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M A G D A V E N T U R A E R I C A R E S E N D EV E R A P A T A C O
S U M Á R IO
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 13
2 TRABALHOS ACADÊMICOS: tipos, características e estrutura............. 14
2.1 FICHAMENTO....................................................................................................... 14
2.2 RESUMO................................................................................................................. 16
2.3 RESENHA................................................................................. ............................... 19
2.4 ARTIGO CIENTÍFICO..........................................................................................23
2.5 PROJETO DE PESQUISA..................................................................................... 23
2.6 TRABALHO MONOGRÁF1CO........................................................................... 30
2.7 DISSERTAÇÃO...................................................................................................... 31
2.8 TESE......................................................................................................................... 31
3 NORMAS PARA APRESENTAÇÃO GRÁFICA..........................................33
3.1 FORMATAÇÃO...................................................................................................... 33
3.2 ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS...................................... 36
3.2.1 Elementos pré-textuais...................................................................................... 36
3.2.2 Elementos textuais............................................................................................... 52
3.2.3 Elementos pós-textuais...................................................................................... 52
3.3 REFERÊNCIAS........................................................................ ............................. 53
3.4 CITAÇÕES............................................................................................................... 64
3.4.1 Citação d ire ta ....................................................................................................... 64
3.4.2 Citação ind ireta .................................................................................................... 66
3.4.3 Citação de citação ................................................................................................67
3.4.4 Sinais e convenções.............................................................................................. 67
3.4.5 Sistema de cham ada............................................................................................ 68
3.4.5.1 Sistema numérico..................... ............................................................................. 69
3.4.5.2 Sistema autor-data..................................................................................................69
3.5 NOTAS DE RODAPÉ...................................................................................... 71
3.5.1 Notas de referência ............................................................................................. 71
3.5.2 Notas explicativas................................................................................................. 75
REFERÊNCIAS............................................................................................... 77
A N E X O ..................................................................................................................79
Introdução
1 INTRODUÇÃO
A metodologia para os trabalhos científicos é um assunto com o qual nos deparamos
com freqüência na comunidade acadêmica, mas que causa inúmeros problemas com rela
ção à forma de apresentação dos mais variados trabalhos que os alunos precisam fazer.
Tendo isso em conta, pretendemos mostrar como esses trabalhos devem ser apresen
tados quanto à formatação. No que se refere ao conteúdo, ou ao “recheio”, propriamente
dito, cabe ao professor orientador coordenar o que deve constar ou não.
A seguir, será apresentado um breve texto sobre tipos, características e estrutura de um
trabalho acadêmico.
TIPOS
Existem vários tipos de trabalhos que os alunos precisam elaborar. No entanto, muitas
vezes a elaboração se toma difícil ou complicada quando eles se deparam com barreiras no
que diz respeito à forma de apresentação. Hoje, temos a Associação Brasileira de Nonnas
Técnicas (ABNT), que, em 2001, criou uma norma para os trabalhos acadêmicos (NBR14724).
Como interpretá-la? De modo geral, ela se destina à apresentação de trabalhos de conclusão
de curso, dissertações e teses; porém, pode ser utilizada para outros tipos de trabalho.
Veremos, em seguida, quais itens são considerados fundamentais para cada tipo de
trabalho:
« Fichamento
* Resumo
• Resenha
* Artigo científico
- Projeto de pesquisa
• Trabalho monográfico (trabalho de conclusão ou de final de curso)
* Dissertação
• Tese
CARACTERÍSTICAS
A apresentação de um trabalho acadêmico possui características específicas para cada
tipo. Por exemplo, uma tese necessita de mais elementos do que uma dissertação e muito
mais do que um trabalho de conclusão de curso. Essas características serão apresentadas
adiante.
ESTRUTURA
A estrutura de um trabalho acadêmico, em muitos casos, varia de orientador para
orientador. Muitas instituições diziam utilizar as normas da ABNT, porém, na prática, adota
vam padrões próprios. A partir de 2001 todos os tipos de trabalhos acadêmicos passaram a
ser padronizados pela NBR 14724.
