Jerusalém, ameaçando destruí-la, até que o rei aceitou o conselho de Isaías e confiou inteiramente no Senhor para o livramento. Esse veio em 701, quando o Anjo do 8 Senhor destruiu o exército de Senaqueribe, 185.000 homens , e pôs fim à campanha do invasor no ocidente. O registro desse acontecimento está na parte central da profecia de Isaías. Ali o profeta demonstra que a maior defesa da nação é simplesmente confiar no Senhor da aliança e a ele obedecer. Objectivo do livro de Isaías Os objectivos de Isaías podem ser resumidos em dois que se relacionam com os seguintes títulos divinos: “O Santo de Israel” e “ O sofrimento Vicário do Servo do Senhor.” 1. Admoestar a nação do iminente julgamento devido à idolatria e às alianças seculares. O interlúdio histórico (36-39) descreve o cumprimento da invasão da Assíria e a previsão de um cativeiro posterior pela Babilônia. O “Santo de Israel” exigia santidade do seu povo. 2. Lembrar à nação o programa divino de libertação, especialmente o seu programa redentor através do Messias, que primeiro viria como o Servo Sofredor e, mais tarde, como o Governador de toda a terra (52:13-53:12). Esses propósitos duplos complementam o tema do livro: “ A Salvação vem do Senhor, não de ídolos ou alianças seculares.” Estrutura do livro de Isaías I. O Volume de Repreensão e de Promessas, 1:1- 6:13 A. Primeiro Sermão: a rebeldia se confronta com a condenação e a graça, 1:1-31 B. Segundo Sermão: castigo no presente, glória no futuro, 2:1-4:6. C. Terceiro Sermão: julgamento e exílio para a nação obstinada, 5:1-30 D. Quarto Sermão: o Profeta é purificado e comissionado por Deus, 6:1-13 II. O Volume de Emanuel, 7:1-12:6. A. Primeiro Sermão: a sabedoria do mundo rejeitará Emanuel, 7:1.25 B. Segundo Sermão: rápida libertação prenuncia a chegada do libertador vindouro, 8:1-9:7. 9 C. Terceiro Sermão: inexorável sentença de exílio para orgulhosa Samaria, 9:8-10:4. D. Quarto Sermão: vencendo o império falso; o glorioso império do provir, 10:5-12:6. III. O Julgamento Divino: Fardos para as Nações, 13:1-23:18 A. Fardo de Babilônia, 13:1-14:27. B. Filistia, 14:28-32. C. Moab, 15:1-16:14. D. Damasco e Samaria, 17:1-14 E. Etiópia. 18:1-7. F. Egipto, 19:1-20:6. G. Babilônia, segundo fardo, 21:1-10. H. Edom, 21:11, 12. I. Arábia, 21:13-17. J. Jerusalém, 22:1-25 K. Tiro, 23:1-18. IV. Primeiro Volume de Julgamento e Promessa, em geral, 24:1-27:13. A. Primeiro Sermão: julgamento universal do pecado universal, 24:1-23. B. Segundo Sermão: louvor ao Senhor como Libertador, Vencedor, e Consolador, 25: 1-12. C. Terceiro Sermão: cântico de júbilo pela consolação de Judá, 26:1-21. D. Quarto Sermão: punição aos opressores e preservação do povo de Deus, 30:1-33. V. Volume de Ais para os Infiéis de Israel, 28:1-33:24. A. Primeiro Sermão: Deus trata com beberrões e zombadores, entre Seu povo, 28:1-29. 10 B. Segundo Sermão: julgamento das almas cegas queprocuram iludir a Deus, 29:1-24. C. Terceiro Sermão: confiança no homem ou confiança em Deus, 30:1-33. D. Quarto Sermão: libertação através da intervenção graciosa de Deus 31:1-32:20 E. Quinto Sermão: punição dos enganadores traiçoeiros, e vitória de Cristo, 3:1-24. VI. Segundo Volume de Julgamento e Promessa, em geral 34:1-35:10 A. Primeiro Sermão: destruição da potência mundial pagã, 34:1-17. B. Segundo Sermão: a bem-aventurança final dos redimidos de Deus 35:1-10. VII. O Volume de Ezequias, 36:1-39:8. A. Evitada a destruição de Judá, 36:1-37:38. B. Evitada a destruição