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Massas Anexiais Uma massa anexial é uma massa de tecido próximo ao útero, geralmente na tuba uterina e no ovário. A correlação clinica é essencial para o diagnóstico, sendo necessário, em alguns casos, os marcadores sanguíneos e exames de imagem. Além disso, muitas vezes, será necessário o controle evolutivo ultrassonográfico para confirmar o diagnóstico. Dentre algumas etiologias anatômicas dessas massas anexiais, tem-se: O Ovário O ovário é um pélvico que mede em torno de 2 a 5 cm. Possui a parte cortical que é formada pelos ovócitos e a parte medular que é formada por vasos, nervos. Características por faixa etária Nas crianças e adolescentes é mais comum o tumor de células germinativas, porém pouco prevalente. Na menacme, a maioria é de caráter benigno, devido ao quadro de ciclo menstrual e a fase reprodutiva, com isso é a maior taxa de quadros agudos. Nas gestantes é mais comum a gestação ectópica, luteomas, cistos de corpo lúteo e cisto teca – luteinico. Na menopausa não é comum a presença de massas anexiais e assim, a maior chance é de malignidade (ovário pequeno). Propedêutica Nos casos de massas anexiais é necessário a realização de anamnese e exame físico e a solicitação de marcadores séricos, quando se desconfiar de malignidade. Todavia, o melhor exame para esses casos são os ultrassons transvaginais. Fatores de Risco Sinais e Sintomas Nos casos de câncer de ovário, o mais prevalente é a constipação abdominal. Biomarcadores Ultrassonografia O ultrassom transvaginal é o melhor método para o diagnóstico diferencial das massas anexiais. Os parâmetros que devem ser avaliados são: ecogenicidade, presença das projeções papilares, presença de septos, a parede, sombra acústica posterior, ascite, vascularização e se é ovariana ou paraovariana. Ovariana ou Paraovariana: Nesse parâmetro é necessário identificar a topografia da lesão ovariana. Caso ela seja ovariana, avaliar se alcança o parênquima. Se não, medir separadamente. Ecogenicidade: Uma imagem anecoica possui líquido, já uma hipoecoica possui conteúdo liquido com debris espessos (sangue, pus). A isoecoica possui conteúdo liquido com debris finos e homogêneos (exemplo dos endometriomas). A heterogênea possui porção sólida e líquida (corpo lúteo hemorrágico). A hiperecoica está mais ligada a malignidade. Projeções Papilares: São projeções de tecido sólido, a partir de uma superfície interna, que se projeta para a luz da imagem, sendo que sua medida deve ser maior que 3mm. Septos: São projeções fibrilares sólidas que atravessam o interior da lesão de uma parede interna até uma parede contralateral. Deve-se analisar se são completos ou incompletos, bem como suas espessuras. Paredes Internas e Externas: As paredes devem ser avaliadas, na tentativa de observar alguma irregularidade. As paredes externas devem ser avaliadas sua regularidade e seu contorno. Sombra Acústica Posterior: É a presença ou ausência de efeito sonoro posterior a lesão e deve ser descrita. Ascite: É a presença de liquido livre na cavidade pélvica que deve ser descrita qualitivamente e quantativamente. Doppler: O Doppler é uma função do ultrassom que avalia a presença de fluxo sanguíneo na massa anexial e nas papilas. O escore vai de 1 (ausência de fluxo) até escore 4 (altamente vascularizada). Cistos Funcionais Esses cistos são fisiológicos e possuem aspectos unilocular com paredes delgadas e conteúdo liquido anecoico que mede até 3,5cm de diâmetro. Tais cistos podem evoluir para cistos hemorrágicos com paredes mais espessadas e irregulares, podendo atingir até 8cm de diâmetro. Deve ser avaliado, para diferenciar de endometrioma (não altera). O cisto de corpo lúteo possui parede ecogênica e parede hipercogenica, podendo apresentar vascularização periférica (anel vascular). Endometriomas São estruturas bem delimitadas e homogêneas que possuem conteúdo de baixa ecogenicidade e podem apresentar septos e sombra acústica posterior. Cistos Paraovarianos A hidátide de Morgani é o cisto paramesonéfrico mais comum que se localiza próximo as fimbrias tubarias e apresenta ecogenicidade com parede delgada e deformável. Hidrossalpinge As trompas uterinas apresentam-se com imagem anecoica tubular alongada, que se projeta para a ampola e o infundíbulo. Pode se apresentar com septações incompletas e com pequenas projeções lineares. Normalmente, as trompas não aparecem no ultrassom. Abcesso Tubovariano Torção Ovariana Na torção, o ovário tem a sua vascularização prejudicada. Critérios de Malignidade x Benignidade Com isso, se a paciente apresentar 1 ou mais características de malignidade e nenhuma de benignidade, ela possui um alto risco de malignidade pelas regras de IOTA, por exemplo. As regras de IOTA não devem ser aplicadas em casos fisiológicos ou quando não se sabe o diagnóstico correto. Os critérios de malignidade, segundo a ressonância magnética são (Não são muito realizados): Laparoscopia Conduta