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Obs: Ambos os procedimentos anestésicos foram realizados mediante assinatura de termo de consentimento pelo tutor, onde foram exemplificadas as possíveis complicações do procedimento. RELATO PEQUENOS ANIMAIS: CÃO 1- RESENHA DO ANIMAL: ESPÉCIE: Canina RAÇA: Sem raça definida IDADE: 12 anos PESO: 9 kg SEXO: Macho COLORAÇÃO DA PELAGEM: Preto e Branco Fonte: Arquivo Pessoal 2- Motivo da cirurgia: Animal apresentava metástase testicular de linfoma primariamente prostático, foi recomendada a orquiectomia com ablação testicular após punção aspirativa de testículo para citologia, que resultou como sugestivo também de linfoma, após o desconforto e edema escrotal, e as complicações de exames complementares impedirem novas sessões de quimioterapia, foi recomendada a retirada escrotal com boa margem de segurança, para retirada neoplásica. 3- Anamnese geral: Animal idoso, SRD, fazia duas refeições diárias com ração Premier para raças pequenas, obtinha água em abundância e acesso a quintal de cimento e área com grama. Não apresentava nenhuma comorbidade antecedente a neoplasia. Cão apresenta linfoma extra nodal em próstata, com metástase em linfonodos ilíacos, hipográstricos, bexiga, além de testículos. Animal não castrado, que dois meses atrás apresentou tenesmo e disquesia ao defecar, além de disúria a micção, foi realizado o atendimento médico veterinário e ultrassográfico ao qual observou-se aumento de próstata e linfonodos regionais, bem como dimorfismo em parede de bexiga e ao redor do trígono vesical. Iniciou-se protocolo para prostatite na qual não se obteve melhora do quadro. Após 15 dias, foi sugerido outro ultrassom ao qual evidenciou-se maior dimorfismo em próstata, com alteração de padrão lobulado e sugestivo de neoplasia, tanto nela, quanto em linfonodos regionais e bexiga. Após outros exames complementares, citologia por aspiração e biópsia, o diagnóstico de linfoma extra nodal em próstata com metástase em linfonodos regionais, bexiga e testículos foi dado, e iniciou-se o protocolo CHOP de quimioterapia. Devido a hiperplasia exacerbada da próstata o animal urinava apenas em gotas, a maior parte dos dias de tratamento foi mantido sondado, devido à dificuldade miccional. EXAME FÍSICO: TR: 38,5°C FC: 160 bpm FR: 40mrpm PAS: 110mmHg Nível de Consciência: alerta Hidratação: hidratado Escore Corporal: 5(1-9) MUCOSAS (coloração, TPC e umidade): hipocoradas, úmidas, TPC 2’’. LINFONODOS PERIFÉRICOS (tamanho, sensibilidade, consistência, mobilidade e temperatura): poplíteo e submandibulares aumentados de volume> reativos. ECTOSCOPIA (inspeção, palpação e olfação da pele e anexos): Aumento de volume exacerbado em região escrotal, com hiperemia, edema e aumento de ambos os testículos. Fonte: Arquivo Pessoal Avaliação CARDIORRESPIRATÓRIA (inspeção, palpação, percussão e/ou auscultação do trato respiratório superior/inferior e cardiovascular): BCNRNF E CPL Avaliação ABDOMINAL (inspeção, palpação, percussão e/ou auscultação): nada digno de nota. EXAMES COMPLEMENTARES: Eritrograma: hemácias, hemoglobina e volume globular abaixo dos padrões de normalidade caracterizando-se um quadro anêmico> Anemia Normocítica Normocrômica regenerativa. No leucograma observa-se Leucocitose por Neutrofilia e Monocitose, além de uma Linfopenia. Plaquetograma, é observada a Trombocitose. Nos exames bioquímicos observou-se aumento de ALT caracterizando-se lesão hepática, além de creatinina e ureia aumentadas indicando azotemia, devido o quadro urêmico do animal relacionado com a obstrução da micção parcial da uretra pela hiplerplasia prostática. Apesar das várias alterações no hemograma e bioquímicos o desconforto do animal estava bem severo, além de três semanas seguidas os exames complementares impedirem a nova sessão de quimioterapia, o que só piorava o quadro do animal, optou-se pela retirada cirúrgica mesmo se tratando de Linfoma. Animal estava realizando o protocolo CHOP de quimioterapia, que faz a associação de ciclofosfamida, vincristina, prednisona e doxorrubicina, entretanto, havia realizado apenas a primeira sessão com Vincristina, associado com prednisona. 