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RESENHA CRÍTICA SOBRE CUIDADOS PALIATIVOS NA INSUFICIÊCIA CARDÍACA AVANÇADA Inicialmente, a insuficiência cardíaca está envolvida em um contexto, onde é possível associar a patologia como sendo preconizadora de altas taxas de mobilidade e mortalidade, má qualidade de vida, sobretudo, ocorrência de múltiplos sintomas. Contudo, é uma condição que se beneficia dos cuidados paliativos. Entretanto, infelizmente, quando se trata do acesso a este serviço, a realidade mostra que ainda é bastante restrito, principalmente quando comparando com doenças oncológicas. É indispensável o cuidado no manejo desses pacientes, como também da escuta e das necessidades existentes nesses casos de IC. A nível de evidência, o estudo de Silva, et al (2019), teve como objetivo, avaliar as intervenções de uma Equipe Intra-hospitalar de Suporte de Cuidados Paliativos em doentes internados com Insuficiência Cardíaca avançada, buscando identificar as necessidades e áreas de ação. Sendo assim, foi possível observar nos resultados, que, grande parte dos doentes apresentavam queixas de dependência na realização das atividades de vida diária, e outros apresentavam algum grau de deterioração cognitiva. Os principais motivos que levaram à solicitação do serviço foi: apoio no controle dos sintomas, apoio na organização de cuidados e apoio na tomada de decisão. Em se tratando dos sintomas, por exemplo, os principais associados eram: dispneia, xerostomia, dor e delírio. Vale ressaltar que diante a prática, foi relada tanto a terapia farmacológica, como não farmacológica. Ademais, foi também realizado assistência voltada para o apoio aos familiares, prática na qual se faz muito necessária no ambiente, tendo em vista o encorajamento e promoção de segurança para familiares e paciente. Por meio do estudo, foi possível observar que há necessidade de intervenção relacionada a diversos níveis, como por exemplo, o apoio a tomada de decisões e organização dos cuidados após a alta hospitalar. Vale frisar, que o plano antecipado, permite com que haja melhor controle e diálogo entre o paciente e familiares. Outrossim, uma área identificada como necessária, foi a assistência espiritual, da qual, ainda não está formalizada pelos assistentes espirituais. Ainda assim, a intervenção social, foi verificada por quase metade dos doentes. Por fim, identificou que a sobrevida é curta, pois mais da metade dos pacientes faleceram, e os demais tiveram alta hospitalar, cabendo assim, afirmar, que o reforço assistencial em domicílio poderá fortalecer o apoio prestado a nível ambulatorial.