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Bianca Dosso 
 
Farmacologia 
CONCEITOS 
DROGA 
© Substância que não tem mecanismo de ação 
definido 
© Tem um efeito que não é farmacológico, esse 
conceito vai mudando ao longo da formação 
FÁRMACO 
© Substância que tem mecanismo de ação definido 
© É o mesmo que princípio ativo 
MEDICAMENTO 
© Quando pego a substância que tem mecanismo de 
ação definido, como aas em pó e transformo em 
comprimido 
© Quando transformo em comprimido ele vira 
medicamento 
© Medicamento é uma especialidade farmacêutica, 
especialidade é uma capsula, uma drágea, 
comprimido, xarope 
 
 
 
REMÉDIO 
Remédio é qualquer coisa que provoque sensação de bem 
estar. 
Medicamento é um remédio, mas nem todo remédio é um 
medicamento. 
PLACEBO 
© Substância que não tem efeito nenhum 
© Não tem efeito farmacológico 
© Pode ter ação psicológica 
DOSE E POTÊNCIA 
DOSE 
É a quantidade de medicamento administrada por tomada 
Existem 3 classificações para dose: 
© OVEROSE – não tem relação com intoxicação 
necessariamente. Se tomo 4 comprimidos de 400 
mg (que é a dose usual de iboprufeno por 
exemplo) já é overdose. Overdose é qualquer 
quantidade acima da dose usual. 
© DOSE USUAL – dose que está na bula, esta 
descrita, por exemplo 400 mg é a dose de 
iboprufeno de 8 em 8 horas. É a dose estabelecida, 
o que preciso ingerir por tomada. É aquela que 
esta descrita. 
© SUBDOSE – iboprufeno cortado ao meio por 
exemplo. Uma subdose é uma quantidade inferior 
a dose usual. 
Todo fármaco pode se tornar um veneno, a dose que é o 
diferencial, 
Não é toda overdose que é tóxica e nem toda subdose não 
faz efeito. 
POTÊNCIA 
Não tem relação com a dose. 
Não quer dizer que se tomamos uma dose aumentada 
aumentaremos a potência. 
Potência é a capacidade de um fármaco para desenvolver 
um efeito farmacológico, sendo que esta capacidade não é 
sempre relacionado com as mg/dose. 
ÍNDICE TERAPEUTICO 
É o intervalo entre a dose usual e a dose letal. 
Cada fármaco tem um índice terapêutico diferente. 
Ex: diazepam – o intervalo entre a dose usual e a letal do 
diazepam é muito alta, precisa de umas 20 doses para levar 
a óbito. Agora o do lítio é baixo, com 5 comprimidos já leva 
o paciente a óbito. 
Índice terapêutico estreito leva o paciente a óbito. 
 
O medicamento não é constituído apenas pelo fármaco 
(principio ativo). A maquina tem um tamanho ideal e 
precisamos de substancias inertes. Mas existem 
medicamentos que são só principio ativo. 
Bianca Dosso 
 
MEIA VIDA PLASMÁTICA 
É o tempo que o fármaco leva para atingir 50% da 
concentração sérica, da concentração plasmática. 
O paciente administrou um medicamento, ai o 
medicamento demora um tempo para ser disponibilizado 
para a corrente sanguínea, até ele atingir um nível máximo 
que é chamado de pico de concentração plasmático, depois 
esse medicamento começa a ser metabolizado e eliminado 
até zerar a concentração plasmático. 
Pico plasmático é a concentração máxima sérica, quando 
ele cai para 50% (o medicamento é metabolizado e 
eliminado até chegar aos 50%), esses 50% é chamado de 
meia vida. 
Por isso tem medicamentos que são administrados de 8 em 
8, 12 em 12... Cada fármaco tem um tempo de meia vida 
diferente. 
Ex: amoxicilina quando chega em aproximadamente 9 
horas depois de administrado sua concentração cai pela 
metade e o efeito é só no pico plasmático. Tem que tomar 
em um intervalo de 8 horas para manter o pico de 
concentração sérica. Quando começa a cair já administro 
outra dose. Isso é uma característica do fármaco. 
Por via endovenosa, cai direto no sangue ai não tem o que 
fazer para ser eliminado. Agora por via oral consigo 
retardar, como por exemplo os comprimidos de liberação 
prolongada – retardo o tempo que ele é absorvido ai o pico 
se mantem por mais tempo. 
Todo medicamento que tem que ser administrado de 8 em 
8 (6 – 14 – 22); (7 – 15 – 23); primeira dose ajustável. Se o 
paciente chegou em casa as 22 ele pode tomar as 6 da 
manhã ou as 7. Não precisa acordar de madrugada para 
tomar o remédio. 
O que acontece quando o paciente esquece de tomar 
medicação? 
Temos que manter o pico de concentração plasmática. Ao 
esquecer o medicamento a concentração plasmática cai. 
No antibiótico neste intervalo as bactérias se multiplicam e 
ai no final dos 7 dias de tratamento a infecção não é 
curada, pois quando o paciente esquece de tomar uma 
dose o pico de concentração plasmática cai. 
O pico de concentração plasmática não é restaurável na 
próxima dose (um paciente diabético por exemplo pode ter 
tido um pico de hiperglicemia e não vai subir na próxima 
dose a insulina, vai demorar 2 dias. A mesma coisa com 
anti-hipertensivo). 
Cada pico tem um tempo para subir o pico de concentração 
plasmático de novo. 
BIODISPONIBILIDADE X BIOEQUIVALENCIA 
Biodisponibilidade é a quantidade de fármaco que chega no 
sítio de ação em determinado tempo. TEMPO E 
QUANTIDADE. Quanto tempo o medicamento demora para 
chegar no sitio de ação e qual a concentração. 
Bioequivalência - fármaco similar que tem a mesma 
biodisponibilidade. É uma medida entre dois fármacos para 
comparar a biodisponibilidade entre eles. 
POSOLOGIA 
Intervalo entre as doses de um fármaco. Cada fármaco tem 
um tempo pré estabelecido de intervalo entre as doses. 
EFICÁCIA X EFETIVIDADE 
Eficácia é o que a literatura disse a respeito da efetividade 
do fármaco. A propaganda. 
Efetividade é a eficácia observada na clínica, quem publica 
o artigo fica sabendo. 
Quem determina a efetividade é quem faz pesquisa clínica. 
FARMACOCINÉTICA X FARMACODINAMICA 
Farmacocinética estuda todo o caminho do fármaco desde 
absorção até eliminação. É o que estudamos em 
farmacologia. Estuda a absorção, distribuição do fármaco, 
metabolismo e eliminação. 
Farmacodinâmica - estuda só o mecanismo de ação do 
fármaco. Quando o fármaco esta sendo absorvido ele não 
esta fazendo efeito, e quando ele esta sendo distribuído ele 
chega até o sitio de ação, lá no sitio de ação e como ele age 
lá é a farmacodinâmica. 
REFERÊNCIA, GENÉRICO E SIMILAR 
REFERÊNCIA 
© Medicamento inovador 
© Primeiro fármaco lançado no mercado. Ex: cataflan 
foi o primeiro diclofenaco que chegou no 
mercado, não existia nenhum antes dele, ele foi 
um medicamento inovador, referência foi o 
primeiro a ser sintetizado 
Depois de 5 anos em média pode-se desenvolver cópias do 
medicamento. Existe uma legislação para fazer essa cópia. 
Bianca Dosso 
 
GENÉRICO 
© Tem que vir com o nome do fármaco, não pode ter 
nome fantasia. Agora o similar pode vir com outro 
nome. 
© Cópia que fez teste biológico e químico para 
provar que ele é bioequivalente, idêntico ao 
medicamento referência 
© Essa cópia por lei deve ser igual ao medicamento 
referência 
SIMILAR 
© É uma cópia que fez apenas testes QUIMICOS, não 
é bioequivalente, não fez testes clínicos 
© Não fez testes clínicos 
 
Por que o genérico é mais barato e o similar mais barato 
ainda? 
Genérico não gastou com publicidade e o similar nem fez 
teste clinico. 
Similar não é bioequivalente ao referência, mas por lei ele 
tem que ser igual ao referencia. 
CONCEITOS EM FARMACOLOGIA 
Farmacologia é dividida em alopática/tradicional (sintética), 
que tratam com contrário (dor, toma um analgésico que é 
contra dor). 
A homeopatia trata como semelhante. O principio ativo da 
homeopatia é o mesmo da dor, da causa, mas bem diluído. 
Fitoterapia é quando temos um tratamento farmacológico 
com fármacos apenas de origem vegetal. 
Droga vegetal é uma planta não processada. Ex: pé de 
hortelã, colhe as folhas e faz um chá, não processou a 
planta, simplesmente fez um chá. 
Fitoterápico é quando pego a droga vegetal e transformo 
em especialidade farmacêutica, processo a droga vegetal. É 
colocado dentro de uma capsula. Tem que ser uma 
especialidade farmacêutica, sem tirar nada da planta. 
Fitofármaco é quando conhecemos o principio ativo da 
planta e o extraímos. Ex a soja, se pegamos o grão de soja e 
comemos a soja, estamos comendoa droga vegetal pois 
processar é uma farmacotécnica... 
Isoflavona é um princípio ativo, se eu fizer uma capsula 
disso a isoflavona é um fitofármaco, ou seja, é um princípio 
ativo isolado. 
REAÇÃO ADVERSA E EFEITO COLATERAL 
Reação adversa é aquilo que esta previsto na literatura. 
Efeito colateral não está previsto, inesperado e se aparece 
com frequência precisa ser reportado. 
O importante é saber que todo medicamento algumas 
reações já sabemos que o paciente vai ter e algumas os 
pacientes vão retornar dizendo o efeito colateral que teve, 
precisa ser reportado para a vigilância. 
COMPOSIÇÃO DO MEDICAMENTO 
O medicamento não é composto só do fármaco, o 
medicamento é composto de fármaco + conservantes + 
excipiente, caso seja um sólido ou veiculo caso seja liquido 
ou sólido 
Fármaco sempre tem estabilizante e conservante ou esse 
fármaco tem excipiente caso esse fármaco seja um solido 
ou um veiculo sendo sólido ou liquido. 
5% veiculo ou escreve o nome do veiculo; QSP 100 ml. 
QSP = quantidade suficiente para. Mynoxidil com 5% QSP 
(sendo o veiculo álcool, quantidade suficiente para 
completar os 100 ml). A mesma coisa acontece com 
excipiente, tenho lá uma capsula, se eu pegar 50 mg de 
diclofenato e colocar em uma capsula a capsula não enche, 
ai para completar o pó e estabilizar a capsula e não ficar 
com ar para favorecer o crescimento bacteriano coloco 
excipiente. 
Veículo e excipiente não têm efeito farmacológico, só são 
utilizados para facilitar a administração. 
FORMA FARMACEUTICA 
A forma farmacêutica é definida de acordo com as 
propriedades físicas ou químicas dó fármaco. 
Uma solução = o fármaco estabiliza na forma de solução. 
É de acordo com as necessidades do paciente. Se esta 
internado tem necessidade de via parenteral muito maior 
que por via oral. 
© Características físicas ou químicas do fármaco 
© Atender as necessidades do paciente 
Bianca Dosso 
 
© A forma farmacêutica se relaciona diretamente 
com a via de administração que vai ser 
administrada. Só consigo fazer comprimido > vai 
ter que ser via oral. 
Além disso, na grande maioria das vezes quando temos 
medicamentos na forma liquida a administração é mais 
rápida do que na forma de comprimido. O comprimido tem 
que dissolver para depois ser absorvido. Na forma liquida 
ele não precisa dissolver. 
Via parenteral é ação é mais rápida do que a forma liquida 
do que liquido por via oral. 
Precisa ver se o paciente precisa de uma administração 
rápida. 
CÁPSULA 
Significa involucro. 
Temos um principio 
ativo na forma de pó 
revestido por um 
involucro que pode ser 
de gelatina de origem 
animal, celulosa ou 
vegetal. Ou principio 
ativo na forma liquida revestido por um involucro de 
gelatina. Forma farmacêutica onde tenho princípio ativo na 
forma de pó dentro de um involucro de gelatina, que é de 
origem animal ou de celulose, que é de origem vegetal. Na 
gelatina o princípio ativo pode ser pó ou liquido. No caso de 
celulose o princípio ativo tem que ser pó. Tanto a celulose 
quanto a gelatina em meio liquido se desfaz muito rápido e 
libera o que tem dentro. Dentro da capsula temos que 
balançar e o pó que está dentro não pode fazer barulho 
nem se mexer. Existe capsula dura, colorida, transparente. 
Geralmente capsula transparente tem em farmácia de 
manipulação para paciente idoso, mas não muda nada, não 
altera a acidez estomacal. Tem uma serie de fármacos, 
inclusive para acidez gástrica não tem pó dentro e sim 
bolinhas e só pode estar em capsula colorida por causa da 
hipersensibilidade a luz. 
Capsula pode ser revestida, quando paciente administra a 
capsula por via oral quando ela passa pelo estomago o pH é 
baixo e a capsula se dissolve no estomago e o pH ácido do 
estomago inativa o principio ativo. Ai para fugir do pH 
gástrico faço um revestimento na cápsula e essa capsula 
passa intacta pelo estomago e só vai ser dissolvida no 
intestino onde o pH é básico. 
COMPRIMIDO 
Forma farmacêutica 
onde o fármaco esta 
em forma discoide e 
foi obtido por 
compressão do pó. O 
pó é mais duro na 
parte externa do que 
na parte interna para 
ficar mais estável no meio. Comprimido de liberação 
prolongada demora mais para dissolver por conta do 
revestimento, ai a absorção é bem devagar. 
DRÁGEA 
Forma farmacêutica onde o fármaco esta no núcleo 
revestido por duas ou mais camadas. É instável, não 
suporta a forma de comprimido revestido. Pode ser um 
fármaco no centro, outro em volta e uma capa revestindo 
(corestina d). Se relaciona com instabilidade. 
 
 
PÓ 
Fármaco não processado. Glucosamina para artrite vem em 
um sache, solubiliza e toma. O po não foi processado pois 
se toma 1,5 g de glucosamina e o tamanho máximo de 
capsula para se deglutir é de 1 g. o po é colocado direto na 
água, homogeneíza e faz a digestão. 
SOLUÇÃO X SUSPENSÃO 
Solvente + soluto onde o resultado é a solubilidade é uma 
SOLUÇÃO. Agora se pego um fármaco e coloco no meio 
líquido e o fármaco não dissolver, não for solúvel = 
SUSPENSÃO. 
Na suspensão sempre vai estar escrito: agite antes de usar. 
Quando deixamos o medicamento em repouso as partículas 
do fármaco se depositam no fundo, ai temos que 
homogeneizar antes de utilizar. As vezes vem pronta a 
suspensão, as vezes vem o pó para suspensão e em casa se 
coloca a agua filtrada e se homogeneíza antes de 
administrar. As suspensões podem vir como veiculo ou só o 
pó para suspensão. Alguns fármacos como a amoxicilina 
quando se mistura agua ela só fica estável por 7 dias, ai a 
indústria manda o pó e o paciente em casa coloca agua. 
Bianca Dosso 
 
XAROPE 
É composto 80% de açúcar, conservante, corante, 
flavorizante, tem como veiculo agua, principio ativo. 
Para facilitar a administração ou porque o principio ativo 
não é estável na forma de pó. 
Melhora a palatividade. 
ELIXIR 
É igual ao xarope, a diferença é que ele tem álcool. Faz uma 
depuração do sangue e elimina as toxinas. No xarope 
pegamos o p.a, solubilizo em agua e adiciona as outras 
coisas. Quando o p.a não é solúvel em agua coloco elixir, é 
igual xarope só que tem álcool ao invés de agua para 
dissolver o principio ativo. 
EMULSÕES 
Preparação farmacêutica onde tem uma partícula de óleo 
estabilizada com uma partícula de agua. Estabilizo esses 
dois com um agente emulsificante, assim quebro a tensão 
superficial e consigo estabilizar. 
Pode ser emulsão óleo + agua (absorve fácil) ou agua + óleo 
(grudento e mal absorve) 
Creme e loção os dois são emulsões, o creme tem alta 
viscosidade, loção tem baixa viscosidade. 
POMADA 
Muito óleo e pouco pó. Princípio ativo fica retido no local e 
não sai com agua com facilidade. 
PASTA 
Muito pó e pouco óleo. As vezes quero uma proteção física, 
e é muito melhor usar pasta do que pomada. O princípio 
ativo fica mais seguro, mais úmido. 
GEL 
É um pó que na presença de água ele entumece e aumenta 
de volume. Aparência gelatinosa. 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
Enteral e parenteral 
Enteral é a via oral, utilizo o TGI para absorver o 
medicamento. Via retal também é enteral. 
Parenteral não utiliza o TGI. 
Dependendo do fármaco tem que ser administrado por 
uma via. 
VIA ORAL 
Tem vantagens e desvantagens. 
A maior vantagem é que é fácil de ser administrada. 
Paciente consegue fazer em casa. 
Desvantagem: passa pelo estomago e intestino e lá tem 
alimentos, pH ácido no estomago e básico no intestino. 
Ainda tem o efeito de primeira passagem: o fármaco 
geralmente é absorvido primeiro no id e depois no ig. 
Quando o fármaco é absorvido no id ou ig o complexo 
necessariamente passa pelo fígado e do fígado desemboca 
na VCI e VCS, ou seja, todo fármaco administrado por via 
oral primeiro passa pelo fígado. Essa passagem pelo fígado 
se chama efeito de primeira passagem. Chama efeito de 
primeira passagem pois a primeira passagem passa no 
fígado e a função do fígado é metabolizar, tem uma 
porcentagem de perda. 
VIA SUBLINGUAL 
A via sublingual foi feita para medicamentos que são feitos 
para ser administradospor via sublingual. Tem que tem 
uma alta lipossolubilidade. A circulação não leva direto para 
o fígado, não sofre efeito de primeira passagem. 
Utilizado em situações emergenciais. 
VIA RETAL 
Via retal é utilizada para ações locais e qdo n tem 
disponibilidade de outra via. Também não sofre efeito de 
primeira passagem. Medicamento na forma de supositório. 
No reto não tem vilosidade entao a absorção é mais lenta 
do que na via oral. 
VIA PARENTERAL 
Biodisponibilidade total. Garantia de que a dose que voce 
queria foi administrada. 
Mas se coloca dose errada não tem jeito, é irreversível, ao 
contrario da via oral. 
Tem ação rápida. 
VIA SUBCUTANEA 
Medicamento na pele. 
A via subcutanea é na pele, tem absorção mais lenta. 
 
Bianca Dosso 
 
VIA TÓPICA 
Ação local. 
Paciente fez uso de ácido no rosto e o ácido queimou em 
alguns locais, ai aplica uma pomada por via tópica de anti 
inflamatório = vai ter ação local. 
VIA TRANSDÉRMICA 
Pode aplicar um gel ou adesivo na pele e o principio ativo 
consegue permear e chegar na circulação sanguínea, sem 
utilizar a via oral e sem precisar de profissional qualificado 
para fazer via parenteral. 
Principalmente hormônios são utilizados por essa via. 
Para permear tem que colocar em um veículo especifico 
que permeia. 
FARMACOCINÉTICA E FARMACODINAMICA 
FARMACOCINÉTICA 
Absorção é a passagem do local de administração para a 
corrente sanguínea. 
ABSORÇÃO ORAL – basicamente ela depende da 
formulação, porque quando você aplica por via 
intramuscular depende da absorção (absorção é a 
passagem do local de administração para a corrente 
sanguínea). 
Posso utilizar todo o TGI e ter a absorção e posso usar a via 
intramuscular para ter a absorção. 
A via intramuscular é muito dependente da 
LIPOSSULUBILIDADE. A formulação da via intramuscular 
pode determinar a farmacocinética do fármaco. Ex: se 
fazemos uma benzetacil intramuscular ela é aquiosa, ou 
seja, é absorvida muito rapidamente. 
Se fazemos um ac injetável, todos eles são oleosos, então o 
oleo no musculo demora mais tempo para chegar na 
corrente sanguínea. Basicamente são esses os fatores que 
interferem na absorção intramuscular. 
Agora na absorção por via oral tem uma série de 
interferencia. A primeira delas é o estado fisico da droga. Se 
a droga tiver em um estado físico liquido a absorção é mais 
rápida, já esta dissolvido. Agora se a forma estiver em 
comprimido, o comprimido vai ter que primeiro ser 
dissolvido para depois ser absorvido, então realmente 
demora mais tempo para ser absorvido. Mas não 
necessariamente quando é liquido que vai ter uma 
absorção muito mais rápida, as vezes não tem essa 
interferência. O estado fisico da droga determina muito se 
ela vai ser absorvida rápida ou devagar. Uma outra 
característica é a área de superficie de absorção, pensando 
na área de superficie sublingual: é uma área pequena, 
entao ela meio que tem um limite para absorção. Agora, 
quando pegamos o intestino por exemplo a área de 
superficie de absorção é muito grande, entao a absorçãpo é 
melhor, tem uma capacidade de absorção muito maior, 
tecido é especializado, é mais extenso. Um outro fator que 
determina a taxa de absorção é a concentração local da 
absorção: se vc pega um comprimido e corta ele ao meio, o 
que vai chegar no local da absorção a gente não sabe, pode 
ser que faça efeito, mas a quantidade que vai chegar no 
local de absorção não sabemos. Entao, a absorção é 
dependendte da concentração do que chegou no local de 
absorção. 
 
 
A maioria dos processos de absorção é feita por processos 
passivos, tem que entender que essa absorção vai ter que 
obedecer os critérios da superfície de absorção: se fosse 
por transporte ativo teria uma permease para ajudar. Como 
a maioria é por processo passivo tem que observar algumas 
características da superfície de absorção como 
lipossolubilidade. A membrana onde a droga vai permear 
(tanto sublingual, retal ou pelo TGI) ela é lipídica, onde o 
maior componente é lipídico, isso significa que a droga tem 
que ser lipossolúvel. Se a droga não for lipossoluvel como 
que uma droga aquosa que é lipofóbica vai permear uma 
membrana? Não permeia. Então, para a droga conseguir 
atravessar a membrana por um processo passivo a favor de 
um gradiente de concentração ela tem que ser 
LIPOSSOLÚVEL. Isso é algo que a alimentação do paciente 
interfere diretamente. Ex: as vitaminas lipossolúveis A, D, E, 
K se não fizermos uma alimentação com uma dieta que tem 
lipídeo as vitaminas lipossolúveis não são absorvidas. Para 
ela conseguir atravessar tem que deixar o meio mais 
lipídicos. 
Quanto mais lipossolúvel mais fácil é a absorção. 
Lembrando que tem alguns fármacos que a absorção deles 
é facilitada quando você administra com alimentos. 
Pensando na absorção existe a via sublingual que não ter 
interferência de ph, existe a via retal que tabem não tem 
interferência de ph. Agora, o fármaco foi administrado por 
via oral (engole o comprimido) o fármaco sofre algumas 
interferências como a do ph, pois lá no estomago o ph é 
ácido (sobra hidrogênio), no intestino o ph é básico 
Bianca Dosso 
 
(sobrando OH). O fármaco administrado que é uma base 
fraca, o que vai acontecer no estomago? Base fraca reage 
fácil com ácido. Quando essa base fraca chega no ph ácido 
do estomago ocorre a neutralização. 
Quando administro um fármaco que é ácido hidrogênio 
com hidrogênio não vai reagir, ai não tenho interação, 
facilitando a absorção estomacal. 
A maioria dos ácidos fracos são absorvidos no estomago. 
Se é uma base fraca e chega no estomago, hidrogênio do 
estomago neutraliza essa base fraca. Se é ácido quando 
chega no ph ácido do estomago não tem transformação e 
nenhuma reação facilitando a absorção. 
O que acontece com o fármaco que é básico quando ele 
chega no intestino? 
A mesma coisa que acontece com o ácido no estomago. 
Hidroxila não reage com hidroxila. O fármaco básico é 
melhor absorvido no intestino pois la não tem interação 
com ph, facilitando a absorção. 
Fármaco que é ácido que não foi absorvido no estomago, 
o que acontece quando ele chega no intestino? 
Neutraliza formando água (hidroxila + hidrogênio = água) 
Pensando em que tem muito fármaco que é básico como 
clonazepam, significa que quando ele passa pelo 
estomago o estomago vai neutralizar. O que temos que 
fazer para que isso não ocorra? 
Revestimos bem. Um fármaco revestido é um fármaco que 
passa pelo intestino, básico. Só é dissolvido no intestino 
sem reação de neutralização e é absorvido. 
Além da primeira interferência de ph, sabemos que o 
estomago não é um órgão especializado em absorção. 
Então, são pouquíssimos ácidos fracos que são absorvidos 
no estomago. 
A grande maioria dos fármacos são absorvidos no intestino, 
pois a extensão do intestino, superfície de absorção do 
intestino é muito grande e tem um ph básico que facilita. 
As pessoas administram medicamentos com suco, leite, 
refrigerante diminuindo o ph do estomago, deixando o 
meio muito ácido. Se for um medicamento básico, mesmo 
que não seja uma base fraca e o paciente administrar 
neutraliza. 
Pensando em alimentos, toda vez que me alimento libero 
GASTRINA que deixa o ph por volta de 2. A gástrica estimula 
a liberação de ácido clorídrico e o ph fica por volta de 2. 
Tomar medicamento meia hora depois da alimentação 
significa que vc esta administrando o fármaco em um ph 
muito ácido > e não sabemos a característica desse 
fármaco. 
Única coisa que combina com alimentação é vitamina 
lipossolúvel. Se for administrar um poli vitamínico longe da 
alimentação não haverá absorção. 
MEDICAMENTOS NÃO COMBINAM COM ALIMENTOS!! 
 
