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Fichamento de doenças- parte 2 Tifo Rickettsia prowazekii Patógeno: Rickettsia prowazekii Mecanismo de patogenicidade: como tem vida intracelular obrigatória, ficam protegidas do sistema imunológico. Pós penetrarem na célula, são liberadas do fagossoma, se multiplicam livremente tanto no citoplasma como no núcleo e se movem de uma célula para outra adjacente. Sintomas: febre, cefaleia e fraqueza generalizada. Transmissão: contato com hospedeiros reservatórios, principalmente roedores e seus vetores artrópodos (como carrapatos, ácaros, pulgas). Tratamento: tetraciclina, doxiciclina e cloranfenicol. Febre maculosa R. rickettsii Patógeno: Rickettsia rickettsii Mecanismo de patogenicidade: como tem vida intracelular obrigatória, ficam protegidas do sistema imunológico. Pós penetrarem na célula, são liberadas do fagossoma, se multiplicam livremente tanto no citoplasma como no núcleo e se movem de uma célula para outra adjacente. Sintomas: febre, cefaleia e erupções cutâneas. Transmissão: contato com hospedeiros reservatórios, principalmente roedores e seus vetores artrópodos (como carrapatos, ácaros, pulgas). Tratamento: tetraciclina, doxiciclina e cloranfenicol. Peste Patógeno: Yersinia pestis Mecanismo de patogenicidade: possui LPS ou endotoxina que ativa de forma despropositada o sistema imunitário, levando à produção de citocinas que produzem vasodilatação excessiva com risco de choque séptico e morte. Além de resistir à morte por fagocitose. Sintomas: Os linfonodos da virilha e das axilas tornam-se aumentados, e a febre se desenvolve quando as defesas do corpo reagem à infecção. A peste septicêmica surge quando as bactérias entram no sangue e proliferam, causando choque séptico. Finalmente, o sangue carrega as bactérias para os pulmões, resultando em uma forma da doença chamada de peste pneumônica. Transmissão: inalação direta ou disseminada pela circulação sanguínea ou linfática. Artemisa Costa Barata Tratamento: administração parenteral de estreptomicina ou gentamicina. Alternativamente, doxiciclina, ciprofloxacina ou cloranfenicol intravenosos. Dengue Patógeno: vírus da dengue, da família Flaviviridae Mecanismo de patogenicidade: ataca principalmente as células dendríticas e monócitos. OS anticorpos contra a proteína NSI do vírus apresenta reações cruzadas com as células endoteliais e plaquetas implicando no aumento da permeabilidade vascular e desenvolvimento de trombocitopenia. Sintomas: febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica, semelhante a do sarampo. Em pequena proporção evolui para dengue hemorrágica com risco de vida, resultando em sangramento, baixos níveis de plaquetas sanguíneas, extravasamento de plasma no sangue ou até diminuição da pressão arterial a níveis perigosamente baixos. Transmissão: espécies do gênero Aedes, principalmente o Aedes aegypti. Tratamento: de apoio, com reidratação oral ou intravenosa para os casos leves ou moderados e fluidos intravenosos e transfusão de sangue para os casos mais graves. Zika Patógeno: vírus do gênero Flaviviridae Mecanismo de patogenicidade: não estão claros. Mas os flavivírus replicam-se inicialmente nas células dendríticas e citoplasma dos fibroblastos e queratinócitos da epiderme e derme, dispersando-se posteriormente para os nodos linfáticos e a corrente sanguínea. Tem tropismo pelo sistema nervoso central. Sintomas: muitos infectados não apresentam, mas os mais comuns são: febre, erupção cutânea, dor de cabeça, dor articular, conjuntivite e dor muscular. Quando adquirido por gestantes, pode prejudicar o feto em alguns casos, causando microcefalia congênita. Transmissão: picada do mosquito infectado Aedes aegypti Tratamento: baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para controle da febre e manejo da dor, beber bastante líquido e repouso. Febre amarela Patógeno: Flavivírus (vírus da febre amarela) Mecanismo de patogenicidade: viscerotropismo (habilidade de causar viremia, infectar e causar danos ao fígado, baço, rins e coração) e neurotropismo (habilidade de infectar o parênquima cerebral e causar encefalite). Em poucas horas