do rei de Judá, 38:1-22. C. Julgamento do orgulho do rei nas suas riquezas; a Babilônia o leva cativo, 39:1-8. VIII. O Volume da Consolação, 40:1- 66:24. A. O propósito da Paz, 40:1- 48:1-22. B. O Príncipe da Paz, 49:1- 57:21. C. O programa da paz, 58:1-66:1-24 Livros do Profeta Jeremias Autoria A. Título 11 Esta profecia projeta-se sobre o nome do seu autor, Jeremias em hebraico Yirme-Yãhũ, que significa “O Senhor estabelece”. O tema do profeta consiste numa série de severas advertências a Judá, no sentido de abandonar a idolatria e pecado para evitar a catástrofe do Exílio. Cada classe da sociedade dos hebreus foi condenada como indesculpavelmente pecaminosa. Porque Judá recusou a se arrepender , o Cativeiro na Babilônia seria inevitável. O que os hebreus precisavam era humilhar-se em submissão ao jugo dos caldeus, e não rebelar-se contra ele, pois o castigo pela sua infidelidade à aliança com Deus era bem merecido. Mesmo assim, chegaria o dia em que Israel seria livrado pelo Messias , o Justo Renovo; por este motivo Israel precisaria confiar sempre somente em Deus e nunca na sua força carnal. B. Autor 1. A autoria de Jeremias pode ser confirmada em dois modos: a. Internamente, o livro tem numerosas referencias bibliográficas e autobiográficas de Jeremias como autor e Baruque como escrivão ou secretário. Nenhum outro profeta teve o seu nome repetido tantas vezes quanto Jeremias (131). Baruque é mencionado vinte e três vezes. b. Externamente, o livro é atribuído a Jeremias em Daniel 9:2 e Esdras1:1, bem como em tradições judaicas. 2. A formação de Jeremias é toda ela envolvida com a profecia. Por esse motivo sabe-se mais da vida pessoal desse profeta do que de qualquer outro. Em muitos casos, suas acções tornavam-se parte da mensagem. Jeremias começou seu ministério com cerca de vinte anos de idade, no décimo terceiro ano de Josias, isto é, 626 a.C. Passou a maior parte de sua vida na cidade natal Anatota, aparecendo em Jerusalém a todas as festas anuais do calendário religioso judaico, sendo descendente de família sacerdotal. Durante o governo do piedoso rei Josias, não foi molestado pelos oficiais e desfrutou de relações cordiais com o rei, ao ponto de compor uma lamentação eloquente na ocasião da sua morte em Megido. Jeremias angariou para si mesmo considerável má vontade por causa da repreensão aberta que lhes fez infidelidade a aliança, condenando suas práticas mundanas. 12 Depois da morte de Josias, e o surgimento da facção idolatra e o partido pró -egípcio, houve uma reação séria contra Jeremias e tudo quanto ele representava. Somente através de intervenção de alguns poucos anciãos o e príncipes piedosos é que Jeremias escapou de ser preso por causa da sua advertência pouco agradável à nação, no sermão no templo, capítulos 7-10. Desde então Jeremias foi proibido de entrar na área do templo, pois tinha que mandar Baruque como seu porta-voz cada vez que tinha uma mensagem da parte de Deus para proclamar ao povo. Ditou suas profecias a Baruque para que fossem lidas ao povo de Jerusalém. É importante salientar que as copias firam entregues ao rei Jeoaquim que por sua vez destruiu na lareira, pedaço por pedaço depois de ser lida pelo seu secretário. Zedequias sucessor de Jeoaquim permitiu aos nobres nacionalistas a prisão de Jeremias pois via-se nele um traidor, por ter exortado a nação a se submeter á Babilônia. Zedequias tinha temores secretos do mensageiro de Deus, por causa do cumprimento das suas previas