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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA – UL23202615 
 
 
 
 
 
 
Consulta de Enfermagem do Paciente Idoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
Consulta de Enfermagem do Paciente Idoso 
 
 
Trabalho avaliativo de 
conclusão do estágio curricular 
II em enfermagem, servindo 
como obtenção de nota para 
conclusão de curso, orientado 
pela enfermeira docente do 
curso, Joelma Santos de 
Oliveira Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução ................................................................................4 
2. Objetivo geral ...........................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ...................................................................................5 
3. Desenvolvimento ......................................................................6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
O envelhecimento populacional constitui uma importante transformação 
demográfica e social, acompanhada pelo aumento da prevalência de doenças 
crônicas, alterações funcionais e necessidades específicas de cuidado. Nesse 
contexto, a assistência à pessoa idosa deve ultrapassar o tratamento isolado 
das doenças e contemplar a promoção da saúde, a prevenção de agravos, a 
manutenção da capacidade funcional, da autonomia, da independência e da 
qualidade de vida. A avaliação multidimensional é particularmente importante 
porque permite considerar diferentes dimensões da vida da pessoa idosa, 
incluindo aspectos clínicos, funcionais e psicossociais (SIQUEIRA et al., 2023; 
BRASIL, 2026). 
A consulta de enfermagem à pessoa idosa constitui uma importante 
ferramenta para a avaliação integral do indivíduo e para o planejamento da 
assistência. Na Atenção Primária à Saúde (APS), o enfermeiro possui papel 
fundamental na identificação precoce de alterações clínicas, funcionais e 
sociais, bem como no acompanhamento longitudinal da pessoa idosa e de sua 
família. Estudos demonstram que a consulta de enfermagem pode favorecer o 
vínculo entre profissional e usuário e contribuir para uma assistência mais 
sistematizada e integral (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; OLIVEIRA et al., 
2025). 
A avaliação da pessoa idosa deve considerar não apenas a presença de 
doenças, mas também sua capacidade funcional, cognição, saúde mental, 
mobilidade, estado nutricional, condições sociais, uso de medicamentos e rede 
de apoio. A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa reúne informações clínicas, 
sociais e familiares, hábitos de vida, condições de saúde, vulnerabilidades, 
vacinação e uso de medicamentos, constituindo instrumento que auxilia a 
organização das informações e a continuidade do cuidado (BRASIL, 2026; 
SIQUEIRA et al., 2023). 
Dessa forma, a consulta de enfermagem direcionada ao paciente idoso 
representa uma estratégia essencial para garantir assistência individualizada, 
preventiva, humanizada e fundamentada nas necessidades apresentadas por 
5 
cada pessoa. A avaliação sistematizada permite ao profissional reconhecer 
riscos, identificar necessidades de cuidado e planejar intervenções 
direcionadas à manutenção da capacidade funcional e da qualidade de vida 
(SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; LINO et al., 2016). 
2. OBJETIVO GERAL 
Analisar a importância da consulta de enfermagem ao paciente idoso na 
Atenção Primária à Saúde, destacando a avaliação integral, a identificação de 
necessidades clínicas, funcionais, cognitivas, nutricionais e psicossociais, a 
prevenção de agravos e a promoção da autonomia, independência e qualidade 
de vida da pessoa idosa (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; SIQUEIRA et al., 
2023). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Descrever a importância da consulta de enfermagem para o 
acompanhamento integral da pessoa idosa (SILVA; VICENTE; SANTOS, 
2014). 
 Apresentar as principais etapas da avaliação de enfermagem da pessoa 
idosa na Atenção Primária à Saúde (LINO et al., 2016; SIQUEIRA et al., 
2023). 
 Abordar a importância da avaliação da capacidade funcional, autonomia 
e independência do idoso (CARVALHO et al., 2019; SIQUEIRA et al., 
2023). 
 Discutir a avaliação cognitiva e dos aspectos relacionados à saúde 
mental da pessoa idosa (SOUZA et al., 2022; LINO et al., 2016). 
 Destacar a importância da avaliação nutricional durante a consulta de 
enfermagem (MENEZES et al., 2020). 