o vírus atinge os gânglios linfáticos regionais, onde se multiplica silenciosamente nas células do sistema reticuloendotelial. Posteriormente, com a liberação das partículas virais pelas células, ocorre viremia, que corresponde clinicamente ao início dos pródromos da doença e, em particular, com a febre. Através da corrente sanguínea o vírus atinge e localiza-se no fígado, rins, coração, sistema nervoso central, pâncreas, baço e demais órgãos linfoides. Sintomas: febre, calafrios, cefaleia, seguidos de náusea e vômito; icterícia. Transmissão: picada do mosquito Aedes aegypti Tratamento: sintomático, com reposição de líquidos e sangue, quando indicado. Faringite estreptocócica Patógeno: Streptococcus pyogenes do grupo A Mecanismo de patogenicidade: resistência a fagocitose. Produz estreptoquinases, que lizam coágulos de fibrina, e estreptolisinas, que são citotóxicas para as células dos tecidos, hemácias e leucócitos. Sintomas: inflamação local e febre. Frequentemente ocorre tonsilite, e os linfonodos do pescoço tornam- se inchados e sensíveis, podendo ocorrer também a otite média. Transmissão: contato com secreções respiratórias. Mas, antigamente ocorreu disseminação por leite não pasteurizado. Tratamento: penicilina benzatina. Em pacientes alérgicos, pode-se usar eritromicina. Febre escarlate/ escarlatina Patógeno: Streptococcus pyogenes infectada por um bacteriófago lisogênico Mecanismo de patogenicidade: bactéria produz uma toxina eritrogênica que é um superantígeno que danifica a membrana citoplasmática de células dos capilares sanguíneos sob a pele. Sintomas: erupção de cor avermelhada na pele, uma reação de hipersensibilidade a toxina circulante, e febre alta. A língua adquire aparência manchada, semelhante a um morango; posteriormente, torna-se muito vermelha e aumentada, devido à perda de sua membrana superior Transmissão: contato com secreções respiratórias ou fômites. Tratamento: penicilina benzatina. Em pacientes alérgicos, pode-se usar eritromicina. Difteria Patógeno: Corynebacterium diphtheriae Mecanismo de patogenicidade: toxina diftérica (exotoxina tipo A-D) que inibe a síntese de proteínas. Sintomas: Inicia com dor de garganta e febre, seguidas de indisposição e edema do pescoço. Como característica, há a formação de uma membrana cinzenta rígida na garganta, contendo fibrina, tecido morto e células bacterianas que podem bloquear completamente a passagem de ar para os pulmões. Transmissão: pessoa-pessoa pela exposição a gotículas de secreção respiratória ou de contato com a pele. Tratamento: associação de antibióticos, como a penicilina e a eritromicina, com a antitoxina. Coqueluche Patógeno: Bordetella pertussis Mecanismo de patogenicidade: contém cápsula responsável pela virulência. Fixam-se às células ciliadas na traqueia, impedindo sua ação e progressivamente destruindo-as, por meio da ação da citotoxina traqueal (uma fração da parede celular da bactéria). Já a toxina pertussis está associada aos sintomas sistêmicos da doença, quando entra na corrente sanguínea e Sintomas: Inicialmente (estágio catarral), lembra um resfriado comum. O 2° estágio (paroxístico) é caracterizado por acessos prolongados de tosse. Quando a ação ciliar é comprometida (estágio de convalescença) ocorre o acúmulo de muco provoca a tosse desesperada para eliminá-lo, entre as tosses a pessoa causa um som uivante devido à ânsia por ar. Transmissão: contato de uma pessoa não vacinada com gotículas contaminadas eliminadas por tosse, espirro ou até ao falar Tratamento: macrolídeo (como eritromicina, azitromicina, claritromicina) Tuberculose Patógeno: Mycobacterium tuberculosis Mecanismo de patogenicidade: um fatorimportante é o ácido micólico da parede celular que estimula bastante a resposta inflamatória no hospedeiro. Os macrófagos ingerem os tubérculos bacilares que alcançam o alvéolo pulmonar deixando a infecção presente, mas sem sintoma. Uma resposta quimiotática coordena a chegada de macrófagos adicionais que formam um tubérculo inicial na área. A maioria dos macrófagos não conseguem destruir a bactéria, mas liberam enzimas e citocinas que causam uma lesão pulmonar inflamatória. À