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Capitalismo – Wikipédia  a enciclopédia livre

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Parte da série sobre
Capitalismo
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Capitalismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Modo de produção capitalista)
O capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e
distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos; decisões
sobre oferta, demanda, preço, distribuição e investimentos não são feitos
pelo governo, os lucros são distribuídos para os proprietários que
investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas
empresas. É dominante no mundo ocidental desde o final do
feudalismo. O termo capitalismo foi criado e utilizado por socialistas e
anarquistas (Karl Marx, Proudhon, Sombart) no final do século XIX e
no início do século XX, para identificar o sistema político-econômico
existente na sociedade ocidental quando se referiam a ele em suas
críticas, porém, o nome dado pelos idealizadores do sistema político-
econômico ocidental, os britânicos John Locke e Adam Smith, dentre
outros, já desde o início do século XIX, é liberalismo.
Alguns definem o capitalismo como um sistema onde todos os meios de
produção são de propriedade privada, outros o definem como um
sistema onde apenas a "maioria" dos meios de produção está em mãos
privadas, enquanto outro grupo se refere a esta última definição como
uma economia mista com tendência para o capitalismo. A propriedade
privada no capitalismo implica o direito de controlar a propriedade,
incluindo a determinação de como ela é usada, quem a usa, seja para
vender ou alugar, e o direito à renda gerada pela propriedade. O
capitalismo também se refere ao processo de acumulação de capital. Não há consenso sobre a definição exata
do capitalismo, nem como o termo deve ser utilizado como categoria analítica. Há, no entanto, pouca
controvérsia que a propriedade privada dos meios de produção, criação de produtos ou serviços com fins
lucrativos num mercado, e preços e salários, são elementos característicos do capitalismo. Há uma variedade
de casos históricos em que o termo capitalismo é aplicado, variando no tempo, geografia, política e cultura.
Economistas, economistas políticos e historiadores tomaram diferentes perspectivas sobre a análise do
capitalismo. Economistas costumam enfatizar o grau de que o governo não tem controle sobre os mercados
(laissez faire) e sobre os direitos de propriedade. A maioria dos economistas políticos enfatizam a
propriedade privada, as relações de poder, o trabalho assalariado e as classes econômicas. Há um certo
consenso de que o capitalismo incentiva o crescimento econômico, enquanto aprofunda diferenças
significativas de renda e riqueza. O grau de liberdade dos mercados, bem como as regras que definem a
propriedade privada, são uma questões da política e dos políticos, e muitos Estados que são denominados
economias mistas.
O capitalismo como um sistema intencional de uma economia mista desenvolvida de forma incremental a partir
do século XVI na Europa, embora organizações proto-capitalistas já existissem no mundo antigo e os
aspectos iniciais do capitalismo mercantil já tivessem florescido durante a Baixa Idade Média. O
capitalismo se tornou dominante no mundo ocidental depois da queda do feudalismo. O capitalismo
gradualmente se espalhou pela Europa e, nos séculos XIX e XX, forneceu o principal meio de industrialização
na maior parte do mundo. As variantes do capitalismo são: o anarco-capitalismo, o capitalismo corporativo,
o capitalismo de compadrio, o capitalismo financeiro, o capitalismo laissez-faire, capitalismo tardio, o neo-
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Outros termos algumas vezes
utilizados para se referir ao
capitalismo:
Modo de produção
capitalista
Liberalismo
econômico
Economia de livre-
empresa
Mercado livre
Economia laissez-
faire
Economia de
mercado
Liberalismo de
capitalismo, o pós-capitalismo, o capitalismo de estado, o capitalismo monopolista de Estado e o
tecnocapitalismo.
Índice
1 Etimologia
2 História
2.1 Mercantilismo
2.2 Industrialismo
2.3 Keynesianismo e neoliberalismo
2.4 Globalização
3 Teoria capitalista
4 Modo de produção capitalista
5 Democracia, Estado e quadros jurídicos
5.1 Propriedade privada
5.2 Instituições
5.3 Democracia
6 Benefícios políticos
6.1 Crescimento econômico
6.2 Liberdade política
6.3 Auto-organização
7 Críticas
8 Ver também
9 Referências
9.1 Bibliografia
10 Ligações externas
Etimologia
A palavra capital vem do latim capitale, derivado de capitalis (com o
sentido de "principal,primeiro,chefe"), que vem do proto-indo-europeu
kaput significando "cabeça". Capitale surgiu em Itália nos séculos XII e
XIII (pelo menos desde 1211) com o sentido de fundos, existências de
mercadorias, somas de dinheiro ou dinheiro com direito a juros. Em 1283 é
encontrada referindo-se ao capital de bens de uma firma comercial.
O termo capitalista refere-se ao proprietário de capital, e não ao sistema
econômico, e o seu uso é anterior ao do termo capitalismo, datando desde
meados do século XVII. O Hollandische Mercurius usa o termo em 1633
e 1654 para se referir aos proprietários de capital. David Ricardo, na
sua obra Principles of Political Economy and Taxation (1817), usa
frequentemente a expressão "o capitalista".
Samuel Taylor Coleridge, poeta inglês, usou o termo capitalista em seu
trabalho Table Talk (1823). Pierre-Joseph Proudhon usou o termo
capitalista em seu primeiro trabalho, O que é a propriedade? (1840) para
se referir aos proprietários de capital. Benjamin Disraeli usou o termo
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mercado
Mercado auto-
regulador
Uma pintura de um porto francês de
1638, no auge do mercantilismo.
capitalista em seu trabalho Sybil (1845). Karl Marx e Friedrich Engels
usou o termo capitalista (Kapitalist) em O Manifesto Comunista (1848)
para se referir a um proprietário privado de capital.
O termo capitalismo surgiu em 1753 na Encyclopédia, com o sentido
estrito do "estado de quem é rico". No entanto, de acordo com o Oxford English Dictionary (OED), o
termo capitalismo foi usado pela primeira vez pelo escritor William Makepeace Thackeray em seu trabalho
The Newcomes (1845), onde significa "ter a posse do capital". Ainda segundo o OED, Carl Adolph Douai,
um socialista teuto-estadunidense e abolicionista, usou o termo capitalismo privado em 1863.
O uso inicial do termo capitalismo em seu sentido moderno foi atribuída a Louis Blanc, em 1850, e Pierre-
Joseph Proudhon, em 1861. Marx e Engels se refere ao sistema capitalista (kapitalistisches
System) e o modo de produção capitalista (kapitalistische Produktionsform) em Das Kapital
(1867). O uso da palavra "capitalismo" em referência a um sistema econômico aparece duas vezes no
Volume I de O Capital, p. 124 (Edição alemã) e, em Theories of Surplus Value, tomo II, p. 493 (Edição
alemã).
História
Mercantilismo
O período entre os séculos XVI e XVIII é comumente descrito como
mercantilismo. Este período foi associado com a exploração
geográfica da Era dos Descobrimentos sendo explorada por
mercadores estrangeiros, especialmente da Inglaterra e dos Países
Baixos; a colonização européia das Américas; e o rápido crescimento
no comércio exterior. O mercantilismo foi um sistema de comércio
com fins lucrativos, embora as commodities ainda eram em grande
parte produzidas por métodos de produção não-capitalista.
Enquanto alguns estudiosos vejam o mercantilismo como o primeiro
estágio do capitalismo, outros argumentam que o capitalismo não
surgiu até mais tarde. Por exemplo, Karl Polanyi, observou que "o
mercantilismo, com toda a sua tendência para a comercialização,
nunca atacou as salvaguardas que protegeram [os] dois elementos básicos do trabalho de

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