Aula 11 - A célula muscular
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Aula 11 - A célula muscular


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os receptores para 
acetilcolina na membrana das células musculares. Gradualmente, a pessoa 
vai perdendo a força, e quando a capacidade de contrair o diafragma 
fi ca comprometida, sobrevém a morte por asfi xia.
 Rigor mortis: também conhecido como rigidez cadavérica, 
é devido à falta de ATP para que a musculatura volte ao estado relaxado. 
É um fator importante para que os legistas possam determinar a 
hora provável da morte. 
 Tétano: é causado por uma bactéria, Clostridium tetanus. 
A neurotoxina tetânica bloqueia a liberação de neurotransmissores 
inibitórios, isto é, aqueles capazes de inibir a exocitose da 
acetilcolina, levando a uma paralisia espasmódica (o músculo fi ca 
paralisado no estado contraído). 
 Distrofi a muscular Duchenne: é uma doença hereditária 
ligada ao cromossomo X, na qual a proteína distrofi na, que forma 
pontes entre a actina e o sarcolema, não é corretamente sintetizada. 
Isso resulta em fi bras musculares mais frágeis, que, com o uso, vão sendo 
lesadas progressivamente, conduzindo à perda da atividade motora.
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1Curare, Botox e estricnina
Dardos envenenados com o extrato de curare, um cipó amazônico, têm sido 
usados pelos índios brasileiros desde antes da chegada de Cabral. O alcalóide extraído 
dessa planta liga-se ao receptor de acetilcolina na membrana dos músculos estriados. 
Dessa forma, a acetilcolina não consegue abrir esses canais iônicos, impedindo a 
contração muscular. Ao contrário da toxina tetânica, a musculatura é paralisada 
no estado relaxado. Isso levou ao uso do curare e de seus sucedâneos sintéticos em 
processos anestésicos. A ingestão do curare por via oral não é perigosa, de modo 
que os índios fl echavam a presa que, ferida e parcialmente paralisada era capturada 
com facilidade. 
Uma outra molécula, a succinilcolina, também se liga aos receptores 
de acetilcolina, mas provocando sua abertura. Por não ser degradada pela 
acetilcolinesterase, a succinilcolina mantém os canais iônicos abertos por longo 
período, levando à paralisia muscular no estado de contração.
 Curiosamente, tanto o curare quanto a estricnina 
(principal componente do chumbinho, um perigoso raticida) 
são extraídos de plantas do mesmo gênero: Strychnos 
toxifera e Strychnos nux vomica, respectivamente. 
Entretanto, a estricnina compete com neurotransmissores 
do sistema nervoso central.
Visto isso, por que não usar o curare no lugar do 
botox, já que ambos deixam o músculo no estado relaxado? 
A resposta está no fato de que o efeito do curare dura 
relativamente pouco, enquanto o organismo leva vários 
meses para eliminar a toxina botulínica. 
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Biologia Celular II | A célula muscular
Navegar é preciso...
 Vários sites tratam desse assunto. Selecionamos alguns para 
você visitar. Apesar da maioria dos textos estar em inglês, as imagens 
são auto-explicativas e várias animações e fi lmes estão disponíveis.
cs.southwesternadventist.edu/.../ sk_muscle/- a interação actina-
miosina. O papel do cálcio, do ATP e a participação da troponina e da 
tropomiosina no processo regulador.
 Para uma bela combinação de microscopia eletrônica e animação. 
Vá ao site http://www.bio.davidson.edu/misc/movies/musclcp.mov
CONCLUSÃO
 Vimos na aula de hoje como é a organização estrutural da célula muscular 
e como ela se presta à sua função contrátil específi ca. Surpreendentemente (ou 
não), a musculatura voluntária dos invertebrados (caranguejos, gafanhotos, 
minhocas etc.) é muito semelhante à dos vertebrados e muitos dos estudos sobre 
a contração muscular voluntária foram, e continuam a ser, feitos nesses animais. 
Se considerarmos que o sucesso evolutivo (= sobrevivência) de um animal depende, 
em grande parte, de sua capacidade de correr atrás de suas presas e escapar das 
espécies predadoras, isso é muito justifi cável, não acham?
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1R E S U M O
\u2022 As células musculares são especializadas em contrair-se, graças ao deslizamento 
de fi lamentos de actina sobre feixes de miosina.
\u2022 Existem três tipos de célula muscular: lisa, estriada cardíaca e estriada esquelética. 
As duas primeiras são de contração involuntária, controlada pelo Sistema Nervoso 
Autônomo. Apenas os músculos esqueléticos possuem contração voluntária.
\u2022 As células musculares têm origem em mioblastos que se fundem e formam fi bras 
longas e multinucleadas. O crescimento das fi bras é feito pela fusão de mioblastos 
a fi bras preexistentes.
\u2022 A maior parte do citoplasma da fi bra muscular é ocupado pelas miofi brilas. Ao redor 
das miofi brilas distribuem-se mitocôndrias e cisternas do retículo endoplasmático 
liso, que se associam aos túbulos T da membrana plasmática, constituindo as tríades. 
Núcleos e demais organelas se situam na periferia da fi bra.
\u2022 A unidade de contração é o sarcômero, que compreende o espaço entre dois 
discos Z: duas hemibandas claras e uma banda escura.
\u2022 Nas bandas claras predominam os fi lamentos de actina, as bandas escuras 
são constituídas por feixes de miosina do tipo II e fi lamentos de actina que 
interpenetram esses feixes. O disco Z é constituído por alfa-actinina e cap Z.
\u2022 A despolarização resulta da abertura de canais iônicos dependentes do 
neurotransmissor acetilcolina (receptores de acetilcolina) e subseqüente 
abertura de canais iônicos voltagem dependentes ao longo da membrana, 
até atingir os túbulos T. 
\u2022 O cálcio, que se acumula no retículo sarcoplasmático pela ação de uma Cálcio 
ATPase, é liberado no citossol quando a despolarização da membrana chega aos 
túbulos T, mudando a conformação da proteína DHPR. A DHPR provoca a abertura 
de canais de cálcio na membrana do retículo sarcoplasmático.
\u2022 No citossol, o cálcio se liga à troponina, que, por sua vez, \u201cempurra\u201d 
a tropomiosina, liberando o sítio de ligação para miosina no fi lamento de 
actina. 
\u2022 Durante a contração do sarcômero, cada cabeça de miosina hidrolisa uma 
molécula de ATP, liga-se ao fi lamento de actina e, ao liberar o Pi, o fi lamento de 
actina é puxado, encurtando o sarcômero. O relaxamento ocorre quando uma 
nova molécula de ATP liga-se à miosina.
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Biologia Celular II | A célula muscular
EXERCÍCIOS
1. Qual a origem das células musculares esqueléticas? Como crescem?
2. Quais são e quais as principais características dos outros tipos de músculo?
3. Defi na:
a) sarcômero 
b) sarcolema 
c) retículo sarcoplasmático 
d) túbulo T- ou túbulo transverso 
e) tríade
4. Qual a função das seguintes proteínas acessórias:
a) alfa-actinina 
b) Cap Z
c) tropomodulina
d) troponina 
e) tropomiosina
f) nebulina 
g) titina
5. Por que nos referimos a fi lamentos de actina e a feixes de miosina?
6. Como, uma vez no estado contraído, o sarcômero volta ao estado relaxado?
7. Por que ocorre a rigidez cadavérica?