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ATIVIDADE INDIVIDUAL GOVERNANÇA CORPORATIVA

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ATIVIDADE INDIVIDUAL 
 
Matriz de atividade individual 
Disciplina: Governança Corporativa Módulo: 
Aluno: Diego Colman de Souza Turma: ONL020MZ-POGFIRR09T1 
Tarefa: Atividade Individual - AI 
Contexto atual da sociedade indicada 
Para a presente atividade, a empresa escolhida foi a AMBEV S.A 
A Companhia de Bebidas das Américas – Ambev é a sucessora da Companhia 
Cevejaria Brahma e da Companhhia Antarctica Paulista, duas das cervejarias mais 
antigas do Brasil. 
A Brahma era uma companhia controlada pelos Senhores Jorge Paulo Lemann, 
Marrcel Herrmann Telles e Carlos Alberto da Veiga Sicupira, já a Antarctica era 
controlada pela Fundação Zerrenner. No decorrer dos anos 1999 e 2000 com a aliança 
entre Brahma e Antarctica ocorreu a criação da Ambev. 
A AMBEV – Companhia de Bebidas das Américas é uma sociedade anônima 
brasileira, de capital aberto, constituída segundo as leis da República Federativa do 
Brasil. 
O principal negócio da AMBEV é o de cervejas e fazem parte do portfólio as marcas 
Skol, Brahma, Antarctica, Quilmes, Labatt, Presidente, entre outras. Além das cervejas, 
fazem parte do portfólio os refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados com 
marcas próprias como Guaraná Antarctica, Fusion, entre outras. 
A expansão nas Américas começou em 1994, quando a Brahma iniciou as operações 
de cerveja na Argentina, Paraguai e Venezuela. Em 2003 a Ambev impulsionou sua 
atuação fora do Brasil através de uma transação com a Quinsa, estabelecendo sua 
presença de liderança nos mercados de cerveja na Argentina, Bolívia, Paraguai e 
Uruguai. 
 
 
 
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Atualmente a Ambev opera em 18 países das Américas, sendo o Brasil, Canadá, 
Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, República Dominicana, Panamá, Guatemala (que 
também abastece El Salvador, Honduras e Nicarágua), Cuba, Barbados, Saint Vincent, 
Dominica e Antígua e possui aproximadamente 50 mil funcionários no total, sendo 
cerca de 30 mil no Brasil, 7 mil na região CAC (América Central e Caribe), 3 mil no 
Canadá e 10 mil nas unidades da América Latina Sul. 
A estrutura de Governança da Ambev é constituída pelo Conselho de Administração, 
pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Fiscal. O Conselho de Administração conta 
com o suporte do Comitê de Operações, Finanças e Remuneração e do Comitê de 
Partes Relacionadas e Condutas Ocorrenciais. 
Observamos nas políticas de gestão de riscos da AMBEV que o processo é conduzido 
pelo Conselho de Administração e pode contar com o assessoramento do Comitê de 
Operações, Finanças e Remuneração, a depender da natureza do risco. Esta 
centralização poderia ocasionar uma sobrecarga aos órgãos dependendo do tamanho 
da crise, pois eles já desenvolvem as suas atribuições. Para este caso recomenda-se a 
criação de um Comitê específico para tratar riscos e crises que afetem as operações da 
empresa, este Comitê daria suporte ao Conselho de Administração para a tomada de 
decisões. 
Foi verificado no site oficial da empresa a publicação de ações sociais para ajuda ao 
combate da pandemia, porém não identificamos uma comunicação clara e transparente 
por parte da empresa para com os seus investidores no que tange ao que está sendo 
realizado em curto ou médio prazo para amenizar os efeitos da crise que se instalou no 
mundo em 2020, a pandemia do Coronavírus. 
Recomendamos que seja criado um canal específico no site de relacionamento com 
investidores com o tema Coronavírus, e não somente tratar de forma genérica o assunto 
em relatórios de apresentação de resultados. Neste canal, poderiam ser respondidas 
questões objetivas como: 
 O que está sendo feito para amenizar os efeitos da crise? 
 O que está sendo feito pela empresa para conter os riscos de contaminação do 
Covid-19? 
 