medida que muitos macrófagos morrem, os sintomas da doença aparecem, liberando bacilos e formando um centro caseoso nele. Muitos permanecem dormentes e servem de base para uma reativação posterior da doença. Se interrompida nesse estágio, as lesões calcificam-se. A doença progride à medida que o centro caseoso aumenta (processo de liquefação); agora, aumentado, forma uma cavidade tuberculosa cheia de ar, na qual os bacilos aeróbicos multiplicam-se fora dos macrófagos. A liquefação continua até o tubérculo se romper, permitindo que os bacilos liberados atinjam os bronquíolos e se disseminem através dos pulmões para os sistemas circulatório e linfático. Sintomas: tosse (frequentemente com escarro sanguinolento), perda geral de vigor e perda de peso. Transmissão: contato com aerossóis contaminado com a bactéria. Artemisa Costa Barata Tratamento: seis meses de antibioticoterapia, sendo os mais potentes anti-TB a isoniazida e a rifampina. Pneumonia por Haemophilus influenzae Patógeno: Haemophilus influenzae Mecanismo de patogenicidade: cápsula polissacarídica antifagocitária é o principal fator. Os alvéolos infectados dos pulmões se enchem de fluidos, interferência com o aporte de oxigênio. Sintomas: semelhantes aos da pneumonia pneumocócica: alvéolos infectados se enchem de fluidos; interferência com o aporte de oxigênio. Transmissão: contato com gotículas respiratórias. Tratamento: cefalosporina de segunda geração. Resfriado Patógeno: rinovírus da família dos picornavírus Mecanismo de patogenicidade: uma vez as células do epitélio penetradas, os vírus serão replicados e os novos vírus formados irão invadir as células vizinhas Sintomas: inflamação da região nasal, especialmente das membranas mucosas, mal-estar geralmente sem febre. Tosse, espirros e coriza. Transmissão: contato direto por mãos e fômites infectados e inalação de gotículas infecciosa. Tratamento: suporte. Gripe Patógeno: ortomixovírus, do gênero influenza Mecanismo de patogenicidade: o reconhecimento e ataque às células do corpo humano e aglutinação de eritrócitos, são realizados através das hemaglutininas. Mas a liberação das novas partículas virais formadas ocorre pela lise das células infectadas por ação das neuroaminidases. Todos os tipos de vírus da influenza podem sofrer mudanças antigênicas, contudo o vírus do tipo A é o que sofre mutações e rearranjos com maior frequência, o que pode diminuir a resposta imune celular. A ativação proteolítica dos receptores de membrana virais é indispensável para o espalhamento efetivo do vírus no hospedeiro infectado. Sintomas: febre com duração de 3 a 7 dias, fadiga,cefaleia, calafrios e dores musculares. Transmissão: contato direto com o vírus através de gotículas de espirro, tosse ou fala de uma pessoa contaminada. Artemisa Costa Barata Tratamento: amantadina e rimantadina reduzem significativamente os sintomas de Influenza A. Recentemente, introduziu-se inibidores de neuraminidase o zanamivir (inalado) e o oseltamivir (Tamiflu). Periodontite Patógeno: Prophyromonas gingivalis Mecanismo de patogenicidade: pode aderir à células epiteliais e moléculas extracelulares (como fibrinogênio, fibronectina, lactoferrina), por meio de fímbrias. As fímbrias são importantes para a indução da expressão de citocinas pró-inflamatórias, como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e interleucina- I beta (IL-1). Sintomas: as gengivas ficam inflamadas e sangram facilmente. Algumas vezes, forma-se pus em bolsões circundando os dentes. Conforme a infecção continua, avança em direção ás pontas da raiz. O osso e o tecido que suportam os dentes são destruídos, levando ao afrouxamento e à perda dos dentes. Transmissão: através da saliva, entre pessoas geneticamente suscetíveis. Tratamento: eliminação cirúrgica dos bolsões periodontais. Shigelose Patógeno: Shigella sonnei/ S. dysenteriae/ S. flexneri/ S. boydii Mecanismo de patogenicidade: no intestino grosso, as bactérias se fixam a determinadas células epiteliais. As projeções membranosas na superfície das células M levam as bactérias para o interior das células, onde elas se multiplicam e rapidamente se disseminam para