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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA – UL23202615 
 
 
 
 
 
 
Escala de Avaliação Getiatrica e Gerontologica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
Escala de Avaliação Getiatrica e Gerontologica 
 
 
Trabalho avaliativo de 
conclusão do estágio curricular 
II em enfermagem, servindo 
como obtenção de nota para 
conclusão de curso, orientado 
pela enfermeira docente do 
curso, Joelma Santos de 
Oliveira Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução ................................................................................4 
2. Objetivo geral ...........................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ...................................................................................5 
3. Desenvolvimento ......................................................................6 
3.1 Avaliação geriatrica e gerontologica ............................................................6 
3.2 Importancia das escalas na avaliação da pessoa idosa ..............................7 
3.3 Principais dimensões avaliadas ...................................................................7 
3.4 Escala de Katz .............................................................................................9 
3.5 Indice de Barthel .........................................................................................10 
3.6 Escala de Lawton e Brody ..........................................................................11 
3.7 Mini exame do estado mental .....................................................................11 
3.8 Escala de Depressão Geriatrica .................................................................12 
3.9 Avaliação do risco de quedas .....................................................................13 
3.10 Indice de Vulnerabilidade Clinico-Funcional – IVCF-20 ............................13 
3.11 Avaliação multidimensional na Atenção Primaria a saúde .......................14 
3.12 Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa .....................................................15 
3.13 Importancia para a enfermagem e equipe multiprofissional .....................15 
3.14 Limitações e cuidados na utilização das escalas .....................................16 
4. Conclusão ................................................................................17 
5. Referencias bibliograficas ......................................................18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
O envelhecimento populacional representa uma importante 
transformação demográfica e constitui um desafio para os sistemas de saúde, 
uma vez que o avanço da idade pode estar associado ao surgimento de 
doenças crônicas, alterações funcionais, cognitivas, psicológicas e sociais. 
Nesse contexto, a assistência à pessoa idosa deve considerar o indivíduo de 
forma integral, ultrapassando a avaliação exclusivamente clínica e 
incorporando aspectos relacionados à funcionalidade, autonomia, participação 
social e qualidade de vida (SIQUEIRA et al., 2023; BRASIL, 2018). 
A Avaliação Geriátrica e Gerontológica, também denominada Avaliação 
Geriátrica Ampla (AGA) ou avaliação multidimensional da pessoa idosa, 
caracteriza-se por uma abordagem interdisciplinar destinada à identificação das 
necessidades clínicas, funcionais, psicológicas e sociais do idoso. A avaliação 
funcional constitui uma dimensão central desse processo, pois permite 
compreender o nível de independência do indivíduo para realizar atividades 
cotidianas e identificar possíveis limitações que necessitem de intervenção 
(PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
Nesse contexto, as escalas e os instrumentos de avaliação geriátrica e 
gerontológica constituem importantes recursos para os profissionais de saúde, 
pois possibilitam identificar vulnerabilidades, quantificar alterações e 
acompanhar a evolução do paciente. A avaliação multidimensional permite 
analisar diferentes domínios da saúde da pessoa idosa e subsidiar a 
elaboração de estratégias individualizadas de cuidado (SIQUEIRA et al., 2023; 
BRASIL, 2026). 
Assim, o conhecimento e a utilização adequada das escalas são 
fundamentais para a elaboração de planos de cuidados individualizados, 
prevenção de agravos, manutenção da autonomia e promoção da qualidade de 
vida da população idosa. Entretanto, os instrumentos devem ser utilizados 
como ferramentas complementares à avaliação clínica, considerando as 
características individuais, sociais e funcionais de cada pessoa (PAIXÃO 
JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005; BRASIL, 2018). 
5 
2. Objetivo geral 
Analisar a importância das escalas de avaliação geriátrica e 
gerontológica na avaliação multidimensional da pessoa idosa, destacando sua 
contribuição para a identificação de alterações clínicas, funcionais, cognitivas, 
psicológicas e sociais, bem como para o planejamento de cuidados 
individualizados e a promoção da autonomia e da qualidade de vida 
(SIQUEIRA et al., 2023; BRASIL, 2018). 
2.1 Objetivos específicos 
 Identificar os principais instrumentos utilizados na avaliação geriátrica e 
gerontológica da pessoa idosa (PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 
2005). 
 Descrever a finalidade da Escala de Katz na avaliação das Atividades 
Básicas de Vida Diária (ABVD) (CARVALHO et al., 2019). 