predições da invasão dos caldeus e mandou salvar o profeta da morte e, escondido de perigo até a queda de Jerusalém. Jeremias foi levado como fugitivo de Judá na terra do Nilo do que enfrentar a ira de Nabucodonosor. No Egito Jeremias profetizou durante mais alguns anos, e provavelmente foi lá que morreu. Jeremias era terno, manso e simpático, mas Deus lhe deu a incumbência de proclamar uma mensagem severas de irreversível tristeza. Apesar de ser extremamente sensível, foi forcado a aguentar uma barreira de calunias e de perseguições, que poderiam ter esmagado o espírito até de pessoas insensíveis. Ocasionalmente procurava desfazer-se das suas responsabilidades proféticas, que eram um fardo grande demais para ele, mas vez pós outra, retornou ao dever que o chamava, e mediante o poder que lhe vinha da parte de Deus, realmente ficou firme como uma torre de bronze Esboço de Jeremias I. Profecia sob Josias e Jeoaquim, 1:1-20:18 II. Profecias posteriores no reinado de Jeoaquim e Zedequias, 21:1-39:18 III. Profecias após a queda de Jerusalém, 40:1- 45:5 IV. Profecias Contra Nações Pagas, 46:1- 51:64 13 V. Apêndice Histórica, 52:1-34 Lamentações de Jeremias O tema d o livro é um lamento pelos males que sobreviveram ao Judá pecaminosa e a lamentável destruição da Cidade Santa e do Templo do Senhor. O profeta apela aos Israelitas castigados para que reconheçam a retidão de Deus ao tratar com eles assim, e que depositem mais uma vez sua confiança total na misericórdia de Deus, com espírito de total arrependimento. Esboço de Lamentações I. Jerusalém devastada e abandonada, 1:1-22 II. Os Motivos da Ira de Deus contra a Cidade; o Arrependimento é a única Esperança, 2:1-22. III. A Cidade lamenta sua Devastação; arrepende-se ao Relembrar as Antigas Misericórdias de Deus, 3:1-66 IV. A Gloria Anterior de Sião Contrastada com sua Actual Miséria, 4: 1-22 V. A Nação Arrependida Entrega-se à Misericórdia de Deus 5:1-22 Profeta Ezequiel O nome Ezequiel significa “Deus fortalece”. Tema do Livro a queda de Jerusalém e o cativeiro na Babilônia são medidas necessárias para o Deus da graça empregar se for para corrigir Seu povo desobediente e afastá-lo duma apostasia (abandono público da fé) completa e permanente. Mas enfim virá o dia no qual o Senhor restaurará o remanescente arrependido do Seu povo sofrido, estabelecendo-o numa teocracia (regime político de um pais em que o poder é considerado emanação da divindade) dos últimos tempos com o templo renovado Biografia do Autor Ezequiel pertencia a uma família sacerdotal. Nome do seu pai era Buzi, e era duma posição social suficientemente alta para ser incluído entre os reféns que Nabucodonosor levou com ele para a Babilônia em 597 a.C. 14 Ezequiel foi chamado ao seu ministério profético em 592 a. C. (quinto ano do cativeiro do rei Jeoaquim) quando ele mesmo tinha uns trinta anos de idade. Tornou se pregador famoso entre os judeus exilados na Babilônia, e frequentemente os anciãos apelavam para ele, assim como o povo comum, mas sem dar resposta pratica às mensagens que dele recebiam. Seu último discurso datado em 29:17 e seguintes, era do vigésimo-sétimo ano do cativeiro de Jeoaquim, ou seja, 570 a.C. Esboço de Ezequiel I. Vocação e Comissão do Profeta, 1:1-3:27 II. Profecias Contra Judá antes da Queda de Jerusalém, 4:1-24:27 III. Profecias contra nações Pagãs, 25:1- 32:32 IV. Profecias de Reconciliação e Restauração depois da Queda, 33:1- 48:35 Livro de Daniel O nome Daniel significa “ Deus