M eto do log ia para T rabalh o s A c a d ê m ic o s e N o rm a s de A presentação G ráfica
2 TRABALHOS AC ADÊMICOS: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E ESTRUTURA
2.1 FICHAMENTO
Durante o período de coleta de dados, o pesquisador deve organizar o ma
terial pesquisado de tal forma que na hora da análise e do relatório final não
se sinta perdido. O fichamento dos livros lidos, a partir das questões da
pesquisa, é uma forma prática de juntar a teoria e o material empírico.
(GOLDENBERG, 2000, p. 81).
Como podemos observar nas palavras de Miriam Goldenberg, em seu livro A arte de
pesquisar, o fichamento é importante quando se está fazendo um levantamento bibliográfi
co e não se tem o livro à mão. Quando se tem acesso ao livro, é importante que sejam
retiradas as informações que permitam a consulta futura ao mesmo material. É de costume
fichar os livros consultados com os principais itens para facilitar, posteriormente, a recu
peração dos assuntos desejados.
Alguns professores solicitam, como exercício, a elaboração de fichamento de texto
com a finalidade de manter registrado o conteúdo e também de treinar os alunos para a
consulta e a utilização futura desse material com vistas à elaboração de trabalhos de con
clusão de curso, dissertações ou teses.
Os fichamentos devem conter a referência completa do material consultado (livro,
revista, papers, folheto, dissertação, tese) seguida dos pontos importantes do livro que
irão interessar para pesquisas futuras. E comum a colocação de assuntos que fac ilitem uma
busca rápida. Devem ser apresentados em fichas e normalmente escritos à mão; porém
nada impede que os fichamentos sejam elaborados no computador de uma forma que faci
lite buscas futuras. No caso de fichamento como exercício de alguma disciplina, deve constar
o nome do aluno, seguido dos elementos que melhor identificam o trabalho.
T rabalh os A c a d ê m ic o s: tipos, características eestrutura
Exemplo de fichamento
M ORiN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro.
Tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo:
Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2000.
Consulta feita na Biblioteca Setorial da Universidade do Estado do Rio deJaneiro.
Resumo da obra:
Aborda temas importantes para a educação, no contexto das incertezas e
desafios do mundo atual. Exige uma revisão das práticas pedagógicas vigen
tes, com o objetivo de estimular o espírito crítico na tomada de decisões que
valham a pena. Apresenta os sete saberes “fundamentais” para a educação
do tuturo, aprofundando uma visão com características transdisciplinares.
Divide o texto em sete capítulos, cada um representando um desses saberes
necessários: as cegueiras do conhecimento (erro e ilusão), os princípios do
conhecimento pertinente, ensinar a condição humana, ensinar a identidade
terrena, enfrentar as incertezas, ensinar a compreensão e a ética do gênero
humano.
m
.
SSWSRsSSwEí
M eto do lo g ia para T r a balh o s A c a d ê m ic o s e N o rm as de A presentação G ráfica
2.2 RESUMO
Segundo a ABNT NBR 14724: 2002, resumo é uma seqüência de frases concisas e
objetivas, e não uma simples enumeração de tópicos. O limite de quinhentas palavras é
estabelecido para a padronização e deve indicar, ao final, as palavras representativas do
conteúdo do trabalho (palavras-chave e/on descritores). Trata-se de um texto elaborado em
um único parágrafo. Nas dissertações e teses, utiliza-se o resumo em outra língua, diferen
te da língua em que é escrito o trabalho. Neste caso, é mais comum o resumo em inglês
(iabstract), mas também pode ser utilizado o resumo em espanhol, francês ou italiano.
A estrutura do resumo é uma apresentação em folha distinta, seguida das palavras-cha
ve. No caso de um simples resumo de determinado texto para apresentação a um professor,
é indispensável o registro do nome do aluno e de outras informações necessárias para a
identificação do mesmo, tais como referência, número da turma, curso, nome do trabalho
ou outras que sejam importantes para a sua melhor identificação.
16 |
T RABAUios A c a d ê m ic o s: n r o s , características e estrutura
Exemplo de resumo
Fonte: Base de dados Scielo. Disponível em http://vwvvv.scielo.br
RESUM O
GUIMARAES, A.S.A. Como trabalhar com “raça” em sociologia. Educa
ção e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 93-107, jan./jun. 2003.