 Apresentar a utilização do Índice de Barthel na avaliação da capacidade 
funcional do idoso (MINOSSO et al., 2010). 
 Abordar a importância da Escala de Lawton e Brody na avaliação das 
Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) (CARVALHO et al., 
2019). 
 Descrever a utilização do Mini Exame do Estado Mental no rastreamento 
de alterações cognitivas (LOURENÇO; VERAS, 2006). 
 Apresentar a finalidade da Escala de Depressão Geriátrica na 
identificação de sintomas depressivos em idosos (PARADELA; 
LOURENÇO; VERAS, 2005). 
 Discutir a importância da avaliação do risco de quedas no 
acompanhamento da pessoa idosa (SIQUEIRA et al., 2023). 
 Apresentar a contribuição do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional 
– IVCF-20 para a identificação de idosos vulneráveis ou frágeis 
(MORAES et al., 2016). 
 Demonstrar a importância da avaliação multidimensional na Atenção 
Primária à Saúde para o planejamento e acompanhamento do cuidado 
da pessoa idosa (SIQUEIRA et al., 2023; BRASIL, 2026). 
6 
3. Desenvolvimento 
3.1 Avaliação geriátrica e gerontológica 
A avaliação geriátrica e gerontológica consiste em uma abordagem 
ampla da pessoa idosa, considerando diferentes dimensões que interferem na 
sua saúde, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida. Essa abordagem 
procura ultrapassar a identificação isolada de doenças e compreender o 
indivíduo dentro de seu contexto clínico, funcional, psicológico e social 
(SIQUEIRA et al., 2023). 
Diferentemente de uma avaliação clínica convencional, a avaliação 
multidimensional procura identificar não apenas doenças, mas também como 
essas condições interferem na capacidade do indivíduo de realizar suas 
atividades e manter sua independência. Dessa forma, a funcionalidade assume 
papel central na avaliação da pessoa idosa, pois representa um importante 
indicador das necessidades de cuidado e do grau de autonomia do indivíduo 
(PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
Segundo Paixão Júnior e Reichenheim (2005), a Avaliação Geriátrica 
Ampla fundamenta-se em diagnósticos funcionais interdisciplinares e possui na 
avaliação do estado funcional uma de suas dimensões centrais. Os autores 
também ressaltam a necessidade de considerar as propriedades de validade e 
confiabilidade dos instrumentos utilizados na avaliação funcional, uma vez que 
a qualidade desses instrumentos influencia a interpretação dos resultados(PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
O Ministério da Saúde estabelece que a avaliação multidimensional deve 
possibilitar a identificação das necessidades de saúde e das vulnerabilidades 
da pessoa idosa, contribuindo para a construção de estratégias de cuidado e 
para a manutenção ou recuperação da capacidade funcional. Essa abordagem 
também favorece a organização de planos de cuidados individualizados e 
integrados entre os diferentes profissionais da rede de atenção à saúde 
(BRASIL, 2018). 
 
7 
3.2 Importância das escalas na avaliação da pessoa idosa 
As escalas geriátricas são instrumentos padronizados utilizados para 
investigar diferentes aspectos da saúde e da funcionalidade. Elas auxiliam o 
profissional a transformar informações clínicas e funcionais em dados 
sistematizados, permitindo acompanhar modificações ao longo do tempo e 
avaliar a resposta às intervenções realizadas (PAIXÃO JÚNIOR; 
REICHENHEIM, 2005). 
Entre os principais benefícios da utilização desses instrumentos estão a 
identificação precoce de alterações, avaliação da capacidade funcional, 
identificação de riscos e vulnerabilidades, avaliação cognitiva, investigação de 
sintomas depressivos, avaliação do risco de quedas, análise da mobilidade, 
avaliação das atividades de vida diária, acompanhamento da evolução clínica, 
planejamento de intervenções e avaliação dos resultados do tratamento 
(SIQUEIRA et al., 2023). 
A utilização desses instrumentos pode contribuir para a identificação de 
necessidades que eventualmente não sejam percebidas em uma consulta 
exclusivamente clínica. A avaliação multidimensional permite integrar 
informações relacionadas às condições clínicas, funcionais, psicossociais e 
ambientais, proporcionando uma compreensão mais abrangente da situação de 
saúde do idoso (SIQUEIRA et al., 2023). 