4- PROTOCOLO ANESTÉSICO Anamnese anestésica: 1. Já apresentou crise convulsiva? ( ) Sim (X ) Não 2. Já apresentou síncope? ( ) Sim (X) Não 3. Quanto à atividade física, apresenta-se: a. Cianótico? ( ) Sim (X) Não b. Cansaço fácil? ( ) Sim (X) Não c. Outros:_____________________________________________ 4. Apresenta êmese frequentemente? ( ) Sim (X) Não Qual(is):_____________________________ 5. Já apresentou hipersensibilidade a algum medicamento? ( ) Sim (X) Não Qual(is):_____________________________ 6. Já apresentou outras afecções anteriormente? (X) Sim ( ) Não Qual(is):_Carrapatos, mas sem diagnóstico de erliquiose,_tratamento ortopédico.____________ 7. Já foi submetido a algum procedimento cirúrgico/anestésico anteriormente? (X) Sim ( ) Não Se “SIM”: Há quanto tempo? _1 semana atrás. ____ Qual procedimento o animal foi submetido? Procedimento de biópsia de próstata, linfonodos hipogástricos e ilíacos. __________________ Houve intercorrência? _Não__________________________________ 8. Está se alimentando bem? (X) Sim ( ) Não Qual(is):_____________________________ 9. Está defecando e urinando normalmente (cor, odor e frequência)? ( ) Sim ( X ) Não Qual(is):_Devido ao aumento prostático de maneira concêntrica a uretra está parcialmente obstruída, com o protocolo CHOP houve melhora, porém o animal urina em gotas, ou pequenos jatos apenas. 10. Toma algum medicamento? (X) Sim ( ) Não Qual(is):_Realiza protocolo quimioterápico CHOP, Cloridrato de tramadol para analgesia, Ondansetrona, aplicação de Cerenia e Metadona quando em crises de dores. 11. Está de jejum alimentar? (X) Sim ( ) Não Se “SIM”, há quanto tempo? __8 horas___ 12. Está de jejum hídrico? (X) Sim ( ) Não Se “SIM”, há quanto tempo? 2 horas 5- Protocolo Anestésico: O paciente foi considerado ASA IV devido a neoplasia preexistente, idade, anemia normocítica normocrômica regenerativa, azotemia, além de estado bem urêmico, e ainda ter realizado procedimento anestésico há pouco tempo, foi recomendado associação de medicações pré-anestésicas para serem observados o sinergismo dos fármacos, e menores efeitos adversos, pois serão administradas menores doses. Também foi realizada anestesia epidural a fim de promover melhor analgesia para o animal, diminuindo o requerimento anestésico no transoperatório de isofluorano. Fonte: Arquivo Pessoal MPA: Associação de: - Clorpromazina (Amplictil®5 mg/mL) na dose de 0,5 mg/kg= 0, 9mL > IM - Metadona (Mytedom 10mg/mL) na dose de 0,2 mg/kg= 0,18 mL> IM Foi realizada a medicação pré-anestésica com clorpromazina que promove efeito neuroléptico, porém com menos efeitos adversos que o Acepram que causa hipotensão mais proeminente, para se obter a tranquilização do animal. A analgesia foi realizada pela metadona, opioide potente devido a agitação do animal e sinais compatíveis com dores severas em região abdominal, porém com uma dose mais baixa. Desse modo obteve-se a Neuroleptoanalsgesia do animal. Indução Anestésica - Midazolan (Dormonid®5 mg/mL) na dose 0,3 mg/kg= 0,54 mL> IV - Propofol (Diprivan® 1%) na dose 5,0 mg/kg= 4,5 mL> IV A indução anestésica foi realizada com o midazolan que causa a potencialização e diminuição do requerimento anestésico do agente indutor, que é o propofol, fazendo com que a dose do indutor seja diminuída e consequentemente osefeitos adversos vão ser diminuídos, dessa maneira, os dois fármacos foram administrados lentamente por via endovenosa juntos, com menores doses. Anestesia Regional Epidural: - Lidocaína 2% na dose 4 mg/kg= 1,8 mL - Tramadol (50 mg/mL) na dose 2mg/kg= 0,36 mL Com a animal em decúbito esternal, foi realizada a tricotomia e antissepsia da região, colocação de pano estéril e luva estéril. Com a mão direita introduziu-se em ângulo de 90°a agulha epidural (Tuohy 19G), e