Numa exposição didática, de caráter teórico-metodológico, o autor explica o
modo como utiliza em suas pesquisas a categoria “raça”, em conexão com
outras categorias como “cor”, “etnia”, “região”, “classe”, “nação”, “povo”,
“Estado” etc. A partir do pressuposto de que os conceitos, teóricos ou não, só
podem ser aplicados e entendidos no seu contexto discursivo, o autor estabe
lece a distinção entre conceitos “analíticos” e “nativos”, ou seja, entre cate
gorias retiradas de um corpus teórico e categorias que compõem o próprio
universo discursivo dos sujeitos que estão sendo analisados, mas que devem
ser utilizados pelo sociólogo. Na parte central do texto, o autor esboça uma
história dos significados da categoria “raça” no Brasil e das diversas explica
ções do caráter das relações entre brancos c negros avançadas pela sociolo
gia: desde o trabalho pioneiro de Donald Pierson, nos anos de 1940, passando
pelos estudos da Unesco, nos anos de 1950, os trabalhos da chamada “escola
paulista”, nos anos de 1960, e a retomada da teoria da “democracia racial”,
nos anos mais recentes, em estreito diálogo com os movimentos negros. O
autor termina por fazer uma pequena discussão sobre os diversos estímulos,
ou perguntas, dados em pesquisas tipo survey, para definição e mensuração
da variável cor ou raça.
M etodologia para T rabalhos A cadêm icos e N o rm as of. A presentação G ráfica
ABSTRACT
GUIMARÃES, A.S.A. Como trabalhar com “raça” em sociologia. Educa
ção e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 93-107, jan./jun. 2003.
In a didactic account of a theoretical-methodological nature the author explains
how the category of “race” is used in his research, in connection with other
categories such as “color”, “ethnics”, “class”, “nation”, “people”, “State”
etc. Assuming that concepts, theoretical or otherwise, can only be applied and
understood within their discursive contexts, the author establishes the distinction
between “analytical” and “native” concepts, that is, between categories
extracted from a theoretical corpus, and those that comprise the discursive
universe of the subjects being analyzed, but that must be employed by the
sociologist. In the central part o f the text, the author sketches a history of the
meanings of the category “race” in Brazil and o f the various explanations of
the nature of the relations between white and black people put forward by
sociology: starting with the 1940s pioneering work of Donald Pierson, going
through the Unesco studies of the 1950s and the work of the so-called “São
Paulo School” in the 1960s, up to the more recent revival of the theory of
“racial democracy” in close dialogue with Black movements. The author
concludes the article with a brief discussion about the various questions or
stimuli given in surveys for the definition and measurement of the color or
race variable.
Keywords: Race. Ethnics, Class. Nation.
TRABALHOS ACADÊMICOS I TIPOS. CARACTERÍSTICAS E ESTRUTURA
2.3 RESENHA
Resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra. Consiste na
leitura, no resumo e na crítica, formulando, o resenhista, um conceito sobre o
valor do livro. [...] a resenha em geral é feita por cientistas que, além do
conhecimento sobre o assunto, têm capacidade de juízo crítico. Também
pode ser feita por estudantes; neste caso, como um exercício de compreen
são e crítica. Para iniciar-se nesse tipo de trabalho, a maneira mais prática
seria começar por resenhas de capítulos. (MARCONI; LAKATOS, 1996,
p. 211).
Como se observa na definição, a resenha consiste na apresentação de um conteúdo e na
crítica de uma obra. Em virtude de tal circunstância, é muito comum ser encontrada em
revistas de divulgação científica.
A resenha também é solicitada, como trabalho acadêmico, por alguns professores e,
neste caso, normalmente com o objeti vo de avaliar a capacidade crítica do aluno. Deve ser
apresentada da seguinte forma: inicialmente, indicar a referência do livro ou do capítulo
consultado e, a seguir, informações sobre o autor da obra, o resumo das idéias principais, a
crítica da obra e outras informações ou questões que possam ser solicitadas ao resenhista
ou ao aluno.