A literatura demonstra que existem diversos instrumentos para avaliação 
funcional e multidimensional da pessoa idosa, sendo importante considerar 
suas propriedades psicométricas, finalidade e adequação ao contexto em que 
serão utilizados. Portanto, uma escala não deve ser utilizada isoladamente 
para determinar o estado geral do idoso, devendo complementar a avaliação 
clínica e ser interpretada dentro do contexto individual do paciente (PAIXÃO 
JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
3.3 Principais dimensões avaliadas 
A avaliação geriátrica e gerontológica deve abranger diferentes 
dimensões da vida da pessoa idosa, uma vez que o estado de saúde nessa 
8 
população resulta da interação entre aspectos clínicos, funcionais, cognitivos, 
psicológicos, sociais, nutricionais e ambientais (SIQUEIRA et al., 2023). 
 Dimensão clínica 
A dimensão clínica investiga doenças existentes, sintomas, histórico de 
internações, uso de medicamentos, condições de saúde e fatores de risco. 
Essa investigação é necessária para reconhecer condições que possam 
interferir na funcionalidade e na autonomia do idoso (SIQUEIRA et al., 2023). 
 Dimensão funcional 
A dimensão funcional avalia a capacidade do idoso de realizar atividades 
básicas e instrumentais da vida diária. A funcionalidade é considerada uma 
dimensão fundamental da avaliação geriátrica porque permite identificar o grau 
de independência ou dependência do indivíduo (PAIXÃO JÚNIOR; 
REICHENHEIM, 2005). 
 Dimensão cognitiva 
A dimensão cognitiva investiga memória, orientação, atenção, linguagem 
e outras funções cognitivas. A identificação de alterações cognitivas é 
importante para reconhecer possíveis necessidades de investigação 
complementar e para adequar as estratégias de cuidado ao nível de 
compreensão e autonomia do paciente (LOURENÇO; VERAS, 2006). 
 Dimensão psicológica 
A dimensão psicológica avalia aspectos relacionados ao humor, 
sintomas depressivos, ansiedade e bem-estar emocional. A investigação 
desses aspectos é relevante porque alterações emocionais podem repercutir 
na participação social, no autocuidado, na adesão ao tratamento e na 
qualidade de vida (PARADELA; LOURENÇO; VERAS, 2005). 
9 
 Dimensão social 
A dimensão social investiga relações familiares, rede de apoio, 
condições socioeconômicas e participação social. A avaliação desses fatores 
permite reconhecer situações de vulnerabilidade que podem influenciar 
diretamente a saúde e a capacidade de manutenção da independência 
(SIQUEIRA et al., 2023). 
 Dimensão nutricional 
A dimensão nutricional avalia aspectos relacionados à alimentação, 
perda de peso, risco nutricional e possíveis dificuldades para alimentação. A 
avaliação nutricional integra a abordagem multidimensional por contribuir para 
a identificação de fatores que podem comprometer a saúde e a funcionalidade 
da pessoa idosa (SIQUEIRA et al., 2023). 
 Dimensão ambiental 
A dimensão ambiental analisa as condições do domicílio e outros fatores 
que podem aumentar o risco de acidentes e quedas. A abordagem 
multidimensional é recomendada justamente porque as necessidades da 
pessoa idosa não se limitam aos aspectos biomédicos, devendo incluir o 
ambiente no qual ela vive e desenvolve suas atividades cotidianas (SIQUEIRA 
et al., 2023). 
3.4 Escala de Katz 
A Escala de Katz é um instrumento utilizado para avaliar a 
independência da pessoa idosa nas Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD). 
Sua aplicação permite analisar a capacidade do indivíduo para desempenhar 
atividades fundamentais relacionadas ao autocuidado e à manutenção da vida 
cotidiana (CARVALHO et al., 2019). 
Entre as atividades avaliadas pela escala estão banho, vestir-se, uso do 
banheiro, transferência, continência e alimentação. Esses componentes 
10 
permitem verificar diferentes aspectos relacionados à independência funcional 
do idoso (CARVALHO et al., 2019). 
A escala permite verificar o grau de dependência do indivíduo para 
atividades essenciais do cotidiano. Sua utilização é particularmente importante 
porque alterações na capacidade de realizar atividades básicas podem indicar 
perda funcional e necessidade de maior suporte familiar ou profissional 
(CARVALHO et al., 2019). 