 
 
FATORES QUE INTERFEREM NA ABSORÇÃO 
© pH 
© Presença de alimentos – que esta envolvida com 
pH 
Quando nos alimentamos e a comida fica parada, com 
sensação de que não fez a digestão > medicamento 
chamado bromobrida (digesan) vc toma e ele acelera o 
esvaziamento gástrico, ou seja, o fármaco não é absorvido 
no intestino?Se vc acelerar o esvaziamento gástrico ele 
chega mais rápido no intestino e é absorvido mais rápido. 
Ou se o alimento esta parado e demorar a digestão, ele vai 
chegar no intestino mais devagar, retardando a absorção 
do fármaco. 
 
Toda vez que ACELERAMOS O ESVAZIAMENTO GÁSTRICO 
(medicamento bromobrida) você aumenta a velocidade de 
absorção. Lembrando que a maioria dos fármacos é 
absorvido no intestino. Se vc mandou o alimento embora 
rápido do estomago o fármaco chega mais rápido no 
intestino e é absorvido em um tempo mais rápido porque o 
tempo de passagem pelo estomago foi diminuído e assim 
chegando mais rápido no intestino, acelerando a absorção. 
E quando temos retardo do esvaziamento gástrico? 
Você retarda o tempo de absorção. O retardo de 
esvaziamento gástrico resulta em retardo de absorção. 
Quando que temos retardo de esvaziamento gástrico? 
A maioria das drogas são absorvidas no intestino e não no 
estomago. 
Bianca Dosso 
 
Má digestão e tinha que administrar um medicamento logo 
após a alimentação ou antes de alimentação. Ou quando o 
paciente toma relaxante muscular. O relaxante muscular 
atua nos receptores muscarínicos e receptores 
muscarinicos interferem diretamente na motilidade do TGI. 
É muito comum o paciente tomar relaxante muscular e ter 
prisão de ventre no dia seguinte, ou seja, retardamento de 
esvaziamento gástrico não pode ser só por má digestão. 
Pode ser também por administração de outros 
medicamentos como relaxantes musculares. 
E pensando no intestino? 
Se o paciente teve diarreia ou tomou um laxante > o 
esvaziamento intestinal vai ser mais rápido, ai antes que o 
fármaco seja 100% absorvido o transito intestinal mana ele 
embora. 
O esvaziamento intestinal é exatamente o oposto do 
estomago. 
Quando esvazio o intestino vou diminuir a absorção do 
fármaco. Isso acontece em casos de pacientes com diarreia 
ou em pacientes que fazem o uso de laxantes. 
Um paciente que tem prisão de ventre, o que acontece com 
esse paciente que tem uma motilidade intestinal diminuída 
(por exemplo pelo uso de relaxantes musculares): o 
medicamento vai ficar retido mais tempo no intestino, 
aumentando o tempo de absorção. 
Se você altera o peristaltismo haverá alteração no tempo 
de absorção. 
Lembrando que ai pode ser uso abusivo de relaxante 
muscular (prisão de ventre), ou uso abusivo de laxantes 
Pior alimentação também pior prisão de ventre > doce. 
A maioria dos fármacos é absorvido por osmose. Por isso se 
alteramos o meio vamos ter alteração na taxa de absorção. 
Por isso o ideal é tomar com água. 
Ainda existem alguns medicamentos que são absorvidos 
por difusão facilitada > contra o gradiente de concentração 
e depende de permeases, se as permeases estiverem 
funcionando é mais fácil de se absorver do que quando é 
por osmose. 
O tamanho da molécula interfere também em seu 
transporte, mas isso é uma questão de química 
farmacêutica. 
A absorção da via oral do TGI é regulada por diversos 
fatores como: 
© Área de superfície de absorção 
© Fluxo sanguíneo local - se o paciente tiver uma 
comorbidade que diminui o fluxo sanguíneo 
intestinal por ex, interfere a taxa de absorção. Se 
diminuímos a superfície intestinal tem que 
aumentar a dose (uma pessoa que perdeu uma 
parte do intestino) 
© Estado físico do fármaco 
© Solubilidade em água - um fármaco que chegou no 
intestino, para esse comprimido se dissolver, o 
meio do intestino é aquoso. Então o fármaco 
precisa ser hidrossolúvel para dissolver na 
superfície do intestino ou do estomago. Logo, se o 
paciente toma o comprimido sem agua > vai 
alterar a taxa de absorção já que o fármaco 
depende de agua para se dissolver no intestino. O 
ideal é que o paciente faça a administração de 
medicamentos via oral com um copo de água. 
© O fármaco precisa chegar no local de absorção e 
dissolver > isso é hidrossolubilidade. Depois de 
dissolver ele precisa ser lipossoluvel para 
atravessar a membrana. Então todo fármaco 
precisa ser HIDROSSOLÚVEL E LIPOSSOLÚVEL. A 
hidrossolubilidade consigo alterar fazendo 
administração com pouca agua ou fazendo 
administração com outras coisas. Agora, a 
lipossolubilidade consigo alterar fazendo a 
alimentação rica em lipídeo 
O fármaco foi dissolvido e absorvido. Dependendo do local 
de absorção o fármaco tem que encontrar um outro 
obstáculo que se chama efeito de primeira passagem > o 
efeito de primeira passagem já foi calculado e a dose foi 
calculada baseada no efeito de primeira passagem. 
O efeito de primeira passagem não tem como mudar, 
exceto se dermos subdose. 
Ex: se um cp era de 50 mg e pedi para o paciente tomar 
1/4, estou dando subdose. E esse 1/4 vai sofrer efeito de 
primeira passagem 
Quanto mais o paciente tomar o cp cortado ao meio maior 
é a chance de ser distribuído em uma quantidade ruim, pois 
ele vai sofrer alteração no local de absorção e depois de ser 
absorvido ainda vai sofrer efeito de primeira passagem. 
Fármaco absorvido (no estomago ou intestino) > passou 
pelo fígado 
Se foi absorvido via sublingual ou reto o medicamento não 
passa pelo fígado 
Bianca Dosso 
 
A partir do momento que esse fármaco chega na corrente 
sanguínea o nome dessa fase é distribuição 
Distribuição é quando o fármaco atinge a circulação. 
Absorção é a passagem do local de administração para a 
corrente sanguínea 
Quando o fármaco chega na corrente sanguínea dali ele vai 
para os órgãos. Vai ser distribuído e vai chegar nos tecidos. 
Quando o fármaco assim que ele é absorvido ele chega na 
corrente sanguínea o fármaco é dividido em duas 
porcentagens. 
Existe uma fração que é a fração livre e uma outra fração 
do fármaco que se complexa a proteínas plasmáticas, fica 
ligado a proteínas plasmáticas. 
O fármaco que esta livre é o fármaco que vai atingir os 
tecidos e que vai fazer uma ação farmacológica. 
O fármaco que está ligado a proteínas plasmáticas é um 
fármaco que ainda não consegue chegar aos tecidos e não 
consegue desenvolver ação. Não permeia o tecido. 
Temos a corrente sanguínea e o tecido > o fármaco que 
está livre na corrente sanguínea ele é uma molécula menor 
e consegue chegar até o tecido. 
O fármaco que está ligado a uma proteína plasmática é 
uma molécula muito grande para atravessar e chegar no 
tecido. Não consegue chegar no tecido. Essa fração ligada a 
proteína plasmática não é uma fração perdida. 
Cada fármaco tem uma porcentagem ligada a proteína 
plasmática diferente do outro e cada fármaco tem um 
tempo de habilidade da proteína plasmática diferente do 
outro. 
Então, essa porcentagem do fármaco que esta livre 
consegue chegar até o tecido já que a molécula é menor e 
desenvolver ação. 
A fração ligada a proteína plasmática não faz a ação pois 
não permeia o tecido. Só que tem um tempo de ligação. 
Então, conforme o tempo passa, conforme a fração livre 
chega no sitio de ação, esse fármaco que estava ligado a 
proteína plasmática se desliga. Ai esse fármaco agora é 
absorvido. 
Então, cada fármaco tem uma taxa de ligação a proteína 
plasmática e cada fármaco tem um tempo/grau de 
afinidade a proteína plasmática. 
A meia vida plasmática é diretamente ligada com a taxa de 
fármaco ligada a proteína plasmática. 
Paciente vegano/vegetariano sem acompanhamento 
nutricional > não sabe como conseguir proteínas 
principalmente aquelas com valor biológico. O que 
acontece com a taxa de proteínas plasmáticas? 
Ele tem pouca proteína plasmática. O fármaco ao chegar na 
corrente sanguínea não encontra um nível satisfatório de 
proteína plasmática > a fração livre aumenta, a ação do 
fármaco que foi calculada para acontecer devagar a medida 
que fosse se desligando das proteínas plasmáticas, ação do 
fármaco foi direto para haver ação, aumentou a ação do 
fármaco fazendo com que a reação adversa aumente. 
FATORES PATOLÓGICOS QUE ALTERAM O NIVEL DE 
PROTEÍNAS PLASMÁTICAS 
© Distúrbio hepático 
© Distúrbio renal - se o paciente tem cálculo renal, 
lesão renal as proteínas que não deveriam passar 
pelaurina passam e o nível de proteínas 
plasmáticas diminui. O fármaco que deveria ser 
absorvido a taxa de ligação vai ser diminuído 
© Distúrbios cardíacos 
© Distúrbios da tireoide 
 
 
METABOLISMO 
A grande maioria das drogas são metabolizadas no fígado. 
Existem outros locais de metabolização como por ex: o 
fármaco pode ser metabolizado por enzimas que tem na 
corrente sanguínea; intestino. 
O fígado é especializado em fazer metabolismo. 
Quanto do fármaco que chegou ao fígado e voltou para a 
corrente sanguínea é diretamente proporcional com a meia 
vida do fármaco. 
O fígado é um órgão rico em enzimas. Se não tem enzimas 
não metaboliza. 
Pensando em metabolismo de fármacos, existe um 
complexo enzimal que é o principal complexo responsável 
pelo metabolismo de fármaco. É um complexo enzimal 
chamado citocromo p450. 
 
 
Os dois principais tipos de proteínas plasmáticas são: 
albumina e alfa-1-glicoproteinaácida 
A grande maioria dos fármacos é metabolizado no fígado 
por um complexo enzimático chamado de citocromo 
p450. 
Bianca Dosso 
 
O que acontece com o fármaco quando ele passa pelo 
fígado e por esse complexo enzimal? 
Podem acontecer duas coisas: ou o fármaco é ativado ou 
ele é inativado. 
E na grande maioria das vezes tem uma taxa de ativação e 
uma taxa de inativação. 
O paracetamol é um PRÓ FÁRMACO. 
Quando você administra o paracetamol a molécula de 
paracetamol não é ativa > depende do citocromo p450 para 
ser ativada > depois que ela é ativada da origem a 
metabólitos paraminofenol que é analgésico e antitérmico. 
Ou seja, um fármaco que depende do citocrmo p450 para 
ser ativado se chama pró fármaco. 
O citocromo p450 pode ser reduzida ou induzida a açao 
com determinadas drogas. 
Quando o paciente esta tomando dois medicamentos 
precisamos analisar se tem um indutor ou inibidor 
enzimático. 
A maioria dos pró fármacos são toxicos. Se não forem 
ativados são toxicos. Por isso não é indicado para crianças 
abaixo de 2 anos o paracetamol. A criança abaixo de dois 
anos não tem o citocromo p450 maduro ao ponto de ativar 
os fármacos. 
O paracetamol inativo é toxico. 
Predinisolona é um pró fármaco e quando passa pelo fígado 
é ativada em um fármaco chamado de prednisona. A 
prednisona que faz a ação. Só que se o fígado não 
conseguir ativar nesse caso não tem problema, não será 
toxico. 
Se o fígado do paciente não estiver em condições boas ou 
ótimas, os fármacos terão problemas no metabolismo, o 
que pode piorar a toxicidade do fármaco. 
E quando o fármaco passa pelo fígado e é inativado? 
Inativado significa que vou para a próxima fase da 
farmacocinética. 
Inativar um fármaco é deixar o fármaco mais polar > 
aumentar a hidrossolubilidade e o fármaco que é bem 
hidrossolúvel tem facilidade de ser eliminado a urina (urina 
é agua). 
Fígado faz uma reação de oxirredução deixando o fármaco 
mais polar, mais hidrossolúvel para facilitar a próxima 
etapa da farmacocinética que é a ELIMINAÇÃO. 
Existem drogas que são indutoras e existem drogas que são 
inibidoras do citocromo p450. uma droga que é indutora 
do citocromo p450 faz o citocromo funcionar mais rápido > 
os fármacos são inativados mais rápidos e eliminados mais 
rápidos > meia vida do fármaco diminui 
Fármacos que são indutores do citocromo p450 diminui a 
meia vida plasmática. 
Induzir o citocromo p450 é aumentar a metabolização, 
quando mais metabolizado mais eliminado é o fármaco. 
Se o paciente utilizar um fármaco que é indutor enzimático 
diminuímos a meia vida plasmática. Ex: maioria dos anti 
convulsivantes 
Se usamos um inibidor de citocromo p450? 
Ex: cimetidina 
O inibidor enzimático vai fazer com que o citocromo p450 
funcione bem devagar. 
A meia vida do fármaco vai aumentar, vai ser metabolizado 
bem devagar, diminuindo o tempo de eliminação. 
ELIMINAÇÃO 
Existe a eliminação por via biliar, como por ex ac > o 
problema de sofrer eliminação biliar é que o fármaco pode 
sofrer recirculação. A eliminação biliar/bile cai direto no 
intestino e o intestino é especializado em absorção, ai o 
fármaco pode sofrer reabsorção. 
Mas a maioria dos fármacos sofre eliminação renal. 
Para ser eliminado por via renal o fármaco precisa ser 
POLAR, ou seja, tem que sofrer reação de hidróslise e adc 
uma hidroxila na molécula. Precisa ficar mais polar pois 
quanto mais polar + hidrossolúvel. 
Um fármaco que não é hidrossolúvel tem dificuldade de ser 
eliminado via renal. 
Outro fator importante é o ph. O ph para eliminação é 
exatamente o contrário da absorção. Na absorção vimos 
que temos características do intestino e estômago onde no 
estomago temos ph ácido e no estomago básico. Ou seja, 
se eu administrar fármaco ácido eu favoreço a absorção no 
estomago. Se eu administro um fármaco que é básico pode 
sofrer neutralização no estomago. Agora, no intestino se 
administro um fármaco que é ácido pode sofrer 
neutralização. Já um fármaco que é básico no estomago 
favoreço a absorção. 
Na absorção o que não queremos é a formação de água. 
Bianca Dosso 
 
Já na eliminação o que eu quero é formação de água > para 
um fármaco ser absorvido quanto mais parecido for o ph 
melhor a absorção. Agora para ser eliminado quanto mais 
diferente for o ph em relação ao ph da urina mais fácil ele é 
eliminado. 
A urina muda o ph constantemente. Podemos ter urina 
ácida e básica. Se um paciente toma um medicamento que 
tem um ph ácido ele favorece a eliminação em uma urina 
básica. 
Se o paciente toma um medicamento básico ele favorece a 
eliminação em uma urina ácida, formando H2O. 
O que acontece com o fármaco ácido em uma urina ácida? 
Ou fármaco que é básico em uma urina básica? 
Ele volta para o fígado e o fígado vai fazendo aos poucos 
com que esse fármaco fique mais polar, pois se depender 
só do ph ele não vai eliminar. 
O paciente que foi intoxicado com um fármaco ácido para 
eliminar o tempo de eliminação podemos alterar o ph da 
urina. Para esse fármaco ser eliminado mais rápido nós 
devemos tornar a urina mais básica, administrando 
bicarbonato no paciente. 
Se o paciente intoxicou com um fármaco básico 
acidificamos a urina, geralmente com ácido ascórbico. 
Essa diferença de ph na urina tem duas aplicações: em 
casos de intoxicações medicamentosas (dizepam por ex é 
básico, deixamos a urina bem ácida; fenobarbital que é 
ácido damos bicarbonato e basificamos a urina 
favorecendo a eliminação); paciente tomando um 
anticonvulsivante (ácido fraco) e suco de frutas vermelhas 
(deixa o ph da urina básico) ai o fármaco não funciona. 
Por isso deve-se perguntar sobre o padrão alimentar do 
paciente. 
FARMACODINAMICA 
Estuda só o mecanismo de ação do fármaco. 
Quando o fármaco chega na corrente sanguínea, a fração 
livre vai chegar no tecido > é a fração que vai desencadear 
mecanismo de ação. 
Como que um fármaco vai agir, por ex na tireoide 
(paciente toma hormônios da tireoide pois tem 
hipotireoidismo) como esse hormônio vai agir somente na 
tireoide? 
Os medicamentos se encaixam perfeitamente em 
receptores e ativa e dai vem o mecanismo de ação 
Fármacos são distribuídos na grande circulação quando ele 
encaixa em um receptor que ele tem afinidade e consegue 
ativar receptor > dinâmico. 
Pensando nesse tipo de classificação classifico os fármacos 
como AGONISTAS e ANTAGONISTAS. 
O fármaco pode mimetizar a ação de um receptor ou 
inativar a ação do receptor ele precisa ter afinidade. 
Quando ele nem se liga, não tem afinidade: ele não é nem 
agonista nem antagonista 
Agora, quando o fármaco se liga em um receptor - pode 
desenvolver ação agonista ou antagonista 
Depois que o fármaco se ligou ele pode ativar o receptor, 
estabiliza o receptor = AGONISTA (se ligou ao receptor e 
desencadeou uma ativação) 
ANTAGONISTA = se um fármaco se liga ao receptor e o 
receptor não é ativado, não é desencadeado uma reação o 
nome para esse tipo de reação é antagonismo. 
Se liga ao receptor e não ativa. 
AGONISTA PARCIAL 
O fármaco pode se ligar ao receptor e a respostanão ser 
máxima. É uma resposta submáxima o nome que dou para 
essa ligação é de AGONISTA PARCIAL. É quando o fármaco 
se liga ao receptor, ativa o receptor só que a resposta é 
submáxima. 
AGONISTA TOTAL 
Quando o fármaco desenvolve uma ação de 100% 
Se ele desencadear qualquer resposta que seja inferior a 
total temos um AGONISTA PARCIAL 
Existem muitos receptores no organismo, o fato de ser 
agonista total não quer dizer que ele ativou todos os 
receptores, significa que onde ele ativou ele ativou uma 
resposta de 100% 
Esse receptor tem uma velocidade que o fármaco chega e 
sai. 
E se tivermos um outro fármaco que se encaixam em um 
mesmo receptor? 
Vai acontecer uma competição para a ligação nesse 
receptor. 
No caso dos antagonistas posso ter um antagonismo 
competitivo de duas maneiras: posso ligar ao receptor e 
Bianca Dosso 
 
bloquear uma ação e essa ação ser bloqueada para sempre 
ou por um tempo especifico. 
ANTAGONISMO COMPETITIVO REVERSÍVEL 
Quando um fármaco é um antagonista bloqueia a resposta 
do receptor por um tempo e depois o fármaco se desliga ao 
receptor e ele volta a funcionar isso é um ANTAGONISMO 
COMPETITIVO REVERSÍVEL. 
Ex: propanolol (beta bloqueador), vai no receptor beta 1 e 2 
adrenérgico, se liga ao receptor e não desenvolve ação 
igual da adrenalina (é um antagonista) mas depois de um 
tempo ele sai do receptor e deixa livre para a adrenalina 
voltar a se ligar 
ANTAGONISMO COMPETITIVO IRREVERSÍVEL 
Existe um outra situação, como por ex o AAS. Existe uma 
enzima que é alvo do AAS. Quando o AAS se liga nessa 
enzima ele nunca mais se desliga, vão ser eliminados 
juntos. Vai precisar sintetizar uma nova enzima para ter 
uma ação biológica. Isso se chama ANTAGONISMO 
COMPETITIVO IRREVERSÍVEL. 
Quando temos uma ligação irreversível podemos ter 
reações adversas dependentes desse desligamento, 
toxicicdade dependente do desligamento. 
Ex: o AAS se liga na COX1 e não se desliga. Uma vez que 
essa enzima esta ligada ao AAS não tem produção de 
tromboxano. Se não tem produção de tromboxano não tem 
agregação plaquetária, se não tem agregação plaquetária o 
paciente tem risco de hemorragia. Demora em media de 7 
dias para voltar a produção de enzimas de forma biológica. 
 SNA – SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO 
O SNA é dividido em simpático e parassimpático. 
SISTEMA NERVOSO AUTONOMO SIMPÁTICO 
No sistema nervoso simpático a amina biogênica 
responsável pela transmissão é a NOREPINEFRINA. 
O simpático se relaciona com FUGA > assim lembramos as 
ações dos receptores específicos. 
A NE pode agir em receptores do tipo alfa 1, alfa 2, beta 1, 
beta 2, beta 3. 
Nesses receptores a NE vai ter ações especificas em locais 
diferentes, tudo envolvido com fuga. 
As drogas que agem no SNA são divididas em: 
© Fármacos simpatomiméticos – o fármaco copia a 
ação dessa molécula biológica em algum dos 
receptores ou em todos os receptores 
© Fármacos simpatolíticos – o fármaco antagoniza, 
bloqueia a ação da NE em um dos receptores 
adrenérgicos ou em todos os receptores 
adrenérgicos. 
Drogas simpatomiméticas são drogas agonistas e drogas 
simpatolíticas são drogas antagonistas. 
SINTESE DA NOREPINEFRINA 
No sistema nervoso autônomo simpático neurotransmissor 
responsável pela ação envolvida com fuga que age em 
receptor adrenérgicos é a NE. 
A NE é 
sintetizada a 
partir de tirosina. 
A tirosina sofre 
ação de enzimas 
e da origem a 
dopamina, 
depois da origem 
a norepinefrina, 
que é sinônimo 
de 
noradrenalina, e 
que depois da origem a epinefrina, que é sinônimo de 
adrenalina. 
AÇÃO DA NE NOS RECEPTORES ALFA E BETA 
O fármaco vai ou copiar ou bloquear a ação da 
norepinefrina. 
Uma vez que eu sei o que os fármacos fazem nesses 
receptores, entendo o mecanismo de ação do fármaco. 
Quando a NE se liga nos receptores do tipo alfa 1, ela vai se 
ligar em diferentes órgãos como musculatura lisa vascular, 
geniturinária e fígado provoco na musculatura lisa vascular 
vasoconstrição e no fígado aumento da glicogenólise. 
Vamos estudar esses locais para entender ação e reação 
adversa. 
O receptor do tipo alfa 2, quando a NE se liga neles lá nas 
células beta pancreáticas; diminui a secreção de insulina, 
nos terminais neurais quando a NE se liga diminui a 
liberação de NE (FB -, inibição da liberação de NE); e na 
musculatura lisa vascular, assim como no alfa 1 tem na 
musculatura lisa vascular a vasoconstrição. 
Bianca Dosso 
 
