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MANUTENÇÃO INDUSTRIAL UNICESUMAR

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Prévia do material em texto

Manutenção 
Industrial
Me. Alessandro Trombeta
_book - Manutenção Industrial.indb 1_book - Manutenção Industrial.indb 1 21/05/2020 16:02:5121/05/2020 16:02:51
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação
CEP 87050-900 - Maringá - Paraná
unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
Impresso por:
Coordenador de Conteúdo Fabio Augusto 
Gentilin.
Designer Educacional Raquel B. Meneses Frata.
Revisão Textual Cintia Prezoto Ferreira, Erica 
Fernanda Ortega e Silvia Caroline Gonçalves.
Editoração Andre M. de Freitas, Isabela M. Beli-
do e Lavígnia S. Santos
Ilustração Natalia de Souza Scalassara e Weling-
ton Vainer Satin de Oliveira.
Realidade Aumentada Maicon D. Curriel, Thiago 
M. Surmani e Cesar H. Seidel.
DIREÇÃO UNICESUMAR
Reitor Wilson de Matos Silva, Vice-Reitor e 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos 
Silva Filho, Pró-Reitor Executivo de EAD William 
Victor Kendrick de Matos Silva, Pró-Reitor de
Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin, Presidente
da Mantenedora Cláudio Ferdinandi. 
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff, James 
Prestes e Tiago Stachon; Diretoria de Graduação
e Pós-graduação Kátia Coelho; Diretoria de 
Permanência Leonardo Spaine; Diretoria de 
Design Educacional Débora Leite; Head de 
Produção de Conteúdos Celso Luiz Braga de Souza 
Filho; Head de Metodologias Ativas Thuinie Daros; 
Head de Curadoria e Inovação Tania Cristiane Yoshie 
Fukushima; Gerência de Projetos Especiais Daniel 
F. Hey; Gerência de Produção de Conteúdos
Diogo Ribeiro Garcia; Gerência de Curadoria
Carolina Abdalla Normann de Freitas; Supervisão
do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de
Almeida Toledo; Supervisão de Projetos Especiais
Yasminn Talyta Tavares Zagonel; Projeto
Gráfico José Jhonny Coelho e Thayla Guimarães
Cripaldi; Fotos Shutterstock
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a 
Distância; TROMBETA, Alessandro. 
Manutenção Industrial. Alessandro Trombeta. 
Maringá-PR.: Unicesumar, 2020. Reimpresso 2021.
256 p.
“Graduação - Híbridos”.
1. Manutenção. 2. Indústria. 3. Máquinas. 4. EaD. I. Título.
ISBN 978-65-5615-008-6 
CDD - 22 ed. 621.816
CIP - NBR 12899 - AACR/2
_book - Manutenção Industrial.indb 2_book - Manutenção Industrial.indb 2 21/05/2020 16:02:5221/05/2020 16:02:52
PALAVRA DO REITOR
Em um mundo global e dinâmico, nós trabalha-
mos com princípios éticos e profissionalismo, não 
somente para oferecer uma educação de qualida-
de, mas, acima de tudo, para gerar uma conversão 
integral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-
-nos em 4 pilares: intelectual, profissional, emo-
cional e espiritual.
Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois 
cursos de graduação e 180 alunos. Hoje, temos 
mais de 100 mil estudantes espalhados em todo 
o Brasil: nos quatro campi presenciais (Maringá, 
Curitiba, Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 
300 polos EAD no país, com dezenas de cursos de 
graduação e pós-graduação. Produzimos e revi-
samos 500 livros e distribuímos mais de 500 mil 
exemplares por ano. Somos reconhecidos pelo 
MEC como uma instituição de excelência, com 
IGC 4 em 7 anos consecutivos. Estamos entre os 
10 maiores grupos educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos 
educadores soluções inteligentes para as ne-
cessidades de todos. Para continuar relevante, a 
instituição de educação precisa ter pelo menos 
três virtudes: inovação, coragem e compromisso 
com a qualidade. Por isso, desenvolvemos, para 
os cursos de Engenharia, metodologias ativas, as 
quais visam reunir o melhor do ensino presencial 
e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é 
promover a educação de qualidade nas diferentes 
áreas do conhecimento, formando profissionais 
cidadãos que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária.
Vamos juntos!
_book - Manutenção Industrial.indb 3_book - Manutenção Industrial.indb 3 21/05/2020 16:02:5221/05/2020 16:02:52
BOAS-VINDAS
Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Co-
munidade do Conhecimento. 
Essa é a característica principal pela qual a 
Unicesumar tem sido conhecida pelos nossos alu-
nos, professores e pela nossa sociedade. Porém, é 
importante destacar aqui que não estamos falando 
mais daquele conhecimento estático, repetitivo, 
local e elitizado, mas de um conhecimento dinâ-
mico, renovável em minutos, atemporal, global, 
democratizado, transformado pelas tecnologias 
digitais e virtuais.
De fato, as tecnologias de informação e comu-
nicação têm nos aproximado cada vez mais de 
pessoas, lugares, informações, da educação por 
meio da conectividade via internet, do acesso 
wireless em diferentes lugares e da mobilidade 
dos celulares. 
As redes sociais, os sites, blogs e os tablets ace-
leraram a informação e a produção do conheci-
mento, que não reconhece mais fuso horário e 
atravessa oceanos em segundos.
A apropriação dessa nova forma de conhecer 
transformou-se hoje em um dos principais fatores de 
agregação de valor, de superação das desigualdades, 
propagação de trabalho qualificado e de bem-estar. 
Logo, como agente social, convido você a saber 
cada vez mais, a conhecer, entender, selecionar e 
usar a tecnologia que temos e que está disponível. 
Da mesma forma que a imprensa de Gutenberg 
modificou toda uma cultura e forma de conhecer, 
as tecnologias atuais e suas novas ferramentas, 
equipamentos e aplicações estão mudando a nossa 
cultura e transformando a todos nós. Então, prio-
rizar o conhecimento hoje, por meio da Educação 
a Distância (EAD), significa possibilitar o contato 
com ambientes cativantes, ricos em informações 
e interatividade. É um processo desafiador, que 
ao mesmo tempo abrirá as portas para melhores 
oportunidades. Como já disse Sócrates, “a vida 
sem desafios não vale a pena ser vivida”. É isso que 
a EAD da Unicesumar se propõe a fazer.
_book - Manutenção Industrial.indb 4_book - Manutenção Industrial.indb 4 21/05/2020 16:02:5421/05/2020 16:02:54
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você 
está iniciando um processo de transformação, 
pois quando investimos em nossa formação, seja 
ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, 
consequentemente, transformamos também a so-
ciedade na qual estamos inseridos. De que forma 
o fazemos? Criando oportunidades e/ou estabe-
lecendo mudanças capazes de alcançar um nível 
de desenvolvimento compatível com os desafios 
que surgem no mundo contemporâneo. 
O Centro Universitário Cesumar mediante o 
Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompa-
nhará durante todo este processo, pois conforme 
Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na 
transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem 
dialógica e encontram-se integrados à proposta 
pedagógica, contribuindo no processo educa-
cional, complementando sua formação profis-
sional, desenvolvendo competências e habilida-
des, e aplicando conceitos teóricos em situação 
de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado 
de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como 
principal objetivo “provocar uma aproximação 
entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita 
o desenvolvimento da autonomia em busca dos 
conhecimentos necessários para a sua formação 
pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de 
crescimento e construção do conhecimento deve 
ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos 
pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar 
lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o Stu-
deo, que é o seu Ambiente Virtual de Aprendiza-
gem, interaja nos fóruns e enquetes, assista às aulas 
ao vivo e participe das discussões. Além disso, 
lembre-se que existe uma equipe de professores e 
tutores que se encontra disponível para sanar suas 
dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de apren-
dizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquili-
dade e segurança sua trajetória acadêmica.
_book - Manutenção Industrial.indb 5_book - Manutenção Industrial.indb 5 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56APRESENTAÇÃO
Olá, caro(a) aluno(a)! Bem-vindo(a) a este livro, escrito pensando em você e 
em suas necessidades. Sou o professor Alessandro Trombeta e preparei este 
material especialmente a você, com muita pesquisa, empenho e dedicação. 
O meu objetivo é apresentar conhecimento relevante para você que está em 
um curso de graduação e que necessita de informações para a construção 
de sua própria formação profissional e intelectual. 
A disciplina de Manutenção Industrial é muito importante para a for-
mação básica de qualquer engenheiro. Assim, há bastante conteúdo a ser 
discutido e, com certeza, precisará de mais profundidade e muito mais 
pesquisa, caso você necessite utilizar os conceitos em sua vida profissional, 
acadêmica, científica ou até mesmo pessoal. 
Na primeira unidade, você terá uma breve introdução a respeito da 
Manutenção Industrial, com seus principais conceitos, como se deu a sua 
evolução, as principais terminologias e tipos de manutenção que podem 
ser aplicadas em um processo industrial. 
Na segunda unidade, estudaremos o fator humano e o seu impacto nas 
atividades de manutenção industrial. De nada adianta uma organização ter 
o melhor equipamento se não tiver pessoas preparadas e capacitadas para 
operá-lo e mantê-lo ao longo do tempo. 
A Unidade 3 nos traz o conceito que chamamos de “produto da manu-
tenção”, além de abordar a interface que existe entre a produção, a enge-
nharia e a manutenção. 
A Unidade 4 tem foco em um tema de extrema importância em qual-
quer organização: o Planejamento e Controle da Manutenção. Este assunto 
é fundamental para a definição das rotinas de manutenção preventiva, 
alocação de recursos (mão de obra e materiais), cadastro e classificação 
de equipamentos. 
Dentro da Unidade 5, os conteúdos a serem apresentados são rela-
cionados aos conceitos de 5S e de Total Productive Maintenance (TPM) 
_book - Manutenção Industrial.indb 6_book - Manutenção Industrial.indb 6 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
ou Manutenção Produtiva Total), que ajudam na limpeza, organização 
e padronização do ambiente de trabalho, além de inserir o operador no 
contexto da manutenção. 
A Unidade 6 nos ensina a aplicar o conceito de Overall Equipment 
Effectiveness ou Eficiência Global do Equipamento (OEE) com foco na 
identificação e tratativa das chamadas 6 Grandes Perdas, aumentando a 
eficiência de um equipamento ou processo industrial. 