M e to do lo g ia para T r a ba lh o s A c a d êm ic o s e N o r m a s de A p r esen taçã o G rá fic a
Exemplo de resenha
Fonte: Revista de Administração de Empresas (v. 42, n. 3, jul./set. 2002)
Viva a tese!: um guia de sobrevivência
Maria Ester de Freitas
Por: João Wanderley Geraldi
Professor do Instituto de Estudos da Linguagem da IJnicamp
Ao terminar de ler o ensaio de Maria Ester Freitas, não sei bem a razão,
retornaram da infância uns poucos versos de uma canção regional que nunca
mais ouvi e da qual não lembro o que vem antes, nem o que se segue. Marte
lando, e dançando nos lábios sem qualquer som para não trair a memória,
ficou a seguinte seqüência Ele está fazendo tese, “isso é bom que mete
medo e o que mete medo é bom, isso é bom barbaridade". É esta atividade
de fazer tese, é este tempo de vida de tese que a autora focaliza para apre
sentar um “guia de sobrevivência'’. Afinal, que coisa é esta em que espon
taneamente nos metemos em algum momento, a que nos subordinamos por
um bom tempo e que mete medo e alegra? Mete tanto medo que precisa um
“guia de sobrevivência". Alegra tanto que permite exclamar “Viva a tese!"!
Esse período de fazer tese é “quase uma vida dentro da vida”. F, neste “quase
uma vida” que a autora vai cutucar, ao mesmo tempo usando a experiência
pessoal como fazedora de tese e como orientadora de fazedores de tese.
Antecipemos de antemão: este livro é um ensaio, e sendo ensaio não é
rançosamente acadêmico- o leitor poderá lê-lo como quem usufrui o pra
zer de acompanhar um raciocínio sobre um prazer acadêmico, raciocínio
que lança mão de conceitos, sem se sentir na obrigação de defini-los; lança
mão do senso, sem transformá-los em massudas categorias analíticas. Este
livro é também uma narrativa: para comentar estados de espírito, sugerir
cuidados e apontar caminhos, a experiência vivida - às vezes o detalhe de
uma sensibilidade, de uma emoção - são os fios condutores do irônico “guia
de sobrevivência".
Quem são os “vocês”, os "lhes” a quem a autora se dirige? Certamente
a interlocução que se inicia tem no horizonte leitores privilegiados, os fazedores
de tese. Mas, como o livro não ensina “como fazer tese”, este restrito público
leitor se espraia para além dos muros da academia, por onde circulam os
fazedores de teses e seus orientadores. Este é também um livro para aqueles
postos à margem pelos fazedores de teses: os amigos, os familiares, esposas
e esposos, amantes e adjacentes que queiram compreender um pouco dessa
experiência dolorosa, pois, para o fazedor de tese, só resta no mundo ele c
sua tese, e ambos contra o mundo. É precisamente o olhar mais complacente
da autora para esses sujeitos postos à margem que lhe permite extrair de suas
T r a ba lh o s A c a d ê m ic o s: tipos, caractcrístcas e estrutura
falas, reveladoras de suas relações com os fazedores de tese, algumas das
tintas e cores mais interessantes com que desenha e colore essa “vida dentro
da vida".
Ao leitor mais curioso, apresentamos, com o objetivo de informar sem
subtrair-lhe o prazer da leitura original, na forma de conta-gotas, alguns dos
temas da autora, também ela fazedora de tese e orientadora de fazedores de
tese, segundo flashes da leitura deste também fazedor de tese e orientador
de fazedores de tese:
Os enganOvS
E preciso ir com calma, sem menosprezar o empreendimento em que se
está engajado, pois “a produção intelectual é ardilosa, [...] ela é flutuante e
escorregadia, Ela oscila e é caprichosa”. Mas também não se pode agigantar
o sentido ou a contribuição que o resultado final trará para o acúmulo do
conhecimento. Tenho uma amiga que costuma olhar para seus próprios tra
balhos e sugerir que seus orientandos olhem para suas dissertações e tese
como um grão de areia visto de Cirus, Acontece que “o que comumente
chamamos de inspiração é a capacidade de reter e ampliar, com um toque
próprio e único, um flash ou um insight, uma coisinha de nada que atravessa
o nosso pensamento e que pode fugir”.