 
Se eu utilizar um fármaco simpatomimético que age em 
receptor alfa 1 vou causar vasoconstrição e aumento da 
glicogenólise hepática. 
Se eu utilizar um fármaco simpatolítico que age em 
receptor alfa 1 vai causar vasodilatação e vai diminuir a 
glicogenólise. 
E o fármaco que age simpatomimético em receptor alfa 2 la 
no pâncreas nas células beta pancreáticas vai diminuir a 
secreção de insulina, nos terminais neurais vai inibir a 
liberação de NE (FB -) e no vaso a NE agindo em receptor 
alfa 2 vai gerar vasoconstrição. 
Então, se eu utilizar uma droga simpatomimética ela vai 
copiar exatamente essas ações da NE, se eu usar uma droga 
simpatolítica vou inverter essa situação. 
Tem drogas que não são seletivas: ex – anti hipertensivo 
para fazer vasodilatação (has é o aumento da rvp que causa 
vasoconstrição) > se eu utilizar um fármaco que bloqueia 
alfa 1 e alfa 2 pensando na vasodilatação tenho que pensar 
que também vou bloquear a ação no fígado, pâncreas e 
terminais neurais. Assim que funciona a ação e as reações 
adversas nos fármacos que agem no SNA simpático. 
Temos também os receptores beta. 
Onde tem receptor do tipo beta 1? Coração, aparelho 
justaglomerular. Se a NE se liga no receptor do tipo beta 1 
no coração aumenta a contratilidade, aumenta a FC e 
aumenta a condução do nodo AV. Outro local que tem 
receptor do tipo beta 1 é no aparelho justaglomerular, lá 
quando a NE se liga em receptor do tipo beta 1 aumenta a 
liberação de renina (sistema renina angiotensina 
aldosterona é para controle da p.a, para a pressão arterial 
não cair e o paciente não entrar em hipotensão e choque, 
ai tem renina-angiotensina-aldosterona para subir a 
pressão). 
Ou seja, se tiver um fármaco que é agonista BETA1: o 
paciente vai ter taquicardia, vai liberar renina e vai ter 
retenção hídrica, vai aumentar a p.a. Logo já imagino que o 
fármaco simpatolítico que age em receptor do tipo BETA1 
vai diminuir a força de contração e vai diminuir renina, ou 
seja, o paciente com hipertensão pode tomar um fármaco 
que bloqueia beta 1. Paciente que tem aumento da FC, 
ansiedade por aumento da atividade adrenérgica pode 
bloquear o receptor do tipo beta 1 que diminui a FC. 
Receptor do tipo BETA2 temos na musculatura lisa, e 
quando a NE se liga ele provoca relaxamento; na 
musculatura brônquica também provoca relaxamento; no 
fígado provoca aumento da glicogenólise e da 
gliconeogenese (SNP envolvido com fuga > tenho que 
fornecer glicose, glicogenolise para quebrar glicose, 
aumenta a produção de glicose); no musculo esquelético 
também aumenta a glicogenólise. No coração, o receptor 
beta 2 quando a NE se liga também aumenta a FC. Outro 
lugar importante para entender reação adversa de 
fármacos é o pulmão: quando a NE se liga a receptor beta 2 
(fuga) tenho que provocar vasodilatação (como eu vou 
correr com falta de ar? Por isso a ne se liga ao receptor do 
tipo beta 2 > broncodilatação). 
O receptor BETA 3 tem no tecido adiposo. Em uma situação 
de fuga tenho que disponibilizar energia, por isso, a 
norepinefrina vai causar LIPÓLISE no tecido adiposo. 
Lembrando, se acaba a reserva de carboidratos temos que 
pegar lipídios. Assim, entendemos a ação dos fármacos 
chamados termogenicos = o fármaco termogenico é um 
fármaco simpatomimético, ou seja, ele copia a ação da ne 
em tudo que é lugar. Além da pessoater diposição para ir a 
academia, melhora a função pulmonar (para a pessoa 
conseguir correr na esteira) e ainda aumenta a lipólise, por 
isso perde gordura. 
Já o fármaco que é simpatolíico faz o contrario: opaciente 
não vai conseguir fazer lipólise como fazia antes, vai ter 
dificuldade para perder peso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O fármaco ou é simpatolítico ou é simpatomimético. 
Nunca é os dois!! Ainda, pode ser seletivo para um 
receptor especifico ou ele pode agir em mais de um 
receptor. O fármaco que age em um receptor especifico 
chamamos de AGONISTA/ANTAGONISTA SELETIVO. Ex: 
atenolol, só age em beta1. 
O fármaco que age em mais de um receptor são 
AGONISTAS OU ANTAGONISTAS NÃO SELETIVOS. 
Bianca Dosso 
 
FÁRMACOS AGONISTAS ALFA E BETA 
ADRENÉRGICOS 
AGONISTAS ALFA E BETA NÃO SELETIVOS 
Receptores agonistas que agem em todos os receptores 
betas e em todos os receptores alfa. 
Agonista pleno não seletivo que age em todos os beta e em 
todos os alfa, vai copiar a ação da epinefrina em todos os 
locais. 
NORADRENALINA/NOREPINEFRINA: fármaco de uso 
exclusivamente hospitalar, indicado para paciente que está 
em choque. O paciente que está em choque tem seu DC 
muito baixo, entra em hipotensão e está com risco de vida. 
Isso pode acontecer por hemorragia, coisas que alteram a 
função cardíaca, pode ser choque anafilático... Choque é a 
diminuição excessiva do DC e hipotensão grave. Logo, se o 
paciente chega chocado em ambiente hospitalar preciso 
dar uma droga que aumente muito a força de contração, 
que cause vasoconstrição para aumentar a p.a. 
© Via parenteral 
© Utilizada para choque 
© Vasoconstrição (paciente vai ter um pico de HAS) 
© Aumento da FC (o paciente pode ter arritmias, 
taquicardia) 
Administrando NE a gente reverte o choque e depois vamos 
tratar os problemas que ele teve do choque e da medicação 
para o choque. 
O paciente vai ter como reação adversa: disritmia 
ventricular, arritmia, vasoconstrição que vai dar um pico de 
HAS... 
Esse fármaco não tem seletividade nenhuma, ele age igual 
em todos os receptores > é um fármaco muito perigoso > 
voce pode reverter o choque e causar um problema tão 
perigoso quanto o choque. O uso da NE esta sendo 
repensado por isso, mas ainda se utiliza. 
ADRENALINA/EPINEFRINA: agonista alfa e beta não 
seletivo. É um agonista total predominante em BETA1. Ou 
seja, o numero de reações adversas em comparação com a 
NE é muito menor. Ou seja, a NE é agonista pleno em todos 
os receptores (muitas reações adversar, medicamento 
perigosíssimo). A epinefrina é agonista alfa e beta, mas é 
agonista pleno em receptor do tipo BETA1. Isso faz com que 
o numero de reações adversas seja menor. Mas mesmo 
assim tem reação adversa. 
© Pode ser utilizado para asma aguda, choque 
anafilático, parada cardíaca, glaucoma, anestesia 
local 
No pulmão temos receptor BETA2, por mais que a 
epinefrina tenha ação em todos os receptores e mais em 
beta 1, ela também tem ação em beta2 significativa. Lá no 
receptor do tipo beta2 a epinefrina provoca 
broncodilatação: então o paciente que chega com crise de 
asma, com muita falta de ar, com FR baixa (associada ou 
não com diminuição da FC) você pode administrar 
epinefrina que você reverte a asma aguda. 
Utilização no choque anafilático é o mesmo do que em 
qualquer outro choque: diminui o DC ai você da epinefrina 
> aumenta a FC > aumenta a vasoconstrição ai reverte o 
choque. 
No caso de anestesia local: se tiver ação em alfa 1 a alfa 2 
provoca vasoconstrição. Durante uma operação a 
epinefrina deixa o campo cirúrgico mais limpo pois sangra 
menos. ANESTESIA LOCAL!!!! E como provoca 
vasoconstrição o anestésico que é administrado junto 
demora mais tempo para permear e ir para a corrente 
sanguinea > o efeito dura mais tempo. 
© Via parenteral 
AGONISTA SELETIVO BETA 1 
© Dobutamina 
Tem ação seletiva, só tem afinidade por receptores do tipo 
beta 1. Os outros dois acima que vimos não era seletivo. 
Como é seletivo tem números menores de reações 
adversas. 
Tem receptores no coração, mas não tem ação nos outros 
receptores. 
Logo, para reverter um choque por exemplo utilizando só 
NE o numero de reações adversas é infinitamente menor 
do que utilizar a NE ou epinefrina que age em todos os 
receptores. 
Qual a vantagem de utilizar um agonista seletivo beta1 no 
choque ao invés de utilizar agonistas não seletivos? 
© Números menores de reações adversas 
Beta 1 por exemplo não tem no pulmão, então o paciente 
não vai hiperventilar. 
Pode ser utilizada em diversas situações, dependendo da 
dose vai aumentar a FC e sempre vai ter risco de arritmia. 
Bianca Dosso 
 
Só é administrada em ambiente hospitalar por via 
parenteral. 
*entender a diferença e a vantagem da dobutamina. A 
diferença é que ela só age em beta 1 e a seletividade só age 
no coração, assim, números de reações adversas menores: 
principalmente no pulmão > se aumentar muito a dilatação 
do brônquio o paciente pode hiperventilar. 
AGONISTAS BETA 2 (SELETIVOS) 
É um fármaco que tem por via oral e inalatória. 
Receptor beta2 temos no coração e pulmão!! 
Receptor beta 2 no coração provoca aumento da FC e no 
pulmão broncodilatação. 
Logo, os fármacos que são utilizados por via oral ou 
inalatória vão ser utilizados para asma. 
A utilização clinica desses medicamentos é para ASMA 
(revertendo o quadro de asma aguda) – o paciente que tem 
asma tem broncoconstrição. 
Por isso os medicamentos para asma aguda causam 
taquicardia. 
© SALBUTAMOL – vias: oral e inalatória – ação rápida 
(4h) 
© SALMETEROL – via: inalatória – ação prolongada 
(12h) > paciente com DPOC 
© TERBUTALINA – via: inalatória – ação rápida (4h) 
A diferença desses fármacos é a forma farmacêutica, preço 
e meia vida. 
AGONISTA DE ALFA 1 
© Fenilefrina 
Fenilefrina é um agonista alfa1, alfa 1 no vaso provoca 
vasoconstrição (para coriza). 
Quando jogamos no nariz causa vasoconstrição e arde. A 
coriza é vasodilatação e extravasamento de liquido. 
Se você provoca vasoconstrição diminui a coriza. 
Tem fenilefrina em uma dose muito menor para uso 
sistêmica, pois se eu utilizar uma dose alta de fenilefrina 
muito alta vai dar taquicardia e não vai dar certo > 
fenilefrina é utilizado para congestão nasal principalmente 
a reação adversa se utilizarmos por via oral (quando 
jogamos muito no nariz e engolimos vai ser absorvida, ao 
contrario de quando tomamos naldecon que tem pouca 
fenilefrina ai mal provoca vasocontrição e mal diminui a 
coriza – pois para dar vasoconstrição deve-se administrar 
uma dose alta. se não se tomamos muita fenilefrina pode 
dar uma crise hipertensiva). 
Para utilizar uma dose eficácia de fenilefrina por via oral o 
paciente ia ter hipertensão arterial, logo a dose é menor e 
não adianta nada e o aumento da p.a é bem discreto. 
A meia vida é muito curta, tanto que se formos tomar um 
anti gripal tem que ser 4 vezes ao dia. 
FÁRMACOS ANTAGONISTAS ALFA E BETA 
ADRENÉRGICOS 
Esses fármacos bloqueiam a ação da norepinefrina. 
No alfa 1 tenho vasoconstrição. Um fármaco que bloqueia 
alfa 1 vai ser utilizado para hipertensão. 
Num receptor alfa 2 tenho inibição da liberação de NE e 
vasoconstrição também, provavelmente vai ser utilizado 
para HAS também. 
Bloquear beta 1 diminui a FC e diminui renina, aplicação em 
anti-hipertensivos. 
Bloqueio de beta 2 diminui a FC, ai pode ser utilizado em 
paciente que tem taquicardia, paciente que tem disritmia, 
ansiedade por atividade noradrenérgica ou paciente que 
tem HAS. 
ANTAGONISTAS ALFA 1 
É uma classe com vários exemplares de anti-hipertensivos. 
Temos por exemplo: 
© Prazosina 
A prazosina vai bloquear o receptor alfa 1, ou seja, a 
atividade dela é antagonista adrenérgica e o outro nome 
que posso dar para a prazosina é que ela é simpatolítica. 
Se ela bloqueia alfa 1 qual será a reação no fígado? 
Vai diminuir a glicogenólise. 
A prazosina é utilizada como vasodilatadora em situações 
de HAS. 
Tem por via oral. 
Se administrar com alimento já era o efeito. 
O que esse paciente vai ter? 
Bianca Dosso 
 
Se eu provoco vasodilatação vou ter hipotensão. A maioria 
dos fármacos vasodilatadores são de administração antes 
de deitar-se. 
Bloqueadoradrenérgico de alfa 1 = simpatolítico em 
receptores seletivos em alfa 1. 
ANTAGONISTAS BETA 
Chamamos de BETA BLOQUEADORES. 
Beta bloqueador temos de dois tipos: 
© Seletivos 
© Não seletivos 
ANTAGONISTA BETA NÃO SELETIVOS 
© Propranolol / alprenolol 
Significa que o fármaco vai antagonizar a ação da NE em 
receptor do tipo beta1, 2 e 3. 
Esses fármacos são utilizados pensamos na diminuição de 
renina, diminuição da FC. 
Beta bloqueadores são utilizados para hipertensão, 
taquicardia arritmia. 
Possuem reações adversas: 
© Vai agir no pulmão causando broncoconstrição – a 
NE se liga em receptor do tipo beta 2 causando 
broncodilatação nos medicamentos para asma. Se 
eu bloquear o receptor de beta 2 vou provocar 
broncoconstrição. 
Os beta bloqueadores não seletivos são contraindicados 
para o paciente que tem asma. 
Se bloqueia beta 2 no pulmão = BRONCOCONSTRIÇÃO. 
Uma outra reação adversa, é no paciente que não tem 
asma mas vai bloquear o receptor e ele vai ter FALTA DE 
AR. 
Ele ainda diminui a ansiedade, por ser um bloqueador 
adrenérgico 
Diminui a lipólise, ai o paciente tem dificuldade em perder 
peso (bloqueando beta 3 – diminui a lipólise); dificuldade 
em perder peso. 
ANTAGONISTAS BETA 1 
© Atenolol 
 
São seletivos para beta 1 não vai causar broncoconstrição. 
Independente do receptor, se é antagonista adrenérgico, 
em qualquer receptor vai ter hipotensão. 
ANTAGONISTA ALFA 1 E BETA 1 E 2 
Terceira geração de beta bloqueadores. 
Os beta bloqueadores tem um problema muito grande 
além da falta de ar, que é problema sexual masculino 
(impotência ou ejaculação retardada). 
Lembrando, ereção é parassimpático e ejaculação é 
simpático e pode ter ação cruzada. 
Ou seja, se eu bloquear receptor adrenérgico é muito 
comum o paciente apresentar problemas sexuais de 
ejaculação retardada ou de impotência. 
Essa terceira geração age também em receptor do tipo 
ALFA 1 – o receptor do tipo alfa 1 se eu agonizar vai causar 
vasoconstrição e tomar um medicamento que bloqueia 
esse receptor vai causar vasodilatação (favorecendo a 
ereção). 
Então, esses dois fármacos: carvedilol e nebivolol são muito 
mais caros do que os outros, agem em beta 1 e 2 – tenho 
que me preocupar se o paciente tem asma, pois se bloqueia 
beta 2 = falta de ar. 
Diminui a FC e renina = ótimo para controlar a p.a 
Vai afetar o numero de reações adversas. 
Se age bloqueando alfa 1 causa vasodilatação e a incidência 
comparada com os outros na impotência sexual é 
infinitamente menor e tem um fármaco que é o melhor 
fármaco para homens hipertensos com disfunção sexual 
que é o NEBIVOLOL: 
© Bloqueia os receptores beta 
© Bloqueia também receptor alfa > causa 
vasodilatação, mas também aumenta a síntese de 
oxido nítrico no vaso, e óxido nítrico (homens que 
fazem musculação tomam muito NO, ele é 
vasodilatador). Vasodilatador, significa que o 
paciente que tem impotência sexual vai melhorar 
muito a situação dele. 
 
 
 
 
O melhor fármaco para pacientes homens hipertensos e 
com impotência sexual é o NEBIVOLOL = antagonista de 
beta 1, beta 2 e alfa 1. 
Bianca Dosso 
 
 
1C – atenolol 
 
2D – hipertensão, vasoconstrição, taquicardia ou arritmia 
 
3A – antagonista beta 1 seletivo, sem ação na musculatura 
lisa pulmonar 
 
4C – tirosina > DOPA > dopamina > epinefrina > NE 
 
5A 
CASOS CLINICOS 
CASO CLINICO 1 
M.R.C estudante universitária, genero feminino, 19 anos, 
normoglicemica e normotensa, sem alteracoes de perfil 
hepatico ou renal, diagnosticada pelo cardiologista com 
ansiedade, refere o uso de propanolol 40 mg 2 x dia (beta 
bloqueador não seletivo) a 2 meses e sentir muita falta de 
ar. 
1. Faça o diagnostico do problema relacionado ao 
medicamento 
Substituir por atelol 
CASO CLÍNICO 2 
Na visita ao domicilio do Sr F.O.L 65 anos, genero 
masculino, portador de ulcera gástrica não remissiba e has 
não controlada, em uso cronico de lanzoprazol 40 mg x 1 
dia (antiulceroso) e captopril 25 mg x 2 dia o mesmo relata 
que quando compra os medicamentos em capsula colorida 
abre a mesma para que não cause dor no estomago e 
quando manipula pede para colocar em capsula 
transparente. O mesmo guarda seus medicamentos em 
porta comprimidos de plástico transparente. 
1. Faça o diagnostico do problema relacionado ao 
medicamento 
Ele abre o medicamento > problema de absorção. 
CASO CLINICO 3 
Paciente do gênero masculino, 45 anos, hipertenso, em uso 
de atelol 50 mg x dia I(beta bloqueador seletivo/acido 
labil), pa não controlada, triglicérides de 400 mg/dl, 
glicemia 100 mg/dl, relata na consulta impotência sexual e 
uso da medicação com suco de laranja após o café e 
almoço. 
1. Faça o diagnostico do problema relacionado ao 
medicamento 
Atenol é sensível ao pH ácido e ele esta utilizando com suco 
de laranja após o café e almoço. Lembrando que café e 
suco de laranja deixam o pH ácido. E depois do almoço a 
alimentação deixa o pH ácido, ou seja, o paciente se 
alimentou, liberou gastrina, suco ácido + café. 
Já que o estomago não esta absorvendo, a pa não esta 
controlando a impotência sexual é de outra origem. 
Necessidade de adicionar um novo fármaco para 
hipertensão (caso não tenha relação com o suco). 
Medicamento para impotência caso tenha relação com o 
suco, café, pois o medicamento atenolol nem esta 
absorvendo, assim não tem como dar essa reação adversa. 
Bianca Dosso 
 
CASO CLINICO 4 
Homem, 60 anos, hipertenso e com ic, dieta irregular, não 
diabético, usuário de prazosina 1mg/dia 
Paciente se encontra na UBS para curativos em uma ferida 
na canela, obtida por queda. 
O mesmo relata administrar a prazosina 1 hora antes de 
dormir com bolacha ou pela manha quando se esquece de 
tomar a noite 
1. Faça o diagnostico do PRM 
Prazosina que é um vasodilatador. 
Se fosse um anti-hipertensivo qualquer ele não teria um 
risco de hipotensão e queda. No caso desses que agem em 
alfa 1 o paciente tem que tomar antes de dormir. 
A queda ocorre porque ele tomou o medicamento uma 
hora antes de dormir, ai deu hipotensão em menos de 30 
min e ele pode ter queda. 
CASO CLÍNICO 5 
Paciente usava propranolol e relata impotência sexual > 
pode estar envolvido com o propranolol mas pode ter 
outras coisas envolvidas. 
O médico fez a troca por nebivolol > a troca tem 
justificativa pois o nebivolvol é um beta bloqueador de 
terceira geração, pega alfa 1 causando vasodilatação, 
causando menos impotência, e ainda o nebivolol aumenta a 
síntese de NO. 
SISTEMA NERVOSO AUTONOMO PARASSIMPÁTICO 
A mediação é feita pela acetilcolina. 
A acetilcolina pode agir em dois tipos de receptores: 
© Receptor nicotínico 
© Receptor muscarinico 
RECEPTORES MUSCARINICOS 
A diferença entre receptores muscarinicos e nicotínicos é 
que os receptores muscarinicos são divididos em: 
M1 – SNC e tecido gástrico 
M2 – cardíacos 
M3 – glandulares/musculo liso 
M4 - SNC 
M5 – SNC 
Outra diferença é que os receptores muscarinicos são 
metabotrópicos e os receptores nicotínicos são inotrópicos. 
Inotrópico: lembrar de ions, ou seja, a ação vai ser em 
canais iônicos. 
Metabotrópicos: lembrar de metabolismo, então quando o 
fármaco se liga nesses receptores vai ter uma alteração 
metabólica. 
Ex: receptor de acetilcolina muscarínico 
O neurônio pré ganglionar e pós ganglionar, o neurônio 
libera acetilcolina e vai agir em receptor muscarínico. 
O receptor muscarinico esta ligado a proteína G. 
Como funciona a ação da proteína G quando o fármaco está 
ligado a proteína G? 
Por exemplo em uma ação em um canal iônico (clonazepam 
por exemplo, age diretamente no canal iônico). 
Os metabotrópicos se ligam em um receptor, mas a 
resposta é dada pela ação da proteína G. A proteína G é 
quem desencadeia a ação de segundo mensageiro. 
Receptor metabotrópico esta ligado a proteína G e a ação 
vem da ação do segundo mensageiro. 
A ação dos segundos mensageiros pode ser abrir ou fechar 
um canal iônico. 
Então, o fato do fármaco se ligar a um receptor 
metabotrópiconão significa que não vai ter ação nenhuma 
em canal iônico. Não vai ter ação direta ligada a um 
receptor iônico, mas pode desencadear uma resposta a 
partir da proteína G, a partir de segundos mensageiros e 
abrir ou fechar canais. 
Ex: ação da acetilcolina em uma célula parietal estomacal 
Lá na célula parietal estomacal a acetilcolina se liga em um 
receptor M1 (tem no TGI), a partir dessa ligação tenho 
ativação do segundo mensageiro, aumenta cálcio 
intracelular e aumenta a secreção de HCL. 
Metabotrópicos estão ligados a proteína G que ativa 
segundos mensageiros e que pode desencadear uma 
resposta ligada a ions ou canais iônicos, a única diferença 
dos inotrópicos é que não age diretamente em canais 
iônicos. 
RECEPTORES NICOTINICOS 
Bianca Dosso 
 
Os receptores 
nicotínicos são 
receptores 
ionotrópicos, 
ou seja, 
quando a 
acetilcolina se 
liga em um 
receptor 
nicotínico (Nn) 
o receptor 
nicotínico é um receptor inotrópico, com 5 subunidades, 
um pentâmero. 
Quando a acetilcolina se liga temos entrada de sódio e 
saída de potássio = despolarização. 
A diferença entre os dois é que os receptores nicotínicos 
não são ligados a proteína G, a acetilcolina se liga ai entra 
sódio e sai potássio (despolariza ai temos uma resposta). 
Quando é ligado a proteína G, vai ativar proteína G > ativar 
segundos mensageiros > depois vai ter uma resposta. 
Obs: isso não tem relação com ação rápida e demorada e 
potência, são só tipos de ações. 
 ANATOMIA FUNCIONAL DO SNA 
A transmissão pre sináptica é sempre enviada pela 
acetilcolina, ai a pós sináptica no caso da transmissão do 
SNS é mediada pela norepinefrina e no caso do 
parassimpático é mediado pela acetilcolina. 
 
 Simpático todas as ações eram adrenérgicas ou 
bloqueadoras adrenérgicas. 
No parassimpático a ação vai ser colinérgica ou 
anticolinérgica. 
Uma outra coisa importante é saber que a acetilcolina ela 
pode se ligar direto em vasos sanguíneos, glândula, medula 
da suprarrenal e glândula salivar (neurônio pre e pos) ou a 
terminação p[ode se ligar direto = junção neuromuscular. 
 
Tem fármaco que vai agir nos terminais e tem fármaco que 
vai agir na junção neuromuscular. 
RESPOSTA FUNCIONAL EM RECEPTORES 
MUSCARÍNICOS 
Nesses locais tenho efeito adrenérgico simpático, os 
receptores. 
Tenho também efeitoparassimpático e o tipo de receptor. 
No coração vimos que a NE aumenta a frequência, a forca, 
automatismo e força no musculo ventricular. 
O SN parassimpático faz ao contrário, mas nem sempre, no 
musculo salivar a ciliar podemos ter ações iguais no 
simpático e parassimpático. 
Quando a acetilcolina se liga em receptores muscarinicos 
temos efeitos contrários adrergicos como diminuição de 
frequência, forca, velocidade de contração, pois a 
adrenalina esta envolvida na fuga e a acetilcolina no 
repouso. 
 