A avaliação funcional constitui uma dimensão central da Avaliação 
Geriátrica Ampla justamente por demonstrar o quanto a pessoa consegue 
desempenhar suas atividades cotidianas de maneira independente. Dessa 
forma, a utilização da Escala de Katz pode contribuir para o planejamento de 
intervenções destinadas à preservação ou recuperação da capacidade 
funcional (PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
3.5 Índice de Barthel 
O Índice de Barthel também é utilizado para avaliar a capacidade 
funcional, especialmente em relação às atividades de vida diária. Trata-se de 
um instrumento amplamente utilizado para analisar a independência funcional e 
a necessidade de assistência em diferentes atividades cotidianas (MINOSSO et 
al., 2010). 
O instrumento considera aspectos como alimentação, banho, higiene 
pessoal, vestir-se, controle intestinal, controle urinário, uso do banheiro, 
transferências, mobilidade e utilização de escadas. Dessa maneira, permite 
uma análise sistematizada de diferentes componentes da funcionalidade 
(MINOSSO et al., 2010). 
A pontuação permite classificar o grau de dependência funcional do 
paciente. O estudo de validação realizado no Brasil demonstrou propriedades 
de confiabilidade e validade do Índice de Barthel para avaliação da capacidade 
funcional de idosos atendidos em ambulatórios (MINOSSO et al., 2010). 
11 
Esse tipo de avaliação é particularmente útil no acompanhamento de 
pessoas idosas com limitações decorrentes de doenças neurológicas, 
ortopédicas, cardiovasculares ou outras condições que possam comprometer a 
independência. A avaliação funcional possibilita identificar necessidades de 
assistência e acompanhar modificações no desempenho do paciente ao longo 
do tempo (MINOSSO et al., 2010). 
3.6 Escala de Lawton e Brody 
A Escala de Lawton e Brody é utilizada para avaliar as Atividades 
Instrumentais deVida Diária (AIVD). Essas atividades são mais complexas do 
que as atividades básicas e estão relacionadas à capacidade do idoso de viver 
de maneira independente na comunidade (CARVALHO et al., 2019). 
Entre as atividades instrumentais podem ser consideradas a utilização 
do telefone, realização de compras, preparo de refeições, execução de tarefas 
domésticas, utilização de meios de transporte, administração de medicamentos 
e gerenciamento de recursos financeiros (CARVALHO et al., 2019). 
A avaliação dessas atividades é importante porque o idoso pode 
permanecer independente para atividades básicas e, simultaneamente, 
apresentar dificuldades para atividades instrumentais. Assim, a análise das 
AIVD pode auxiliar na identificação de perdas funcionais iniciais e no 
planejamento de estratégias de cuidado (SIQUEIRA et al., 2023). 
A investigação da capacidade para realizar atividades instrumentais 
também contribui para a avaliação da autonomia do indivíduo no ambiente 
comunitário, permitindo identificar necessidades de apoio familiar, social ou 
profissional antes que ocorra uma perda mais acentuada da independência 
(CARVALHO et al., 2019). 
3.7 Mini Exame do Estado Mental 
O Mini Exame do Estado Mental (MEEM) é um instrumento amplamente 
utilizado para o rastreamento de alterações cognitivas em pessoas idosas. Sua 
utilização permite investigar diferentes funções cognitivas de maneira 
12 
sistematizada e pode contribuir para a identificação de indivíduos que 
necessitam de avaliação mais aprofundada (LOURENÇO; VERAS, 2006). 
O teste investiga diferentes funções, incluindo orientação temporal, 
orientação espacial, memória, atenção, cálculo, linguagem, capacidade de 
seguir comandos e habilidades visuoespaciais. Dessa forma, o instrumento 
proporciona uma avaliação breve de diferentes componentes do funcionamento 
cognitivo (LOURENÇO; VERAS, 2006). 
O resultado do MEEM deve ser interpretado considerando fatores como 
escolaridade, idade e contexto clínico. Estudos brasileiros demonstraram que a 
escolaridade exerce influência importante sobre o desempenho no instrumento, 
sendo necessário considerar essa variável na interpretação dos resultados 
(LOURENÇO; VERAS, 2006; BERTOLUCCI et al., 1994). 
É importante destacar que instrumentos de rastreamento cognitivo não 
substituem uma avaliação diagnóstica completa. Quando são identificadas 
alterações relevantes, o paciente deve ser submetido a investigação clínica 
mais aprofundada, considerando aspectos neurológicos, psiquiátricos, 
funcionais e sociais (LOURENÇO; VERAS, 2006). 