Os personagens de um mesmo eu
No diagnóstico da “tensão durante a tese”, a autora detecta que o funda
mental que ocorre neste período é “uma forte modificação no jogo de forças
psíquicas protagonizado por nossos estranhos íntimos personagens”. Já apon
tamos antes que a correlação de forças entre estas personagens varia segun
do uma ordem que o fazedor de tese não consegue intuir, dado que nossa
anormalidade, qualquer que seja sua manifestação, parece fugir de nós pró
prios e responder a uma ordem desestabilizadora, justamente no momento em
que, segundo um destes personagens, mais precisaríamos de um estado emo
cional equilibrado.
O que mete medo
A tese há de ser original! E aí descobre-se que aquela ideiazinha, que é
preciso, durante a tese, fazer crescer para além de duas páginas, não é tão
original assim. E lá vai o fazedor de tese “derrubando livros e mais livros da
biblioteca, com um pequeno fiozinho condutor- aquele insight que perigosa-
M ih 'o d o l o c ia para T u a uai. h os A c a d ê m ic o s e N o r m a s d e A presen ta ç ã o G ra fica
mente pode se perder - para encontrar no conjunto do já tratado, o toque
próprio de um tratamento seu, único e original. O que mete medo é saber que
sempre há o que não leu!” e se o que não se leu é precisamente aquele
autor - conhecido por alguém da banca que tratou justo deste fiozinho
que era meu e de mais ninguém?"
Os outros, eu e miuha tese
São vários os capítulos destinados a este triângulo e é na análise destas
relações com os outros que este livro ganha corpo maior, e se torna uma
leitura deliciosa, pelos flashes com que ilumina a discussão, pelos próprios
títulos com que encabeça cada capítulo, como se fossem traillers a antecipar
os enredos, pelas receitas que apresenta, pela delícia de uma linguagem flu
ente e muitas vezes irônica, quase como se fosse uma forma de exorcizar
alguns dos demônios que sobraram das experiências vividas - da autora e de
seus prováveis leitores. Mas isso c preciso conferir no original, para não
perder a graça.
O parto e as felicitações
“Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Eis o ideal de
uma vida plenamente justificada! [...] Um filho garante a perpetuação da
espécie, a continuidade de gerações e a seqüência da vida; a árvore garante
o ar, a alimentação, a beleza e a continuidade da natureza, também vida; e o
livro, garante o quê? Ele garante a história, através da memória e do saber
construído por nossos ancestrais; ele nos presenteia com as idéias, os sonhos,
o imaginário, o emocional e o racional que vigoraram numa determinada épo
ca e espaço, que são um patrimônio de todos nós. com o qual podemos apren
der e renovar sempre”.
Este parto de tese não se conclui quando extraímos um lexto das dores
de cabeça e das dores nas costas e o damos por finalizado, llá de haver,
neste caso, uma “junta médica” constituída por uma “banca examinadora” a
que se apresenta a tese bebê para um exame minucioso. Só depois de filigranas
discutidas, diante de um público em geral impressionado com os saberes e
brilhos de examinadores e examinando, é que as felicitações acontecem!
T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s : tipos, CARAenaúsncAS e estrutura
2.4 ARTIGO CIENTÍFICO
Os artigos científicos, para publicações em revistas ou periódicos, são pe
quenos estudos que tratam de uma questão verdadeiramente científica, mas
não chegam a constituir-se em matéria de um livro. (MARCONI; LAKATOS,
1996, p. 210)
Os artigos normalmente passam por uma avaliação antes de ser publicados em periódi
cos científicos. É comum, em artigos, a apresentação parcial de trabalhos em desenvolvi
mento, tais como dissertação de mestrado e tese de doutorado, ou ainda relatórios de pes
quisa, como pode ser observado na definição apresentada por Marconi e Lakatos.
Que estrutura deve conter um artigo? Apesar de existir uma norma da ABNT (NBR
6022: 1994) sobre o assunto, normalmente as comissões editoriais adotam regras próprias
que variam. No entanto, podemos apontar os pontos mais relevantes para a apresentação de
um artigo científico para publicação.