Nas arteríolas o SNS vai causar constrição e o SNP não tem 
nenhum efeito. 
Não é em todos os locais que temos efeito da acetilcolina e 
NE. 
Em outros locais como tecido erétil podemos ter 
vasoconstrição por adrenalina e vasodilatação por 
acetilcolina. 
Glândula salivar: constrição pela NE e dilatação pela 
acetilcolina. 
Bianca Dosso 
 
Brônquios: broncodilatação quando agonizávamos receptor 
adrenérgico, ai broncoconstrição quando agonizamos 
receptor colinérgico. 
Glândula: simpático diminui efeito e parassimpático 
aumenta secreção. 
TGI – vamos entender porque quando tomamos relaxante 
muscular temos prisão de ventre. No TGI pensando em 
enficter e musculatura lisa a acetilcolina se liga em receptor 
muscarinico e provoca aumento da motilidade e diatação 
do esfíncter anal, ou seja, melhora o transito intestinal. 
Na bexiga, a ação da acetilcolina em receptor muscarinico é 
provocar contração e relaxamento do esfíncter, 
favorecendo a decatação e micção, por isso que quando a 
pessoa fica ansiosa da prisão de ventre. 
Glândula salivar a acetilcolina se liga em receptor M3 e 
provoca secreção, por isso quando o paciente toma 
relaxante muscular acorda com a boca seca. 
 
Paciente que antagoniza receptor M1 vai ter problema de 
cognição. 
M2 no coração diminui a força de contração, ao 
antagonizar melhora. 
M3 em glândulas está envolvido com secreção, ao bloquear 
diminui a secreção. No musculo liso a acetilcolina provoca 
contração, se eu bloquear vai causar relaxamento. 
ACETILCOLINA 
No caso do sistema nervoso parassimpático vou ter 
fármacos agonistas colinérgicos ou parasimpatomiméticos 
e ai precisa ver se o receptor vai ser muscarinico ou 
nicotínico e também vou ter fármacos que são antagonistas 
colinérgicos ou parasimpatolíticos. 
Sistema nervoso autônomo parassimpático posso ter uma 
droga que AGONIZA acetilcolina, isso vai depender do local, 
pode ser na junção neuromuscular, onde tem a transmissão 
na sinapse. 
Se for agonista da acetilcolina é um agonista COLINÉRGICO. 
Nomenclaturas mais utilizadas: 
© Fármaco colinérgico 
© Fármaco anticolinérgico 
A acetilcolina que foi produzida e esta na fenda ganglionar 
ou na junção neuromuscular no órgão eferente, essa 
acetilcolina que vai sendo produzida, o excesso dela precisa 
ser DEGRADADO. Então a acetilcolina que esta na fenda 
proxima ao órgão efetor ou na junção neuromuscular ela 
precisa ser degradada. 
A acetilcolina é degrada por uma enzima chamada 
COLINESTERASE. 
Vimos que na musculatura lisa e esquelética, a acetilcolina 
provoca TONUS. 
Um paciente que por exemplo precisa voltar da cirurgia ele 
precisa aumentar a quantidade de acetilcolina para voltar o 
tônus > pois ele tomou bloqueador neuromuscular que 
acabou com a ação da acetilcolina. 
A colinesterase degrada acetilcolina. E se eu fizer um 
fármaco que bloqueia a colinesterase porque o paciente 
não tem tônus muscular? Ai nesse caso tem outra 
terminologia que são os fármacos anticolinesterase. 
Pensando na farmacologia do parassimpáticos, os fármacos 
podem ser: 
© Agonistas colinérgicos 
© Muscarínicos ou nicotínicos 
© Parassimpatomiméticos, que é um sinônimo de 
muscarinico ou nicotínico 
© Fármaco pode bloquear a ação da acetilcolina 
(sempre em relação a acetilcolina) – antagonistas 
colinérgicos parassimpatolíticos ou anticolinérgico 
 
 
 
DEGRADAÇÃO DE ACETILCOLINA LEMBRAR DA 
COLINESTERASE, mas nem sempre eu quero degradação de 
acetilcolina. Se eu utilizei um antagonista muito forte por 
exemplo, eu preciso que depois dessa dose o tônus 
muscular volte (ex: pós cirúrgico), ai eu uso um outro tipo 
de fármaco = fármaco anticolinesterase, fármaco que 
bloqueia a colinestarse e não deixa a acetilcolina se 
degradar. 
AGONISTAS MUSCARÍNICOS 
Tenho 3 fármacos utilizados em clínica. 
AGONIZOU ACETILCOLINA = TONUS!! 
ANTAGONIZOU = PERDEU O TONUS 
Bianca Dosso 
 
© Betanecol – a acetilcolina no receptor muscarinico 
provoca tônus na musculatura lisa. O paciente que 
tem hipotonia de bexiga perdeu o tônus da bexiga. 
Esse paciente toma betanecol que agoniza os 
receptores muscarincos, agoniza a ação da 
acetilcolina em receptores muscarinico ai volta o 
tônus da bexiga. Bexiga sem tônus o paciente não 
consegue urinar, por mais se relaxa o esfíncter, se 
a bexiga não relaxar ele não urina. 
© Pilocarpina – ela inibe a atividade da acetilcolina 
em receptores muscarinico na retina e é utilizada 
para glaucoma para diminuir a pressão intraocular. 
© Cevimelina – utilizada em uma síndrome de 
Sjogren (muito comum) onde o paciente para de 
produzir saliva e lagrima, ai ele precisa tomar um 
medicamento que agoniza receptor muscarinico la 
nas glândulas e aumenta a secreção de saliva e 
lagrima. 
ANTAGONISTAS MUSCARÍNICOS 
Para que que ele vai servir? Lá na musculatura lisa a 
acetilcolina provoca tônus, se eu tiver um musculo liso com 
muito tônus eu posso BLOQUEAR a ação da acetilcolina lá. 
 
 
Esses têm de uso rotineiro. 
© Atropina (atroveran) – temos receptor M3 na 
musculatura lisa. Quando a acetilcolina age temos 
contração, cólica. Se bloquearmos o M3 temos 
efeitos anti espasmódicos (não deixa ter cólica, acólica é um espasmo). Só tem ação na musculatura 
lisa. Obs: não é seletivo para receptor M2, se você 
usa muito atroveran vai ter efeito cardíaco, em 
glândula, gástrico. Atropina é um antagonista 
muscarinico não seletivo. Se é não seletivo vai ter 
ação na musculatira lisa provocando efeito 
antiespasmódico que é a indicação, só que 
também vai diminuir a producao de saliva, 
diminuir o tônus da bexiga (retenção urinária), vai 
diminuir o tônus do intestino (prisão de ventre) e 
ainda vai ter ação no coração provocando 
taquicardia. 
© Precursor do buscopan = escopolamina – a 
escopolamina tinha tropismo por receptor do tipo 
M1, tinha ação no SNC e provocava sedação. O 
paciente tomava como relaxante muscular, mas 
tinha que dormir. A indústria conseguiu alterar e 
fazer um sal de escopolamina, que é o buscopan e 
não age em receptor do tipo M1 no SNC mas age 
como um todo, só não age em SNC (a solubilidade 
foi alterada ai ele não atravessa a barreira). É 
utilizado apenas como anti espasmódico, não age 
em musculatura esquelética. Só age em 
musculatura lisa (cólica renal, menstrual, 
intestinal). O buscopan não age nem em M1 nem 
M4, ai pode tomar que você não ficará lesada. 
Quando tomamos um relaxante muscular ficamos 
tonto é pq ele age em JNM ou no SNC, o buscopan 
não age nisso e não da esses efeitos colaterais. Ele 
não age em M1 e m4, mas age nos outros 
receptores: se eu bloquear M3, que age na 
glândula salivar vou ter diminuição da produção de 
saliva, por isso uma reação adversa do buscopan é 
a xerostomia. O homem que toma buscopan pode 
ter impotência sexual pois bloqueara m3 no tecido 
erétil (constrição). No TGI tem receptor do tipo 
M3, se eu faço abuso de buscopan diminuo a 
motilidade ai o paciente tem prisão de ventre. 
Mulher que tem mt cólica e toma mt 
antiespasmódico e tem mt prisão de ventre pode 
estar associado ao medicamento. Ainda, la na 
bexiga, o receptor do tipo m3 na bexiga provoca 
contração da musculatura e relaxamento do 
esfíncter, o que favorece a liberação de urina 
(esvaziamento da bexiga). Se eu bloqueio receptor 
do tipo M3 provoco retenção urinaria. Resumindo, 
3 reações adversas que são clássicas de qualquer 
antiespasmódico: xerostomia, prisão de ventre e 
retenção urinária. 
© Tiotrópio (atrovent) – causa broncodilatação. Um 
antagonista muscarinico diminui a atividade de 
glândulas, teoricamente a mucosa ciliar era para 
ser diminuída, mas não diminui > tiotrópio é 
utilizado para o paciente que esta com crise de 
falta de ar via nebulização, provoca 
broncodilatação. Só que a acetilcolina no coração 
ela diminui a frequência e a força, se eu utilizar um 
fármaco que é antagonista vai causar aumento de 
FC e força. Se utilizado em muitas gotas, 
quantidade alta, ele é um antagonista de 
acetilcolina para causar bronco dilatação, só que 
vai causar taquicardia > por isso se usa em doses 
baixas. 
No tecido brônquico M3 causa broncoconstrição. 
No tecido gástrico o estimulo para a produção de secreções 
é devido ao acumulo de acetilcolina do tipo M1. Se você 
agoniza acetilcolina em receptor do tipo M1 você aumenta 
secreções do TGI, principalmente do estomago. 
Você antagonizar receptores do tipo M1 no tecido gástrico 
você terá diminuição da secreção. 
Tônus na musculatura lisa provoca cólica!!! 
Bianca Dosso 
 
O M3 = musculatura lisa e glândulas, se eu agonizar vou 
aumentar a produção de saliva, lágrima. No musculo liso se 
eu AGONIZAR acetilcolina vou causar espasmos. Se eu 
antagonizar = antiespasmódico. 
RECEPTORES NICITÍNICOS 
Existe uma diferença entre os receptores nicotínicos e 
muscarinico. 
Os receptores do tipo muscarinico é um receptor do tipo 
metabotrópico. Ex: tenho um órgão alvo e um neurônio 
pós-ganglionar liberando acetilcolina que vai agir em um 
receptor do tipo muscarinico. No neurônio pré ganglionar 
ele libera acetilcolina e age em receptor nicotínico e o pós 
ganglionar libera acetilcolina e age em receptor do tipo 
muscarinico > o único que libera direto em receptor 
nicotínico é em junção NM. 
Quando a acetilcolina é liberada no órgão efetor e age em 
receptor muscarinico: o receptor muscarinico é do tipo 
metabotropico, ou seja, uma vez que a acetilcolina age no 
receptor muscarinico a resposta do receptor é alterar 
metabolismo. 
Posso ter dois tipos de resposta: ou o fármaco se liga em 
receptor do tipo metabotrópico e altera o metabolismo da 
célula ou tenho um receptor que é canal iônico, ai o 
fármaco se liga e o canal iônico abre ou fecha (entrada ou 
saída de ions) – canais ionotropicos. 
O receptor muscarinico é um receptor do tipo 
metabotrópico porque é um receptor ligado a proteína G. 
Receptores ligados a proteína G quando o fármaco ou 
acetilcolina se liga nesse receptor a proteína G é ativada e 
ela manda um sinal para o segundo mensageiro. 
Uma vez que a proteína G ativa segundos mensageiros a 
resposta vai ser de acordo com a ativação de segundos 
mensageiros. 
É um receptor acoplado a proteína G. Desde que seja um 
fármaco agonista vai se ligar ao receptor e ativa a proteína 
G; a proteína G ativada vai ativar o segundo mensageiro. 
Segundos mensageiros podem acontecer uma série de 
alterações metabólicas dentro da célula. Ex: acetilcolina 
ligada a receptor do tipo M1 ligado a proteína G na célula 
parietal do estomago aumenta alguns segundos 
mensageiros que faz com que os níveis de cálcio 
intracelular aumentem e aumenta a liberação de HCL. 
O receptor muscarinico esta acoplado a proteína G. Quando 
o fármaco ou a acetilcolina se liga a proteína G é ativada. 
O receptor nicotínico é um receptor ionotrópico. Quando a 
acetilcolina se liga nesse receptor, ou quando um fármaco 
agonista da acetilcolina se liga nesse receptor tenho 
abertura do canal de sódio e efluxo de potássio, ou seja, 
DESPOLARIZAÇÃO. Isso não acontece nos receptores 
muscarinico. Os receptores muscarinico ele esta acoplado a 
uma proteína chamada de proteína G. 
 
A acetilcolina tem ação muscular, na musculatura 
esquelética ela tem ação espasmódica = contração = cólica. 
Provoca aumento da motilidade (síndrome do intestino 
irritado, qualquer coisa tem vontade de evacuar). 
Ação de receptor nicotínico é pensando na ação muscular. 
A acetilcolina em tecido muscular esquelético causa 
contração. Então não adianta tomar relaxante muscular 
para cólica que é musculatura lisa e o relaxante muscular só 
age na musculatura esquelética. 
AGONISTAS MUSCARINICOS 
Só tenho praticamente um fármaco que é utilizado para 
agonizar a nicotina e o paciente que esta fazendo 
tratamento para tabagismo ele pode utilizar um fármaco 
que agoniza receptor nicotínico só para diminuir as crises. 
Ou ele pode usar chiclete/adesivo de nicotina para diminuir 
a necessidade de nicotina nos receptores nicotínicos. Ai vai 
diminuindo até sensibilizar os receptores nicotínicos. 
O foco agora não é o agonismo da acetilcolina e sim o 
antagonismo de acetilcolina em receptores nicotínicos. 
ANTAGONISTAS MUSCARINICOS 
A acetilcolina em receptores nicotínicos na musculatura 
esquelética ela provoca contração muscular. 
Se utilizarmos um antagonista vai ter relaxamento 
muscular. 
Temos graus de relaxamento muscular: podemos agir 
direto na JNM ou não. 
Bianca Dosso 
 
Se eu não agir direto na JNM, temos relaxantes muscular de 
uso clinico. 
O principal uso dos antagonistas nicotínicos. 
Podemos usar desde relaxantes leves até complemento de 
cirurgia. 
Pensando nos de clinica usado por via oral, na sequencia de 
potencia temos: 
© Orfenadrina (tem no dorflex, é bem fraco), a 
vantagem é que não é tóxico 
© Carisoprodol (é de venda livre), relaxante muscular 
que da um sono. Mas tem uma desvantagem em 
relação aos outros por se depositar nos rins. se o 
paciente vicia no carisoprodol ele vai se 
depositando nos rins, deposição de cristal de 
medicamento = cálculo renal 
© Ciclobenzaprina – o medicamento de referência é 
o miozan. Máximo duas vezes ao dia, é um 
relaxamento muscular bem forte, da sono. 
Todos esses relaxantesmusculares podem causar reações 
adversas: xerostomia, retenção urinária, prisão de ventre, 
tontura (não é efeito sedativo). 
Temos fármacos que agem direto na JNM 
Antagonistas nicotínicos antagonizam receptor nicotínico 
desde lá no neurônio pré ganglionar, na junção pre pos 
ganglionar como na junção NM. 
BLOQUEADORES DE JUNÇÃO NM 
São relaxantes musculares potentes. 
Relaxantes musculares potentes não tem para vender, é de 
uso parenteral. 
UTILIZADO COMO COMPLEMENTO NA CIRURGIA. 
Quando vamos fazer anestesia, sedação o paciente usa uma 
série de medicamentos: 
© Anestésico para dor 
© Hipnótico sedativo para o paciente perder a 
consciência 
© Relaxante muscular pois não podemos ter 
contrações durante a cirurgia. Lembrando que o 
sistema nervoso é autônomo, ou seja,, vai ter 
contração mesmo com o paciente desacordado. 
Para que não aconteça essa fasciculação o 
anestesiologista utiliza bloqueador neuromuscular 
como complemento na cirurgia. 
Os bloqueadores de JNM não é anestésico e não é para 
perder a consciência. 
É um relaxamento muscular profundo. 
Os antagonistas nicotínicos podem ser divididos em duas 
categorias: 
© ANTAGONISTAS NÃO DESPOLARIZANTES – um 
fármaco que provoca um relaxamento 
neuromuscular profundo é um fármaco que na 
JNM bloqueia receptores nicotínicos. Um fármaco 
antagonista nicotínico não despolarizante é aquele 
que bloqueia o receptor nicotinico e o fármaco 
não provoca nenhuma ação, não acontece 
nenhuma ativação do receptor, não tem potencial 
de ação, não tem nada, apenas bloqueou. A 
acetilcolina não consegue desenvolver ação pois o 
receptor esta ocupado pelo medicamento. 
© AGONITAS (DESPOLARIZANTES) – na musculatura 
esquelética quando a acetilcolina se liga em 
receptor nicotinico da musculatura esquelética 
você tem despolarização, logo você tem contração 
muscular. E essa contração muscular é continua, é 
o tônus muscular. O que esses fármacos fazem é 
provocar uma despolarização inicial, só que essa 
despolarização é prolongada (lembrando que 
onde tem despolarização a repolarização e 
hiperpolrização acontecem em milissegundos), 
isso acontece sem parar. O fármaco provoca uma 
despolarização de estimulo inicial e depois não 
deixa com que o receptor nicotinico seja 
despolarizado novamente, ai a célula e tecido 
relaxa. 
O despolarizante provoca uma despolarização inicial, 
uma contração inicial e ai a musculatura esquelética 
relaxa. Na cirurgia quando provocamos essa 
fasciculação inicial o paciente sente dor no pos 
operatório. Mas tem um sentido para usar esse 
medicamento. 
 
Essa contração, dependendo do grau da contração o 
paciente pode voltar da cirurgia com dor muscular. 
Bianca Dosso 
 
No outro caso: temos receptor nicotinico > fármaco se liga 
nesse receptor nicotinico e bloqueia > antagonismo > não 
provoca despolarização, não age em despolarização, é um 
antagonista clássico como os que vimos até agora. Como 
nesse caso não tem a despolarização inicial, o paciente vai 
tomando medicamento, relaxando a musculatura e fica 
tudo certo. 
FÁRMACOS ANTAGONISTAS NICOTINICOS NÃO 
DESPOLARIZANTES 
São divididos de acordo com: 
© Início de ação 
© Tempo de meia vida 
PANCURONIO – o inicio de ação dele é intermediário, tem 
fármaco que age mais rápido do que isso. Ele inicia o 
bloqueio de dois a três minutos e esse relaxamento 
muscular dura até duas horas, ou seja, uma cirurgia de 
grande porte onde você não tem uma necessidade de 
intubação rapida, não é emergência, pode-se usar o 
pancuronio. 
VECURONIO – tem o mesmo inicio de ação do pancuronio, 
de 2 a 3 minutos, só que o vecuronio dura de 30 a 40 
minutos. A utilidade do vecuronio é: se estou no final da 
cirurgia de duração de duas horas, percebo um tônus no 
paciente, para fim de cirurgia usa vecuronio. De 30 a 40 
minutos o relaxamento passa. 
A anestesia pode acabar e o paciente NÃO PODE estar com 
o bloqueio neuromuscular profundo. Depois da cirurgia 
precisa aferir sinais vitais (paciente pode hiperventilar, ter 
parada respiratória). 
ATRACÚRIO – o inicio é intermediário. Até agora nenhum 
deles serve para emergência, pois se um paciente chega na 
emergência e precisa de uma cirurgia de grande porte ele 
não pode esperar 3 minutos para fazer o bloqueio 
neuromuscular. Para fazer intubação preciso do bloqueio 
NM. Atracúrio tem 2 a 3 minutos para começar a ação, só 
que ele dura de 20 a 30 minutos. 
Eles tem tempo de duração variável e tem suas aplicações. 
Quando o paciente toma um bloqueador neuromuscular: 
© Visão dupla 
© Conforme o fármaco passa pela corrente 
sanguínea e vai sendo distribuído o bloqueio 
muscular é gradativo 
© Musculos da face ficam relaxados 
© Membros relexados 
Médico vai aferindo, quando os membros relaxam e ao 
mesmo tempo a faringe relaxa ai da para fazer a intubação 
sem causar problemas graves no p.o, pois o próximo a 
relaxar é o musculo respiratório, ou seja, se não tiver 
intubado = PARADA RESPIRATÓRIA. 
Quando relaxar a musculatura brônquica você já tem 
ventilação mecânica. 
Quando acaba a cirurgia a mesma coisa, tem que ir 
conferindo esses sinais; voltou a respiração desentuba, pois 
logo em seguida volta a faringe, membros, músculos da 
face e volta a visão. 
O paciente tem que acordar depois da cirurgia para ver se o 
bloqueio NM foi revertido. 
Depois da cirurgia o médico quer só uma ação rápida 
quando esta prestes a terminar a cirurgia e não um 
medicamento que pode durar de 1 a 2 horas se a cirurgia 
esta próxima do fim. 
Anestesiologista fica controlando dose e bloqueador NM 
especifico para cada tipo de cirurgia. 
BNM DESPOLARIZANTES 
O mais utilizado hoje em dia é o suxametonio. 
O suxametonio é um bloqueador nm despolarizante, ou 
seja, ele causa um bloqueio, uma despolarização inicial. A 
despolarização é mantida e depois da despolarização você 
tem bloqueio NM. 
Essa despolarização a depender da dose do paciente pode 
causar dor no p.o. 
Mas qual a vantagem de utilizar um medicamento que 
pode valsar dor no p.o? INICIO DE AÇÃO MUITO RÁPIDA. 
A utilização pratica de um bloqueador NM com ação 
ultrarrápida é em pacientes que chegam na emergência e 
tem que intubar muito rápido. 
Lembrando que temos uma enzima que degrada 
ACETILCOLINA, a COLINESTERASE: a colinesterase degrada 
acetilcolina e degrada também o suxametonio. 
Ou seja, ele tem inicio de ação ultrarrápido, porém ao 
administrar suxametonio a colinesterase já começa a 
degradar ele. 
Ou seja, o suxametonio só tem indicação em emergências 
cirúrgicas onde você tem que intubar muito rápido, pois ele 
vai induzir rapido, mas não vai ser ele quem vai segurar. 
Bianca Dosso 
 