 Abordar os riscos relacionados à polifarmácia e à utilização inadequada 
de medicamentos pela população idosa (MENEZES et al., 2018). 
 Apresentar estratégias para prevenção de quedas na população idosa 
(DOURADO et al., 2022). 
6 
 Discutir a importância da vacinação, da educação em saúde e da 
prevenção de doenças no acompanhamento da pessoa idosa (BRASIL, 
2026). 
 Evidenciar o papel do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde e na 
continuidade do cuidado da população idosa (OLIVEIRA et al., 2025; 
SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014). 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Consulta de enfermagem à pessoa idosa 
A consulta de enfermagem é uma atividade fundamental do enfermeiro e 
deve ser organizada de maneira sistematizada, permitindo identificar 
necessidades de saúde e estabelecer intervenções adequadas. Na atenção à 
pessoa idosa, esse processo adquire particular importância devido à 
complexidade decorrente do envelhecimento e da possibilidade de coexistência 
de diferentes condições crônicas, limitações funcionais e necessidades 
psicossociais (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; SIQUEIRA et al., 2023). 
Silva, Vicente e Santos (2014) demonstram, em revisão integrativa, que 
a consulta de enfermagem ao idoso na Atenção Primária deve favorecer a 
construção de vínculo entre enfermeiro e usuário e exige conhecimento 
específico acerca do processo de envelhecimento para que seja desenvolvida 
uma assistência qualificada. A consulta deve, portanto, considerar as 
particularidades da pessoa idosa e não apenas a presença de doenças (SILVA; 
VICENTE; SANTOS, 2014). 
A consulta deve considerar a pessoa idosa em sua totalidade, evitando 
que o atendimento seja direcionado exclusivamente para uma doença 
específica. O objetivo é compreender de que maneira as condições de saúde 
interferem na funcionalidade, autonomia, independência, participação social e 
qualidade de vida do indivíduo (SIQUEIRA et al., 2023; LINO et al., 2016). 
Estudo multicêntrico publicado em 2025 evidenciou, entretanto, 
fragilidades em algumas consultas de enfermagem realizadas com pessoas 
idosas na Atenção Primária, especialmente relacionadas à coleta de dados, à 
7 
avaliação multidimensional e à aplicação sistemática do Processo de 
Enfermagem. Os resultados reforçam a necessidade de qualificação 
profissional para garantir consultas mais abrangentes e articuladas (OLIVEIRA 
et al., 2025). 
3.2 Acolhimento e avaliação inicial 
O acolhimento constitui uma etapa essencial da consulta de 
enfermagem. O profissional deve estabelecer comunicação adequada, 
respeitar o ritmo da pessoa idosa e utilizar linguagem clara e acessível, 
buscando estabelecer relação de confiança que favoreça a participação ativa 
do usuário no processo de cuidado (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; 
BRASIL, 2026). 
Durante a consulta, devem ser coletadas informações relacionadas à 
história de saúde, queixas atuais, doenças preexistentes, cirurgias, 
internações, hábitos de vida, alimentação, atividade física, sono, eliminações, 
vacinação e uso de medicamentos. A avaliação deve ser organizada de forma 
a permitir uma visão ampla das condições de saúde e dos principais fatores de 
risco presentes (LINO et al., 2016; SIQUEIRA et al., 2023). 
Também é importante investigar aspectos relacionadosà vida familiar e 
social, incluindo quem reside com o idoso, existência de cuidador, condições 
de moradia, suporte familiar e possíveis situações de vulnerabilidade. A 
dimensão social integra a avaliação multidimensional e pode influenciar 
diretamente a capacidade de autocuidado, adesão ao tratamento e 
manutenção da independência (SIQUEIRA et al., 2023; BRASIL, 2026). 
O Ministério da Saúde recomenda que a avaliação da pessoa idosa 
considere diferentes dimensões de sua vida, incluindo condições clínicas, 
capacidade funcional, aspectos sociais e familiares. A Caderneta Brasileira da 
Pessoa Idosa incorpora informações sobre condições de saúde, hábitos de 
vida, vulnerabilidades, relações familiares e apoio social, contribuindo para 
ampliar o olhar dos profissionais sobre o usuário (BRASIL, 2026). 