Na Unidade 7, o tema é Manutenção Centrada em Confiabilidade, e 
o objetivo é aprender uma metodologia a ser aplicada nos equipamentos 
mais complexos e, ao mesmo tempo, com maior criticidade, objetivando 
eliminar as falhas, porém, levando-se em consideração o contexto opera-
cional no qual os equipamentos estão inseridos. Aqui vale ressaltar que o 
conceito de Manutenção Centrada em Confiabilidade surgiu na aviação, 
um dos segmentos considerados mais seguros e confiáveis da atualidade. 
A Unidade 8 nos faz refletir sobre o conceito de qualidade e também nos 
traz várias ferramentas que podem ser aplicadas no dia a dia da manutenção, 
melhorando os processos e contribuindo para um melhor desempenho da 
organização. 
Por fim, mas não menos importante, a Unidade 9 tratará de temas mo-
dernos relacionados à gestão estratégica da manutenção, com a necessidade 
de quebra de paradigmas relacionados ao tema, e ainda abordará um pouco 
mais sobre o novo conceito de Gestão de Ativos, que tem se destacado desde 
2014 com a chegada da série ISO 55.000.
Espero que aproveite muito este material e o conteúdo, o qual está sen-
do disponibilizado a você com o intuito de despertar o seu interesse em 
adquirir novos conhecimentos. Ainda há muita informação a ser lapidada 
a respeito dessa área, por isso não se acomode em apenas uma única infor-
mação ou ponto de vista.
Explore mais conhecimentos e ótimos estudos!
_book - Manutenção Industrial.indb 7_book - Manutenção Industrial.indb 7 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
CURRÍCULO DOS PROFESSORES
Mestre Alessandro Trombeta
Possui Mestrado em Engenharia Química com Ênfase em Modelagem, Controle e Automação 
de Processos (UEM/2013), Pós-Graduação MBA em Gerenciamento da Engenharia da Ma-
nutenção (Unicastelo em parceria com Pragma Academy e Abraman - Associação Brasileira 
de Manutenção e Gestão de Ativos/2012), Automação Industrial (UEM/2010), Engenharia 
da Manutenção (PUCPR/2009), Gestão Ambiental (UEM/2007) e Graduação em Engenharia 
Química pela Universidade Estadual de Maringá (2003). Atualmente atua como Coordenador 
Corporativo de Confiabilidade em uma multinacional e possui experiência na área de Ges-
tão da Manutenção, em projetos de Análise & Diagnóstico da Manutenção, Implementação 
e Reestruturação de Planos de Manutenção, implementação da Gestão de Ativos com base 
na ISO 55.000 e Auditoria do Sistema de Gestão da Manutenção. Atuou como docente por 8 
anos nas áreas de Engenharia de Manutenção e de Confiabilidade.
Currículo Lattes disponível em:
http://lattes.cnpq.br/8950838071250336.
_book - Manutenção Industrial.indb 8_book - Manutenção Industrial.indb 8 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
_book - Manutenção Industrial.indb 9_book - Manutenção Industrial.indb 9 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
Introdução à 
Manutenção 
Industrial
13
O Fator Humano 
na Manutenção 
Industrial
41
O Produto da 
Manutenção
67
_book - Manutenção Industrial.indb 10_book - Manutenção Industrial.indb 10 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
Planejamento e 
Controle da 
Manutenção
5s E Tpm 
Na Manutenção
87
125
Overall Equipment 
Effectiveness (OEE)
155
Manutenção 
Centrada em 
Confiabilidade
Qualidade 
Na Manutenção
209
Gestão de Ativos
235
177
_book - Manutenção Industrial.indb 11_book - Manutenção Industrial.indb 11 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
24 Intervalo P-F
92 Vista Explodida
165 Entendendo o conceito do OEE
Utilize o aplicativo 
Unicesumar Experience
para visualizar a 
Realidade Aumentada.
_book - Manutenção Industrial.indb 12_book - Manutenção Industrial.indb 12 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
PLANO DE ESTUDOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Me. Alessandro Trombeta
• Conceituar e contextualizar a manutenção industrial.
• Compreender as estratégias de manutenção.
• Estabelecer a importância socioeconômica da 
manutenção.
Introdução à Manutenção
Terminologias da 
Manutenção
Tipos e Estratégias de 
Manutenção
Introdução à
Manutenção Industrial
_book - Manutenção Industrial.indb 13_book - Manutenção Industrial.indb 13 21/05/2020 16:02:5621/05/2020 16:02:56
Introdução à
Manutenção
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a)! Apresento 
a você a primeira unidade do livro Manutenção 
Industrial. Tenho certeza de que você já passou 
por situações no seu dia a dia, envolvendo tare-
fas de manutenção, porém pode não ter se dado 
conta disso.
A manutenção faz parte do nosso dia a dia, seja 
na substituição de uma lâmpada queimada da sala 
da nossa residência, na troca de óleo do motor do 
nosso carro, seja na substituição de um simples 
reparo da torneira do banheiro, que está pingando. 
Nesta unidade, abordaremos conceitos relacio-
nados à manutenção. Você sabe o significado da 
palavra manutenção? Ele vai muito além do con-
ceito de “manter” algo em funcionamento. Trocar 
uma lâmpada queimada garante a manutenção 
da iluminação do ambiente, mas trocar o óleo 
do motor, de forma preventiva, garante que não 
tenhamos uma falha que pode comprometer o 
funcionamento do veículo e gerar custos elevados. 
Tudo o que você verá, daqui para frente, será 
extremamente importante para atingir os obje-
tivos: entender que a manutenção é estratégica 
para uma organização, ao contrário do que muitos 
pensam ao acharem que se trata apenas de um 
centro de custo.
_book - Manutenção Industrial.indb 14_book - Manutenção Industrial.indb 14 21/05/2020 16:02:5721/05/2020 16:02:57
15UNIDADE 1
Preparado? Espero que sim. Então, vamos lá!
O surgimento da manutençãose deu em vir-
tude da necessidade de manter algo em funcio-
namento. O termo manutenção, segundo Viana 
(2002), vem do latim manus tenere, que significa 
manter o que se tem, e nos dá uma ideia de manter 
um item em pleno funcionamento, para atender 
às expectativas a ele associadas.
Viana (2002), ainda, afirma que o termo manu-
tenção industrial surge no século XVI, ao mesmo 
tempo em que surgiram os primeiros teares, po-
rém as atividades de operação e de manutenção 
eram de responsabilidade do operador da máqui-
na. Desde então, a manutenção passa por profun-
das mudanças dentro de quatro gerações distintas.
A primeira geração teve início em 1914 e 
tinha como característica predominante a Manu-
tenção Corretiva, ou seja, os reparos eram reali-
zados após a quebra. Vale lembrar que esses repa-
ros eram realizados pela equipe de operação, pois 
a manutenção ainda não havia se consolidado 
como um departamento dentro das organizações 
da época. Isso resultava em desperdícios, perda 
de tempo, retrabalho, muito esforço com pouco 
resultado, além do custo, é claro.
Com o passar do tempo, com a crescente de-
manda de itens de todos os tipos após a guerra, 
as organizações perceberam que já não havia 
mais espaço para improvisos, soluções paliati-
vas e desperdícios. Concluiu-se que era preciso 
fazer algo para reduzir o número de quebras dos 
equipamentos. Logo, as inspeções e lubrificações 
começaram a fazer parte do dia a dia da operação. 
Surge, então, no início da década de 50, o con-
ceito da Manutenção Preventiva, que era basea-
da em inspeção e lubrificação dos equipamen-
tos. Aqui é importante pontuar que o conceito 
da Manutenção Preventiva surgiu nos Estados 
Unidos, mas se desenvolveu no Japão, que tinha 
sido devastado pela Segunda Guerra Mundial e 
precisava de novos caminhos para se reerguer e 
retomar as suas atividades. 
A Manutenção Preventiva marca, no início da 
década de 50, um novo marco histórico, conhe-
cido como a segunda geração da manutenção. 
Nessa geração, temos o destaque das atividades de 
planejamento da manutenção, que foram realiza-
das em conjunto com as tarefas preventivas. Outro 
ponto de destaque da segunda geração consiste 
no início das atividades de manutenção preditiva, 
mesmo que de forma modesta (VIANA, 2002).
Na década de 70, tem início a terceira geração
da manutenção, decorrente do elevado custo de 
manutenção frente aos custos operacionais. Essa 
geração chega em meio a um mercado competi-
tivo, em uma época de avanços tecnológicos nas 
áreas de informática e automação, tornando as 
plantas industriais cada vez mais complexas, com 
exigência cada vez maior da manutenção e da 
operação. 
_book - Manutenção Industrial.indb 15_book - Manutenção Industrial.indb 15 21/05/2020 16:02:5721/05/2020 16:02:57
16 Introdução à Manutenção Industrial
• Conjunto de ações para assegurar o bom 
funcionamento das máquinas e instala-
ções, garantindo o rendimento proposto 
ao equipamento (CABRAL, 2006).
• Formalmente, a manutenção é definida 
como a combinação de ações técnicas e ad-
ministrativas, incluindo as de supervisão, 
destinadas a manter ou recolocar um item 
em um estado no qual possa desempenhar 
uma função requerida (ABNT, 1994).
• Combinação de todas as ações técnicas, 
administrativas e de gestão, durante o ciclo 
de vida de um bem, destinadas a mantê-lo 
ou repô-lo em um estado em que pode 
desempenhar a função requerida (EN 
13306, 2010).
Uma ferramenta de grande destaque nessa geração foi o Total Productive Maintenance - TPM, 
conhecido, também, como Manutenção Produtiva Total, que tem por filosofia integrar a produção e a 
manutenção na busca por um objetivo comum: quebra zero, acidente zero e defeito zero!
A manutenção autônoma, que consiste nas atividades e cuidados básicos dos equipamentos, reali-
zada pelo operador, passa a ter uma grande força nessa geração; também ficam evidentes os cuidados 
com padrões de qualidade, meio ambiente e segurança ocupacional, e os custos, disponibilidade e 
confiabilidade passam a ser vistos como pontos-chave dessa geração.
A manutenção não evoluiu somente em campo, o seu conceito também passou por mudanças ao 
longo do tempo. Vejamos alguns exemplos:
Logo, fica evidente a grande mudança do conceito de manutenção, iniciando da necessidade de manter 
um item em operação, no seu primeiro momento, passando, em seguida, pela incorporação de ações 
administrativas, cujo foco é planejar e controlar as tarefas a serem realizadas e o custo da manutenção, 
chegando a um terceiro momento, no qual a manutenção passa a se preocupar, também, com a gestão, 
o que faz todo o sentido quando analisamos a terceira geração.