Você da o suxametonio e da junto um antagonista não 
despolarizante (ex: pancuronio..) para manter a cirurgia por 
um tempo maior, pois como ele é degradado ele não 
segura a ação por muito tempo. 
O bloqueio NM provoca esse relaxamento e que pode 
comprometer a respiração, por isso o médico precisa 
conhecer esses bloqueadores e saber quanto tempo eles 
demoram. 
FÁRMACOS UTILIZADOS PARA REVERSÃO DO 
BLOQUEIO 
Teve bloqueio na junção NM > caso seja necessário depois 
da cirurgia talvez seja necessário fazer reversão do 
bloqueio. 
Bloqueador NM diminui a ação da acetilcolina, provocando 
relaxamento muscular profundo. Isso oferece riscos, pois se 
acabou a cirurgia e ainda tem ação do bloqueador NM é 
preciso fazer uma reversão do bloqueio NM. 
A reversão do bloqueio NM é uma reversão para aumentar 
a ação da acetilcolina. 
Na musculatura esquelética onde há bloqueio do receptor 
nicotinico causou relaxamento muscular, depois da cirurgia 
preciso voltar no tônus muscular se não tem parada 
respiratória. 
A reversão do bloqueio é utilizada para aumentar a ação e 
os níveis de acetilcolina (que estavam baixos pelo bloqueio) 
porque eu preciso voltar o tônus muscular, não pode deixar 
o paciente com relaxamento muscular profundo. 
Ai entra os anticolinesterásicos. 
Até agora todos os fármacos que vimos iam contra a 
acetilcolina, os antagonistassão ANTICOLINÉRGICOS. 
Os anticolinesterase não vão agir direto na acetilcolina e 
nem em receptor: anticolinesterásicos vai agir na enzima 
colinesterase que é uma enzima responsável por diminuir 
os níveis de acetilcolina, degrada os níveis de acetilcolina na 
fenda. 
Se eu fiz um bloqueio NM e diminui muito a atividade da 
acetilcolina, voltou a cirurgia e tirou o bloqueador nm eu 
tenho que aumentar os níveis de acetilcolina. 
Pois mesmo retirando o bloqueio, os níveis de acetilcolina 
não são suficientes. 
Ai usamos um anticolinesterásico para reverter o bloqueio, 
feito com um fármaco chamado neostigmina. A 
neostigmina é um antagonista enzimático utilizado para 
fazer reversão do bloqueio. 
Saber a diferença de anticolinesterase e anticolinérgico e 
qual situação uso um ou outro. 
Quando eu faço o uso da neostigmina posso ter um excesso 
de atividade colinérgica: 
© No inicio vai aumentando o nível de acetilcolina e 
vai aumentando o nível de tônus muscular 
© Pode ser que aumente muito o nível de 
acetilcolina e ele vai ter contração muscular 
Se o efeito parasimpatomimético é muito alto (depois do 
uso da neostigmina) posso por exemplo ter acetilcolina 
atuando em receptor muscarinico e vai ter problema. Para 
diminuir a ação excessiva pode ser utilizado um fármaco 
anticolinérgico que vai degradar a acetilcolina, como por ex 
a atropina. 
ASMA, RINITE E TOSSE 
ASMA 
É uma doença inflamatória crônica das vias áreas, aonde há 
uma limitação do fluxo aéreo em resposta a estímulos 
irritantes que são fracos demais para afetar os não 
asmáticos. Essa limitação pode ser reversível 
espontaneamente ou com tratamento. Manifesta-se mais 
comumente por dispneia (falta de ar), tosse e sibilância 
(chiado). 
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e testes 
funcionais. 
MEDICAMENTOS USADOS PARA TRATAR ASMA 
CROMONAS: a resposta de hipersensibilidade da asma é 
mediada pela histamina. A histamina é liberada em um 
monte de lugar, mas pensando na alergia igE que estimula 
o mastócito a secretar histamina. A histamina causa todos 
os problemas relacionados com a asma: broncoconstrição, 
coriza... O cromogligato é um medicamento usado por 
crianças que tem asma persistente pois a asma acaba 
caindo em coirticoide e o uso crônico de corticoides pode 
causar imunossupressão e uma série de problemas. Para a 
criança esse é um medicamento para não aumentar a dose 
de corticoide, tem que tentar outras alternativas para não 
aumentar a dose de corticoide. Uma criança para não 
aumentar a dose de corticoide, um medicamento muito 
bem tolerado é o cromogligato. O cromoglicato vai la nos 
mastócitos e bloqueia o canal de cloro (cromoglicato age 
pelo bloqueio dos canais de cloro dos mastócitos), se ele 
bloquear o canal de cloro não vai der desgranulação dos 
Bianca Dosso 
 
mastócitos e nem liberação de histamina. Cromogligato 
bloqueia canal de cloro em mastócito e inibe a ação da 
histamina. Utilizado em crianças pois ele tem um perfil de 
tolerabilidade, numero de reações adversas muito baixa. 
Esse medicamento é utilizado para não aumentar a dose do 
corticoide. 
XANTINAS: temos dois exemplos, a teofilina e aminofilina, 
as duas agem diretamente na musculatura lisa pulmonar. 
Na musculatura lisa pulmonar a contração é dependente de 
influxo de cálcio. Se eu bloquear os canais de cálcio não 
entra cálcio e a musculatura brônquica não contrai. O 
mecanismo de ação das xantinas é o bloqueio dos canais de 
cálcio na musculatura lisa brônquica e tem como efeito a 
broncodilatação. Além disso, ele provoca inibição de 
histamina e leucotrieno lá no mastócito (histamina é uma 
amina biogênica e leucotrieno é um eicosanoide pró 
inflamatório). 
A histamina está envolvida com inflamação, vasodilatação, 
envolvida com congestão nasal. 
E leucotrino é um eicosanoide pró inflamatório. 
As xantinas tem índice terapêutico muito baixo, ai tenho 
problemas. A aminofilina e a teofilina temos na forma de 
xarope = é muito comum você dar uma dose para a criança 
e a mãe não ver melhora. 
As xantinas hoje são pouco utilizadas devido ao índice 
terapêutico baixo, numero de reações adversas muito alto. 
Utilizado em hospital para não usar broncodilatador nem 
corticoide. 
Xantinas e cromonas são alternativas para pacientes 
específicos para não aumentar a dose de corticoide. 
ANTAGONISTAS DE LEUCOTRIENOS: os leucotrienos são 
eicosanoides pró inflamatórios que causam constrição 
potente de musculatura lisa brônquica. O antagonista de 
leucotrieno vai relaxar a musculatura brônquica. O paciente 
que estiver com crise de falta de ar vai utilizar leucotrieno. 
O leucotrieno esta relacionado com quimiotaxia, que é 
quando tenho recrutamento de polimorfonuclear = 
quimiotaxia é o recrutamento de neutrófilos (é um tipo de 
leucócito envolvido em combate agressores, 
principalmente bacterianos), ou seja, o paciente que fizer 
abuso de antagonista de leucotrieno ele terá diminuição da 
quimiotaxia e uma facilidade maior de pegar infecção 
bacteriana por exemplo. 
Os leucotrienos são indicados apenas quando o paciente 
tem asma persistente e em períodos de tempos só para não 
aumentar a dose de corticoide. Ou para o paciente que 
precisa fazer exercício físico (lembrando que quem tem 
asma não pode parar de fazer exercício físico). 
Uso crônico de antagonista de leucotrieno vai causar 
doença bacteriana por diminuir a resposta. 
TRATAMENTO PRECONIZADO DA ASMA 
A asma é dividida em 4 estágios. A evolução da asma. 
No estágio 1 temos um tratamento de resgate. É para os 
pacientes que tem crises esporádicas. A crise não é diária e 
não é semanal, não te, frequência e não acontece mais de 
uma vez por dia. O paciente que tem asma no estágio 1 não 
tem crises frequentes e que acontecem mais de uma vez 
por dia. ele precisa apenas de uma medicação de resgate. 
Inclusive tem gente que chama a fase 1 de fase de resgate. 
Esse paciente que tem asma vai ter uma 
hiperresponsibilidade em momentos específicos e isolados. 
Quando ele tiver ataque de asma ele vai utilizar um beta-2 
agonista (causa broncodilatação, por isso quando uso 
propranolol que bloqueia esse receptor eu tenho falta de 
ar) de ação curta ou longa, vai depender da característica 
da crise. A acetilcolina causa broncoconstrição, se eu 
bloquear a ação da acetilcolina do tipo muscarinico causo 
broncodilatação. 
 
Fenoteron e ipratrópio é berotec e atrovent = dois 
broncodilatadores. 
No estagio 2 esse paciente começa a ter crises mais 
frequentes, ele pode utilizar medicação de resgate de ação 
curta e corticoide junto. A asma é uma reação de 
hipersensibilidade e provoca inflamação no brônquio. Logo, 
esse paciente que já tem mais de uma crise esporátdica, 
semanal, ele já começa a tomar corticoide inalatório em 
dose baixa. 
No estagio 3 o paciente já usa beta 2 agonista de longa 
duração se a crise é mais de uma vez por dia, ele vai ter que 
usar de ação curta: já usa medicação de resgate e utiliza o 
corticoide em concentração baixa + medicamento de ação 
longa que pode causar problema cardíaco. Uma opção para 
o estagio 3 é utilizar medicação de ação longa, já que esse 
paciente tem mais de uma crise por dia + corticoide em 
dose baixa. (na fase 3 o corticoide é uma alternativa) 
Paciente que evolui para o estagio 4 só o pneumologista 
pode tratar. Pois esse paciente agora precisa de corticoide 
de dose média ou alta e antagonista de longa duração. Ele 
Bianca Dosso 
 
precisa dos dois e ele pode desenvolver algum problema 
cardíaco e imunossupressão. (na fase 4 o paciente tem que 
tomar corticoide). 
RINITE 
Assim como a asma é uma reação alérgica. 
Requer higiene ambiental. 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
Descongestionante (fenilefrina por ex); anti-histamínico e 
corticoide. 
A única coisa que melhora totalmente as crises de rinite são 
as injeções de corticoide (dexametasona). 
Os anti-histamínicos são divididos em gerações, uns dao 
sono e outros não, essa é a diferença básica deles. 
Os anti-histaminicos de primeirageração atravessam o SNC 
e os de segunda geração não chegam ate o SNC (para o 
medicamento chegar ate o SNC o medicamento tem que 
ter uma alta solubilidade) e tenho receptor de histamina 
em vários lugares. A histamina produzida dentro de células 
liberadas age em vários lugares, inclusive age no SNC 
causando sedação, age no estomago na produção de HCL. 
Temos vários tipos de receptores de histamina, vamos 
estudar dois tipos: 
© Receptor do tipo H1 – os anti histaminicos 
utilizados para rinite são anti histaminicos que 
agem em receptor do tipo H1 
© Receptor do tipo H2 – existe no estomago 
(bloqueio o receptor do tipo H2 no estomago para 
diminui a produção de HCL, ou seja, uso para 
gastrite e ulcera) = antiulceroso 
Receptor do tipo H1 não tem no estomago, então não 
adianta tomar loratadina pensando que vai passar a acidez 
gástrica que não vai agir. 
Receptor do tipo H1 tem no SNC e em mastócito. Assim 
você não vai liberar histamina e vai bloquear a ação dela 
em alguns locais. Anti histamínico H1 = antialérgico 
O receptor H1 tem de primeira e segunda geração. Os de 
primeira geração conseguem atravessar a barreira 
hematoencefálica e os de segunda geração não conseguem 
atravessar a barreira. 
Na barreira hematoencefálica para uma substancia passar 
do sangue para o cérebro ela não pode funcionar como 
uma bomba de efluxo de uma glicoproteína chamada 
glicoproteína-p. Essa glicoproteína-p é o que controla o que 
vai passar do sangue para o SNC. Quem controla a 
passagem de substancias no sangue para SNC é a 
glicoproteína-p. 
Tem anti histamínico que interage com a glicoproteína-p e 
tem outros que não interagem. 
O anti histamínico que não interage com a glicoproteína p 
atravessa com a barreira hematoencefálica. 
O antihistaminico H1 que interage com a glicoporoteina p: 
a glicoproteína-p ela funciona como uma bomba de efluxo 
(ela manda de volta para o sangue e não atravessa a 
barreira hematoencefálica). 
Quem controla se um anti histamínico chega no SNC ou não 
é uma glicoproteína chamada de glicoproteína P. 
Se o fármaco funciona como substrato para a glicoproteína 
p ela funciona como uma bomba de efluxo e volta ele para 
o sangue. 
Se o fármaco não funciona como substrato da glicoproteína 
p o fármaco atravessa a barreira hematoencefálica. 
OS FÁRMACOS DE PRIMEIRA GERAÇÃO NÃO FUNCIONAM 
COMO SUBSTRATO / NÃO INTERAGEM COM A 
GLICOPROTEINA-P > chega no snc e causam sedação. 
OS FÁRMACOS DE SEGUNDA GERAÇÃO SÃO SUBSTRATOS 
DA GLICOPROTEINA P > não chegam no snc e não causam 
sedação. 
Histamina no snc = sedação. 
Ex dos fármacos de primeira geração: antigripais, a maioria 
tem anti histamínico de primeira geração. Clorferinamina, 
dimedrimintao (dramin), dexclorfeniramina. 
Os de segunda geração temos: loratadina, desloratadina, 
alegra (fexofenadina) e cetinizinia. 
*o interessante não é saber nome de fármaco e sim que os 
anti histaminicos utilizados para rinite agem em receptores 
histaminicos do tipo H1, e podem agir em receptor H1 em 
snc ou não, quem determina se vai agir ou não é a 
glicoproteína P. 
Além disso para rinite podemos usar agonista alfa1 = 
efedrina. 
TOSSE 
A única coisa que funciona é anti tossígeno. 
Podemos ter duas situações, mas não tem para tosse um 
medicamento geral. 
Bianca Dosso 
 
Os xaropes para tosse ou ele é mucolitico expectorante 
(diminui a viscosidade do escarro e facilita a eliminação) ou 
ele é irritante (se aumenta a vontade tossir) ou anti 
tossigeno. 
O anti tossigeno funciona, mas se o paciente estiver com 
infecção bacteriana que por acaso não deu febre, você 
parou de induzir a tosse. 
 
Ex: ambroxol, acetilcisteina e carbocisteina = todos eles 
diminuem a viscosidade do muco e facilitam a eliminação. 
Se o muco estiver com menos viscosidade (menos grudado) 
ele é eliminado com mais facilidade > ação do fármaco. 
Tem outro medicamento que é a bromexina = é irritativa, 
ela irrita a mucosa ai você tem estímulos do nervo vago 
para tossir. 
Os medicamentos expectorantes fluidificam o muco e 
irritam a mucosa, faz com que o paciente consiga expelir. 
A nebulização com acetilcisteina também é bom para 
eliminar muco. 
Pensando na tosse seca, por via aferente temos receptores 
que vão reconhecer o agente agressor e isso vai para o SNC, 
la no hipotálamo, onde está o centro da tosse e esse 
estimulo volta para a traqueia como um estimulo para 
fechar a laringe e você tosse. 
 
Cloperastina age no hipotálamo bloqueando o estimulo 
aferente e ai não volta o estimulo eferente para que a 
válvula da laringe se feche provocando a tosse. 
O outro antitussígeno que é menos perigoso é a 
dropopizina, ela age nos receptores periféricos broncquicos 
para que não haja ação no hipotálamo. 
 
Bianca Dosso 
 
ANTIARRITMICOS E ANTIANGINOSOS 
O uso pode ser hospitalar ou não. 
Antianginosos e antiarrítmicos são fármacos utilizados para 
arritmia e angina e eles também podem causar arritmia e 
angina. 
Angina significa quando o paciente tem uma sensação de 
pressão/dor no peito que ocorre quando o musculo 
cardíaco não esta recebendo O2 suficiente. Esse paciente 
sente desconforto, então não é um problema que se trata 
só em hospital, o paciente pode fazer tratamento crônico. 
Quando o paciente tem essa crise é porque ele fez um 
esforço e essa angina é geralmente aliviada quando o 
individuo fica em repouso. 
Arritmia é ausência de ritmo e pode causar desconforto. Ela 
pode ser benigna - quando falamos que ela só causa 
desconforto, ou maligna – quando ela pode causar morte 
súbita. A ausência de ritmo pode fazer com que o coração 
não consiga bombear sangue suficiente para suprir as 
necessidades do corpo, isso pode causar iam. A arritmia 
mais comum é a fibrilação atrial, mas existem outros tipos. 
Na maioria das vezes causam problemas com batimentos 
cardíacos. 
Margem terapêutica muito estreita. 
ANTIARRITMICOS 
Todos os antiarrítmicos, assim como os antianginosos tem 
que monitorar a concentração plasmática porque os 
medicamentos não tem uma margem terapêutica baixa e 
pode contar com outro problema de batimentos além do 
que o que a pessoa já tinha 
Atuam bloqueando canais iônicos e não pode bloquear 
mais do que deveria. 
Para tratar disritmia precisa encontrar uma concentração 
ideal que regularize o batimento. Do contrario pode induzir 
taquicardia ou bradicardia. 
São divididos em classes, baseado no tempo de ação e 
baseado no tempo de meia vida. 
 
AMIODARONA 
© Antiarrítmico 
© Bloqueio de canais de potássio = não deixou com 
que a célula fosse despolarizada, já que não 
repolariza, ai o paciente tem BRADICARDIA 
moderada 
© Potente vasodilatador = podemos pensar uma 
reação adversa HIPOTENSÃO. Assim, nas primeiras 
doses é importante que o paciente não faça 
atividades que precise muita coordenação motora 
se não ele pode ter hipotensão e queda 
Quais problemas que podem surgir de um fármaco que 
bloqueia canal de cálcio e canal de sódio? 
Quando bloqueio esses canais, se o paciente fizer abuso de 
dose o paciente pode ter outros distúrbios cardíacos, então 
a maior preocupação com paciente que toma amiodarona é 
que no inicio do tratamento ele pode ter uma hipotensão 
potente (cuidado com queda), pode ter uma reação muito 
comum que é a bradicardia > fazer ajuste de dose. 
Se o paciente esquece de tomar uma dose, ele esta 
tomando um vasodilatador potente NUNCA pode tomar 
dois de uma vez, se não o problema de hipotensão e 
disfunção e batimento cardíaco vai ser muito mais 
pronunciado. 
Se ele for tomar outro ele não pode tomar em horários 
próximos. 
Tem interação com ritonavir 
SOTALOL 
© Bloqueia canal de potássio 
© Pode causar dispneia, fadiga, febre, hipotensão, 
bradicardia 
DISOPIRAMIDA 
Tem efeito anticolinérgico muito acentuado. 
Não necessariamente quando o fármaco age em um canal 
iônico específico não significa que ela não tenha afinidade 
por outro receptor. 
Ela age bloqueando canais de sódio e age em receptor 
muscarinico. 
A despolarização é dependenteda entrada de sódio, esse 
fármaco deprime a contração e dependendo da dose o 
fármaco utilizado como antiarrítmico ele pode precipitar 
uma ic. 
Bianca Dosso 
 
© Bloqueio de canais de cálcio 
© Fármaco que diminui a permeabilidade ao sódio = 
pode gerar um outro problema relacionado a 
batimentos cardíacos 
© Potente anticolinérgico, ou seja, tem aquelas 3 
reações adversas já ditas: xerostomia, prisão de 
ventre e retenção urinária 
© Medicamento que pode ser iniciado com uso 
hospitalar e depois o paciente pode fazer o 
tratamento em casa, inclusive associando com 
outros medicamentos para tratar outros 
problemas como HAS 
© Ação vasodilatadora e bloqueio de canal de sódio: 
paciente precisa tomar alguns cuidados como = 
queda, cuidado para dirigir, atividades que exijam 
atenção, o paciente pode ter hipotensão 
ortostática (cuidado quando vai se levantar) e esse 
paciente precisa evitar alguns hábitos que podem 
reduzir mais ainda a pa como banho quente, 
sauna... 
 
Em exemplo de antimuscarinico que o paciente pode tomar 
a vontade é o buscopam = vai ter mais prisão de ventre do 
que já tem com o uso da disopiramida. 
Indutor enzimático que os pacientes usam sem receita é a 
simetidina, utilizada como medicamento para tratar ulceras 
e gastrites. Hoje em dia tem uso diminuído. Se é indutor 
enzimático vai diminuir a meia vida do medicamento 
aumentando a eliminação. 
FLECAINIDA 
© Bloqueador dos canais de sódio (precisa tomar 
muito cuidado com medicamentos bloqueadores 
de sódio) 
© Fármaco que deprime a excitabilidade ventricular 
© Uso hospitalar com supervisão de especialista 
© Utilizado para arritmia associada a IAM 
© Reações adversas: visão borrada, sensação de 
desfalecimento e desconforto gástrico 
(desconforto gástrico esta associado a hipotensão, 
comum no uso de antiarrítmicos e antianginosos) 
© Pode causar arritmia = bloqueio de canal de sódio 
e esse fármaco atua na membrana celular 
neuronal, ou seja quando você pensa em um 
tratamento com flecainida a ação é direta nas 
fibras de Purkinge (bloqueador potente) assim 
pode causar arritmia, mesmo sendo um 
medicamento antiarrítmico 
Se ele é paciente que usa Ritonavir (antiviral) = inibidor 
enzimático. 
LIDOCAÍNA 
© Antiarrítmico de classe B 
© Inibidor dos canais de sódio 
© Usado para arritmia ventricular – ação dele é no 
tecido cardíaco nas fibras de purkinge 
© Encurta a duração dos potenciais de ação 
© LIDOCAINA É SÓ EM AMBIENTE HOSPITALAR PARA 
PACIENTES QUE ESTÃO COM ARRITMIA 
ASSOCIADA A IAM, INTOXICAÇÃO DIGITÁLICA 
(medicamentos digitálicos são utilizados quando o 
paciente tem bradicardia. Ex: digoxina, a digoxina 
tem um índice terapêutico muito baixo, se ele 
toma 2 cps já vai causar arritmia, ai nesse caso 
utilizamos um fármaco em ambiente hospitalar, 
paciente que esta em crise que inibe canal de 
sódio e potássio, a lidocaína) OU PQ ELE FES 
CATETERISMO OU CIRURGIA 
© Reações adversas: confusão, tremor, sensação de 
queda iminente, hipotensão, barulho no ouvido, 
visão borrada visão dupla 
O paciente que usa lidocaína ele usa em situação de 
emergência, além de estar no hospital ele tem que fazer 
monitorização eletrocardiográfica durante o tratamento 
porque se não ele vai ter problema em SNC e SCV. 
VERAPAMIL 
© Faz o bloqueio do fluxo de cálcio para dentro da 
célula e do musculo do coração e artérias 
© Melhora a quantidade de O2 = porque ele faz o 
bloqueio dos canais de cálcio nas células 
musculares, ai o musculo cardíaco relaxa, se o 
canal de cálcio continua aberto e ele é voltagem 
dependente e quando ele é ativado tem contração 
já 
© Isquemia sem angina, HAS, prevenir arritmias 
© Não tem tantas reações adversas, pode ser usado 
em casa 
© Habilidade de dirigir e uso de maquinas pela 
questão de ter uma ação vasodilatadora 
ANTIANGINOSOS 
Bianca Dosso 
 
Com relação a angina, os fármacos são divididos em classe: 
CLASSE I = evidencia que o medicamento é útil e eficaz. 
Dentro da classe I o paciente pode usar aspirina para 
prevenir evento trombótico, betabloqueador (quando 
paciente não teve IAM), posso utilizar antagonista de canal 
de cálcio no tratamento inicial quando não posso utilizar 
betabloqueador ou posso combinar antagonista de canal de 
cálcio com beta bloqueador. Ou posso usar antagonista de 
canal de cálcio quando o paciente começou o tratamento 
com betabloqueador e teve algum efeito colateral 
inevitável como a falta e ar e asma. Esse paciente faz 
tratamento com nitroglicerina e faz tratamento de 
dislipidemia para evitar IAM e AVE. 
CLASSE 2A = medicamentos com conflito de evidencias e 
opiniões divergentes. O paciente além de utilizar a aspirina 
ele pode utilizar um outro anticoagulante que é o 
Clopidogrel. Pode utilizar antagonistas de canal de cálcio de 
longa ação, substituindo os betabloqueadores como 
tratamento inicial. E também precisa fazer tratamento para 
dislipidemia prevenindo IAM e AVE. 
CLASSE 2B = aqui não tenho substituição de aspirina. Tenho 
Warfarin com aspirina. Mas aqui, se ele precisar de cirurgia 
vai ter uma hemorragia com certeza. 
CLASSE 3 = tratamento com concordância que é inútil. 
ISOSORBIDA 
Tem várias apresentações, tenho isosorbida sublingual, 
spray (abdorvido mais rápido), oral de absorção lenta, 
intravenoso. Não é utilizado somente em hospital. 
Pode ter uma ação de 24h ou de 12h. 
© Vasodilador de ação direta que vai agir na 
musculatura lisa 
© Dinitrato de Isossorbida relaxa a musculatura lisa 
brônquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina 
© Índice terapêutico baixo 
© Antagonista da NE, histamina e acetilcolina 
© Pode causar hipotensão, diminuindo FC e DC = 
antagonista da NE 
© Os efeitos anticolinérgicos são prisão de ventre, 
retenção urinaria e boca seca 
© Tem sublingual utilizada para crises de angina 
© Tem comprimido por via oral para IC, o paciente 
que tem angina diminui o suprimento de O2, e se 
ele tem IC é utilizada na profilaxia da dor 
isquêmica associada a insuficiência coronariana 
© Reações adversas: cefaleia vascular, vasodilatação 
com eritema, vertigem, fraqueza e outros sinais de 
isquemia cerebral 
© Reação do álcool com essa droga: o álcool 
intensifica o efeito dessa droga = OS PACIENTES 
NÃO DEVEM INGERIR BEBIDAS 
NITROGLICERINA 
Também tem comprimido sublingual, spray, pomada, 
transdérmico (ação rápida onde o paciente não esta em 
condições de segurar o cp em baixo da língua), oral de 
liberação prolongada e intravenosa. 
© Vasodilatador coronariano 
© Sua principal função é o relaxamento da 
musculatura lisa vascular 
© Indicada para HAS em pré operatório 
© Icc 
© Para ajustar o IAM 
© USO EXCLUSIVO HOSPITALAR 
© Antianginoso 
© Pode causar dilatação tanto arterial quanto a nível 
venoso 
© ELE CAUSA HIPOTENSAO MUITO FORTE, USADO 
PARA CASOS DE HIPOTENSAO 
© Reação adversas: cefaleia, tontura, xerostomia, 
incontinência urinaria, visão embaçada, 
palpitação, palidez, fraqueza, hipertensão de 
rebote (já que diminuiu muito a pa, acumulo de 
liquido no coração, ai aumenta a contração do 
ventrículo como se fosse uma compensação) 
© Bloqueio do canal de cálcio e sódio 
NITRATOS 
Podem causar cefaleia, hipotensão postural, tontura 
Os nitratos interagem com sildenafila (principio ativo que 
tem no viagra) causa queda acentuada de pressão, tem que 
ser utilizado com 24h de intervalo. 
Utilizado com antihistaminicos ou AH: aumenta o efeito 
hipotensorortostáticos dos nitratos. 
Utilizados com simpatomiméticos reduz o efeito 
antianginoso. 
BLOQUEADORES DE CÁLCIO 
Assim como os nitratos e beta bloqueadores, os 
antagonistas de cálcio também reduzem os episódios 
anginosos e aumentam a tolerância aos esforços. 
O verapamil que vimos tem o maior efeito inotrópico 
negativo, reduz a FC e a condução AV. 
Bianca Dosso 
 
As DIHIDROPIRIDINAS (nifedipina, nicapidina, felodipina, 
amliodipina e outros) são potentes vasodilatadores, com 
menor efeito sobre a condução AV e a contratilidade. 
DILTIAZEM: efeito intermediário. Moderadovasodilatador e 
inotrópico negativo (diminui a FC), tem baixa incidência de 
efeitos colaterais. 
 
