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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL – UDF BIOMEDICINA Prática: Visualização de lâminas e a forma das hemácias e prova do laço VANEZA FRANÇA Semestre 4°/1° 2019 – Turma – N1 Brasília – DF 2019. INTRODUÇÃO Prova do laço A prova do laço é conhecida principalmente para ajudar no diagnóstico de dengue, no entanto, como testa a fragilidade dos vasos, também pode ser usada quando se desconfia de outras doenças que podem causar hemorragias, como: · Escarlatina; · Trombocitopenia; · Hemofilia; · Doenças no fígado; · Anemia. Uma vez que a prova do laço pode dar positivo em várias situações, após saber o resultado é sempre recomendado fazer outros testes de diagnóstico, começando por exames de sangue, por exemplo. O resultado da prova do laço é considerado positivo quando surgem mais de 20 pontinhos vermelhos dentro do quadrado marcado na pele. Porém, um resultado com 5 a 19 pontinhos já pode indicar suspeita de dengue, devendo-se fazer outros exames que ajudam a confirmar se há ou não a infecção. É importante lembrar que o exame pode ser falso negativo mesmo em pessoas que têm a doença, por isso, caso haja suspeita através dos sintomas, o médico deverá solicitar outras avaliações para confirmar. Além disso, pode ser positivo em outras doenças que provocam fragilidade capilar e risco de sangramento, como outras infecções, doenças da imunidade, doenças genéticas ou até, uso de remédios como aspirina, corticoides 23 e anticoagulantes, por exemplo. Desta forma, pode-se observar que este exame é pouco específico e deve ser feito apenas para auxiliar no diagnóstico da dengue. Análise da morfologia das hemácias A Morfologia das hemácias (ou estudo da forma das hemácias) é feita em microscópio, analisando o esfregaço de sangue, as formas encontradas são: Drepanócitos (forma de foice): aparece somente nas síndromes falciformes (não aparecendo no traço falcifrome). Esferócitos (forma esférica, pequena e hipercrômica): em grande quantidade é comum na anemia esferocítica (esferocitose), em menores quantidades podem estar presentes em outros tipos de anemias hemolíticas. Eliptócitos (forma de charuto): em grandes quantidades comum na eliptocitose. Em menores quantidades podem aparecer em qualquer tipo de anemia. Hemácias em alvo em grandes quantidades (células cujas membranas são grandes havendo uma palidez e um alvo central mais corado) aparece em hemoglobinopatias C, E ou S, nas síndromes talassêmicas e em pacientes com doença hepática. Dacriócitos (forma de lágrima): em grande quantidade na mielofibrose. Em pequena quantidade podem aparecer em qualquer tipo de anemia. Hemácias policromáticas (forma normal, mas com coloração azul devido a presença de RNA residual): aparece quando grandes quantidades de hemácias novas estão sendo produzidas. Comuns em anemias hemolíticas. Esquisócitos (são hemácias fragmentadas): aparecem quando nas hemácias há uma lesão mecânica, em casos de hemólise, ou em casos de pacientes que sofreram queimaduras. Acantócitos (hemácias com pontas de diversos tamanhos): nas hepatopatias, hipofunção esplênica, esplenectomizados. Crenadas (hemácias com várias pontas pequenas): na uremia, quando o paciente faz tratamento com heparina, deficiência de piruvatoquinase. Outros achados não relacionados a forma: Hemácias aglutinadas (agrupamentos de hemácias): quando a hemólise é causada por um anticorpo contra hemácias, elas acabam se agrupando (crioaglutininas). Hemácias em Roleux (hemácias em rolos, formam pilhas de rolos de hemácias): aparece em alta concentração de globulinas anormais, mieloma múltiplo e macroglobulinemia. Inclusões nas hemácias: Corpuscúlos de Howell-Joly (aparecem como se fossem um botão azul escuro junto à membrana da hemácia, por fragmento nuclear ou DNA condensado): após esplenectomia, anemias hemolíticas severas. Hemácias com pontilhados basófilos: (vários pontos roxos dentro da hemácia, pela preciptação dos ribossomos ricos em RNA): aparecem na talassemia beta, intoxicação por chumbo, anemia hemolítica por deficiência de pirimidina-5nucleotidase. Anel de Cabot (forma de uma anel ou em oito dentro da hemácia, por restos nucelares): em anemias hemolíticas severas. MATERIAIS E MÉTODOS Prova do laço: · Garrote. Para fazer o teste da prova do laço deve-se desenhar, no antebraço, um quadrado com uma área de 2,5 x 2,5 cm e depois seguir estes passos: Fazer o laço com o garrote no antebraço e pulsionar com a mão. Deixar por 5 minutos sem mexer. Desamarrar o garrote. Deixar o sangue circular por pelo menos 2 minutos. Por fim, deve-se avaliar a quantidade de pontos avermelhados, chamados petéquias, dentro do quadrado na pele para saber qual o resultado do teste. O resultado da prova do laço é considerado positivo quando surgem mais de 20 pontinhos vermelhos dentro do quadrado na pele para saber qual é o resultado do teste. Foram feitos os testes nas alunas: Vaneza, Paula e Crislaine. Morfologia das hemácias: · Lâminas com esfregaço sanguíneo; · Microscópio; · Óleo de imersão; Ajustar o microscópio com a óptica de 100x e localizar e analisar o formato das hemácias verificando se contêm alguma deformidade citada anteriormente. RESULTADOS E DISCUSSÃO Prova do laço Os resultados não apresentaram presença de anormalidades. Não Houve surgimento de petequeas em nenhuma das alunas, descartando qualquer enfermidade ligada ao teste. Morfologia das hemácias O resultado da análise foi pouco satisfatório, pois não conseguimos obter um ajuste na lente microscópica para uma observação mais eficaz. Localizamos apenas: 4 esferócitos, 2 depranócitos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS · BRITO, Mônica Regina; HIRSCHMANN, Jan V.; TKACHUK, Douglas C.. Wintrobe: atlas colorido de hematologia..ed.Rio de Janeiro: Revinter,2010. · LORENZI, Therezinha Ferreira; VERRASTRO, Therezina; WENDEL NETO, Silvano. Hematologia e hemoterapia: fundamentos de morfologia, fisiologia, patologia e clínica..ed.São Paulo: Atheneu,2010. · ROTEIRO DE LABORATÓRIO DE HEMATOLOGIA CLINICA, faculdade de farmácia, UFRJ.