a mão esquerda utilizando os dedos indicador e polegar palpou-se as tuberosidades ilíacas. Após a indução anestésica do animal, com ele sem se mexer, e permanecendo em decúbito esternal com elevação da cabeça, mantendo- se bem simétrico, foi realizado com a mão direita a palpação de maneira longitudinal a coluna vertebral, a fim de sentir os processos espinhosos da última vertebra lombar e da primeira vértebra sacral, Espaço Lombo sacro L7-S1, e nesse espaço começou a introduzir a agulha, passando pela pele, SC, musculatura e os 3 Ligamentos: supraespinhoso (LSE), o interespinhoso (IE) (intervertebral) e o ligamento amarelo (LA), quando sentirmos uma certa resistência ou crepitação e depois facilitação da agulha, chegamos no espaço desejado. Foi realizado o teste da gota pendente para observar se estávamos no local adequado, houve a sucção da gota, introduziu-se no canhão da agulha a solução fisiológica, e devido à pressão negativa a gota foi sugada, e em seguida, depositou-se o anestésico com o opióide sobre a dura-máter. Manutenção Anestésica: -Isofluorano (Forane) 1,5 CAM (1,41%) = 2,12 Houve a intubação endotraqueal do animal com a sonda 6,0 em decúbito esternal, com a sonda apontando a parte proximal para cima, e não ao contrário, foi introduzida, com o puxamento leve da língua do animal. Com a seringa na válvula de controle inflou-se o Cuff de maneira que ainda ficasse macio, fazendo com que a traqueia fique vedada, de maneira que somente o ar do circuito inalatório passe no tubo e chegue na traqueia. Foi fixada a sonda no animal para que ela não saia facilmente. O circuito utilizado para anestesia inalatória foi o sistema circular valvular semi- fechado, na qual há apenas reinalação parcial de gases e o animal permanece respirando espontaneamente. Esse sistema foi escolhido devido o tamanho do animal, e a maior segurança proporcionada de menor risco de hipercapnia e barotrauma, além de conservação de calor e umidade razoável, porém requer maior fluxo de O2 e anestésico inalatório, sendo cerca de 60mL/kg/min que será ajustado no fluxômetro ou Rotâmetro). Sistema composto por: - Balão reservatório de 0,5 L - Válvula de escape sempre aberta> perde-se bastante anestésico inalatório - Tubos Corrugados (traqueias) - Válvula Inspiratória - Conector em Y - Caníster com a cal sodada que vai reter o CO2) - Válvula expiratória Fonte: Arquivo Pessoal- Quase 10 dias após, mostrando a extensão da incisão. Fonte: Arquivo Pessoal: Noite pós procedimento. 6- Monitoração Anestésica: 160 150 150 130 120 110 100 80 60 75 80 95 100 36 40 30 32 28 15 12 10 10 15 15 20 22 37,8 37,5 37,5 37,7 38,5 37,5 36,5 35,5 35,7 36 36,8 37,2 37,5 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 2 2 110 100 90 95 95 90 80 60 50 60 90 95 110 100 100 98 96 97 100 95 90 85 90 98 99 100 0 2 4 6 8 10 12 14 Frequência Cardíaca (bpm) F. Respiratória (mpm) T°(C) Retal TPC (seg) PAM mmHg Sp O2 A monitoração anestésica foi realizada de maneira minuciosa, avaliando-se vários parâmetros vitais do animal como demonstrados no gráfico acima, entre eles: a Frequência Cardíaca em bpm (FC); Frequência Respiratória mrpm (FR); Temperatura em °C; Pressão Arterial Média em mmHg (PAM); Saturação de Oxigênio em % (SpO2) e o Tempo de Preenchimento Capilar em segundos (TPC). As variações dessas medições foram representadas graficamente. Outras avaliações como o reflexo pupilar e umidade das mucosas do animal também foram observados no procedimento. As alterações vistas e as possíveis complicações foram explicadas abaixo. Foi realizada a canulação da artéria metatársica para monitoração invasiva da pressão arterial média que foi acoplada ao monitor multiparamétrico para obtenção acurada da PAM do animal. Durante todo o transoperatório foram realizados reflexos pupilares para evidenciar se o animal não estava profundo na anestesia. Com uma lanterna incidiu-se o feixe de luz nos olhos do animal e durante todo o procedimento esse reflexo