Fragilidade e fisio 02
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Fragilidade e fisio 02


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de quedas e também para modificar os seus fatores de 
risco, em função dos ganhos de força muscular, mobilidade articular, au-
mento da velocidade da marcha e melhora na qualidade do equilíbrio39.
A perda da capacidade aeróbia dificulta a execução das AVD e AIVD 
(por exemplo, subir escadas, vestir-se, atravessar a rua), pois para realizá-las 
é necessário o condicionamento cardiovascular. Com base nisto, o treina-
mento da capacidade aeróbia seria uma estratégia de prevenção de quedas.
Alguns estudos têm mostrado aumento das habilidades funcio-
nais quando o treinamento de força é combinado com outros tipos de 
treinamento; sua associação ao treinamento da capacidade aeróbia e do 
equilíbrio tem se mostrado mais eficiente para aumentar o controle do 
equilíbrio e a velocidade da marcha39,41.
Os exercícios para treino de equilíbrio devem ter duração de dez a 30 
segundos com duas a três repetições para cada posição ou exercício, per-
fazendo um total de dez a 15 minutos. Os exercícios de equilíbrio podem 
ser estáticos e/ou dinâmicos, que envolvam alterações no input visual, 
mudanças na superfície de sustentação e redução da base de sustentação, 
e aumentem gradativamente o nível de dificuldade e complexidade das 
posições37. Assim podem ser propostas para a terapia: aumentar o tempo 
em cada posição, utilizar espumas de densidades e materiais diferentes, 
posicionar a cabeça em diferentes angulações, usar diferentes conflitos 
visuais, variar a base de sustentação, entre outros recursos.
Considerações finais
As definições e os modelos de fragilidade evidenciam que a síndro-
me é complexa. A fragilidade é uma síndrome decorrente da interação de 
fatores biológicos, psicológicos, cognitivos e sociais, ao longo do curso 
da vida que poderia ser identificada precocemente para que intervenções 
e condutas também precoces fossem realizadas. Entretanto, apesar de não 
existir até o momento um tratamento específico para esta síndrome, a 
realização periódica de uma avaliação geriátrica global por uma equipe 
multidisciplinar é capaz de retardar o declínio funcional e prevenir a fra-
gilidade, e assim diminuir o índice de institucionalização e hospitalização, 
alterando positivamente as taxas de morbimortalidade para esta parcela 
de população. Atualmente, a prática do treinamento do exercício físico 
resistido em membros inferiores é considerada como o mais eficaz méto-
do para preservar a mobilidade e, consequentemente, prevenir o declínio 
funcional em idosos. A fisioterapia tem importante papel na reabilitação 
dos pacientes com a Síndrome da Fragilidade, auxiliando tanto no alívio 
dos sintomas, quanto na promoção da independência e qualidade de vida. 
No entanto, protocolos sistematizados devem ser estabelecidos para a oti-
mização do processo de reabilitação desses pacientes. 
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