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Função – Aula 29/03/2019 Trombo X coágulo Trombo é um tipo de coágulo Na hemostasia temos um sistema de prontidão, para que quando haja uma lesão, desencadeie o processo de coagulação formando um tampão para fechar a área lesada e estancar a hemorragia. Associado a processos anticoagulantes e pró-coagulantes. Nesse sentido, esse coagulo não é algo patológico. TROMBO – tipo de coagulo em condições patológicas. Um coágulo anormal e excessivo que se forma em condições que não deveriam e traz consequências. Dificulta o fluxo sanguíneo, pois se localiza e ocupa completamente vasos íntegros ou com pequenas lesões. Consequências de ocupar parcialmente um vaso: diminuição de sangue circulante em determinado tecido = menor oxigenação = hipóxia. - Hipóxia - Anóxia O grau mais severo da hipóxia é chamado de ANÓXIA que será capaz de provocar a passagem para o ponto de não retorno (irreversível) e possui tendência de desenvolver ISQUEMIA. - Isquemia (gera necrose) O processo de necrose por isquemia é chamado de infarto. Uma das consequências da trombose é o infarto. Consequências da trombose Um trombo é fixo. É formado em um determinado lugar e é fixado na parede do vaso - Infarto - Embolia (fragmentação de trombo) Embolia é causada pela fragmentação de um trombo que cai na circulação sanguínea e é móvel. A partir deste momento, passa a ser chamado de embolo. Tipos de embolo x Sólido: massa coagulada como o fragmento do trombo, massa de células tumorais indo na circulação sanguínea x Líquido: embolo provocado por um tratamento (vasilína líquida, injeção). x Gasoso: características da descompressão (mergulhador), não dá tempo de compensar a diferença de pressão e os gases que estão no sangue formam bolhinhas que são êmbolos gasosos que passarão pela circulação obstruindo a passagem de sangue. - Fragmentação do trombo !"##"# - Líquido: gordura Animais com esteatose severa (lipidose hepática), tem muitos hepatócitos rompidos liberando esses lipídeos dentro deles. Perto deles, temos o sinusoide hepático (capilar sanguíneo) de modo que estes lipídeos ganham a circulação sanguínea e se tornam êmbolos. PROBLEMA: em algum momento o embolo vai parar em um vaso de menor calibre que ele e irá obstruir a passagem de sangue e gerará isquemia e infarto. - Consequência da embolia: infarto. Os infartos e êmbolos não precisam ocorrer somente como uma consequência da trombose. Trombose é uma das principais causas, mas não a única, como no caso da gordura. Conceitos Trombose pode ser considerado um processo de formação dos trombos. É considerada como o “oposto” patológico da hemostasia – não no sentido de ser contrário a coagulação e sim de ser excessiva. Trombo – coágulo excessivo formado em condições patológicas. Apresenta-se em formação a mais e fixado no interior de vasos íntegros ou com pequenas lesões. Consequências: Para ocorrer o desenvolvimento de um trombo não é preciso ter lesão endotelial. Imaginar uma lesão mínima no endotélio, formando um coágulo para evitar uma hemorragia. Se a partir dessa lesão começar a formar um coágulo maior e excessivo, dificultando a passagem de sangue, tendo como consequência um processo oclusivo. Se desenvolvem tanto no arterial como no venoso. Causas/Patogenia da trombose x TRÍADE DE VIRCHOW: - LESÃO ENDOTELIAL: é o mais importante - ALTERAÇÕES DO FLUXO SANGUINEO: lentificação do fluxo sanguíneo, até mesmo uma parada sanguínea, turbilhonamento do sangue (pressão sob o vaso). - HIPERCOAGUBILIDADE SANGUINEA: mais fatores de pró-coagulação que de anticoagulação ou falta de fatores anti. PROVA: qual a principal causa associada a trombose??? Lesão endotelial Lesão no endotélio irá expor o colágeno subendotelial, associado ao fator de Von Willebrand ajuda a agregar/ativar as plaquetas que formarão o trombo. Ao mesmo tempo, há estimulo da célula endotelial que irá externalizar o fator tecidual (ativa a cascata para formar fibrina) e desenvolve o trombo. O endotélio é o que reveste internamente a parede de um vaso. As células endoteliais são pavimentosas apoiadas em uma membrana basal e logo abaixo há o colágeno subendotelial. O endotélio é considerado anti-trombogênico = dificulta a agregação plaquetária. Mas a partir do momento que se tem lesão endotelial e expõe o colágeno endotelial, este é trombogênico e facilita a agregação plaquetária. Temos elementos sanguíneos que estão no plasma sanguíneo. Uma delas é a VWF (fator de Von Willebrand) – se junta ao colágeno subendotelial e serve como uma ponte para apoiar as plaquetas (dando início a agregação plaquetária). Hemostasia primária - Tampão primário = agregado de plaquetas Coágulo que ainda não tem estabilidade e a partir do momento que começa a ter o desencadeamento da cascata de coagulação (proteínas/fatores), chega a via final fazendo com que a pró-trombina forme trombina e esta age no fibrinogênio para formar fibrina. O que acontece quando uma célula endotelial é lesada? Ela libera uma substância chamada de FATOR TECIDUAL – induz a via extrínseca da cascata da coagulação. Alterações de fluxo sanguíneo - Estase - Turbilhonamento Situações de estase::: processo de congestão – pressão por conta de gesso. Por que estase gera trombo??? Os fatores da coagulação sanguínea estão no sangue e são produzidas pelo fígado. Na hora de estase sanguínea, muitos desses fatores irão se aproximar e aumentar sua concentração e com isso, serão capazes de se ativar. Nesse caso, trombo venoso por estase sanguínea é o que acontece sem ter lesão endotelial. Muitas vezes esses trombos não têm pontos de fixação. Por conta disso é difícil diferenciar um trombo venoso (vermelho escuro) de um coagulo pos mortem. Quando o animal morre, para a circulação sanguínea e depois de poucas horas há a coagulação do sangue dentro dos vasos porque os elementos da cascata de coagulação serão aproximadas e desencadearão. TROMBO VENOSO – pode ser fixo, mas gera consequências como congestão, inchaço, vermelhidão intensa, pode gerar isquemia, impedindo a chegada de sangue. Exemplo: Nos animais, tem um verme chamado de espirocerca lupi – inibe a média da artéria e fica na aorta e desenvolve um processo inflamatório granulomatoso – formando massa (não é trombo) e o sangue passa fazendo turbilhonamento = sangue vai batendo com mais força na parede e lesa o endotélio, facilitando o destacamento de células endoteliais e se destaca o colágeno subendotelial. No turbilhonamento, o simples bater mais forte na célula endotelial pode estimular a externalizar o fator tecidual – ativação da cascata da coagulação, mesmo sem ter lesão endotelial.