permaneceu presente, ou seja, pupilas estavam em miose. Como o procedimento cirúrgico durou aproximadamente 1 hora, realizou-se a monitoração anestésica dos parâmetro vitais de 5 em 5 minutos até completar 65 min. No transoperatório houveram complicações enquanto se realizava a manipulação da pele e retirada escrotal final, devido as muitas terminações nervosas na pele e da extensa incisão devido a margem de segurança para retirada neoplásica. Deste modo observou-se uma grave hipotensão que permaneceu cerca de 15 minutos, nos momentos 40, 45 e 50 min, e foi acompanhada de bradicardia com decaimento da saturação de O2. Necessitou-se de intervenção com sulfato de atropina: 0,022 mg/kg IV, ou seja, 0,02 mL IV, porém a hipotensão se manteve e foi realizada outra aplicação de atropina na mesma dose e assim observou-se melhora tanto na PA, quanto na FC do cão. 7- Pós-operatório: Foi realizada a aplicação IV de Meloxicam na dose de 0,1mg/kg> 0,45 mL a fim de manter cobertura anti-inflamatória e analgesia multimodal ao animal, além de Cefalotina 200 mg/mL na dose de 30mg/kg> 1,35 mL ao animal por via endovenosa a fim de manter cobertura antimicrobiana no pós-operatório imediato. Após foi passado para casa as medicações do receituário Abaixo... RELATO GRANDES ANIMAIS: EQUINO 1- RESENHA DO ANIMAL: ESPÉCIE: Equina RAÇA: Sem raça definida IDADE: 8 anos PESO: 450 kg SEXO: Macho COLORAÇÃO DA PELAGEM: Baio 2- Motivo da cirurgia: Orquiectomia eletiva de equino. 3- Anamnese geral: Animal sem doença pré-existente ou comorbidade, será submetido a orquiectomia bilateral eletiva. Animal se encontrava no Hospital veterinário há pouco mais de 2 meses, devido doação de um fazendeiro para a universidade. Este era utilizados durante as aulas práticas da veterinária. Não se se obteve o histórico anterior do animal, antecedentes mórbidos, e saúde de parentes. Nos dois meses que o animal permaneceu no hospital não se observou síncope, convulsões, cansaço ao exercício ou cianose, nem reação de hipersensibilidade medicamentosa. O alimento fornecido para o animal era baseado em capim elefante à vontade e ração adequada para o suprimento das necessidades energéticas do animal, além de água abundante. A indicação cirúrgica de castração foi para que o animal se torne mais calmo e dócil para a lida no hospital e nas aulas práticas. EXAME FÍSICO: TR: 37,8°C FC: 28 bpm FR: 10 mrpm Nível de Consciência: alerta Hidratação: hidratado Escore Corporal: Normal MUCOSAS (coloração, TPC e umidade): róseas, úmidas, TPC 2’’. FREQUÊNCIA INTESTINAL: VENTRAL DIREITO: ++ DORSAL DIREITO: ++ VENTRAL ESQUERDO: ++ DORSAL ESQUERDO: ++ LINFONODOS PERIFÉRICOS (tamanho, sensibilidade, consistência, mobilidade w temperatura): não reativos. ECTOSCOPIA (inspeção, palpação e olfação da pele e anexos): Nada digno de Nota. Avaliação CARDIORRESPIRATÓRIA (inspeção, palpação, percussão e/ou auscultação do trato respiratório superior/inferior e cardiovascular): BCNRNF E CPL Avaliação ABDOMINAL (inspeção, palpação,percussão e/ou auscultação): nada digno de nota. 4- PROTOCOLO ANESTÉSICO Anamnese anestésica: 13. Já apresentou crise convulsiva? ( ) Sim (X ) Não 14. Já apresentou síncope? ( ) Sim (X) Não 15. Quanto à atividade física, apresenta-se: a. Cianótico? ( ) Sim (X) Não b. Cansaço fácil? ( ) Sim (X) Não c. Outros:_____________________________________________ 16. Apresenta êmese frequentemente? ( ) Sim (X) Não Qual(is):_____________________________ 17. Já apresentou hipersensibilidade a algum medicamento? ( ) Sim (X) Não Qual(is):_____________________________ 18. Já apresentou outras afecções anteriormente? ( ) Sim (X) Não Qual(is):_____________________________ 19. Já foi submetido a algum procedimento cirúrgico/anestésico anteriormente? ( ) Sim (X) Não Se “SIM”: Há quanto tempo? ________________________________ Qual procedimento o animal foi submetido? ______________________ Houve intercorrência? _______________________________________ 20. Está se alimentando