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É utilizado como: • Material para modelo -Modelos de estudo; -Modelos de trabalho; • Material acessório -Fixação de modelos no articulador; -Preenchimento de mufla; • Aglutinante em revestimentos refratários. O Gesso é o Sulfato de cálcio hemihidratado. Quando é adicionado água (H₂O) ao gesso, ele converte-se em Gipsita (Sulfato de cálcio dihidratado). O gesso é obtido através da Gipsita; se a Gipsita é aquecida e perde 1,5gmol dos seus 2gmol de água ela converte-se em Gesso. *Calcinação é o processo de aquecimento (110°-130°C) que transforma o minério gipsita em gesso. Durante a espatulação do gesso, o dentista devolve ao hemihidratado a água perdida pela calcinação. Relação água/pó (A/P) é determinada por características das partículas do gesso: -Formato; -Densidade; -Tamanho; *Quanto mais porosas as partículas e menor o grau de compactação das mesmas, maior será a relação água/pó; * É recomendável obedecer a relação água/pó indicada pelo fabricante; Presença de aceleradores e retardadores da reação. Quanto maior a proporção de água de espatulação, além da necessária para reagir, maiores serão os espaços finais entre os cristais e menor será o embricamento(sobreposição) entre os mesmos, o que produz um material mecanicamente inferior. Por estes motivos, a resistência mecânica do gesso tipo II é a menor, e as maiores resistências são apresentadas pelos tipos IV e V, quando espatulados com a proporção recomendada para cada um deles. Gessos melhorados espatulados com a mesma proporção que o de tipo II, tendem a ter a mesma resistência que o de tipo II. OBS: resistência mecânica é a capacidade dos materiais de resistir a esforços de natureza mecânica sem romper e/ou deformar. A reação de presa do gesso é chamada de cristalização. -Tempo de espatulação: 45seg -Tempo de trabalho: 3min -Tempo de presa: • Inicial (perda de brilho): 10min • Final (término da exotermia/liberação de calor): 30min *Fatores que aceleram a presa: -A/P menor: núcleos de cristalização mais próximos; -Tempo de espatulação; -Energia de espatulação. *Aceleradores de presa: -Cloreto de sódio (até 2%); -Raspas de gesso. *Retardadores da presa: -Bórax: -Citrato de potássio. *Temperatura tem pouca influência -Expansão real: 0,06-0,3% -Para um mesmo tipo de gesso: quanto menor A/P, maior a expansão de presa -Para diferentes tipos de gesso: gessos com menor A/P apresentam menor expansão de presa. Fenômeno observado quando o gesso entra em contato com a água antes da sua presa inicial (perda de brilho); -Valores atingem o dobro da expansão normal de presa; -Importante em revestimentos para fundição • Gesso comum (TIPO II) *Hemihidrato β (poroso e irregular) -Indicação: material acessório, estudo; -A/P: 0,5 -Expansão de presa: 0,3% • Gesso pedra (TIPO III) - Hemihidrato α (denso e prismático); -Indicação: modelos antagonistas e de trabalho; -A/P: 0,3 -Expansão de presa: 0,2%. • Gesso pedra melhorado ou especial (TIPO IV) -Hemihidrato α com melhor distribuição de tamanho das partículas; -Indicação: modelos de trabalho e troquéis; -A/P: 0,22 -Expansão de presa: 0,1%. • Gesso pedra melhorado de alta expansão (TIPO V) -Indicação: mod. de trabalho e troquéis para uso com ligas de alta fusão: -A/P: 0,2 -Expansão de presa: 0,3%. • O molde deve estar limpo e seco; • Obedecer a relação A/P; • Evitar excesso de porosidade: -adicionar o pó a água (e não vice-versa): -espatular contra as paredes da cuba; -vibrar a mistura: -preencher o molde sob vibração, deixando o gesso fluir nos detalhes do molde. • Aguardar a presa final para separar o modelo do molde: • Não deixar o pote de gesso aberto: -hemihidrato reage com a umidade do ar, alterando o tempo de trabalho e de presa. • Espatulação a vácuo.