e Juiz”, ou seja, “ Deus é meu Juiz” Tema do Livro: O tema básico desta obra é a soberania do Deus único e verdadeiro, que domina sobre tudo, condenando e destruindo a rebelde potência mundial, e que fielmenteliberta Seu povo segundo a fé nEle firmada. Autor Historicamente, tanto no Judaísmo como cristianismo, têm recebido o livro de Daniel, no cânon, como uma obra genuína, do período do qual fala, do sexto século a.C. representa uma coletânea das suas memorias feita no final duma carreira longa e movimentada que incluía serviços ao governo desde o reinado de Nabucodonosor na década de 590 até o reinado de Ciro, o Grande, na década de 530. O livro é atribuído a autoria de Daniel. Acreditam que a obra foi lançada afim de fortalecer a fé o povo tinha naqueles dias de perseguição. Esboço de Daniel I. Treinamento e Teste do Renascimento, 1:1-21 II. O Sonho de Nabucodonosor, e o Plano de Deus para as Eras, 2:12-20 III. A Imagem de Ouro e a Fornalha de Fogo, 3:1-30 15 IV. Nabucodonosor Recebe um Sonho de advertência e é subsequentemente humilhado, 4:1-37. V. A Festa de Belsazar, e Juízo Divino contra a profanação das coisas Sagradas, 5:1-4 VI. Na Cova de Leões: o Crente é Preservado contra a Maldade deste Mundo, 6: 1-28 VII. O Triunfo do filho do Homem, 7:1-28 VIII. A Conquista da Pérsia pela Grécia e a Ascensão de Antíoco Epifânio, 8:1-12 IX. A Visão das Setenta Semanas: o Plano perfeito de Deus para Israel, 9:1-27 X. O Triunfo da Oração persistente, 10: 1-14. XI. A Proto-Tribulação sob Antíoco, Tipo da Tribulação Final, 11: 1-45 XII. A Tribulação e o triunfo final do Povo de Deus, 12: 1-13 Profetas Menores Profetas Amós, Oséias e Miquéias Profeta Amós O significado do nome Amós é “ aquele que carrega fardos” O tema central da profecia era a fidelidade do Senhor à Sua aliança e à Sua santa Lei, e o dever de Israel de observar de maneira pratica as obrigações da aliança. Amos seriamente exortou o povo a cumprir se dever de concordar de coração com a pratica do código legal da Torá, tanto de letra como espiritualmente. O facto de que Israel não conseguiu apresentar ao Senhor uma fé viva e verdadeira, procurando fazer Deus aceitar o miserável substituto da profissão meramente verbal, só poderia levar à ruina e destruição total da nação. Autor Diferentemente de Jeremias, Amós foi nascido duma família humilde sem fama. Sua cidade era Tecoa, situada nas montanhas de Judá cinco Km ao sudoeste de Belém. Era 16 pastor e cultivador de figos de sicômoro. Como pastor criava Ovelhas e como cultivador sicômoro uma planta que produzia frutas endurecidas que os pobres compravam para se alimentar. Há sinais de que Amós teria estudado seriamente os livros de Moisés pelo seu estilo de escrever. Nunca gozou duma educação formal escolas de profetas como foi caso de “Samuel, Elias e Eliseu”, e nunca foi nomeado ao ministério profético. Ao receber sua vocação da parte de Deus, deixou seu lar em Judá, como mero leigo, proclamando na orgulhosa capital do Reino de Israel, uma mensagem hostil, sem qualquer autorização eclesiástica. Sem qualquer título oficial de profeta reconhecido, enfrentou os preconceitos do público de Efraim, cumprindo fielmente sua comissão da parte de Deus. Um homem de fortes convicções, uma vontade de ferro, não pode se desviado do seu propósito nem pelo mais alto funcionário do culto em Samaria. Data da composição O ministério de Amos deve ser datado entre 793-753 a. C., perto da parte final do reinado de Jeroboão II. Este