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1 Adriano Mota 
UNIFACS 
Regulação neuroendócrina da função reprodutiva 
1.0 Reprodução e desenvolvimento 
Nas primeiras seis semanas de vida intrauterina o feto tem uma gonada bipotencial que poderá inveradar tanto para 
o sexo masculino quanto para o sexo feminino. Essa diferenciação é dada pela presença do proteína SRY/cromossomo 
Y se esse mostra-se presente a gonada bipotencial formará os testículos, se não houver a presença desse gene haverá 
a formação dos ovários. 
Por que tem-se a formação das gonadas ainda na fase intraembrionária? 
 As gonadas são resposnsaveis por duas funções: 
1. Produção de gametas (células germinativas); 
2. Produção de hormonios sexuais. Gonadas masculinas [produção de espermatozoide e 
secreção de testosterona; gonadas femininas abrigam os ovocitoe e secreta estrogênio 
progesterona]. 
A gonada bipotencial sob influência do cromossomo Y e da proteína SRY será induzida a formar os testículos. O 
testículo, por sua vez passa a produzir testosterona e outro hormônio antimülleriano essa substância inibe/degenera 
o ducto de muller, estrutura essa responsável por originar as estruturas do sistema reprodutor feminino (útero e 
tuba uterina) [impede o desenvolvimento das estruturas internas do sistema reprodutor feminino]. O testículo atua, 
também, no estímulo do desenvolvimento das estruturas internas do sistema reprodutor masculino (ducto de Wolf se 
diferencie formando o epidídimo, ducto deferente) em algumas células a testosterona (hormônio lipídico/esteroide) 
encontrará uma enzima chamada 5-alfa-redutase, nessas células essa enzima formará o DHT ou Di-
hidrotestosterona o andrógeno mais potente; a entrada da Di-hidrotestosterona em algumas células dará origem 
a próstata. 
 
 
Gônada bipotencial  SRY  testículo 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 hormônio antimülleriano  degeneração do ducto de Wolf 
Testosterona  formação epidídimo e canal deferente 
Testosterona  células com 5-alfa-redutase  formação 
da prostata e genitália externa. 
 
2 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Di-hidrotestosterona: responsável pela formação da próstata e de da genitália externa; 
A genitália bipotencial que na presença de di-hidrotestosterona formará as estruturas externas do sistema 
reprodutor masculino (escroto e pênis). Se não houver di-hidrotestosterona haverá a formação de uma vulva. 
O indivíduo possui o cromossomo y (homem do posto de vista biológico) [terá testículo e produzirá testosterona], 
mas por alguma razão não possui 5-alfa-redutase. Desse modo, o paciente não possuirá genitália masculina  
possuirá genitália externa feminina e interna masculina exceto a próstata. 
Pseudo-hermafroditismo. 
A formação da estrutura externa feminina é o caminho comum. A DHT interrompe esse caminho e forma o 
masculino. 
 
3 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual a necessidade de hormônio sexual masculino na fase fetal/embrionária? 
 Produção dos caracteres primários (vulva e pênis) estruturas femininas e masculinas respectivamente. 
Dentro da fase intrauterina já se inicia a formação de células germinativas 
 
Os meninos nascem com as células germinativas na fase de espermatogônias (célula germinativa indiferenciada). 
As meninas o processo de diferenciação das ovogônias ocorrem ainda na fase intrauterina; ovogônias duplicam o 
material genético, sofre a primeira divisão meiótica formando os ovócitos primários. As meninas nascem portando 
ovócitos primários, ou seja, nascem com o arsenal pronto e a partir da puberdade seguindo para a vida adulta, será 
recrutado um grupo de ovócitos primários para se desenvolver e se por ventura essas células encontrarem os 
espermatozoides haverá fecundação. 
[A função reprodutiva feminina tem prazo, pois dentro da fase intrauterina o processo meiótico é iniciado]. 
No homem as células param no processo mitótico, ou seja, há uma fábrica (as células ainda podem se dividir). 
Puberdade: estágio final do amadurecimento reprodutivo do indivíduo; 
Durante a infância está tudo em estágio de latência (espermatogônias e ovócitos primários), quando a criança começa 
a entrar na adolescência o hipotálamo começa a secretar alguns hormônios (hormônio liberador de gonadotrofina, 
FSH, LH e posteriormente os hormônios sexuais); “despertar hipotalâmico” o processo é retomado. [img abaixo] 
 
O processo de gametogênese também é dependente de hormônios (hormônios sexuais). 
 
