Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

@salinhadoiluminismo 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
@salinhadoiluminismo 
2 
 
 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
@salinhadoiluminismo 
3 
QUESTÃO 1 
Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar 
crenças sem querer justificá-las 
racionalmente, pode-se desprezar as 
evidências empíricas. No entanto, depois de 
Platão e Aristóteles, nenhum homem 
honesto pode ignorar que uma outra atitude 
intelectual foi experimentada, a de adotar 
crenças com base em razões e evidências e 
questionar tudo o mais a fim de descobrir 
seu sentido último. ZINGANO, M. Platão e 
Aristóteles: o fascínio da filosofia. São 
Paulo: Odysseus, 2002. 
 
Platão e Aristóteles marcaram 
profundamente a formação do 
pensamento Ocidental. No texto, é 
ressaltado importante aspecto filosófico 
de ambos os autores que, em linhas 
gerais, refere-se à 
 
a) adoção da experiência do senso comum 
como critério de verdade. 
b) incapacidade de a razão confirmar o 
conhecimento resultante de evidências 
empíricas. 
c) pretensão de a experiência legitimar por 
si mesma a verdade. 
d) defesa de que a honestidade condiciona 
a possibilidade de se pensar a verdade. 
e) compreensão de que a verdade deve ser 
justificada racionalmente. 
 
QUESTÃO 2 
Lembremos a figura de Sócrates. Dizem que 
era um homem feio, mas, quando falava, 
exercia estranho fascínio. Podemos atribuir 
a Sócrates duas maneiras de se chegar ao 
conhecimento. Essas duas maneiras são 
denominadas de: 
 
a) doxa e ironia. 
b) ironia e maiêutica. 
c) maiêutica e doxa. 
d) maiêutica e episteme. 
QUESTÃO 3 
 Leia a letra da canção a seguir. 
 
Nada do que foi será 
De novo do jeito que já foi um dia 
Tudo passa 
Tudo sempre passará 
A vida vem em ondas 
Como um mar 
Num indo e vindo infinito 
Tudo que se vê não é 
Igual ao que a gente 
Viu há um segundo 
Tudo muda o tempo todo 
No mundo […] 
 
Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. 
Como uma onda. In: Álbum MTV ao vivo. 
Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004. 
 
Da mesma forma como canta o poeta 
contemporâneo, que vê a realidade 
passando como uma onda, assim também 
pensaram os primeiros filósofos conhecidos 
como Pré-socráticos que denominavam a 
realidade de physis. A característica dessa 
realidade representada, também, na 
música de Lulu Santos é o(a) 
 
a) fluxo 
b) estática. 
c) infinitude 
d) desordem 
e) multiplicidade 
 
QUESTÃO 4 
De um modo geral, o conceito de physis no 
mundo pré-socrático expressa um princípio 
de movimento por meio do qual tudo o que 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
4 
existe é gerado e se corrompe. A doutrina 
de Parmênides, no entanto, tal como 
relatada pela tradição, aboliu esse princípio 
e provocou, consequentemente, um sério 
conflito no debate filosófico posterior, em 
relação ao modo como conceber o ser. 
 
Para Parmênides e seus discípulos: 
 
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na 
medida em que o movimento está em tudo o 
que existe. 
b) O movimento é princípio de mudança e a 
pressuposição de um não-ser. 
c) Um Ser que jamais muda não existe e, 
portanto, é fruto de imaginação 
especulativa. 
d) O Ser existe como gerador do mundo 
físico, por isso a realidade empírica é puro 
ser, ainda que em movimento. 
 
QUESTÃO 5 
Trasímaco estava impaciente porque 
Sócrates e os seus amigos presumiam que 
a justiça era algo real e importante. 
Trasímaco negava isso. Em seu entender, 
as pessoas acreditavam no certo e no 
errado apenas por terem sido ensinadas a 
obedecer às regras da sua sociedade. No 
entanto, essas regras não passavam de 
invenções humanas. RACHELS. J. 
Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 
2009. 
 
O sofista Trasímaco, personagem 
imortalizado no diálogo A República, de 
Platão, sustentava que a correlação entre 
justiça e ética é resultado de 
 
a) determinações biológicas impregnadas 
na natureza humana. 
b) verdades objetivas com fundamento 
anterior aos interesses sociais. 
c) mandamentos divinos inquestionáveis 
legados das tradições antigas. 
d) convenções sociais resultantes de 
interesses humanos contingentes. 
 
e) sentimentos experimentados diante de 
determinadas atitudes humanas. 
 
QUESTÃO 6 
No século V a.C., Atenas vivia o auge de sua 
democracia. Nesse mesmo período, os 
teatros estavam lotados, afinal, as tragédias 
chamavam cada vez mais a atenção. Outro 
aspecto importante da civilização grega da 
época eram os discursos proferidos na 
ágora. Para obter a aprovação da maioria, 
esses pronunciamentos deveriam conter 
argumentos sólidos e persuasivos. Nesse 
caso, alguns cidadãos procuravam 
aperfeiçoar sua habilidade de discursar. 
Isso favoreceu o surgimento de um grupo de 
filósofos que dominavam a arte da oratória. 
Esses filósofos vinham de diferentes 
cidades e ensinavam sua arte em troca de 
pagamento. Eles foram duramente 
criticados por Sócrates e são conhecidos 
como 
 
a) maniqueístas (bem ou mal) 
b) hedonistas (busca pelo prazer) 
c) epicuristas 
d) sofistas 
e) Contratualistas 
 
QUESTÃO 7 
De onde vem o mundo? De onde vem o 
universo? Tudo o que existe tem que ter um 
começo. Portanto, em algum momento, o 
universo também tinha de ter surgido a partir 
de uma outra coisa. Mas, se o universo de 
repente tivesse surgido de alguma outra 
coisa, então essa outra coisa também devia 
ter surgido de alguma outra coisa algum dia. 
Sofia entendeu que só tinha transferido o 
problema de lugar. Afinal de contas, algum 
dia, alguma coisa tinha de ter surgido do 
nada. Existe uma substância básica a partir 
da qual tudo é feito? A grande questão para 
os primeiros filósofos não era saber como 
tudo surgiu do nada. O que os instigava era 
saber como a água podia se transformar em 
peixes vivos, ou como a terra sem vida podia 
se transformar em árvores frondosas ou 
flores multicoloridas. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
5 
Adaptado de: GAARDER, J. O Mundo de 
Sofia. Trad. de João Azenha Jr. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1995. p.43-44. 
 
 Com base no texto e nos conhecimentos 
sobre o surgimento da filosofia, assinale 
a alternativa correta. 
 
a) Os pensadores pré-socráticos 
explicavam os fenômenos e as 
transformações da natureza e porque a vida 
é como é, tendo como limitador e princípio 
de verdade irrefutável as histórias contadas 
acerca do mundo dos deuses. 
b) Os primeiros filósofos da natureza tinham 
a convicção de que havia alguma substância 
básica, uma causa oculta, que estava por 
trás de todas as transformações na natureza 
e, a partir da observação, buscavam 
descobrir leis naturais que fossem eternas. 
c) Os teóricos da natureza que 
desenvolveram seus sistemas de 
pensamento por volta do século VI a.C. 
partiram da ideia unânime de que a água era 
o princípio original do mundo por sua 
enorme capacidade de transformação. 
d) A filosofia da natureza nascente adotou a 
imagem homérica do mundo e reforçou o 
antropomorfismo do mundo dos deuses em 
detrimento de uma explicação natural e 
regular acerca dos primeiros princípios que 
originam todas as coisas. 
e) Para os pensadores jônicos da natureza, 
Tales, Anaxímenes e Heráclito, há um 
princípio originário único denominado o 
ilimitado, que é a reprodução da aparência 
sensível que os olhos humanos podem 
observar no nascimento e na degeneração 
das coisas. 
 
QUESTÃO 8 
O sofista é um diálogo de Platão do qual 
participam Sócrates, um estrangeiro e 
outros personagens. Logo no início do 
diálogo, Sócrates pergunta ao estrangeiro, a 
que método ele gostaria de recorrer para 
definir o que é um sofista. 
 
Sócrates: – Mas dize-nos [se] preferes 
desenvolver toda a tese que queres 
demonstrar, numa longa exposição ou 
empregar o método interrogativo? 
 
Estrangeiro: – Com um parceiro assim 
agradável e dócil,Sócrates, o método mais 
fácil é esse mesmo; com um interlocutor. Do 
contrário, valeria mais a pena argumentar 
apenas para si mesmo. (Platão. O sofista, 
1970. Adaptado.) 
 
É correto afirmar que o interlocutor de 
Sócrates escolheu, do ponto de vista 
metodológico, adotar 
 
a) a maiêutica, que pressupõe a 
contraposição dos argumentos. 
b) a dialética, que une numa síntese final as 
teses dos contendores. 
c) o empirismo, que acredita ser possível 
chegar ao saber por meio dos sentidos. 
d) o apriorismo, que funda a eficácia da 
razão humana na prova de existência de 
Deus. 
e) o dualismo, que resulta no ceticismo 
sobre a possibilidade do saber humano. 
 
QUESTÃO 9 
Para Platão, o que havia de verdadeiro em 
Parmênides era que o objeto de 
conhecimento é um objeto de razão e não 
de sensação, e era preciso estabelecer uma 
relação entre objeto racional e objeto 
sensível ou material que privilegiasse o 
primeiro em detrimento do segundo. Lenta, 
mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias 
formava-se em sua mente. ZINGANO, M. 
Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. 
São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado). 
 
O texto faz referência à relação entre 
razão e sensação, um aspecto essencial 
da Doutrina das Ideias de Platão (427–346 
a.C.). De acordo com o texto, como 
Platão se situa diante dessa relação? 
 
a) Estabelecendo um abismo intransponível 
entre as duas. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
6 
b) Privilegiando os sentidos e subordinando 
o conhecimento a eles. 
c) Atendo-se à posição de Parmênides de 
que razão e sensação são inseparáveis. 
d) Afirmando que a razão é capaz de gerar 
conhecimento, mas a sensação não. 
e) Rejeitando a posição de Parmênides de 
que a sensação é superior à razão. 
 
QUESTÃO 10 
Platão: A massa popular é assimilável por 
natureza a um animal escravo de suas 
paixões e de seus interesses passageiros, 
sensível à lisonja, inconstante em seus 
amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é 
aceitar a tirania de um ser incapaz da menor 
reflexão e do menor rigor. Quanto às 
pretensas discussões na Assembleia, são 
apenas disputas contrapondo opiniões 
subjetivas, inconsistentes, cujas 
contradições e lacunas traduzem bastante 
bem o seu caráter insuficiente.CHATELET, 
F. História das Ideias Políticas. Rio de 
Janeiro: Zahar, 1997, p. 17 
 
Os argumentos de Platão, filósofo grego 
da antiguidade, evidenciam uma forte 
crítica à: 
 
a) oligarquia 
b) república 
c) democracia 
d) monarquia 
e) plutocracia 
 
GABARITO 
1) E 
2) B 
3) A 
4) B 
5) B 
6) D 
7) B 
8) A 
9) D 
10) C 
 
1. (Unioeste 2013) “Quando dizemos que o 
homem se escolhe a si mesmo, queremos 
dizer que cada um de nós se escolhe a si 
próprio; mas com isso queremos também 
dizer que, ao escolher-se a si próprio, ele 
escolhe todos os homens. Com efeito, não 
há de nossos atos um sequer que, ao criar o 
homem que desejamos ser, não crie ao 
mesmo tempo uma imagem do homem 
como julgamos que deve ser. Escolher isto 
ou aquilo é afirmar ao mesmo tempo o valor 
do que escolhemos, porque nunca podemos 
escolher o mal, o que escolhemos é sempre 
o bem, e nada pode ser bom para nós sem 
que o seja para todos. Se a existência, por 
outro lado, precede a essência e se 
quisermos existir, ao mesmo tempo em que 
construímos a nossa imagem, esta imagem 
é válida para todos e para a nossa época. 
Assim, a nossa responsabilidade é muito 
maior do que poderíamos supor, porque ela 
envolve toda a humanidade”. Sartre. 
 
Considerando o texto citado e o 
pensamento sartreano, é INCORRETO 
afirmar que 
 
a) o valor máximo da existência humana é a 
liberdade, porque o homem é, antes de mais 
nada, o que tiver projetado ser, estando 
“condenado a ser livre”. 
b) totalmente posto sob o domínio do que 
ele é, ao homem é atribuída a total 
responsabilidade pela sua existência e, 
sendo responsável por si, é também 
responsável por todos os homens. 
c) o existencialismo sartreano é uma moral 
da ação, pois o homem se define pelos seus 
atos e atos, por excelência, livres, ou seja, o 
“homem não é nada além do conjunto de 
seus atos”. 
d) o homem é um “projeto que se vive 
subjetivamente”, pois há uma natureza 
humana previamente dada e predefinida, e, 
portanto, no homem, a essência precede a 
existência. 
e) por não haver valores preestabelecidos, o 
homem deve inventá-los através de 
escolhas livres, e, como escolher é afirmar o 
valor do que é escolhido, que é sempre o 
bem, é o homem que, através de suas 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
7 
escolhas livres, atribui sentido a sua 
existência. 
 
2. (Ufu 2012) Leia o excerto abaixo e 
assinale a alternativa que relaciona 
corretamente duas das principais 
máximas do existencialismo de Jean-
Paul Sartre, a saber: 
 
“a existência precede a essência” 
“estamos condenados a ser livres” 
 
Com efeito, se a existência precede a 
essência, nada poderá jamais ser explicado 
por referência a uma natureza humana dada 
e definitiva; ou seja, não existe 
determinismo, o homem é livre, o homem é 
liberdade. Por outro lado, se Deus não 
existe, não encontramos já prontos, valores 
ou ordens que possam legitimar a nossa 
conduta. […] Estamos condenados a ser 
livres. Estamos sós, sem desculpas. É o que 
posso expressar dizendo que o homem está 
condenado a ser livre. Condenado, porque 
não se criou a si mesmo, e como, no 
entanto, é livre, uma vez que foi lançado no 
mundo, é responsável por tudo o que faz. 
SARTRE, Jean-Paul. O Existencialismo é 
um Humanismo. 3ª. ed. S. Paulo: Nova 
Cultural, 1987. 
 
a) Se a essência do homem, para Sartre, é 
a liberdade, então jamais o homem pode 
ser, em sua existência, condenado a ser 
livre, o que seria, na verdade, uma 
contradição. 
b) A liberdade, em Sartre, determina a 
essência da natureza humana que, 
concebida por Deus, precede 
necessariamente a sua existência. 
c) Para Sartre, a liberdade é a escolha 
incondicional, à qual o homem, como 
existência já lançada no mundo, está 
condenado, e pela qual projeta o seu ser ou 
a sua essência. 
d) O Existencialismo é, para Sartre, um 
Humanismo, porque a existência do homem 
depende da essência de sua natureza 
humana, que a precede e que é a liberdade. 
 
3. (Ufsj 2012) A angústia, para Jean-Paul 
Sartre, é 
 
a) tudo o que a influência de Shopenhauer 
determina em Sartre: a certeza da morte. O 
Homem pode ser livre para fazer suas 
escolhas, mas não tem como se livrar da 
decrepitude e do fim. 
b) a nadificação de nossos projetos e a 
certeza de que a relação Homem X natureza 
humana é circunstancial, objetiva, e pode 
ser superada pelo simples ato de se fazer 
uma escolha. 
c) a certificação de que toda a experiência 
humana é idealmente sensorial, 
objetivamente existencial e determinante 
para a vida e para a morte do Homem em si 
mesmo e em sua humanidade. 
d) consequência da responsabilidade que o 
Homem tem sobre aquilo que ele é, sobre a 
sua liberdade, sobre as escolhas que faz, 
tanto de si como do outro e da humanidade, 
por extensão. 
 
4. Até os doze anos a menina é tão robusta 
quanto os irmãos e manifesta as mesmas 
capacidades intelectuais; não há terreno em 
que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, 
bem antes da puberdade e, às vezes, 
mesmo desde a primeira infância, ela já se 
apresenta como sexualmente especificada, 
não é porque misteriosos instintos a 
destinem imediatamente à passividade, ao 
coquetismo, à maternidade: é porque a 
intervenção de outrem na vida da criança é 
quase original e desde seus primeiros anos 
sua vocação lhe é imperiosamente 
insuflada. (BEAUVOIR, Simone. O segundo 
sexo (Vol. 2). Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 1980, p. 9-10.) Os estudos de 
Simone de Beauvoir (1908-1986) 
contribuíram incontestavelmente para os 
debates acerca da situação da mulhere a 
luta para a igualdade de gênero. A partir do 
trecho acima, assinale a opção que melhor 
demonstra o problema apresentado pela 
filósofa. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
8 
a) Beauvoir afirma a distinção entre os 
sexos e inaugura o pensamento de uma 
feminilidade que faz parte da condição 
humana da mulher. A natureza feminina é 
que compõe seu ser enquanto mulher. 
b) Beauvoir discute a consolidação da 
posição social da mulher, pois, biológica e 
psiquicamente suas distinções se 
apresentam de forma clara para um 
tratamento diferenciado em relação aos 
homens. 
c) Não há, para Beauvoir, qualidades, 
valores, modos de vida especificamente 
femininos. Esse é um mito inventado pelos 
homens para prender as mulheres na sua 
condição de oprimidas. 
d) A ideia de que “ninguém nasce mulher: 
torna-se mulher” representa o ápice da 
filosofia feminista presente em O segundo 
sexo, afirmando que, por natureza, qualquer 
um pode-se tornar mulher socialmente. 
 
5. (ENEM 2016) Ser ou não ser — eis a 
questão. 
Morrer – dormir.—Dormir! Talvez sonhar. Aí 
está o obstáculo 
Os sonhos que hão de vir no sono da morte 
quando tivermos escapado ao tumulto vital 
nos obrigam a hesitar: e é essa a reflexão 
Que dá à desventura uma vida tão longa. 
SHAKESPEARE, W. Hamlet. Porto Alegre, 
L&PM, 2007 
 
Este solilóquio pode ser considerado um 
precursor do existencialismo ao enfatizar 
a tensão entre 
 
a) consciência de si e angústia humana. 
b) inevitabilidade do destino e incerteza 
moral. 
c) tragicidade da personagem e ordem do 
mundo. 
d) racionalidade argumentativa e loucura 
iminente. 
e) dependência paterna e impossibilidade 
de ação. 
 
6. (ENEM 2014) “Uma norma só deve 
pretender validez quando todos os que 
possam ser concernidos por ela cheguem 
(ou possam chegar), enquanto participantes 
de um discurso prático, a um acordo quanto 
à validade dessa norma”. (Habermas, J. 
Consciência moral e agir comunicativo. Rio 
de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989) 
 
Segundo Habermas, a validez de uma 
norma deve ser estabelecida pelo (a) 
 
a) Liberdade humana, que consagra a 
vontade. 
b) Razão comunicativa, que requer um 
consenso. 
c) Conhecimento filosófico, que expressa a 
verdade. 
d) Técnica científica, que aumenta o poder 
do homem. 
e) Poder político, que se concentra no 
sistema partidário. 
 
7. (ENEM 2012) regulação de matérias 
culturalmente delicadas, como, por 
exemplo, a linguagem oficial, os currículos 
da educação pública, o status das Igrejas e 
das comunidades religiosas, as normas do 
direito penal (por exemplo, quanto ao 
aborto), mas também em assuntos menos 
chamativos, como, por exemplo, a posição 
da família e dos consórcios semelhantes ao 
matrimônio, a aceitação de normas de 
segurança ou a delimitação das esferas 
pública e privada — em tudo isso reflete-se 
amiúde apenas o autoentendimento ético-
político de uma cultura majoritária, 
dominante por motivos históricos. Por causa 
de tais regras, implicitamente repressivas, 
mesmo dentro de uma comunidade 
republicana que garanta formalmente a 
igualdade de direitos para todos, pode 
eclodir um conflito cultural movido pelas 
minorias desprezadas contra a cultura da 
maioria. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
9 
HABERMAS, J. A inclusão do outro: estudos 
de teoria política. São Paulo: Loyola, 2002. 
 
A reivindicação dos direitos culturais das 
minorias, como exposto por Habermas, 
encontra amparo nas democracias 
contemporâneas, na medida em que se 
alcança 
 
a) a secessão, pela qual a minoria 
discriminada obteria a igualdade de direitos 
na condição da sua concentração espacial, 
num tipo de independência nacional. 
b) a reunificação da sociedade que se 
encontra fragmentada em grupos de 
diferentes comunidades étnicas, confissões 
religiosas e formas de vida, em torno da 
coesão de uma cultura política nacional. 
c) a coexistência das diferenças, 
considerando a possibilidade de os 
discursos de autoentendimento se 
submeterem ao debate público, cientes de 
que estarão vinculados à coerção do melhor 
argumento. 
d) a autonomia dos indivíduos que, ao 
chegarem à vida adulta, tenham condições 
de se libertar das tradições de suas origens 
em nome da harmonia da política nacional. 
e) o desaparecimento de quaisquer 
limitações, tais como linguagem política ou 
distintas convenções de comportamento, 
para compor a arena política a ser 
compartilhada. 
 
8. (ENEM 2017) O Conceito de democracia, 
no pensamento de Habermas, é construído 
a partir de uma dimensão procedimental, 
calcada no discurso e na deliberação. A 
legitimidade democrática exige que o 
processo de tomada de decisões políticas 
ocorra a partir de uma ampla discussão 
pública, para somente então decidir. Assim, 
o caráter deliberativo corresponde a um 
processo coletivo de ponderação e análise, 
permeado pelo discurso, que antecede a 
decisão. 
VITALE. D. Jugen. Habermas, modernidade 
el democracia deliberativa Cadernos do 
CRH (UFBA), v. 19, 2006 (adaptado) 
 
O Conceito de democracia proposto por 
Jürgen Habermas pode favorecer 
processos de inclusão social. De acordo 
com o texto, é uma condição para que 
isso aconteça o(a) 
 
a) participação direta periódica do Cidadão. 
b) debate livre e racional entre Cidadãos e 
Estado. 
c) interlocução entre os poderes 
governamentais. 
d) eleição de lideranças políticas com 
mandatos temporários. 
e) controle do poder político por cidadãos 
mais esclarecidos. 
 
9. (Enem PPL 2016) Quando refletimos 
sobre a questão da justiça, algumas 
associações são feitas quase 
intuitivamente, tais como a de equilíbrio 
entre as partes, princípio de igualdade, 
distribuição equitativa, mas logo as 
dificuldades se mostram. Isso porque a 
nossa sociedade, sendo bastante 
diversificada, apresenta uma 
heterogeneidade tanto em termos das 
diversas culturas que coexistem em um 
mundo interligado como em relação aos 
modos de vida e aos valores que surgem no 
interior de uma mesma sociedade. 
CHEDIAK, K. A pluralidade como ideia 
reguladora: a noção de justiça a partir da 
filosofia de Lyotard. Trans/Form/Ação, n. 1, 
2001 (adaptado). 
 
A relação entre justiça e pluralidade, 
apresentada pela autora, está indicada 
em: 
 
a) A complexidade da sociedade limita o 
exercício da justiça e a impede de atuar a 
favor da diversidade cultural. 
b) A diversidade cultural e de valores torna 
a justiça mais complexa e distante de um 
parâmetro geral orientador. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
10 
c) O papel da justiça refere-se à 
manutenção de princípios fixos e 
incondicionais em função da diversidade 
cultural e de valores. 
d) O pressuposto da justiça é fomentar o 
critério de igualdade a fim de que esse valor 
tome-se absoluto em todas as sociedades. 
e) O aspecto fundamental da justiça é o 
exercício de dominação e controle, evitando 
a desintegração de uma sociedade 
diversificada. 
 
10. (Enem 2016) A promessa da tecnologia 
moderna se converteu em uma ameaça, ou 
esta se associou àquela de forma 
indissolúvel. Ela Vai além da constatação da 
ameaça física. Concebida para a felicidade 
humana, a submissão da natureza, na 
sobremedida de seu sucesso, que agora se 
estende à própria natureza do homem, 
conduziu ao maior desafio já posto ao ser 
humano pela sua própria ação. O novo 
continente da práxis coletiva que 
adentramos com a alta tecnologia ainda 
constitui, para a teoria ética, uma terra de 
ninguém. JONAS, H. O princípio da 
responsabilidade. Rio de Janeiro: 
Contraponto; Editora PUC-Rio, 2011 
(adaptado). 
 
As implicações éticas da articulação 
apresentada no texto impulsionam a 
necessidade de construção de um novo 
padrão decomportamento, cujo objetivo 
consiste em garantir o(a) 
 
a) pragmatismo da escolha individual. 
b) sobrevivência de gerações futuras. 
c) fortalecimento de políticas liberais. 
d) valorização de múltiplas etnias. 
e) promoção da inclusão social. 
 
11. (Enem 2013) 
TEXTO I 
Não é sem razão que o ser humano procura 
de boa vontade juntar–se em sociedade 
com outros que estão já unidos, ou 
pretendem unir–se, para a mútua 
conservação da vida, da liberdade e dos 
bens a que chamo de propriedade. 
LOCKE, J. Segundo tratado sobre governo: 
ensaio relativo à verdadeira origem, 
extensão e objetivo do governo civil. São 
Paulo: Abril Cultural, 1978 (adaptado). 
 
TEXTO II 
Para que essas classes com interesses 
econômicos em conflitos não destruam a si 
mesmas e à sociedade numa luta estéril, 
surge a necessidade de um poder que, na 
aparência, esteja acima da sociedade, que 
atenue o conflito, mantenha–o dentro dos 
limites da ordem. ENGELS, F. In: GALLINO, 
L. Dicionário de sociologia. São Paulo: 
Paulus, 2005 (adaptado). 
 
Os textos expressam duas visões sobre 
a forma como os indivíduos se 
organizam socialmente. Tais visões 
apontam, respectivamente, para as 
concepções: 
 
a) Liberal, em defesa da liberdade e da 
propriedade privada — Conflituosa, 
exemplificada pela luta de classes. 
b) Heterogênea, favorável à propriedade 
privada — Consensual, sob o controle de 
classes com interesses comuns. 
c) Igualitária, baseada na filantropia — 
Complementar, com objetivos comuns 
unindo classes antagônicas. 
d) Compulsória, na qual as pessoas 
possuem papéis que se complementam — 
Individualista, na qual as pessoas lutam por 
seus interesses. 
e) Libertária, em defesa da razão humana — 
Contraditória, na qual vigora o estado de 
natureza. 
 
12. (Enem PPL 2015) Na sociedade 
democrática, as opiniões de cada um não 
são fortalezas ou castelos para que neles 
nos encerremos como forma de 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
11 
autoafirmação pessoal. Não só temos de ser 
capazes de exercer a razão em nossas 
argumentações, como também devemos 
desenvolver a capacidade de ser 
convencidos pelas melhores razões. A partir 
dessa perspectiva, a verdade buscada é 
sempre um resultado, não ponto de partida: 
e essa busca inclui a conversação entre 
iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. 
SAVATER, F. As perguntas da vida. São 
Paulo: Martins Fontes, 2001 (adaptado). 
 
A ideia de democracia presente no texto, 
baseada na concepção de Habermas 
acerca do discurso, defende que a 
verdade é um(a) 
 
a) alvo objetivo alcançável por cada pessoa, 
como agente racional autônomo. 
b) critério acima dos homens, de acordo 
com o qual podemos julgar quais opiniões 
são as melhores. 
c) construção da atividade racional de 
comunicação entre os indivíduos, cujo 
resultado é um consenso. 
d) produto da razão, que todo indivíduo traz 
latente desde o nascimento, mas que só se 
firma no processo latente educativo. 
e) resultado que se encontra mais 
desenvolvido nos espíritos elevados, a 
quem cabe a tarefa de convencer os outros 
 
GABARITO 
1. D 2. C 3. D 4. C 5. A 6. B 7. C 8. B 
9. B 10. B 11. A 12. C 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 
“O homem nasce livre, e por toda a parte 
encontra-se a ferros. O que se crê senhor 
dos demais não deixa de ser mais escravo 
do que eles. (...) A ordem social, porém, é 
um direito sagrado que serve de base a 
todos os outros. (...) Haverá sempre uma 
grande diferença entre subjugar uma 
multidão e reger uma sociedade. Sejam 
homens isolados, quantos possam ser 
submetidos sucessivamente a um só, e não 
verei nisso senão um senhor e escravos, de 
modo algum considerando-os um povo e 
seu chefe. Trata-se, caso se queira, de uma 
agregação, mas não de uma associação; 
nela não existe bem público, nem corpo 
político.” (Jean-Jacques Rousseau, Do 
Contrato Social. [1762]. São Paulo: Ed. 
Abril, 1973, p. 28,36.) 
 