as células vizinhas, produzindo a toxina Shiga, destruindo os tecidos. A disenteria é o resultado do dano às paredes intestinais. Raramente invadem a corrente sanguínea, os macrófagos são mortos pela bactéria. Sintomas: disenteria com até 20 evacuações em um dia, cólicas abdominais e febre. Transmissão: contaminação por via fecal-oral, alimentos contaminados e fômites. Tratamento: quinolonas (ciprofloxacina). Salmonelose Patógeno: Salmonella tiphymurium/ Salmonella enteritidis Mecanismo de patogenicidade: as fímbrias tipo 1 são responsáveis pela aderência; citotoxina inibe a síntese proteica da célula hospedeira, influxo de cálcio para o hospedeiro, aderência; antígeno capsular VI inibe a ligação do complemento; antígeno H inibe a morte por fagocitose; antígeno O inibe a morte por fagocitose; proteínas antifagocíticas induzidas por oxyR; endotoxina na camada LPS causa febre. Transmissão: ingestão de alimentos e água contaminada. Artemisa Costa Barata Tratamento: Salmonella entérica: reidratação oral. Salmonella tiphy: quinolonas e cefalosporinas Cólera Patógeno: Vibrio cholerae Mecanismo de patogenicidade: antes de estabelecer a infecção propriamente dita é necessária a colonização por intermédio de uma pili que se ligam a receptores da célula hospedeira, protegendo a bactéria das defesas do hospedeiro e concentrando as toxinas secretadas. NO intestino delgado, produzem uma exotoxina, a toxina colérica, que induz as células do hospedeiro a secretarem água e eletrólitos. Sintomas: fezes aquosas contendo massas de muco intestinal e células epiteliais chamadas de “fezes de água de arroz”. Podem-se perde 12 a 20 litros de líquido em um dia, o que causa choque, colapso e, frequentemente, morte. Devido à perda de líquido, o sangue torna-se muito viscoso que os órgãos vitais são incapazes de funcionar adequadamente. Podem ocorrer também vômitos violentos. Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados, ou pela contaminação pessoa a pessoa. Tratamento: reposição de líquidos e eletrólitos (estreptomicina e tetraciclina) Gastrenterite por Campylobacter Patógeno: Campylobacter jejuni Mecanismo de patogenicidade: não se tem o papel exato na doença das adesinas, enzimas citotóxicas e enterotoxinas. Sintomas: febre, cólica abdominal e diarreia ou disenteria. Transmissão: ingestão de alimento ou água contaminados, ou contato com animais infectados. Tratamento: reposição eletrolítica e, em casos graves, administração de eritromicina ou azitromicina. Úlcera péptica Patógeno: Helicobacter pylori Mecanismo de patogenicidade: proteína bacteriana inibidora de ácidos bloqueia a produção de ácidos e a atividade da enzima bacteriana urease produz amônia que neutraliza os ácidos gástricos. Ambos mecanismos são fundamentais para a facilitação da colonização inicial. Através de múltiplas proteínas de adesão as bactérias podem atravessar o muco gástrico e aderir às células epiteliais; elas podem também ligar proteínas do hospedeiro e auxiliar a bactéria a evadir o sistema imune. A lesão tecidual localizada é mediada por subprodutos da uréases, mucinase, fosfolipase e pela atividade da citotoxina A vacuolizante (VacA), que danificam pela produção de vacúolos.Artemisa Costa Barata Sintomas: gastrite que pode progredir para úlceras gástricas e duodenais; o que provoca indigestão e dor ou desconforto na região superior do abdômen. Transmissão: pessoa-pessoa, tipicamente oral-fecal. Tratamento: tetraciclina e amoxilina. Hepatite A Patógeno: vírus da hepatite A, Picornaviridae Mecanismo de patogenicidade: após entrada por via oral, o HAV se multiplica no revestimento epitelial do trato intestinal; a viremia ocorre e o vírus se dissemina para o fígado, rins e baço. També se disseminam nas fezes e pode ser detectado no sangue e na urina. Sintomas: maioria subclínica; febre, dores de cabeça; mal-estar, casos graves há icterícia e urina escura; sem doença crônica Transmissão: ingestão de comida ou bebidas contaminadas Tratamento: não tratamento específico, as pessoas em risco de exposição podem receber imunoglobulina, que fornece proteção por vários meses. Há vacina Hepatite B Patógeno: vírus da