 
 
 
4 Adriano Mota 
UNIFACS 
1.1 Espermatogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao sair da fase intrauterina há uma queda nos níveis de hormônios sexuais, que voltará a ficar em alta na puberdade 
durante o despertar hipotalâmico entra-se em mitose novamente, mas dessa vez dar-se sequência a meiose. 
A partir desse evento forma-se os espermatócitos primários (material genético duplicado). 
Espermatócitos secundários tem-se uma fita cromossômica duplicada e posteriormente será formada quatro 
espermátides. Ocorrendo o evento da espermiogênese que é a diferenciação dessas células em espermatozoides. 
 
 
 
 
 
 
5 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
 
Espermiogênese: processo no qual o espermatozoide perde o 
citoplasma, desenvolve o flagelo (microtúbulos com proteínas 
contrateis envolvidas por mitocôndrias). O núcleo da célula se 
direciona para a porção interior alterando sua forma. 
 
 
 
 
 Espermátides -> perde conteúdo citoplasmático -> formam proteínas contráteis (presentes no flagelo) -> 
espiral mitocondrial (ATP para movimento) -> núcleo se reorganiza na porção anterior + acrossomo 
(proteínas digestórias). 
 Espermatozoide: única célula móvel do humano; 
 
 
 
 
Glândulas acessórias masculinas secretam o sêmen 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Adriano Mota 
UNIFACS 
1.2 Hipotálamo-hipófise 
 
 
Em determinado faixa etária tem-se o despertar hipotalâmico. Nesse sentido, o hipotálamo passa a liberar GnRH 
(hormônio liberador de gonadotrofina) esse hormônio cai na circulação porta-hipotalâmico-hipofisário estimulando a 
adenohipófise a liberar gonadotrofinas. 
Despertar hipotalâmico  hipotálamo secreta GnRH  adenohipófise secreta gonadotrofinas 
A elevação dos níveis de gonadotrofinas provoca um aumento das gônadas. 
 Esse evento acontece tanto nos homens quanto nas mulheres. 
FSH: estimula a produção de gametas; 
LH: estimula secreção de hormônios sexuais. 
 
 
 
 
 
 
7 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
Dentro dos testículos encontramos uma rede de tubos seminíferos. No interior desses túbulos encontramos uma 
coleção de células germinativas (pilhas). Notamos que as células germinativas mais diferenciadas (espermatozoides) 
encontra-se próximas ao lúmen do tubo seminífero, enquanto as células menos diferenciadas (espermatogônias) 
encontram-se mais próximas da membrana basal. 
 Entre as pilhas temos as células de Sertoli que além de organizar físico-espacialmente as pilhas, essas 
células ainda produzem uma série de componentes que favorecem o desenvolvimento/diferenciação das 
espermatogônias em futuros espermatozoides [fundamentais para a gametogênese]. 
 Formam a barreira hemato-testicular; 
 As células de Sertoli são alvo do FSH; 
 Fora dos tubos seminíferos, mas ainda a nível testicular encontramos as células de Leydig que são alvo do 
LH e, portanto, são responsáveis por secretar testosterona. 
 
 As células de Leydig sob estimulação de LH 
produz testosterona, esse hormônio 
produzido possui diversos alvos promovendo 
efeitos secundários (músculo...). Entre os 
alvos esse hormônio chega ao hipotálamo e 
por feedback negativo inibe a secreção de 
FSH e LH inibindo o efeito gonadotrófico. 
Os hormônios sexuais são muito importantes 
para a gametogênese; a testosterona entra 
no tubo seminífero agindo em algumas 
substâncias secretadas pelas células de 
setoli (proteínaligadora de androgênio ABP) 
o ABP liga-se a testosterona e esse 
complexo atua junto as células de sertoli já 
que estas não possuem receptores para 
 
8 Adriano Mota 
UNIFACS 
testosterona. Assim para a testosterona exercer seu papel junto as células gametogênicas esse hormônio precisa 
estar ligado fundamentalmente ao ABP. 
 Um indivíduo qualquer começa a fazer uso de testosterona exógena, nesse sentido concluímos que seus 
níveis de GnRH se encontrarão baixos; 
 Os níveis de FSH e LH também estarão baixos; 
 Testículo desse indivíduo estará atrofiado; 
 Hipoteticamente de uma hora para outra esse indivíduo cessa o uso de testosterona exógena muito 
provavelmente estará com baixa libido, pois a retomada de produção natural de testosterona não é 
retomada imediatamente. 
 