 
1. (Unicamp 2012) No trecho 
apresentado, o autor 
a) argumenta que um corpo político existe 
quando os homens encontram-se 
associados em estado de igualdade 
política. 
b) reconhece os direitos sagrados como base 
para os direitos políticos e sociais. 
c) defende a necessidade de os homens se 
unirem em agregações, em busca de seus 
direitos políticos. 
d) denuncia a prática da escravidão nas 
Américas, que obrigava multidões de 
homens a se submeterem a um único 
senhor. 
 
2. (Enem PPL 2012) O homem natural é 
tudo para si mesmo; é a unidade numérica, 
o inteiro absoluto, que só se relaciona 
consigo mesmo ou com seu semelhante. O 
homem civil é apenas uma unidade 
fracionária que se liga ao denominador, e 
cujo valor está em sua relação com o todo, 
que é o corpo social. As boas instituições 
sociais são as que melhor sabem desnaturar 
o homem, retirar-lhe sua existência absoluta 
para dar-lhe uma relativa, e transferir o eu 
para a unidade comum, de sorte que cada 
particular não se julgue mais como tal, e sim 
como uma parte da unidade, e só seja 
percebido no todo. ROUSSEAU, J. J. Emílio 
ou da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 
1999. 
A visão de Rousseau em relação à 
natureza humana, conforme expressa o 
texto, diz que 
 
a) o homem civil é formado a partir do desvio 
de sua própria natureza. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
12 
b) as instituições sociais formam o homem de 
acordo com a sua essência natural. 
c) o homem civil é um todo no corpo social, 
pois as instituições sociais dependem 
dele. 
d) o homem é forçado a sair da natureza para 
se tornar absoluto. 
e) as instituições sociais expressam a natureza 
humana, pois o homem é um ser político. 
 
3. (Unesp 2014) A China é a segunda 
maior economia do mundo. Quer garantir a 
hegemonia no seu quintal, como fizeram os 
Estados Unidos no Caribe depois da guerra 
civil. As Filipinas temem por um atol de 
rochas desabitado que disputam com a 
China. O Japão está de plantão por umas 
ilhotas de pedra e vento, que a China diz 
que lhe pertencem. Mesmo o Vietnã 
desconfia mais da China do que dos 
Estados Unidos. As autoridades de Hanói 
gostam de lembrar que o gigante americano 
invadiu o México uma vez. O gigante chinês 
invadiu o Vietnã dezessete. (André Petry. O 
Século do Pacífico. Veja, 24.04.2013. 
Adaptado.) 
 
A persistência histórica dos conflitos 
geopolíticos descritos na reportagem 
pode ser filosoficamente compreendida 
pela teoria 
 
a) iluminista, que preconiza a possibilidade de 
um estado de emancipação racional da 
humanidade. 
b) maquiavélica, que postula o encontro da 
virtude com a fortuna como princípios 
básicos da geopolítica. 
c) política de Rousseau, para quem a 
submissão à vontade geral é condição para 
experiências de liberdade. 
d) teológica de Santo Agostinho, que 
considera que o processo de iluminação 
divina afasta os homens do pecado. 
e) política de Hobbes, que conceitua a 
competição e a desconfiança como 
condições básicas da natureza humana. 
 4. (Unioeste 2013) “Através dos 
princípios de um direito natural preexistente 
ao Estado, de um Estado baseado no 
consenso, de subordinação do poder 
executivo ao poder legislativo, de um poder 
limitado, de direito de resistência, Locke 
expôs as diretrizes fundamentais do Estado 
liberal.” Bobbio. 
 
 Considerando o texto citado e o 
pensamento político de Locke, seguem 
as afirmativas abaixo: 
 
I. A passagem do estado de natureza para a 
sociedade política ou civil, segundo Locke, é 
realizada mediante um contrato social, 
através do qual os indivíduos singulares, 
livres e iguais dão seu consentimento para 
ingressar no estado civil. 
II. O livre consentimento dos indivíduos para 
formar a sociedade, a proteção dos direitos 
naturais pelo governo, a subordinação dos 
poderes, a limitação do poder e o direitoà 
resistência são princípios fundamentais do 
liberalismo político de Locke. 
III. A violação deliberada e sistemática dos 
direitos naturais e o uso contínuo da força 
sem amparo legal, segundo Locke, não são 
suficientes para conferir legitimidade ao 
direito de resistência, pois o exercício de tal 
direito causaria a dissolução do estado civil 
e, em consequência, o retorno ao estado de 
natureza. 
IV. Os indivíduos consentem livremente, 
segundo Locke, em constituir a sociedade 
política com a finalidade de preservar e 
proteger, com o amparo da lei, do arbítrio e 
da força comum de um corpo político 
unitário, os seus inalienáveis direitos 
naturais à vida, à liberdade e à propriedade. 
V. Da dissolução do poder legislativo, que é o 
poder no qual “se unem os membros de uma 
comunidade para formar um corpo vivo e 
coerente”, decorre, como consequência, a 
dissolução do estado de natureza. 
 
Das afirmativas feitas acima 
 
a) somente a afirmação I está correta. 
b) as afirmações I e III estão corretas. 
c) as afirmações III e IV estão corretas. 
d) as afirmação II e III estão corretas. 
e) as afirmações III e V estão incorretas. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
13 
 
5. (Ufsm 2013) Sem leis e sem Estado, 
você poderia fazer o que quisesse. Os 
outros também poderiam fazer com você o 
que quisessem. Esse é o “estado de 
natureza” descrito por Thomas Hobbes, 
que, vivendo durante as guerras civis 
britânicas (1640-60), aprendeu em primeira 
mão como esse cenário poderia ser 
assustador. Sem uma autoridade soberana 
não pode haver nenhuma segurança, 
nenhuma paz. Fonte: LAW, Stephen. Guia 
Ilustrado Zahar: Filosofia. Rio de Janeiro: 
Zahar, 2008. 
 
Considere as afirmações: 
 
I. A argumentação hobbesiana em favor de 
uma autoridade soberana, instituída por um 
pacto, representa inequivocamente a defesa 
de um regime político monarquista. 
II. Dois dos grandes teóricos sobre o estado de 
natureza”, Hobbes e Rousseau, partilham a 
convicção de que o afeto predominante 
nesse “estado” é o medo. 
III. Um traço comum da filosofia política 
moderna é a idealização de um pacto que 
estabeleceria a passagem do estado de 
natureza para o estado de sociedade. 
 
Está(ão) correta(s) 
 
a) apenas I. 
b) apenas II. 
c) apenas III. 
d) apenas I e II. 
e) apenas II e III. 
 
6. (Ufsj 2013) “A soberania é a alma do 
Estado, e uma vez separada do corpo os 
membros deixam de receber dela seu 
movimento”. 
 
Esse fragmento representa o 
pensamento de 
 
a) Hume em sua memorável defesa dos 
valores do Estado e da sua ligação direta 
com a sua “alma”, tomada aqui por 
intransferível soberania. 
b) Hume e a descrição da soberania na 
perspectiva do sujeito em termos de 
impressões e ideias, que a partir daí cria um 
Estado humanizado que dá movimento às 
criações dos que nele estão inseridos. 
c) Nietzsche, em sua mais sublime 
interpretação do agón grego. Ao centro 
daquilo que ele propôs como sendo a alma 
do Estado e onde a indagação sobre o lugar 
da soberania, no permanente desafio da 
necessária orquestração das paixões, se faz 
urgente. 
d) Hobbes e o seu conceito clássico de 
soberania, entendido como o princípio que 
dá vida e movimento ao corpo inteiro do 
Estado, por sua vez criado pelo artifício 
humano para a sua proteção e segurança. 
 
7. (Ufsj 2013) Thomas Hobbes afirma 
que “Lei Civil”, para todo súdito, é 
 
a) “construída por aquelas regras que o Estado 
lhe impõe, oralmente ou por escrito, ou por 
outro sinal suficiente de sua vontade, para 
usar como critério de distinção entre o bem 
e o mal”. 
b) “a lei que o deixa livre para caminhar para 
qualquer direção, pois há um conjunto de 
leis naturais que estabelece os limites para 
uma vida em sociedade”. 
c) “reguladora e protetora dos direitos 
humanos, e faz intervenção na ordem social 
para legitimar as relações externas da vida 
do homem em sociedade”. 
d) “calcada na arbitrariedade individual, em 
que as pessoas buscam entrar num Estado 
Civil, em consonância com o direito natural, 
no qual ele – o súdito – tem direito sobre a 
sua vida, a sua liberdade e os seus bens”. 
 
8. (Unioeste 2013) “Com isto se torna 
manifesto que, durante o tempo em que os 
homens vivem sem um poder comum capaz 
de os manter a todos em respeito, eles se 
encontram naquela condição que se chama 
guerra; e uma guerra que é de todos os 
homens contra todos os homens. [...] E os 
pactos sem a espada não passam de 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
14 
palavras, sem força para dar segurança a 
ninguém. Portanto, apesar das leis da 
natureza (que cada um respeita quando tem 
vontade de respeitá-las e quando pode fazê-
lo com segurança), se não for instituído um 
poder suficientemente grande para nossa 
segurança, cada um confiará, e poderá 
legitimamente confiar apenas em sua 
própria força e capacidade, como proteção 
contra todos”. Hobbes. 
 
Considerando o texto citado e o 
pensamento político de Hobbes, seguem 
as afirmativas abaixo: 
 
I. A situação dos homens, sem um poder 
comum que os mantenha em respeito, é de 
anarquia, geradora de insegurança, 
angústia e medo, pois os interesses 
egoísticos são predominantes, e o homem é 
lobo para o homem. 
II. As consequências desse estado de guerra 
generalizada são as de que, no estado de 
natureza, não há lugar para a indústria, para 
a agricultura nem navegação, e há prejuízo 
para a ciência e para o conforto dos 
homens. 
III. O medo da morte violenta e o desejo de paz 
com segurança levam os indivíduos a 
estabelecerem entre si um pacto de 
submissão para a instituição do estado civil, 
abdicando de seus direitos naturais em favor 
do soberano, cujo poder é limitado e 
revogável por causa do direito à resistência 
que tem vigência no estado civil assim 
instituído. 
IV. Apesar das leis da natureza, por não haver 
um poder comum que mantenha a todos em 
respeito, garantindo a paz e a segurança, o 
estado de natureza é um estado de 
permanente temor e perigo da morte 
violenta, e “a vida do homem é solitária, 
pobre, sórdida, embrutecida e curta”. 
V. O poder soberano instituído mediante o 
pacto de submissão é um poder limitado, 
restrito e revogável, pois no estado civil 
permanecem em vigor os direitos naturais à 
vida, à liberdade e à propriedade, bem como 
o direito à resistência ao poder soberano. 
 
Das afirmativas feitas acima 
 
a) somente a afirmação I está correta. 
b) as afirmações I e III estão corretas. 
c) as afirmações II e IV estão incorretas. 
d) as afirmação III e V estão incorretas. 
e) as afirmações II, III e IV estão corretas. 
 
9. (Ufu 2013) Porque as leis de natureza 
(como a justiça, a equidade, a modéstia, a 
piedade, ou, em resumo, fazer aos outros o 
que queremos que nos façam) por si 
mesmas, na ausência do temor de algum 
poder capaz de 14eva-las a ser respeitadas, 
são contrárias a nossas paixões naturais, as 
quais nos fazem tender para a parcialidade, 
o orgulho, a vingança e coisas semelhantes. 
 
HOBBES, Thomas. Leviatã. Cap. XVII. 
Tradução de João Paulo Monteiro e Maria 
Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova 
Cultural, 1988, p. 103. 
 
Em relação ao papel do Estado, Hobbes 
considera que: 
 
a) O seu poder deve ser parcial. O soberano 
que nasce com o advento do contrato social 
deve assiná-lo, para submeter-se aos 
compromissos ali firmados. 
b) A condição natural do homem é de guerra 
de todos contra todos. Resolver tal condição 
é possível apenas com um poder estatal 
pleno. 
c) Os homens são, por natureza, desiguais. 
Por isso, a criação do Estado deve servir 
como instrumento de realização da 
isonomia entre tais homens. 
d) A guerra de todos contra todos surge com o 
Estado repressor. O homem não deve se 
submeter de bom grado à violência 
estatal. 
 
10. (Enem 2013) O edifício é circular.Os 
apartamentos dos prisioneiros ocupam a 
circunferência. Você pode chamá-los, se 
quiser, de celas. O apartamento do inspetor 
ocupa o centro; você pode chamá-lo, se 
quiser, de alojamento do inspetor. A moral 
reformada; a saúde preservada; a indústria 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
15 
revigorada; a instrução difundida; os 
encargos públicos aliviados; a economia 
assentada, como deve ser, sobre uma 
rocha; o nó górdio da Lei sobre os Pobres 
não cortado, mas desfeito — tudo por uma 
simples ideia de arquitetura! BENTHAM, 
J. O panóptico. Belo Horizonte: Autêntica, 
2008. 
 
Essa é a proposta de um sistema 
conhecido como panóptico, um modelo 
que mostra o poder da disciplina nas 
sociedades contemporâneas, exercido 
preferencialmente por mecanismos 
 
a) religiosos, que se constituem como um 
olho divino controlador que tudo vê. 
 
b) ideológicos, que estabelecem limites pela 
alienação, impedindo a visão da 
dominação sofrida. 
 
c) repressivos, que perpetuam as relações 
de dominação entre os homens por meio 
da tortura física. 
 
d) sutis, que adestram os corpos no espaço-
tempo por meio do olhar como instrumento 
de controle. 
 
e) consensuais, que pactuam acordos com 
base na compreensão dos benefícios 
gerais de se ter as próprias ações 
controladas. 
 
(ENEM 2017) QUESTÃO 1 
 
Uma sociedade é uma associação mais ou 
menos autossuficiente de pessoas que em 
suas relações mútuas reconhecem certas 
regras de conduto com obrigatórias e que, 
na maioria das vezes, agem de acordo com 
elas. Uma sociedade é bom ordenada não 
apenas quando está planejada para 
promover o bem de seus membros, mas 
quando é também efetivamente regulada 
por uma concepção pública de justiça. Isto 
é, trata-se de uma sociedade na qual todos 
aceitam, e sabem que os outros aceitam, o 
mesmo princípio de justiça. RAWLS, J. Uma 
teoria da justiça. São Paulo: Martins 
Fontes, 1997. Adaptado. 
 
A visão expressa nesse texto do século 
XX remete a qual aspecto do pensamento 
moderno? 
 
a) A relação entre liberdade e autonomia do 
Liberalismo. 
b) A independência entre poder e moral do 
Racionalismo. 
c) A convenção entre cidadãos e soberano 
do Absolutismo. 
d) A dialética entre indivíduo e governo 
autocrata do Idealismo. 
e) A contraposição entre bondade e 
condições selvagem do Naturalismo. 
 
(ENEM 2015) QUESTÃO 2 
 
A filosofia grega parece começar com uma 
ideia absurda, com a proposição: a água é a 
origem e a matriz de todas as coisas. Será 
mesmo necessário deter-nos nela e levá-la 
a sério? Sim, e por três razões: em primeiro 
lugar, porque essa proposição enuncia algo 
sobre a origem das coisas; em segundo 
lugar, porque o faz sem imagem e 
fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque 
nela, embora apenas em estado de 
crisálida, está contido o pensamento: Tudo 
é um. NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: 
GABARITO 
1 – A 2 – A 3 – E 4 - E 
5 -C 6 – D 7 – A 8 - D 
9 – B 10 - D 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
16 
Os pré-socráticos. São Paulo: Nova 
Cultural. 1999 
 
O que, de acordo com Nietzsche, 
caracteriza o surgimento da filosofia 
entre os gregos? 
a) O impulso para transformar, mediante 
justificativas, os elementos sensíveis em 
verdades racionais. 
b) O desejo de explicar, usando metáforas, 
a origem dos seres e das coisas. 
c) A necessidade de buscar, de forma 
racional, a causa primeira das coisas 
existentes. 
d) A ambição de expor, de maneira 
metódica, as diferenças entre as coisas. 
e) A tentativa de justificar, a partir de 
elementos empíricos, o que existe no real. 
 
(ENEM 2012) QUESTÃO 3 
Na regulação de matérias culturalmente 
delicadas, como, por exemplo, a linguagem 
oficial, os currículos da educação pública, o 
status das Igrejas e das comunidades 
religiosas, as normas do direito penal (por 
exemplo, quanto ao aborto), mas também 
em assuntos menos chamativos, como, por 
exemplo, a posição da família e dos 
consórcios semelhantes ao matrimônio, a 
aceitação de normas de segurança ou a 
delimitação das esferas pública e privada – 
em tudo isso refere-se amiúde apenas o 
autoentendimento ético-político de uma 
cultura majoritária, dominante por motivos 
históricos. Por causa de tais regras, 
implicitamente repressivas, mesmo dentro 
de uma comunidade republicana que 
garanta formalmente a igualdade de direitos 
para todos, pode eclodir um conflito cultural 
movido pelas minorias desprezadas contra 
a cultura da maioria. 
HABERMAS, J. A inclusão do outro: estudos 
de teoria política. São Paulo: Loyola, 2002. 
 
A reivindicação dos direitos culturais das 
minorias, como exposto por Habermas, 
encontra amparo nas democracias 
contemporâneas, na medida em que se 
alcança 
 
a) a secessão, pela qual a minoria 
discriminada obteria a igualdade de direitos 
na condição da sua concentração espacial, 
num tipo de independência nacional. 
b) a reunificação da sociedade que se 
encontra fragmentada em grupos de 
diferentes comunidades étnicas, confissões 
religiosas e formas de vida, em torno da 
coesão de uma cultura política nacional. 
c) a coexistência das diferenças, 
considerando a possibilidade de os 
discursos de autoentendimento se 
submeterem ao debate público, cientes de 
que estarão vinculados à coerção do melhor 
argumento. 
d) a autonomia dos indivíduos que, ao 
chegarem à vida adulta, tenham condições 
de se libertar das tradições de suas origens 
em nome da harmonia da política nacional. 
e) o desaparecimento de quaisquer 
limitações, tais como linguagem política ou 
distintas convenções de comportamento, 
para compor a arena política a ser 
compartilhada. 
 
(ENEM 2016) QUESTÃO 4 
 
TEXTO I 
 Até aqui expus a natureza do homem 
(cujo orgulho e outras paixões o obrigaram 
a submeter-se ao governo), juntamente com 
o grande poder do seu governante, o qual 
comparei com o Leviatã, tirando essa 
comparação dos dois últimos versículos do 
capítulo 41 de Jó, onde Deus, após ter 
estabelecido o grande poder do Leviatã, lhe 
chamou Rei dos Soberbos. Não há nada na 
Terra, disse ele, que se lhe possa comparar. 
HOBBES, T. O Leviatã. São Paulo: Martins 
Fontes, 2003. 
 
TEXTO II 
 Eu asseguro, tranquilamente, que o 
governo civil é a solução adequada para as 
inconveniências do estado de natureza, que 
devem certamente ser grandes quando os 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
17 
homens podem ser juízes em causa própria, 
pois é fácil imaginar que um homem tão 
injusto a ponto de lesar o irmão dificilmente 
será justo para condenar a si mesmo pela 
mesma ofensa.LOCKE, J. Segundo tratado 
sobre o governo civil . Petrópolis: Vozes, 
1994. 
 
Thomas Hobbes e John Locke, 
importantes teóricos contratualistas, 
discutiram aspectos ligados à natureza 
humana e ao Estado. Thomas Hobbes, 
diferentemente de John Locke, entende o 
estado de natureza como um(a) 
 
a) condição de guerra de todos contra todos, 
miséria universal, insegurança e medo da 
morte violenta. 
b) organização pré-social e pré-política em 
que o homem nasce com os direitos 
naturais: vida, liberdade, igualdade e 
propriedade. 
c) capricho típico da menoridade, que deve 
ser eliminado pela exigência moral, para que 
o homem possa constituir o Estado civil. 
d) situação em que os homens nascem 
como detentores de livre-arbítrio, mas são 
feridos em sua livre decisão pelo pecado 
original. 
e) estado de felicidade, saúde e liberdade 
que é destruído pela civilização, que 
perturba as relações sociais e violenta a 
humanidade. 
 
(ENEM 2018) QUESTÃO 5 
 
O filósofo reconhece-se pela posse 
inseparável do gosto da evidência e do 
sentido da ambiguidade. Quando se limita a 
suportar a ambiguidade, esta se chama 
equívoco. Sempreaconteceu que, mesmo 
aqueles que pretenderam construir uma 
filosofia absolutamente positiva, só 
conseguiram ser filósofos na medida em 
que, simultaneamente, se recusaram o 
direito de se instalar no saber absoluto. O 
que caracteriza o filósofo é o movimento que 
leva incessantemente do saber à 
ignorância, da ignorância ao saber, e um 
certo repouso neste movimento. MERLEAU-
PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa; 
Guimarães, 1998 (adaptado). 
 O texto apresenta um entendimento 
acerca dos elementos constitutivos da 
atividade do filósofo, que se caracteriza 
por 
 
a) reunir os antagonismos das opiniões ao 
método dialético. 
b) ajustar a clareza do conhecimento ao 
inatismo das ideias. 
c) associar a certeza do intelecto à 
imutabilidade da verdade. 
d) conciliar o rigor da investigação à 
inquietude do questionamento. 
e) compatibilizar as estruturas do 
pensamento aos princípios fundamentais. 
 
(ENEM 2014) QUESTÃO 6 
 
É o caráter radical do que se procura que 
exige a radicalização do próprio processo de 
busca. Se todo o espaço for ocupado pela 
dúvida, qualquer certeza que aparecer a 
partir daí terá sido de alguma forma gerada 
pela própria dúvida, e não será seguramente 
nenhuma daquelas que foram anteriormente 
varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. 
l. Descartes: a metafísica da modernidade. 
São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado). 
Apesar de questionar os conceitos da 
tradição, a dúvida radical da filosofia 
cartesiana tem caráter positivo por 
contribuir para o(a) 
 
a) dissolução do saber científico. 
b) recuperação dos antigos juízos. 
c) exaltação do pensamento clássico. 
d) surgimento do conhecimento inabalável. 
e) fortalecimento dos preconceitos 
religiosos. 
 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
18 
(ENEM 2015) QUESTÃO 7 
 
Trasímaco estava impaciente porque 
Sócrates e os seus amigos presumiam que 
a justiça era algo real e importante. 
Trasímaco negava isso. Em seu entender, 
as pessoas acreditavam no certo e no 
errado apenas por terem sido ensinadas a 
obedecer às regras da sua sociedade. No 
entanto, essas regras não passavam de 
invenções humanas. RACHELS, J. 
Problemas da Filosofia. Lisboa: Gradiva, 
2009. 
O sofista Trasímaco, personagem 
imortalizado no diálogo A República, de 
Platão, sustentava que a correlação entre 
justiça e ética é resultado de 
 
a) determinações biológicas impregnadas 
na natureza humana. 
b) verdades objetivas com fundamento 
anterior aos interesses sociais. 
c) mandamentos divinos inquestionáveis 
legados das tradições antigas. 
d) convenções sociais resultantes de 
interesses humanos contingentes. 
e) sentimentos experimentados diante de 
determinadas atitudes humanas. 
 
(ENEM 2013) QUESTÃO 8 
 
Os produtos e seu consumo constituem a 
meta declarada do empreendimento 
tecnológico. Essa meta foi proposta pela 
primeira vez no início da Modernidade, 
como expectativa de que o homem poderia 
dominar a natureza. No entanto, essa 
expectativa, convertida em programa 
anunciado por pensadores como Descartes 
e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, 
não surgiu “de um prazer de poder”, “de um 
mero imperialismo humano”, mas da 
aspiração de libertar o homem e de 
enriquecer sua vida, física e culturalmente. 
 
CUPANI, A. A tecnologia como problema 
filosófico: três enfoques, Scientiae Studia. 
São Paulo, v. 2 n. 4, 2004 (adaptado). 
Autores da filosofia moderna, 
notadamente Descartes e Bacon, e o 
projeto iluminista concebem a ciência 
como uma forma de saber que almeja 
libertar o homem das intempéries da 
natureza. Nesse contexto, a investigação 
científica consiste em 
 
a) expor a essência da verdade e resolver 
definitivamente as disputas teóricas ainda 
existentes. 
b) oferecer a última palavra acerca das 
coisas que existem e ocupar o lugar que 
outrora foi da filosofia. 
c) ser a expressão da razão e servir de 
modelo para outras áreas do saber que 
almejam o progresso. 
d) explicitar as leis gerais que permitem 
interpretar a natureza e eliminar os 
discursos éticos e religiosos. 
e) explicar a dinâmica presente entre os 
fenômenos naturais e impor limites aos 
debates acadêmicos. 
GABARITO 
1A, 2C,3C,4A, 5D,5D,7D,8C 
Questão 1 
(CEPERJ – 2011) Em sua Investigação 
acerca do entendimento humano, David 
Hume fala daquele que considera ser “o 
único princípio que torna útil nossa 
experiência e nos faz esperar, no futuro, 
uma série de eventos semelhantes àqueles 
que apareceram no passado”. 
 
Segundo Hume, esse princípio, que seria 
o grande guia da vida humana, é: 
a) a fé 
b) a razão 
c) a imaginação 
d) o costume 
e) o entendimento 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
19 
 
Questão 2 
(SP – CAIP – USCS) “Todas as nossas 
ideias derivam de uma ou de outra fonte. 
Parece que o entendimento não tem o 
menor vislumbre sobre quaisquer ideias se 
não as receber de uma das duas fontes. Os 
objetos externos suprem a nossa mente 
com as ideias das qualidades sensíveis, que 
são todas as diferentes percepções 
produzidas em nós, e a mente supre o 
entendimento com ideias através das 
próprias operações”. 
 
O texto citado retrata o empirismo de 
Jonh Locke. Para ele, existem duas 
fontes básicas de experiência: 
a) Percepção e idealização. 
b) Percepção e internalização. 
c) Sensação e reflexão. 
d) Sensação e memorização. 
 
Questão 3 
 
TEXTO I 
 
Experimentei algumas vezes que os 
sentidos eram enganosos, e é de prudência 
nunca se fiar inteiramente em quem já nos 
enganou uma vez. (DESCARTES, R. 
Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril 
Cultural, 1979). 
 
TEXTO II 
Sempre que alimentarmos alguma suspeita 
de que uma ideia esteja sendo empregada 
sem nenhum significado, precisaremos 
apenas indagar: de que impressão deriva 
esta suposta ideia? E se for impossível 
atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, 
isso servirá para confirmar nossa suspeita. 
(HUME, D. Uma investigação sobre o 
entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 
(adaptado).). 
 
Nos textos, ambos os autores se 
posicionam sobre a natureza do 
conhecimento humano. A comparação 
dos excertos permite assumir que 
Descartes e Hume 
 
a) defendem os sentidos como critério 
originário para considerar um conhecimento 
legítimo. 
b) entendem que é desnecessário suspeitar 
do significado de uma ideia na reflexão 
filosófica e crítica. 
c) são legítimos representantes do criticismo 
quanto à gênese do conhecimento. 
d) concordam que conhecimento humano é 
impossível em relação às ideias e aos 
sentidos. 
e) atribuem diferentes lugares ao papel dos 
sentidos no processo de obtenção do 
conhecimento. 
 
Questão 4 
 
O empirismo de Locke se opõe ao 
racionalismo de Descartes. Entre as 
divergências entre esses dois 
pensadores, é INCORRETO dizer que 
 
a) Descartes acreditava que Deus era uma 
ideia inata, já Locke pensava que essa era 
uma ideia oriunda da sensação. 
b) Descartes acreditava que a ideia de 
perfeição era uma ideia inata, já Locke 
acreditava que tinha origem na sensação. 
c) Locke afirmava que a mente humana não 
possui ideias inatas, pois é uma tábula rasa; 
Descartes, por outro lado, defendia a 
existência de ideias inatas. 
d) Locke defendia que, como o 
conhecimento tem origem na experiência, 
não podemos saber da existência de Deus; 
Descartes, como acreditava que a razão por 
si só é capaz de produzir conhecimento 
sobre o mundo, ela é capaz de demonstrar 
a existência de um ser perfeito. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
20 
Questão 5 
 
(UNICAMP 2015) A maneira pela qual 
adquirimos qualquer conhecimento constitui 
suficiente prova de que não é inato. LOCKE, 
John. Ensaio acerca do entendimento 
humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, 
p.13.O empirismo, corrente filosófica da qual 
Locke fazia parte, 
 
a) afirma que o conhecimento não é inato, 
pois sua aquisição deriva da experiência. 
b) é uma forma de ceticismo, pois nega que 
os conhecimentos possam ser obtidos. 
c) aproxima-se do modelo científico 
cartesiano, ao negar a existência de ideias 
inatas. 
d) defende que as ideias estão presentes na 
razão desde o nascimento. 
 