3.8 Escala de Depressão Geriátrica 
A Escala de Depressão Geriátrica (EDG) é utilizada para investigar 
sintomas depressivos em pessoas idosas. A identificação de alterações do 
humor é importante porque sintomas depressivos podem interferir no 
funcionamento cotidiano, na participação social e na qualidade de vida dessa 
população (PARADELA; LOURENÇO; VERAS, 2005). 
A presença de sintomas depressivos pode repercutir negativamente na 
alimentação, qualidade do sono, adesão ao tratamento, participação social, 
atividade física, autocuidado e qualidade de vida. Por essa razão, a 
investigação da saúde mental deve integrar a avaliação multidimensional da 
pessoa idosa (PARADELA; LOURENÇO; VERAS, 2005; SIQUEIRA et al., 
2023). 
13 
A aplicação de instrumentos de rastreamento pode auxiliar o profissional 
na identificação de idosos que necessitam de investigação complementar e 
possível acompanhamento especializado. Entretanto, o resultado da escala 
deve ser interpretado dentro do contexto clínico e não deve ser considerado, 
isoladamente, como diagnóstico definitivo de depressão (PARADELA; 
LOURENÇO; VERAS, 2005). 
3.9 Avaliação do risco de quedas 
As quedas constituem importante problema de saúde na população 
idosa e podem resultar em lesões, fraturas, hospitalizações, perda de 
autonomia e redução da qualidade de vida. Por esse motivo, a investigação do 
risco de quedas deve integrar a avaliação multidimensional da pessoa idosa 
(SIQUEIRA et al., 2023). 
A avaliação geriátrica deve investigar fatores relacionados ao risco de 
quedas, incluindo histórico de quedas anteriores, alterações de equilíbrio, 
dificuldades para caminhar, fraqueza muscular, alterações visuais, uso de 
medicamentos, alterações cognitivas e condições inadequadas do ambiente 
domiciliar (SIQUEIRA et al., 2023). 
A identificação desses fatores permite reconhecer idosos com maior 
vulnerabilidade e direcionar intervenções preventivas. A abordagem 
multidimensional favorece a análise conjunta dos fatores clínicos, funcionais e 
ambientais associados às quedas, contribuindo para a elaboração de 
estratégias individualizadas de prevenção (SIQUEIRA et al., 2023). 
3.10 Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional – IVCF-20 
O Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) possui 
destaque na avaliação da pessoa idosa no Brasil. O instrumento foi 
desenvolvido para realizar uma triagem rápida da vulnerabilidade clínico-
funcional e auxiliar na identificação de idosos que apresentam maior risco de 
fragilização (MORAES et al., 2016). 
14 
O IVCF-20 permite investigar diferentes aspectos relacionados à 
vulnerabilidade clínico-funcional, contribuindo para identificar idosos que 
necessitam de avaliação mais aprofundada e acompanhamento diferenciado. 
Sua utilização pode auxiliar a equipe de saúde na organização do cuidado e na 
identificação de necessidades relacionadas à autonomia, funcionalidade e risco 
de perda funcional (MORAES et al., 2016). 
O Ministério da Saúde incorporou o IVCF-20 à avaliação 
multidimensional da pessoa idosa e destaca sua utilização para identificação 
oportuna do risco de declínio funcional, planejamento de cuidados 
personalizados e acompanhamento longitudinal da saúde da população idosa 
(BRASIL, 2026). 
3.11 Avaliação multidimensional na Atenção Primária à Saúde 
A Atenção Primária à Saúde constitui um importante cenário para 
aplicação de instrumentos de avaliação geriátrica e gerontológica. Nesse nível 
de atenção, a avaliação multidimensional pode contribuir para identificar 
necessidades e vulnerabilidades e possibilitar a elaboração de planos de 
cuidados de curto, médio e longo prazo (BRASIL, 2018; SIQUEIRA et al., 
2023). 
Uma revisão de escopo publicada na Revista Brasileira de Geriatria e 
Gerontologia identificou diferentes estratégias e instrumentos utilizados para a 
avaliação multidimensional de pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde, 
reforçando a importância dessa abordagem no cuidado integral (SIQUEIRA et 
al., 2023). 