bem? (X) Sim ( ) Não Qual(is):_____________________________ 21. Está defecando e urinando normalmente (cor, odor e frequência)? (X) Sim ( ) Não Qual(is):_____________________________ 22. Toma algum medicamento? ( ) Sim (X) Não Qual(is):_____________________________ 23. Está de jejum alimentar? (X) Sim ( ) Não Se “SIM”, há quanto tempo? __12h______________________________________________ 24. Está de jejum hídrico? (X) Sim ( ) Não Se “SIM”, há quanto tempo? _12h_______________________________________________ Animal apresentava jejum de 12 horas, tanto hídrico quanto alimentar. Medicação Pré-Anestésica: Devido ao paciente ser considerado ASA I, sem doença pré- existente, com idade média, relativamente jovem e sem nenhuma alteração sistêmica ao hemograma e bioquímicos, utilizou-se medicação pré-anestésica associando alfa-2 adrenérgico com um opioide de ação leve a moderada, pois foi realizada uma cirurgia eletiva de castração (orquiectomia). Essa associação foi feita para aumentar a analgesia e sedação promovida pela xilazina, esta é um sedativo que promove analgesia visceral, quando associada a um opioide que também promove analgesia visceral e sedação, como butorfanol, há sinergismo entre os fármacos proporcionando a diminuição de doses e aumento do efeito desejado. Isso para aumentar a sedação de um animal que entrará em cirurgia no tronco em estação. Administração por via endovenosa (jugular): Medicação Pré-Anestésica o Xilazina a 10%, na dose de 1mg/kg> 4,5 mL IV o Butorfanol 10 mg-mL na dose de 0,036mg/kg > 1,62 mL IV Anestesia Infiltrativa: Optou-se pela realização do bloqueio locorregional devido a ser uma cirurgia com o animal em estação, sem anestesia geral, desse modo, o bloqueio proporcionará menor desconforto ao animal na manipulação da região escrotal promovendo analgesia local pelo bloqueio da região, devido a inibição da deflagração de potenciais de ação. Foi realizado bloqueio locorregional após 5 minutos da sedação, com a lidocaína 2% no local de incisão, intratesticular e no cordão espermático. ➢ Geralmente o local de incisão no saco escrotal é acima dos testículos em equinos (sempre confirmar com o cirurgião o local correto) aplicou-se de lidocaína 2% no local de incisão em linha nos dois lados, sempre aspirar antes, nesse caso há aplicação SC do fármaco acima dos testículos. ➢ Após segurar os testículos do animal com o animal em pé no tronco, foi injetado 10 mL de lidocaína 2% nos testículos para bloqueio desse local. ➢ Ainda foi realizado a infiltração de lidocaína 2% no cordão espermático por meio da técnica fechada, faz-se a tração do testículo com a mão visualizando-se o cordão, aplica-se diretamente no cordão espermático após aspirar e não houver sangue. 5- Monitoração Anestésica: Como o procedimento cirúrgico foi relativamente rápido e com o animal em estação, foram analisados os parâmetros do gráfico acima, na monitoração anestésica. Todos se mantiveram sem alterações bruscas durante todo o procedimento que demorou por volta de 30 minutos desde sedação do animal. As elevações observadas de frequência 28 30 35 40 45 39 9 12 14 16 18 16 37,8 37,5 37,5 37,7 37,9 38 2 2 2 2 2 21 1 1 1 1 1 5 min 10 min 15 min 20 min 25 min 30 min Frequência Cardíaca (bpm) F. Respiratória (mpm) T°(C) Retal TPC (seg) F. Intestinal (++) respiratória e cardíaca coincidiram com o momento da manobra de hemostasia (realizada com o emasculador), as frequências intestinais dos quatro quadrantes abdominais se mantiveram ótimas (++) em todo processo cirúrgico. Por fim, todo o procedimento foi realizado de maneira tranquila e sem complicações no transoperatório. 6- Pós-operatório: Foi realizada a aplicação IM de Penicilina Benzatina (100000 UI-mL), na dose de 20000U-Kg, ou seja, 90 mL como antibioticoterapia de escolha, à cada 24 horas por 3 dias, além de analgesia proporcionada com flunixin meglumine na dose de 1,1 mg/kg, 10mL a cada aplicação que foi por via endovenosa, durante 3 dias à cada 24 horas.