8 
3.3 Avaliação clínica e sinais vitais 
A avaliação clínica é fundamental para identificar alterações que possam 
indicar risco, necessidade de intervenção ou encaminhamento para outros 
níveis de atenção. Na consulta de enfermagem, a avaliação clínica deve estar 
articulada às características individuais e às condições crônicas apresentadas 
pela pessoa idosa (LINO et al., 2016; OLIVEIRA et al., 2025). 
Durante a consulta, o enfermeiro pode realizar ou verificar: 
 pressão arterial; 
 frequência cardíaca; 
 frequência respiratória; 
 temperatura; 
 saturação de oxigênio, quando indicada; 
 peso e altura; 
 índice de massa corporal; 
 avaliação da dor; 
 glicemia capilar, quando indicada; 
 avaliação da pele; 
 presença de edema; 
 alterações respiratórias; 
 alterações cardiovasculares; 
 condições de higiene e autocuidado (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; 
SIQUEIRA et al., 2023). 
A avaliação dos sinais vitais e das condições clínicas deve ser realizada 
de acordo com a necessidade apresentada pelo paciente e relacionada ao seu 
histórico de saúde. A coleta sistemática de informações favorece a 
identificação precoce de alterações e contribui para o planejamento das 
intervenções de enfermagem (OLIVEIRA et al., 2025; LINO et al., 2016). 
3.4 Avaliação da capacidade funcional 
Um dos aspectos mais importantes da consulta do idoso é a avaliação 
da capacidade funcional. O enfermeiro deve investigar a capacidade do 
9 
paciente para realizar atividades básicas e instrumentais da vida diária, 
considerando tanto aquilo que o indivíduo consegue realizar de maneira 
independente quanto as atividades nas quais necessita de auxílio (CARVALHO 
et al., 2019; SIQUEIRA et al., 2023). 
Entre as atividades que podem ser avaliadas, destacam-se: 
 alimentar-se; 
 tomar banho; 
 vestir-se; 
 realizar higiene pessoal; 
 utilizar o banheiro; 
 caminhar; 
 levantar-se da cadeira ou da cama; 
 preparar refeições; 
 administrar medicamentos; 
 realizar compras; 
 utilizar telefone e outros meios de comunicação (LINO et al., 2016; 
CARVALHO et al., 2019). 
A capacidade funcional está diretamente relacionada à autonomia e à 
independência da pessoa idosa. Sua avaliação permite identificar 
precocemente situações de dependência e estabelecer estratégias de cuidado 
capazes de preservar ou recuperar funções importantes para a vida cotidiana 
(CARVALHO et al., 2019; SIQUEIRA et al., 2023). 
A avaliação funcional também deve ser considerada em conjunto com 
aspectos clínicos, psicológicos e sociais. Dessa maneira, o enfermeiro pode 
compreender não somente se o idoso apresenta determinada limitação, mas 
também os fatores que contribuem para essa limitação e as possibilidades de 
intervenção da equipe de saúde (LINO et al., 2016; SIQUEIRA et al., 2023). 
3.5 Avaliação cognitiva e saúde mental 
A avaliação da função cognitiva também deve fazer parte da consulta, 
principalmente quando existem sinais de esquecimento, confusão, 
10 
desorientação ou alterações de comportamento. O rastreamento de alterações 
cognitivas permite identificar situações que necessitam de investigação 
complementar e acompanhamento pela equipe de saúde (LINO et al., 2016; 
SIQUEIRA et al., 2023). 
O enfermeiro deve observar: 
 orientação temporal e espacial; 
 memória; 
 capacidade de comunicação; 
 compreensão das orientações; 
 alterações comportamentais; 
 dificuldades para realizar atividades habituais (LINO et al., 2016). 
Também é necessário investigar aspectos relacionados à saúde mental, 
como tristeza persistente, isolamento social, ansiedade, alterações do sono e 
perda de interesse pelas atividades cotidianas. A literatura demonstra que a 
Atenção Primária possui papel importante na promoção e proteção da saúde 
mental da população idosa, especialmente por meio de ações de prevenção, 
identificação precoce e acompanhamento longitudinal (SOUZA et al., 2022). 
