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I. SIGNO, SIGNIFICADO E SIGNIFICANTE • A língua supõe um vínculo que une um nome a uma coisa, constituindo uma simples operação o Essa perspectiva, entretanto, apresenta uma visão simplista que mostra uma unidade linguística que une dois termos • O signo linguístico une um conceito à uma imagem acústica o A impressão psíquica desse som – a representação que nos da o testemunho aos nossos sentidos – unida a um conceito – naturalmente mais abstrato Signo linguístico – uma entidade psíquica de duas faces composta por conceito em relação com a linguagem acústica • O signo corresponde à combinação do conceito e da imagem acústica II. PRIMEIRO PRINCÍPIO: A ARBITRARIEDADE DO SIGNO • O laco que une significante e significado é arbitrário • O signo total é resultante da associação entre significante e significado o O signo linguístico é arbitrário • O símbolo nunca é completamente arbitrário, ele não está vazio, existe um vínculo natural entre significante e significado o O significado não depende da livre escolha do que se fala o O significante é imotivado – arbitrário em relação com o significado já que não há um laço natural na realidade A natureza do signo linguístico Ferdinand de Saussure III. SEGUNDO PRINCÍPIO: CARÁTER LINEAR DO SIGNIFICANTE • O significante possui natureza auditiva e é capaz de desenvolver-se no tempo o O significante representa uma extensão que é mensurável na dimensão linear • Os significantes acústicos dispõe da linha de tempo e formam uma cadeia o Isso fica evidente quando substituímos a sucessão de tempo na fala pela sucessão espacial de significados dos signos gráficos