rei gozava de uma brilhante carreira no que diz respeito ao sucesso militar, já que cumprira a façanha de restaurar as fronteiras do Reino do Norte até os limites com os quais sua história começou em 931 a.C. O resultado tinha sido a entrada de consideráveis riquezas provenientes dos despojos das guerras e de relações comerciais vantajosas com Damasco e outros principados do Norte e ao nordeste, juntamente com aumento das riquezas, nas quais as classes mais baixas não recebiam a mínima participação, tinha surgido da parte da nobreza rica um marcante materialismo. Não sentiam vergonha de espoliar os pobres, desprezando cinicamente os direitos dos que estavam abaixo deles na escala social. O que veio minar em grande escala a santidade da família e tornar ofensiva sua tentativa hipócrita de aplacar Deus através da observância de rituais religiosas. Esboço de Amós I. O Juízo do Senhor sobre as Nações, 1:1-2:16 II. As Ofensas de Israel e as advertências de Deus, 3:1-6:14 III. Cinco visões de Ruína de Israel, 7:1-9:10 IV. Promessas de restauração, 9:11-15 17 Pontos de contacto com o Pentateuco 1. Amós 2:7 Deuteronômio 23:17-18 2. Amós 2:8 Êxodo 22:26, Dt 24: 12-13 3. Amós 2:12 Números 6:1-21 4. Amós 4:4 Deuteronômio 14:28; 26:12 5. Amós 4:5 Levítico 2:11; 7:13 Profeta Oséias O nome Oséias significa “Salvação” na realidade idêntico ao nome do último rei do Reinado do Norte. O tema central do livro é um testamento sério contra o Reino do Norte por causa da sua apostasia da Aliança e sua corrupção, em grande escala, em assuntos morais, particulares e públicos. O propósito de Oséias é convencer os compatriotas da sua necessidade de se arrepender e voltar ao seu tão precioso e amoroso Deus. Tanto ameaças como a promessa se apresentam de ponto de vista do amor de Deus por Israel, como sua esposa pela Aliança. Autoria do livro Oséias o profeta parece ter sido um cidadão de Israel, do reino do Norte, pois ele se refere ao soberano em Samaria como sendo “nosso rei” (7:5) a família de Oséias tinha suficiente posição social para o nome do seu pai (Beeri), ser mencionado. Data de composição A compilação final deste livro data cerca de 725 a. C., trinta anos após o começo da pregação de Oséias. Esboço de Oséias I. O treinamento do profeta, 1:1-3:5. 18 II. O ensinamento do profeta, 4:1-14:9. Profeta Miquéias O significado do nome Miquéias é “ Quem é como o Senhor? ” O tema básico da sua mensagem é que o produto essencial da fé salvadora é a reforma social e santidade pratica baseada na justiça e soberania de Deus. Foi por falta generalizada de tal produto tanto para o reino do Norte e do Sul que experimentaram a ira de Deus. Depois de completar-se a punição, porém, a nação será restaurada e Messias chegará depois de tudo. A autoria de Miquéias Miquéias era um cidadão do reino do Sul, tendo nascido em Moresete, perto de Gate, uns trinta quilómetros ao oeste de Jerusalém. Não se se menciona o nome de seu pai pois se conclui que era de família humilde. Na sua pregação preocupava-se com o sofrimento do povo comum, e os dos camponeses nas áreas agrícolas que estavam sendo explorados pela nobreza, latifundiários, rica e sem escrúpulos. Provavelmente Miquéias teria passado parte de sua vida nas áreas do interior mais do que na cidade capital de Jerusalém. Por essa razão não tinha contacto com a política internacional como seu contemporâneo Isaías. Mesmo assim dedicou pelo menos um capitulo (capitulo 6) à carreira do reino do Norte, que