A identificação dessas alterações possibilita o encaminhamento adequado e a 
construção de estratégias de acompanhamento pela equipe multiprofissional. A 
avaliação deve considerar o contexto social e familiar do idoso, pois 
isolamento, fragilidade dos vínculos e ausência de apoio podem estar 
associados a maior vulnerabilidade psicossocial (LINO et al., 2016; SOUZA et 
al., 2022). 
3.6 Avaliação nutricional 
As alterações nutricionais são frequentes na população idosa e podem 
estar relacionadas a doenças crônicas, dificuldades de mastigação, problemas 
odontológicos, redução do apetite, alterações da deglutição, dificuldades 
financeiras e limitações para adquirir ou preparar alimentos. Por isso, a 
avaliação nutricional deve integrar o cuidado multidimensional da pessoa idosa 
(MENEZES et al., 2020; SIQUEIRA et al., 2023). 
11 
Durante a consulta, o enfermeiro deve investigar: 
 hábitos alimentares; 
 ingestão de água; 
 alterações recentes de peso; 
 dificuldade para mastigar ou engolir; 
 perda de apetite; 
 consumo excessivo de alimentos ultraprocessados; 
 consumo de álcool; 
 condições de acesso aos alimentos (MENEZES et al., 2020). 
A avaliação nutricional também deve considerar o contexto socioeconômico 
e familiar da pessoa idosa. O acesso aos alimentos, as condições de moradia e 
a presença de pessoas que auxiliem no preparo das refeições podem interferir 
na qualidade da alimentação e na manutenção do estado nutricional 
(MENEZES et al., 2020; BRASIL, 2026). 
Quando identificadas alterações nutricionais importantes, o paciente 
deve ser encaminhado para avaliação de outros profissionais, como 
nutricionista e médico, conforme a necessidade. O cuidado interdisciplinar 
permite desenvolver estratégias mais adequadas para prevenção e tratamento 
de alterações nutricionais (MENEZES et al., 2020). 
3.7 Avaliação do uso de medicamentos 
A polifarmácia é uma situação relevante no cuidado da pessoa idosa. O 
uso simultâneo de vários medicamentos pode aumentar o risco de interações 
medicamentosas, efeitos adversos, problemas relacionados à administração e 
baixa adesão ao tratamento. Dessa maneira, a avaliação dos medicamentos 
deve fazer parte da consulta de enfermagem (MENEZES et al., 2018). 
Durante a consulta, o enfermeiro deve verificar quais medicamentos são 
utilizados, incluindo aqueles prescritos pelos profissionais de saúde e aqueles 
utilizados por conta própria. Essa investigação permite identificar possíveis 
problemas relacionados à terapia medicamentosa e orientar o paciente sobre a 
utilização segura dos medicamentos (MENEZES et al., 2018). 
12 
É importante investigar: 
 nome dos medicamentos; 
 doses; 
 horários; 
 indicação; 
 regularidade do uso; 
 possíveis efeitos adversos; 
 dificuldades para administrar os medicamentos; 
 utilização de medicamentos sem prescrição (MENEZES et al., 2018). 
A revisão do uso de medicamentos é especialmente relevante entre 
pessoas idosas que apresentam múltiplas condições crônicas. Estudo sobre 
polifarmácia e medicamentos potencialmente inapropriados demonstrou a 
importância da atuação da enfermagem na identificaçãode situações 
relacionadas à segurança medicamentosa e no acompanhamento de idosos 
com condições crônicas (MENEZES et al., 2018). 
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa inclui informações relacionadas 
ao histórico de saúde e ao uso de medicamentos, contribuindo para a 
organização dessas informações e para a continuidade do cuidado entre 
diferentes profissionais e serviços (BRASIL, 2026). 
3.8 Prevenção de quedas 
As quedas representam importante problema de saúde para a população 
idosa, podendo resultar em fraturas, hospitalizações, perda de autonomia e 
redução da qualidade de vida. Por essa razão, a avaliação do risco de quedas 
deve ser incorporada à atenção integral da pessoa idosa, especialmente na 
Atenção Primária à Saúde (DOURADO et al., 2022). 