Os elementos essenciais são:
• Pré-textuais: TÍTULO, AUTORIA, RESUMO, PALAVRAS-CÍIAVE.
• Textuais: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO, CONCLUSÃO.
• Pós-textuais: REFERÊNCIAS, APÊNDICE, ANEXO.
Exemplo de artigo científico (ANEXO)
2.5 PROJETO DE PESQUISA
Qualquer pesquisa, para ser desenvolvida, necessita de um projeto, e bem-
feito, que a oriente. Ele pode não garantir o sucesso da investigação, mas sua
inadequação, ou sua ausência, certamente, garantem o insucesso. (VERGA
RA, 2000, p. 15).
Tendo como referência as palavras de Vergara, o projeto representa uma carta de inten
ções, um guia das atividades que serão desenvolvidas; portanto, deve definir claramente o
problema a ser investigado, os objetivos que se deseja alcançar, a metodologia que será
utilizada, o referencial teórico que sustenta a intenção, além de, obrigatoriamente, ter de
especificar as referências usadas e as que serão consultadas.
A elaboração do projeto é sempre o início de um trabalho científico. Tendo isso em
conta, ele precisa ser claro, consistente, preciso e viável para que possa, efetivamente, ser
posto em prática.
A estrutura de um projeto irá variar de acordo com as normas estabelecidasna institui
ção, mas existe uma estrutura mínima indispensável, que passaremos a apresentar:
M e t o d o l o g i a p a ra T r a b a lh o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n ta ç ã o G r á f i c a
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAÍS são os elementos que antecedera o conteúdo do traba
lho e o identificam:
• Capa (obrigatório)
• Folha de rosto (obrigatório)
8 Emita (opcional)
■> Listas (opcional)
• Sumário (obrigatório)
ELEMENTOS TEXTUAIS registram o conteúdo do projeto, expresso na introdução e
no desenvolvimento. A introdução apresenta o tema e a delimitação do estudo, o problema
a ser investigado, os objetivos propostos e a justificativa da escolha, explicando sua impor
tância, atualidade, originalidade e viabilidade. O desenvolvimento compreende a identifica
ção da fundamentação teórica do estudo, a metodologia da pesquisa, incluindo fontes, co
leta de dados, previsão do tratamento e análise e o cronograma de atividades. Como já
dissemos, o projeto representa um plano de intenções, um guia de atividades que, se apro
vadas, serão desenvolvidas.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS são os elementos que complementam o projeto:
• Referências (obrigatório)
• Glossário (opcional)
• Apêndice (opcional)
• Anexo (opcional)
• índice (opcional)
Exemplo de projeto de pesquisa
Fonte: Projeto da aluna Denise Chaves da Silva, intitulado “A PRÁTICA DE ATO
INFRACION AL POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES: DA PUNIÇÃO ÀS MEDIDAS
SOCIOEÜUCAT1VAS”, apresentado como exigência final da disciplina Metodologia da
Pesquisa em Direito, no Curso de Direito, da Universidade Estácio de Sá, no ano de 2003.
T r a ba lh o s A c a d ê m ic o s : twos, características bestrutura
DENISE CHAVES DA SILVA
A prática de ato infracional por crianças e adolescentes: da punição às
medidas socioeducativas.
Projeto de Pesquisa apresentado à Discipli
na Metodologia da Pesquisa do Curso de
Direito da Universidade Estácio de Sá, como
exigência para a aprovação na mesma.
Rio de Janeiro
2003
...
M e to d o l o g ia para T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s f. N o rm as de A p r ese n t a ç ã o G r á fic a
Hfí'
SUM ÁRIO
1 IN T R O D U Ç Ã O ..............................................................................
1.1 CONSIDERAÇÕES IN ICIA IS..................... ................................
1.2 QUESTÕES NORTEADORAS...................................... .............
1.3 O B JE T IV O S......................................................................................
1.4 JUSTIFICATIVA........ .......................................................................
2 EM BASAM ENTO T E Ó R IC O .................................................
2.1 BREVE HISTÓRICO DO ATENDIMENTO.............................
2.2 A PRÁTICA DO ATO INFRACIONAL NO BRASIL............
2.3 INIMPUTABILIDAÜE PENAL: A REDUÇÃO DA IDADE
PENAL E DA V IO LÊN CIA ......................................................... .