Questão 6 
(Universidade da Amazônia) Para combater 
os erros provocados pelos ídolos, Francis 
Bacon propôs o método indutivo de 
investigação, que cumpriria algumas etapas 
consecutivas, como é o caso da 
alternativa: 
 
a) Observação da natureza, organização 
racional, explicações gerais (hipóteses) e 
experimentações. 
b) Observação da natureza, organização 
racional, explicações gerais (hipóteses) e 
introspecção. 
c) Concepção mística da natureza, 
organização racional, explicações gerais 
(hipóteses) e experimentações. 
d) Concepção emocional da natureza, 
organização racional, explicações gerais 
(hipóteses) e experimentações. 
 
 
Questão 7 
 
(Pucpr 2009) “Ciência e poder do homem 
coincidem, uma vez que, sendo a causa 
ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza 
não se vence, se não quando se lhe 
obedece. E o que à contemplação 
apresenta-se como causa é regra na 
prática.” Fonte: BACON. Novum 
Organum…, São Paulo: Nova Cultural, 
1999, p.40. 
 
Tendo em vista o texto acima, assinale a 
alternativa correta: 
 
a) Bacon estabelece que a melhor maneira 
de explicar os fenômenos naturais é recorrer 
aos princípios inatos da razão. 
b) Através do conhecimento científico, o 
homem aprende a aceitar o domínio dos 
princípios metafísicos de causalidade sobre 
a natureza. 
c) O conhecimento da natureza depende do 
poder do homem. Assim um rei conhece 
mais sobre a natureza do que um pobre 
estudante. 
d) Através da contemplação – observação – 
da natureza o homem aprende a conhecê-la 
e, então, reúne condições para dominar a 
natureza. 
e) Devemos ser práticos e obedecer à 
natureza, pois o conhecimento das relações 
de causa e efeito é impossível e sempre 
frustrante. 
 
Questão 8 
(ENEM 2015) Todo o poder criativo da 
mente se reduz a nada mais do que a 
faculdade de compor, transpor, aumentar ou 
diminuir os materiais que nos fornecem os 
sentidos e a experiência. Quando pensamos 
em uma montanha de ouro, não fazemos 
mais do que juntar duas ideias consistentes, 
ouro e montanha, que já conhecíamos. 
Podemos conceber um cavalo virtuoso, 
porque somos capazes de conceber a 
virtude a partir de nossos próprios 
sentimentos, e podemos unir a isso a figura 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
21 
e a forma de um cavalo, animal que nos é 
familiar. HUME, D. Investigação sobre o 
entendimento humano. São Paulo: Abril 
Cultural, 1995. 
 
Hume estabelece um vínculo entre 
pensamento e impressão ao considerar 
que 
 
a) os conteúdos das ideias no intelecto têm 
origem na sensação. 
b) o espírito é capaz de classificar os dados 
da percepção sensível. 
c) as ideias fracas resultam de experiências 
sensoriais determinadas pelo acaso. 
d) os sentimentos ordenam como os 
pensamentos devem ser processados na 
memória. 
e) as ideias têm como fonte específica o 
sentimento cujos dados são colhidos na 
empiria. 
 
Questão 9 
(UEL 2009) O pensamento moderno 
caracteriza-se pelo crescente abandono da 
ciência aristotélica. Um dos pensadores 
modernos desconfortáveis com a lógica 
dedutiva de Aristóteles – considerando que 
esta não permitia explicar o progresso do 
conhecimento científico – foi Francis Bacon. 
No livro Novum Organum, Bacon formulou o 
método indutivo como alternativa ao método 
lógico-dedutivo aristotélico. 
 
Com base no texto e nos conhecimentos 
sobre o pensamento de Bacon, é correto 
afirmar que o método indutivo consiste 
 
a) na derivação de consequências lógicas 
com base no corpo de conhecimento de um 
dado período histórico. 
b) no estabelecimento de leis universais e 
necessárias com base nas formas válidas 
do silogismo tal como preservado pelos 
medievais. 
c) na postulação de leis universais com base 
em casos observados na experiência, os 
quais apresentam regularidade. 
d) na inferência de leis naturais baseadas no 
testemunho de autoridades científicas 
aceitas universalmente. 
e) na observação de casos particulares 
revelados pela experiência, os quais 
impedem a necessidade e a universalidade 
no estabelecimento das leis naturais. 
 
GABARITO 
1 - D 
2 - C 
3 - E 
4 - D 
5 - A 
6 - A 
7 - E 
8 - E 
9 – C 
1. (Ufu 2013) A dialética de Hegel 
 
a) envolve duas etapas, formadas por 
opostos encontrados na natureza (dia-noite, 
claro-escuro, frio-calor). 
b) é incapaz de explicar o movimento e a 
mudança verificados tanto no mundo quanto 
no pensamento. 
c) é interna nas coisas objetivas, que só 
podem crescer e perecer em virtude de 
contradições presentes nelas. 
d) é um método (procedimento) a ser 
aplicado ao objeto de estudo do 
pesquisador. 
 
2. (Ufu 2007) Qual é a diferença entre o 
conceito de movimento histórico, em 
Hegel, e o de processo histórico, em 
Marx? 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
22 
a) Para Hegel, através do trabalho, os 
homens vão construindo o movimento da 
produção da vida material e, assim, o 
movimento histórico. Para Marx, a 
consciência determina cada época histórica, 
desenvolvendo o processo histórico. 
b) Para Hegel, a História pode sofrer 
rupturas e ter retrocessos, por isso utiliza-se 
do conceito de movimento da base 
econômica da sociedade. Marx acredita que 
o modo de produção encaminhe para um 
objetivo final, que é a concretização da 
Razão. 
c) Para Hegel, a História tem uma 
circularidade que não permite a 
continuidade. Para Marx, a História é 
construída pelo progresso da consciência 
dos homens que formam o processo 
histórico. 
d) Para Hegel, a História é teleológica, a 
Razão caminha para o conceito de si 
mesma, em si mesma. Marx não tem uma 
visão linear e progressiva da História, sendo 
que, para ele, ela é processo, depende da 
organização dos homens para a superação 
das contradições geradas na produção da 
vida material, para transformar ou 
retroceder historicamente. 
 
3. (Ufu 2005) Hegel, em seus cursos 
universitários de Filosofia da História, fez a 
seguinte afirmação sobre a relação entre a 
filosofia e a história: “O único pensamento 
que a filosofia aporta é a contemplação da 
história”. HEGEL, G. W. F. Filosofia da 
História. 2 ed. Brasília: Editora da UnB, 
1998, p. 17. 
 
De acordo com a reflexão de Hegel, é 
correto afirmar que 
I. a razão governa o mundo e, portanto, a 
história universal é um processo racional. 
II. a ação dos homens obedece a vontade 
divina que preestabelece o curso da história. 
III. no processo histórico, o pensar está 
subordinado ao real existente. 
IV. a ideia ou a razão se originam da força 
material de produção e reprodução da 
história. 
Assinale a alternativa que contém 
somente assertivas corretas. 
a) III e IV. 
b) I e II. 
c) II e III. 
d) I e III. 
 
4. (ENEM 2017) A moralidade, Bentham 
exortava, não é uma questão de agradar a 
Deus, muito menos de fidelidade a regras 
abstratas. A moralidade é a tentativa de criar 
a maior quantidade de felicidade possível 
neste mundo. Ao decidir o que fazer, 
deveríamos, portanto, perguntar qual curso 
de conduta promoveria a maior quantidade 
de felicidade para todos aqueles que serão 
afetados. (RACHELS, J. Os elementos da 
filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.) 
 
Os parâmetros da ação indicados no 
texto estão em conformidade com uma 
 
a) fundamentação científica de viés 
positivista. 
b) convenção social de orientação 
normativa. 
c) transgressão comportamentalreligiosa. 
d) racionalidade de caráter pragmático. 
e) inclinação de natureza passional. 
 
5. Nietzsche identificou os deuses 
gregos Apolo e Dionísio, 
respectivamente, como 
a) complexidade e ingenuidade: extremos 
de um mesmo segmento moral, no qual se 
inserem as paixões humanas. 
b) movimento e niilismo: polos de tensão na 
existência humana. 
c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas 
de intervenção e subversão de toda moral 
humana. 
d) razão e desordem: dimensões 
complementares da realidade. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
23 
 
 6. (UEG) No século XIX, o filósofo alemão 
Friedrich Nietzsche vislumbrou o advento do 
“super-homem” em reação ao que para ele 
era a crise cultural da época. Na década de 
1930, foi criado nos Estados Unidos o 
Super-Homem, um dos mais conhecidos 
personagens das histórias em quadrinhos. 
 
A diferença entre os dois “super-
homens” está no fato de Nietzsche 
defender que o super-homem 
 
a) agiria de modo coerente com os valores 
pacifistas, repudiando o uso da força física e 
da violência na consecução de seus 
objetivos 
b) expressaria os princípios morais do 
protestantismo, em contraposição ao 
materialismo presente no herói dos 
quadrinhos 
c) abdicar-se-ia das regras morais vigentes, 
desprezando as noções de “bem”, “mal”, 
“certo” e “errado”, típicas do cristianismo 
d) representaria os valores políticos e 
morais alemães, e não o individualismo 
pequeno burguês norte-americano 
 
7. UFSJ – De acordo com a discussão 
que Nietzsche realiza sobre a origem dos 
valores morais, pode-se afirmar que: 
 
 
a) na avaliação reativa, os fracos primeiro 
avaliam a si mesmos como bons e daí 
decorre a avaliação do outro, o forte, como 
mau. 
b) os gestos úteis foram inicialmente 
valorados como bons, tendo se tornado 
hábito passar a considerá-los como bons em 
si 
c) a moral escrava tem sua origem no 
cristianismo, religião na qual a oposição 
entre bem e mal foi primeiramente 
constituída 
d) a filologia mostra que as palavras usadas 
para designar a nobreza social adquiriram 
progressivamente o sentido de nobreza de 
espírito 
 
8. O utilitarismo é uma teoria moral que 
procura oferecer uma forma de 
diferenciar ações corretas e incorretas. 
 
Qual das alternativas abaixo define 
melhor o princípio básico do 
utilitarismo? 
 
a) Uma ação moralmente correta é aquela 
que está de acordo com a regra “não faça 
aos outros aquilo que não gostaria que 
fizessem para ti”. 
b) Uma ação moralmente correta é aquela 
que produz o maior saldo positivo de prazer 
ou bem-estar para todos os afetados pela 
ação, considerados imparcialmente. 
c) Uma ação moralmente correta é aquela 
está de acordo com o imperativo categórico. 
d) Uma ação moralmente correta é aquela 
que gera mais felicidade para o agente. 
e) Uma ação moralmente correta é aquela 
em que a pessoa age com honestidade. 
 
9. A aplicação do princípio utilitarista que 
diz que devemos maximizar o bem-estar 
ou as preferências dos envolvidos na 
ação exige que o agente utilize, para 
avaliar se está agindo corretamente, 
 
a)a fé. 
b)a razão. 
c)a intuição. 
d)o imperativo categórico. 
e)a emoção. 
 
10. Um dos argumentos geralmente 
utilizados pelos defensores dos direitos dos 
animais é de que a criação e abate de 
animais gera uma quantidade muito grande 
de sofrimento desnecessário. Se 
considerarmos imparcialmente, por 
exemplo, o saldo de prazer que temos ao 
comê-los e o desprazer gerado aos animais 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
24 
para satisfazer esse nosso desejo, 
concluiremos que usar animais para 
alimentação é, claramente, uma ação 
imoral. 
 
Qual teoria moral está por trás desse tipo 
de raciocínio? 
 
a) A teoria do bem-estar animal. 
b) O relativismo moral. 
c) O utilitarismo. 
d) A ética kantiana. 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - D 
3 - D 
4 - D 
5 - D 
6 - C 
7 - D 
8 - B 
9 – B 
10 – C 
 
1. Se, pois, para as coisas que fazemos 
existe um fim que desejamos por ele mesmo 
e tudo o mais é desejado no interesse desse 
fim; evidentemente tal fim será o bem, ou 
antes, o sumo bem. Mas não terá o 
conhecimento, porventura, grande 
influência sobre essa vida? Se assim é, 
esforcemo-nos por determinar, ainda que 
em linhas gerais apenas, o que seja ele e de 
qual das ciências ou faculdades constitui o 
objeto. Ninguém duvidará de que o seu 
estudo pertença à arte mais prestigiosa e 
que mais verdadeiramente se pode chamar 
a arte mestra. Ora, a política mostra ser 
dessa natureza, pois é ela que determina 
quais as ciências que devem ser estudadas 
num Estado, quais são as que cada cidadão 
deve aprender, e até que ponto; e vemos 
que até as faculdades tidas em maior 
apreço, como a estratégia, a economia e a 
retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a 
política utiliza as demais ciências e, por 
outro lado, legisla sobre o que devemos e o 
que não devemos fazer, a finalidade dessa 
ciência deve abranger as das outras, de 
modo que essa finalidade será o bem 
humano. 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: 
Pensadores. São Pauto: Nova Cultural, 
1991 (adaptado). 
 
Para Aristóteles, a relação entre o sumo 
bem e a organização da pólis pressupõe 
que 
a) o bem dos indivíduos consiste em cada 
um perseguir seus interesses. 
b) o sumo bem é dado pela fé de que os 
deuses são os portadores da verdade. 
c) a política é a ciência que precede todas 
as demais na organização da cidade. 
d) a educação visa formar a consciência de 
cada pessoa para agir corretamente. 
e) a democracia protege as atividades 
políticas necessárias para o bem comum. 
 
2. Uma sociedade é uma associação mais 
ou menos autossuficiente de pessoas que 
em suas relações mútuas reconhecem 
certas regras de conduto com obrigatórias e 
que, na maioria das vezes, agem de acordo 
com elas. Uma sociedade é bom ordenada 
não apenas quando está planejada para 
promover o bem de seus membros, mas 
quando é também efetivamente regulada 
por uma concepção pública de justiça. Isto 
é, trata-se de uma sociedade na qual todos 
aceitam, e sabem que os outros aceitam, o 
mesmo princípio de justiça. 
RAWLS, J. Uma teoria da justiça. São 
Paulo: Martins Fontes, 1997. Adaptado. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
25 
A visão expressa nesse texto do século XX 
remete a qual aspecto do pensamento 
moderno? 
a) A relação entre liberdade e autonomia do 
Liberalismo. 
b) A independência entre poder e moral do 
Racionalismo. 
c) A convenção entre cidadãos e soberano 
do Absolutismo. 
d) A dialética entre indivíduo e governo 
autocrata do Idealismo. 
e) A contraposição entre bondade e 
condições selvagem do Naturalismo 
 
3. Hoje, a indústria cultural assumiu a 
herança civilizatória da democracia de 
pioneiros e empresários, que tampouco 
desenvolvera uma fineza de sentido para os 
desvios espirituais. Todos são livres para 
dançar e para se divertir do mesmo modo 
que, desde a neutralização histórica da 
religião, são livres para entrar em qualquer 
uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade 
de escolha da ideologia, que reflete sempre 
a coerção econômica, revela-se em todos os 
setores como a liberdade de escolher o que 
é sempre a mesma coisa. 
ADORNO, T; HORKHEIMER, M. Dialética 
do esclarecimento: fragmentos filosóficos. 
Rio de Janeiro; Zahar, 1985 
 
A liberdade de escolha na civilização 
ocidental, de acordo com a análise do 
texto, é um(a) 
a) legado social. 
b) patrimônio politico. 
c) produto da moralidade. 
d) conquista da humanidade. 
e) ilusão da contemporaneidade. 
 
4. Ser ou não ser — eis a questão. 
Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. 
Aí está o obstáculo! 
Os sonhos que hão de vir no sono da morte 
Quando tivermos escapado ao tumultovital 
Nos obriguam a hesitar: e é essa a reflexão 
Que dá à desventura uma vida tão longa. 
SHAKESPEARE, W. Hamlet. Porto Alegre: 
L&PM, 2007 
 
Este solilóquio pode ser considerado um 
precursor do existencialismo ao enfatizar a 
tensão entre 
a) consciência de si e angústia humana. 
b) inevitabilidade do destino e incerteza 
moral. 
c) tragicidade da personagem e ordem do 
mundo. 
d) racionalidade argumentativa e loucura 
iminente. 
e) dependência paterna e impossibilidade 
de ação. 
 
5. Para Platão, o que havia de verdadeiro 
em Parmênides era que o objeto de 
conhecimento é um objeto de razão e não 
de sensação, e era preciso estabelecer uma 
relação entre objeto racional e objeto 
sensível ou material que privilegiasse o 
primeiro em detrimento do segundo. Lenta, 
mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias 
formava-se em sua mente. 
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o 
fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 
2012 (adaptado). 
 
O texto faz referência à relação entre 
razão e sensação, um aspecto essencial 
da Doutrina das Ideias de Platão (427 
a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, 
como Platão se situa diante dessa 
relação? 
a) Estabelecendo um abismo intransponível 
entre as duas. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
26 
b) Privilegiando os sentidos e subordinando 
o conhecimento a eles. 
c) Atendo-se à posição de Parmênides de 
que razão e sensação são inseparáveis. 
d) Afirmando que a razão é capaz de gerar 
conhecimento, mas a sensação não. 
e) Rejeitando a posição de Parmênides de 
que a sensação é superior à razão. 
 
6. TEXTO I 
Experimentei algumas vezes que os 
sentidos eram enganosos, e é de prudência 
nunca se fiar inteiramente em quem já nos 
enganou uma vez. 
DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. 
São Paulo: Abril Cultural, 1979. 
 
TEXTO II 
Sempre que alimentarmos alguma suspeita 
de que uma ideia esteja sendo empregada 
sem nenhum significado, precisaremos 
apenas indagar: de que impressão deriva 
esta suposta ideia? E se for impossível 
atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, 
isso servirá para confirmar nossa suspeita. 
HUME, D. Uma investigação sobre o 
entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 
(adaptado). 
 
Nos textos, ambos os autores se posicionam 
sobre a natureza do conhecimento humano. 
A comparação dos excertos permite assumir 
que Descartes e Hume 
a) defendem os sentidos como critério 
originário para considerar um conhecimento 
legítimo. 
b) entendem que é desnecessário suspeitar 
do significado de uma ideia na reflexão 
filosófica e crítica. 
c) são legítimos representantes do criticismo 
quanto à gênese do conhecimento. 
d) concordam que conhecimento humano é 
impossível em relação às ideias e aos 
sentidos. 
e) atribuem diferentes lugares ao papel dos 
sentidos no processo de obtenção do 
conhecimento. 
 
7. Na regulação de matérias culturalmente 
delicadas, como, por exemplo, a linguagem 
oficial, os currículos da educação pública, o 
status das Igrejas e das comunidades 
religiosas, as normas do direito penal (por 
exemplo, quanto ao aborto), mas também 
em assuntos menos chamativos, como, por 
exemplo, a posição da família e dos 
consórcios semelhantes ao matrimônio, a 
aceitação de normas de segurança ou a 
delimitação das esferas pública e privada – 
em tudo isso reflete-se amiúde apenas o 
auto entendimento ético-político de uma 
cultura majoritária, dominante por motivos 
históricos. Por causa de tais regras, 
implicitamente repressivas, mesmo dentro 
de uma comunidade republicana que 
garanta formalmente a igualdade de direitos 
para todos, pode eclodir um conflito cultural 
movido pelas minorias desprezadas contra 
a cultura da maioria. 
HABERMAS, J. A inclusão do outro: estudos 
de teoria política. São Paulo: Loyola, 2002. 
A reivindicação dos direitos culturais das 
minorias, como exposto por Habermas, 
encontra amparo nas democracias 
contemporâneas, na medida em que 
a) a secessão, pela qual a minoria 
discriminada obteria a igualdade de direitos 
na condição da sua concentração espacial, 
num tipo de independência nacional. 
b) a reunificação da sociedade que se 
encontra fragmentada em grupos de 
diferentes comunidades étnicas, confissões 
religiosas e formas de vida, em torno da 
coesão de uma cultura política nacional. 
c) a coexistência das diferenças, 
considerando a possibilidade de os 
discursos de auto entendimento se 
submeterem ao debate público, cientes de 
que estarão vinculados à coerção do melhor 
argumento. 
d) a autonomia dos indivíduos que, ao 
chegarem à vida adulta, tenham condições 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
27 
de se libertar das tradições de suas origens 
em nome da harmonia da política nacional. 
e) o desaparecimento de quaisquer 
limitações, tais como linguagem política ou 
distintas convenções de comportamento, 
para compor a arena política a ser 
compartilhada 
 
8. Nasce daqui uma questão: se vale mais 
ser amado que temido ou temido que 
amado. Responde-se que ambas as coisas 
seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-
las, é muito mais seguro ser temido que 
amado, quando haja de faltar uma das duas. 
Porque dos homens que se pode dizer, 
duma maneira geral, que são ingratos, 
volúveis, simuladores, covardes e ávidos de 
lucro, e enquanto lhes fazes bem são 
inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os 
bens, a vida e os filhos, quando, como acima 
disse, o perigo está longe; mas quando ele 
chega, revoltam-se. 
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Rio de Janeiro: 
Bertrand, 1991. 
 
A partir da análise histórica do 
comportamento humano em suas relações 
sociais e políticas, Maquiavel define o 
homem como um ser 
a) munido de virtude, com disposição nata 
a praticar o bem a si e aos outros. 
b) possuidor de fortuna, valendo-se de 
riquezas para alcançar êxito na política. 
c) guiado por interesses, de modo que suas 
ações são imprevisíveis e inconstantes. 
d) naturalmente racional, vivendo em um 
estado pré-social e portando seus direitos 
naturais. 
e) sociável por natureza, mantendo relações 
pacíficas com seus pares. 
 
9. TEXTO I 
Há já algum tempo eu me aprecebi de que, 
desde meus primeiros anos, recebera 
muitas falsas opiniões como verdadeiras, e 
de que aquilo que depois eu fundei em 
princípios tão mal assegurados não podia 
ser senão mui duvidoso e incerto. Era 
necessário tentar seriamente, uma vez em 
minha vida, desfazer-me de todas as 
opiniões a que até então dera crédito, e 
começar tudo novamente a fim de 
estabelecer um saber firme e inabalável. 
DESCARTES, R. Meditações concernentes 
à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril 
Cultural, 1973 (adaptado). 
 
TEXTO II 
É o caráter radical do que se procura que 
exige a radicalização do próprio processo de 
busca. Se todo o espaço for ocupado pela 
dúvida, qualquer certeza que aparecer a 
partir daí terá sido de alguma forma gerada 
pela própria dúvida, e não será seguramente 
nenhuma daquelas que foram anteriormente 
varridas por essa mesma dúvida. 
SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da 
modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 
(adaptado). 
 
A exposição e a análise do projeto 
cartesiano indicam que, para viabilizar a 
reconstrução radical do conhecimento, 
deve-se 
a) retomar o método da tradição para 
edificar a ciência com legitimidade. 
b) questionar de forma ampla e profunda as 
antigas ideias e concepções. 
c) investigar os conteúdos da consciência 
dos homens menos esclarecidos. 
d) buscar uma via para eliminar da 
memória saberes antigos e ultrapassados. 
e) encontrar ideias e pensamentos 
evidentes que dispensam ser 
questionados. 
 
10. Até hoje admitia-se que nosso 
conhecimento se devia regular pelos 
objetos; porém, todas as tentativas para 
descobrir, mediante conceitos, algo que 
ampliasse nosso conhecimento,malogravam-se com esse pressuposto. 
Tentemos, pois, uma vez, experimentar se 
não se resolverão melhor as tarefas da 
metafísica, admitindo que os objetos se 
deveriam regular pelo nosso conhecimento. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
28 
KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: 
Calouste-Gulbenkian, 1994 (adaptado). 
 
O trecho em questão é uma referência ao 
que ficou conhecido como revolução 
copernicana na filosofia. Nele, confrontam-
se duas posições filosóficas que 
a) assumem pontos de vista opostos acerca 
da natureza do conhecimento. 
b) defendem que o conhecimento é 
impossível, restando-nos somente o 
ceticismo. 
c) revelam a relação de interdependência 
entre os dados da experiência e a reflexão 
filosófica. 
d) apostam, no que diz respeito às tarefas 
da filosofia, na primazia das ideias em 
relação aos objetos. 
e) refutam-se mutuamente quanto à 
natureza do nosso conhecimento e são 
ambas recusadas por Kant. 
 