 
ANTI HIPERTENSIVOS 
Terapêutica medicamentosa atual para a hipertensão. 
Decisão clínica é baseada em evidência: 
© Evidência de pesquisa do fármaco 
© Fármaco precisa ter sido publicado em uma revista 
boa (sistema QUALI SCAPES qualifica as revistas 
em A, B, C – o medicamento precisa ter sido 
publicado na revista Qualis A – evidencia muito 
grande e no mundo é respeitada) 
© Experiência clinica do médico frente ao arsenal 
medicamentoso 
© Preferencias dos pacientes - existem 
medicamentos que os pacientes se adapta melhor 
do que outros e as vezes da pra trocar dentro da 
classe os medicamentos. Não posso deixar o 
paciente de lado, com reações adversas 
desagradáveis para ele. A preferencia do paciente 
tem que ser levada em consideração 
PRESSÃO ARTERIAL 
A hipertensão pode estar associada a distúrbios 
metabólicos, alterações funcionais estruturais de órgão 
alvo. 
Pode ser agravada pela dislipidemia, obesidade, 
intolerância a glicose e diabetes. 
 
Mantém associação independente com: 
© AVE 
© Morte súbita 
© IAM 
© IC 
© DRC – doença renal crônica 
FATORES DE RISCO PARA HAS 
Temos fatores de risco que devem ser controlados, por isso 
deve ter tratamento multidisciplinar e multiprofissional 
para conseguir a redução e controle da pressão arterial. 
© Idade 
© Sexo e etnia 
© Ingestão de sal 
© Ingestão de álcool 
© Sedentarismo 
© Fatores socioeconômicos 
© Genética 
Na HAS o tratamento medicamentoso não cura a p.a. 
O tratamento da p.a é feito para a redução da morbidade e 
mortalidade. 
Não é um tratamento curativo e sim paliativo. 
Lembrando que 60% são idosos: o medicamento precisa ser 
eficaz via oral, precisa ser bem tolerado (existem problemas 
clássicos como hipotensão, impotência sexual masculina - 
quase 90% dos antihipertensivos; problemas de tolerância 
vão diminui a adesão do paciente ao tratamento), ainda 
uma posologia favorável (aquela que o paciente tem que 
tomar no máximo 2 vezes ao dia; uma posologia ótima 1 
vez ao dia). 
Os medicamentos que fazemos para tratamento crônico 
você sempre começa com a menor dose efetiva, que tem 
que ser aumentada gradativamente. 
Bianca Dosso 
 
Você passa o AH o paciente vai a cada 30 dias e você vai 
aumentando a dose. 
Nunca der uma dose alta na primeira consulta. 
A maioria dos AH podem causar hipotensao, se você da 
uma dose muito grande ele pode ter um efeito hipotensor, 
a pressão dele cai muito e ele não faz adesao ao 
tratamemto. 
A reação adversa na maioria das vezes são 
doesedependentes. 
Ainda, a escolha da medicação é feita considerando 
condições socioeconômicas. 
CLASSES 
© Diuréticos 
© Ação central (alfa agonistas) 
© Inibidores adrenérgicos (ex: beta bloqueadores) 
© Vasodilatadores diretos 
© Inibidores da ECA 
© Antagonistas dos canais de cálcio 
© Antagonistas do receptor de ang II 
Só os vasodilatadores diretos não são utilizados como 
monoterapia, podem causar uma hipotesao muito 
significativa. Não é indicado para ser o primeiro logo 
quando diagnostico. 
ALTERAÇÕES HEMODINAMICAS HAS 
A escolha do agente é baseada nas alterações 
hemodinâmicas do paciente: 
© Aumento do DC 
© Aumento da FC 
© Aumento da RVP – na HAS eu tenho 
vasoconstrição, essa vasoconstrição faz com que o 
sangue passe nas artérias com uma velocidade 
maior e a força exercida pelo sangue que passa 
pela artéria é muito grande 
O objetivo da medicação anti hipertensiva é tentar reverter 
a vasoconstrição, com a vasoconstrição chega menos 
sangue no órgão e com uma velocidade muito alta. 
Aumento do DC e FC também devem ser reduzidos. 
DIURÉTICOS 
Medicamento que aumenta a depleção do volume 
sanguíneo e redução da RVP. 
É utilizado para o paciente que tem algum tipo de edema. 
Aumento a formação de urina. 
Se é um paciente que não tem edema não precisa tomar 
diurético. 
EFEITOS INDESEJÁVEIS 
© Hipopotássemia (só os medicamentos poupadores 
de potássio que não causam) 
© Hipomagnesemia (perda de urina, esse ion não vai 
ser reabsorvido vai ser eliminado) = pode dar 
arritmia ventricular 
© Hiperuricemia (> ácido úrico aumentada) 
© Intolerância a glicose (diuréticos podem causar 
intolerância a glicose, diretamente relacionado 
com o DM tipo 2) 
© Aumento dos níveis séricos de TG (não 
comprovado) 
© Disfunção sexual (impotência sexual masculina) 
Pacientes que estão tomando diuréticos precisa pedir 3 
exames laboratoriais: glicose de jejum, hb glicada e 
triglicérides. 
O paciente que desenvolve intolerância a glicose não 
necessariamente vai ter sintomatologia, precisa dosar essas 
coisas. 
Diuréticos são eficazes como monoterapia e tem 
efetividade comprovada. 
Só tem aquela história de: "esse paciente precisa de 
diurético?" pois diurético causa muito problema. 
Posso dividir em 3 classes: 
© Diuréticos tiazidicos 
© Diuréticos de alça 
© Diuréticos poupadores de potássio 
Com relação a potencia, a potencia deles pode ser definida 
como: 
© Diuréticos tiazidicos com uma potencia 
intermediária 
© Diuréticos de alça como os mais potentes 
© Poupadores de potássio tem uma potencia baixa 
Como os tiazidicos possuem uma potencia intermediaria, 
durante o tratamento se o paciente conseguir se adaptar a 
gente da preferencia para os tiazidicos. Não tem uma 
potencia tão baixa e não causa como os de alça causam 
reações adversas grandes e altas. 
Os diuréticos de alça são reservados para as situações de 
HAS associada a insuficiência renal e cardíaca. 
Bianca Dosso 
 
Os poupadores de potássio são usados em situações 
especificas. 
Caso o paciente tenha uma situação de HIPERPOTASSEMIA 
(aumento de potássio na corrente sanguínea), se o paciente 
tiver um aumento de potássio na corrente sanguínea posso 
associar tiazidico e diuréticos de alça para prevenir a 
hiperpotassemia. Posso utilizar essas duas classes para 
tratar a hiperpotassemia. 
Os poupadores de potássio são diferentes dos tiazidicos e 
diuréticos que depletam potássio, os poupadores de 
potássio o paciente vai ter diminuição da eliminação de 
potássio, pode acarretar hiperpotassemia. Ai tenho que 
usar um tiazidico ou de alça para tratar uma coisa causada 
pelo poupador de potássio. 
Os poupadores de potássio causam hiperpotassemia. 
 Essas 3 classes são divididas em: locais de ação e 
quais ions a classe inibe reabsorção. 
TP, TD, na alça; e de acordo com a inibição da reabsorção 
de ions (não é igual entre eles). 
Poupadores de potássio não inibe a reabsorção de potássio. 
No TD pode ter potássio que esse potássio volta para a 
corremte sanguínea. Se eu inibir a reabsorção de potássio, 
inibe a volta do potássio na corrente sanguínea o que vai 
acontecer com esse íon que ao inves de ele ser reabsorvido 
ele vai sair na urina. Quando deixo a urina mais 
concentrada de ions tem mais agua. 
De acordo com a osmoladirdade, a agua passa do meio 
menos concentrado para o mais concentrado. 
Uma outra coisa importante é que os ions que passaram 
por filytração glomerular são reabsorvidos antes que 
acontecça sua eliminação. No TP, na alça esses ions vão ser 
reabsorvidos. O diurético inibe a reabsorção de algum ion. 
Quando o diurético inibe a reabsorção de um ion a 
concentração da urina aumenta, logo a agua passa para o 
meio mais concentrado e consequentemente tenho 
aumento do volume de urina e diminuição da volemia. 
(inibir a reabsorção = excreção) 
Se inibo a rebaorção/volta dos ions para a corrente 
sanguínea, os ions ficam concentrados na alça ou no tp. 
TIAZÍDICOS 
© Ação moderada 
© HIDROCLOROTIAZIDA e clortalidona 
 
Hidrocolorotiazida não é medicamento de primeira linha e 
nem de primeira escolha! 
MECANISMO DE AÇÃO 
Lá no TD existe um ion transportador de sódio e cloreto, 
este ion é quem faz a reabsorção do sódio e cloreto de 
volta para a corrente sanguínea e não deixa com que esses 
ions sejam eliminados na urina. 
Os diuréticos inibem esse transportador, logo sódio e 
cloreto saem na urina.Junto com sódio e cloreto vai o potássio. O potássio vai 
contra p gradiente de concentração (menos para o mais). 
Como no TD vou ter uma concentração maior de sódio, 
cloreto e potássio do que na corrente sanguínea, a agua vai 
sair da corrente sanguínea para o TD. 
Assim, vai reduzir a volemia e aumentar a eliminação de 
agua na urina, diminuir a concentração de agua na corrente 
sanguínea. 
Esse paciente esta teoricamente com edema, assim preciso 
reduzir a volemia. 
Uma vez que usei um medicamento que diminui a volemia, 
diminuo a quantidade de sangue que chega no ventrículo 
para ele bombear, assim diminuo o DC e 
consequentemente diminuo a RVP. 
© Diminuição do volume sanguíneo 
© Diminuição do DC 
© Diminuição da RVP 
© Diminuição da volemia 
Um paciente que usa diurético precisa aumentar a ingesta 
de agua? 
Sim. 
Paciente que tem icc tem que controlar a ingesta de agua. 
Um paciente que só tem has tem que aumentar o 
consumo de agua. 
Uma média de um adulto de 1,75 de 75 kg é de no mínimo 
3 L de agua por dia. 
O paciente que toma diurético tem uma perda de líquidos 
muito grande, precisa beber agua se não esse paciente vai 
ficar desidratado. 
REAÇÕES ADVERSAS HIDROCLOROTIAZIDA 
Hoje sabemos que não é um medicamento tão seguro 
assim com utilização limitada 
Bianca Dosso 
 
© Risco de hiperglicemia (na célula beta pancreática 
existe um receptor glut 2 que em situação de 
hiperglicemia capta o excesso de glicose, quando a 
glicose entra dentro da célula pancreática passa 
pelo CK e após o CK ela gera ATP. Depois que o 
ATP foi formado pelo CK na célula beta pancreática 
temos canais de potássio. Quando é gerado ATP os 
canais de potássio são bloqueados, quando os 
canais de potássio são bloqueados a próxima 
etapa é a abertura de canais de cálcio, logo tenho 
influxo de cálcio. Quando os canais de cálcio são 
abertos os grânulos contendo dentro insulina são 
desgranulados e a insulina é liberada e vi agir nos 
tecidos insulino dependentes provocando uma 
captação da glicose. Como o diurético tiazidico 
provoca desequilíbrio nas concentrações de 
potássio, esse desequilíbrio compromete esse 
bloqueio dos canais de potássio, fazendo com que 
a liberação de insulina tb seja comprometida. Se 
tenho diminuição da liberação de insulina o 
paciente não vai ter bom aproveitamento da 
glicose, causando hiperglicemia podendo 
desenvolver diabetes do tipo 2) e desenvolvimento 
posterior de diabetes 
Paciente pode desenvolver um distúrbio hidroeletrolítico. 
No caso dos tiazidicos podemos reduzir muito as 
concentrações de sódio (e os potenciais de ação dependem 
do sódio), alcalose hipocloremica e hipopotassemia. 
Para reverter esse quadro deve-se suplementar potássio. 
Hipopotassemia = arritmia. 
Fazer uma dieta rica em alimentos que contenha potássio 
não é fácil, precisa fazer a suplementação. 
Se o paciente pode desenvolver distúrbio hidroeletrolítico 
ele deve fazer o consumo diário de gatorade? 
Não pode. O uso de isotonico não tem a concentração 
ideal, pode causar uma retencao de liquido e não uma 
deplessão que é o esperado. 
Com reação a classe, principalmente a hidrolorotiazida = a 
impotencia sexual masculina foi referida 2x mais com 
paciente que usa tiazidico, em comparação aos que usam 
placebo e betabloqueador. 
EXISTE UMA PUBLICAÇÃO DA ANVISA DE 2018 QUE 
OS PRESCRITORES TEM QUE OERGUNTAR AO 
PACIENTE SE O PACIENTE TEM HISTORICO FAMILIAR 
DE CÂNCER DE PELE. 
O USO CRONICO DE HICROLOROTIAZIDO JÁ FOI 
RELACIONADO COM CÂNCER DE PELE. 
TODA VEZ QUE VOCÊ FOR TRABALHAR COM 
HIDROCLOROTIAZA TEM QUE PESQUISAR SE O 
PACIENTE TEM ANTECEDENTES OU HISTORICO 
FAMILIAR DE DM2 OU CÂNCER DE PELE. 
Outro problema com relação aos diuréticos: quando 
associados com antinflamatorios não esteroidais 
(antinflamatorio que não é hormonal, que não é corticoide, 
como diclofenco, meloxican, iboprofeno, cetoprofeno) 
quando o paciente faz uso crônico associado a qualquer 
diurético você tem efeito antagonista. 
Ao AINE causam vasoconstrição por diminuição de 
prostaglandinas. 
Vasoconstrição é uma alteração hemdinamina que os AH 
procuram resolver. 
Efeito antagonico. 
Se o paciente precisa de AINE existem outras alternativas 
para AINE. Se o paciente usa diurético pq ele precisa de 
diuretico e está com a pressai cintrolada e faz uso cronuco 
de AINE, pesquiso a troca do AINE e não diurético. 
O mais controlado de controlar é a pressão. 
Se o paciente precisar utilizar hidroclorotiazida e o paciente 
já seja diabetico e usa medicamento para diabetes o 
paciente precisa fazer ajuste posologico das medicacoes 
antidiabeteicas caso o diurético esteja comprometendo a 
glicemia desse paciente. 
DIURÉTICOS DE ALÇA 
© Furosemida e bumetanida 
© Diuréticos de alça são os mais potentes 
Furosemida = LASIX (nome referencia) usado para tratar 
has e emagrecimento 
Indicados em casos de insuficiência renal, edema (ic, 
insuficiência renal); são mt potentes 
Paciente que tem edema pode utilizar. 
MECANISMO DE AÇÃO 
Lá na alça os fármacos vão inibir um co-transportador de 
sódio, potássio e cloreto. 
Proteína transportadora que é responsável pela reabsorção 
de sódio, potássio e cloreto, o co transportador leva eles 
para a corre3nte sanguínea. A medicação bloqueia o co 
Bianca Dosso 
 
transportador, assim esses ions não voltam para a corrente 
sanguínea e são excretados e indiretamente por diferença 
de concentração cálcio e mg tb vão ser eliminados. 
Ex: na alça tive um aumento mt grande na concentração 
dos ions > vai passar muita quantidade de agua do sangue 
alta para a urina, logo esta justificado pq os diuréticos de 
alça são tão potentes: aumentam a eliminação de 5 ions = 
sódio, cloreto, potássio, cálcio e magnésio. 
Agua passa da corrente sanguínea para a alca em uma 
quantidade muito maior, fazendo com que a quantidade de 
volume de urina eliminado seja mt maior do que nos 
tiazidicos. 
Os diuréticos de alça, como a concentração de solutos no 
interstício medular vai diminuir e esta maior na agua, vou 
diminuir mt a reabsorção de agua e vou aumentar a 
eliminação de agua (no tc); aumenta mt a eliminação de 
potássio e mais um ion = o hidrogênio. 
Diuréticos de alça pode causar distúrbios eletrolíticos mt 
altos. 
A chance de desidratar com furosemida é mt alta. pode ter 
queda e uma serie de outros problemas com o uso 
indiscriminado dessa medicação. 
© < reabsorção de agua 
© < rvp 
© < volemia 
© Aumenta o fluxo sanguíneo renal *(lembrando que 
diuréticos de alça são indicados para IR, logo 
paciente que tem IR precisa de um fluxo sanguíneo 
renal). 
Quando eu tenho diminuição da vasoconstrição, aumentei 
vasodilatação logo vou ter um aumento do fluxo sanguíneo 
renal. 
Os diuréticos de alça inibem a reabsorção de muitos ions 
vão tb diminuir a reabsorção de agua, assim tenho 
diminuição do volume sanguíneo, em consequência 
diminuirá o DC (não tenho mais qt alta de sangue para ser 
bombeada) isso significa que a RVP também vai diminuir, 
pois eu diminui a FC e DC. 
RVP esta relacionada com vasoconstrição, quando tenho < 
RVP vou ter < vasoconstrição, aumentando a irrigação de 
sangue para os órgãos. 
Diuréticos de alça são indicados na IR ou na icc. 
Na ic temos acumulo de liquido no pulmão, precisamos 
reduzir o edema pulmonar = justificativa de usar diurético 
de alça 
Na IR além do problema no rim, a quantidade de sangue 
que chega no rim precisa ser uma quantidade de sangue 
ideal, não posso deixar que a quantidade de sangue que 
chega no rim seja uma quantidade menor do que deveria. 
Esse paciente tem IR + vasoconstrição causada por has ou 
não, esse paciente precisa reverter a vasoconstrição, e para 
isso utilizamos um diurético. Mas porque não utilizei 
qualquer outro AH para reduzir? Porque além de 
vasoconstrição esse paciente tem acumulo de liquido, não 
filtra da maneira que deveria filtrar ou acumula liquido no 
pulmão por exemplo. 
Ou seja, utilizando um diurético de alça fazemos com que 
aconteça depleção de muitos íons, acontecendoa depleção 
de muitos ions, consigo fazer com que a reabsorção de 
agua também diminua, logo tenho menos água na corrente 
sanguínea e mais agua formando urina, por isso aumenta a 
diurese. 
Além disso, diminuindo a reabsorção de água, diminuindo a 
volemia = tenho uma diminuição do DC, uma diminuição da 
FC que vai resultar na diminuição da RVP, logo consigo 
reverter a vasoconstrição aumentando o fluxo sanguíneo 
renal. 
Diurético de alça, como por exemplo a furosemida tem uma 
posologia muito favorável pois ela pode ser usada uma vez 
ao dia = QUAL HORÁRIO SERIA O IDEAL PARA TOMAR UM 
CP DE FUROSEMIDA? De manha, pois se esse paciente toma 
qualquer diurético a noite esse paciente não vai dormir, vai 
diminuir a qualidade do sono. Diurético deve ser indicado 
pela manha, existem situações em que o paciente usa 
hidroclorotiarzida duas vezes ao dia, nunca pode colocar o 
nome do fármaco duas vezes ao dia!!! Tem que colocar o 
horário, pois 60% dos pacientes com HAS são idosos, então 
quando você coloca duas vezes ao dia ele vai e toma o 
horário que ele quiser, inclusive o horário que ele lembra. 
Ainda, o paciente pode ter queda. 
O correto para qualquer fármaco é colocar o horário que 
ele tem que tomar. 
Captopril pode ser administrado 3 vezes ao dia. 
O fato de ser administrados 2 vezes ao dia ao inves de uma 
depende da meia vida do fármaco, se um fármaco tem uma 
meia vida de 24h é indicado 1 vez ao dia; meia vida de 12h 
é indicado 2 vezes ao dia. 
Captopril é muito utilizado para tratamento crônico para 
HAS e temos um problema muito comum com esses IECA 
que é a tosse. 
REAÇÕES ADVERSAS DIURÉTICOS DE ALÇA 
Bianca Dosso 
 
© Hipopotassemia severa - causam uma depleção 
acentuada de potássio 
© Redução acentuada da p.a = para fazer que isso 
não ocorra com qualquer antihipertensivo = 
aumento o gradual da dose e sempre começar 
com uma dose mínima. Se você começa com uma 
dose alta o paciente já vai ter uma queda 
acentuada de pressão e isso vai fazer com que o 
paciente tenha dificuldade de concentração e 
reação, sensação de pressão na cabeça e dor de 
cabeça, tontura (tontura é um grande problema, 
pois quando associado com sonolência + redução 
acentuada = risco de queda e esse risco de queda 
não é exclusivo de idoso, existem muitas pessoas 
que tomam diurético de alça para emagrecimento 
© Além disso como os diuréticos de alça provocam 
perda de sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto 
e hidrogênio o equilíbrio hidroeletrolítico é algo 
que eu preciso tomar muito cuidado = o 
profissional que vai ajudar muito é o nutricionista. 
© Desidratação, hipovoleimia e hemoconcentração = 
se o paciente não faz ingesta de liquido adequada. 
A hemoconcentração é o maior dos problemas da 
hipovolemia acentuada é a hemoconcentração 
pois o sangue é composto de liquido (plasma) + 
células (leucócitos, hemácias e plaquetas): 
paciente toma diurético, não ingere agua na 
quantidade ideal e ainda utiliza uma dose alta = 
esse paciente vai ter desidratação, redução do 
plasma e quando reduz o plasma a quantidade de 
células fica maior em relação ao plasma - o 
problema disso é que o paciente pode ter 
trombose por uso de diuréticos. 
Diuréticos são uma classe de medicamentos que precisa ter 
muito cuidado e bastante experiência clinica para 
recomendar ao paciente. 
Existem diuréticos FITOTERÁPICOS como: chá verde, 
cactinea, cavalinha = não temos estudos suficientes com 
relação a perda de eletrólitos. 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS DA FUROSEMIDA 
Existe um medicamento chamado digoxina que é um 
glicosideo cardiotonico que faz com que a FC aumente. O 
que acontece quando o paciente associa furosemida com 
digoxina? A digoxina aumenta FC, ou seja, mg, k e na são 
essenciais o funcionamento dessas bombas para que o 
medicamento utilizado para bradicardia funcione, só que a 
furosemida diminui a concentração de eletrolitos, ou seja, a 
sensibilidade do miocárdio, a contração do miocárdio esta 
comprometida pelo uso de furosemida com digoxina, assim 
pode ter arritmia pela associação de furosemida com 
digoxina. 
Abuso de laxantes intensifica a perda de k+. 
DIURÉTICOS POUPADORES DE K+ 
O que eles fazem para que a reabsorção de potássio não 
seja comprometida? Os poupadores de K+ só inibem a 
reabsorção de sódio e não interferem/não conseguem 
inibir a reabsorção de sódio em uma quantidade tão 
acentuada que outros ions também vão passar para o meio 
mais concentrado. 
Logo, inibindo só a reabsorção de sódio eles vão diminuir a 
excreção de K+. 
Lembrando da bomba de Na/K: entra sódio e sai potássio 
da célula, logo se eu inibir a reabsorção de sódio a bomba 
troca esta comprometida. Se a bomba esta comprometida, 
vou bloquear a troca de sódio por K+, vou fazer com que o 
potássio fique na corrente sanguínea e o potássio não seja 
eliminado e o sódio sim. Esse é o motivo pelo qual os 
diuréticos poupadores de K+ conseguem segurar a 
eliminação do potássio. 
Tenho um cotransportador de sódio onde eu teria uma 
bomba de Na/K fazendo que o sódio fosse reabsorvido e o 
potássio fosse eliminado > quem faz isso é a bomba de 
Na/K. Esse ion co transportador de Na/K quando vc 
administra um medicamento poupador de K, esses 
cotransportador é bloqueado > sódio não vai ser 
reabsorvido, vai ser eliminado na urina e o potássio não vai 
ser eliminado. Esse é o mecanismo de ação. 
OU SEJA, EU POUPO POTÁSSIO. 
Como aqui tive eliminação APENAS DE SÓDIO, a quantidade 
de água que também vai ser eliminada devido a eliminação 
de sódio é muito menor. 
A concentração não fica tão alta no túbulo coletor 
comparada ao interstício medular, logo a quantidade de 
água que é eliminada não é tão significativa comparada aos 
diuréticos de alça e tiazidicos. Mas, ainda acontece uma 
eliminação de água suficiente para que os poupadores de 
potássio sejam utilizados como medicamentos diuréticos 
para HAS. 
Temos 3 principais medicamentos utilizados: 
© Amilorida 
© Triantereno 
© Espinorolactona 
© 
Bianca Dosso 
 