Outro ponto importante abordado na norma europeia diz respeito ao ciclo de vida de um bem, 
que nos introduz à quarta geração da manutenção, que teve início a partir de 2010. A quarta geração 
chega em um cenário de competitividade global, no qual a manutenção está, literalmente, cada vez 
mais perdendo o seu significado. 
Quando falamos em manutenção, estamos nos referindo a um sistema de gestão, ou seja, uma nova 
organização da forma de entendimento da necessidade de sinergia entre todos os departamentos 
envolvidos nos processos produtivos. Assim, podemos dizer que o termo “manutenção”, aos poucos, 
será substituído por “Gestão de Ativos”, pois esta nova visão não é de responsabilidade apenas do De-
partamento de Manutenção, mas de toda a empresa, e o que se espera é resultado. 
Esta nova geração tem como foco maximizar a eficácia de um ativo, minimizar as falhas, reduzir 
perdas e maximizar ganhos. Para isso, de acordo com Mortelari, Siqueira e Pizzati (2011), novos de-
safios devem fazer parte do dia a dia da manutenção, como: gestão de risco, confiabilidade humana e 
acuracidade na medição e demonstração dos resultados. A Figura 1 mostra um comparativo entre as 
gerações da manutenção.
_book - Manutenção Industrial.indb 16_book - Manutenção Industrial.indb 16 21/05/2020 16:02:5821/05/2020 16:02:58
17UNIDADE 1
Figura 1 - Evolução da Manutenção 
Fonte: Mortelari, Siqueira e Pizzati (2011, p. 40).
Primeira Geração
Segunda Geração
Terceira Geração
Quarta Geração
Conserto após avaria
Maior disponibildade
das instalações
Maior vida útil dos
equipamentos
Custos menores
Maior disponibilidade e
con�abilidade das 
instalações
Maior segurança
Melhor qualidade dos
produtos
Ausência de danos ao
meio ambiente
Maior vida útil dos
equipamentos
Maior efetividade de 
custo
Maior disponibilidade e
con�abilidade das 
instalações
Maior segurança
Melhor qualidade dos
produtos
Ausência de danos ao
meio ambiente
Maior vida útil dos
equipamentos
Maior efetividade de 
custo
Gestão do Risco aplicada
aos ativos
Con�abilidade humana
Novos métodos preditivos
Acuracidade na medição e
demonstração de resultados
1940 1950 1960 1970 1980 1990 2010 2011
Até aqui você teve uma breve contextualização e histórico da Manutenção. A seguir, discutiremos 
suas principais terminologias e os tipos e estratégias mais comuns de manutenção, como corretiva, 
preventiva, preditiva, autônoma e engenharia da manutenção.
A manutenção começa muito antes do dia da primeira pane (parada de emergência) de uma máquina. 
De fato, ela começa desde a sua concepção. É na concepção que a sua manutenibilidade (aptidão de 
ser conservada), a sua confiabilidade e a sua disponibilidade (aptidão de ser “operacional” e a sua 
durabilidade (duração de vida prevista) serão predeterminadas.
Fonte: Monchy (1989, p. 2).
_book - Manutenção Industrial.indb 17_book - Manutenção Industrial.indb 17 21/05/2020 16:02:5821/05/2020 16:02:58
18 Introdução à Manutenção Industrial
Para um bom entendimento da manutenção, é 
preciso entender alguns termos comumente utili-
zados como item, função requerida, falha e defeito.
O termo item é definido pela ABNT (1994) 
como qualquer parte, componente, dispositivo, 
subsistema, parte funcional, equipamento ou sis-
tema que possa ser considerado individualmente. 
Para facilitaro nosso entendimento, utilizaremos 
um exemplo simples, de um item comum e que 
muitas pessoas possuem em suas residências: o 
carro.
Após definido o item, a ABNT (1994, p. 2) 
nos traz a definição de função requerida como: 
“função ou combinação de funções de um item 
que são consideradas necessárias para promo-
ver um dado serviço”. Continuando com o nosso 
exemplo, para o item carro, podemos definir a 
sua função requerida como transporte. Ou seja, 
com ele podemos transportar várias coisas, como 
pessoas, animais, objetos etc. Assim, definimos o 
item, no caso, o carro, e a sua função requerida, 
o transporte.
Terminologias
da Manutenção
_book - Manutenção Industrial.indb 18_book - Manutenção Industrial.indb 18 21/05/2020 16:03:0221/05/2020 16:03:02
19UNIDADE 1
Agora, é importante entendermos a diferença 
entre falha e defeito. A ABNT (1994, p. 3) define 
falha como sendo “o término da capacidade de 
um item em desempenhar a sua função requerida”. 
É importante ressaltar que após a falha, o item tem 
uma “pane”. Falha é um evento e pane é um estado. 
Para o nosso carro, são consideradas falhas todas 
as ocorrências que impedirão o veículo de desem-
penhar a sua função requerida. Assim, podemos 
citar como exemplos de falhas: bateria sem carga, 
correia dentada quebrada e pneu furado.
Em relação ao defeito, a ABNT (1994, p. 3) 
traz a seguinte definição: “qualquer desvio das 
características de um item em relação aos seus 
requisitos”. É importante ressaltar que um defeito 
não compromete o item em realizar a sua função 
requerida. Para entendermos melhor, voltaremos 
ao nosso item do exemplo, o carro. 
A função requerida do carro é o transporte. 
Um pneu furado é considerado uma falha. En-
tretanto, um pneu descalibrado é um defeito, pois 
não está atendendo a um requisito de projeto do 
veículo, que é a pressão de 30 psi, por exemplo. 
Veja que o pneu furado impede o carro de 
cumprir a sua função requerida, que é o transpor-
te. No entanto, com o pneu descalibrado, o carro 
pode rodar. É muito importante deixar claro que 
o defeito, se não tratado, pode evoluir para uma 
falha, além de trazer prejuízos. No caso do nosso 
veículo do exemplo, o defeito de pneu descali-
brado vai gerar maior consumo de combustível, 
desgaste prematuro do pneu e até o comprome-
timento da segurança do veículo em curvas e fre-
nagens emergenciais.
Na sequência desta unidade, abordaremos as 
mais importantes estratégias aplicadas na ma-
nutenção. Começaremos com as manutenções 
corretiva e preventiva, e suas variantes, conforme 
o anexo A da norma EN 13306 (2010), mostrado 
na Figura 2.
Figura 2 - Manutenção Corretiva e Preventiva segundo a Norma EN 13306:2010
Fonte: EN 13306 (2010, p. 20).
MANUTENÇÃO
PREVENTIVA CORRETIVA
Baseada na
condição Sistemática
Contínua,
programada
e a pedido
Programada Imediata Adiada
_book - Manutenção Industrial.indb 19_book - Manutenção Industrial.indb 19 21/05/2020 16:03:0221/05/2020 16:03:02
20 Introdução à Manutenção Industrial
Neste tópico, você conhecerá os tipos de manu-
tenção que podem ser definidos para cada equi-
pamento, de acordo com a sua importância para 
o processo em geral, com o objetivo de atingir os 
resultados operacionais de custo, disponibilidade 
e confiabilidade dos equipamentos.
Tipos e Estratégias 
de Manutenção
_book - Manutenção Industrial.indb 20_book - Manutenção Industrial.indb 20 21/05/2020 16:03:0321/05/2020 16:03:03
21UNIDADE 1
Manutenção Corretiva
A manutenção corretiva é efetuada após a ocor-
rência de uma falha em um equipamento, com 
o objetivo de recolocá-lo em uma condição na 
qual possa desempenhar a sua função requerida. 
De acordo com a norma EN 13306 (2010), ela 
pode ser dividida em dois tipos: a manutenção 
corretiva imediata e a manutenção corretiva adia-
da, conforme a gravidade da ocorrência.
A imediata ocorre quando uma falha em um 
equipamento de extrema importância dentro de 
um processo faz com que este equipamento deixe 
de operar, vindo a comprometer a produtivida-
de da planta, por exemplo. Assim, a ocorrência 
deve ser solucionada o mais breve possível, pois 
existem custos elevados envolvidos em função da 
parada da planta, por exemplo.
É dever da manutenção trabalhar em busca da 
eliminação da ocorrência de falhas em equipa-
mentos de alta importância para o processo, visto 
que o custo da manutenção corretiva imediata é, 
em média, sete vezes maior que o custo de uma 
manutenção preventiva. A quebra de um compo-
nente pode comprometer outros que estavam em 
bom estado, elevando o custo da manutenção com 
as peças utilizadas no reparo, além dos custos in-
diretos, como energia elétrica que está comprada 
e não está sendo utilizada, mão de obra ociosa e 
estoque de matéria-prima parado.
A manutenção corretiva adiada pode ser de-
finida como a atividade que não é efetuada ime-
diatamente após a detecção de uma falha, mas é 
retardada de acordo com certas regras da manu-
tenção. A queima de uma lâmpada em um setor 
com várias luminárias é um exemplo deste tipo 
de manutenção. A troca não necessariamente tem 
que ser feita na hora, de imediato, podendo ser 
adiada.
Conheça alguns casos em que a manutenção 
corretiva pode ser aplicada como uma estratégia 
de manutenção, sem perdas para o processo: em 
equipamentos de baixo custo operacional, em 
equipamentos que possuem back up, em equipa-
mentos de baixa criticidade e em equipamentos 
de fácil e rápida manutenção.
Fonte: adaptado de Pereira (2009).
_book - Manutenção Industrial.indb 21_book - Manutenção Industrial.indb 21 21/05/2020 16:03:0421/05/2020 16:03:04
22 Introdução à Manutenção Industrial
Manutenção Preventiva
A manutenção preventiva, de acordo com a norma EN 13306 (2010), 
é caracterizada por ações efetuadas a intervalos de tempo pré-deter-
minados, ou de acordo com outros critérios prescritos, como quan-
tidade produzida e quilômetros rodados, por exemplo, destinada a 
reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento 
de um item.
A norma EN 13306 (2010) divide a manutenção preventiva em 
dois tipos, com abordagens distintas: manutenção preventiva siste-
mática e manutenção preventiva baseada na condição.