GABARITO 
1. C 
2. A 
3. E 
4. A 
5. D 
6. E 
7. C 
8. C 
9. B 
10. A 
 
1. (Uel 2013) Leia o texto a seguir. O modo 
de comportamento perceptivo, através do 
qual se prepara o esquecer e o rápido 
recordar da música de massas, é a 
desconcentração. Se os produtos 
normalizados e irremediavelmente 
semelhantes entre si, exceto certas 
particularidades surpreendentes, não 
permitem uma audição concentrada, sem 
se tornarem insuportáveis para os ouvintes, 
estes, por sua vez, já não são 
absolutamente capazes de uma audição 
concentrada. Não conseguem manter a 
tensão de uma concentração atenta, e por 
isso se entregam resignadamente àquilo 
que acontece e flui acima deles, e com o 
qual fazem amizade somente porque já o 
ouvem sem atenção excessiva. (ADORNO, T. 
W. O fetichismo na música e a regressão da 
audição. In: Adorno et all. Textos 
escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1978, 
p.190. Coleção Os Pensadores.) 
As redes sociais têm divulgado músicas de 
fácil memorização e com forte apelo à 
cultura de massa. A respeito do tema da 
regressão da audição na Indústria Cultural 
e da relação entre arte e sociedade em 
Adorno, assinale a alternativa correta. 
a) A impossibilidade de uma audição 
concentrada e de uma concentração atenta 
relaciona-se ao fato de que a música 
tornou-se um produto de consumo, 
encobrindo seu poder crítico. 
b) A música representa um domínio 
particular, quase autônomo, das produções 
sociais, pois se baseia no livre jogo da 
imaginação, o que impossibilita estabelecer 
um vínculo entre arte e sociedade. 
c) A música de massa caracteriza-se pela 
capacidade de manifestar criticamente 
conteúdos racionais expressos no modo 
típico do comportamento perceptivo inato 
às massas. 
d) A tensão resultante da concentração 
requerida para a apreciação da música é 
uma exigência extramusical, pois nossa 
sensibilidade é naturalmente mais próxima 
da desconcentração. 
e) Audição concentrada significa a 
capacidade de apreender e de repetir os 
elementos que constituem a música, sendo 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
29 
a facilidade da repetição o que concede 
poder crítico à música. 
2. (Uel 2013) Leia o texto a seguir. A 
utilização da Internet ampliou e 
fragmentou, simultaneamente, os nexos de 
comunicação. Isto impacta no modo como o 
diálogo é construído entre os indivíduos 
numa sociedade democrática. (Adaptado 
de: HABERMAS, J. O caos da esfera pública. 
Folha de São Paulo, 13 ago. 2006, Caderno 
Mais!, p.4- 5.) 
A partir dos conhecimentos sobre a ação 
comunicativa em Habermas, considere as 
afirmativas a seguir. 
I. A manipulação das opiniões impede o 
consenso ao usar os interlocutores como 
meios e desconsiderar o ser humano como 
fim em si mesmo. 
II. A validade do que é decidido 
consensualmente assenta-se na negociação 
em que os interlocutores se 
instrumentalizam reciprocamente em prol 
de interesses particulares. 
III. Como regra do discurso que busca o 
entendimento, devem-se excluir os 
interlocutores que, de algum modo, são 
afetados pela norma em questão. 
IV. O projeto emancipatório dos indivíduos 
é construído a partir do diálogo e da 
argumentação que prima pelo 
entendimento mútuo. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são 
corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são 
corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são 
corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são 
corretas. 
3. (Ufpa 2013) “Originalmente concebida e 
acionada para emancipar os homens, a 
moderna ciência está hoje a serviço do 
capital, contribuindo para a manutenção 
das relações de classe. A ciência e a técnica 
nas mãos dos poderosos [...] controlam a 
vida dos homens, subjuga-os ao interesse 
do capital. A produção de bens segue uma 
lógica técnica, e não à lógica das 
necessidades reais dos homens.” FREITAG, 
B. A teoria Crítica ontem e hoje, São Paulo: 
Brasiliense, 1986, p.94. A autora nos 
apresenta a visão da Escola de Frankfurt 
acerca do papel desempenhado pela ciência 
e pela tecnologia na moderna economia 
capitalista. Sobre este papel, considere as 
afirmativas abaixo: 
I. A ciência e a técnica, além de serem forças 
produtivas, funcionam como ideologias 
para legitimar o sistema capitalista. 
II. Nas mãos do poder econômico e político, 
a tecnologia e a ciência são empregadas 
para impedir que as pessoas tomem 
consciência de suas condições de 
desigualdade. 
III. A dimensão emancipadora e crítica da 
racionalidade moderna foi valorizada na 
economia capitalista, pois muitas das 
reivindicações dos trabalhadores foram 
atendidas a partir do advento da tecnologia. 
IV. Na economia capitalista, produz-se com 
eficácia o que dá lucro e não aquilo que os 
homens necessitam e gostariam de ter ou 
usar. 
Estão corretas as afirmativas: 
a) I e III 
b) II e III 
c) III e IV 
d) I, II e IV 
e) II, III e IV 
4. (Ufsj 2013) “Não que acreditemos que 
Deus exista; pensamos antes que o 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
30 
problema não está aí, no da sua existência 
[...] os cristãos podem apelidar-nos de 
desesperados”. Essa afirmação revela o 
pensador 
a) Thomas Hobbes, defendendo o seu 
pensamento objetivo de que “o homem 
deve ser tomado como um elemento de 
construção da monarquia”. 
b) Nietzsche, perseguindo o direito do 
homem de tomar posse do seu reino animal 
e da sua superação e de reconduzir-se às 
verdades implícitas nele próprio. 
c) Jean-Paul Sartre, desenvolvendo um 
argumento, no qual chega à conclusão de 
que o existencialismo é um otimismo. 
d) David Hume, criticando as clássicas 
provas a favor da existência de Deus. 
5. (Ufsj 2013) Na obra “O existencialismo é 
um humanismo”, Jean-Paul Sartre intenta 
a) desenvolver a ideia de que o 
existencialismo é definido pela livre escolha 
e valores inventados pelo sujeito a partir 
dos quais ele exerce a sua natureza humana 
essencial. 
b) mostrar o significado ético do 
existencialismo. 
c) criticar toda a discriminação imposta pelo 
cristianismo, através do discurso, à 
condição de ser inexorável, característica 
natural dos homens. 
d) delinear os aspectos da sensação e da 
imaginação humanas que só se fortalecem 
a partir do exercício da liberdade. 
6. (Unioeste 2012) “O que significa aqui o 
dizer-se que a existência precede a 
essência? Significa que o homem 
primeiramente existe, se descobre, surge 
no mundo; e que só depois se define. O 
homem, tal como o concebe o 
existencialista, se não é definível, é porque 
primeiramente não é nada. Só depois será 
alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. 
(...) O homem é, não apenas como ele se 
concebe, mas como ele quer que seja,como 
ele se concebe depois da existência, como 
ele se deseja após este impulso para a 
existência; o homem não é mais que o que 
ele faz. (...) Assim, o primeiro esforço do 
existencialismo é o de por todo o homem no 
domínio do que ele é e de lhe atribuir a total 
responsabilidade de sua existência. (...) 
Quando dizemos que o homem se escolhe a 
si, queremos dizer que cada um de nós se 
escolhe a si próprio; mas com isso 
queremos também dizer que, ao escolher-
se a si próprio, ele escolhe todos os homens. 
Com efeito, não há de nossos atos um 
sequer que, ao criar o homem que 
desejamos ser, não crie ao mesmo tempo 
uma imagem do homem como julgamos 
que deve ser”. Sartre. Considerando a 
concepção existencialista de Sartre e o 
texto acima, é incorreto afirmar que 
a) o homem é um projeto que se vive 
subjetivamente. 
b) o homem é um ser totalmente 
responsável por sua existência. 
c) por haver uma natureza humana 
determinada, no homem a essência 
precede a existência. 
d) o homem é o que se lança para o futuro 
e que é consciente deste projetar-se no 
futuro. 
e) em suas escolhas, o homem é 
responsável por si próprio e por todos os 
homens, porque, em seus atos, cria uma 
imagem do homem como julgamos que 
deve ser. 
7. (Ufsj 2012) “Subjetividade” e 
“intersubjetividade” são conceitos com os 
quais Sartre pontua o seu existencialismo. 
Nesse contexto, tais conceitos revelam que 
a) o cogito cartesiano desabou sobre o 
existencialismo na mesma proporção com 
que a virtu socrática precipitou-se sobre o 
materialismo dialético do século XX. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
31 
b) “Penso, logo existo” deve ser o ponto de 
partida de qualquer filosofia. Tal 
subjetividade faz com que o Homem não 
seja visto como objeto, o que lhe confere 
verdadeira dignidade. A descoberta de si 
mesmo o leva, necessariamente, à 
descoberta do outro, implicando uma 
intersubjetividade. 
c) o Homem é dado, é unidade, é união e é 
intersubjetividade; portanto, a sua 
existência é agregadora e desapegada da 
tão apregoada subjetividade clássica, por 
isso mesmo tão crucial para Sartre. 
d) não há um só lampejo de subjetividade 
que não tenha se reinaugurado na 
intersubjetividade, isto é, na idealidade que 
instrui as prerrogativas para se instalarem 
as escolhas do sujeito, definindo-o. 
8. (Unimontes 2012) A Escola de Frankfurt 
foi fundada em 1923, sob o nome de 
Instituto para a Pesquisa Social. Marque a 
alternativa que contempla os principais 
pensadores da Escola de Frankfurt. 
a) Theodor Adorno, Platão, Herbert 
Marcuse e Walter Benjamin. 
b) Tomás de Aquino, Marx Horkheimer, 
Herbert Marcuse e Walter Benjamin. 
c) Theodor Adorno, Marx Horkheimer, 
Herbert Marcuse e Tobias Barreto. 
d) Theodor Adorno, Marx Horkheimer, 
Herbert Marcuse e Walter Benjamin. 
9. (Uncisal 2012) Observe o trecho da 
música “Admirável Gado Novo”, de Zé 
Ramalho, e perceba que sua análise pode 
nos levar a discutir o conceito de alienação. 
O povo foge da ignorância Apesar de viver 
tão perto dela E sonha com melhores 
tempos idos Contemplam essa vida numa 
cela... Espera nova possibilidade De ver este 
mundo se acabar A Arca de Noé, o dirigível 
Não voam nem se pode flutuar Seguindo o 
pensamento de Karl Marx, veremos que a 
alienação se dá em uma situação 
determinada que gera toda uma gama de 
desdobramentos e consequências. Tal 
situação ocorre na esfera 
a) religiosa, por meio das concepções 
escatológicas. 
b) cientifica, com a ampliação do 
conhecimento. 
c) política, por meio da organização 
partidária. 
d) cultural, com o avanço da cultura de 
massa. 
e) produtiva, a partir das relações de 
produção. 
10. (Ufu 2012) Leia o excerto abaixo e 
assinale a alternativa que relaciona 
corretamente duas das principais máximas 
do existencialismo de Jean-Paul Sartre, a 
saber: i. “a existência precede a essência” ii. 
“estamos condenados a ser livres” Com 
efeito, se a existência precede a essência, 
nada poderá jamais ser explicado por 
referência a uma natureza humana dada e 
definitiva; ou seja, não existe determinismo, 
o homem é livre, o homem é liberdade. Por 
outro lado, se Deus não existe, não 
encontramos já prontos, valores ou ordens 
que possam legitimar a nossa conduta. [...] 
Estamos condenados a ser livres. Estamos 
sós, sem desculpas. É o que posso expressar 
dizendo que o homem está condenado a ser 
livre. Condenado, porque não se criou a si 
mesmo, e como, no entanto, é livre, uma 
vez que foi lançado no mundo, é 
responsável por tudo o que faz. SARTRE, 
Jean-Paul. O Existencialismo é um 
Humanismo. 3ª. ed. S. Paulo: Nova Cultural, 
1987. 
a) Se a essência do homem, para Sartre, é a 
liberdade, então jamais o homem pode ser, 
em sua existência, condenado a ser livre, o 
que seria, na verdade, uma contradição. 
b) A liberdade, em Sartre, determina a 
essência da natureza humana que, 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
32 
concebida por Deus, precede 
necessariamente a sua existência. 
c) Para Sartre, a liberdade é a escolha 
incondicional, à qual o homem, como 
existência já lançada no mundo, está 
condenado, e pela qual projeta o seu ser ou 
a sua essência. 
d) O Existencialismo é, para Sartre, um 
Humanismo, porque a existência do homem 
depende da essência de sua natureza 
humana, que a precede e que é a liberdade. 
11. (Ueg 2012) “Uma moral racional se 
posiciona criticamente em relação a todas 
as orientações da ação, sejam elas naturais, 
auto evidentes, institucionalizadas ou 
ancoradas em motivos através de padrões 
de socialização. No momento em que uma 
alternativa de ação e seu pano de fundo 
normativo são expostos ao olhar crítico 
dessa moral, entra em cena a 
problematização. A moral da razão é 
especializada em questões de justiça e 
aborda em princípio tudo à luz forte e 
restrita da universalidade.” (HABERMAS, 
Jürgen. Direito e democracia: entre 
facticidade e validade. v. I. Trad. Flávio Beno 
Siebeneichler. Rio de Janeiro: Tempo 
Brasileiro, 1997. p. 149.) Com base no texto 
e nos conhecimentos sobre a moral em 
Habermas, é correto afirmar: 
a) A formação racional de normas de ação 
ocorre independentemente da efetivação 
de discursos e da autonomia pública. 
b) O discurso moral se estende a todas as 
normas de ações passíveis de serem 
justificadas sob o ponto de vista da razão. 
c) A validade universal das normas pauta-se 
no conteúdo dos valores, costumes e 
tradições praticados no interior das 
comunidades locais. 
d) A positivação da lei contida nos códigos, 
mesmo sem o consentimento da 
participação popular, garante a solução 
moral de conflitos de ação. 
e) Os parâmetros de justiça para a avaliação 
crítica de normas pautam-se no princípio do 
direito divino. 
12. (Ueg 2012) O filósofo judeu Ludwig 
Wittgenstein (1889-1951) afirmava que 
“tudo que podia ser pensado podia ser 
dito”. Para ele, “nada pode ser dito sobre 
algo, como Deus, que não podia ser 
pensado direito” e “sobre o que não se pode 
falar, deve-se ficar calado”. Com base 
nessas teses fundamentais do pensamento 
de Wittgenstein, pode-se interpretar sua 
filosofia como 
a) a busca pela clareza na filosofia, 
evitando-se temas metafísicos. 
b) o fundamento da censura no mundo 
moderno, uma vez que inibe o livre 
pensamento. 
c) uma tentativa de combater o nazismo e 
suas ideias absurdas, indizíveis. 
d) uma tentativa de transformar o debate 
filosófico num debate retórico. 
1. A 2. B 3. D 4. C 5. B 6. C 7. B 8. D 9. E 10. C 
11. B 12. A 
QUESTÃO 01 
Leia o texto e responda à pergunta a 
seguir. 
"Muitas têm sido as explicações das causas 
históricas para a origem da filosofia na 
Jônia. Alguns consideram que as 
navegações e as transformações técnicas 
tiveram o poder dedesencantar o mundo e 
forçar o surgimento de explicações racionais 
sobre a realidade. Outros enfatizam a 
invenção do calendário (tempo abstrato), da 
moeda (signo abstrato para a ação de troca) 
e da escrita alfabética (transcrição abstrata 
da palavra e do pensamento), que teriam 
propiciado o desenvolvimento da 
capacidade de abstração dos gregos, 
abrindo caminho para a filosofia. Sem 
dúvida, esses fatores foram importantes e 
não podem ser desconsiderados e 
minimizados, mas não foram os principais" 
(CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
33 
- dos pré-socráticos a Aristóteles. São 
Paulo: Brasiliense, 1994 - p. 35). 
 
A principal determinação histórica para o 
nascimento da filosofia é: 
 
(A) política: o nascimento, simultâneo a ela, 
da Cidade-Estado, isto é, da polis, pois, com 
esta, desaparece a figura que foi a do 
antecessor do filósofo, o Mestre da Verdade 
(o poeta, o adivinho e o rei-da-justiça). 
(B) ética: na Grécia arcaica a palavra 
verdadeira ou alétheia nasce 
simultaneamente à filosofia, pois é esta 
palavra eficaz que dá origem ao logos em 
oposição à doxa. 
(C) mitológica: o nascimento, simultâneo a 
ela, do oráculo de Delfos, marcando, de 
forma decisiva, a vinculação entre a filosofia 
e mitologia. 
(D) épica: o nascimento, simultâneo a ela, 
de uma nova classe de homens, aqueles 
que têm direito à palavra, os guerreiros; no 
entanto, não se trata mais daquela palavra 
religiosa, solitária e unilateral, própria dos 
iniciados, mas sim da palavra 
compartilhada, dita em público, de maneira 
leiga e humana. 
(E) teórica: a filosofia nasce da 
contemplação desinteressada, ela é 
simultânea ao nascimento da ontologia ou 
metafísica, isto é, à pretensão do logos em 
atingir o universal (o Ser). 
 
QUESTÃO 02 
O fato científico 
(A) consiste em um método de interpretação 
conceitual-filosófico, posterior ao 
procedimento analítico. 
(B) é o procedimento analítico por 
excelência das ciências humanas, 
encarregado de vincular os elementos 
subjetivos e objetivos de um fenômeno. 
 
 
 
(C) ou o objeto científico são dados 
empíricos espontâneos de nossa 
experiência cotidiana, arrolados pelos 
cientistas para verificação e classificação 
estatísticas. 
(D) ou o objeto científico são dados 
empíricos construídos pela investigação 
científica. 
(E) demonstra, prova e prevê uma teoria 
científica. 
QUESTÃO 03 
 
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o 
que se afirma a seguir e assinale a 
alternativa com a sequência correta. 
 
( ) O trabalho das ciências pressupõe, como 
condição, o trabalho da Filosofia, mesmo 
que o cientista não seja filósofo. 
( ) Admiração e espanto são atitudes 
filosóficas que significam: tomamos 
distância do nosso mundo costumeiro e, 
mediante nosso pensamento, como se 
estivéssemos acabando de nascer para o 
mundo e para nós mesmos, perguntamos o 
que é, por que é, e como é o mundo. 
( ) A Filosofia pode ser considerada Ciência, 
é assim desde a antiguidade clássica; 
ambas trabalham com enunciados 
rigorosos, buscam encadeamento lógico 
entre os enunciados, operam com conceitos 
obtidos por procedimentos de 
demonstração e prova. Por isso, a Filosofia, 
assim como as Ciências, exige a 
fundamentação racional e sistemática do 
que é enunciado e pensado. 
( ) A reflexão filosófica organiza-se em torno 
de três grandes conjuntos de questões: O 
que é pensar, falar e agir? E elas 
pressupõem a seguinte pergunta: nossas 
crenças cotidianas são ou não são um saber 
verdadeiro, um conhecimento? 
( ) A atitude científica depende de nossos 
saberes cotidianos, por isso, ela não se 
distingue da atitude costumeira ou do senso 
comum. Não podemos negar ao menos 
duas características pressupostas a ambas 
as atitudes: objetividade - isto é, procuram 
as estruturas necessárias das coisas 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
34 
investigadas - e generalização - tendem a 
reunir numa ideia coisas e fatos julgados 
semelhantes, procurando estabelecer 
relações de causa e efeito. 
 
(A) V - V - F - V - F. 
(B) F - V - V - V - V. 
(C) F - V - F - F - F. 
(D) V - F - V - V - V. 
(E) V - F - F - V - V. 
 
QUESTÃO 04 
 
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o 
que se afirma a seguir e assinale a 
alternativa com a sequência correta. 
( ) No Mito da Caverna, de Platão, aquele 
que atingiu a contemplação da luz e saiu da 
caverna, o filósofo, deve a ela retornar para 
libertar aqueles que ficaram e têm as 
sombras como única realidade. Esse 
retorno é voluntário e é aqui que podemos 
inserir a pergunta pela função social do 
filósofo: a interferência no social, 
simbolizada pela volta à caverna, 
caracteriza-se principalmente pela 
educação. 
( ) É interessante notar que, ao contrário de 
Sócrates, e mesmo ao contrário de Platão, 
Descartes não manifesta nenhuma intenção 
expressa de interferência na sociedade. A 
partir da certeza absoluta de que encontrou 
o método e o fundamento da verdadeira 
filosofia. E, no entanto, em termos da 
significação da sua obra, mesmo de sua 
atitude filosófica, o que temos nele são os 
fundamentos da civilização moderna. 
( ) Sabemos que o Brasil é um país com uma 
débil tradição filosófica. Desde sua 
implantação, em meados do século XVIII, a 
filosofia foi ensinada de forma dogmática, 
carregada de uma forte filosofia tomista - 
tanto no ensino médio quanto 
posteriormente nas universidades. Dessa 
forma, o papel social do filósofo brasileiro 
tem sido, desde sua origem, meramente 
pedagógico, sem nenhuma envergadura 
política de peso. 
( ) Lemos claramente nos PCNs (1999) que 
a função social do filósofo no ensino médio 
é formar futuros filósofos. Essa proposta 
parte do pressuposto de que o ensino médio 
deve ser uma transposição reduzida do 
currículo acadêmico. No entanto, esse 
documento é enfático em afirmar que, ainda 
que se deva partir dos conhecimentos 
acadêmicos, deve-se evitar o 
academicismo. 
 
(A) F - V - F - V. 
(B) V - V - F - F. 
(C) F - V - V - V. 
(D) V - F - F - F. 
(E) V - V - F - V. 
 
QUESTÃO 05 
 
O Método Dedutivo nasce com René 
Descartes e progressivamente vai sendo 
utilizado por todos os campos do saber. 
Embora sua definição seja aparentemente 
fácil, equívocos podem ser cometidos em 
sua conceituação. Das características ou 
definições do Método Dedutivo, a partir de 
Descartes, marque somente a incorreta: 
a) Método dedutivo é a modalidade de 
raciocínio lógico que faz uso da dedução 
para obter uma conclusão a respeito de 
determinada premissa. 
b) É um método que utiliza variações do 
pensamento para fazer afirmações 
supostamente verdadeiras dentro de um 
contexto, tópico, assunto ou colocação. 
c) É um método que parte do geral para o 
particular para descobrir verdades não 
explicitadas. 
d) Em certo sentido, o método dedutivo 
segue um caminho inverso ao do método 
indutivo. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
35 
Leia o texto para responder às questões 
de números 06 e 07. 
 
"A caverna (...) é o mundo sensível onde 
vivemos. O fogo que projeta as sombras na 
parede é um reflexo da luz verdadeira (do 
Bem e das ideias) sobre o mundo sensível. 
Somos os prisioneiros. As sombras são as 
coisas sensíveis, que tomamos pelas 
verdadeiras, e as imagens ou sombras 
dessas sombras, criadas por artefatos 
fabricadores de ilusões. Os grilhões são 
nossos preconceitos, nossa confiança em 
nossos sentidos, nossas paixões e opiniões. 
O instrumento que quebra os grilhões e 
permite a escalada do muro é a dialética. O 
prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. 
A luz que ele vê é a luz plena do ser, isto é, 
o Bem, que ilumina o mundo inteligívelcomo 
o Sol ilumina o mundo sensível. O retorno à 
caverna para convidar os outros a sair dela 
é o diálogo filosófico, e as maneiras 
desajeitadas e insólitas do filósofo são 
compreensíveis, pois quem contemplou a 
unidade da verdade já não sabe lidar 
habilmente com a multiplicidade das 
opiniões nem mover-se com engenho no 
interior das aparências e ilusões. Os anos 
despendidos na criação do instrumento para 
sair da caverna são o esforço da alma para 
libertar-se. Conhecer é, pois, um ato de 
libertação e de iluminação. A Paideia 
filosófica é uma conversão da alma 
voltando-se do sensível para o inteligível. 
Essa educação não ensina coisas nem nos 
dá a visão, mas ensina a ver, orienta o olhar, 
pois a alma, por sua natureza, possui em si 
mesma a capacidade para ver." [Marilena 
Chauí] 
 
QUESTÃO 06 
 
De acordo com o texto, pode-se afirmar 
que: 
a) O conhecimento filosófico é o único que 
pressupõe o acesso ao mundo sensível. 
b) Filosofar é um instrumento de alienação 
para quem sai da caverna. 
 
c) O filósofo, por sua busca, tem uma visão 
mais abrangente do conhecimento. 
d) A unidade da verdade não permite 
divagações metafísicas. 
 
QUESTÃO 07 
Ainda sobre o texto, pode-se afirmar que: 
 
a) O processo de esclarecimento por meio 
da filosofia pressupõe a iluminação das 
coisas sensíveis pelos fabricadores de 
ilusões. 
b) A Paidéia filosófica é um processo de 
dissolução de preconceitos e de ideias 
ligadas ao senso comum. 
c) A alegoria da caverna não se adequa às 
realidades contemporâneas. 
d) Convidar as pessoas para saírem da 
caverna é um contrassenso, pois somente o 
filósofo pode sair da caverna. 
 
QUESTÃO 08 
Sobre as relações entre Ciência e Senso 
Comum, marque a alternativa FALSA, ou 
seja, aquela que não descreve 
adequadamente essa relação ou alguns 
de seus termos. 
 
a) "O senso comum e a ciência são 
expressões da mesma necessidade básica, 
a necessidade de compreender o mundo, a 
fim de viver melhor e sobreviver. E para 
aqueles que teriam a tendência de achar 
que o senso comum é inferior à ciência (...), 
por dezenas de milhares de anos os homens 
sobreviveram sem coisa alguma que se 
assemelhasse a essa nossa ciência". 
b) "O bom senso [ou senso comum] é 
simplesmente o depósito intelectual 
indiferenciado resultante da série de 
experiências fecundas da espécie, do grupo 
social e do indivíduo, que se transmite em 
forma não-sistemática, por herança 
racional, e não em caráter de conhecimento 
refletido". 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
36 
c) "O senso comum é marcado pela falta de 
qualquer conteúdo racional, não se 
constituindo em nenhum momento uma 
construção cognitiva válida. A ciência 
representa uma ruptura radical com o senso 
comum, ao substituí-lo por uma 
compreensão do real racionalmente 
construída. O senso comum é irracional e a 
ciência representa a racionalidade do ser 
humano". 
d) "Enquanto o saber comum observa um 
fato a partir do conjunto de dados sensíveis 
que formam a nossa percepção imediata, 
pessoal e efêmera do mundo, o fato 
científico é um fato abstrato, isolado do 
conjunto em que se encontra normalmente 
inserido e elevado a um grau de 
generalidade (...). Isso supõe uma 
capacidade de racionalização dos dados 
recolhidos, que nunca aparecem como 
dados brutos, mas sempre passíveis de 
interpretação". 
e) "A ciência não é um órgão novo do 
conhecimento. A ciência é a hipertrofia de 
capacidades que todos têm. Isto pode ser 
bom, mas pode ser muito perigoso. Quanto 
maior a visão em profundidade, menor a 
visão em extensão. A tendência da 
especialização [na ciência] é conhecer cada 
vez mais de cada vez menos. [Nesse 
sentido], a aprendizagem da ciência é um 
processo de desenvolvimento progressivo 
do senso comum. Só podemos ensinar e 
aprender partindo do senso comum de que 
o aprendiz dispõe". 
 
QUESTÃO 09 
 
Sobre a caracterização, conceituação e 
importância da Filosofia na 
contemporaneidade, marque a 
alternativa FALSA. 
 
a) "A filosofia, contrariamente às diversas 
ciências, não pretende explicar fatos. [Da 
perspectiva dos filósofos] a questão "O que 
é, em geral, um fato?" é, ao contrário, um 
verdadeiro problema. Mesmo que um 
filósofo chegue a elucidar, a seu modo, a 
noção de "fato", não terá contudo 
determinado nenhum fato que pudesse 
explorar, à maneira do cientista". 
b) "Aceitar o pluralismo como condição 
inelutável da filosofia não é resignar-se a um 
ecletismo bendito. Reconhece-se, então, 
simplesmente que a própria ideia de 
trabalho filosófico marcado estilisticamente 
conduz a aceitar a presença simultânea e a 
permanência, no tempo, de sistemas 
irreconciliáveis entre si e que não poderiam 
mutuamente se refutar do exterior, por 
assim dizer. Cada um deles só pode ser 
realmente atacado, modificado, 
transformado do interior". 
c) "Uma filosofia que não integre ou integre 
mal no seu sistema de significados uma 
etapa suficientemente contemporânea de 
ciência, não poderia satisfazer-nos 
totalmente. (...) Observaremos, a propósito 
disso, que nenhuma das grandes filosofias 
do passado furtou-se à necessidade de 
assimilar um sentido - mesmo minimizado - 
à obra científica. Do ponto de vista que 
apresentamos, uma filosofia da ciência 
aparece, pois, não como elemento 
determinante e dominador, mas certamente 
como elemento crítico e revelador, como um 
dos pontos mais sensíveis cuja exploração 
pode revelar, melhor que outros, o grau de 
validade de um conhecimento científico". 
d) "Se nós considerarmos que a filosofia é, 
em primeiro lugar, um trabalho para 
transformar uma experiência imediatamente 
vivida numa experiência compreendida e, 
portanto, a filosofia é um trabalho para 
transformar uma experiência em um saber a 
respeito dessa mesma, o campo da filosofia 
é vastíssimo. É o campo de todas as 
experiências possíveis...". 
e) "O trabalho filosófico é um trabalho 
essencialmente técnico, na medida em que 
exige formação técnica específica para ser 
levado a cabo em sua especificidade 
epistêmica. Assim como a ciência, a filosofia 
representa uma ruptura integral com as 
determinações do senso comum, 
escapando da dimensão existencial e 
alçando voo para um patamar reflexivo 
marcado pela completa neutralidade e a-
historicidade de suas formulações". 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
37 
Leia o fragmento para responder às 
questões 10 E 11. 
 
"Lembremos a figura de Sócrates. Dizem 
que era um homem feio, mas que, quando 
falava, exercia estranho fascínio. Procurado 
pelos jovens, passava horas discutindo na 
praça pública. Interpelava os transeuntes, 
dizendo-se ignorante, e fazia perguntas aos 
que julgavam entender determinado 
assunto: "O que é a coragem e a covardia?", 
"O que é a beleza?", "O que é a justiça?", "O 
que é a virtude?". Desse modo, Sócrates 
não fazia preleções, mas dialogava. Ao final, 
o interlocutor concluía não haver saída 
senão reconhecer a própria ignorância. A 
discussão tomava outro rumo, na tentativa 
de explicitar melhor o conceito". (ARANHA, 
Maria Lúcia de Arruda. MARTINS, Maria 
Helena Pires. Filosofando: Introdução à 
Filosofia, 2009, p.21). 
 
QUESTÃO 10 
A partir do fragmento acima exposto, é 
correto afirmar sobre o pensamento 
socrático: 
 
I. que se define enquanto saber inacabado, 
porque é dinâmico e está em construção; 
II. que é por natureza dogmático, já que o 
próprio Sócrates é detentor de um saber; 
III. que não faz de Sócrates "um ser que 
ilumina", já que o caminho por ele proposto 
é o da discussão intersubjetiva e dialogal. 
É correto o que se afirma em: 
 
(A) I e III, apenas. 
(B) I, II, e III. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
 
 
 
 
QUESTÃO 11 
Por meio dodiálogo, Sócrates construía 
com seus interlocutores uma relação 
pautada em perguntas, respostas e novas 
perguntas. Tal método também ficou 
conhecido como maiêutica, e sobre ele é 
correto afirmar que: 
 
(A) tem como finalidade uma conclusão 
efetiva, ainda que seu interlocutor não 
abandone a doxa. 
(B) a verdade descoberta por seu 
interlocutor consiste em uma novidade 
ontológica. 
(C) enquanto dizia saber apenas que não 
sabia, Sócrates propunha o "não saber" 
como termo à sua filosofia. 
(D) possibilitava Sócrates ajudar seus 
interlocutores a dar à luz ideias que já 
estavam neles. 
 