Na consulta, devem ser investigados fatores como: 
 histórico de quedas; 
 dificuldade para caminhar; 
 alterações de equilíbrio; 
13 
 uso de dispositivos auxiliares; 
 problemas visuais; 
 uso de medicamentos que possam aumentar o risco de quedas; 
 presença de obstáculos no domicílio; 
 iluminação inadequada; 
 tapetes soltos; 
 ausência de barras de apoio (DOURADO et al., 2022). 
A avaliação deve considerar fatores individuais e ambientais, uma vez 
que o risco de queda pode resultar da combinação de alterações relacionadas 
à mobilidade, visão, equilíbrio, medicamentos e condições do ambiente 
domiciliar (DOURADO et al., 2022). 
A identificação desses fatores possibilita orientar o idoso e sua família 
sobre medidas de segurança no ambiente domiciliar. Revisão sistemática sobre 
intervenções na Atenção Primária demonstrou a importância de ações 
preventivas direcionadas à redução dos fatores de risco e à manutenção da 
capacidade funcional da pessoa idosa (DOURADO et al., 2022). 
3.9 Vacinação e prevenção de doenças 
A consulta de enfermagem também constitui oportunidade para verificar 
a situação vacinal da pessoa idosa. O profissional deve conferir os registros 
disponíveis e orientar a atualização das vacinas conforme o calendário vigente 
e as condições individuais do paciente, integrando a vacinação às demais 
ações de promoção e prevenção desenvolvidas na Atenção Primária (BRASIL, 
2026). 
Além da vacinação, devem ser realizadas ações de prevenção e 
educação em saúde relacionadas às doenças crônicas, alimentação saudável, 
prática de atividade física, abandono do tabagismo, redução do consumo de 
álcool e acompanhamento periódico. Essas medidas contribuem para reduzir 
riscos e favorecer um envelhecimento mais saudável e ativo (SIQUEIRA et al., 
2023; BRASIL, 2026). 
14 
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa permite o registro de vacinas e 
outras informações relacionadas ao acompanhamento da saúde, favorecendo a 
organização das informações e a continuidade da assistência. O instrumento 
também possibilita registrar informações sobre condições de saúde, hábitos de 
vida, vulnerabilidades e orientações para autocuidado (BRASIL, 2026). 
A prevenção deve ser desenvolvida de maneira individualizada, levando 
em consideração as condições clínicas, funcionais, sociais e familiares de cada 
pessoa idosa. Dessa forma, o enfermeiro pode direcionar as orientações de 
acordo com os principais riscos identificados durante a consulta (SIQUEIRA et 
al., 2023). 
3.10 Promoção da autonomia e qualidade de vida 
A assistência de enfermagem à pessoa idosa deve ter como objetivo não 
apenas prolongar a vida, mas também favorecer sua autonomia, independência 
e qualidade de vida. A avaliação multidimensional permite identificar 
capacidades e limitações e auxilia na elaboração de estratégias direcionadas à 
manutenção da funcionalidade (SIQUEIRA et al., 2023; CARVALHO et al., 
2019). 
Nesse sentido, o enfermeiro deve estimular a participação do idoso nas 
decisões relacionadas ao próprio cuidado, respeitando seus valores, 
preferências, crenças, limitações e possibilidades. A participação ativa do 
usuário fortalece a autonomia e contribui para a construção de um cuidado 
mais individualizado (BRASIL, 2026). 
O cuidado deve ser construído juntamente com o paciente, familiares e 
cuidadores quando necessário. Essa abordagem favorece a compreensão das 
orientações e pode fortalecer o vínculo entre usuário, família e equipe de saúde 
(SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; BRASIL, 2026). 
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa possui espaços destinados a 
anotações, dúvidas e orientações para autocuidado, reforçando a participação 
ativa da pessoa idosa no processo de acompanhamento de sua saúde. O 
15 
instrumento também favorece o diálogo entre usuários, familiares e 
profissionais (BRASIL, 2026). 