A manutenção preventiva sistemática ocorre em intervalos prees-
tabelecidos de tempo, ou segundo um número definido de unidades 
de utilização, ou até mesmo outro fator relacionado ao desgaste do 
equipamento. 
A sua principal característica consiste na ausência de controle 
prévio do estado do equipamento ou componente a ser substituído, 
por exemplo, o manual de um equipamento possui uma tarefa de 
manutenção preventiva sistemática descrita como a substituição de 
um determinado rolamento a cada 8.000 horas de utilização. 
Assim, a cada intervalo de 8.000 horas, o item é substituído, sem 
uma análise prévia do seu estado de conservação e de sua condição 
operacional, simplesmente, é trocado por um novo. Aqui, não existe 
a máxima “roda mais um pouquinho!”.
A manutenção preventiva sistemática é muito vantajosa quando 
se conhece a durabilidade de um componente, ou seja, o seu Tempo 
Médio para Falha - TMPF, caso contrário, estaremos substituindo um 
componente antes da hora, ou seja, será substituído ainda em condi-
ções de uso, contribuindo para o aumento do custo da manutenção.
Por outro lado, a manutenção preventiva baseada na condição 
possui processo bem diferente. Este tipo de manutenção tem como 
objetivo reduzir a quantidade de paradas do equipamento durante a 
sua utilização, bem como utilizar o máximo possível da vida útil de 
um componente. Essas ações privilegiam o tempo de operação do 
equipamento, contribuindo para um maior faturamento da empresa 
e um menor custo de manutenção.
A manutenção preventiva baseada na condição é definida pela 
norma europeia EN 13306 (2010) como um conjunto de ações de 
monitoramento do funcionamento de um determinado item e/ou 
dos parâmetros significativos desse funcionamento, integrando as 
ações daí decorrentes. 
Nesse caso,um componente 
passa a ter um monitoramen-
to de sua condição operacional 
durante toda a sua vida útil, ga-
rantindo maior disponibilidade 
e confiabilidade ao processo e, 
consequentemente, maior fatu-
ramento e menor custo de ma-
nutenção.
Manutenção 
Preditiva
A manutenção preditiva é defi-
nida pela norma ABNT (1994) 
como um conjunto de ações 
condicionadas e efetuadas de 
acordo com previsões extrapo-
ladas da análise e da avaliação 
de parâmetros significativos da 
degradação do bem. Trata-se 
de uma atividade preventiva 
baseada na condição e que per-
mite um maior controle da vida 
útil dos equipamentos a partir 
da aplicação sistemática de téc-
nicas de análise e da utilização 
de meios de supervisão centra-
lizados ou de amostragem. 
O objetivo consiste em re-
duzir ao máximo a manutenção 
preventiva sistemática e dimi-
nuir a manutenção corretiva, 
aumentando a disponibilidade 
da planta. É considerada uma 
forma de manutenção inteligen-
te, pois a intervenção só ocorre 
quando realmente é necessário.
_book - Manutenção Industrial.indb 22_book - Manutenção Industrial.indb 22 21/05/2020 16:03:0421/05/2020 16:03:04
23UNIDADE 1
Alguns exemplos de técnicas de manutenção preditiva que podemos citar são: a análise de vibração, 
a termografia, a boroscopia, o raio X, o ultrassom, os líquidos penetrantes, as partículas magnéticas e 
a emissão acústica.
Este tipo de manutenção é eficaz quando podem ser identificados parâmetros mensuráveis que 
estão diretamente ligados aos sinais de falha, por exemplo, a medição dos níveis de vibração, a análise 
da temperatura ou a análise do óleo lubrificante quanto à oxidação.
Kardec e Nascif (2009) elencam as condições básicas para se adotar a manutenção preditiva:
• O equipamento, sistema ou instalação devem permitir algum tipo de monitoramento ou medição.
• A utilização deste tipo de manutenção deve ser justificada pelo equipamento, sistema ou ins-
talação em função dos custos envolvidos.
• As falhas devem ser provenientes de causas que possam ser monitoradas e cuja progressão 
possa ser acompanhada.
• Seja estabelecido um programa de acompanhamento, análise e diagnóstico sistematizado.
A manutenção preditiva pode ser classificada em três fases distintas, de acordo com Mirshawka (1991):
1. A detecção do defeito que se desenvolve.
2. O estabelecimento de um diagnóstico.
3. A análise da tendência.
A detecção do defeito que se 
desenvolve
A detecção de um defeito é a primeira etapa 
da manutenção preditiva. Hoje, a manutenção 
dispõe de modernos equipamentos capazes de 
identificar defeitos em equipamentos e sistemas 
em operação, como: vibração de um rolamento; 
temperatura em um painel elétrico; espessura da 
chapa de um vaso de pressão; viscosidade de um 
óleo lubrificante.
O estabelecimento de um 
diagnóstico
Após a detecção de um defeito a partir da aplica-
ção de uma técnica preditiva, o técnico respon-
sável precisa estabelecer o diagnóstico do proble-
ma, incluindo a origem e a gravidade do defeito 
constatado. É extremamente importante realizar 
o diagnóstico com sucesso para que se possa pro-
gramar o reparo.
_book - Manutenção Industrial.indb 23_book - Manutenção Industrial.indb 23 21/05/2020 16:03:0421/05/2020 16:03:04
24 Introdução à Manutenção Industrial
A análise da tendência
A análise do diagnóstico possibilitará ao responsável pela manu-
tenção determinar o tempo que ele dispõe até que a falha ocorra. A 
Figura 3 mostra a evolução do defeito ao longo do tempo, também, 
comumente conhecido na manutenção por intervalo P-F.
Figura 3 - Intervalo P-F 
Fonte: adaptado de Gulati e Smith (2009).
Na figura, a zona A indica o início de uma falha, que pode ser por uma 
redução da lubrificação, uma falha humana, defeito no material ou 
qualquer outra razão. Na zona B, temos uma evolução da falha ao longo 
do tempo. A partir do ponto Falha Potencial, a equipe de manutenção 
precisa identificar os efeitos que estão sendo gerados pela falha e, com 
isso, programar a solução para o problema, antes do término da zona C. 
Caso a falha não seja identificada, no final da zona C, temos a ocorrência 
da Falha Funcional, que é quando o equipamento tem a sua operação 
interrompida e não exerce mais a sua função requerida. A zona D é 
caracterizada pelo equipamento fora de operação.
Para Gulati e Smith (2009), a melhor estratégia para procurar e 
encontrar um defeito ou condição anormal, na zona B, é a utilização 
de tarefas baseadas na condição, como a manutenção preditiva.
As principais vantagens da aplicação da manutenção preditiva são:
• Evita a ocorrência de falhas, reduzindo a manutenção corretiva 
emergencial e evitando, assim, a interrupção da produção.
A B C
INTERVALO P-F
D
Tempo
Co
nd
iç
ão
Falha Potencial
Início da Falha
Falha Funcional
Intervalo P-F
_book - Manutenção Industrial.indb 24_book - Manutenção Industrial.indb 24 21/05/2020 16:03:0421/05/2020 16:03:04
25UNIDADE 1
• Possibilita um controle 
efetivo de peças sobres-
salentes, diminuindo os 
custos com estoques 
elevados.
• Permite que a produ-
ção e a manutenção 
tenham conhecimento 
do estado real dos equi-
pamentos, a qualquer 
instante, permitindo a 
tomada de decisões no 
momento certo.
• Permite que as inter-
venções, independente 
do porte, sejam progra-
madas.
• Cria um histórico da 
planta, dos equipamen-
tos e componentes.
• Possibilita a tomada de 
decisão com base em 
dados e fatos concretos, 
e não mais no famoso 
“achômetro”.
• Aumenta a Eficiência 
Global do Equipamen-
to - Overall Equipment 
Effectiveness (OEE).
Os principais tipos de manu-
tenção preditiva são: análise 
de vibração, termografia, ul-
trassom, raio X, boroscopia, 
líquidos penetrantes e análise 
de óleo.
A análise de vibração 
consiste em uma técnica pre-
ditiva destinada a detectar 
falhas em componentes me- Figura 4 - Análise termográfica de um painel elétrico 
cânicos móveis de um equipamento, sem a necessidade de sua 
parada.
Kardec e Nascif (2009) afirmam que a maior ênfase de acom-
panhamento da vibração está concentrada nos equipamentos ro-
tativos, para os quais tanto a metodologia de análise quanto os 
instrumentos e aparelhos, além de softwares de apoio e sistemas 
especialistas, se encontram em um estágio bem avançado.
Toda máquina possui uma característica de vibração definida 
em função dos seus componentes mecânicos e sua vibração está 
associada às frequências características de seus componentes. 
Dessa forma, o equipamento é avaliado em pontos acessíveis e 
a sua condição operacional passa a ser conhecida. Cabe ao técnico 
definir a necessidade, ou não, de intervenção após uma medição e 
análise de tendência. 
Cada componente possui uma característica própria de vibração, 
possibilitando diagnosticar com exatidão qual é o problema que 
está ocorrendo no equipamento.
Por outro lado, a termografia consiste em uma técnica muito 
utilizada na indústria e de grande importância para a manutenção. 
A partir da radiação infravermelha emitida por um corpo, a câmera 
termográfica realiza o registro gráfico das temperaturas em diversos 
pontos, como mostra a Figura 4.
_book - Manutenção Industrial.indb 25_book - Manutenção Industrial.indb 25 21/05/2020 16:03:0521/05/2020 16:03:05
26 Introdução à Manutenção Industrial
A partir da inspeção, é possível identificar os componentes que 
apresentam temperatura fora do normal, podendo evoluir para 
uma falha, como mostra a Figura 5.
Figura 5 - Pontos de Aquecimento - Inspeção Termográfica 
O ultrassom é outra técnica 
muito utilizada no meio indus-
trial. Tem seu funcionamento 
baseado nas leis da física e de-
tecta lacunas, trincas, porosida-
des e espessura de paredes por 
meio da propagação de ondas 
sonoras de alta frequência em 
determinados materiais sólidos. 
Kardec e Nascif (2009) aler-
tam para o cuidado com trincas 
e outras descontinuidades do 
material, pois podem compro-
meter a utilização pretendida, 
podendo até colocar vidas em 
risco. A Figura 6 mostraa aná-
lise de espessura de uma tubu-
lação industrial utilizando-se a 
técnica de ultrassom.