QUESTÃO 12 
 
Muito já se disse acerca das relações entre 
mito e filosofia. Há aqueles, como o inglês 
Francis Macdonald Cornford, que, ainda que 
tenham suas diferenças, há vínculos do mito 
na filosofia. Porém, ao contrário desta teoria 
da continuidade, estudiosos do assunto, 
como Jean-Pierre Vernant, defendem a 
ruptura entre mito e filosofia. 
Considerada esta última hipótese, pode-
se afirmar que a ruptura entre mito e 
filosofia se dá porque: 
 
(A) o mito tem caráter cosmológico, 
enquanto a filosofia explica o universo a 
partir de bases racionais. 
(B) a inteligibilidade do mito é dada, 
enquanto a filosofia busca a definição 
rigorosa de conceitos. 
(C) o mito possui uma relação crítica com 
seu conteúdo, enquanto a filosofia jamais é 
crítica de si mesma. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
38 
(D) o mito é narrativo, enquanto que a 
filosofia é descritiva. 
 
QUESTÃO 13 
Sobre as origens da Filosofia, é correto 
afirmar: 
 
a) Surgiu na Grécia, em torno do século VI 
a.C., quando os gregos perceberam que as 
explicações míticas não eram suficientes 
para explicar os fenômenos da natureza. 
b). Está relacionada com as conquistas 
gregas do Oriente por Alexandre Magno, em 
torno do século III a.C., e o fenômeno 
denominado Helenismo pelos 
conquistadores. 
c). Tornou-se uma disciplina de reflexão e 
crítica proporcionada pela conquista da 
Grécia pelos romanos, em torno do século II 
a.C., e a transferências de sábios para a 
cidade de Roma. 
d). Está vinculada à publicação do livro a 
República de Platão, em torno do século IV 
a.C., quando as diferentes formas de 
conhecimento foram impressas em 
pergaminhos. 
e). Surgiu com os primeiros relatos do 
historiador Heródoto, em torno do século V 
a.C., ao refletir sobre o significado da vitória 
contra os persas na Batalha de Maratona. 
 
QUESTÃO 14 
"Quem são os verdadeiros filósofos? 
Aqueles que amam a verdade" (Platão). 
 
"A crença forte só prova a sua força, não há 
a verdade daquilo em que se crê" 
(Nietzsche). 
 
"Não há verdade primeira, só há erros 
primeiros" (Bachelard). 
 
Para a atitude crítica ou filosófica, a verdade 
nasce da decisão e da deliberação de 
encontrá-la, da consciência da ignorância, 
do espanto, da admiração e do desejo de 
saber. Nessa busca, a Filosofia é herdeira 
de três grandes concepções da verdade: 
 
a) Evidência - conservador - verificação. 
b) Dogmática - sintaxe - semântica. 
c) Prática-coerência - juízo-real - uso-valor. 
d) Ver-perceber - falar-dizer - crer-confiar. 
 
QUESTÃO 15 
Em filosofia, o conceito de "mundos 
possíveis" é usado para expressar: 
 
a) Princípios de permanência e 
transformação. 
b) Dependências e processos sociais 
(trabalho e facticidade). 
c) Modalidades (possibilidade, necessidade 
e contingência). 
d) Ideologia, identidade e utopia. 
 
QUESTÃO 16 
Filósofo, matemático e fisiologista, o francês 
René Descartes é considerado o pai da 
matemática e da filosofia moderna. Em 
1637, publica três pequenos tratados 
científicos: A Dióptrica, Os Meteoros e A 
Geometria, mas o prefácio dessas obras é 
que faz seu futuro reconhecimento: o 
Discurso sobre o método. O propósito inicial 
era encontrar um método seguro que o 
conduzisse a verdade indubitável. Assinale 
a opção correta quanto as quatro regras 
básicas do método. 
 
A) 1º Da dúvida/evidência / 2º Da 
divisão/simplificação / 3º Revisão/exatidão/ 
4º Do ordenamento/enumeração 
B) 1º Princípio: Da dúvida/evidência / 2° 
consistia em dividir cada uma das 
dificuldades que examinava em tantas 
parcelas quantas fosse possível e fosse 
necessário, para melhor as resolver. 3º 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
39 
Princípio: do ordenamento/enumeração / 4° 
consistia em fazer sempre enumerações tão 
completas e revisões tão gerais, que tivesse 
a certeza de nada omitir. 
C) 1° Nunca aceitar coisa alguma por 
verdadeira, sem que a conhecesse 
evidentemente como tal/ 2° consistia em 
conduzir por ordem os meus pensamentos, 
começando pelos objetos mais simples e 
mais fáceis de conhecer, para subir, pouco 
a pouco, gradualmente, até ao 
conhecimento dos mais complexos, não 
deixando de supor certa ordem entre 
aqueles que não se sucedem naturalmente 
uns aos outros/ 3º Princípio: Da 
divisão/simplificação / 4º Princípio: 
Revisão/exatidão. 
D) 1° Consistia em fazer sempre 
enumerações tão completas e revisões tão 
gerais, que tivesse a certeza de nada omitir 
/ 2º Da divisão/simplificação / 3º 
Revisão/exatidão / 4° consistia em conduzir 
por ordem os meus pensamentos, 
começando pelos objetos mais simples e 
mais fáceis de conhecer, para subir, pouco 
a pouco, gradualmente, até ao 
conhecimento dos mais complexos, não 
deixando de supor certa ordem entre 
aqueles que não se sucedem naturalmente 
uns aos outros. 
E) 1º Da dúvida/evidência/ 2° consistia em 
dividir cada uma das dificuldades que 
examinava em tantas parcelas quantas 
fosse possível e fosse necessário, para 
melhor as resolver/ 3º Da 
divisão/simplificação / 4º Do 
ordenamento/enumeração. 
 
QUESTÃO 17 
 
"O principio primordial deveria ser algo que 
transcendesse os limites do observável, ou 
seja, não se situaria em uma realidade ao 
alcance dos sentidos, como a água, seria, 
portanto, o indeterminado...". 
CHÂTELET, História da filosofia. 
 
"a filosofia grega parece começar com uma 
ideia absurda, com a proposição: a água é a 
origem e a matiz de todas as coisas. Será 
mesmo necessário deter-nos nela e levá-la 
a sério? Sim, e por três razões: em primeiro 
lugar, porque essa proposição enuncia algo 
sobre a origem das coisas; em segundo 
lugar, porque o faz sem imagem e 
fabulação; e, enfim, em terceiro lugar, 
porque nela, embora apenas em estado de 
crisália, está contido o pensamento: "Tudo é 
um".NIETZSCHE, A filosofia na época 
trágica dos gregos. 
 
"Como nossa alma, que é o ar, 
soberanamente nos mantém unidos, assim 
também todo o cosmo sopro e ar o mantém". 
 
Pré-socráticos. 
 
No vasto mundo grego, a filosofia teve como 
berço a cidade de Mileto. Caracterizada por 
múltiplas influências culturais e por um rico 
comércio, Mileto abrigou os três primeiros 
pensadores da história ocidental, que 
tentaram descobrir, com base na razão e 
não na mitologia, o principio substancial. 
Sendo assim, a partir dos conhecimentos 
sobre a filosofia Pré-socrática, os trechos 
acima se referem respectivamente aos 
filósofos: 
 
A) Anaxímenes, Tales e Anaximandro. 
B) Anaxímenes, Anaximandro e Tales. 
C) Anaximandro, Tales e Parmênides. 
D) Anaxímenes, Tales e Parmênides. 
E) Anaximandro, Tales e Anaxímenes. 
 
QUESTÃO 18 
O momento histórico da passagem do 
mito ao nascimento da filosofia da Grécia 
antiga teve como um dos fatores a: 
 
A) A condição geográfica do território grego 
proporcionou a expansão em direção ao 
exterior, favorecendo o comercio marítimo, 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
40 
contribuindo para o processo de 
desmistificação. 
B) A reinvenção de uma escrita, estimulando 
o pensamento crítico, enquanto as leis 
escritas foramresponsáveis pela 
permanência no poder da classe rica já 
existente. 
C) A organização política relacionada aos 
limites geográficos do território grego 
permitiu a formação de um grande e único 
império. 
D) O ambiente da polis estimulava o debate 
em praça pública, fazendo nascer a política 
e o cidadão, mesmo sendo suas decisões 
ainda sob o poder da vontade dos deuses. 
E) Todas as alternativas anteriores estão 
corretas 
 
QUESTÃO 19 
O mito é a forma mais remota de crença, 
narrativas sobre a origem do mundo, dos 
homens e das coisas da natureza. Sobre 
o mito, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
 
A) Procura explicar de forma narrativa e 
simbólica, uma realidade "misteriosa" para o 
homem. 
B) O mito está impregnado do desejo 
humano de afugentar a insegurança, os 
temores e a angustia diante do 
desconhecido. 
C) O mito formava para os gregos um 
sistema fácil, onde os fenômenos naturais 
ocorrem de forma objetiva. 
D) Explica a realidade, como também 
acomoda e tranquiliza o ser humano em seu 
mundo assustador. 
E) O mito grego "As moiras", eram as 
divindades irmãs que regulavam a duração 
da vida dos seres humanos desde o 
nascimento até a morte. 
 
 
 
QUESTÃO 20 
Quanto ao pensamento filosófico ou 
simplesmente o filosofar, nasce do desejo 
de perguntar, de conhecer, de investigar, de 
encontrar soluções que o incentivem o 
homem a evoluir, sendo assim podemos 
afirmar que a filosofia: 
 
A) Interessa-se pela própria inteligência e 
pela realidade de uma forma geral. 
B) Não se satisfaz apenas com os 
resultados apresentados pelas ciências e 
sempre procura ir além, mas sem discutir 
com seus propósitos políticos e sociais. 
C) Usa-se de argumentos por vezes 
inválidos para justificar seus 
conhecimentos. 
D) Tem como método também utilizado, as 
opiniões pessoais. 
E) Todas as alternativas anteriores estão 
incorretas. 
 
QUESTÃO 21 
 
Observe o exemplo: 
 
O mercúrio é um metal. 
Ora, o mercúrio não é sólido. 
Logo, algum metal não é sólido. 
 
O exemplo é uma argumentação 
composta por três proposições, em que 
a última, a conclusão, derivam 
logicamente das duas anteriores, 
chamadas de premissas. 
 
Aristóteles denomina esse tipo de 
argumento como: 
A) Silogismo 
B) Dedução 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
41 
C) Inferência 
D) Sofisma 
E) Analogia 
 
QUESTÃO 22 
Descartes inicia sua obra filosófica fazendo 
um balanço de tudo o que sabia, ao final, 
conclui que tudo quanto aprendera tudo 
quanto sabia e tudo quanto conhecera pela 
experiência era duvidoso e incerto e acaba 
não aceitando nenhum dos conhecimentos 
aprendidos, a menos que pudesse provar 
racionalmente que eram certos e dignos de 
confiança. Enfim, submete todos os 
conhecimentos existentes em sua época 
e os seus próprios a um exame crítico 
que ficou conhecido como: 
 
A) Dúvida metódica 
B) Dúvida socrática 
C) Dúvida existente 
D) Dúvida filosófica 
E) Dúvida existente 
 
QUESTÃO 23 
 
As indagações fundamentais da atitude 
filosófica e da reflexão filosófica não se 
realizam ao acaso. A filosofia não é feita de 
"achismos" nem é pesquisa de opinião à 
maneira dos meios de comunicação de 
massa. As indagações filosóficas se 
realizam de modo sistemático. Sabendo 
disso, é correto afirmar que o conhecimento 
filosófico é um trabalho intelectual onde: 
 
A) As respostas estejam relacionadas entre 
si e esclareçam umas às outras. 
B) Contenta-se exclusivamente em obter 
respostas para as questões que se 
apresentam. 
 
C) As respostas formem conjuntos 
coerentes de ideias. 
D) As respostas sejam provadas e 
demonstradas racionalmente. 
E) As respostas formem conjuntos 
coerentes de significações. 
 
QUESTÃO 24 
Ao se estudar filosofia, somos levados a 
buscar o que ela é e descobrimos que não 
há apenas uma definição de filosofia, mas 
várias. Considerando as concepções de 
filosofia existentes é correto afirmar que: 
 
I - Platão mostra que o espanto é a fonte da 
dúvida e que muitas vezes é causado de 
forma natural ou de forma forçada causada 
pelo próprio filósofo que deseja abrir uma 
discussão sobre o assunto a ser tratado. 
 
II - Aristóteles mostra que os homens vão à 
busca de sabedoria e que quando começam 
a filosofar se deparam com a dúvida 
deixando-os perplexos diante das 
dificuldades, mas que com passar do tempo, 
vão conseguir enfrentar problemas bem 
maiores do que aqueles que os deixaram 
perplexos no início. 
 
III - Descartes mostra que nós precisamos 
desconfiar de tudo que pode nos causar 
alguma dúvida e que nos devemos 
considerar que coisas que nos parecem 
verdadeiras podem ser certas e mais fáceis 
de desvendar. 
 
IV - Kant mostra que o filosofar só é possível 
quando exercitando a razão, fazendo-a 
seguir os princípios universais. 
 
A) As afirmativas I,II e III estão corretas. 
B) As afirmativas II e IV estão corretas 
C) As afirmativas I, III e IV estão corretas 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
42 
D) As afirmativas I e IV estão corretas 
E) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. 
 
QUESTÃO 25 
"A Filosofia é uma reflexão crítica a respeito 
do conhecimento e da ação, a partir da 
análise dos pressupostos do pensar e do 
agir e, portanto, como fundamentação 
teórica e crítica dos conhecimentos e das 
práticas." (Fonte: MEC. Parâmetros 
Curriculares Nacionais do Ensino Médio 
Mais (PCN+EM)). Sobre a reflexão crítica, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
 
a) A Filosofia indaga sobre o significado e 
realidade das coisas. 
b) A Filosofia questiona como as coisas e a 
realidade se estruturam. 
c) A Filosofia pergunta o que são as coisas, 
suas origens, causas e efeitos. 
d) A Filosofia é um processo de reflexão, um 
"conhece-te a ti mesmo". 
e) Para a Filosofia não é necessário 
compreender nossa capacidade de 
conhecer. 
 
QUESTÃO 26 
 
"A reflexão filosófica é o movimento pelo 
qual o pensamento, examinando o que é 
pensado por ele, volta-se para si mesmo 
como fonte desse pensamento" (CHAUI, 
Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: 
Editora Ática, 2005, p. 20). A esse respeito 
assinale a alternativa INCORRETA. 
 
a) A reflexão filosófica é radical, isso 
significa que ela vai à raiz do problema. 
b) A base da reflexão filosófica encontra-se 
exclusivamente no mundo objetivo, na 
realidade exterior dos homens. 
c) Podemos dizer que a reflexão filosófica é 
o pensamento interrogando a si mesmo. 
 
d) A reflexão filosófica é questionamento, 
"por quê?", "o quê?" e "para quê?". 
e) A crítica faz parte do processo de reflexão 
filosófica. 
 
QUESTÃO 27 
(ENEM) Apesar de seu disfarce de iniciativa 
e otimismo, o homem moderno está 
esmagado por um profundo sentimento de 
impotência que o faz olhar fixamente e, 
como que paralisado, para as catástrofes 
que se avizinham. Por isso, desde já, 
salienta-se a necessidade de uma 
permanente atitude crítica, o único modo 
pelo qual o homem realizará sua vocação 
natural de integrar-se, superando a atitude 
do simples ajustamento ou acomodação, 
aprendendo temas e tarefas de sua época. 
FREIRE. P. Educação como prática da 
liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. 
 
Paulo Freire defende que a superação 
das dificuldades e a apreensão da 
realidade atual será obtida pelo(a) 
 
a) desenvolvimento do pensamento 
autônomo. 
b) obtenção de qualificação profissional. 
c) resgate de valores tradicionais. 
d) realização de desejos pessoais. 
e) aumento da renda familiar. 
 
QUESTÃO 28 
(ENEM) Todo o poder criativo da mente se 
reduz a nada mais do que a faculdade de 
compor, transpor, aumentar ou diminuir os 
materiais que nos fornecem os sentidos e a 
experiência. Quando pensamos em uma 
montanha de ouro, não fazemos mais do 
que juntar duasideias consistentes, ouro e 
a montanha, que já conhecíamos. Podemos 
conceber um cavalo virtuoso, porque somos 
capazes de conceber a virtude a partir de 
nossos próprios sentimentos, e podemos 
unir a isso a figura e a forma de um cavalo, 
animal que nos é familiar. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
43 
 
HUME. D. Investigação sobre o 
entendimento humano. São Paulo: Abril 
Cultural, 1995. 
 
Hume estabelece um vínculo entre 
pensamento e impressão ao considerar 
que 
 
a) os conteúdos das ideias no intelecto tem 
origem na sensação. 
b) o espírito é capaz de classificar os dados 
da percepção sensível. 
c) as ideias fracas resultam de experiências 
sensoriais determinadas pelo acaso. 
d) os sentimentos ordenam como os 
pensamentos devem ser processados na 
memória. 
e) as ideias têm como fonte específica o 
sentimento cujos dados são colhidos de 
forma empírica. 
 
QUESTÃO 29 
(ENEM) Trasímaco estava impaciente 
porque Sócrates e os seus amigos 
presumiam que a justiça era algo real e 
importante. Trasímaco negava isso. Em seu 
entender, as pessoas acreditavam no certo 
e no errado apenas por terem sido 
ensinadas a obedecer às regras da sua 
sociedade. No entanto, essas regras não 
passavam de invenções humanas. 
RACHELS, J. Problemas da filosofia. 
Lisboa: Gradva, 2009. 
O sofista Trasímaco, personagem 
imortalizado no diálogo A República, de 
Platão, sustentava que a correlação entre 
justiça e ética é resultado de 
 
a) determinações biológicas impregnadas 
na natureza humana. 
b) verdades objetivas com fundamento 
anterior aos interesses sociais. 
 
c) mandamentos divinos inquestionáveis 
legados das tradições antigas. 
d) convenções sociais resultantes de 
interesses humanos contingentes. 
e) sentimentos experimentados diante de 
determinadas atitudes humanas. 
 
QUESTÃO 30 
(ENEM) Ora, em todas as coisas ordenadas 
a algum fim, é preciso haver algum dirigente, 
pelo qual se atinja diretamente o devido fim. 
Com efeito, um navio, que se move para 
diversos lados pelo impulso dos ventos 
contrários, não chegaria ao fim do destino, 
se por indústria do piloto não fosse dirigido 
ao porto; ora, tem o homem um fim, para o 
qual se ordenam toda a sua vida e ação. 
Acontece, porém, agirem os homens de 
modos diversos em vista do fim, o que a 
própria diversidade dos esforços e ações 
humanas comprova. Portanto, precisa o 
homem de um dirigente para o fim. 
AQUINO. T. Do reino ou do governo dos 
homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos 
de Santo Tomás de Aquino. Petrópolis: 
Vozes, 1995 (adaptado). 
 
No trecho citado, Tomás de Aquino 
justifica a monarquia como o regime de 
governo capaz de 
a) refrear os movimentos religiosos 
contestatórios. 
b) promover a atuação da sociedade civil na 
vida política. 
c) unir a sociedade tendo em vista a 
realização do bem comum. 
d) reformar a religião por meio do retorno à 
tradição helenística. 
e) dissociar a relação política entre os 
poderes temporal e espiritual. 
1-A / 2-D / 3-A / 4-B / 5-B /6-C /7-
B /8-C /9-E /10-A /11-D /12-
B /13-A / 14-D /15-C /16-B /17-
E /18-A /19-C /20-A /21-A /22-
A /23-B /24-E /25-E /26-B /27 - A/ 
28 - E/ 29 - D/ 30 – C 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
44 
01. Para Santo Tomás, filosofia e teologia 
são ciências distintas porque: 
a) A filosofia se funda no exercício da razão 
humana e a teologia na revelação divina. 
b) A filosofia é uma ciência complementar à 
teologia. 
c) A filosofia nos traz a compreensão da 
verdade que será comprovada pela teologia. 
d) A revelação é critério de verdade, por isso 
não se pode filosofar. 
e) A teologia é a mãe de todas as ciências e 
a filosofia serve apenas para explicar pontos 
de menor importância. 
 
02. Na triplicidade das faculdades da alma, 
Santo Agostinho descobre um vestígio da 
Trindade. A unidade da pessoa, que tem 
essas três faculdades intimamente 
entrelaçadas, mas não é nenhuma delas, é 
a do eu, que recorda, entende e ama, como 
perfeita distinção, mas mantendo a unidade 
da vida, da mente e da essência. Quais são 
as três faculdades da alma para Santo 
Agostinho? 
a) memória, inteligência e vontade. 
b) memória, inteligência e imortalidade. 
c) generacionismo, inteligência e vontade. 
d) imortalidade, generacionismo e vontade. 
e) generacionismo, imortalidade e 
inteligência. 
 
 03. Santo Tómas de Aquino demosntra a 
existência de Deus de cinco maneiras, que 
são conhecidas como cinco vias. 1. Pelo 
movimento. 2.Pela causa eficiente. 3.Pelo 
contingente e pelo necessário. 4.Pelos 
graus da perfeição. 5.Pelo ontologia. 6.Pela 
finalidade do ser. 7.Pela contingência dos 
entes. Os argumentos que pertencem à 
prova apresentada por São Tómas de 
Aquino são: 
a) Apenas os argumentos 1,2,3,4 e 5. 
b) Apenas os argumentos 1,2,3,5 e 6. 
c) Apenas os argumentos 1,2,3,4 e 6. 
d) Apenas os argumentos 2,3,4,5 e 6 
e) Apenas os argumentos 3,4,5,6 e 7. 
04.O trecho que segue foi extraído das 
Confissões, de Santo Agostinho: "Quem nos 
mostrará o Bem? Ouçam a resposta: está 
gravada dentro de nós a luz do vosso rosto 
Senhor. Nós não somos a luz que ilumina a 
todo homem, mas somos iluminados por 
Vós." A partir dos seus conhecimentos 
sobre as filosofias de Santo Agostinho e 
Tomás de Aquino, identifique qual das 
afirmações abaixo está CORRETA: 
a) As cinco vias de Tomás de Aquino são 
argumentos diretos e evidentes da 
existência de Deus. Partem de afirmações 
gerais e racionais sobre a existência, para 
chegar a conclusões sobre as coisas 
sensíveis, particulares e verificáveis sobre o 
mundo natural. 
b) Os argumentos de Santo Agostinho que 
provam a existência de Deus denotam a 
influência direta que ele teve do pensamento 
de Aristóteles, principalmente da Metafísica. 
c) Para Santo Agostinho, a irradiação da luz 
divina faz com que conheçamos 
imediatamente as verdades eternas em 
Deus. Essas verdades eternas e 
necessárias não estão no interior do 
homem, porque seu intelecto é mutável e 
contingente. 
d) Tomás de Aquino construiu uma 
argumentação para provar a existência de 
Deus à luz das ideias de Platão e de vários 
fragmentos da Bíblia. 
e) Para Santo Agostinho, a irradiação da luz 
divina atua imediatamente sobre o intelecto 
humano, deixando-o ativo para o 
conhecimento das verdades eternas. Essas 
verdades, necessárias e imutáveis, estão no 
interior do homem. 
 
05. Durante a Idade Média, a questão dos 
universais foi um dos grandes problemas 
debatidos pelos filósofos da época. 
Realismo, conceitualismo e nominalismo 
foram as soluções típicas do problema. 
Outra preocupação da época foi o da 
possibilidade ou impossibilidade de conciliar 
fé e razão. Santo Agostinho, sobre a relação 
fé e razão, protagonizou uma tese que se 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
45 
pode resumir na frase: "Credo ut intelligam" 
(Creio para entender). A partir dos seus 
conhecimentos sobre a questão dos 
universais e da filosofia medieval, identifique 
as proposições verdadeiras: 
I - O apogeu da patrística aconteceu no 
século XIII com Santo Tomás de Aquino 
(1225-1274), que, retomando o pensamento 
de Platão, fez a síntese mais bem elaborada 
da filosofia com o cristianismo durante a 
Idade Média. 
II - O pensamento filosófico medieval, a 
partir do século IX, é chamado de 
escolástica. A filosofia escolástica tinha por 
problema fundamental levar o homem a 
compreender a verdade revelada pelo 
exercício da razão, contudo apoiado na 
Auctoritas, seja da Bíblia, seja de um padre 
da Igreja. 
III - Para os nominalistas, o universal é 
apenas um conteúdo da nossa mente, 
expresso por um nome. O que significa dizer 
que os universais são apenas palavras,sem 
nenhuma realidade específica 
correspondente. 
IV - No conceitualismo de Pedro Abelardo, 
os universais são conceitos, entidades 
mentais, que não existem na realidade, nem 
são meros nomes. 
V - De acordo com a teoria da iluminação de 
Santo Agostinho, o ser humano recebe de 
Deus o conhecimento das verdades 
eternas. Tal como o sol, Deus ilumina a 
razão e torna possível o pensar correto. Em 
verdade, Santo Agostinho não conflita a fé 
com a razão, sendo esta última auxiliar e 
subordinada da fé. 
Assinale a alternativa que contém as 
afirmativas VERDADEIRAS: 
a) I, II e III 
b) I, III e V 
c) II e V 
d) I, II e IV 
e) II, III, IV e V 
 
06. Pedro Abelardo foi um filosofo 
medieval que participou de uma acirrada 
disputa filosófica no século XII. Essa 
disputa centrava-se sobre: 
a) a existência de Deus. 
b) o predomínio da fé sobre a razão. 
c) a questão da existência dos universais. 
d) a presença do mal no mundo. 
e) a morte da alma. 
 
07. O filosofo grego que maior influência 
exerceu sobre Santo Tómas de Aquino 
foi: 
a) Platão. 
b) Aristóteles. 
c) Sócrates. 
d) Heráclito. 
e) Parmênides. 
 
08. Para Santo Tómas de Aquino, um dos 
princípios do conhecimento humano era 
o princípio da causa eficiente. Esse 
princípio da causa eficiente exigia que o 
ser contingente: 
a) não exigisse causa alguma. 
b) fosse causado pelo intelecto humano. 
c) fosse causado pelo ser necessário. 
d) fosse causado por acidentes casuais 
e) fosse causado pelo nada. 
 
09. Assinale a alternativa que responde 
CORRETAMENTE à pergunta abaixo: 
Sabemos das lutas de Santo Agostinho 
contra as heresias, especialmente no que 
tange às suas interpretações do sentido 
histórico da religião cristã. Uma destas 
heresias foi o Pelagianismo. Segundo Santo 
Agostinho, em que consiste o erro a que 
essa heresia conduz? 
a) Todos os seres humanos são hereges. 
b) Se não há pecado original, então 
tampouco pode haver a missão salvadora 
de Jesus Cristo. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
46 
c) O ser humano é mau por natureza, não 
por escolha. 
d) Deus, ao criar o ser humano, também 
criou o mal. 
e) Não há como superar o mal. 
 
10. A Patrística é o primeiro momento da 
filosofia cristã. Sobre esta tendência 
filosófica, leia as seguintes afirmativas: 
I. A Patrística é um movimento de 
pensadores cristãos que procura justificar 
teórica e filosoficamente a concepção de 
vida e de mundo depreendida da Bíblia. 
II. Boécio não é considerado um pensador 
da Patrística. 
III. Plotino é um pensador considerado como 
participante da patrística. 
IV. A Patrística sempre rejeitou a filosofia 
Greco-romana em seu todo. 
V. Santo Agostinho é considerado o maior 
pensador da Patrística latina. 
VI. Um dos temas fundamentais da 
Patrística é a discussão do sentido da 
Santíssima Trindade. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) Somente as afirmativas I,II e IV são 
corretas. 
b) Somente as afirmativas I,II,V e VI são 
corretas. 
c) Somente as afirmativas III, V e VI são 
corretas. 
d) Somente as afirmativas I,V e VI são 
corretas. 
e) Somente as afirmativas II, V e VI são 
corretas. 
GABARITO 1. A 2. A 3. C 4. E 5. E 6. C 7. 
A 8. C 9. B 10. D 
 
1. (Ueg 2013) A sociologia nasce no séc. 
XIX após as revoluções burguesas sob o 
signo do positivismo elaborado por 
Augusto Comte. As características do 
pensamento comtiano são: 
a) a sociedade é regida por leis sociais tal 
como a natureza é regida por leis naturais; 
as ciências humanas devem utilizar os 
mesmos métodos das ciências naturais e a 
ciência deve ser neutra. 
b) a sociedade humana atravessa três 
estágios sucessivos de evolução: o 
metafísico, o empírico e o teológico, no qual 
predomina a religião positivista. 
c) a sociologia como ciência da sociedade, 
ao contrário das ciências naturais, não pode 
ser neutra porque tanto o sujeito quanto o 
objeto são sociais e estão envolvidos 
reciprocamente. 
d) o processo de evolução social ocorre por 
meio da unidade entre ordem e progresso, o 
que necessariamente levaria a uma 
sociedade comunista. 
 