 A testosterona é derivada do colesterol: 
 
 
 
O que vai determinar essa sequência de passos é a 
maquinaria enzimática presente em cada célula. 
 
 
 
 
 Células de Leydig: 
O maquinário enzimático presente nessa célula permite que a molécula de colesterol seja sintetizada até que se 
desenvolva a testosterona. 
Na corrente sanguínea por se tratar de um hormônio 
lipídico a testosterona é associada a uma proteína; 
Quando esse hormônio adenta a célula podem haver duas 
repercussões: 
1. Ligar-se ao receptor nuclear ativando genes 
específicos; 
2. Ser convertida em 5-alfa-redutase e se ligar a 
receptores nucleares. 
 
 
 
 
 
 
9 Adriano Mota 
UNIFACS 
1.3 Efeitos da testosterona 
 
 
 Na fase fetal a testosterona é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres primários; 
 Com o despertar hipotalâmico passa a secretar GnRH; 
 A gametogênese depende de testosterona; 
 Os andrógenos são responsáveis pelo desejo sexual. 
 
 
10 Adriano Mota 
UNIFACS 
2.0 Sistema reprodutor feminino 
 
Nas mulheres temos a ausência do cromossomo Y, assim não há produção da proteína SRY e sob ação e regulação de 
genes específicos da mulher o sistema reprodutor interno será desenvolvido em ovários. 
2.1 Gametogênese 
 
 
As mulheres nascem com suas células 
germinativas na fase de ovócito 
primeiro. Desse modo, o sexo feminino 
detém uma quantidade limitada dessas 
células. [Nascem com o arsenal pronto]. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nascem com ovócitos 
 
11 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
Até a puberdade a mulher está munida de ovócitos primários. A partir da puberdade o ovócito primário sofrerá ação 
hormonal que induzirá seu desenvolvimento evento esse que ocorre mensalmente. 
 Ovócito primário + granulosa = FOLÍCULO. 
 Teca e granulosa secretam hormônios. 
 CÉLULA GERMINATIVA -> OVÓCITO PRIMÁRIO (ENVOLVIDO POR CÉLULAS DO ESTROMA 
OVARIANO) -> FOLÍCULO -> CRESCIMENTO DO FOLÍCULO (FSH) -> OVÓCITO 2. 
 O FSH estimula os folículos. Sob ação do FSH vários folículos (corte) são estimulados a se desenvolver e 
produzir estrogênio.na medida que o folículo se desenvolve a quantidade de estrogênio aumenta e por 
feedback negativo a quantidade de FSH diminui; 
 Quando o estrogênio age no hipotálamo por feedback negativo as quantidades de FSH diminuem e por 
consequência também diminuem os níveis de FSH. Com a queda desses hormônios cada célula da corte será 
afetada estas células se encontram em diferentes níveis de desenvolvimento e as células menos desenvolvidas 
irão atrofiar. Tal fato provoca uma “competição” na qual a célula mais desenvolvida “vence” e as outras 
atrofiam/ degeneram. 
 
 
 
 
 
12 Adriano Mota 
UNIFACS 
No ovário encontramos o córtex ovariano nele estão contidos um conjunto de células germinativas + as células do 
estroma ovariano que formam uma espécie suporte; como os ovários funcionam como uma glândula encontramos na sua 
porção medular uma coleção de capilares. 
 