Figura 6 - Medição de espessura por ultrassom
Fonte: Utmaax ([2020], on-line)1.
O raio X é uma técnica que consiste basicamente na aplicação de radiações ionizantes em determinada 
peça e as falhas são determinadas por meio da absorção diferenciada da radiação penetrante pela peça 
que está sendo inspecionada. A radiografia industrial é amplamente utilizada na inspeção de soldas, 
materiais fundidos e forjados. 
_book - Manutenção Industrial.indb 26_book - Manutenção Industrial.indb 26 21/05/2020 16:03:0821/05/2020 16:03:08
27UNIDADE 1
A Figura 7 mostra a análise de uma determinada peça utilizando a radiografia.
Figura 7 - Inspeção de solda em tubulação por Raio X
A boroscopia é uma técnica de inspeção em equi-
pamentos industriais por meio da utilização de 
uma câmera de videoscopia. Esta técnica também 
é amplamente utilizada na indústria e permite 
visualizar possíveis falhas e danos na parte interna 
de equipamentos.
Mais um tipo de técnica, o ensaio por líquido 
penetrante é utilizado para detectar descontinui-
dades em superfícies abertas, tais como: trincas, 
poros, dobras etc., podendo ser aplicado em todos 
os materiais sólidos e que não sejam porosos ou 
com superfície muito grosseira. Kardec e Nascif 
(2009) alertam para o cuidado da aplicação dessa 
técnica, que só pode ser aplicada para detectar 
trincas superficiais e porosidades. 
Seguindo na conceituação das técnicas, a 
análise de óleo consiste na submissão de uma 
amostra de óleo a diversos testes laboratoriais. Os 
resultados levantam informações essenciais sobre 
as condições do óleo, viscosidade, os níveis de 
contaminação e o desgaste dos componentes do 
equipamento lubrificado pelo óleo. É uma técnica 
também utilizada na área elétrica, na análise de 
óleos isolantes de equipamentos, como de trans-
formadores. O Quadro 1 mostra alguns ensaios 
físico-químicos que podem ser realizados.
_book - Manutenção Industrial.indb 27_book - Manutenção Industrial.indb 27 21/05/2020 16:03:1021/05/2020 16:03:10
28 Introdução à Manutenção Industrial
Quadro 1 - Análises físico-químicas de óleos lubrificantes
Fonte: Kardec e Nascif (2009, p. 293).
Assim, apresentamos as principais técnicas utilizadas na indústria para diagnóstico de problemas em 
equipamentos. Vale ressaltar a importância da utilização destas técnicas, uma vez que elas possibilitam 
a detecção de uma falha com antecedência, ou seja, no estágio de defeito, dando ao departamento de 
manutenção tempo para se organizar e evitar a parada do equipamento. Com isso, também se evitam 
outras consequências para o processo e para a produção, contribuindo para o aumento da disponibi-
lidade da planta. 
Ensaio físico-químico de óleos lubrificantes
Padrão Ensaio Finalidade
ASTM D 1500 Cor
Padronização de produção e es-
tado de oxidação do óleo lubri-
ficante.
ASTM D 445 (Saybolt Universal) Viscosidade
Propriedade mais importante do 
óleo lubrificante, definida como a 
resistência ao escoamento apre-
sentado pelos fluidos.
ASTM D 2270 Índice de viscosidade Variação de viscosidade com a temperatura.
ASTM D 92 (Open cup)
.
ASTM D 644
Ponto de Fulgor
Índice de Acidez (TAN)
Determinação da mais baixa tem-
peratura na qual uma amostra 
de óleo desprende vapores, ao 
ser aquecida, em proporção su-
ficiente para formar uma mistura 
inflamável com o ar e provocar 
um “flash” ou se aproximar uma 
chama padrão definida no en-
saio.
Grau de acidez do óleo lubrifi-
cante.
ASTM D 4793 Índice de Basicidade (TBN) Determinação da reserva alcalina do óleo lubrificante
ASTM D 2711 Demulsibilidade Característica de um óleo sepa-rar-se da água rapidamente.
ASTM D 1401 Emulsibilidade
Característica de se mistura com 
a água, necessária em certos ti-
pos do óleo.
ASTM D 482 Cinzas Materiais não combustíveis pre-sentes no óleo.
ASTM D 892 Espuma Estabilidade da espuma formada sob condições de aeração.
ASTM D 189 Resíduo de Carbono (Conrad Re-sidue Carbon Test)
Resíduo obtido da evaporação 
lenta sem a presença de ar em 
condições definidas.
_book - Manutenção Industrial.indb 28_book - Manutenção Industrial.indb 28 21/05/2020 16:03:1021/05/2020 16:03:10
29UNIDADE 1
Manutenção Autônoma
A manutenção autônoma tem origem na metodologia Total Productive Maintenance - TPM, e tem 
por objetivo unir forças da manutenção e da produção na busca por um objetivo comum: melhorar 
os resultados, eliminar falhas, acidentes e defeitos.
O papel da manutenção autônoma é desenvolver nos operadores um senso crítico de cuidado com 
os equipamentos, capacitando-os para realizarem tarefas básicas, como limpeza, reaperto e lubrificação, 
também inspeções com o objetivo de detectar possíveis problemas nos equipamentos. A manutenção 
autônoma é implementada em sete passos:
• Passo 1: limpeza inicial.
• Passo 2: eliminação de fontes de sujeira e locais de difícil acesso.
• Passo 3: definição dos padrões provisórios de limpeza e lubrificação.
• Passo 4: inspeção geral.
• Passo 5: inspeção autônoma.
• Passo 6: padronização da organização e ordem.
• Passo 7: consolidação da manutenção autônoma.
Com isso, é possível afirmar que a manutenção autônoma é essencial para o envolvimento do operador 
no processo de manutenção de equipamentos, capacitando-o para inspeções e cuidados básicos do 
dia a dia.
Engenharia da Manutenção
A engenharia da manutenção é o ramo da engenharia voltado para a 
otimização dos equipamentos, processos e custos, de modo a atingir 
um outro patamar de confiabilidade, disponibilidade e manuteni-
bilidade dos equipamentos.
Tem como objetivo deixar de ficar consertando continuamente 
os equipamentos para procurar as causas básicas das falhas, mo-
dificar situações responsáveis pelo baixo desempenho, deixar de 
conviver com problemas crônicos e focar na manutenibilidade. 
Viana (2002) complementa afirmando que o objetivo da enge-
nharia da manutenção é de promover o progresso tecnológico da 
Manutenção, por meio da aplicação de conhecimentos científicos 
e empíricos na solução de problemas encontrados em processos 
e equipamentos, buscando a melhoria da manutenibilidade dos 
equipamentos, maior produtividade e eliminação de riscos em se-
gurança do trabalho e danos ao meio ambiente.
_book - Manutenção Industrial.indb 29_book - Manutenção Industrial.indb 29 21/05/2020 16:03:1021/05/2020 16:03:10
30 Introdução à Manutenção Industrial
As principais atribuições da engenharia da manu-
tenção, de acordo com Kardec e Nascif (2009), são:
• Aumentar a confiabilidade.
• Aumentar a disponibilidade.
• Melhorar a manutenibilidade.
• Aumentar a segurança.
• Eliminar problemas crônicos.
• Solucionar problemas tecnológicos.
• Melhorar a capacitação do pessoal.
• Gerir materiais e sobressalentes.
• Participar de novos projetos, fazendo in-
terface com a engenharia;
• Dar suporte à execução.
• Conduzir análises de falhas e estudos de 
melhoria.
• Elaborar planos de manutenção e de ins-
peção, fazendo a sua análise crítica.
• Monitorar os indicadores de desempenho 
da manutenção.
• Zelar pela documentação técnica.
O potencial de ganho está na busca constante de 
desenvolvimento e implementação de soluções 
na intenção de aumentar a disponibilidade e a 
confiabilidade dos equipamentos e reduzir os cus-
tos de manutenção. A engenharia da manutenção 
deve estar focada na consolidação das rotinas de 
manutenção e também na implementação de me-
lhorias, segundo Kardec e Nascif (2009).
A Figura 8 mostra os ganhos que podem ser 
obtidos com a engenharia da manutenção.
Figura 8 - Ganhos com a Engenharia da Manutenção
Fonte: adaptada de Kardec e Nascif (2009).
Tipo de Manutenção
Cu
st
os
Resultados
D
is
po
ni
bi
lid
ad
e,
 C
on
a
bi
lid
ad
e
Se
gu
ra
nç
a,
 M
ei
o 
A
m
bi
en
te
EVOLUÇÃO
CORRETIVA PREVENTIVA PREDITIVA
ENGENHARIA
DE
MANUTENÇÃO
Com base nisso, sabemos que 
conhecer os tipos de manuten-
ção e definir corretamente a es-
tratégia paracada tipo de equi-
pamento são fatores essenciais 
para quem busca a excelência 
na manutenção. 
Tenha sua dose extra de 
conhecimento assistindo ao 
vídeo. Para acessar, use seu 
leitor de QR Code.
_book - Manutenção Industrial.indb 30_book - Manutenção Industrial.indb 30 21/05/2020 16:03:1121/05/2020 16:03:11
31UNIDADE 1
Prezado(a) aluno(a), nesta unidade, introduzimos os conceitos de 
manutenção e vimos como se deu a evolução da manutenção ao 
longo dos anos. Hoje, falamos muito em inovação e, por esse mo-
tivo, vale ressaltar a importância da inovação nos processos de 
manutenção.
A manutenção surgiu com o objetivo de manter as máquinas e 
equipamentos, mas, com o passar do tempo, evoluiu e inovou, sem-
pre buscando novas ferramentas e metodologias com o objetivo de 
evitar as falhas e garantir os equipamentos disponíveis e confiáveis 
para a produção por um maior período de tempo. 
Também, entendemos as principais terminologias associadas à 
gestão da manutenção e abordamos os tipos de manutenção mais 
comumente utilizados nas empresas, mostrando as diferenças entre 
cada uma e como sua aplicação pode contribuir para uma gestão 
com resultados na manutenção. 
Espero que, ao fim desta unidade, você tenha percebido a im-
portância da manutenção para todas as organizações. 
Na próxima unidade, abordaremos o fator humano na manuten-
ção, entrando em detalhes nos papéis e responsabilidades de cada 
função dentro da manutenção. Você verá que manutenção não é 
somente a utilização de ferramentas e procedimentos, mas também 
uma sinergia entre pessoas de várias áreas. Até lá!