Lembrando que a potencia dos poupadores de potássio é 
BAIXA! 
Um paciente que estava utilizando um diurético tiazidico ou 
diurético de alça e teve algum distúrbio eletrolítico ele 
pode cara trocar para o poupador de potássio? Não, pois se 
a potencia deles é baixa pode ser que com tiazidico e 
diurético de alça eu já tenha alcançado o objetivo 
terapêutico e com o diurético poupador de K eu não vou 
conseguir atingir o objetivo terapêutico que eu já tinha 
atingido com outras classes. Ele não tem a mesma 
potencia, ai o que os médicos fazem é: antes de usar um 
poupador de potássio tentar fazer a suplementação de 
potássio para ver se resolve o problema. 
Dentre os 3 mais utilizados tenho a ESPINOROLACTONA 
que ainda tem uma outra ação além de inibir os canais 
condutores de sódio no túbulo coletor. A espirolactona 
além de ter efeito diurético, ainda é ANTAGONISTA DE 
ALDOSTERONA. 
Aldosterona é quem aumenta ADH e quem aumenta o 
acumulo de sódio, logo se eu antagonizar a aldosterona = 
isso acontece por competição, bloqueio de receptores. 
Logo, tem dois mecanismo ligados a diurese com relação a 
espirolactona. O único medicamento que tem dois 
mecanismos de ação dos poupadores de potássio é a 
espinorolactona. 
Logo, um paciente que tomava um medicamento tiazidico e 
que teve complicações devido a perde de muitos eletrólitos 
este paciente caso seja possível experimentar um poupador 
de potássio = espinorolactona = tem dois mecanismos de 
ação. 
Os poupadores de potássio provocam: 
© Diminuição da reabsorção de água = o que vai 
causar diminuição da volemia 
© Redução do DC = em consequência diminuição da 
RVP (não tenho ação direta em vaso nos 
diuréticos) e com isso aumento a vasodilatação 
© Aumento do fluxo renal (quem é responsável por 
isso é a vasodilatação) 
Sempre que falarmos de complicações da hipertensão, 
sempre estarão envolvidos problemas ou 
alterações/complicações RENAIS, associamos a complicação 
renal com a vasoconstrição (vasoconstrição = diminuiçãodo 
fluxo sanguíneo renal). 
Utilização de diurético por exemplo reduz a vasoconstrição, 
pois diminui a RVP devido as redução da volemia o que faz 
com que o fluxo sanguíneo renal melhore. 
O aumento do fluxo sanguíneo renal é um evento que 
previne complicações renais 
Os diuréticos poupadores de potássio possuem alguns 
problemas comuns e outros específicos da classe como: 
hiperpotassemia = todos os medicamentos poupadores de 
potássio podem causar hiperpotassemia porque eles são 
poupadores de potássio. 
Poupadores de potássio significa que a eliminação de 
potássio esta diminuída, ai a concentração de potássio está 
aumentada. 
Uma complicação de qualquer AH utilizado em uma dose 
alta ou em combinação = hipotensão. 
Paciente que reclamou de cefaleia pode ser que a dose 
prescrita esteja alta, logo esse paciente tem cefaleia por 
hipotensão. 
Náuseas também são uma característica do paciente que 
esta em hipotensão. 
Já a espinorolactona além de todos esses efeitos falados 
acima ela causa dois outros efeitos característicos que são: 
ginecomastia (aumento de mamas nos homens) e outro é a 
impotência sexual masculina, lembrando que todo diurético 
pode causar impotência sexual masculina (mas os 
campeoes são hidroclorotiazida e espinorolactona). 
Quais exames laboratoriais pedir para pacientes que usam 
diuréticos poupadores de K? 
Nível de potássio sanguíneo - para saber se o paciente esta 
com hiperpotassemia (risco aumentado de DMT2) e 
também já começo a identificar que esse é um paciente 
que precisa de ajuste de dose. 
Por que o paciente que tem insuficiência renal não pode 
utilizar poupador de potássio? 
O rim na insuficiência renal não consegue filtrar uma 
quantidade adequada de K+, na insuficiência renal o 
paciente pode ter hiperpotassemia. 
E o paciente que usa poupador de potássio pode ter 
hiperpotassemia. 
Logo, associar uma situação que pode causar 
hiperpotassemia com um medicamento que pode causar 
hiperpotassemia não é recomendado. 
O paciente que tem IR a filtração glomerular dele esta 
comprometida, logo é um paciente que pode ter aumento 
de potássio na corrente sanguínea porque ele não 
conseguiu filtrar uma quantidade ideal. 
Bianca Dosso 
 
O medicamento inibe a excreção de K+ 
 
BLOQUEADORES ADRENÉRGICOS 
A hipertensão arterial é caracterizada por algumas 
alterações que estão ligadas diretamente com o SNA 
simpático que são: 
© Aumento do DC 
© Aumento da FC 
© Aumento da RVP = vasoconstrição 
Ou seja, uma ação simpatolítica é uma ação que vai agir 
diretamente nessas ações hemodinâmicas revertendo os 
sinais/alterações hemodinâmicas da HAS. 
Bloqueadores adrenérgicos são fármacos que diminuem a 
atividade da NE, essa diminuição é garantida de tres 
maneiras: 
© Bloqueio de receptores beta 
© Bloqueio de receptores alfa 
© Ação central inibindo liberação de NE 
Pensando em bloqueadores adrenérgicos, todos os 
bloqueadores adrenérgicos diminuem a ação da NE por 
receptores de receptores beta, bloqueio de receptores alfa 
ou uma ação central inibindo a liberação de NE. 
Tanto o bloqueio quando a inibição da liberação é parcial 
pois temos necessidade do SNS. 
Como o bloqueio é simpatolítico = posso usar bloqueadores 
adrenérgicos para HAS, pois os simpatolíticos vão reverter 
as alterações hemodinâmicas, causando: 
© Diminuição do DC 
© Diminuição da FC 
© Diminuição da RVP 
Os fármacos que são bloqueadores adrenérgicos são 
SIMPATOLÍTICOS, pois eles bloqueiam a ação da NE 
bloqueando receptores alfa ou beta e também tendo ação 
central inibindo a liberação de NE. 
Uma vez que eu tenho uma ação simpatolítica eu consigo 
uma ação nas alterações hemodinâmicas da HAS. 
 
Alfa 2 = presente no SNC. Quando a NE se liga nesse 
receptor temos um FB negativo inibição da liberação de NE. 
Além disso, receptor de alfa 2 no musculo liso vascular é 
responsável por contração. 
Beta 2: vasoconstrição e broncodilatação. 
BETA BLOQUEADORES 
A diferença entre os beta bloqueadores é com a 
seletividade dos receptores beta adrenérgicos. 
Lembrando que temos beta1, beta2, beta3. 
Logo, posso classificar os betabloqueadores em: 
© Seletivos (seletividade por receptor central, beta1) 
© Não seletivos 
O tratamento como monoterapia com eles é muito raro. 
Para ter um tratamento só com betabloqueador é um 
paciente que tem uma hipertensão leve a moderada. 
Como os receptores beta adrenérgicos estão envolvidos 
com: frequência de contração, força de contração e efeitos 
vasoconstritores, além de secreção de renina, quando eu 
bloqueio esses receptores tenho: 
© Diminuição da força de contração 
© Diminuição frequência de contração 
© Bloqueio da ação vasoconstritora 
© Diminuição de renina 
Lembrando que renina é responsável lá no final do sistema 
renina, angiotensina aldosterona por AUMENTAR a 
aldosterona que provoca retenção hídrica. 
Bianca Dosso 
 
Os betabloqueadores são utilizado como coadjuvante a 
hipertensão arterial. 
Existe uma situação em que os beta bloqueadores são 
efetivos: paciente muito ansioso, com taquicardia e 
desenvolveu HAS. 
Entre os beta bloqueadores temos: 
© Os que bloqueiam beta 1 e 2 
© Os que bloqueiam só beta 1 
© Os que bloqueiam só beta 2 
© Beta bloqueadores não seletivos (muito utilizados 
para situações de estresse envolvendo taquicardia, 
ansiedade) 
Paciente que tem prolapso da valva mitral é muito comum 
ter taquicardia e não desenvolveu HÁ, esse paciente 
também pode usar betabloqueador. 
Obs: a ansiedade pode estar associada com aumento da 
atividade adrenérgica 
BETA BLOQUEADORES SELETIVOS 
RECEPTORES BETA 1 
Esses são seletivos para o receptor do tipo beta1. 
Receptor do tipo beta 1 esta envolvido com: 
© Aumento do DC 
© Liberação de renina nas células justaglomerulares 
Logo, se eu bloquear esses receptores tenho diminuição da 
liberação de renina, bloqueio do SRAA, ai diminui o 
acumulo de liquido. Também vou reduzir o DC. 
Ex: atenolol, metapronolol. 
Vantagens dos betabloqueadores seletivos: não provocam 
broncoconstrição. Logo, podem ser utilizados no paciente 
que tem asma. 
Independente de ser seletivo ou não, podem causar 
depressão, pois a NE esta envolvida com animo, inclusive o 
paciente que faz o tratamento de HAS diminui a receptação 
e aumenta NE na fenda. Se você vai diminui a ação da NE 
vai diminuir o animo, então é muito comum o paciente 
desenvolver depressão leve chamada distimia ao longo do 
tratamento crônico, por 5 a 10 anos, já que o tratamento é 
pelo resto da vida. 
Uma coisa importante: se vamos diminui o DC não pode 
exigir uma capacidade aeróbica/resistência aeróbica muito 
grande. 
RECEPTORES BETA 2 
Esses são seletivos em receptores beta 2. 
A ação predominante é: 
© Aumento da renina 
Quando você bloqueia o receptor do tipo beta 2: diminui a 
secreção de renina, diminuindo a liberação da aldosterona, 
diminuindo a retenção de líquidos. 
Ex: alfa-metilpropanolol, butoxamina 
São pouquíssimos utilizados: beta 2 tem no pulmão, então, 
devido as reações adversas é pouco utilizado. 
BETA BLOQUEADORES NÃO SELETIVOS 
Muito utilizados, muito bom. 
Reduzem o DC, reduzem a FC. 
Ex: propanolol e alprenolol 
Tem a contraindicação para pacientes asmáticos. 
Como reação adversa: falta de ar, independente do 
paciente ter ou não asma, por bloquear receptores 
responsáveis por broncodilatação. 
Propanolol tem um indice terapeutico muito alto, não é 
igual os medicamentos para angina e arritmia. 
BETA BLOQUEADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO 
É a melhor alternativa para o paciente que tem problema 
de impotência sexual. 
Ex: carvediol e nebivolol 
Pensando em bloqueadores adrenérgicos: os de terceira 
geração são os mais indicados para o paciente que 
apresenta impotência sexual. 
Efeito vasodilatador devido a bloquear alfa1 (alfa 1 quando 
ligado a NE causa vasoconstrição, bloqueando vai causar 
vasodilatação que favorece a ereção - parassimpático). 
Bloqueia os receptores alfa 1 (causando vasodilatação), 
beta 1 e beta 2 (diminuição da RVP, diminuiçãoda FC, 
diminuição do DC e ainda causa vasodilatação, diminui a 
liberação de renina). 
Os betabloqueadores de terceira geração são mais eficazes 
do que os outros bloqueadores adrenérgicos (em 
monoterapia). 
Bianca Dosso 
 
Beta 1 e 3 diminui efeito crono e ionotropico. 
CARVEDILOL E NEBIVOLOL: são responsáveis por um efeito 
muito importante que é a vasodilatação que esta envolvida 
com o bloqueio do receptor alfa1. 
Nevibolol além de bloquear receptor do tipo alfa 1 (já é 
uma justificativa para vasodilatação), o nevibolol aumenta a 
síntese e liberação de NO no vaso. 
NO é responsável por vasodilatação. 
Nebivolol dentre os betabloqueadores é o melhor 
medicamento para o paciente que apresentou impotência 
sexual devido a síntese de NO endotelial. 
O carvedilol e nevibolol tem um impacto neutro, podem até 
melhorar o metabolismo lipídico e metabolismo da glicose. 
Nas mulheres nenhum bloqueador adrenérgico tem relação 
com a libido. 
AGENTES DE AÇÃO CENTRAL 
Estão sendo cada vez mais utilizados na clinica. 
BLOQUEADORES ADRENÉRGICOS ALFA 2 
O fármaco não antagoniza (os beta bloqueadores 
antagonizavam os beta adrenérgicos). Os fármacos de ação 
central, os alfa2 bloqueadores são agonistas de um 
receptor especifico no SNC responsável pela liberação de 
NE. 
O fármaco que tem afinidade por ALFA2 no sistema 
nervoso central provoca uma inibição da liberação de NE. 
Um efeito perigoso pois o fármaco atravessa a barreira 
hematoencefálica. Redução da renina plasmática. 
Se ele tem ação central, que não é interessante, isso deve 
ter uma justificativa. 
Ação ele em monoterapia é bem DISCRETA. 
Esse fármaco tem ação central pois atravessa a barreira 
hematoencefálica. 
ALFA 2 AGONISTAS 
Diminui a liberação de NE nos terminais neurais. 
Ex: guanidina e metildopa (fármaco muito utilizado em 
gestantes hipertensas - a metildopa não atravessa a 
placenta, logo ela não oferece risco para o feto) 
Pouco utilizados hoje em dia pela reação adversa, 
principalmente relacionados em receptores de histamina e 
acetilcolina provocando sedação, boca seca, desanimo 
(diminuição da descarga adrenérgica), perda de 
concentração. 
A clonidina é favorável naquele paciente que tem a 
síndrome das pernas inquietas, paciente que tiver retirada 
de opioide, flushes da menopausa. Como a ação deve 
periférica é muito fraca, não interfere na resistência 
periférica a insulina e nem no perfil lipídico (beta3). 
Existe um uso off label da clonidina que é na pediatria, 
pacientes maiores de 12 anos. 
A metildopa depois que é absorvida é transformada em um 
metabólito ativo (a metildopa é um pró fármaco). É 
transformada em alfa metilnoradrenalina e vai agir 
mimetizando o efeito de recaptação da NE (agonista de 
alfa2). Por mecanismos ainda não definidos ela diminui a 
liberação de serotonina, dopamina, adrenalina e ne (induz a 
depressão). 
Metildopa tem varias reações adversar como sonolência, 
hipotensão postural (ou seja, é totalmente contraindicado 
para idosos), sedação, boca seca, fadiga, disfunção erétil. 
A metildopa pode ser usada durante a gravidez e não tem 
relato de teratogenicidade (bem segura durante a 
gravidez). Depois da gravidez tem que tirar a metildopa 
pois ela é excretada no leite. 
 ALFA 1 BLOQUEADORES 
Fármacos seletivos para receptores do tipo alfa 1 são 
fármacos que podem causar uma vasodilatação no inicio do 
tratamento. 
Uma vasodilatação expressiva. 
Ex: doxazosina, prazosina e terazosina. 
Paciente que tem vasodilatação expressiva é um paciente 
que pode ter a hipotensão acentuada, facilidade muito 
grande, principalmente se for idoso, de queda. Todos os 
vasodilatadores eles provocam uma vasodilatação 
expressiva importante e podem provocar queda, 
principalmente no paciente que é idoso. 
No paciente que não é idoso é: o paciente acorda e precisa 
dirigir > vai diminuir a capacidade cognitiva do paciente. 
Todos alfa 1 bloqueadores devem ser utilizados antes de 
dormir. 
 
Bianca Dosso 
 
Obs: quando a NE fisiologicamente se liga ao receptor alfa 1 
tem vasoconstrição, que não ;é interessante para o 
paciente que tem HAS, pois isso aumenta a pa. Porém 
existem algumas ações da NE em receptor do tipo alfa 1 
que são importantes para entendermos algumas reações 
adversas. 
Quando a ne se liga em receptor do tipo alfa1 tenho 
estimulo da contração do esfíncter superior da bexiga, ou 
seja, favorece a micção. 
Temos também secreção salivar, quebra de glicogênio 
hepático, relaxamento do musculo liso gastrointestinal, ou 
seja, o paciente que bloquear os receptores do tipo alfa 1 
pode ter interferência nos outros locais. 
A eficácia dos alfa 1 bloqueadores em monoterapia é baixa 
pois eu teria que usar uma dose alta, porém em dose alta, 
provocaria uma hipotensão muito forte e quando mais 
aumentamos a dose mais induzimos tolerância (cada vez 
mais teria que aumentar a dose). 
Uma vantagem de provocar vasodilatação é que eu tenho 
redução da RVP, um dos efeitos da HAS é revertido. 
Eles tem um problema muito grande que é a hipotensão. 
Logo, a dose de doxasozina vai de 1 a 16 mg por dia. 
A prazosina se administrada com alimento vai ter 
problema, com bebidas cítricas também. Esperar 2 horas 
antes ou depois da alimentação para administrar o 
medicamento. É muito sensível ao pH ácido. 
TODOS OS ALFA 1 BLOQUEADORES DEVEM SER 
ADMINISTRAFOS ANTES DE DORMIR. 
 
IECA 
Inibidores da enzima conversora de angiotensina. 
Temos o captopril, enalapril... 
Todos esses medicamentos com final PRIL são da mesma 
classe, o que acontece é que uma das reações adversas 
mais complicadas é uma reação adversa característica da 
CLASSE e não de um fármaco especifico. 
COMO O SRAA FUNCIONA 
 
 
O fígado produz angiotensinogenio que vau para o plasma. 
As células granulares do rim produzem renina que é 
responsável em converter o angiotensinogenio em 
angiotensina I. 
Lá no endotélio dos vasos sanguíneos é produzido uma 
enzima chamada ECA = enzima conversora de angiotensina, 
essa enzima converte ANG I > ANG II. 
A ANG II é aquela que esta totalmente envolvida no 
controle da pa pois ela regula uma série de mecanismos: 
© Nas arteríolas = vasoconstrição (que é justamente 
uma alteração hemodinâmica da hipotensão) 
© No centro de controle cardiovascular no bulbo ela 
aumenta a resposta cardiovascular 
© No hipotálamo aumenta a vasopressina: 
aumentando a sede 
© Aumenta a aldosterona na suprarrenal, fazendo 
com que aumente a reabsorção de sódio, volume 
aumente, tudo isso contribuindo para o aumento 
da pa 
 
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina agem 
antagonizando a ECA, logo, não tem formação de 
ANGIOTENSINA II, sem a ANG II todo o mecanismo de 
controle da p.a. esta inibido. 
Os IECA não tem seletividade apenas para a enzima 
conversora de angiotensina. Os IECA também inibem uma 
enzima chamada de CININASE II, esta enzima cininase II é 
responsável pela regulação da produção de bradicinina lá 
no pulmão. 
Bianca Dosso 
 
Uma vez que o fármaco bloqueia também a cininase II, 
perde-se a regulação da bradicinina. 
O problema é que a bradicinina é PRÓ inflamatória, ou seja, 
ela provoca uma inflamação no pulmão. 
Quando utilizo um IECA, a afinidade pela cininase II altera a 
regulação da bradicinina, vai fazer com que os níveis de 
bradicinina aumentem (a cininase degrada bradicinina), 
fazendo com que o paciente tenha uma atividade 
inflamatória aumentada. 
O que o paciente sente quando o medicamento inibe a 
cininase II? 
Esse paciente apresenta tosse seca. A presença da tosse 
seca no paciente que ta em uso de IECA significa que o 
medicamento esta provocando uma inflamação pulmonar, 
ai não posso dar seguimento no medicamento que da 
inflamação pulmonar. 
Em uma medicação onde o IECA provocou tosse seca é 
preciso ser feita a retirada da medicação por um de outra 
classe. 
A tosse não é uma reação adversa comum. 
 
O paciente precisa ser orientado sobre a tosse seca, caso 
apareça a tosse, adiantar o retorno. 
OsIECA podem causar impotência sexual pois a 
ANGIOTENSINA contribui para o aumento da p.a, 
aumentando o sinal da ereção. 
ANTAGONISTAS RECEPTOR AT1 DA ANGII 
Esse paciente que esta usando o medicamento bloqueando 
a ECA, impossibilitando a conversão de ANG I que estava no 
plasma em ANG II que é responsável por uma série de 
mecanismos que aumentam a pressão sanguínea 
apresentou tosse, só que esse paciente se apresentou 
muito bem quanto a regulação da pressão. Qual a 
alternativa para esse paciente? Trocar a classe dos IECA por 
uma classe de medicamentos chamada de antagonistas da 
ANG II. 
O fármaco mais utilizado é a LOSARTANA. 
A angiotensina é responsável por vasoconstrição, o 
bloqueio leva a vasodilatação. 
A vantagem é que esse fármaco não bloqueia a ECA e não 
da tosse. 
O paciente que apresentou impotência sexual masculina e 
tosse = a troca é feita por losartana. 
Por que não trocou por betabloqueador ou para 
diurético? 
Mecanismos diferentes. Sempre tento fazer a troca por 
medicamentos da mesma classe. 
VASODILATADORES DIRETOS 
Temos a hidralazina como principal representante. 
Mecanismo direto na musculatura vascular ainda não é 
bem conhecido. 
Mas por ser um vasodilatador ele aumenta a retenção 
hídrica por aumentar a permeabilidade vascular. 
Na retenção hídrica aumento o DC, pois aumento a 
quantidade de sangue que chega no coração e isso pode 
gerar uma taquicardia reflexa = coração com aumento de 
DC . 
Essa classe não é recomendada como monoterapia, quando 
utilizada tem que ser associada com beta-bloqueador. 
Por que a hidralazina não é recomendada como 
monoterapia e por que é recomendada utilizada com 
betabloqueador? 
O problema dos vasodilatadores diretos é que eles causam 
hipotensão, ai o paciente pode ter queda. Ainda, sozinhos, 
podem causar a taquicardia reflexa. O betabloqueador 
bloqueia os receptores betaadrérgicos que aumentam o DC 
e a FC, ai utiliza a hidralazina que é um potente hipotensor, 
vasodilatador direto (inclusive essa hipotensão potente 
pode ser um problema por causar queda) com o 
betabloqueador diminuindo a chance de que o paciente 
tenha taquicardia reflexa. 
O diurético iria causar perda de eletrólito, impotência 
sexual e a taquicardia não ia ser bloqueada. Pensando em 
mecanismo de ação não seria importante associar com 
diuréticos. 
ANTAGONISTAS DE CANAIS DE CÁLCIO 
Falamos dele no tratamento da arritmia. Tem uma margem 
terapêutica muito menor do que todos os outros. 
Bianca Dosso 
 
Antagonistas de canais de cálcio bloqueiam a ação do cálcio 
que é uma ação excitatória. 
Pensando no musculo cardíaco o cálcio é responsável pela 
contração. 
Bloqueador de canal de cálcio não é utilizado apenas 
quando o paciente tem arritmia. Ele pode ser utilizado 
também no paciente que tem HAS. Como ele reduz a 
resposta excitatória posso usar antagonista de cálcio para 
reduzir a taquicardia. 
 
