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Apresentação TGI Equino Fisio 2

Apostila sobre o trato gastrointestinal de equinos que descreve anatomia e fisiologia (boca, esôfago, estômago glandular/aglândular, intestinos), secreções enzimáticas e hormonais, microbiota, seleção alimentar, manejo e curiosidades (não vomitam; bigodes).

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TRATO GASTRO-INTESTINAL DE EQUINOS
2021
Docente: Dr. Rafael de Morais Campos
Discentes: Érica Maria Sousa de Queiroz Campos, Igor Gomes Socodato, Karen Kaori Funatsu Kikuchi e Marcelo Custódio Lopes. 
INTRODUÇÃO
2
A domesticação dos cavalos
-O período disponível para pastejo diminuiu e os cavalos passaram a receber grandes quantidades únicas de concentrado
-O seu aparelho digestório não está preparado para receber esse alimento
-Esse manejo incorreto predispõe os equinos a distúrbios gastrointestinais
-Compreender a fisiologia de todo o aparelho digestório permite uma melhor abordagem
VISÃO GERAL
3
TGI com particularidades anatômicas e fisiológicas
-Estômago reduzido 
-Intestino delgado longo
-Intestino grosso bem desenvolvido
VISÃO GERAL
4
ANATOMIA TGI
5
SELEÇÃO DO ALIMENTO
6
Como ocorre
-Visão, olfato e gustação.
-Sensibilidade e mobilidade labial.
-Características anatômicas que permitem grande capacidade de seleção. 
DICAS DE ALIMENTAÇÃO
7
CURIOSIDADES
8
Não vomitam
-A entrada de seu esôfago no estômago é oblíqua
-Presença do músculo cárdia
-Palato mole extenso
-Ausência do “Centro de vômito”
CURIOSIDADES
 9
Bigodes
- Como receptores sensoriais.
- Permitem identificar o que está sob seu nariz.
- Os cavalos sem bigodes são mais propensos a comer qualquer coisa.
DESENVOLVIMENTO
10
Trato Gastrointestinal dos equinos
BOCA E ESÔFAGO
11
Boca: Primeiro local por onde o alimento passa
Esôfago: Encaminha o alimento da boca ao
 estômago
Peristaltismo
Esfíncter cárdico (fechamento hermético)
Ação Mecânica
Glândulas salivares
Deglutição e Digestão
Trituração por movimento unilateral
Entre os dentes molares e pré-molares 
Glândulas: Parótidas, submandibulares e sublinguais
Ausência de enzimas digestivas
Bicarbonato e minerais para regulação do pH
ESTÔMAGO
12
Porções Glandular e Aglandular:
Aglandular
Epitélio escamoso estratificado
Vulnerabilidade contra a ação dos ácidos estomacais
Armazenamento de alimento
Formação de gases e ácidos graxos de cadeia curta
Margo plicatus
ESTÔMAGO
13
Glandular
Células mucosas
Células parietais
Células principais
Células G
Células D
Enterocromafins
Muco
Proteção contra o acido estomacal
Ácido clorídrico
Proporciona um ambiente ácido
Pepsinogênio
Pepsina (forma ativa)
Proteínas
Gastrina
Ação sobre a liberação de HCL
Somatostratina
Ação inibitória sobre a secreção de suco gástrico
Histamina 
Regulam a liberação de HCL.
Fatores que influenciam a produção de ácido clorídrico:
Gastrina, acetilcolina e histamina (principalmente) sobre as células parietais.