Uma boa gerência técnica implica a execução, pelo serviço de manutenção, de atividades complemen-
tares às ações de manutenção corretiva e preventiva estudadas anteriormente. Essas atividades são:
• Os trabalhos de melhoramento e modernização.
• As renovações e as reconstruções.
• A gerência dos trabalhos subcontratados.
• O comportamento de certos equipamentos periféricos.
• Os estudos e os novos projetos.
• Os trabalhos de conservação das instalações.
Fonte: Monchy (1989, p. 52).
_book - Manutenção Industrial.indb 31_book - Manutenção Industrial.indb 31 21/05/2020 16:03:1121/05/2020 16:03:11
32
Você pode utilizar seu diário de bordo para a resolução.
1. A Manutenção tem por objetivo manter os equipamentos em condições nas 
quais possam operar de forma segura e confiável. A Manutenção pode ser 
definida como:
a) A recolocação de um equipamento, após uma falha, em um estado no qual 
possa desempenhar uma tarefa dentro de um contexto industrial.
b) Conjunto de ações para assegurar o bom funcionamento das máquinas e ins-
talações, garantindo o rendimento proposto ao equipamento.
c) Combinação de ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, 
destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa de-
sempenhar uma função requerida.
d) Combinação de todas as ações técnicas, administrativas e de gestão, durante o 
ciclo de vida de um bem, destinadas a mantê-lo ou repô-lo em um estado em 
que pode desempenhar a função requerida.
e) Todas as alternativas anteriores estão corretas.
_book - Manutenção Industrial.indb 32_book - Manutenção Industrial.indb 32 21/05/2020 16:03:1121/05/2020 16:03:11
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2. Manter os equipamentos consiste em um processo em constante evolução e 
com a implementação de técnicas inovadoras ao longo do tempo. Leia as afir-
mações a seguir:
I) A manutenção passou, ao longo do tempo, por várias gerações. Atualmente 
estamos na terceira geração.
II) A primeira geração da manutenção tem foco na manutenção corretiva, ou 
seja, conserto após a falha.
III) A terceira geração está totalmente apoiada no conceito de manutenção pre-
ventiva, não levando em consideração outros pontos, como custos, qualidade 
e meio ambiente.
IV) A quarta geração da manutenção consiste em uma extensão da terceira ge-
ração, agregando pontos importantes, como gestão de riscos, confiabilidade 
humana, acuracidade e novos métodos preditivos.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas:
a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
b) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
c) Somente a afirmativa IV está correta.
d) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
e) Nenhuma das alternativas está correta.
_book - Manutenção Industrial.indb 33_book - Manutenção Industrial.indb 33 21/05/2020 16:03:1121/05/2020 16:03:11
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3. Buscar as causas dos problemas e otimizar a operação e a manutenção dos 
equipamentos é parte das atividades da manutenção. Assinale verdadeiro (V) 
ou falso (F):
 ) ( A Engenharia da Manutenção tem como foco fabricar novos equipamentos.
 ) ( A Engenharia da Manutenção promove a otimização de equipamentos, pro-
cessos e custos associados.
 ) ( Um dos objetivos da Engenharia da Manutenção é buscar a causa raiz dos 
problemas, além de eliminar problemas crônicos.
 ) ( A Engenharia da Manutenção não pode ser aplicada a processos industriais 
que possuam tarefas mais simples de manutenção.
A sequência correta para a resposta da questão é:
a) V, F, F, V.
b) V, V, F, F.
c) F, F, V, V.
d) V, F, V, F.
e) F, V, V, F.
4. As estratégias de manutenção são aplicadas de forma a se ter o cuidado mais 
adequado com o equipamento e de acordo com a sua importância no processo 
industrial. Associe as definições da primeira coluna com as alternativas a seguir: 
(A) Manutenção Corretiva.
(B) Manutenção Preventiva.
(C) Manutenção Preditiva.
(D) Manutenção Autônoma.
 ) ( Manutenção realizada pelo próprio operador da máquina.
 ) ( Manutenção realizada com base em parâmetros mensuráveis.
 ) ( Manutenção realizada após a ocorrência de uma falha.
 ) ( Manutenção realizada em intervalos de tempo pré-determinados.
5. Explique o significado do intervalo P-F e qual a sua importância para as ativida-
des da manutenção.
_book - Manutenção Industrial.indb 34_book - Manutenção Industrial.indb 34 21/05/2020 16:03:1121/05/2020 16:03:11
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Técnicas de Manutenção Preditiva
Autor: Lauro Xavier Nepomuceno
Editora: Blucher
Sinopse: inicialmente o presente trabalho deveria ser uma segunda edição do 
livro “Procedimentos Técnicos de Manutenção Preditiva em Instalações Indus-
triais”. Como este livro foi utilizado em vários cursos de extensão, reciclagem 
e mesmo treinamento de interessados em problemas de Manutenção, foi de-
cidido elaborar outro livro, totalmente diverso do original, embora baseado 
nos mesmos motivos. Foram feitas várias modificações e ampliações, como: a) 
acrescentado capítulo sobre alguns conceitos básicos, assim como os métodos 
de investigação da ocorrência dos diferentes tipos de falhas; b) ampliação da des-
crição dos processos de medição dos parâmetros de interesse à Manutenção; c) 
acrescentado um capítulo sobre Vibrações Mecânicas e Movimento Ondulatório, 
visando os fundamentos que interessam aos envolvidos com a Manutenção; d) 
acrescentado um capítulo sobre o processamento e análise dos sinais de inte-
resse à Manutenção, incluindo ideias básicas da análise pelas Séries de Fourier; 
e) acrescido um capítulo descrevendo e apresentando vários estudos sobre a 
elaboração de diagnóstico de falhas através do espectro das vibrações, com o 
seu acompanhamento a partir de um dado instante até o momento adequado 
à intervenção; f) ampliado o capítulo referente à limpeza ultrassônica, incluindo 
descrição do novo processo de desobstrução de tubulações; g) os ensaios não 
destrutivos, assim como a medida e controle da pressão e temperatura e a aná-
lise dos lubrificantes são apresentados por especialistas que possuem longos 
anos de experiência prática; h) foi introduzido um capítulo referente aos ensaios 
não destrutivos não convencionais. É fornecida uma ideia do cálculo da vida útil 
residual de componentes que apresentam descontinuidades.
LIVRO
_book - Manutenção Industrial.indb 35_book - Manutenção Industrial.indb 35 21/05/2020 16:03:1221/05/202016:03:12
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O que é Manutenção Industrial de máquinas e equipamentos?
O texto que pode ser acessado pelo link abaixo traz conceitos de manutenção e 
lubrificação, os tipos de manutenção e também um pouco mais sobre a gestão 
da manutenção na indústria. No final, traz um vídeo de como iniciar as mudanças 
na manutenção.
WEB
Perdido em Marte
Ano: 2015
Sinopse: o filme retrata o drama vivido por Mark Watney (Matt Damon), um 
astronauta que é dado como morto por sua equipe em uma missão espacial a 
Marte após uma tempestade no planeta vermelho que acabou separando-o de 
toda a sua equipe. No entanto, o que ninguém imagina é que Mark sobreviveu 
e precisa encontrar uma forma de voltar para casa.
Comentário: além do lado humano, do controle emocional e da liderança — 
qualidades que todo profissional precisa ter em sua carreira —, o filme mostra 
aos aspirantes a engenheiro, principalmente da área aeronáutica, que precisam 
ser bons em cálculos, ter noções de química, física, sistemas elétricos e várias 
outras coisas que envolvem a manutenção e gerenciamento de equipamentos 
e atividades espaciais.
FILME
_book - Manutenção Industrial.indb 36_book - Manutenção Industrial.indb 36 21/05/2020 16:03:1321/05/2020 16:03:13
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ABNT. Associação Brasileiras de Normas Técnicas. NBR 5462: Confiabilidade de mantenabilidade. Rio de 
Janeiro: ABNT, 1994.
CABRAL, J. P. S. Organização e Gestão da Manutenção - dos conceitos à prática. Lisboa: Lidel Edições Téc-
nicas, 2006.
CUIGNET, R. Gestão da Manutenção. Lisboa: Lidel Edições Técnicas, 2006.
EN - European Committee for Standardization. BS EN: 13306:2010: Maintenance - Maintenance terminology. 
Union European, 2010.
GULATI, R.; SMITH, R. Maintenance and Reliability Best Practices. New York: Industrial Press, 2009.
MIRSHAWKA, V. Manutenção preditiva: caminho para zero defeitos. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.
MONCHY, F. A Função Manutenção. Formação para a gerência da manutenção industrial. São Paulo: Ebras 
Editora Brasileira Ltda., 1989.
KARDEC, A.; NASCIF, J. Manutenção: Função Estratégica. 3. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2009.
MORTELARI, D.; SIQUEIRA, K.; PIZZATI, N. O RCM na quarta geração da manutenção de ativos. São 
Paulo: RG Editores, 2011.
PEREIRA, M. J. Engenharia de Manutenção - Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 
2009.
VIANA, H. R. G. PCM: Planejamento e Controle da Manutenção. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.
REFERÊNCIA ON-LINE
1Em: https://www.utmaax.com.br/ultrassom-convencional-industrial. Acesso em: 29 jan. 2020.
_book - Manutenção Industrial.indb 37_book - Manutenção Industrial.indb 37 21/05/2020 16:03:1321/05/2020 16:03:13
38
1. E.
2. B.
3. E.
4. D, C, A, B
5. O intervalo P-F consiste no tempo decorrido entre a detecção de uma falha potencial (P) e a ocorrência 
de uma falha funcional (F). Este intervalo é importante para que a manutenção possa se programar e 
corrigir a falha potencial, evitando-se, assim, a falha funcional com a possível parada do equipamento 
e até do processo. 
_book - Manutenção Industrial.indb 38_book - Manutenção Industrial.indb 38 21/05/2020 16:03:1321/05/2020 16:03:13
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40
_book - Manutenção Industrial.indb 40_book - Manutenção Industrial.indb 40 21/05/2020 16:03:1421/05/2020 16:03:14
PLANO DE ESTUDOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Aprender como as pessoas interagem na manutenção.
• Entender os papéis e responsabilidades das pessoas na 
manutenção.
• Compreender as causas de insucesso na manutenção.