estava em seu declínio. Data da composição O ministério de Miquéias era contemporâneo com a primeira parte da carreira de Isaías, isto é, durante o reinado de Acaz e de Ezequias. É interessante que os livros destes profetas tinham uma passagem em comum (Mq 4:1-3 e Is 2:2-4) Esboço de Miquéias I. A Sentença de Deus contra os dois reinos idólatras, 1:1-16. II. Lista de detalhes: a Opressão de classes altas, 2:1-3:12. III. O triunfo final da graça de Deus, 4:1-5:15 19 Profetas Obadias, Joel e Jonas Profeta Obadias Este considera o mais curto do Antigo Testamento, constituído apenas de 21 versículos, tem a distinção de ser a mais difícil de todas as profecias quanto à data. Estudiosos conservadores datam a profecia de Obadias no período do reinado de Jeroão filho Josafá 848-841 a.C., até 585, logo depois da destruição de Jerusalém pelos caldeus. A maioria de estudioso liberais preferem 585 a. C., como sendo data de composição. O certo é que o livro poderáter sido composto numa data que se segue imediatamente após a queda de Jerusalém, Esboço de Obadias I. A futura destruição de Edom, vv.1-9 II. A causa do julgamento de Edom: sua Malícia contra Israel, 10-14 III. O futuro dia do Senhor,15-21 Profeta Joel O nome Joel significa “O SENHOR é Deus” O tema era uma solene advertência do julgamento divino que seria pronunciado contra Israel do dia do Senhor. O dia do julgamento é tipificado pela praga devastadora de gafanhotos que causou uma perda financeira na nação que prenunciou uma época de destruição final que será o quinhão (divisão ou porção) de todas as forças da descrença. Data da composição A profecia de Joel tem sido atribuída datas desde o século nono até o século quarto a.C., pelas várias escolas de crítica, conservadoras e liberais. Mas, na base de 20 evidencias interna, a estimativa mais razoável é a época da menoridade do rei Joás, durante a regência de Jeoiada, o sumo sacerdote cerca de 535-530 a.C. Esboço de Joel I. A praga de gafanhotos tipifica o Dia do Senhor, 1:1-2:11 II. Chamada ao arrependimento, 2:12-19 III. A Promessa das chuvas de Bênçãos, 2: 20-32 IV. O triunfo final de Deus no dia do Senhor, 3: 1-21 Profeta Jonas O nome de Jonas quer dizer “pombo”. Este profeta é mencionado em II Reis 14:25 como sendo aquele que predisse que as conquistas de Jeroboão II 793’753 a.C., teriam grande alcance. Seu ministério profético parece ter começado pouco antes de do reinado Jeroboão, ou pelo menos antes deste rei brilhante ter conseguido alguns triunfos militares mais marcantes. O tema da sua profecia é que a misericórdia e compaixão de Deus se estendem até as nações pagas, na condição de se arrependerem. É, portanto, obrigação dos israelitas testificar perante elas da fé verdadeira; negligenciar esta tarefa pode levar a nação, como foi o caso do próprio Jonas, as aguas profundas da aflição e de castigo. Do ponto de vista profético, a experiência de Jonas ao ser enterrado vivo no estomago da baleia serve como protótipo de enterro e de ressurreição do Senhor Jesus Cristo Mateus 12:40. Data de composição O texto não especifica o autor desta narrativa, mas é razoável supor que fosse composta por Jonas perto do final da sua carreira, ao relembrar o ponto decisivo no seu ministério cerca de 760 a.C. Esboço de Jonas I. Jonas rejeito a ordem de Deus, 1:1-3 21 II. A fuga de Jonas, a perseguição do Senhor, 1:4-17 III. Jonas ora pela libertação, 2:1-10 IV. A comissão Divina renovada, e cumprida em Nínive, 3:1-9 V. A tristeza