 FSH e LH são responsáveis pelo ciclo; 
1º fase folicular: alta de FSH estimula o folículo, na medida em que isso ocorre o folículo se desenvolve gradativamente 
e este começa a produzir estrogênio (responsável pelos caracteres sexuais femininos) atua em diversos pontos do 
corpo feminino, entre esses o útero. Esse hormônio (estrogênio) estimula a fase proliferativa, o endométrio vai 
começar a se proliferar através de mitose formando camadas (preparação do ambiente para receber o ovulo 
fecundado embrião). 
Durante o desenvolvimento do folículo a produção de estrogênio repercute no hipotálamo e por volta do 12º dia tem-
se o pico de LH, (precedido pelo pico de FSH caracterizado por uma mudança de sensibilidade das células 
hipotalâmicas-hipofisárias ao estrógeno produzido em grandes quantidades); o estrógeno que antes inibia o FSH passa 
a retroalimentar positivamente. 
Resumo: a fase folicular é caracterizada pelo desenvolvimento do folículo (aumento do FSH); a ovulação pelo 
pico de LH se não houver esse pico não teremos a ruptura do folículo e liberação do ovócito II; 
Desenvolvimento do fólico=aumento de FSH. 
O pico de LH determina a ovulação; o corpo lúteo ficando, o LH estimulará essa estrutura que é responsável 
pela produção de hormônios sexuais (progesterona). A progesterona dá início a fase secretora, na qual o útero 
começa a desenvolver características que irão possibilitar a desenvolvimento do embrião. 
 Com a alta de progesterona o LH se manterá baixo culminando na atresia do corpo lúteo. Desse modo, 
o endométrio não pode mais se sustentar com a queda de progesterona e estrógeno, culminando no 
descamamento / menstruação. 
 
 
 
13 Adriano Mota 
UNIFACS 
2ºfase de ovulação: o pico de LH induz a ovulação, mantendo o corpo lúteo estimulado e consequentemente manterá 
progesterona e estrogênio em alta. Com esses níveis altos os hormônios gonadotróficos caem culminando na 
menstruação; folículo libera o ovócito II e as estruturas remanescentes do folículo forma o corpo lúteo. 
 
3° fase lútea: Hormônio: progesterona – faz tudo para manter o embrião: endométrio capaz de manter leite uterino. 
 
 O corpo lúteo MANTIDO PELO LH secreta estrogênio e progesterona. 
 O nível alto de progesterona faz o nível de LH cair e com isso o corpo lúteo atrofia. Assim, a secreção de 
progesterona e estrogênio também caem. 
 
 Anticoncepcional: os anticoncepcionais mantem os níveis de progesterona elevado inibindo a secreção de LH; 
por meio de feedback negativo haverá a inibição do ciclo ovariano; 
 Mantém nível de progesterona sempre alto -> por feedback negativo inibe a adenohipófise -> não libera 
LH e FHS -> não há desenvolvimento do folículo, não há pico de LH e, assim, não há liberação do ovócito 2. 
 
 Pílula do dia seguinte: alta dose de progesterona na tentativa de inibir a ovulação. 
3.0 Padrões básicos da reprodução 
3.1 Reflexo da ereção 
 O controle das arteríolas do pênis é PARASSIMPÁTICO. 
 O neurotransmissor utilizado é o ÓXIDO NÍTRICO. 
 Viagra: bloqueia a enzima que degrada o NO. 
 Durante sono: predominância do parassimpático, levando a dilatação do parassimpático. 
 A ejaculação é simpática. 
 
 
 
 
 O ovócito é envolvido pela coroa radiada, que são células do folículo. 
 Após a entrada do primeiro espermatozoide, o ovócito deixa de ser responsivo. 
 Após a fecundação haverá a separação das cromátides irmãs: uma irá se degenerar, formando o corpúsculo 
polar; e a outra formará o óvulo. 
 GESTAÇÃO: a fertilização requer capacitação. 
 
14 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
 
 
 O córion começa a secretar uma gonadotrofina para substituir as gonadotrofinas hipofisárias – 
gonadotrofina coriônica (BETA HCG). 
 Importante até os 3 meses, período em que a placenta se desenvolve e passa a secretar os próprios 
hormônios. 
 O Beta HCG se assemelha ao LH, pois possui função de manter níveis de progesterona e estrogênio altos. 
 
 
 
 
 
 
 Maior estiramento -> maior ocitocina. 
 Vasoconstricção -> evitar hemorragia no parto. 
 Esse feedback positivo só termina com a gestação. 
 
 
15 Adriano Mota 
UNIFACS 
 
 Prolactina –produz o leite 
 Ocitocina – EJEÇÃO DO LEITE 
 Naturalmente o hipotálamo está secretando o PIH, fator de inibição da prolactina, o qual inibe a secreção 
desse hormônio. Esse PIH só deixará de atuar quando houver a sucção do mamilo. 
 Esse PIH pode ser chamado de FATOR/HORMÔNIO inibidor da prolactina ou ainda DOPAMINA. 
 DOPAMINA – fator inibitório da prolactina. 
 Medicações que alteram o nível de dopamina modificam a produção de prolactina.

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