2. (Ufu 2013) Na parte mais tardia de sua 
carreira, Comte elaborou planos 
ambiciosos para a reconstrução da 
sociedade francesa em particular, e para 
as sociedades humanas em geral, 
baseado no seu ponto de vista 
sociológico. Ele propôs o 
estabelecimento de uma “religião da 
humanidade”, que abandonaria a fé e o 
dogma em favor de um fundamento 
científico. A Sociologia estaria no centro 
dessa nova religião. 
 GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2005. p. 28. 
Com base nessa assertiva, Comte aponta 
para o papel da Sociologia como ciência 
fundamental para a compreensão 
a) da ideia da revolução, como solução para 
sanar as questões da desigualdade social. 
 b) da crença na ação dos indivíduos, como 
fator de intervenção na realidade. 
 c) do consenso moral, como solução para 
regular e manter unida a sociedade. 
d) dos elementos subjetivos da sociedade, 
tendo em vista a pluralidade social. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
47 
3. (ENEM 2014) 
 
Considerando-se a dinâmica entre 
tecnologia e organização do trabalho, a 
representação contida no cartum é 
caracterizada pelo pessimismo em 
relação à 
a) ideia de progresso. 
b) concentração do capital. 
c) noção de sustentabilidade. 
d) organização dos sindicatos. 
e) obsolescência dos equipamentos. 
4. (Ufrgs 2012) Tanto Augusto Comte 
quanto Karl Marx identificam 
imperfeições na sociedade industrial 
capitalista, embora cheguem a 
conclusões bem diferentes: para o 
positivismo de Comte, os conflitos entre 
trabalhadores e empresários são 
fenômenos secundários, deficiências, 
cuja correção é relativamente fácil, 
enquanto, para Karl Marx, os conflitos 
entre proletários e burgueses são o fato 
mais importante das sociedades 
modernas. A respeito das concepções 
teóricas desses autores, é CORRETO 
afirmar: 
a) Comte pensava que a organização 
científica da sociedade industrial levaria a 
atribuir a cada indivíduo um lugar 
proporcional à sua capacidade, realizando-
se assim a justiça social. 
b) Comte considera que a partir do momento 
em que os homens pensam cientificamente, 
a atividade principal das coletividades passa 
a ser a luta de classes que leva 
necessariamente à resolução de todos os 
conflitos. 
c) Marx acredita que a história humana é 
feita de consensos e implica, por um lado, o 
antagonismo entre opressores e oprimidos; 
por outro lado, tende a uma polarização em 
dois blocos: burgueses e proletários. 
d) Para Karl Marx, o caráter contraditório do 
capitalismo manifesta-se no fato de que o 
crescimento dos meios de produção se 
traduz na elevação do nível de vida da 
maioria dos trabalhadores embora não 
elimine as desigualdades sociais. 
e) Tanto Augusto Comte quanto Karl Marx 
concordam que a sociedade capitalista 
industrial expressa a predominância de um 
tipo de solidariedade, que classificam como 
orgânica, cujas características se refletirão 
diretamente em suas instituições. 
5. (UNICENTRO 2011) 
Para Augusto Comte, uma das funções 
da Sociologia ou Física Social era 
encontrar leis sociais que conduzissem o 
progresso da humanidade. Sobre os 
estágios do progresso social discutidos 
pelo autor, é correto afirmar: 
a) O estágio teológico nega a existência de 
apenas uma explicação divina para os 
fenômenos naturais e sociais. 
b) O positivismo é o estágio superior do 
progresso social, porque se sustenta nos 
métodos científicos. 
c) O estágio mais simples é o mítico, 
seguido pelo teológico e pelo científico, que 
é o mais elaborado. 
d) O primeiro estágio do conhecimento é o 
metafísico, em que conceitos abstratos 
explicam o mundo. 
e) A Europaexemplificava uma sociedade 
em estado de desenvolvimento teológico. 
6. UFU 2010 A Sociologia surge em um 
período em que o fazer científico 
encontrava-se influenciado por algumas 
teses desenvolvidas durante o século 
XIX. Herbert Spencer, Charles Darwin e 
Auguste Comte, por exemplo, tiveram 
grande importância para o pensamento 
sociológico. O primeiro, por aplicar às 
ciências humanas o evolucionismo, 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
48 
mesmo antes das teses revolucionárias 
sobre a seleção das espécies do 
segundo. Com relação a Comte, houve a 
influência de seu “espírito positivo” na 
formação dos muitos intelectuais do 
período. 
Sobre as ideias de evolução e progresso e 
seu impacto no pensamento sociológico, 
podemos afirmar que: 
 
a) A ideia de progresso, apesar de ter 
grande influência na área das ciências 
naturais, não teve impacto decisivo na 
constituição da sociologia. 
b) A ideia de evolução foi uma das palavras 
de ordem do período, mas a sociologia 
rejeitou a sua adoção, assim como qualquer 
comparação entre seus efeitos no reino 
natural e no mundo social. 
c) A explicação sociológica procurou, desde 
o seu início, afastar-se de qualquer forma de 
determinismos, fossem biológicos ou 
geográficos, pois se contrapunha 
fortemente às explicações de cunho 
evolucionista. 
d) Em sua busca por constituir-se como 
disciplina, a Sociologia passou pela 
valorização e incorporação dos métodos 
das ciências da natureza, utilizando 
metáforas organicistas, assim como 
conferindo ênfase à noção de função. 
 
7. UFU 2003 Auguste Comte foi quem deu 
origem ao termo Sociologia, pensada 
como uma física social, capaz de pôr fim 
à anarquia científica que vigorava, em 
sua opinião, ainda no século XIX. A 
respeito das concepções fundamentais 
do autor para o surgimento dessa nova 
ciência, todas as alternativas abaixo são 
corretas, exceto: 
a) O objetivo era conhecer as leis sociais 
para se antecipar, racionalmente, aos 
fenômenos e, com isso, agir com eficácia, 
na direção de se permitir uma organização 
racional da sociedade. 
b) As preocupações de natureza científica, 
presentes na obra de Comte, não 
apresentavam relação prática com a 
desorganização social, moral e de ideias do 
seu tempo. 
c) Era necessário aperfeiçoar os métodos de 
investigação das leis que regem os 
fenômenos sociais, no sentido de se 
descobrir a ordem inscrita na história 
humana. 
d)Entre ordem e progresso há uma 
necessidade simultânea, uma vez que a 
estabilidade (princípio estático) e a atividade 
(princípio dinâmico) sociais são 
inseparáveis. 
8. UNIMONTES 2009 
O positivismo, primeira corrente teórica 
sistematizada de pensamento 
sociológico, derivou do “cientificismo”, 
isto é, da crença no poder exclusivo e 
absoluto da razão humana em conhecer 
a realidade e traduzi-la sob a forma de 
leis. Essas leis seriam a base da 
regulamentação da vida social. 
Sobre o positivismo, é incorreto afirmar: 
a) Os positivistas buscaram analisar a vida 
social, constituindo o objeto de estudo, 
métodos e conceitos, procurando chegar à 
mesma objetividade alcançada pelas 
ciências naturais. 
b) O positivismo inspirava-se no método de 
investigação das ciências da natureza e 
procuravam identificar, na vida social, as 
mesmas relações e princípios com os quais 
os cientistas explicavam a vida natural. 
c) Os princípios do evolucionismo e do 
organicismo aplicados à vida social foram 
amplamente criticados e recusados pelos 
positivistas, pois ignoravam as 
particularidades das diversas sociedades. 
d) A evolução dos conhecimentos das 
ciências naturais – física, química e biologia 
– e o sucesso das suas descobertas, 
principalmente no século XIX, atraíram os 
primeiros cientistas sociais para o seu 
método de investigação. 
9. UEL 2015 Leia o texto a seguir. 
Até o século XVIII, a maioria dos campos 
de conhecimento, hoje enquadrados sob 
o rótulo de ciências, era ainda, como na 
Antiguidade Clássica, parte integral dos 
grandes sistemas filosóficos. A 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
49 
constituição de saberes autônomos, 
organizados em disciplinas específicas, 
como a Biologia ou a própria Sociologia, 
envolverá, de uma forma ou de outra, a 
progressiva reflexão filosófica, como a 
liberdade e a razão. 
Adaptado de: QUINTANEIRO, T.; 
BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. M. 
Um Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e 
Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2002. p.12. 
 
Com base nos conhecimentos sobre o 
surgimento da Sociologia, assinale a 
alternativa que apresenta, corretamente, a 
relação entre conhecimento sociológico de 
Auguste Comte e as ideias iluministas. 
 
a) A ideia de desenvolvimento pela 
revolução social foi defendida pelo 
Iluminismo, que influenciou o Positivismo. 
b) A crença na razão como promotora do 
progresso da sociedade foi compartilhada 
pelo Iluminismo e pelo Positivismo. 
c) O Iluminismo forneceu os princípios e as 
bases teóricas da luta de classes para a 
formulação do Positivismo. 
d)O reconhecimento da validade do 
conhecimento teológico para explicar a 
realidade social é um ponto comum entre o 
Iluminismo e o Positivismo. 
e) Os limites e as contradições do progresso 
para a liberdade humana foram apontados 
pelo Iluminismo e aceitos pelo Positivismo. 
10. UNIOESTE 2012 
A filosofia da História – o primeiro tema 
da filosofia de Augusto Comte – foi 
sistematizada pelo próprio Comte na 
célebre “Lei dos Três Estados” e tinha o 
objetivo de mostrar por que o 
pensamento positivista deve imperar 
entre os homens. Sobre a “Lei do Três 
Estados” formulada por Comte, é correto 
afirmar que 
a) Augusto Comte demonstra com essa lei 
que todas as ciências e o espírito humano 
desenvolvem-se na seguinte ordem em três 
fases distintas ao longo da história: a 
positiva, a teológica e a metafísica. 
b) na “Lei dos Três Estados” a 
argumentação desempenha um papel de 
primeiro plano no estado teológico. O estado 
teológico, na sua visão, corresponde a uma 
etapa posterior ao estado positivo. 
c) o estado teológico, segundo está 
formulada na “Lei dos Três Estados”, não 
tem o poder de tornar a sociedade mais 
coesa e nenhum papel na fundamentação 
da vida moral. 
d) o estado positivista apresenta-se na “Lei 
dos Três Estados” como o momento em que 
a observação prevalece sobre a imaginação 
e a argumentação, e na busca de leis 
imutáveis nos fenômenos observáveis. 
e) para Comte, o estado metafísico não tem 
contato com o estado teológico, pois 
somente o estado metafísico procura 
soluções absolutas e universais para os 
problemas do homem. 
11. UFU 1998 Sobre o positivismo, como 
uma das formas de pensamento social, 
podemos afirmar que 
I. é a primeira corrente teórica do 
pensamento sociológico preocupada em 
definir o objeto, estabelecer conceitos e 
definir uma metodologia. 
II. derivou-se da crença no poder absoluto e 
exclusivo da razão humana em conhecer a 
realidade e traduzi-la sob a forma de leis 
naturais. 
III. foi um pensamento predominante na 
Alemanha, no século XIX, nascido 
principalmente de correntes filosóficas da 
Ilustração. 
IV. nele, a sociedade foi concebida como um 
organismo constituído de partes integradas 
e coisas que funcionam harmoniosamente, 
segundo um modelo físico ou mecânico. 
 
a) II, III e IV estão corretas. 
b) I, II e III estão corretas. 
c) I, II e IV estão corretas. 
d) I e III estão corretas. 
e) Todas as afirmativas estão corretas. 
1A 2C 3A 4A 5B 6D 7B 8C 9B 10D 11C 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
50 
Questão 01 FGV 
De acordo com Émile Durkheim, o fato 
social NÃO se caracteriza por 
(A) ser considerado um fenômeno inerente 
às representações (ideias) individuais. 
(B) ser uma totalidadedas relações das 
quais o indivíduo é apenas um dos 
elementos. 
(C) condicionar a personalidade individual. 
(D) exercer um poder coercitivo sobre os 
indivíduos. 
(E) ser considerado como coisas exteriores, 
desligadas dos indivíduos conscientes. 
Questão 02 
De acordo com Émile Durkheim, ao 
realizar uma investigação científica, o 
sociólogo deve apreender 
(A) o objeto de investigação com base em 
suas noções prévias sobre o fenômeno a ser 
estudado. 
(B) o fato social com base nas ideias e 
concepções subjetivas dos indivíduos. 
(C) o fenômeno a ser estudado por meio de 
suas propriedades exteriores. 
(D) os fatos sociais de modo que eles se 
apresentem relacionados com as 
representações dos indivíduos. 
(E) o fenômeno a ser estudado com base 
em uma atitude de subjetividade. 
Questão 03 - FGV 
Em sua obra O Suicídio, Émile Durkheim 
afirma que há um tipo de suicídio no qual 
“se o homem se mata não é porque 
reivindique esse direito, mas é porque 
tem esse dever”. Seriam exemplos desse 
tipo de suicídio os japoneses camicases 
e os vários tipos de homens-bomba. Qual 
é esse tipo de suicídio? 
(A) O suicídio egoístico. 
(B) O suicídio anômico. 
(C) O suicídio fatalista. 
(D) O suicídio mecânico. 
(E) O suicídio altruístico. 
 
Questão 04 - FGV 
Um conceito importante na obra de 
Durkheim é o de anomia. O suicídio 
anômico é provocado pelo(a) 
(A) perda da dimensão normativa 
ocasionada por rápidas mudanças sociais. 
(B) isolamento e baixa integração do 
indivíduo na sociedade. 
(C) forte integração do indivíduo na 
sociedade. 
(D) forte regulação exercida pela sociedade 
no indivíduo. 
(E) melancolia adquirida por doenças 
hereditárias. 
Questão 05 
Em seu estudo sobre a Divisão do 
Trabalho Social, Durkheim investiga a 
função da divisão do trabalho no mundo 
moderno. É correto afirmar que um dos 
principais objetivos do autor nessa obra 
foi investigar 
(A) como a divisão do trabalho proporciona 
o desenvolvimento econômico na sociedade 
moderna. 
(B) o efeito moral da divisão do trabalho na 
sociedade moderna. 
(C) as consequências negativas da divisão 
de gênero provocada pela divisão do 
trabalho na sociedade moderna. 
(D) o enfraquecimento da divisão do 
trabalho na sociedade moderna. 
(E) como a divisão do trabalho contribui para 
a igualdade de condições entre os 
indivíduos na sociedade moderna. 
 
Questão 06 - FGV 
O conceito usado por Emile Durkheim 
para explicar a coesão social na 
sociedade moderna, caracterizada pelo 
individualismo é o de 
(A) sistema orgânico. 
(B) solidariedade orgânica. 
(C) solidariedade mecânica. 
(D) norma social. 
(E) cooperação social. 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
51 
Questão 07 - 
Acerca da sociologia como ciência, 
segundo Emile Durkheim, assinale a 
opção correta. 
A) As ciências já constituídas devem servir 
de referência para uma ciência próxima a 
nascer, como é o caso da sociologia. 
B) A sociologia deve decidir se apoia a 
liberdade ou o determinismo. 
C) A ciência sociológica rejeita a solução 
dos problemas práticos da sociedade. 
D) A sociologia é dependente de doutrinas 
práticas como o individualismo, o socialismo 
e o comunismo. 
E) Os cálculos utilitários ou os raciocínios de 
algum tipo servem para explicar os fatos 
sociais. 
 
Questão 08 - 
Antes de propor o método adequado para 
o estudo dos fatos sociais, em seu livro 
As Regras do Método Sociológico, Emile 
Durkheim aponta quais são os fatos que 
podem receber essa denominação. De 
acordo com Durkheim: 
A) o pensamento que se repete nas 
consciências particulares e o movimento 
mecânico que todos os indivíduos fazem 
constituem fatos sociais. 
B) o fato social é um fenômeno que ocorre 
na sociedade e que possui, de forma geral, 
interesse social. 
C) o indivíduo cumpre funções regulares, 
como comer, beber, dormir, as que 
constituem os fatos sociais. 
D) os fatos sociais se diferenciam dos 
fenômenos orgânicos, por serem 
representações e ações, e dos psíquicos, 
porque estes existem apenas na 
consciência individual. 
E) a consciência individual constitui a origem 
dos grandes movimentos de entusiasmo ou 
indignação que frequentemente acontecem 
nas assembleias das diferentes categorias 
de profissionais. 
 
Questão 09 - 
Segundo Emile Durkheim, o método a ser 
utilizado na sociologia 
A) considera que a descrição objetiva do 
fato social exige sua concordância com uma 
ideia do que se pretende. 
B) exige que o indivíduo tome consciência 
das ideias acerca da realidade em que vive, 
analise-as e combine-as de acordo com o 
próprio entendimento. 
C) determina que os indivíduos recorram 
aos fatos para confirmar as ideias, ou as 
conclusões que são tiradas delas. 
D) permite estabelecer se uma 
representação social, que desempenha seu 
papel de harmonizar os atos dos indivíduos 
e o mundo que os rodeia, é comprovada, 
cientificamente, como falsa ou verdadeira. 
E) exige ir além da separação entre o sujeito 
que conhece e o seu objeto de 
conhecimento na produção do 
conhecimento científico. 
GABARITO 1A, 2C, 3E, 4A, 5B, 6B, 7A, 8D, 
9D 
 
QUESTÃO 1 
(Unimontes) A questão das classes 
sociais ocupa um papel fundamental na 
teoria de Karl Marx. Para ele, existem 
condicionantes e determinantes na 
complexa relação entre indivíduo e 
sociedade e entre consciência e 
existência social. Considerando as 
reflexões de Karl Marx sobre esse tema, 
marque a alternativa incorreta. 
a) A luta de classes desenvolve-se no modo 
de organizar o processo de trabalho e no 
modo de se apropriar do resultado do 
trabalho humano. 
b) A luta de classes está presente em todas 
as ações dos trabalhadores quando lutam 
para diminuir a exploração e a dominação. 
c) Em meio aos antagonismos e lutas 
sociais, o indivíduo pode repensar a 
realidade, reagir e até mesmo transformá-la, 
unindo-se a outros em movimentos sociais e 
políticos. 
d) As classes sociais sustentam-se em 
equilíbrios dinâmicos e solidários, sendo a 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
52 
produção da solidariedade social o 
resultado necessário à vida em sociedade. 
 
QUESTÃO 2 
(Uema) As sociedades modernas são 
complexas e multifacetadas. Mas é com 
o capitalismo que as divisões sociais se 
tornam mais desiguais e excludentes. 
Marx já observara que só o conflito entre 
as classes pode mover a história. Assim 
sendo, para o referido autor, em qual das 
opções se evidencia uma característica 
de classe social? 
a) O status social e cultural dos indivíduos. 
b) A função social exercida pelos indivíduos 
na sociedade. 
c) A ação política dos indivíduos nas 
sociedades hierarquizadas. 
d) A identidade social, cultural e coletiva. 
e) A posição que os indivíduos ocupam nas 
relações de produção. 
 
QUESTÃO 3 
É a condição material dos indivíduos que 
determinaria os demais aspectos de sua 
vida. A importância dada por Marx a esse 
quesito de nossas vidas é justificada, 
segundo sua teoria, em razão do impacto 
que a situação econômica de um sujeito 
tem em sua trajetória de formação. 
Essa linha de pensamento é chamada de: 
a) Evolucionismo material. 
b) Capitalismo selvagem. 
c) Contratualismo. 
d) Materialismo histórico. 
 
QUESTÃO 4 
Para Marx, o capital era o principal ponto 
a ser investigado para que fosse possível 
entender as mudanças sociais que 
surgem em um dado momento. Entende-
se por capital: 
a) a mais-valia absoluta. 
b) qualquer bem que possa ser investido 
para gerar mais lucro. 
c) o sistema econômico que surgia naquele 
momento. 
d) o sistema de exploração do homem pelo 
homem. 
 
QUESTÃO 5 
(Unimontes) A questão das classes 
sociais ocupa um papel fundamental na 
teoria de Karl Marx. Para ele, existem 
condicionantes e determinantes na 
complexa relação entre indivíduo e 
sociedade e entre consciência e 
existênciasocial. Considerando as 
reflexões de Karl Marx sobre esse tema, 
marque a alternativa INCORRETA. 
a) As classes sociais sustentam-se em 
equilíbrios dinâmicos e solidários, sendo a 
produção da solidariedade social o 
resultado necessário à vida em sociedade. 
 
b) A luta de classes desenvolve-se no modo 
de organizar o processo de trabalho e no 
modo de se apropriar do resultado do 
trabalho humano. 
c) A luta de classes está presente em todas 
as ações dos trabalhadores quando lutam 
para diminuir a exploração e a dominação. 
d) Em meio aos antagonismos e lutas 
sociais, o indivíduo pode repensar a 
realidade, reagir e até mesmo transformá-la, 
unindo-se a outros em movimentos sociais e 
políticos. 
 
QUESTÃO 6 
(UEM – Inverno 2008) Em termos 
sociológicos, assinale o que for correto 
sobre o conceito de classes sociais: 
a) Sua utilização visa explicar as formas 
pelas quais as desigualdades se estruturam 
e se reproduzem nas sociedades. 
b) De acordo com Karl Marx, as relações 
entre as classes sociais transformam-se ao 
longo da história conforme a dinâmica dos 
modos de produção. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
53 
c) As classes sociais, para Marx, definem-
se, sobretudo, pelas relações de 
cooperação que se desenvolvem entre os 
diversos grupos envolvidos no sistema 
produtivo. 
d) A formação de uma classe social, como 
os proletários, só se realiza na sua relação 
com a classe opositora, no caso do 
exemplo, a burguesia. 
e) A afirmação “a história da humanidade é 
a história das lutas de classes” expressa a 
ideia de que as transformações sociais 
estão profundamente associadas às 
contradições existentes entre as classes. 
 
QUESTÃO 7 
Diante de sua visão materialista da 
história, Karl Marx descreve a luta de 
classes como: 
a) Consequência direta do fenômeno de 
individualização do sujeito moderno. 
b) Fenômeno fundamental para que uma 
democracia possa existir. 
QUESTÃO 8 
Para entendermos a ideia de lutas de 
classes e todos os desdobramentos que 
Marx atribuiu a esse importante aspecto 
social, devemos primeiro entender o que 
são as classes sociais a que tanto ele se 
referiu. Nesse sentido, Karl Marx 
defendia a ideia de classes a partir da 
noção de que: 
a) as classes sociais são o conjunto de 
sujeitos unidos sob uma mesma ideologia 
política. 
b) as classes sociais são entendidas como 
os diferentes grupos que se formam em 
função de sua condição material e social. 
c) Fenômeno social inevitável diante das 
desigualdades materiais que existem entre 
as classes. 
d) Parte essencial do processo de transição 
de monarquias no mundo feudal. 
 
 
c) as classes sociais estão ligadas pelo 
conceito de solidariedade orgânica. 
d) as classes sociais existem apenas em 
espaços específicos e em sociedades 
altamente desenvolvidas. 
--------------------------------------------------------- 
 
GABARITO 
1D 2E 3D 4B 5A 6E 7C 8B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. (Uel 2014) Weber compreende a cidade 
como uma expressão tipicamente ligada 
à racionalidade ocidental. Com base nos 
conhecimentos da sociologia weberiana 
sobre a racionalidade ocidental, 
considere as afirmativas a seguir. 
I. A compreensão da cidade ocidental 
moderna é possível quando se considera 
uma sequência causal universal na história. 
II. A existência do capitalismo como 
sociedade específica do mundo ocidental 
moderno explica o surgimento das cidades. 
III. A explicação da cidade no Ocidente 
exige compreender a existência de 
diferentes formas do poder e da dominação. 
IV. Um dos traços fundamentais da cidade 
no Ocidente é a constituição de um corpo 
burocrático administrativo regular. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
54 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são 
corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são 
corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são 
corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são 
corretas. 
2. (Uel 2014) Leia o texto a seguir. 
Antigamente nem em sonho existia 
tantas pontes sobre os rios, nem asfalto 
nas estradas. Mas hoje em dia tudo é 
muito diferente com o progresso nossa 
gente nem sequer faz uma ideia. 
Tenho saudade de rever nas currutelas 
as mocinhas nas janelas acenando uma 
flor. Por tudo isso eu lamento e confesso 
que a marcha do progresso é a minha 
grande dor. Cada jamanta que eu vejo 
carregada transportando uma boiada me 
aperta o coração. E quando olho minha 
traia pendurada de tristeza dou risada pra 
não chorar de paixão. 
(Adaptado de: Nonô Basílio e Índio Vago. 
Mágoa de Boiadeiro.) 
O texto aproxima-se sociologicamente da 
leitura teórica de 
a) Comte, que defende a necessidade de 
formas tradicionais de vida em detrimento 
da desilusão do progresso. 
b) Durkheim, que analisa o progresso como 
elemento desagregador da vida social ao 
provocar o enfraquecimento das 
instituições. 
c) Marx, que condena o desenvolvimento 
das forças produtivas por seus efeitos 
alienantes sobre o homem. 
d) Spencer, que tem uma leitura romântica 
da sociedade e vê o passado como mais rico 
culturalmente. 
e) Weber, para quem a modernização e a 
racionalização é acompanhada pelo 
desencantamento do mundo. 
3. (Ufu 2013) Ao contrário de outros 
pensadores sociológicos anteriores, 
Weber acreditava que a Sociologia 
deveria se concentrar na ação social e 
não nas estruturas. 
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2005. p. 33. 
De acordo com esta assertiva, Weber 
considera que 
a) as ideias, os valores e as crenças têm o 
poder de ocasionar transformações. 
b) o conflito de classes é o fator mais 
relevante para a mudança social. 
c) as estruturas existem externamente ou 
independentemente dos indivíduos. 
d) os fatores econômicos são os mais 
importantes para as transformações sociais. 
4. (Ufu 2013) Em artigo intitulado 
“Clientelismo ainda domina política no 
interior do Brasil”, da BBC, de 27 de 
outubro de 2002, o jornalista Paulo 
Cabral desenha o painel de parte da 
política nacional. Ele destaca que, em 
comício de uma certa deputada, um 
grande churrasco foi oferecido para os 
eleitores de uma vila: "Sob um sol 
escaldante, um caminhão de som tocava 
o jingle – forró da candidata a todo o 
volume, a população sentia o cheiro da 
carne sendo assada trancada 
dentro de uma casa. Comida, só quando 
chegasse a candidata”. 
BBC. Disponível em: 
<http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/
2002/021027_seriedb.shtml>. Acesso: 11 
mar. 2013. 
A relação descrita entre os eleitores e a 
candidata aproximasse, na matriz teórica 
weberiana, de um tipo puro de relação de 
dominação, uma vez que 
a) inscreve-se como relação de poder em 
que a candidata aproveita-se de uma 
probabilidade de impor sua vontade, ainda 
que sem legitimidade. 
b) estabelece-se, retirando das relações os 
elementos não racionais, isto é, em evidente 
processo de desencantamento do mundo. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
55 
c) sua natureza remonta uma tradição 
inimaginavelmente antiga e conduz ou 
orienta a ação habitual do eleitor para o 
conformismo. 
d) expõe características típicas das formas 
carismáticas de dominação, demonstrada 
pelo dom da graça extraordinário e pessoal 
manifesto nas práticas clientelistas. 
5.(Uema 2012) No conjunto da sua 
Sociologia compreensiva, o sociólogo 
alemão Max Weber define ação social 
como ação 
a) racional em que o agente associa um 
sentido objetivo aos fatos sociais. 
b) desprovida de sentido subjetivo e 
motivacional. 
c) humana associada a um sentido objetivo. 
d) cuja intenção fomentada pelos indivíduos 
se refere à conduta de outros, orientando-se 
por ela. 
e)não orientada significativamente pela 
conduta do outro em prol de um bem 
comum. 
 6. (Unioeste 2013) A Sociologia de Max 
Weber é considerada uma ciência 
compreensiva e explicativa. Na sua 
concepção, compete ao sociólogo 
compreender e interpretar a ação dos 
indivíduos, assim como os valores pelos 
quais os indivíduos compreendem suas 
próprias intenções pela introspecção ou 
pela interpretação da conduta de outros 
indivíduos. 
Sobre a sociologia compreensiva de Max 
Weber, é correto afirmar que 
a) segundo o método da sociologia 
compreensiva de Max Weber, há uma 
ênfase metodológica sobre a sociedade 
como a unidade inicial da explicação para se 
chegar a significados objetivos de ação 
social. 
b) na sociologia compreensiva de Max 
Weber, a primeira tarefa da sociologia é 
reformar a sociedade ou gerar algum tipo de 
teoria revolucionária. Weber herda 
efetivamente um ponto de vista sociológico 
compreensivo imputado à escola marxista. 
c) para Max Weber, a sociologia está 
voltada unicamente para a compreensão 
dos fenômenos sociais. Na sociologia 
compreensiva, o homem não consegue 
compreender as intenções dos outros em 
termos de suas intenções professadas. 
d) no método compreensivo de Weber, os 
fenômenos sociais são considerados como 
a simples expressão de causas exteriores 
que se impõem aos indivíduos. Weber 
define a sociologia compreensiva em termos 
de fatos sociais e não em termos de 
atividade ou ação. 
e) Max Weber entende por sociologia 
compreensiva uma ciência que se propõe a 
compreender a atividade social e, deste 
modo, explicar causalmente seu desenrolar 
e seus efeitos. Para explicar o mundo social, 
importa compreender também a ação dos 
seres humanos do ponto de vista do 
sentido e dos valores. 
7. (Uel 2013) Os documentos de 
identificação individual podem ser 
analisados sob a perspectiva dos 
estudos weberianos a respeito da 
sociedade moderna. Sobre essa análise, 
assinale a alternativa correta. 
a) A ação racional com relação a valores é o 
tipo conceitual que explica o uso do CPF, 
uma vez que se refere às riquezas do 
indivíduo. 
b) A adoção de documentos de identificação 
pessoal corresponde aos interesses dos 
indivíduos pelo prestígio social. 
c) A identificação pelo CPF é um exemplo 
de imitação e de ação condicionada pelas 
massas, fenômenos comuns na sociedade 
moderna. 
d) CPF e documentos pessoais fortalecem o 
processo de desburocratização das 
estruturas racionais de dominação. 
e) O uso do CPF é uma ação dotada de 
sentido, isto é, compreensível pelos demais 
indivíduos envolvidos na situação. 
8. (Unicentro 2012) Do ponto de vista do 
agente, o motivo é o fundamento da 
ação; para o sociólogo, cuja tarefa é 
compreender essa ação, a reconstrução 
do motivo é fundamental, porque, da sua 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
56 
perspectiva, ele figura como a causa da 
ação. Numerosas distinções podem ser 
estabelecidas e Weber realmente o faz. 
No entanto, apenas interessa assinalar 
que, quando se fala de sentido na sua 
acepção mais importante para a análise, 
não se está cogitando da gênese da ação, 
mas sim daquilo para o que ela aponta, 
para o objetivo visado nela; para o seu 
fim, em suma. 
COHN, Gabriel (Org.). Max Weber: 
sociologia. São Paulo: Ática, 1979. 
A categoria weberiana que melhor explica o 
texto em evidência está explicitada em 
a) A ação social possui um sentido que 
orienta a conduta dos atores sociais. 
b) A luta de classes tem sentido porque é o 
que move a história dos homens. 
c) Os fatos sociais não são coisas, e sim 
acontecimentos que precisam ser 
analisados. 
d) O tipo ideal é uma construção teórica 
abstrata que permite a análise de casos 
particulares. 
e) O sociólogo deve investigar o sentido das 
ações que não são orientadas pelas ações 
de outros. 
09. (Ufu 2012) Nas Ciências Sociais, 
particularmente na Ciência Política, 
definir o Estado sempre foi uma tarefa 
prioritária. As tentativas nesta direção 
fizeram com que vários 
intelectuais vissem o Estado de 
formas diferentes, com 
naturezas diferentes. Numa 
palestra intitulada Política como 
vocação, Max Weber nos 
adverte, por exemplo, que o 
Estado pode ser entendido 
como uma relação de homens 
dominando homens. No trecho 
da canção d´O Rappa, Tribunal 
de Rua, dominação é o que se 
percebe, também, na relação 
entre cidadãos e policiais (braço 
armado do Estado). 
A viatura foi chegando devagar. E de 
repente, de repente resolveu me parar 
Um dos caras saiu de lá de dentro 
Já dizendo, aí compadre, você perdeu 
Se eu tiver que procurar você tá fodido 
Acho melhor você ir deixando esse flagrante 
comigo [...]. 
O Rappa. Lado A Lado B. Warner, 1999. 
A partir da perspectiva weberiana, 
relacionada ao trecho da canção acima, 
evidencia-se que a dominação do Estado 
a) é exercida pela autoridade legal 
reconhecida, daí caracterizar-se 
fundamentalmente como dominação 
racional legal. 
b) é estabelecida por meio da violência 
prioritariamente exercida contra grupos e 
classes excluídos social e economicamente. 
c) ocorre a partir da imposição da razão de 
Estado, ainda que contra as vontades dos 
cidadãos que, normalmente, àquela 
resistem. 
d) a exemplo da dominação de outras 
instituições, opera de forma genérica, 
exterior e coercitiva. 
GABARITO 
1C, 2E, 3A, 4C, 5D, 6E, 7E, 8A, 9A 
 