de Jonas pelo arrependimento de Nínive, e a resposta do Senhor, 3:10-4:11 Profetas Naum, Sofonias e Habacuque Profeta Naum O nome deste profeta significa “ consolação”. Seu tema trata de santidade de Deus, uma santidade que envolve tanto a retribuição para os infiéis rebeldes com compaixão para com os que pertencem a Ele, especialmente os que sinceramente creem nEle ᷀ que confiam exclusivamente nEle. O crente fiel é representado no seu regozijo à vista da justa vindicação da sanidade de Deus através da destruição do poderio da assíria, que tanto zombava de Deus. Data da Composição Não evidencias quanto a data em que a obra foi compilada mas admite ser que foi cerca de 654-612 a.C. A mensagem de Naum O livro de Naum contém uma predição extraordinariamente exata em 2:6, pois a história subsequente revela que uma parte vital dos muros de defesa de Nínive foi levada embora por uma grande inundação, e que esta ruína do sistema defensivo permitia aos medos e caldeus que situavam a cidade, toma-la por assalto sem dificuldade Esboço de Naum I. Um Salmo da Majestade de Deus, 1:1-2:2. 22 II. A profecia da queda de Nínive, 2:3-3:19 Profeta Sofonias O nome deste profeta Sofonias significa “O Senhor escondeu”. Tema da sua mensagem é que o Senhor ainda está firmemente em controle do Seu mundo, apesar das aparências contrarias, e que comprovará isto no futuro próximo ao aplicar um castigo terrível sobre a nação desobediente de Judá, e completa destruição sobre as nações pagãs gentias. Somente através dum arrependimento em tempo é que haveria possibilidade de escape á esta ira. A data e autoria da profecia de Sofonias Sofonias, segundo se livro , era filho de Cusi e bisneto dum certo Ezequias, que seria possivelmente o próprio rei Ezequias. Aparentemente vivia em Jerusalém, pois descreve sua topografia com conhecimentos íntimos de Jerusalém. Provavelmente entregou sua mensagem durante a primeira parte do reinado de Josias antes do reavivamento de 621 a.C. A Mensagem de Sofonias O profeta parece referir-se à invasão súbita e devastadora dos citas, que fizeram um ataque rápido da região do Cáucaso (cordilheira) cerca de 630 a.C., e vieram enxameando na região da Media e da Assíria. Esboço de Sofonias I. O dia do Senhor prefigurado, 1:1-3:7. II. O estabelecimento do reino futuro, 3.8-20 Profeta Habacuque O nome Habacuque possivelmente significa um “abraço ardente” 23 O tema desta profecia diz respeito aos problemas de fé em face das dificuldades aparentes que pareciam ser empecilhos ao cumprimento das promessas de Deus. Estas dificuldades são enfrentadas e solucionadas à luz da continuada revelação de Deus, e o profeta encerra com um salmo de confiança jubilosa. Autoria e Data da composição Habacuque parece ter exercido seu ministério durante o reinado de Joaquim, porque os caldeus são mencionados como sendo bem conhecidos e de formidável reputação (1:6-10 isso tem uma relação com a queda de Nínive em 612 a.C., e talvez até depois de Nabucodonosor ter ganho sua vitória triunfante em 606. A mensagem de Habacuque Os nobres rapaces (que roupa, atacantes violentamente), aliados dos líderes venais (que se deixam corromper) e religiosos, estavam inescrupulosamente roubando e oprimindo o povo de Judá. Tinham, portanto que ser punidos através da instrumentalidade dos caldeus. É interessante notar que a nobreza era a primeira parte da população a ser levado ao cativeiro nas duas deportações preliminares de 605-597 a.C., a maior parte das