Secreção parácrina de somatostratina sobre as células G
Acetilcolina:
Nervo vago parassimpático e Sistema nervoso entérico
Receptores nas células parietais e G
Distensão do estômago
ESTÔMAGO
14
Suco gástrico
Contrações da região pilórica possibilita a mistura eficiente com o conteúdo alimentar
Passagem para o duodeno
Mecanorreceptores (esôfago e duodeno)
Alimentação equina contínua
- Permite o transito normal do alimento pelo trato gastrointestinal
INTESTINO DELGADO
15
Regiões
Duodeno
Jejuno
Íleo
Absorção de nutrientes:
Cálcio, aminoácidos, carboidratos, ácidos graxos, minerais e vitaminas lipossolúveis
Digestão enzimática
Hidrólise
Células:
Enterócitos de formato cilíndrico e com microvilosidades responsáveis pela absorção intestinal 
Células caliciformes, produtoras de muco (Proteção e trânsito do alimento)
INTESTINO DELGADO
16
Pâncreas
Fígado
Tripsina, quimiotripsina, elastase, carboxipeptidases (A e B)
Proteínas são convertidas em di e tripeptídeos
Lipase 
Quebra de lipídeos em ácidos graxos
Amilase
Converte o amido em maltose, maltriose e isomaltase
Substâncias alcalinas e bicarbonato
Regulam o pH (neutralização)
Bile (ausência vesícula biliar)
Secreção constante
Emulsifica os lipídeos para facilitar a digestão enzimática
INTESTINO DELGADO
17
Enterócitos
Quebra de dissacarídeos
Lactase, maltase, isomaltase e sacarase
Vitaminas: 
Vitamina A, D, E, K, Tiamina, Riboflavina, biotina e ácido fólico.
Algumas são absorvidas no intestino grosso
INTESTINO GROSSO
18
Ceco (Ápice, corpo e base)
Cólon (Cólon ventral direito, ventral esquerdo, dorsal esquerdo, dorsal direito)
Reto
Regiões
Microbiota intestinal dos equinos
- Digestão microbiana
Ceco e cólon
Fermentação (restante das substancias)
Bactérias Gram negativas, fungos anaeróbicos e protozoários
Microbiota semelhante ao rúmen e retículo dos animais poligástricos.
Tempo de permanência maior do alimento (maior aproveitamento)
INTESTINO GROSSO
19
Processos de degradação de substâncias no intestino grosso:
Fermentação microbiana ocorre para haver a quebra das moléculas maiores e torna-las passíveis de serem absorvidas
Utilizadas tanto pelo próprio animal ou pelos microorganismos
Celulose e Hemicelulose
Amido (Restante)
Proteínas
Celulase
Absorção em forma de ácidos de cadeia curta
Formação de lipídios
Protease
Aminoácidos e peptídeos (Microbiota)
Amônia ou esqueleto de carbono (Ácidos graxos)
Amilase
Quebra em glicose (Microbiota)
Ácido propiônico (Absorção intestinal)
Formação de glicose ou lactato pelo organismo
Déficit de aproveitamento proteico pelos equinos
Lignina excretada nas fezes
INTESTINO GROSSO
20
Ácidos Graxos Voláteis (AGV)
Ácidos livres
Difusão passiva (Gradiente de concentração)
Liberação de bicarbonato (Regula o pH)
Controle eletrolítico (ceco)
Absorção de água e eletrólitos
Motilidade 
Ceco: Ápice ao corpo do ceco
Antiperistaltismo
Cólon: Colón ventral ao colón dorsal
Peristaltismo
Marca-passo (Flexura pélvica entre colón ventral esquerdo e dorsal esquerdo)
Particularidades do IG
Produção de vitaminas 
Vitaminas do complexo B e vitamina K
Eliminação das fezes
Reflexo do esfíncter anal quando o alimento passa pelo reto
21
CÓLICA EQUINA
- É conhecida popularmente como “Nó nas tripas”
 - É uma das principais enfermidades que . acometem a espécie equina
- Caracterizada por manifestação de dor abdominal
- Possuem peculiaridades anatômicas em seu aparelho digestório
- Fatores: produção excessiva de gás, obstrução ou torção do intestino
- Sua principal característica é a DOR
 Mímica da dor
- Diagnóstico Vs fatores 
 
SINAIS DE CÓLICA
22
CÓLICA EQUINA
- A cólica é rara entre os cavalos que vivem em seu habitat natural 
- A maioria dos casos de cólica tem origem na alimentação irregular
 - É necessário conhecer os sintomas, as mudanças recentes no manejo e o histórico do cavalo 
- É essencial executar um exame semiológico correto
 - O grau de dor é o que ajuda a medir a severidade do problema
TIPOS DE CÓLICA
23
Cólica pélvica ou de impacto
- Geralmente ocorre no intestino grande em um dos flexórios
- Esse caso pode ser diagnosticado no exame retal, realizado por um veterinário. 