3.11 Educação em saúde 
A educação em saúde é uma das principais ferramentas utilizadas pelo 
enfermeiro durante o acompanhamento da pessoa idosa. As ações educativas 
devem ser desenvolvidas de forma contínua e adaptadas às necessidades 
identificadas durante a consulta, considerando o nível de compreensão e as 
condições individuais do usuário (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; BRASIL, 
2026). 
As orientações podem envolver: 
 alimentação saudável; 
 prática segura de exercícios físicos; 
 hidratação; 
 higiene corporal e bucal; 
 adesão ao tratamento; 
 uso correto dos medicamentos; 
 prevenção de quedas; 
 vacinação; 
 controle da pressão arterial e glicemia; 
 prevenção de doenças; 
 importância das consultas periódicas; 
 identificação de sinais de alerta (BRASIL, 2026; SIQUEIRA et al., 2023). 
A educação em saúde deve ser adaptada ao nível de compreensão do 
paciente e, quando necessário, envolver familiares e cuidadores. A utilização 
de linguagem acessível é importante para garantir que as informações sejam 
compreendidas e incorporadas às práticas cotidianas de cuidado (SILVA; 
VICENTE; SANTOS, 2014). 
Além disso, a educação em saúde pode contribuir para o fortalecimento 
do autocuidado e da autonomia. Ao receber informações adequadas e 
participar das decisões relacionadas ao tratamento, a pessoa idosa pode 
16 
desenvolver maior capacidade para reconhecer riscos e buscar assistência 
quando necessário (BRASIL, 2026; SIQUEIRA et al., 2023). 
3.12 Atuação do enfermeiro na Atenção Primária 
A Atenção Primária à Saúde constitui espaço privilegiado para o 
acompanhamento longitudinal da pessoa idosa. O enfermeiro pode atuar por 
meio de consultas individuais, visitas domiciliares, atividades educativas, 
acompanhamento de doenças crônicas, prevenção de agravos e articulação 
com os demais profissionais da equipe (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; 
OLIVEIRA et al., 2025). 
A consulta de enfermagem representa importante instrumento para a 
atenção ao idoso, permitindo organizar informações, identificar necessidades e 
planejar intervenções. Entretanto, estudos indicam a necessidade de 
qualificação permanente dos profissionais para que a consulta seja realizada 
de forma abrangente e contemple as diferentes dimensões do envelhecimento 
(SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014). 
Estudo multicêntrico publicado em 2025 analisou consultas de 
enfermagem realizadas com pessoas idosas em diferentes regiões brasileiras e 
reforçou a importância da consulta na Atenção Primária para avaliação, 
detecção de agravos e planejamento das intervenções. O estudo também 
identificou fragilidades na aplicação do Processo de Enfermagem e na 
avaliação multidimensional, evidenciando a necessidade de qualificação 
profissional (OLIVEIRA et al., 2025). 
A atuação do enfermeiro também deve estar articulada com os demais 
integrantes da equipe multiprofissional. A identificação de alterações 
nutricionais, funcionais, cognitivas, psicológicas e sociais pode demandar 
encaminhamento e acompanhamento compartilhado com profissionais de 
diferentes áreas (SIQUEIRA et al., 2023). 
17 
3.13 Registro e continuidade do cuidado 
O registro adequado das informações obtidas durante a consulta é 
fundamental para garantir a continuidadeda assistência. As informações 
devem ser registradas no prontuário e nos instrumentos utilizados pela equipe, 
permitindo acompanhar a evolução do paciente e avaliar os resultados das 
intervenções realizadas (OLIVEIRA et al., 2025; BRASIL, 2026). 
A documentação adequada também favorece a comunicação entre os 
profissionais envolvidos no cuidado. O registro sistematizado permite 
acompanhar alterações clínicas e funcionais, identificar necessidades e 
subsidiar decisões relacionadas ao planejamento da assistência (OLIVEIRA et 
al., 2025). 
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa foi desenvolvida como 
instrumento de acompanhamento e organização de informações relacionadas 
às condições de saúde, hábitos de vida, vulnerabilidades, vacinação, 
medicamentos e autocuidado. Dessa maneira, permite que informações 
importantes acompanhem a pessoa idosa em diferentes serviços e situações 
de cuidado (BRASIL, 2026). 