classes baixas foi deixada na terra até a terceira deportação de 586. Esboço de Habacuque I. Os problemas da fé, 1:1-2:20 II. Soluções de todas as dúvidas: a Oração da fé e a confiança inabalável, 3:1-19 Profetas pós- Exílico Ageu, Zacarias e Malaquias Profeta Ageu 24 O nome Haggai quer dizer “festivo”. É bem provável que o profeta tenha recebido este nome por causa de ter nascido na Festa da Pascoa ou durante alguma outra Festa importante. O tema do seu Livro é que o povo de Deus coloca em primeiro lugar o programa de Deus, a casa de Deus e o culto de Deus, então sua pobreza e fracasso seriam transformados em prosperidade abençoada à altura da sua fidelidade à aliança Data e Autoria de Ageu Esta obra é reconhecida como sendo do próprio Ageu, a sua primeira mensagem foi entregue no primeiro dia do mês de Agosto-Setembro no ano do Dario, ou seja 520 a. C., em três meses do mesmo ano fez quatro sermões. Esboço de Ageu ou Haggai I. Primeira Mensagem: Descuido do Templo, a causa da depressão económica, 1:1-15 II. Segunda Mensagem: apesar de menos pretensioso, o segundo Templo será mais glorioso do que o primeiro, 2:1-9 III. Terceira Mensagem: a falta de santidade enfraquece o sacrifício, e o egoísmo leva a um fracasso na agricultura, 2:10-19 IV. Quarta Mensagem: Deus finalmente triunfará, 2:20-23 Profeta Zacarias O nome Zacarias significa “ O Senhor se lembrou”, isto é, segundo se entende, que o Senhor atendeu às orações dos seus pais, pedindo um menino. O tema da sua profecia era: Deus vai preservar seu remanescente fiel de todas as potências mundiais, que oprimem e ameaçam à extinção; estes impérios gentílicos serão destruídos, mas Israel vai sobrevivera todas as provações do futuro, por ser o povo do Messias. É ele que no futuro há de estabelecer o reino e reger governar a terra depois de vencer toda a oposição dos pagãos 25 Autoria e data de Zacarias O primeiro versículo apresenta Zacarias como sendo filho de Baraquias e neto de Ido, que sem dúvida era o mesmo sacerdote mencionado em Neemias 12:4. Em Zacarias 2:4, o profeta é chamado “jovem”. Provavelmente teria sido jovem quando cooperava com Ageu durante a campanha em prol de reedificação em 520 a.C. sua última profecia datada (cap. 7) foi entregue dois anos mais tarde em 518 a.C. Esboço de Zacarias I. Mensagens durante a Edificação do Templo, 1:1-8:23 II. Mensagens depois de Edificação do Templo, 9:1-14:21 Profeta Malaquias Malaquias significa “ Mensageiro do Senhor”, ou seja, pessoa encarregada de mensagem. O tema de Malaquias, é que a sinceridade perante Deus e uma maneira santa de viver são absolutamente essenciais aos olhos de Deus, para que Ele derrame bênçãos sobre as colheitas e o bem-estar económico da nação. Israel precisa viver à altura da sua alta vocação de nação santa, aguardando a vinda do Messias, que através dum ministério de cura ᷀ não somente de julgamento, levará a nação a concretizar suas mais ternas esperanças. Autoria e data da composição O nome do autor deste Livro é Malaquias, desconhecesse a sua história e das suas circunstancias. Suas profecias foram entregues durante segunda metade do quinto século, talvez cerca de 435 a. C. ou seja depois da reedificação do Templo. Esboço de Malaquias 26 I. Apelo introdutório: o Amor de Deus por Israel, 1:1-5. II. Oráculo contra os sacerdotes, por desonrarem ao Senhor, 1:6-2:9 III. Oráculos contra os Leigos, 2:10-4:3 IV. Conclusões das admoestações: guardar a Lei, e a guardar a Vinda de Cristo, 4:4-6