 
1. (Ufu 2012) A tirinha de Quino abaixo 
ilustra a concepção de fato social, 
segundo Durkheim. Para o autor, é 
característica do fato social. 
 
a) ser geral e igual em todas as sociedades. 
Quem foi que 
espalhou que 
eu não gosto 
dos Beatles? 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
57 
b) dar liberdade ao indivíduo, em uma dada 
sociedade, de praticar ações e atitudes 
ligadas ao seu senso crítico. 
c) ser particular de cada indivíduo, sem 
interferência do grupo social no qual está 
inserido. 
d) exercer sobre o indivíduo uma coerção 
exterior. 
2. (Uncisal 2012) O modo de vestir 
determina a identidade de grupos sociais, 
simboliza o poder e comunica o status dos 
indivíduos. Seu caráter institucional assume 
grande importância à medida que inclui ou 
exclui indivíduos de categorias ou estratos 
sociais. Ele exemplifica bem aquilo que 
Durkheim afirmava ser o objeto de estudo 
dos sociólogos: uma representação coletiva 
que além de ser válida para todos os 
indivíduos que fazem parte de um 
determinado grupo, expressa a 
exterioridade e a coercitividade. Assinale 
nas opções a seguir aquela que 
apresenta o objeto de estudo da 
Sociologia segundo Durkheim. 
a) Fatos sociais. 
b) Expressões culturais. 
c) Ações sociais. 
d) Estruturas políticas. 
e) Relações sociais. 
3. (Unioeste 2012) Émile Durkheim é 
considerado um dos fundadores das 
Ciências Sociais e entre as suas diversas 
obras se destacam “As Regras do Método 
Sociológico”, “O Suicídio” e “Da Divisão do 
Trabalho Social”. Sobre este último 
estudo, é correto afirmar que: 
a) a divisão do trabalho possui um 
importante papel social. Muito além do 
aumento da produtividade econômica, a 
divisão garante a coesão social ao 
possibilitar o surgimento de um tipo 
específico de solidariedade. 
b) a solidariedade mecânica é o resultado do 
desenvolvimento da industrialização, que 
garantiu uma robotização dos 
comportamentos humanos. 
c) a solidariedade orgânica refere-se às 
relações sociais estabelecidas nas 
sociedades mais tradicionais. O nome 
remete ao entendimento da harmonia 
existentes nas comunidades de menor taxa 
demográfica. 
d) indiferente dos tipos de solidariedade 
predominantes, o crime necessita ser 
punido por representar uma ofensa às 
liberdades e à consciência individual 
existente em cada ser humano. 
e) a consciência coletiva está vinculada 
exclusivamente às ações sociaisfilantrópicas estabelecidas pelos indivíduos 
na contemporaneidade, não tendo nenhuma 
relação com tradições e valores morais 
comuns. 
4. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. 
De acordo com Susie Orbach, “Muitas 
coisas feitas em nome da saúde geram 
dificuldades pessoais e psicológicas. Olhar 
fotos de corpos que passaram por 
tratamento de imagem e achar que 
correspondem à realidade cria problema de 
autoimagem, o que leva muitas mulheres às 
mesas de cirurgia. Na geração das minhas 
filhas, há garotas que gostam e outras que 
não gostam de seus corpos. Elas têm medo 
de comida e do que a comida pode fazer aos 
seus corpos. Essa é a nova norma, mas isso 
não é normal. Elas têm pânico de ter apetite 
e de atender aos seus desejos”. 
(Adaptado: “As mulheres estão famintas, 
mas têm medo da comida”, Folha de S. 
Paulo, São Paulo, 15 ago. 2010, 
Saúde.Disponível em: 
<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd
1508201001.htm>. Acesso em: 15 out. 
2010). 
Com base no texto e nos conhecimentos 
sobre o pensamento de Émile Durkheim, 
é correto afirmar: 
a) O conflito geracional produz anomia 
social, dada a incapacidade de os mais 
velhos compreenderem as aspirações dos 
mais novos. 
b) Os padrões do que se considera saudável 
e belo são exemplos de fato social e, 
portanto, são suscetíveis de exercer 
coerção sobre o indivíduo. 
c) Normas são prejudiciais ao 
desenvolvimento social por criarem 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
58 
parâmetros e regras que institucionalizam o 
agir dos indivíduos. 
d) A consciência coletiva é mais forte entre 
os jovens, voltados que estão a princípios 
menos individualistas e egoístas. 
e) A base para a formação de princípios 
morais e de solidez das instituições são os 
desejos individuais, visto estes traduzirem o 
que é melhor para a sociedade. 
5. (Uncisal 2012) A Escola Marxista tem 
na teoria do conflito um dos seus 
fundamentos mais importantes em 
termos sociológicos. Tal teoria, pela 
óptica marxista, defende que: 
a) os conflitos sociais são culturais, sendo 
expressões do embate entre a tradição e a 
inovação. 
b) os conflitos nascem das contradições, 
sendo estas resultantes do acesso desigual 
aos meios de produção. 
c) as sociedades mais avançadas são 
aquelas que melhor se adaptaram ao longo 
do processo histórico, sendo as menos 
aptas extintas. 
d) os conflitos sociais são observados 
apenas nas sociedades anteriores à 
Revolução Industrial. 
e) todas as relações sociais estão 
desvinculadas da esfera econômica, sendo 
os conflitos políticos o alicerce da vida em 
sociedade. 
6. (Uel 2005) “Cascavel – Uma pequena 
cidade no interior do Paraná está provando 
que machismo é coisa do passado. Com 15 
mil habitantes, conforme o IBGE, Ampére (a 
150 quilômetros de Cascavel), no Sudoeste, 
tem fartura de emprego para as mulheres. 
Ex-donas de casa partiram para o trabalho 
fixo, enquanto os homens, desempregados 
ou não, passaram a assumir os serviços 
domésticos. Assim, elas estão garantindo 
mais uma fonte de renda para a família, 
além de eliminar antigos preconceitos. A 
situação torna-se ainda mais evidente 
quando os homens estão desempregados e 
são as mulheres que pagam as contas 
básicas da família. Conforme levantamento 
informal, em Ampére, o número de homens 
sem vínculo empregatício é maior do que o 
de mulheres. Para driblar as dificuldades, 
eles fazem bicos temporários e quando não 
há serviço, tornam-se donos de casa. O 
motivo para essa mudança de 
comportamento é a [...] 
Industrial Ltda., uma potência no setor de 
confecções que dá emprego a 1200 
pessoas, das quais 80% são mulheres. Com 
a fábrica, famílias migraram do interior para 
a cidade. As mulheres abandonaram o posto 
de donas de casa ou de empregadas 
domésticas, aprendendo a apostar na 
capacidade de competição”. (Costa, Ilza 
Costa. Papéis trocados. Gazeta do 
Povo,Curitiba, 01 out. 1999. p. 14.) 
O fenômeno da troca de papéis sociais, 
relatado no texto, ilustra a base da tese 
usada por Karl Marx (1818-1883) na 
explicação geral que formula sobre a 
relação entre a infraestrutura e a 
superestrutura na sociedade capitalista. 
Com base no texto e nos conhecimentos 
sobre essa tese de Karl Marx, é correto 
afirmar: 
a) Na explicação das mudanças ocorridas 
no comportamento coletivo, deve-se 
privilegiar o papel ativo do indivíduo na 
escolha das ações, ou seja, o que importa é 
a motivação que inspira suas opções. 
b) É a imitação que constitui a sociedade, 
enquanto a invenção abre o caminho das 
mudanças e de seu progresso. A invenção, 
produtora das transformações sociais, é 
individual, dependendo de poucos; 
enquanto a imitação, coletiva, necessita 
sempre de mais de uma pessoa. 
c) A família é a verdadeira unidade social; é 
a célula social que, em seu conjunto, 
compõe a sociedade. Portanto, a sociedade 
não pode ser decomposta em indivíduos, 
mas em famílias. É a família a fonte 
espontânea da educação moral, bem como 
a base natural da organização política. 
d) Há uma relação de determinação entre a 
maneira como um grupo concreto estrutura 
suas condições materiais de existência – 
chamada de modo de produção – e o 
formato e conteúdo das demais 
organizações, instituições sociais e ideias 
gerais presentes nas relações sociais. 
e) A organização social deve fundar-se na 
separação dos ofícios, inerente à divisão do 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
59 
trabalho social e na combinação dos 
esforços individuais. Sem divisão do 
trabalho social, não há cooperação e, 
portanto, a coesão social entre as classes 
tornasse impossível. 
7. (Uem 2012) A sociologia marxista propõe 
uma interpretação da sociedade que toma 
as condições materiais de existência dos 
homens como fator determinante dos 
fenômenos sociais. Sobre essa concepção, 
assinale o que for correto. 
I - Forças produtivas e relações sociais de 
produção são os dois componentes básicos 
da infraestrutura que determinam em última 
instância as demais dimensões da vida 
social. 
II - Instituições como a Escola, o Estado e a 
Igreja fazem parte da superestrutura social, 
dotada de autonomia frente às 
determinações econômicas de cada 
momento histórico. 
III - Mudanças na estrutura social são 
desencadeadas quando se desenvolvem 
incongruências entre a infraestrutura 
produtiva e a superestrutura, com 
predomínio da primeira sobre a última. 
IV - As instituições que compõem a 
superestrutura desempenham importantes 
funções de controle social e ideológico que 
contribuem para a manutenção das relações 
produtivas vigentes. 
V - As classes sociais são definidas segundo 
a posição que ocupam nas instituições que 
compõem a dimensão superestrutural das 
sociedades. 
Estão corretas: 
a) I, II, V 
b) II, III, IV 
c) I, IV, V 
d) II, III, V 
e) I, III, IV 
8. (Uem 2012) Escrito há quase duzentos 
anos, por Karl Marx e Friedrich Engels, o 
Manifesto Comunista denunciava as 
desigualdades sociais vividas pelos homens 
na sociedade capitalista. Leia trecho dessa 
obra, reproduzido a seguir, e assinale o que 
for correto sobre o desenvolvimento 
econômico. 
“A sociedade burguesa moderna, que 
brotou das ruínas da sociedade feudal, não 
aboliu os antagonismos das classes. 
Estabeleceu novas classes, novas 
condições de opressão, novas formas de 
luta no lugar das antigas [...] A manufatura 
já não era suficiente. Em consequência 
disso, o vapor e as máquinas 
revolucionaram a produção industrial. O 
lugar da manufatura foi tomado pela 
indústria gigantesca moderna, o lugar da 
classe média industrial, pelos milionários da 
indústria, líderes de todo o exército 
industrial, os burgueses modernos” 
(MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. O 
Manifesto do Partido Comunista. Rio de 
Janeiro: Paz e Terra, 1998, 10ª Edição,p.09 
e 11 – Coleção Leitura). 
I- A passagem da manufatura para indústria 
gerou um processo de modificação do 
espaço natural que foi bastante equilibrado, 
sem prejuízos ao meio ambiente. 
II - O trecho acima se refere ao contexto de 
formação da sociedade capitalista e à 
composição dos antagonismos de classe, 
os quais opõem proprietários dos meios de 
produção e proprietários da força de 
trabalho. 
III - As relações estabelecidas pelas classes 
sociais na sociedade burguesa moderna 
são pautadas pela cooperação, a qual 
conduz ao desenvolvimento econômico 
gerador de melhor condição de vida para 
todos. 
IV - As relações de troca se revolucionaram 
em virtude de o crescimento da burguesia 
moderna ter ocorrido na mesma proporção 
do crescimento da produção industrial. 
V - O desenvolvimento da indústria está 
assentado no emprego do trabalho humano, 
o único detentor de conhecimento para 
alterar a matéria-prima, a partir do uso de 
instrumentos que ele mesmo produz. 
Estão corretas: 
a) II, IV, V 
b) I, II, V 
c) III, IV, V 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
60 
d) I, IV, V 
e) I, II, III 
9. (Unicentro 2011) Os sociólogos Karl 
Marx e Marx Weber se detiveram na análise 
da modernidade europeia, embora com 
métodos diferentes. Assinale como 
verdadeira a afirmativa que corresponde às 
análises de Max Weber sobre a sociedade. 
a) A vida moderna estimula a formação de 
um indivíduo calculista, racional e 
impessoal, refletindo a tendência da 
exploração dos trabalhadores e da 
transformação do trabalho em mercadoria. 
b) A dimensão cultural é fundamental para 
compreender a modernidade, pois o capital 
e seu acúmulo são tidos como um dever 
moral que deve ser perseguido de forma 
racional e disciplinada. 
c) A divisão social é um fenômeno da 
modernidade e sua função moral é integrar 
funções diferentes e complementares que, 
de outra forma, causariam a perda dos laços 
comunitários. 
d) A ação social, na sociedade moderna, é 
motivada apenas por interesses 
econômicos, porque os meios para produzir 
estão concentrados nas mãos de apenas 
uma classe social. 
e) A expansão da produção capitalista teve 
como base a separação entre trabalhadores 
e os meios de produção, assim como a 
disseminação da propriedade privada. 
10. (Unicentro 2012) Do ponto de vista do 
agente, o motivo é o fundamento da ação; 
para o sociólogo, cuja tarefa é compreender 
essa ação, a reconstrução do motivo é 
fundamental, porque, da sua perspectiva, 
ele figura como a causa da ação. 
Numerosas distinções podem ser 
estabelecidas e Weber realmente o faz. No 
entanto, apenas interessa assinalar que, 
quando se fala de sentido na sua acepção 
mais importante para a análise, não se está 
cogitando da gênese da ação, mas sim 
daquilo para o que ela aponta, para o 
objetivo visado nela; para o seu fim, em 
suma. 
COHN, Gabriel (Org.). Max Weber: 
sociologia. São Paulo: Ática, 1979. 
A categoria weberiana que melhor 
explica o texto em evidência está 
explicitada em: 
a) A ação social possui um sentido que 
orienta a conduta dos atores sociais. 
b) A luta de classes tem sentido porque é o 
que move a história dos homens. 
c) Os fatos sociais não são coisas, e sim 
acontecimentos que precisam ser 
analisados. 
d) O tipo ideal é uma construção teórica 
abstrata que permite a análise de casos 
particulares. 
e) O sociólogo deve investigar o sentido das 
ações que não são orientadas pelas ações 
de outros. 
 
 
GABARITO 
1D, 2A, 3A, 4B, 5B, 6D, 7E, 8A, 9B, 10A 
 
01. UEPA 2015 
A metamorfose 
Uma barata acordou um dia e viu que tinha 
se transformado num ser humano. 
Começou a mexer suas patas e viu que só 
tinha quatro, que eram grandes e pesadas e 
de articulação difícil. Não tinha mais 
antenas. Quis emitir um som de surpresa e 
sem querer deu um grunhido. As outras 
baratas fugiram aterrorizadas para trás do 
móvel. Ela quis segui-las, mas não coube 
atrás do móvel. O seu segundo pensamento 
foi: "Que horror… Preciso acabar com essas 
baratas…" 
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. 
Antigamente ela seguia seu instinto. Agora 
precisava raciocinar. Fez uma espécie de 
manto com a cortina da sala para cobrir sua 
nudez. Saiu pela casa e encontrou um 
armário num quarto, e, nele, roupa de baixo 
e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-
se bonita para uma ex-barata. Maquiou-se. 
Todas as baratas são iguais, mas as 
mulheres precisam realçar sua 
personalidade. Adotou um nome: Valdirene. 
Mais tarde descobriu que só um nome não 
bastava. A que classe pertencia? … Tinha 
educação? … Referências?... Conseguiu a 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
61 
muito custo um emprego como faxineira. 
Sua experiência de barata lhe dava acesso 
a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa 
faxineira. 
 
Difícil era ser gente... Precisava comprar 
comida e o dinheiro não chegava. As 
baratas se acasalam num roçar de antenas, 
mas os seres humanos não. Conhecem-se, 
namoram, brigam, fazem as pazes, 
resolvem se casar, hesitam. Será que o 
dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, 
eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e 
banho. Valdirene casou-se, teve filhos. 
Lutou muito, coitada. Filas no Instituto 
Nacional de Previdência Social. Pouco leite. 
O marido desempregado…Finalmente 
acertou na loteria. Quase quatro milhões! 
Entre as baratas ter ou não ter quatro 
milhões não faz diferença. Mas Valdirene 
mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de 
bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, 
a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. 
Subiu de classe. Contratou babás e entrou 
na Pontifícia Universidade Católica. 
 
Valdirene acordou um dia e viu que tinha se 
transformado em barata. Seu penúltimo 
pensamento humano foi: "Meu Deus!… A 
casa foi dedetizada há dois dias! …". Seu 
último pensamento humano foi para seu 
dinheiro rendendo na financeira e que o 
safado do marido, seu herdeiro legal, o 
usaria. Depois desceu pelo pé da cama e 
correu para trás de um móvel. Não pensava 
mais em nada. Era puro instinto. Morreu 
cinco minutos depois, mas foram os cinco 
minutos mais felizes de sua vida. 
(Luis Fernando Veríssimo) (http://espirall-
ltda.blogspot.com.br/2011/05/fome-
depende-do-desperdicio.html. Acesso em 
23/09/2014) 
Observe a charge a seguir para responder 
à questão. 
 
Com base no texto e na charge acima, 
afirma-se que: 
a) a distribuição de bens e renda é igualitária 
em todas as classes sociais brasileiras. 
b) não há falta de alimentos no Brasil e nem 
há diferenças sociais. 
c) não há desperdício, nem má distribuição 
de alimentos, bens e serviços no Brasil. 
d) a diferença de classes sociais é 
consequência da má distribuição de bens 
e) as relações sociais ocorrem de forma 
harmônica e igualitária na sociedade. 
 
02. ENEM 2013 
TEXTO I 
A nossa luta é pela democratização da 
propriedade da terra, cada vez mais 
concentrada em nosso país. Cerca de 1% 
de todos os proprietários controla 46% das 
terras. Fazemos pressão por meio da 
ocupação de latifúndios improdutivos e 
grandes propriedades, que não cumprem a 
função social, como determina a 
Constituição de 1988. Também ocupamos 
as fazendas que têm origem na grilagem de 
terras públicas. 
Disponível em: www.mst.org.br. Acesso em: 
25 ago. 2011 (adaptado). 
 
 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
62 
TEXTO II 
O pequeno proprietário rural é igual a um 
pequeno proprietário de loja: quanto menor 
o negócio mais difícil de manter, pois tem de 
ser produtivo e os encargos são difíceis de 
arcar. Sou a favor de propriedades 
produtivas e sustentáveis e que gerem 
empregos. Apoiar uma empresa produtiva 
que gere emprego é muito mais barato e 
gera muito mais do que apoiar a reforma 
agrária. 
LESSA, C. Disponível em: 
www.observadorpolitico.org.br. Acesso em: 
25 ago.2011 (adaptado). 
 
Nos fragmentos dos textos, os 
posicionamentos em relação à reforma 
agrária se opõem. Isso acontece porque 
os autores associam a reforma agrária, 
respectivamente, à: 
 
a) redução do inchaço urbano e à crítica ao 
minifúndio camponês. 
b) ampliação da renda nacional e à 
prioridade ao mercado externo. 
c) contenção da mecanização agrícola e ao 
combate ao êxodo rural. 
d) privatização de empresas estatais e ao 
estímulo ao crescimento econômico. 
e) correção de distorções históricas e ao 
prejuízo ao agronegócio. 
 
03. ENEM 2013 
TEXTO I 
Ela acorda tarde depois de ter ido ao teatro 
e à dança; ela lê romances, além de 
desperdiçar o tempo a olhar para a rua da 
sua janela ou da sua varanda; passa horas 
no toucador a arrumar o seu complicado 
penteado; um número igual de horas 
praticando piano e mais outras na sua aula 
de francês ou de dança. 
Comentário do Padre Lopes da Gama 
acerca dos costumes femininos [1839] apud 
SILVA, T. V. Z. Mulheres, cultura e literatura 
brasileira. Ipotesi — Revista de Estudos 
Literários, Juiz de Fora, v. 2. n. 2, 1998. 
TEXTO II 
As janelas e portas gradeadas com treliças 
não eram cadeias confessas, positivas; mas 
eram, pelo aspecto e pelo seu destino, 
grandes gaiolas, onde os pais e maridos 
zelavam, sonegadas à sociedade, as filhas 
e as esposas. 
MACEDO, J. M. Memórias da Rua do 
Ouvidor [1878]. Disponível em: 
www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 20 
maio 2013 (adaptado). 
 
A representação social do feminino 
comum aos dois textos é o(a) 
 
a) submissão de gênero, apoiada pela 
concepção patriarcal de família. 
b) acesso aos produtos de beleza, 
decorrência da abertura dos portos. 
c)ampliação do espaço de entretenimento, 
voltado às distintas classes sociais. 
d) proteção da honra, mediada pela disputa 
masculina em relação às damas da corte. 
e) valorização do casamento cristão, 
respaldado pelos interesses vinculados à 
herança. 
 
04. UPE(SSA) 2016 
Observe a charge a seguir: 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
63 
A estrutura social é um tema presente nos 
estudos sociológicos. Com base na charge, 
é CORRETO afirmar que: 
a) a desigualdade social fundamenta-se na 
habitação, pois a obtenção de outros 
elementos de sobrevivência depende, 
exclusivamente, dos indivíduos. 
b) os movimentos sociais funcionam como 
mecanismos que incentivam a criação de 
espaços sociais, a exemplo do apresentado 
na charge. 
c) a estratificação da sociedade brasileira é 
dividida em classes sociais, que são 
determinadas por condições econômicas e 
sociais de vida. 
d) o morador de uma das casas da charge 
compara sua residência com a de uma 
classe social superior. Esse fato o deixa 
satisfeito com sua condição social. 
e) a classe média no Brasil é caracterizada 
por possuir grande acúmulo de dinheiro que 
a torna uma estrutura social frágil, se 
comparada a outras organizações sociais. 
05. ENEM 2017 
 
A 
fotografia, datada de 1860, é um indício 
da cultura escravista no Brasil, ao 
expressar a: 
a) ambiguidade do trabalho doméstico 
exercido pela ama de leite, desenvolvendo 
uma relação de proximidade e subordinação 
em relação aos senhores. 
b) integração dos escravos aos valores das 
classes médias, cultivando a família como 
pilar da sociedade imperial. 
c) melhoria das condições de vida dos 
escravos observada pela roupa luxuosa, 
associando o trabalho doméstico a 
privilégios para os cativos. 
d) esfera da vida privada, centralizando a 
figura feminina para afirmar o trabalho da 
mulher na educação letrada dos infantes. 
e) distinção étnica entre senhores e 
escravos, demarcando a convivência entre 
estratos sociais como meio para superar a 
mestiçagem. 
 
06. UERJ 2016 
Há dinamite de pavio aceso no 
Orçamento 
O ponto central, que já deveria ser tema de 
um amplo debate no Congresso, no 
Executivo e fora deles, é que a crise fiscal 
implodiu os alicerces da Constituição de 
1988. A ideia de um Estado que seria capaz 
de eliminar a miséria, reduzir a pobreza e 
ainda fornecer serviços básicos como saúde 
e educação com eficiência faliu. Aceite-se 
ou não. O Globo, 13/12/2015. 
De acordo com a reportagem, o modelo 
político de Estado que estaria inviabilizado 
no atual contexto brasileiro é denominado: 
a) bem-estar social 
b) liberal-federativo 
c) democrático-nacionalista 
d) unitário-desenvolvimentista 
 
07. ENEM 2017 
Com a Lei de Terras de 1850, o acesso à 
terra só passou a ser possível por meio da 
compra com pagamento em dinheiro. Isso 
limitava, ou mesmo praticamente impedia, o 
acesso à terra para os trabalhadores 
escravos que conquistavam a liberdade. 
OLIVEIRA, A. U. Agricultura brasileira: 
transformações recentes. In: ROSS, J. L. S. 
Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 
2009. 
O fato legal evidenciado no texto 
acentuou o processo de: 
a) reforma agrária. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
64 
b) expansão mercantil. 
c) concentração fundiária. 
d) desruralização da elite. 
e) mecanização da produção. 
 