O registro adequado contribui, portanto, para uma assistência mais 
segura, organizada e integrada. A continuidade das informações é 
especialmente importante no acompanhamento de pessoas idosas com 
múltiplas condições crônicas, limitações funcionais ou necessidades de 
acompanhamento por diferentes profissionais (BRASIL, 2026; SIQUEIRA et al., 
2023). 
4.3 CONCLUSÃO 
A consulta de enfermagem do paciente idoso constitui uma importante 
ferramenta para a promoção da saúde, prevenção de agravos e 
acompanhamento integral da pessoa idosa. Por meio de uma avaliação 
sistematizada, o enfermeiro consegue identificar necessidades clínicas, 
funcionais, cognitivas, nutricionais, sociais e emocionais, permitindo o 
18 
planejamento de cuidados individualizados e adequados às características de 
cada usuário (SILVA; VICENTE; SANTOS, 2014; SIQUEIRA et al., 2023). 
A consulta não deve estar limitada à identificação de doenças, mas deve 
considerar a pessoa idosa em sua totalidade, valorizando sua autonomia, 
independência, história de vida, contexto familiar e participação social. A 
avaliação da capacidade funcional, do risco de quedas, do estado nutricional, 
da cognição, da saúde mental e do uso de medicamentos é fundamental para 
identificar vulnerabilidades e direcionar intervenções de cuidado (LINO et al., 
2016; SIQUEIRA et al., 2023). 
Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde possui papel estratégico, 
pois permite acompanhamento contínuo e próximo da pessoa idosa, de sua 
família e de seus cuidadores. O enfermeiro, por meio da consulta de 
enfermagem, educação em saúde, acompanhamento domiciliar e atuação 
multiprofissional, contribui para a manutenção da capacidade funcional, 
prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida (SILVA; VICENTE; 
SANTOS, 2014; OLIVEIRA et al., 2025). 
A consulta também constitui oportunidade para ações preventivas 
relacionadas à vacinação, alimentação, atividade física, prevenção de quedas, 
segurança medicamentosa e saúde mental. A abordagem multidimensional 
permite identificar necessidades que poderiam não ser percebidas quando a 
assistência está concentrada exclusivamente em doenças específicas 
(BRASIL, 2026; SIQUEIRA et al., 2023). 
Portanto, uma consulta de enfermagem qualificada, humanizada e 
sistematizada é essencial para garantir cuidado integral à pessoa idosa. A 
utilização de instrumentos como a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, 
associada ao conhecimento técnico-científico do enfermeiro e à participação 
ativa do paciente, fortalece a continuidade do cuidado e favorece um processo 
de envelhecimento mais saudável, seguro, autônomo e digno (BRASIL, 2026; 
OLIVEIRA et al., 2025). 
 
19 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. 
CARVALHO, Bárbara et al. Avaliação da funcionalidade e mobilidade de 
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DOURADO, Francisco Wellington et al. Intervenções para prevenção de 
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LINO, Valéria Teresa Saraiva et al. Rastreamento de problemas de idosos 
na atenção primária e proposta de roteiro de triagem com uma abordagem 
multidimensional. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 7, 
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	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	Trabalho avaliativo de conclusão do estágio curricular II em enfermagem, servindo como obtenção de nota para conclusão de curso, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de Oliveira Souza.
	1. INTRODUÇÃO
	2. OBJETIVO GERAL
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. DESENVOLVIMENTO
	3.1 Consulta de enfermagem à pessoa idosa
	3.2 Acolhimento e avaliação inicial
	3.3 Avaliação clínica e sinais vitais
	3.4 Avaliação da capacidade funcional
	3.5 Avaliação cognitiva e saúde mental
	3.6 Avaliação nutricional
	3.7 Avaliação do uso de medicamentos
	3.8 Prevenção de quedas
	3.9 Vacinação e prevenção de doenças
	3.10 Promoção da autonomia e qualidade de vida
	3.11 Educação em saúde
	3.12 Atuação do enfermeiro na Atenção Primária
	3.13 Registro e continuidade do cuidado
	4.3 CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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