hepatite B, Hepadnaviridae Mecanismo de patogenicidade: possui três partículas distintas: partícula de Dane, um vírion completo, infeccioso e capas de se replicar; partículas esféricas, possuem metade do tamanho da partícula de Dane; partículas filamentosas, tubulares de diâmetro similar às partículas esféricas. Estas contêm antígeno de superfície do vírus da hepatite B Sintomas: frequentemente subclínica; similar ao HAV, mas em dores de cabeça; mais provavelmente progressão para dano grave do fígado; ocorrência de doença crônica Transmissão: parenteral; contato sexual. Tratamento: não há tratamento específico para infecções agudas por HBV. Tratamentos para infecções crônicas são limitados e não curativos. Lamivudina combinada com interferon α resulta em melhora para um número significativo de receptores. Entecavir reduz a velocidade de multiplicação viral. Como opção final há o transplante de fígado. Hepatite C Patógeno: vírus da hepatite C, Flaviviridae Artemisa Costa Barata Mecanismo de patogenicidade: o vírus é envelopado, não mata a célula infectada, mas dispara uma resposta inflamatória que ou promove o clearence da infecção ou lentamente destrói o fígado. Ele é capaz de rápida variação genética para escapar do sistema imune. Sintomas: similar ao HBV, mais provável de se tornar crônica. Transmissão: parenteral. Tratamento: combinação de drogas, peginterferon (interferon conjugado com polietilenoglicol, que tem uma concentração mais sustentada no sangue circulante) e ribavarina. Hepatite D Patógeno: vírus da hepatite D, gênero Deltaviridae Mecanismo de patogenicidade: não é capaz de causar uma infecção. Torna-se infecciosa quando um envelope externo de HBsAg, cuja formação é controlada pelo genoma do HBV, recobre a proteína do cerne do HDV (o antígeno delta). Sintomas: dano grave do fígado; alta taxa de mortalidade; doença crônica pode ocorrer. Transmissão: parenteral; requer coinfecção com o vírus da hepatite B. Tratamento: não há tratamento específico para hepatite viral aguda. Mas a crônica pode ser tratada com interferon α. Hepatite E Patógeno: vírus da hepatite E, Caliciviridae Mecanismo de patogenicidade: não envelopado apresenta fita simples de RNA. Ocorre infecção dos hepatócitos, disfunção hepática e o aparecimento de sinais e sintomas. Sintomas: similar ao HAV, mas mulheres grávidas podem apresentar alta mortalidade; sem doença crônica. Transmissão: ingestão. Tratamento: não possui tratamento específico pelo fato de ser combatida pelo próprio sistema imunológico Leptospirose Patógeno: Leptospira interrogans Mecanismo de patogenicidade: ainda não é claro. Ela pode penetrar pele e mucosa, se disseminando rapidamente para outros tecidos após a infecção, atravé sda via hematógena assim como da sua capacidade de translocação celular. Artemisa Costa Barata Sintomas: pós período de incubação de 1 a 2 semanas, dores de cabeça e musculares, calafrios e febre aparecem abruptamente. Em poucos casos, os rins e o fígado tornam-se gravemente infectados (doença de Weil); a insuficiência renal é a causa mais comum de morte. Transmissão: contato com água, solo e algumas vezes tecidos animais contaminados com urina infectada. Tratamento: doxiciclina (uma tetraciclina). Gonorreia Patógeno: Neisseria gonorrhoeae Mecanismo de patogenicidade: Contém pilina que medeia a aderência inicial às células humanas não ciliadas e interfere na morte dos fagócitos; a proteína porina previne a fusão fagolisossoma nos neutrófilos, o que promove a sobrevivência intracelular; a proteína Opa media a aderência firme às células eucarióticas; a proteína Rmp protege outros antígenos de superfície da ligação dos anticorpos bactericidas; proteínas de ligação à transferrina e lactoferrina medeiam a aquisição de ferro para o metabolismo bacteriano; LOS tem atividade endotóxica; IgA1 protease destrói a imunoglobulina. Sintomas: homens sentem dor ao urinar e descarga de material contendo pus proveniente da uretra. Já as mulheres têm mais dificuldade de perceber a infecção, mas, posteriormente, pode ocorrer dor abdominal de complicações como a doença inflamatória pélvica. Complicações podem envolver as