3 M E T O D O L O G IA ............... ........................................... .............
3.1 TIPO DE PESQUISA......................................... ............................
3.2 FONTES DE PESQUISA...............................................................
3.3 COLETA DE DADO S......................................... ...........................
3.4 ANÁLISE DE D A D O S..................................................................
4 C R O N O G R A M A ......... ..................................................................
R EFERÊNCIAS.............................................................................
T r a bàlh o s A c a d êm ic o s ; tipos, características g estrutura
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O presente estudo representa uma análise do processo de aplicação de
medidas judiciais às crianças e adolescentes que praticam atos infraeionais e
a sua repercussão na sociedade.
Historicamente, crianças e adolescentes que praticaram atos infraeionais
foram submetidos às mesmas regras colocadas aos adultos para fins de julga
mento e punição.
) .2 QUESTÕES NORTEADORAS
A adoção da doutrina de proteção integral teria influenciado o aumento
do número de crianças e adolescentes que praticam atos infraeionais?
Até que ponto a redução da idade de 18 para 16 anos, a fim de fixar a
inimputabilidade criminal, seria fator determinante para diminuir o número de
crianças e adolescentes no mundo do crime?
1.3 OBJETIVOS
O objetivo do presente estudo é examinar os modelos jurídicos criados,
ao longo da história do País, que nortearam a questão da criança e do adoles
cente que praticam atos infraeionais.
P re ten d e-se , tam bém , m o stra r a ap licab ilid ad e das m edidas
socioeducativas introduzidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (EC A)
e a sua efetividade no espaço dos seus 12 anos de vigência.
Intenta, ainda, contribuir para o debate acerca da redução da idade fixa
da para a inimputabilidade penal, demonstrando que este é um meio equivo
cado para minimizar o número de crianças e adolescentes envolvidos em
situações de risco.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a lh o s A c a d ê m ic o s e N o r m a s d e A p r e s e n ta ç ã o G r á f ic a
A questão da criança e do adolescente que praticara atos infracionais
atravessa um periodo de grandes desafios, uma vez que está sendo ques
tionado o atual e recente modelo jurídico de assistência e atendimento a
essa parcela da população.
N egar a relevância desse tem a é negar a realidade na qual este
País se insere, onde predomina a pobreza, a miséria e dissem ina-se a
violência. Os principais agentes são as crianças e os adolescentes, que
cada vez mais cedo se iniciam no mundo do crime, das drogas, da vio
lência, da sobrevivência. D ificilm ente conseguem alcançar a m aiorida
de civil.
Reforça a importância e a atualidade do assunto a constatação de
que uma parcela significativa de jovens que passaram por instituições
correcionais punitivas atualmente é usuária de drogas, não tem emprego,
nem condições de família para apoio.
2 EM BA SA M EN TO T E Ó R IC O
2.1 BREVE HISTÓRICO DO ATENDIMENTO
No Brasil, a questão da criança e do adolescente se reporta ao tempo
do Império.
2.2 A PRÁTICA DO ATO INFRACIONAL NO BRASIL
Legalmente o ECA foi a primeira legislação a definir o que vem a ser
criança e adolescente. Códigos anteriores, como o Código de 1927, falam de
menores abandonados ou delinqüentes.
TRABALHOS ACADÊM ICOS: TIPOS, CARACTERÍSTICAS E ESTRUTURA
2.3 INIMPUTABILIDÀDE PENAL: A REDUÇÃO DA IDADE PENAL
E DA VIOLÊNCIA
Para Aníbal Bruno, a imputabilidade penal é o conjunto de condições
pessoais que dão ao agente capacidade para lhe ser juridicamente imputada a
prática de fato punível.
3 METODOLOGIA
3.1 TIPO DE PESQUISA
A pesquisa a ser apresentada, quanto aos objetivos a que se propõe,
será do tipo descritivo, sobre o tema da criança e do adolescente, do ato
ínfracional e dos meios de intervenção estatal. Será, também, quanto aos
procedimentos, do tipo bibliográfico, a fim de possibilitar a consulta e a análi
se histórico-evoiutiva da tutela jurisdicional acerca do ato infraeional.