• Aprender a aumentar a produtividade da manutenção.
As Pessoas e a 
Manutenção
O Fator Humano na 
Manutenção
Insucesso e Perda de 
Produtividade na Manutenção
Papéis e Responsabilidades 
na Manutenção
Me. Alessandro Trombeta
O Fator Humano na
Manutenção Industrial
_book - Manutenção Industrial.indb 41_book - Manutenção Industrial.indb 41 21/05/2020 16:03:1421/05/2020 16:03:14
As Pessoas e
a Manutenção
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) novamente 
ao universo da manutenção! Na Unidade 1, abor-
damos os primeiros conceitos relacionados à ma-
nutenção, bem como a sua evolução, que ocorreu a 
partir da necessidade de reparar um equipamento 
em falha, passando também pela fase de aplicação 
de novas técnicas com o objetivo de eliminar a 
ocorrência de falhas e, por último, pela busca da 
otimização dos equipamentos. 
Em todas essas etapas, o ser humano foi pro-
tagonista, o que nos leva – após entendermos os 
conceitos básicos da manutenção, as terminolo-
gias e os tipos e estratégias – a buscar mais infor-
mações a respeito da influência das pessoas na 
manutenção. 
Nesta unidade, você entenderá a importância 
das pessoas nos processos relacionados à ma-
nutenção, além de fatores importantes para um 
gestor de manutenção, como liderança, resiliência 
e capacidade de adaptação. Abordaremos, tam-
bém, os papéis e responsabilidades das principais 
pessoas envolvidas na manutenção, das quais os 
resultados dependem diretamente. 
_book - Manutenção Industrial.indb 42_book - Manutenção Industrial.indb 42 21/05/2020 16:03:1521/05/2020 16:03:15
43UNIDADE 2
A palavra manutenção nos induz a pensar em 
ferramentas, técnicas, metodologias e equipamen-
tos, e acabamos nos esquecendo de um item de 
extrema importância para o sucesso deste proces-
so: o fator humano.
De acordo com Pinto (2013), a manutenção 
é uma atividade que muito depende das pessoas 
que a executam e das pessoas que a planejam. Por 
este motivo, deve estar integrada no organograma 
da empresa, fazer parte da sua cadeia de valor, ter 
um número adequado de colaboradores e uma 
gestão adequada à extensão e complexidade do 
trabalho a desenvolver.
A capacitação de todos os colaboradores de 
uma empresa é um trabalho muito importante 
para o crescimento não só das pessoas, mas tam-
bém das organizações.
E gerir uma equipe de manutenção é um traba-
lho árduo, que exige conhecimento, disciplina e li-
derança, visto as diversidades que encontramos na 
manutenção: níveis de conhecimento diferentes; 
Você já ouviu falar em “equipes de alta 
performance”?
“Nessas equipes, a maioria dos funcionários age 
como se fosse dona da empresa; aceita novos 
desafios; não tolera colegas acomodados ou 
medíocres e pensa em ficar na empresa por 
muitos anos se as regras e a cultura do mérito 
continuarem a prevalecer”.
Fonte: Ferraz (2018, p. 187).
interação das pessoas da manutenção com outros 
setores, como a produção; nem sempre as regras e 
princípios da manutenção estão claros para todos, 
incluindo o gestor; falta de atribuição de tempos 
para as tarefas; nem sempre as tarefas são repeti-
tivas, uma vez que os equipamentos apresentam 
muitos componentes e diversos modos de falha.
Pessoas da Manutenção
As pessoas da manutenção, de acordo com Pinto (2013), podem 
ter como proveniência cursos técnicos, profissionalizantes e até de 
diversos ramos da engenharia. Trata-se de uma formação e expe-
riência profissional muito diversificada.
Um técnico de manutenção deverá possuir um forte senso crítico 
e grande capacidade para discernir entre o trivial e o importante. 
Os processos e seus equipamentos evoluem muito rápido, e essa 
evolução tecnológica exige do profissional de manutenção cons-
tante aprendizado e atualização de técnicas e conhecimentos. Além 
disso, Zen (2004) afirma que o profissional da manutenção deve 
saber compreender as novas dimensões das funções da empresa, 
tais como Engenharia, Produção, Operação, Planejamento, Vendas, 
Marketing, Finanças, Recursos Humanos, Serviços etc.
_book - Manutenção Industrial.indb 43_book - Manutenção Industrial.indb 43 21/05/2020 16:03:1521/05/2020 16:03:15
44 O Fator Humano na Manutenção Industrial
Já no dia a dia da manutenção, para um bom andamento das 
atividades, cada grupo ou equipe deve estar associado a um respon-
sável que realize a coordenaçãodas atividades, conforme definido 
a seguir, por Pinto (2013, p. 201):
• Atribuir as ordens de serviço aos elementos de cada equipe 
de acordo com a sua disponibilidade e qualificação.
• Assegurar que os trabalhos são executados nas condições 
e nos tempos previstos.
• Assegurar a qualidade do trabalho executado.
• Identificar e procurar remover obstáculos à boa execução 
das ordens de serviço.
• Promover o aperfeiçoamento profissional e a formação de 
seus colaboradores.
De um modo geral, Pinto (2013, p. 201) afirma que o responsável pelo 
departamento de manutenção deverá possuir as seguintes qualidades:
• Ter formação técnica e pessoal adequada às atividades de 
liderança e de gestão.
• Estar sempre informado sobre o que se passa na empresa, 
sobre a evolução tecnológica e as tendências de gestão e 
liderança de pessoas.
• Concentrar-se no essencial, evitar a dispersão, saber dizer 
não ao trivial.
• Ter sentido político, nas relações com outros departamentos.
• Saber escolher o momento para intervir.
A satisfação no trabalho de-
pende de fatores associados às 
necessidades superiores e que 
se encontram, geralmente, no 
conteúdo do trabalho. Esses 
fatores incluem o reconheci-
mento, o trabalho a executar, a 
responsabilidade, a realização 
e o avanço tecnológico. 
Por sua vez, a insatisfação 
no trabalho depende de fato-
res associados às necessidades 
básicas e que se encontram, 
geralmente, no ambiente de 
trabalho. Esses fatores incluem 
a política da empresa, a super-
visão, as condições de trabalho, 
a remuneração e as relações de 
trabalho.
Stevenson (2002) afirma 
que não se deve racionalizar 
o trabalho para se aumentar 
a eficiência das equipes, e sim 
enriquecê-lo de modo a produ-
zir uma motivação real.
Liderança na Manutenção
A liderança está relacionada com a capacidade de um indivíduo de 
atrair seguidores, influenciando de forma positiva o seu comporta-
mento, gerando motivação e, por consequência, ótimos resultados. 
Pereira (2009) acredita não existir um líder ideal, mas um perfil 
mais adequado às pessoas que se lidera, e de acordo com a cultura 
da empresa.
O gestor de manutenção precisa passar da viabilização do possível 
para a viabilização do impossível, sempre buscando direcionar a equipe 
para novos desafios, estimulando-a de forma contínua. Os desafios do 
gestor da manutenção são imensos e dobrados: diagnosticar rápido 
um problema e a sua solução (em uma manutenção corretiva) ou 
definir tarefas para evitar que a 
máquina ou equipamento tenha 
uma falha.
O líder é caracterizado por 
um profissional que faz aconte-
cer, tem competência para decidir 
e para negociar as necessidades 
assegurando a realização das 
ações no tempo e no espaço. Essa 
negociação, geralmente, envolve 
o pessoal da produção, uma vez 
que é papel da manutenção co-
laborar para o equilíbrio entre o 
 “
 
 “
 
_book - Manutenção Industrial.indb 44_book - Manutenção Industrial.indb 44 21/05/2020 16:03:1521/05/2020 16:03:15
45UNIDADE 2
risco e a recompensa, além do foco em antecipação 
e prevenção das falhas, falhas essas que podem estar 
relacionadas à segurança, ao meio ambiente e, na 
maioria dos casos, à produção.
Para um bom líder de manutenção, Zen (2004, 
p. 32) afirma que “o passado é para se meditar e não 
para se reproduzir”. Assim, busca-se aplicar no dia a 
dia da manutenção o princípio da melhoria contínua.
É importante ressaltar que não existe um lí-
der ideal. Pereira (2009) afirma que o líder deve 
possuir um perfil mais adequado às pessoas que 
lidera, sem deixar de lado a cultura da empresa. 
Diante disso, o líder de manutenção precisa 
ser flexível, sabendo se reportar à alta direção 
de uma organização e ao mesmo tempo à fun-
ção mais simples, mas não menos importan-
te, da organização. E, além destes, o líder de 
manutenção também se depara com líderes 
de outros departamentos, uma vez que todas 
as áreas de uma empresa demandam manu-
tenção, ele precisa saber lidar muito bem com 
essa situação, buscando atender a todos os seus 
clientes internos, evitando conflitos e fazendo 
negociações.
Armstrong (2011, p. 25) ressalta a necessidade de se fazer uma distinção entre gestão e liderança:
 “ • A preocupação da gestão é alcançar resultados a partir da obtenção, destinação, aplicação e controle de todos os recursos necessários (pessoas, dinheiro, infraestrutura, instalações, equipa-mentos, informações e conhecimentos);
• A liderança já tem seu objetivo nas pessoas. É um processo de desenvolvimento e comunicação 
de uma visão de futuro, que envolve e motiva as pessoas. 
Tenha sua dose extra de conhecimento assistindo ao vídeo. Para acessar, use 
seu leitor de QR Code.
_book - Manutenção Industrial.indb 45_book - Manutenção Industrial.indb 45 21/05/2020 16:03:1521/05/2020 16:03:15
46 O Fator Humano na Manutenção Industrial
Alguns pontos são extremamente importantes 
quando o assunto é o fator humano na manu-
tenção, como: o conhecimento, a criatividade, a 
comunicação, a tecnologia e a resiliência. Falare-
mos de cada um deles na sequência.
Conhecimento
Ao longo da vida todos recebem uma grande 
quantidade de informações, que são armazena-
das por intermédio da experiência ou da apren-
dizagem. A esse conjunto de informações damos 
o nome de conhecimento. E conhecer procedi-
mentos, equipamentos, tecnologias e princípios 
de funcionamento de máquinas e equipamentos 
é fundamental para as equipes de manutenção.