Cólica por gases 
- Ocorre geralmente no intestino grande. O gás estica o intestino
- Os sinais da cólica são geralmente suaves e respondem bem, quando tratados com a medicação adequada. 
Cólica causada por parasitas 
- Visto o mais geralmente em cavalos novos em consequência de uma infestação muito pesada do equorum de Parascarus. 
- Os cavalos desenvolvem a imunidade aos parasitas em sua fase de vida de 6 meses a 1 ano, logo esta circunstância é rara em cavalos do adulto. 
Colite
- Inflamação do intestino, pequenas (enterites) ou grandes (da colite). 
- Estes são casos médicos sérios e requerem a atenção veterinária imediata. 
Deslocamento ou torsão gástrica
 
- Uma parcela do intestino moveu-se para uma posição anormal no abdômen. 
- Causa um bloqueio total do intestino e requerem a cirurgia imediata
PREVENÇÃO 
- Fatores de manejo 
- O tratamento específico de cada caso de cólica varia e depende da natureza e severidade da lesão 
- Analgesia e sedação, reposiçãode fluidos, correção de desequilíbrios eletrolíticos e ácido-base 
INTERVENÇÃO CIRURGICA INDICADA: 
Quando é possível diagnosticar a causa exata da cólica 
Evidências suficientes que indicam a necessidade de realização de cirurgia
Suspeitos de sofrerem de uma lesão obstrutiva parcial 
24
ÚLCERA 
- Síndrome de Úlcera Gástrica
- Esôfago, estômago, duodeno
- Erros de manejo
- Fármacos, stress
25
ENTERITE 
- Granulomatosa
- Duodeno-jejunite proximal (DJP)
- Enterite proliferativa equina
26
ÍLEO ADINÂMICO 
- proximal 
-A duodeno-jejunite proximal (DJP)
- 
va pro hospital
27
REFERÊNCIAS 
- ALIMENTAR, A. O. M. Revista Acadêmica de Ciência Equina v. 01, n. 1 (2015). 1, 16–22 (2015).
- BRANDI, R. A. & Furtado, C. E. Importância nutricional e metabólica da fibra na dieta de equinos. Rev. Bras. Zootec. 38, 246–258 (2009).
- ANIMALl, D. O., Em, Q. U. E. I., Iminente, R., Ou, D. E. V. & Atendimento, E. P. Restabelecimento do trânsito intestinal em eqüinos Parte I : fisiologia e fisiopatologia Reestablisment equine intestinal transit Part L ’ physiology andphysiopathology. 2, 9–16.
- CAMPELO, Jairo. Cólica Equina. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, São Paulo, jan. 2008. Disponível em: <http://www.faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/K2zHbx7QrPNAPld_2013-5-29-10-40-19.pdf> acesso em 05 de jul. de 2021.
- PACHECO, Alessandro. Síndrome Cólica Equina- Revisão de Literatura. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, São Paulo, jan. 2011. Disponível em: <http://www.faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/eunbS08pBp1SnhU_2013-6-26-11-12-33.pdf> acesso em 05 de jul. de 2021.
-Moreira, Malu. Aparelho Digestivo do Cavalo, Vício Country, 2021 Disponível em:https://viciocountry.com.br/aparelho-digestivo-do-cavalo/ 
Acesso em 11 de jul. de 2021
 -GERLING, M, Fª, Fisiologia do sistema digestório nos equinos, Redação InfoEquestre, V.5, ED.1, N 101 (2020) Disponível em: 
<https://infoequestre.vet/edicao-5o-ano-2020/sistema-digestorio-no-equino/>
 acesso em 12 de jul. de 2021
 -LABOVET Company. Os cavalos não vomitam por três principais motivos, 2020 Disponível em:
<https://www.facebook.com/labovetcompany/posts/2633370283563410/>
acesso em 13 de jul. de 2021
OBRIGADO