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Bordetella Introdução As bactérias do gênero Bordetella são importantes causadoras de infecções, em especial respiratórias, sendo imunopreveníveis assim como a difteria e o tétano. Taxonomia: são bactérias da família Bordetellaceae, com destaque para a Bordetella pertussis, principal causadora de doença em humanos (coqueluche). Outros organismos patogênicos incluem: B. bronchiseptica (causadora de bronquite) e B. parapertussis (causa quadro semelhante porém mais leve que a coqueluche). Morfologia e bioquímica: tratam-se de cocobacilos gram-negativos curtos e capsulados, possuindo grânulos metacromáticos bipolares. É estritamente aeróbio e fermenta glicose e lactose. Possui estruturas antigênicas como fímbrias, lipopolissacarídeo, enzimas e toxinas. Cultura São cultivadas no meio Bordet-Gengou, em umidade e a 37 graus, sendo também chamada ‘’placas de tosse’’ uma vez que o material coletado é diretamente a secreção em um acesso de tosse. As cepas virulentas são hemolíticas, mas perdem a capacidade de produzir toxinas e hemólise se há adversidades no meio como cultivo a 28 graus e presença de sulfato de magnésio. Fatores de Virulência Hemaglutinina filamentosa: permite a adesão ao epitélio. Toxina pertussis: principal toxina que permite a penetração da bactéria nas vias aéreas e estimula sua irritação, que promove o acesso de tosse. Outras toxinas: incluem a toxina adenilil-ciclase, que auxilia nos efeitos e a toxina dermonecrótica. Há também a hemolisina e citotoxina traqueal Manifestações Clínicas A transmissão é por meio da via aérea, havendo um período de incubação entre uma e duas semanas. Fase prodrômica: na fase prodrômica, ocorre febre, podendo haver sudorese e calafrios, além de odinofagia. Estágio catarral: após cerca de dois dias da fase prodrômica, inicia-se a fase catarral, com produção de grande quantidade de secreção purulenta respiratória, obstrução nasal, rouquidão e tosse de pequena ou moderada intensidade Estágio paroxístico: é o quadro mais típico em que há tosse paroxística (episódica). O acesso de tosse pode durar mais de um minuto com som estridente pelo comprometimento da glote. Na ocasião, pode haver a cianose pelos acessos de tosse, enquanto a toxina gera encefalite grave e, com a cianose, provocar convulsões. Diagnóstico Teste de anticorpo fluorescente: a amostra geralmente é coletada a partir dos perdigotos eliminados através do acesso de tosse. Com o material coletado, pode-se impregnar anticorpos fluorescentes antitoxina pertússica para verificar a presença no material coletado. Cultura: através do material coletado, realiza-se o isolamento bacteriano para verificar a presença daquela bactéria e diferenciá-la de outras como B. parapertussis. Sorologia: realizada quando a cultura é negativa, porém seu resultado nem sempre é confiável considerando que a maioria das crianças é vacinada na infância. Tratamento Realizado com um macrolídeo como eritromicina, azitromicina ou claritromicina. Profilaxia Realizada pela vacinação (gera imunidade permanente) e isolamento respiratório de doentes. Deve-se também identificar eventuais portadores oligossintomáticos como adultos com tosse crônica e tratá-los. Gabriel Torres→ Uncisal→ Med52→ Bordetella