articulações, o coração, as meninges, os olhos, a faringe e outras partes do corpo. Transmissão: contato sexual desprotegido com pessoa contaminada. Tratamento: cefalosporinas, como ceftriaxona ou cefixime. Linfogranuloma venéreo Patógeno: Chlamydia trachomatis Mecanismo de patogenicidade: Os micro-organismos invadem o sistema linfático, e a região dos linfonodos torna-se aumentada e dolorosa. Sintomas: pode ocorrer supuração (descarga de pus). A inflamação dos linfonodos resulta em cicatrizes, que ocasionalmente obstruem os vasos linfáticos. Esse bloqueio algumas vezes leva a um aumento de volume da genitália externa nos homens. Em mulheres, o envolvimento dos linfonodos da região retal pode levar ao estreitamento do reto. O pode exigir operação. Transmissão: sexo desprotegido com pessoa infectada. Tratamento: doxiciclina. Sífilis Patógeno: Treponema pallidum Artemisa Costa Barata Mecanismo de patogenicidade: proteínas da membrana externa promovem aderência à células hospedeiras; hialuronidase facilita a infiltração perivascular; camada de fibronectina protege contra fagocitose; destruição tecidual resulta primariamente da resposta imune do hospedeiro à infecção. Sintomas: Dor e desconforto no local inicial da infecção, erupções de pele tardias e febre leve; normalmente regridem após algumas semanas e entra no período de latência. Após 2 a 4 anos de latência, normalmente não é infecciosa, exceto pela transmissão materno-fetal. A maioria dos casos não progride do período de latência. Mas a sífilis congênita, acarreta prejuízo no desenvolvimento mental e outros sintomas neurológicos estão entre as consequências mais graves. Transmissão: contato sexual desprotegido com pessoas contaminadas. Tratamento: penicilina benzatina. Para pessoas sensíveis à penicilina, pode-se usar azitromicina, doxiciclina e tetraciclina. AIDs Patógeno: retrovírus Mecanismo de patogenicidade: a fixação à célula-alvo depende da combinação da glicoproteína espicular (gp120) com o receptor CD4+, encontrados em cada célula T CD4+ auxiliar, em macrófagos e monócitos; além de precisarm também de certos co- receptores. Na célula hospedeira, o RNA viral é liberado e transcrito em DNA pela enzima transcriptase reversa. Esse DNA viral então se torna integrado ao DNA cromossômico da célula hospedeira. O DNA pode controlar a produção de uma infecção ativa. Além disso, o vírus pode se proteger do sistema imune por meio da habilidade de permanecer um provírus ou um vírus latente dentro das células hospedeiras; através da fusão célula-célula, em que se move de uma célula infectada para uma célula adjacente não infectada; sofrendo rápidas mudanças antigênicas. Sintomas: a fase 1 pode serassintomática ou causar linfadenopatia. Na fase 2, há declínio da resposta imune, aparentada pelo aparecimento de infecções persistentes pela levedura Candida albicans, que podem aparecer na boca, na garganta ou na vagina. Outras condições podem incluir febre e diarreia persistente. Leucoplaquia oral, ocasionada pela reativação do vírus Epstein-Barr latentes, herpes zoster e outras indicações da diminuição da imunidade podem aparecer. Na fase 3 surgem condições clínicas importantes, como infecção dos brônquios, da traqueia ou dos pulmões por C. albicans; infecções dos olhos por citomegalovírus, tuberculose, pneumonia por Pneumocystis, toxoplasmose no cérebro e sarcoma de Kapose. Transmissão: transferência ou o contato direto com os fluidos do organismo infectado, incluindo contato sexual íntimo, leite materno, infecção transplacentária do feto, agulhas contaminadas com sangue, transplantes de órgãos, inseminação artificial e transfusão de sangue. Tratamento: as drogas disponíveis apenas retardam o progresso da infecção, o tratamento atual é denominado terapia antirretroviral altamente ativa que consiste na administração de combinações de drogas, como a combinação mais comum: dois inibidores dos análogos de nucleosídeos da transcriptase reversa (azidotimidina) mais um inibidor não nucleosídeo de nucleosídeos da transcriptase reversa (nevirapina) ou um inibidor de protease (saquinavir). Artemisa Costa Barata Artemisa Costa Barata