 
 
 
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 Quais as ações da empresa para ajudar a sociedade no combate à pandemia? 
 O que está sendo feito pela empresa para proteger os seus colaboradores? 
 O que está sendo feito para preservar a força de trabalho da empresa? 
Em um enfrentamento de crise as simples respostas para as questões acima poderiam 
demonstrar maior comprometimento no combate à crise por parte da empresa. 
Boas práticas de governança corporativa e obrigatoriedade de adoção dessas 
práticas por parte das sociedades empresárias 
Quando falamos em boas práticas de Governança Corporativa, devemos compreender 
os seus princípios básicos, que de acordo com o site do Instituto Brasileiro de 
Governança Corporativa são: 
Transparência – Consiste no desejo de disponibilizar para as partes interessadas as 
informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por 
disposições de leis ou regulamentos. Não deve restringir-se ao desempenho 
econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) 
que norteiam a ação gerencial e que conduzem à preservação e à otimização do valor 
da organização; 
Equidade – Caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e 
demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus direitos, 
deveres, necessidades, interesses e expectativas; 
Prestação de contas (accountability) – Os agentes de governança devem prestar 
contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo 
integralmente as consequências de seus atos e omissões e atuando com diligência e 
responsabilidade no âmbito dos seus papéis; 
Responsabilidade corporativa – Os agentes de governança devem zelar pela 
viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas 
de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, 
no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, 
humano, social, ambiental, reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazos. 
 
 
 
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Uma empresa que adota elevado nível de governança corporativa pode ser 
considerada mais transparente por seus acionistas, pois demonstra que a empresa está 
disposta a cumprir com suas obrigações e ir mais além. Estas práticas elevam o nível 
de confiança do investidor. Na B3-Bolsa Brasileira de Valores a Ambev possui a 
categoria “Novo Mercado” categoria máxima de práticas de Governança Corporativa, 
portanto está sujeita às regras estipuladas pela B3. 
Entre as boas práticas de governança corporativa que a Ambev está sujeita, ou seja, 
possui obrigatoriedade estão a instalação de comitê de auditoria, executar auditoria 
interna, implementação de compliance, controles internos e riscos corporativos, sendo 
vedada a acumulação com atividades operacionais, divulgação adicional de 
informações (relatórios de comitê de auditoria, politicas de remuneração, código de 
conduta, indicação de membros do Conselho de Administração), vedação à 
acumulação de cargos (Presidente do conselho e diretor presidente ou principal 
executivo pela mesma pessoa), número mínimo de membros do Conselho de 
Administração devem ser independentes, entre outras práticas definidas pela B3. 
A Ambev, devido estar presente na NYSE – Bolsa de Valores de Nova Yor, também 
está sujeita às regras de Governança Corporativa definidas pela SEC – Comissão de 
Valores Mobiliários dos E.U.A 
A Ambev está presente na bolsa de valores brasileira B3 e na NYSE – Bolsa de Valores 
de Nova York, e de acordo com as regras de Governança Corporativa da NYSE as 
empresas estrangeiras cujos valores mobiliários estejam registrados na NYSE devem 
divulgar as diferenças significativas entre as suas práticas de Governança Corporativa 
e os padrões estabelecidos pela NYSE. 
Podemos citar uma boa prática adotada pela Ambev, cujo ela não possui 
obrigatoriedade, que é a digulvação no seu site de relacionamento com investidores do 
seu “Rating”, que é uma nota avaliativa que uma agência classificadora de risco atribui 
a um governo ou empresa. A divulgação desta nota é uma boa prática e demonstra 
transparência com os investidores.