08. UEPB 2013 
 
A charge e o texto abaixo retratam um 
dos temas trabalhados pela Geografia: 
Questão de Gênero. 
“O direito a uma vida livre de violência é um 
dos direitos básicos de toda mulher. É pela 
garantia desse direito que marchamos hoje 
e marcharemos sempre, até que todas 
sejamos livres”. 
Esse texto constava entre os inúmeros 
cartazes na Segunda Marcha das Vadias no 
Distrito Federal. 
Com base nas informações da charge, do 
texto e seus conhecimentos sobre o tema, 
são verdadeiras as afirmativas, EXCETO: 
a) A violência física contra a mulher é o 
estágio de uma série de violências verbais, 
simbólicas, psicológicas que atingem 
mulheres todos os dias. A discriminação 
histórica contra a mulher não é fruto de uma 
concepção patriarcal que ainda impera, 
mesmo inconscientemente, na sociedade. 
b) A marcha das vadias objetiva 
conscientizar a sociedade de que a culpa do 
estupro não é da mulher e o estupro não 
dever estar associado ao modo como ela se 
veste. Protestam contra a culpabilização 
das vítimas nos casos das violências 
sofridas. Criticam também as instituições 
que sustentam a dominação e a exploração 
contra a mulher. 
c) A mercantilização do corpo da mulher, do 
prazer e a banalização da exploração sexual 
são dimensões da globalização econômica. 
A mulher é considerada alvo estratégico do 
consumismo e o apelo sexual o elemento 
central nesse método. 
d) Mulheres trabalhadoras assalariadas, 
depois do trabalho nas fábricas, no 
comércio, no campo ou como empregadas 
domésticas, são subordinadas à dupla 
jornada de trabalho ao realizarem as tarefas 
domésticas ao chegarem em casa. Já as 
mulheres burguesas ou de classe média 
alta, mesmo que trabalhem, relegam as 
mulheres mais pobres a essa segunda 
atividade. Logo, em sua grande maioria são 
as mulheres pobres e trabalhadoras 
exploradas e oprimidas que lutam de forma 
consciente contra a opressão. 
e) A opressão ao sexo feminino nas 
empresas se dá na prática do assédio e 
abuso sexual em troca da manutenção do 
emprego e das promoções de cargos. As 
mulheres que não aceitam esses “pré-
requisitos” têm que se desdobrar e 
demonstrar capacidade e superioridade 
para se manter em seus empregos. 
09. UPE 2012 
Observe as fotos a seguir: 
 
Essas imagens refletem as desigualdades 
sociais existentes no Recife, que também 
podem ser encontradas em outras grandes 
cidades do Brasil. Em relação às 
desigualdades sociais, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) As diferenças sociais vêm diminuindo 
significativamente no país, ao longo dos 
anos, com a divisão igualitária das riquezas. 
Entretanto, essas transformações só foram 
possíveis graças aos movimentos contra a 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com@salinhadoiluminismo 
65 
corrupção, que permitiram o acúmulo de 
bens no Brasil. 
b) As péssimas condições de habitação 
revelam que o Estado não está voltado nem 
preparado para a aplicação da riqueza 
social (oriunda dos impostos arrecadados), 
que possibilita o bem-estar da maioria da 
população. 
c) O processo de industrialização em curso 
no nosso país vem favorecendo todos os 
setores da população, considerando seus 
problemas básicos. 
d) As palafitas, em contraposição aos 
prédios luxuosos, demonstram como as 
desigualdades entre as classes sociais são 
baseadas numa hierarquização rígida. 
e) O que determina as desigualdades 
sociais nas sociedades são as relações de 
classe, exceto nas sociedades rurais. 
 
10. UNESP 2016 
A escola que se auto intitula a primeira 
colocada no Exame Nacional do Ensino 
Médio (Enem) ocupa, ao mesmo tempo, a 1ª 
e a 569ª posição no ranking que a imprensa 
faz com os resultados do Enem. A escola 
separou numa sala diferente os alunos que 
acertavam mais questões em suas provas 
internas. Trouxe, inclusive, alguns alunos de 
suas franquias pela Grande São Paulo. E 
“criou” uma outra escola (abriu outro CNPJ), 
mesmo estando no mesmo espaço físico. E 
de lá pra cá esta ‘outra escola’ todo ano é a 
primeira colocada no Enem. A 569ª posição 
é a que melhor reflete as condições da 
escola. O 1º lugar é uma farsa. A primeira 
colocada no Enem NÃO é uma escola, é 
uma artimanha jurídica que faz com que os 
alunos tenham suas notas computadas em 
duas listas diferentes. Todos estudam no 
mesmo prédio, com os mesmos 
professores, com o mesmo material, no 
mesmo horário, convivendo no mesmo pátio 
e no mesmo horário de intervalo. 
No Brasil todo temos centenas de escolas 
que trabalham com a regra na mão para 
tentar parecer que são a melhor e depois 
divulgar, em suas propagandas, que são a 
melhor escola do país, do estado, da região, 
da cidade e, em cidades grandes, como 
várias capitais, até mesmo que é a melhor 
escola de um determinado bairro. 
(Mateus Prado. “Escola campeã do Enem 
ocupa, ao mesmo tempo, o 1º e o 569º lugar 
do ranking”. O Estado de S.Paulo, 
26.12.2014. Adaptado.) 
O fato relatado pode ser explicado em 
função da: 
a) hegemonia dos critérios instrumentais da 
empresa capitalista em alguns setores da 
educação. 
b) falência da meritocracia como critério de 
acesso ao ensino superior na sociedade 
atual. 
c) priorização de aspectos humanísticos, em 
detrimento da preparação para o mercado 
de trabalho. 
d) resistência dos educadores à 
transformação da escola em instrumento de 
reprodução ideológica. 
e) separação rigorosa entre os âmbitos da 
educação e da publicidade na sociedade 
capitalista. 
GABARITO 
1D, 2E, 3A, 4C, 5A, 6A, 7C, 8A, 9B, 10A. 
 
Questão 01 - IFB 2017 - A teoria da 
democracia racial, derivada a partir da 
hipótese de pesquisa desenvolvida por 
Gilberto Freyre, principalmente com sua 
obra “Casa-Grande e Senzala”, pode ser 
relacionada à política de cotas 
implementada nos institutos federais a partir 
da Lei 12.711 de 29 de agosto de 2012. 
Dentre as opções abaixo, marque a 
CORRETA em relação aos conteúdos do 
enunciado acima. 
A) A teoria desenvolvida por Gilberto Freyre 
contribui para explicar a diferença entre os 
níveis de violência racial ocorridos nos EUA 
e no Brasil, bem como sustenta 
teoricamente a política de cotas raciais 
adotada em nosso país. 
B) A teoria da democracia racial, derivada 
da obra de Freyre, sustenta uma suposta 
convivência pacífica e democrática entre os 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
66 
negros, indígenas e brancos europeus, de 
modo a sustentar a política de cotas raciais. 
C) A teoria desenvolvida por Freyre atribui 
uma visão romantizada da realidade, 
tornando invisíveis várias formas de 
violência praticadas por brancos europeus 
em relação aos negros. A política de cotas 
raciais, nesse sentido, visa validar a teoria 
de Freyre. 
D) A teoria da democracia racial, derivada 
da obra de Freyre, mascara em grande 
medida a violência praticada por brancos 
contra negros no Brasil, sustentando de 
certo modo parte das críticas atribuídas à 
adoção de cotas raciais no país. 
E) A teoria da democracia racial de Freyre 
tem por princípio desvelar todas as formas 
de violência de brancos contra negros no 
Brasil, amparando teoricamente a adoção 
de cotas raciais como forma de 
compensação histórica. 
 
Questão 02 - CCV-UFC - 2012 - SEDUC-
CE - A sociologia no Brasil, criada e 
desenvolvida a partir de núcleos 
institucionais e autorais diversos, se voltou 
desde o princípio a um exame de nossa 
formação histórica. Entre as mais 
respeitadas (e ao mesmo tempo 
controversas) interpretações desse 
processo, está a contribuição de Gilberto 
Freyre e seu entendimento de nossa 
realidade social de fundo colonial. Para esse 
autor, era fundamental redimensionar a 
leitura de nossa construção política inicial: 
A) alternando as pesquisas entre exercícios 
de exame cultural e estudos de antropologia 
física. 
B) negligenciando o papel da política 
portuguesa para criar um foco de pesquisa 
adequado ao Brasil. 
C) criticando a diferença dos grupos 
humanos brasileiros no que toca nosso 
desenvolvimento econômico. 
D) buscando reforçar a validade dos estudos 
promovidos por Euclydes da Cunha e Nina 
Rodrigues sobre a ideia de cultura. 
E) valorizando o aspecto cultural e histórico 
do brasileiro em detrimento de análises 
raciais simplistas e biologizantes. 
 
Questão 03 - IDECAN - 2016 - SEARH - RN 
-“A Casa‐grande completada pela senzala 
representa todo um sistema econômico, 
social e político: de produção, de trabalho, 
de transporte, de família, de vida sexual, de 
higiene do corpo e da casa; de política.” 
(Dimenstein, 2008‐Excerto do prefácio de 
Casa Grande e Senzala‐1933.) 
A referida obra, “Casa‐grande e Senzala”, 
tanto quanto seu autor são ícones da 
sociologia do Brasil. Dentre as grandes 
contribuições dessa obra de Gilberto Freyre, 
aponta‐se a disseminação da ideia de: 
A) “Homem Cordial.” 
C) “Mito da democracia racial.” 
B) “Jeitinho brasileiro.” 
D) “Indolência indígena e africana.” 
 
Questão 04 - CESPE - 2005 - SEAD-PA -
Gilberto Freyre é um autor estimulante para 
a análise da sociedade brasileira. Com 
referência às teses desenvolvidas por esse 
pensador, assinale a opção correta. 
A) A preocupação com a miscigenação 
levou Freyre a elaborar a teoria do 
tropicalismo, na qual ele procura discutir a 
essência do ser brasileiro, 
independentemente de suas origens 
africanas, portuguesas ou indígenas. 
B) A problemática da alimentação encontra-
se difusa em vários capítulos de Casa 
Grande & Senzala e Sobrados e Mocambos. 
O interesse de Gilberto Freyre pela 
alimentação está articulado à sua 
concepção de cultura como formada por 
uma totalidade que é capaz de explicar as 
particularidades. 
C) Entre os estudiosos da sociedade 
brasileira, há divergência sobre o papel da 
família patriarcal presente na obra de 
Gilberto Freyre na medida em que é 
impossível conceber uma imagem única de 
família aplicável ao longo do tempo aos 
vários segmentos sociais. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
67 
D) Na obra de Gilberto Freyre, há 
divergências estruturais entre as raças que 
compõem a sociedade brasileira, e estariam 
aí as bases intelectuais do futuro movimento 
negro nos fins do século XX. 
E) Ao analisar a ação lusitana nos trópicos, 
Gilberto Freyre salienta as dificuldades 
enfrentadas pelos portugueses em razão de 
eles não estarem habituados ao clima e de 
terem tido dificuldades de se relacionar com 
os árabes e mouros durante a ocupação da 
Península Ibérica. 
 
Questão 05 - CESPE - 2009 - SEDUC-CE - 
No Brasil, a estrutura social marcada pelo 
paternalismo,ainda que tenha evoluído para 
certo aristocracismo político, permitiu a 
democratização das relações raciais. A esse 
respeito e considerando o pensamento de 
Gilberto Freyre, assinale a opção correta. 
A) No Brasil, o ideal de mestiçagem foi 
representado, de modo exemplar, por 
Gilberto Freyre, em sua obra clássica — Os 
Sertões. 
B) Para Freyre, o conceito de apartheid 
permite entender as relações raciais no 
Brasil. 
C) A ideia de Freyre é que no Brasil a 
discriminação e o preconceito raciais 
existentes são de caráter coletivo. 
D) Para Freyre, as relações entre brancos e 
negros sempre foram íntimas, carregadas 
de afeições, ainda que às vezes violentas e 
brutais. 
 
Questão 06 - 2012 - SEE-MG - A 
importância da obra de Gilberto Freyre, 
Casa Grande & Senzala, para a análise do 
comportamento dos diferentes grupos 
raciais na sociedade brasileira, consiste na 
(A) afirmação da existência de uma 
democracia racial na sociedade brasileira. 
(B) substituição de uma explicação biológica 
das diferenças raciais por uma interpretação 
cultural. (C) elaboração de uma 
interpretação biológica das diferenças 
raciais por oposição a uma ênfase nos 
elementos culturais. 
(D) ênfase nas diferenças socio estruturais 
por oposição às diferenças culturais. 
 
Questão 07 - 2012 - SEE-MG - O processo 
que superaria a divisão da nação em raças 
e promoveria alguma democracia social é 
chamado por Gilberto Freyre de 
(A) democracia racial. 
(B) resgate da cidadania. 
(C) mestiçagem. 
(D) antirracismo. 
 
Questão 08 - NUCEPE - 2009 - SEDUC-PI 
- “A autonomia da Sociologia – insistamos 
nesse ponto – baseia-se cada vez mais no 
fato de que a estrutura social não é puro 
efeito de condições econômicas; nem das 
predominantemente políticas ou religiosas; 
nem de determinações geográficas. Resulta 
de interações: interação entre o grupo social 
e o meio físico; entre os fatores políticos e 
os religiosos; ou entre os econômicos e os 
psíquicos. Às vezes de tal modo se Inter 
condicionam que é difícil dizer qual a 
condição predominante”. O fragmento 
anterior foi extraído do livro Sociologia: 
introdução ao estudo dos seus princípios, de 
Gilberto Freyre. Na sua programação, um 
curso introdutório da referida disciplina 
DEVE conter: 
I. Referência aos limites da sociologia, 
relacionando o natural, o social e o cultural. 
II. A posição da sociologia entre os estudos 
do homem considerado unidade biossocial. 
III. A ausência das sociologias especiais, 
como a sociologia histórica. IV. O consenso 
de teoria dentro da sociologia geral V. A 
valorização da diversidade e complexidade 
da realidade social. 
A respeito das afirmações constantes dos 
itens I a V, marque a alternativa CORRETA. 
a) Apenas as afirmações constantes dos 
itens III e V estão corretas. 
b) Apenas as afirmações constantes dos 
itens I e IV estão corretas. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
68 
c) Apenas as afirmações constantes dos 
itens I, II e V estão corretas. 
d) Apenas as afirmações constantes dos 
itens IV e V estão corretas. 
e) Apenas as afirmações constantes dos 
itens I, II e III estão corretas. 
 
Questão 09 - UPENET-2008-SEDUC-PE - 
A obra de Gilberto Freyre foi pioneira na 
abordagem cultural no estudo da formação 
da sociedade brasileira. Nesta perspectiva, 
é CORRETO citar como exemplo desta 
contribuição a(o) 
A) utilização do materialismo histórico como 
base teórica para a compreensão da 
sociedade brasileira. 
B) estudo sobre a família patriarcal no Brasil 
em sua obra Casa-Grande & Senzala. 
C) negação da Antropologia, em especial, a 
norte-americana como influência na sua 
obra. 
D) pioneirismo nos estudos sobre o 
operariado e sua contribuição na formação 
da sociedade urbana brasileira. 
E) diálogo constante com a obra e as 
contribuições teóricas de Florestan 
Fernandes. 
 
Questão 10 - FUNCAB - 2010 - No 
pensamento sociológico dos anos 1930 
despontam os nomes de Gilberto Freyre e 
Sérgio Buarque de Holanda, autores dos 
clássicos Casa Grande & Senzala e Raízes 
do Brasil, respectivamente. Essas obras têm 
como foco temático comum: 
A) a luta de classes na sociedade rural. 
B) a formação do Estado nacional. 
C) a democratização do ensino. 
D) a escravidão do negro. 
E) a estrutura patriarcal brasileira. 
 
Questão 11. De acordo com Darcy Ribeiro, 
dois movimentos caminharam 
concomitantemente ao longo do processo 
de formação do povo brasileiro: 
A) a produção de uma unidade étnica 
nacional e a conformação de uma cultura 
nacional homogênea. 
B) a produção de uma sociedade nacional 
multiétnica e a coexistência de culturas 
regionais em extinção. 
C) a produção de uma sociedade nacional 
multiétnica e a conformação de culturas 
regionais transplantadas de outros países. 
D) a produção de uma unidade étnica 
nacional e a conformação de diversidades 
socioculturais regionais. 
E) a produção de uma sociedade nacional 
multiétnica e a coexistência de culturas 
regionais fragmentadas. 
Questão 12. É um grande erro comparar 
culturas diferentes. Por exemplo, há 
indígenas que caçam, pescam, coletam e 
para isso precisam de uma grande área, 
enquanto nós podemos escolher nossos 
produtos industrializados e com 
conservantes nas prateleiras de qualquer 
supermercado. 
SAKAMOTO, Leonardo. Se os índios estão 
com fome e não têm terras, que comam 
brioches!. . Acesso em 26 jul. Blog do 
Sakamoto. 25 jul. 2012. Disponível em: 
2012. 
A sugestão metodológica do texto para o 
estudo antropológico é analisar as culturas 
a partir da ótica 
 
A) artística, para entender a diversidade 
estética. 
B) estatística, para manter o rigor científico. 
C)etnográfica, para se conhecer a 
especificidade de cada povo. 
D) política, para desvendarmos a rede de 
poder em cada tribo. 
E) salutar, para avaliar qual estilo de vida é 
mais saudável. 
 
Questão12. ENEM 2014 O cidadão norte-
americano desperta num leito construído 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
69 
segundo padrão originário do Oriente 
Próximo, mas modificado na Europa 
Setentrional antes de ser transmitido à 
América. Sai debaixo de cobertas feitas de 
algodão cuja planta se tornou doméstica na 
Índia. No restaurante, toda uma série de 
elementos tomada de empréstimo o espera. 
O prato é feito de uma espécie de cerâmica 
inventada na China. A faca é de aço, liga 
feita pela primeira vez na Índia do Sul; o 
garfo é inventado na Itália medieval; a colher 
vem de um original romano. Lê notícias do 
dia impressas em caracteres inventados 
pelos antigos semitas, em material 
inventado na China e por um processo 
inventado na Alemanha. 
LINTON, R. O homem: uma introdução à 
antropologia. São Paulo: Martins, 1959 
(adaptado). 
A situação descrita é um exemplo de 
como os costumes resultam da 
A) assimilação de valores de povos 
exóticos. 
B) experimentação de hábitos sociais 
variados. 
C) recuperação de heranças da Antiguidade 
Clássica. 
D) fusão de elementos de tradições culturais 
diferentes. 
E) valorização de comportamento de grupos 
privilegiados. 
 
 
Questão 13. ENEM 2012 
Ao final do Ano da França no Brasil, 
aconteceu na Bahia um encontro único entre 
a bossa nova brasileira e a música francesa, 
no show do cantor e compositor baiano 
radicado na França, Paulo Costa. O show se 
chama “Toulouse em Bossa” por conta da 
versão da música “Toulouse”, de Claude 
Nougaro, que é uma espécie de hino deles, 
tal como é para nós “Garota de Ipanema”, 
explica Paulo Costa. Nougaro é famoso na 
França e conhecido por suas versões de 
músicas brasileiras, como “O Que Será que 
Será” e “Berimbau”. Disponível em 
http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.b
r. Acesso em: 27 abr. 2010. Adaptado. 
O que representam encontros como o 
ocorrido na Bahia em 2009 para opatrimônio cultural das sociedades brasileira 
e francesa? 
 
A) Ocasião para identificar qual das duas 
culturas é mais cosmopolita e deve ser 
difundida entre os demais países. 
B) Oportunidade de se apreciar a riqueza da 
diversidade cultural e a possibilidade de 
fazer dialogar com as culturas diferentes. 
C) .Mostra das diferenças entre as duas 
culturas e o desconhecimento dos 
brasileiros em relação à cultura francesa. 
D) Demonstração da heterogeneidade das 
composições e da distância cultural entre os 
dois países. 
E) Tentativa de se evidenciar a semelhança 
linguística do francês e do português, com o 
intuito de unir as diferentes sociedades. 
GABARITO 
01 - D 
02 - E 
03 - C 
04 - C 
05 - D 
06 - B 
07 - C 
08 – C 
09 – B 
10 – E 
11 – D 
12 – D 
13 - B 
 
1. (ENEM 2013) O sociólogo espanhol 
Manuel Castells sustenta que a 
comunicação de valores e a mobilização em 
torno do sentido são fundamentais. Os 
movimentos culturais (entendidos como 
movimentos que têm como objetivo 
defender ou propor modos próprios de vida 
e sentido) constroem-se em torno de 
sistemas de comunicação – essencialmente 
a internet e os meios de comunicação – 
porque esta é a principal via que esses 
movimentos encontram para chegar 
àquelas pessoas que podem eventualmente 
partilhar os seus valores, e a partir daqui 
atuar na consciência da sociedade no seu 
conjunto. 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
70 
”Disponível em: www.compolitica.org. 
Acesso em: 2 mar. 2012 (adaptado). 
Em 2011, após uma forte mobilização 
popular via redes sociais, houve a queda 
do governo de Hosni Mubarak no Egito. 
Esse evento ratifica o argumento de que 
a) a internet atribui verdadeiros valores 
culturais aos seus usuários. 
b) a consciência das sociedades foi 
estabelecida com o advento da internet. 
c) a revolução tecnológica tem como 
principal objetivo a deposição de 
governantes antidemocráticos. 
d) os recursos tecnológicos estão a serviço 
dos opressores e do fortalecimento de suas 
práticas políticas. 
e) os sistemas de comunicação são 
mecanismos importantes, de adesão e 
compartilhamento de valores sociais 
 2. (ENEM 2014) Opportunity é o nome de 
um veículo explorador que aterrissou em 
Marte com a missão de enviar informações 
à Terra. A charge apresenta uma crítica ao 
(à) 
 
 
 
 
 
a) gasto exagerado com o envio de robôs a 
outros planetas. 
b) exploração indiscriminada de outros 
planetas. 
c) circulação digital excessiva a 
autorretratos. 
d) vulgarização das descobertas espaciais. 
e) mecanização das atividades humanas. 
 3. (ENEM 2013) 
CAULOS. Disponível em: www.caulos.com. 
Acesso em 24 set. 2011. 
O cartum faz uma crítica social. A figura 
destacada está em oposição às outras e 
representa a 
a) a opressão das minorias sociais. 
b) carência de recursos tecnológicos. 
c) falta de liberdade de expressão. 
d) defesa da qualificação profissional. 
e) reação ao controle do pensamento 
coletivo. 
4. (Enem 2010) A hibridez descreve a 
cultura de pessoas que mantêm suas 
conexões com a terra de seus 
antepassados, relacionando-se com a 
cultura do local que habitam. Eles não 
anseiam retornar à sua “pátria” ou recuperar 
qualquer identidade étnica “pura” ou 
absoluta; ainda assim, preservam traços de 
outras culturas, tradições e histórias e 
resistem à assimilação. 
CASHMORE, E. Dicionário de relações 
étnicas e raciais. São Paulo: Selo Negro, 
2000 (adaptado). 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2015/07/QO.jpg
http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2015/07/enem-2013-1.png
 
@salinhadoiluminismo 
71 
Contrapondo o fenômeno da hibridez à 
ideia de “pureza” cultural, observa-se 
que ele se manifesta quando: 
 
a) criações originais deixam de existir entre 
os grupos de artistas, que passam a copiar 
as essências das obras uns dos outros. 
 
b) civilizações se fecham a ponto de 
retomarem os seus próprios modelos 
culturais do passado, antes abandonados. 
 
c) populações demonstram menosprezo por 
seu patrimônio artístico, apropriando-se de 
produtos culturais estrangeiros. 
 
d) elementos culturais autênticos são 
descaracterizados e reintroduzidos com 
valores mais altos em seus lugares de 
origem. 
 
e) intercâmbios entre diferentes povos e 
campos de produção cultural passam a 
gerar novos produtos e manifestações. 
 
5. (ENEM - 2013) A recuperação da herança 
cultural africana deve levar em conta o que 
é próprio do processo cultural: seu 
movimento, pluralidade e complexidade. 
Não se trata, portanto, do resgate ingênuo 
do passado nem do seu cultivo nostálgico, 
mas de procurar perceber o próprio rosto 
cultural brasileiro. O que se quer é captar 
seu movimento para melhor compreendê-lo 
historicamente. 
 
MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: 
Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte: 
Arquivo Público Mineiro, 1988. 
Com base no texto, a análise de 
manifestações culturais de origem 
africana, como a capoeira ou o 
candomblé, deve considerar que elas 
 
a) permanecem como reprodução dos 
valores e costumes africanos. 
b) perderam a relação com o seu passado 
histórico. 
c) derivam da interação entre valores 
africanos e a experiência histórica brasileira. 
d) contribuem para o distanciamento cultural 
entre negros e brancos no Brasil atual. 
e) demonstram a maior complexidade 
cultural dos africanos em relação aos 
europeus. 
6. Os movimentos extremistas que 
surgiram na Europa, no século XX, 
pautavam-se pelo ideal de pureza e 
superioridade cultural de um grupo 
étnico. Entre eles, o nazismo é o mais 
lembrado em virtude do enorme impacto das 
atrocidades associadas a ele. Se os planos 
do regime nazista fossem concretizados e o 
extermínio da população judaica fosse uma 
realidade, todo e qualquer traço da cultura 
judaica estaria também exterminado. 
A afirmação anterior está: 
 
a) correta, já que nenhuma cultura 
permanece sem um povo para mantê-la. 
b) correta, uma vez que o extermínio da 
população judaica estava ligado ao expurgo 
dos traços culturais que cultivavam. 
c) errada, já que era impossível exterminar 
todos os judeus que existiam no território 
alemão. 
d) errada, pois sempre existirão traços 
remanescentes de uma cultura embebida 
em outra em razão do processo de troca e 
assimilação cultural. 
 
7. Uma das maiores preocupações da 
Antropologia brasileira é justamente a 
possibilidade da destruição das culturas 
indígenas que ainda resistem, em certa 
medida, no país. Em certos aspectos, o 
processo de aculturação, que de várias 
maneiras culminou na mudança cultural e na 
assimilação dessas culturas indígenas, 
pode ser visto na mudança da forma como 
se vestem, na construção de suas casas ou 
no gradual abandono de suas línguas. 
 
Com base no trecho acima, podemos 
afirmar que a aculturação é equivalente à 
destruição completa de uma cultura? 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com
 
@salinhadoiluminismo 
72 
a) Sim, já que as mudanças que uma cultura 
original sofre tornam-na impura e 
completamente diferente do que 
naturalmente era. 
b) Não, já que a aculturação equivale à 
absorção recíproca de traços culturais entre 
culturas diferentes mediante a convivência. 
c) Sim, uma vez que a aculturação só é 
possível mediante a imposição absoluta e 
sistemática de uma cultura sobre outra. 
d) Não, pois vestimenta, construção de 
casas e a língua de um grupo não são traços 
culturais. 
 
8. ENEM 2018 
 
O texto literário evidencia uma 
percepção dual sobre a cidade e o 
campo, fundamentada na ideia de 
 
a) progresso científico. 
b) evolução da sociedade. 
c) valorização da natureza. 
d) racionalidade econômica. 
e) democratização do espaço. 
 
9. ENEM 2017 
 
O casamento, conforme é tratado no 
texto, possui como característica o(a) 
 
a) consolidação da igualdade sexual.b) ordenamento das relações sociais. 
c) conservação dos direitos naturais. 
d) superação das tradições culturais. 
e) questionamento dos valores cristãos. 
 
10. ENEM 2017 
 
A persistência das reivindicações 
relativas à aplicação desse preceito 
normativo tem em vista a vinculação 
histórica fundamental entre 
 
a) etnia e miscigenação racial. 
b) sociedade e igualdade jurídica. 
c) espaço e sobrevivência cultural. 
d) progresso e educação ambiental. 
e) bem-estar e modernização econômica. 
 
GABARITO: 
1E, 2C, 3E, 4E, 5C, 6D, 7B, 8C, 9B, 10C 
 
 
 
Licensed to Felipe de Oliveira Santos - felipeos92@gmail.com

Mais conteúdos dessa disciplina