Ferraz (2018) classifica o conhecimento em 
explícito e tácito. Segundo o autor, o primeiro está 
relacionado ao domínio da teoria e o segundo com 
a habilidade para realizar a tarefa, ou seja, a prática. 
O Fator Humano
na Manutenção
_book - Manutenção Industrial.indb 46_book - Manutenção Industrial.indb 46 21/05/2020 16:03:1721/05/2020 16:03:17
47UNIDADE 2
Para facilitar o entendimento, Ferraz (2018) 
traz dois exemplos: primeiro, o de um enge-
nheiro agrônomo, que passa meses da sua gra-
duação estudando o cultivo da soja (variedades, 
sementes, épocas de plantio, adubação, controle 
químico de ervas daninhas, doenças, insetos 
etc.), mas que, mesmo com todo esse conhe-
cimento teórico, pode não ter sucesso em um 
ciclo completo do plantio à colheita por falta 
de experiência prática. No segundo exemplo, 
porém, o autor diz que muitos agricultores que 
nunca tiveram uma única aula teórica sobre o 
cultivo da soja utilizam o conhecimento práti-
co (experiência de muitos anos) para conduzir 
as suas lavouras, obtendo excelentes resultados.
Na manutenção não é diferente, vamos 
encontrar pessoas que não tiveram formação 
técnica e executam seus trabalhos com exce-
lentes resultados. Da mesma forma, teremos 
pessoas altamente qualificadas, mas com pou-
co ou nenhum conhecimento prático. É papel 
do gestor de manutenção realizar a integração 
dessas pessoas para que o conhecimento seja 
multiplicado e disseminado entre todos, ge-
rando, assim, excelentes resultados com sus-
tentabilidade. 
Criatividade na Manutenção
Ser criativo é essencial nos dias atuais, principalmente para as equi-
pes de manutenção, que precisam acompanhar a velocidade dos 
eventos sociais, políticos, econômicos e culturais, não podendo 
deixar de lado o foco no futuro e o avanço acelerado da tecnologia.
É preciso estimular a capacidade criativa das equipes, pois só 
assim é possível gerar processos de mudança nas organizações, no 
comportamento dos profissionais, além de facilitar uma consequen-
te quebra de paradigmas. Vale lembrar que:
• O homem de manutenção do passado se sentia realizado 
quando realizava um bom reparo.
• O homem de manutenção do presente se sente realizado 
quando evita a ocorrência de falhas.
• O homem de manutenção do futuro se sentirá bem ao con-
seguir extrair do equipamento/planta a sua melhor perfor-
mance (KARDEC; NASCIF, 2009).
A criatividade é uma capacidade humana incrível na superação dos 
obstáculos encontrados no dia a dia.
_book - Manutenção Industrial.indb 47_book - Manutenção Industrial.indb47 21/05/2020 16:03:1721/05/2020 16:03:17
48 O Fator Humano na Manutenção Industrial
Comunicação na Manutenção
Comunicação é uma palavra derivada do termo latino commu-
nicare, que significa "partilhar, tornar comum". Por meio da co-
municação, os seres humanos e os animais partilham diferentes 
informações entre si, tornando o ato de comunicar uma atividade 
essencial para a vida em sociedade.
Na manutenção não é diferente, há uma grande necessidade de 
troca de informações, sejam estas referentes aos equipamentos, ao 
uso das ferramentas, a um procedimento específico de reparo ou 
manutenção preventiva e até para o correto nivelamento técnico da 
equipe. A interação entre produção e manutenção também precisa 
ter uma comunicação clara e assertiva, para que os serviços preven-
tivos sejam realizados e a necessidade de ações corretivas cheguem 
até a manutenção.
Existem diversas formas de comunicação na manutenção, sejam 
elas diretas ou indiretas. Saber interpretar um desenho ou diagrama, 
entender as etapas de um plano de manutenção e até mesmo iden-
tificar os componentes e ferramentas necessários para a realização 
de uma boa manutenção fazem parte da comunicação indireta. 
Relatar um fato, ouvir a reclamação de um operador quanto ao 
desempenho de uma máquina, discutir com o supervisor/gerente 
uma possível melhoria em um processo ou equipamento fazem 
parte da comunicação direta.
Infelizmente não é raro encontrarmos problemas relacionados 
à comunicação nas organizações, sejam eles relacionados à falta de 
divulgação de um procedimento, um recado que deixou de ser dado, 
um e-mail que não chegou ao destinatário correto, um sobressalente 
que não foi reservado no almoxarifado para a manutenção preven-
tiva a ser realizada na próxima semana, ou a falta de informações 
nas ordens de serviço referentes às tarefas executadas.
Podemos pensar o departa-
mento de Planejamento e Con-
trole da Manutenção - PCM 
como sendo um “processador 
de informações”, sejam essas 
informações provenientes dos 
manuais e planos de manu-
tenção dos equipamentos, das 
falhas ocorridas, ou das dificul-
dades enfrentadas pela manu-
tenção. O resultado de todo esse 
processamento é a melhoria 
contínua dos processos de ma-
nutenção, que devem repercutir 
no aumento da produtividade, 
da segurança e da redução dos 
custos, trazendo mais competi-
tividade para a organização. 
A comunicação é funda-
mental para o sucesso desse 
processo e Zen (2004) observa 
que o profissional da manuten-
ção deve aprender a conviver 
com a incerteza, dessa forma, 
estará sempre em busca de in-
formação e conhecimento, pos-
sibilitando uma evolução cons-
tante da comunicação dentro da 
organização.
Avanço da Tecnologia na Manutenção
O nosso mundo se torna mais tecnológico a cada dia que passa. Zen (2004) ressalta que é necessário 
que o profissional da manutenção tenha habilidades para entender o significado das mudanças tec-
nológicas, uma vez que este tem impacto direto em diversas áreas, como finanças, marketing, recursos 
humanos, produção e, é claro, na manutenção.
É incrível a velocidade com que a tecnologia evolui. Já estamos vivenciando a era dos carros elétri-
cos e autônomos, da impressora 3D, da evolução da inteligência artificial. O mundo encontra-se em 
constante evolução tecnológica.
_book - Manutenção Industrial.indb 48_book - Manutenção Industrial.indb 48 21/05/2020 16:03:1721/05/2020 16:03:17
49UNIDADE 2
Passamos por várias revoluções, quebras de paradigmas e novos conceitos. A primeira revolução 
industrial foi marcada pela invenção da máquina a vapor, já a segunda pela utilização de motores 
à combustão, energia elétrica e o foco na produção, com o modelo de produção da Ford. A terceira 
revolução veio com o advento do desenvolvimento da eletrônica, com a utilização de Controladores 
Lógicos Programáveis (CLP) no chão de fábrica e sistemas de auxílio à produção, como Plant Infor-
mation Management System - PIMS e Manufacturing Execution System - MES.
Atualmente, ouve-se com certa frequência o termo Indústria 4.0, símbolo da quarta revolução indus-
trial. E o que a Indústria 4.0 traz de novo? Simples, muita tecnologia aplicada aos processos industriais. 
A internet, que já faz parte do nosso dia a dia, passa a fazer parte do chão de fábrica, chegando 
aos processos, recebendo sinal de sensores instalados nos equipamentos e auxiliando os gestores na 
tomada de decisão em tempo real. 
A manutenção passa ser direcionada pela baixa pressão detectada por um determinado sensor e 
não mais pela manutenção corretiva oriunda da falha no equipamento por baixa pressão de óleo, com 
a consequente parada total de toda planta. A inteligência artificial passa a fazer parte do dia a dia dos 
processos, dando mais fluidez ao trabalho, tornando algumas tarefas automatizadas, gerindo melhor 
o tempo e melhorando os processos de produção.
O profissional da manutenção precisa conviver com mudanças mais velozes, mas, sobretudo, deve 
estar preparado para lidar com elas de forma mais consistente e assertiva.
Resiliência na Manutenção
Resiliência é um termo denominado pela física 
para designar uma propriedade que alguns cor-
pos apresentam ao retornar à forma original após 
terem sido submetidos a uma deformação elástica. 
Apesar de ser uma definição da física, ela pode ser 
utilizada de forma análoga para o ser humano. 
Assim, a resiliência humana é a capacidade de 
o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a 
mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão 
de situações adversas – choque, estresse, algum 
tipo de evento traumático etc. – sem entrar em 
surto psicológico, emocional ou físico, por encon-
trar soluções estratégicas para enfrentar e superar 
as adversidades.
Nas organizações, a resiliência pode ser vista 
como uma tomada de decisão quando alguém se 
depara com um contexto entre a tensão do am-
biente e a vontade de vencer. Essas decisões propi-
ciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar 
a adversidade.
Para que o profissional da manutenção tenha 
sucesso em sua carreira, precisa desenvolver a ha-
bilidade da resiliência, pois todos os dias surgem 
problemas, obstáculos, mudanças e a pressão pelo 
atingimento dos resultados é constante, ou seja, a 
dificuldade faz parte do dia a dia da manutenção e 
a resiliência é uma habilidade que o gestor precisa 
desenvolver para ter sucesso nesse ramo de atuação.
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50 O Fator Humano na Manutenção Industrial
Neste tópico, abordamos o fa-
tor humano na manutenção e 
estudamos alguns pontos con-
siderados chaves para o desen-
volvimento das pessoas da ma-
nutenção. Agora é importante 
entendermos o papel de cada 
um dentro de um departamento 
de manutenção.
Um ponto relevante, destaca-
do por Kardec e Nascif (2009), 
é a valorização, sobre a qual 
os autores evidenciam a im-
portância em abrir espaço na 
reunião semanal da Manu-
tenção para que cada setor, 
obrigatoriamente, “tenha a 
sua vez de falar”, fornecendo 
notícias específicas sobre ele. 
Isso aproxima as equipes de 
operação e manutenção, gera 
uma sinergia e obtém melho-
res resultados.
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51UNIDADE 2
Nos processos de manutenção, atuam persona-
gens com papéis e responsabilidades muito bem 
definidos. É importante definir com clareza quem 
são os principais: gerente de manutenção, super-
visor de manutenção, planejador de manutenção, 
programador de manutenção, manutentor e en-
genheiro de manutenção. Conheça, a seguir, cada 
um desses profissionais.
Papéis e Responsabilidades 
Na Manutenção
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52 O Fator Humano na Manutenção Industrial
Gerente de Manutenção
O gerente de manutenção tem a responsabilidade 
de conduzir

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