Além disso, estudos realizados na Atenção Primária destacam a 
necessidade de estratégias de triagem que permitam identificar idosos com 
maior risco de incapacidade e direcioná-los para avaliações mais completas. A 
utilização de instrumentos de aplicação rápida pode favorecer a organização do 
processo de trabalho e a definição das necessidades de acompanhamento 
(LINO et al., 2016). 
15 
A avaliação multidimensional na Atenção Primária também favorece o 
trabalho interdisciplinar, uma vez que os diferentes profissionais podem 
compartilhar informações e desenvolver estratégias de cuidado de acordo com 
as necessidades identificadas. Dessa forma, a avaliação deixa de se 
concentrar apenas na doença e passa a considerar a funcionalidade e a 
qualidade de vida como elementos fundamentais do cuidado (SIQUEIRA et al., 
2023). 
3.12 Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa 
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa constitui importante instrumento 
para acompanhamento longitudinal da população idosa no Sistema Único de 
Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, a caderneta reúne informações 
clínicas, hábitos de vida, histórico de condições de saúde, uso de 
medicamentos, vacinação e outros dados relevantes para a assistência à 
pessoa idosa (BRASIL, 2026). 
A caderneta também incorpora informações relacionadas aoIVCF-20, 
autocuidado, saúde mental, prevenção da violência, seguridade social e 
determinantes sociais da saúde. Dessa forma, seu conteúdo está relacionado à 
perspectiva de cuidado integral e multidimensional da pessoa idosa (BRASIL, 
2026). 
A utilização da caderneta contribui para que diferentes profissionais 
tenham acesso a informações importantes sobre o paciente, favorecendo a 
continuidade do cuidado. O instrumento também pode auxiliar a pessoa idosa, 
familiares e cuidadores na participação ativa do processo de acompanhamento 
da saúde (BRASIL, 2026). 
3.13 Importância para a enfermagem e equipe multiprofissional 
A aplicação das escalas geriátricas pode auxiliar o enfermeiro na 
identificação das necessidades da pessoa idosa e na elaboração do plano de 
cuidados. A sistematização dessas informações contribui para o 
reconhecimento de riscos, vulnerabilidades e alterações funcionais que podem 
demandar intervenções específicas (SIQUEIRA et al., 2023). 
16 
O processo pode envolver acolhimento do paciente, coleta de dados, 
avaliação clínica, aplicação dos instrumentos adequados, identificação de 
riscos e vulnerabilidades, elaboração dos diagnósticos de enfermagem, 
planejamento das intervenções, orientação ao paciente e à família, 
encaminhamento quando necessário, acompanhamento e reavaliação 
(BRASIL, 2018; SIQUEIRA et al., 2023). 
A avaliação multidimensional possui caráter interdisciplinar e deve estar 
integrada à atuação dos diferentes profissionais de saúde. O Ministério da 
Saúde destaca a necessidade de organizar o cuidado de forma coordenada e 
integrada, tendo como uma das principais finalidades a manutenção ou 
recuperação da capacidade funcional da pessoa idosa (BRASIL, 2018). 
Nesse contexto, a enfermagem possui papel relevante na aplicação dos 
instrumentos, identificação de necessidades, educação em saúde, 
acompanhamento longitudinal e articulação com os demais profissionais da 
equipe. A atuação integrada favorece uma assistência mais abrangente e 
centrada nas necessidades individuais do idoso (SIQUEIRA et al., 2023). 
3.14 Limitações e cuidados na utilização das escalas 
Apesar de sua importância, as escalas não devem ser utilizadas de 
maneira isolada ou automática. É necessário considerar que os instrumentos 
possuem objetivos específicos e diferentes propriedades de validade e 
confiabilidade, sendo fundamental selecionar aquele que seja adequado à 
finalidade da avaliação (PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
Paixão Júnior e Reichenheim (2005) destacam que a utilização de 
instrumentos de avaliação funcional exige atenção às propriedades 
psicométricas e à adaptação adequada para a população em que serão 
utilizados. Dessa maneira, a simples aplicação de uma escala não garante, por 
si só, uma avaliação integral da pessoa idosa. 
Portanto, o profissional deve selecionar o instrumento de acordo com o 
objetivo da avaliação, interpretar seus resultados juntamente com os demais 
dados clínicos e considerar as particularidades individuais do paciente. A 
17 
escala deve ser entendida como ferramenta auxiliar, e não como substituta da 
avaliação clínica, do raciocínio profissional e da escuta qualificada (PAIXÃO 
JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005). 