Mas, não podemos esquecer que podemos causar um 
outro problema cardíaco com antagonista de canal de 
cálcio, além de melhorar a HAS. 
Ou seja, melhora uma coisa e piora outra pois ele é 
responsável contração da musculatura lisa e dos vasos, 
posso causar bradicardia e a margem terapêutica desse 
medicamento é muito estreita. 
CASOS CLINICOS 
CASO 1 
 
Furosemida um diurético de alça potente e prazosina é alfa 
1 bloqueador. 
Queda pela prazosina e fraqueza muscular = furosemida 
Para fazer isso: educar o paciente para usar prazosina 
exatamente antes de dormir e a fraqueza muscular = tentar 
repor potássio. 
A cascara sagrada também pode levar a perda de eletrólitos 
junto com o diurético, causando fraqueza muscular. 
Com relação a administração com alimentos não tem 
problema (só a terasosina que tem problema) 
 
CASO 2 
 
Se o atenalol é ácido lábil e ele esta tomando com suco de 
laranja, a medicação perde o efeito e por isso a pressão 
arterial dele não esta sendo controlada. 
Ele tem impotência sexual por outro fator já que o atenolol 
não está sendo absorvido. 
MEDICAMENTO É COM ÁGUA. 
 CASO 3 
 
Furosemida é um diurético e diurético não se toma a noite. 
Furosemida não poupa potássio pode provocar resistência 
insulínica. 
CASO 4 
 
Perdeu a ação do medicamento por abrir a cápsula para 
tomar. E o lanzoprazol perde a ação quando coloca em uma 
cápsula transparente. 
A HAS e ulcera não controlados: o que esta sendo 
responsável por isso é o paciente pedir em cápsula 
transparente ou abrir a capsula 
CASO 5 
Bianca Dosso 
 
 
Trocar por um beta bloqueador seletivo. 
O propanolol é um beta bloqueador não seletivo. 
FARMACOLOGIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
A farmacologia do digestório não compreende os 
probióticos. 
O que estudamos são: 
© Fármacos que agem na secreção gástrica 
© Laxantes 
© Antieméticos 
© Antidiarreicos 
FÁRMACOS QUE AGEM NA SECREÇÃO GÁSTRICA 
Dentro dos fármacos que agem na secreção gástricos que 
agem na secreção ácida vamos falar dos fármacos que 
neutralizam o ácido, ou seja, o HCL já foi produzido, agora 
preciso neutralizar esse ácido clorídrico que foi produzido 
em excesso. 
Temos os fármacos que inibem a secreção ácida (o 
medicamento vai agir antes do fármaco chegar no 
estomago). 
E os fármacos citoprotetores, que não neutralizam e nem 
inibem a secreção gástrica, eles fazem proteção na camada 
do estomago. 
Situações clinicas rotineiras 
© Usuário de lenzoprazol no café da manha com 
gastrite persistente 
© Paciente homem em uso de cimetidina reporta 
ginecomastia 
© Paciente com prisão de ventre e uso diário de 
hidróxido de alumínio 
© Paciente com intestino solto que faz uso de 
hidróxido de mg 
 
Tudo que esta em pH abaixo de 7 não é indicado para esse 
paciente que tem a hiperacidez gástrica, principalmente 
refrigerante, sucos cítricos, banana, suco de limão, pão, 
café... 
FÁRMACOS QUE NEUTRALIZAM O ÁCIDO 
Agem no ácido clorídrico já formado (muito refrigerante, 
alimentação ruim). Esse paciente vai tomar um 
medicamento que age imediatamente. 
No estomago desse paciente tem muito hidrogênio 
ionizado e vai tomar um fármaco que vai neutralizar a 
acidez. 
© Bicarbonato de sódio 
© Hidróxido de magnésio 
© Hidróxido de alumínio 
© Carbonato de cálcio 
É a única classe de medicamento que pode ser chamada de 
antiácido. 
Todo fármaco que age diminuindo a produção de HCL, 
neutralizando, protegendo o estomago as pessoas tem 
mania de chamar de antiácido, mas antiácido são somente 
os que neutralizam o ácido. 
Age no lúmen do estomago, não é absorvido. 
É uma situação onde tenho ácido no estomago, hidrogênio 
ionizado reagindo com a hidroxila liberada pelo fármaco, e 
esses dois juntos formam água. 
HIDRÓXIDO DE MAGNÉSIO 
 
 
O MG é absorvido só no ID, quando o hidróxido de 
magnésio esta no estomago temos a reação para que 
o ácido seja neutralizado, e formamos um sal. 
Esse magnésio vai ser absorvido no ID, o ID tem uma 
certa capacidade limitada de absorção. 
Bianca Dosso 
 
O excesso de magnésio, já que no ID tem capacidade 
de absorção muito limitada, esse excesso vai para o 
intestino grosso. 
Lá no IG o excesso de magnésio vai alterar a 
concentração osmótica. Esse excesso de MG vai fazer 
com que a água também entre no IG (água seguindo o 
Mg, indo do meio menos para mais concentrado). A 
concentração do lúmen intestinal fica alta, ai a agua 
fica retida, fazendo com que as fezes ficam mais 
liquidas. É por isso que o hidróxido de magnésio solta 
o intestino. 
 
 
 
HIDRÓXIDO DE ALUMINIO 
 
Forma um sal, o cloreto de alumínio. 
Naquele momento melhora a hiperacidez gástrica. 
O hidróxido de alumínio prende o intestino. A 
presença do alumínio trivalente ele fica aderido na 
musculatura e relaxa a musculatura, quando 
relaxamos a musculatura do intestino retardamos o 
esvaziamento (o transito normal é peristaltismo 
aumentado, contrações). 
Obs: azia e má digestão não tem nada haver. 
Hiperacidez é bem diferente de azia, azia o paciente 
fica ereto com vontade de arrotar. 
Quando eu neutralizo o pH ácido eu reduzo a 
digestão,pois a digestão é dependente do pH ácido. 
 
 
 
Sais de Mg atuam rápido e neutralizam os ácidos 
eficazmente. Tem tanto um inicio, quanto um tempo 
de ação rápido. 
O hidróxido de alumínio dissolve lentamente no 
estomago e começa a atuar gradualmente, 
proporcionando alivio prolongado. 
Por isso é efetivo misturar os dois, a maioria dos 
antiácidos em sache tem os dois associados, assim 
diminui-se a necessidade de aumentar a dose do 
hidróxido de mg ou al. Utilizando uma quantidade 
balanceada dos dois juntos o paciente não terá nem 
diarreia e nem constipação. 
Vantagem de associar: 
• Inicio rápido - mg 
• Ação prolongada - al 
 
CARBONATO DE CÁLCIO 
 
Forma cloreto de cálcio e CO2. 
 
PRECAUÇÃO: hidróxido de alumínio ou mg x cálcio 
O cálcio da alimentação precisa de um pH ácido para 
ser absorvido, fármacos que neutralizam o ácido 
diminuem a absorção de cálcio. 
 
FÁRMACOS QUE INIBEM A SECREÇÃO ÁCIDA 
© Inibidores da bomba de prótons 
© Bloqueadores de H2 (histamina) 
Não são neutralizantes, eles inibem a secreção ácida. 
Esta classe inibe a formação de ácido, ou seja, o uso 
racional de medicamentos: apenas em uma situação muito 
rara que o paciente deveria tomar um neutralizante. Agora, 
se ele tem ulcera já e gastrite ele tem que usar um 
medicamento diariamente. 
INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTON 
Quando abrimos o omeprazol ele é granulado e não 
pó. Os pelex são muito sensíveis a luz, por isso vem 
em capsulas que não são transparentes. 
Quando o paciente vai manipular um medicamento 
ele geralmente pede para manipular na cp 
transparente, ai com a sensibilidade a luz ele perde a 
ação. 
 
Representantes dessa classe: omeprazol, esomeprazol 
 
Todos eles tem uma dose padrão. 
Bianca Dosso 
 
Todos podem ser administrado por via oral e IV, 
exceto o rabeprazol cuja administração é unicamente 
por via oral. 
 
Mecanismo de ação: IBP (sensíveis ao pH ácido): 
revestidos 
Todos os IBP são muito sensíveis ao pH ácido, não são 
neutralizantes do ácido, eles precisam ser absorvidos 
para dps ter ação nas células parietais do estomago. 
Ele precisa chegar até o duodeno para ser absorvido, 
só que se o estomago esta muito ácido ele é 
neutralizado, por isso os IBP tem que ser colorido. 
O caminho ideal dos IBP: absorvidos no duodeno (pH 
não é acido mais), chegarem na corrente sanguínea > 
estimular a produção de gastrina, fazendo com que o 
pH estomacal fique mais ácido > ai depois de 
absorvido no duodeno, amplamente distribuídos na 
corrente sanguínea eles são ativados nas células 
parietais (quando o pH estomacal fica bem ácido o 
fármaco atravessa as células parietais), na vilosidade é 
formado ácido sulfenico, que se liga na bomba de 
prótons de maneira irreversível inibindo a bomba 
protônica (demora 24h para fazer outra bomba de 
próton) 
Essa bomba é quem faz a troca iônica, fazendo o 
influxo de potássio e o efluxo do hidrogênio que vai 
formar ácido clorídrico no estomago. Quando eu 
bloqueio essa bomba não forneco hidrogênio para a 
formação de HCL. 
 
 
 
Para que tomar em jejum? 
Quando temos a presença de alimentos temos 
estimulo da gastrina para deixar o pH mais ácido para 
estimular a digestão do alimento, e o IBP são sensíveis 
ao pH ácido quando eles estão dentro da capsula. 
Depois de absorvidos eles inclusive estimulam a 
gastrina. 
Mas se o medicamento encontra um pH muito ácido o 
fármaco é inativado, a presença de alimentos estimula 
gastrina que deixa o pH mais ácido, por isso precisam 
ser administrados em jejum. 
 
Medicamento absorvido no intestino > passou pelo 
fígado > vai para a célula parietal > na célula parietal o 
medicamento atravessa > no ambiente ácido o 
medicamento forma ácido sulfenico > inibe 
irreversivelmente a bomba protônica 
 
A presença de alimentos estimula gastrina, e os 
inibidores de bomba protônica são sensíveis ao pH 
ácido, administrar os dois juntos você irá neutralizar o 
fármaco. 
 
A meia vida plasmática tem meia vida curta (1 a 2hr), 
o que dura não é a meia vida plasmática do fármaco e 
sim a síntese de uma nova bomba próton (que 
demora 24h para ser sintetizada) 
 
 
 
 
O ideal é manter a dose em margem terapêutica + 
dieta adequada. 
 
Existe um estudo em que o esomeprazol/rabeprazol x 
omeprazol, lanzoprazol e pantoprazol o esomeprazol 
tem maior taxa de erradicação da H.pyroli (paciente 
que tem ulcera por infecção bateriana e além de tudo 
esse paciente tem que usar antibiótico). 
 
Situações clinicas que podem justificar o uso continuo 
de IBP: 
• DRGE 
• Esôfago de Barret 
• Ulceras induzidas por AINE 
 
Esses medicamentos são muito bem tolerados, 
cefaleia, diarreia são raros. 
Distúrbios como constipação e flatulência são 
frequentes. 
Ele da sensação de má digestão pois houve 
diminuição da produção de ácido. 
 
Já foi relacionado que o uso crônico de IBP da câncer 
gástrico, enterites bacterianas (algumas bactérias que 
poderiam causar enterite o pH ácido dificulta que 
essas bactérias causem uma infecção), deficiência de 
minerais (os minerais precisam de pH ácido para ser 
absorvidos) 
 
Pacientes com uso crônico de IBP estão diretamente 
relacionados com carência de VIT B12 = a carência de 
B12 está relacionada com demência e esse paciente 
está exposto, aumenta a probabilidade no Alzheimer. 
Bianca Dosso 
 
Além disso, tem um estudo do uso prolongado do 
lanzoprazol onde tem aumento de proteínas que são 
diretamente relacionadas com Alzheimer. 
 
Os IBP atravessam a barreira hematoencefálica 
aumentando a produção quanto a degradação 
amiloide, além de se ligar com uma proteína 
diretamente relacionada com Alzheimer. Além da 
diminuição de B12. 
 
O que não falta são estudos relacionando IBP com 
Alzheimer. 
 
IBP uso crônico esta relacionado com hiperplasia de 
célula parietal e pólipo das glândulas gástricas. Como 
diminuímos a produção de ácido dessas células 
especializadas em produzir ácido, a célula hiperplasia. 
 
Os IBP ainda diminuem a absorção de: cetoconzazol, 
itraconazol e astranavir. 
Aumenta a absorção de anti hipertensivos 
bloqueadores de canais de cálcio (paciente pode ter 
complicação grave) e digitálicos (como a digoxina que 
esta caindo em uso pelo seu índice terapêutico ser 
baixo, muito fácil de chegar na dose letal). 
Reduz a conversão de clopidogrel em sua forma ativa, 
diminui a ação antiagregante plaquetária e aumenta a 
formação de trombose. 
 
Digestão de proteína esta comprometisa pois 
proteínas são digeridas no estomago com pH ácido. 
Absorção de b12 gástrica e cálcio. 
Risco de crescimento bacteriano, clostride e 
salmonella. 
 
Além disso, os IBP, em estudos em animais mostraram 
ser Teratogenicos. 
 
BLOQUEADORES H2 
Bloqueadores de receptores h2 (histamina). 
 
 
A histamina é sintetizada e liberada por diferentes 
células. 
Receptores H2 tem nas células parietais, uma vez que 
tem histamina > aumenta a síntese de ácido 
clorídrico. 
A histamina é liberada sob estimulação. 
principais fármacos: cimetidina, ranitidina e 
famotidina. 
Vantagem: posologia e poucos efeitos colaterais 
 
Para evitarmos aumentar muito a dose dos IBP: pode 
administrar um IBP de manha em jejum e um 
bloqueador de H2 a noite > assim não aumenta a dose 
de nem um nem outro. 
Quando utilizamos só uma classe, dependendo do 
nível de ulcera/gastrite vai precisar acabar 
aumentando a dose. Quando associado temos uma 
diminuição dos problemas relacionados. 
 
São muito menos potentes que os inibidores de 
bomba de próton. 
 
Na célula parietal, que estimula a produção de ácido 
clorídrico: acetilcolina, gastrina (quando tem presença 
de alimento) e histamina, cada um deles age em 
receptor diferente, a histamina atua em receptor H2 
na célula parietal, aumentando AMPc fazendo com 
que a bomba funcione melhor, aumentando a 
quantidade de hidrogênio e cloreto no lúmen 
estomacal, aumentando a formação de HCL. 
Os bloqueadores de H2 entram nesse receptor e 
bloqueiam esse receptor, a histamina não consegue 
se ligar ao receptor. 
Só que a acetilcolina continuaagindo, a gastrina 
continua agindo e a bomba em estimulo a gastrina e 
acetilcolina continua funcionando. Reduzimos apenas 
um estimulo da produção de ácido e a bomba 
continua. 
 
Redução de apenas um estimulo na produção de 
ácido. 
Os IBP inibem a bomba, independente do estimulo, 
por isso são muito mais potentes. 
Para melhorar isso, podemos associar ambos os 
fármacos. 
 
 
Reações adversas: 
© Vertigem 
© Cefaleia 
© Diarreia 
© Náuseas e vômitos 
© Dor muscular 
© Alucinações e confusão mental 
Bianca Dosso 
 
Cimetidina é contraindicada para homens: causa 
ginecomastia, galactorreia e diminuição da produção 
de espermatozoides. 
 
 
 
 
Os fármacos bloqueadores de H2 são utilizados a 
noite: 
• Tamponamento ácido é menor, a produção de 
bicarbonato é menor e a produção de ácido é 
grande 
• Pacientes em uso de IBP produzem ácido a noite 
• Esofagite de refluxo: ácido noturno 
 
 
A famotidina é 32x mais potente que a cimetidina e 9x mais 
potente que a ranitidina, a única desvantagem é que não 
tem por via parenteral. 
A cimetidina tem o índice igual no tratamento de ulcera, 
RGE. 
A cimetidina é menos seletiva aos receptores H2 das células 
gástricas, existem receptores H2 em outros locais como o 
útero, SNC, coração (não é exclusivo da mucosa gástrica). 
Além disso, a cimetidina esta entre os inibidores do 
citocromo p450 = o metabolismo das drogas vai ser 
retradado, vou aumentar a meia via plasmática de 
fármacos que são metabolizados pelas mesmas enzimas do 
citocromo p450. ex: anticoagulante oral, aumento a dose e 
o paciente tem hemorragia, anticonvulsivantes. 
Cimetidina não é um fármaco favorável: causa galactorreia, 
ginecomastia, diminuição do numero de espermatozoides e 
ainda é um inibidor enzimático potente, fazendo com que 
aumente a meia vida de outros fármacos, podendo ter 
efeito tóxico. 
 
A ranitidina não esta livre de interação. Os antiácidos, 
fármacos neutralizantes podem diminuir a absorção 
da ranitidina, o fato deles diminuírem o pH atrapalha 
a absorção de ranitidina. 
Ranitidina reduz a absorção de cetoconazol, 
intraconazol e diazepam. 
 
Os anti-histamínicos H2 atravessam a barreira placentária e 
é secretada no leite. 
Ranitidina e cimetidina, assim como omeprazol reduzem a 
absorção de B12 = chance de demência. 
Os antihistaminicos H2, assim como os IBP: diminuem a 
absorção de ácido fólico, ferro, B1, B2, B6, B12 e cálcio. 
No geral, os fármacos que inibem a secreção gástrica 
inibem uma série de absorção de nutrientes e proteínas 
que dependem do pH ácido para serem absorvidos. 
FÁRMACOS CITOPROTETORES 
Não são absorvidos e eles agem na mucosa gástrica 
principalmente nas ulceras, nos pontos ulcerados. 
Quando usamos medicamentos citoprotetores ele se adere 
melhor na úlcera, protege a úlcera do pH gástrico. 
© Bismuto 
© Sulcrafato 
BISMUTO 
Forma uma película protetora, película que se adere na 
úlcera. 
Logo quando temos pH ácido ele não age na ulcera 
SUCRALFATO 
Forma um gel, esse gel se adere muito nas ulceras. 
A ação de ambos no geral é de mais ou menos 6h, o 
paciente deve tomar 4 vezes ao dia. 
Utilizados somente em situações extremas para proteger as 
ulceras do pH ácido. 
Esse medicamento protege a ulcera, neutralizantes depois 
que o paciente fez uma má alimentação e o paciente que já 
está com problema crônica toma IBP ou AHH2. 
Bianca Dosso 
 
LAXANTE 
São classificados de acordo com o mecanismo de ação. 
Temos aqueles que funcionam como lubrificantes (as vezes 
as fezes estão muito endurecidas, ai precisa dar um óleo 
mineral para deixar as fezes mais oleosas para o paciente 
ter mais facilidade de eliminar), laxantes osmóticos (deixam 
a concentração do lúmen intestinal maior, ai a água fica 
retida caso o paciente faça ingestão de água, ai isso facilita 
a formação do bolo fecal), tem fibras intestinais, e os 
laxantes irritativos (purgativos - não altera a constituição 
das fezes, mas aumenta o peristaltismo) 
Fármacos que aumentam o peristaltismo chamamos de 
purgativos, esses aceleram a defecação. 
HIDROFILICOS, AUMENTADORES DE VOLUME OU 
FORMADORES DE MASSA FECAL 
FIBRAS 
São todas insolúveis, não digeridas. 
Aumentam a massa fecal: as fibras insolúveis retêm agua, 
então o paciente que precisa de um efeito laxante e ingere 
fibra, ele precisa ingerir muita agua, ai as fibras vão reter a 
agua e vão aumentar a formação do bolo fecal. 
Se o paciente não toma água, vão fazer com que as fibras 
retenham a agua que já estão no intestino ressecando as 
fezes e piorando a situação e prisão de ventre (e não ação 
laxante) 
Distendem as paredes do TGI, aumentando o peristaltismo. 
Tem algumas desvantagens: distensão abdominal, 
flatulência, ação lenta, 2 a 3 dias após o uso 
São educadores intestinais. 
Existem as fibras naturais e as sintéticas 
© Gomas vegetais (naturais): AGAR-AGAR, plantago, 
farelo de trigo e casca de ispaghulha. Todas essas 
são metabolizadas pela flora bacteriana, assim, 
causam gases, cólicas e distensão abdominal. 
© Fibras sintéticas: não sofre ação bacteriana (não é 
fermentada pela flora bacteriana, logo a vantagem 
é que não tem gases). É hidrofílica e poderá ser 
usado em algumas formas de diarreia, hidrofílica 
retém agua. Paciente que esta com diarreia, se 
não for infecciosa precisa dar algo para as fezes 
ficarem mais sólidas, fibras sintéticas sem água, 
por exemplo. 
 SALINOS OU OSMÓTICOS 
Geralmente chamamos de osmóticos. 
Esse laxante é um sal/açúcar que não é absorvido, ai fica no 
lúmen intestinal. 
Excesso de sal ou açúcar que não é absorvível no lúmen, ai 
a água não é absorvida pois o lúmen esta mais concentrado 
do que na corrente sanguínea > fezes amolecidas. 
Todos os medicamentos aqui são osmóticos e dão cólica. 
Flitienema é de aplicação retal, além de tudo ele tem um 
componente que irrita > idosos geralmente tem a porção 
final das fezes endurecidas, ai aplica por via retal, ai a 
porção final fica amolecida. 
© Aumenta peristaltismo 
© Fezes mais liquidas, facilitando eliminação 
Tem que usar durante o dia. 
Desvantagem: sabor ruim, risco de insuficiência renal 
(magnésio demais) 
EMOLIENTES 
Aquilo que deixa macio. 
Amolecedores fecais. 
Temos o exemplar mais famoso de todos que é o óleo 
mineral > o óleo mineral vai atuar nas fezes que estão 
endurecidas, deixando as fezes mais macias/mais moles, 
facilitando a eliminação. 
O paciente precisa tomar água para não ter cólica tão forte. 
Desvantagem: o óleo mineral pode diminuir a absorção de 
vitaminas lipossolúveis, pois a vitamina A, D, E, K já que são 
lipossolúveis vão ficar retidas no óleo por afinidade ao invés 
de serem absorvidas. 
No caso de idosos, se ele bronco aspira óleo mineral ele 
pode ter pneumonia lipídica. 
Se a pessoa toma muito óleo mineral ela pode ter prolapso 
retal. 
Além disso, diminui a absorção de anticoncepcionais. 
O óleo mineral, como ele tem que amolecer as fezes, se 
utiliza de uma a duas colheres a noite e ainda pode tomar 
pela manhã. 
Tem que tomar cuidado para crianças por causa da 
diminuição da vitamina D (por isso a melhor coisa para 
criança é supositório de glicerina). 
Bianca Dosso 
 
O DSS é um amolecedor pois ele tem ação detergente > 
permitir com que a água chegue até as fezes, logo, 
deixando as fezes mais concentradas de eletrólitos, 
retenção de água facilita a eliminação das fezes. Pode 
utilizar até duas vezes ao dia. Como ele é muito potente, 
geralmente é usado para limpeza da porção terminal do 
TGI. Risco de hapatotoxicicidade e pode aumentar a 
absorção de drogas. 
ESTIMULANTES E IRRITANTES 
Todos os que vimos até agora agiam no bolo fecal. 
Esses não agem no bolo fecal e sim aumentando o 
peristaltismo, ou seja, a ação deles é na mucosa intestinal. 
Existem algumas recomendações: 
© Utilizados na menor dose efetiva 
© Menor período de tempo 
Teoricamente, esses fármacos deveriam ser utilizados no 
máximo 7 dias, agem na luz do TGI. 
Induzem uma inflamação que irrita a mucosa, estimulandoa motilidade intestinal. 
Se a pessoa abusar desses medicamentos ela pode causar 
cólon atônico que é diminuição do tonus ou síndrome do 
intestino preguiçoso (que o intestino só funciona com 
medicamento) 
Ex: antraquinonas (cascara sagrada e sene - o uso é 
noturno), óleo de rícino (ação de três a cinco horas, então 
pode ser utilizado durante o dia), bisacodil (lactopurga - a 
ação dele é rápida, de 4 a 6 horas), supositório de glicerina 
Os laxantes irritantes podem ser usados para esvaziamento 
intestinal para quando o paciente precisa fazer algum 
exame. 
Todo laxante pode causar diarreia grava, déficit de fluidos e 
eletrólitos (desidratação). 
INTERAÇÃO LAXANTE X NUTRIENTES 
Os emolientes (óleo mineral) estão envolvidos com 
deficiência de vitamina lipossolúvel, pois a vitamina 
lipossolúvel tem afinidade por lipídeo: ai você administra 
um emoliente e ela vai ter afinidade pelo medicamento e 
não pela mucosa intestinal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bianca Dosso

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