4. CONCLUSÃO 
As escalas de avaliação geriátrica e gerontológica constituem 
importantes instrumentos para a avaliação integral da pessoa idosa. Sua 
utilização permite identificar alterações funcionais, cognitivas, psicológicas e 
sociais que podem não ser evidenciadas por uma avaliação clínica 
convencional, contribuindo para uma compreensão mais ampla das 
necessidades do paciente (SIQUEIRA et al., 2023). 
A Avaliação Geriátrica Ampla apresenta como característica fundamental 
a abordagem multidimensional e interdisciplinar, buscando compreender a 
pessoa idosa em sua totalidade e não apenas suas doenças. Nesse processo, 
instrumentos como Escala de Katz, Índice de Barthel, Escala de Lawton e 
Brody, Mini Exame do Estado Mental, Escala de Depressão Geriátrica e IVCF-
20 podem contribuir para o rastreamento e acompanhamento de diferentes 
aspectos da saúde (PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 2005; MINOSSO et al., 
2010; MORAES et al., 2016). 
No Brasil, a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa representa uma 
importante ferramenta de apoio à avaliação e ao acompanhamento longitudinal, 
reunindo informações relacionadas às condições clínicas, funcionalidade, 
autocuidado, saúde mental, medicamentos, vacinação e determinantes sociais, 
além de incorporar o IVCF-20 em sua avaliação multidimensional (BRASIL, 
2026). 
Conclui-se que a utilização adequada das escalas permite identificar 
precocemente vulnerabilidades, orientar condutas, planejar intervenções e 
acompanhar a evolução do paciente. Entretanto, os instrumentos devem ser 
aplicados de maneira criteriosa e associados à avaliação clínica, à escuta do 
paciente e à atuação multiprofissional (PAIXÃO JÚNIOR; REICHENHEIM, 
2005; SIQUEIRA et al., 2023). 
18 
Dessa maneira, as escalas de avaliação geriátrica e gerontológica 
contribuem significativamente para um cuidado mais individualizado, 
humanizado, preventivo e baseado nas necessidades reais da pessoa idosa, 
tendo como objetivos a preservação da autonomia, da independência, da 
funcionalidade e da qualidade de vida (BRASIL, 2018; SIQUEIRA et al., 2023). 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BERTOLUCCI, Paulo Henrique Ferreira et al. O Mini-Exame do Estado Mental 
em uma população geral: impacto da escolaridade. Arquivos de Neuro-
Psiquiatria, São Paulo, v. 52, n. 1, p. 1-7, 1994. DOI: 10.1590/S0004-
282X1994000100001. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações técnicas para a implementação de 
linha de cuidado para atenção integral à saúde da pessoa idosa no Sistema 
Único de Saúde – SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa. Brasília, 
DF: Ministério da Saúde, 2026. 
CARVALHO, Felipe et al. Avaliação da funcionalidade e mobilidade de idosos 
comunitários na atenção primária à saúde. Revista Brasileira de Geriatria e 
Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 22, n. 5, 2019. DOI: 10.1590/1981-
22562019022.190086. 
LINO, Valéria Teresa Saraiva et al. Rastreamento de problemas de idosos na 
atenção primária e proposta de roteiro de triagem com uma abordagem 
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	BACHARELADO EM ENFERMAGEMTrabalho avaliativo de conclusão do estágio curricular II em enfermagem, servindo como obtenção de nota para conclusão de curso, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de Oliveira Souza.
	1. INTRODUÇÃO
	2. Objetivo geral
	2.1 Objetivos específicos
	3. Desenvolvimento
	3.1 Avaliação geriátrica e gerontológica
	3.2 Importância das escalas na avaliação da pessoa idosa
	3.3 Principais dimensões avaliadas
	 Dimensão clínica
	 Dimensão funcional
	 Dimensão cognitiva
	 Dimensão psicológica
	 Dimensão social
	 Dimensão nutricional
	 Dimensão ambiental
	3.4 Escala de Katz
	3.5 Índice de Barthel
	3.6 Escala de Lawton e Brody
	3.7 Mini Exame do Estado Mental
	3.8 Escala de Depressão Geriátrica
	3.9 Avaliação do risco de quedas
	3.10 Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional – IVCF-20
	3.11 Avaliação multidimensional na Atenção Primária à Saúde
	3.12 Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa
	3.13 Importância para a enfermagem e equipe multiprofissional
	3.14 Limitações e cuidados na utilização das escalas
	4. CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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