3.2 FONTES DE PESQUISA
As fontes de pesquisa a serem utilizadas serão a Constituição Federal e
legislações específicas, tais como a Lei 8.069/1990, e também artigos de
jornais, revistas, material disponível na internet e outros.
3.3 COLETA DE DADOS
A realização desta etapa deverá ocorrer ao longo do terceiro trimestre
de 2003, em visitas a bibliotecas da OAB, EMERJ e da própria Universidade
Estácio de Sá.
3.4 ANÁLISE DE DADOS
A análise dos dados ocorrerá a partir do estudo de legislações revogadas,
comparando-as com as leis em vigor, com o objetivo de descrever e analisar
o papel da intervenção estatal quanto à prática do ato infraeional. Serão elaborados quadros sobre os posicionamentos doutrinários acerca da redução da
idade penal.
III
■
29
M eto do log ia para T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s e N o rm a s de A presentação G rá fica
2.6 TRABALHO MONOGRÁF1CO
Este tipo de trabalho acadêmico é normalmente exigido na graduação e nos cursos de
especialização, também chamado de trabalho de graduação interdisciplinar, trabalho de con
clusão de curso de especialização, trabalho de final de curso ou, mais genericamente, de
monografia. Deve ser coordenado por um orientador.
Sobre monografia, a autora Maria Cecília Carvalho afirma o seguinte:
A monografia é o resultado do estudo científico de um tema, ou de uma
questão mais específica sobre determinado assunto, vai sistematizar o resul
tado das leituras, observações, críticas e reflexões feitas pelo educando.
(CARVALHO, 2001, p. 148)
A elaboração desse tipo de trabalho acadêmico varia de acordo com a finalidade e a
função a que se destina. Normalmente, a parte textual é dividida em etapas para facilitar a
sua realização.
Os elementos que devem figurar no trabalho monográfico estão descritos a seguir e
dividem-se em elementos essenciais, que não podem faltar, e opcionais, que não são obri
gatórios, seguindo as orientações da Norma ABNT NBR 14724: 2002.
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUA1S são os elementos que antecedem o conteúdo do traba
lho e o identificam. Podem ser: obrigatórios ou opcionais.
O brigatórios e O pcionais
CAPA (obrigatório)
LOMBADA (opcional)
FOLHA DE ROSTO (obrigatório)
ERRATA (opcional)
FOLHA DE APROVAÇÃO (obrigatório)
DEDICATÓRIA (opcional)
AGRADECIMENTOS (opcional)
EPÍGRAFE (opcional)
RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA (obrigatório)
RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA (obrigatório)
LISTAS (opcional)
SUMÁRIO (obrigatório)
ELEMENTOS TEXTUAIS são aqueles nos quais se apresentam os resultados do estu
do realizado. As divisões dos elementos textuais ficam a critério do autor, juntamente com
o orientador. Não existe regra que determine um formato para o texto do trabalho. Varia de
acordo com a área do conhecimento, instituição e outros itens que possam intervir na deci
são. Genericamente, temos INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO, que
podem receber outros nomes, de acordo com os objetivos do trabalho.
3 0 |
T r a ba lh o s A c a d ê m ic o s: tipos, características e estrutura
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS complementam o trabalho monográfíco. O elemen
to mais importante é a REFERENCIA. Existem outros também, como: GLOSSÁRIO,
APÊNDICE, ANEXO e ÍNDICE, que ajudam a complementar o trabalho, mas não são
obrigatórios.
O CONTEÚDO DE CADA ITEM DOS ELEMENTOS DO TRABALHO ESTÁ
DEFINIDO E EXEMPLIFICADO NO ITEM 3.2
2.7 DISSERTAÇÃO
A dissertação é um trabalho acadêmico exigido ao final do curso de pós-graduação
stricto sensu, ou seja, mestrado. Antes de elaborar uma dissertação, os alunos fazem ura
projeto em que apontam o que será mostrado no trabalho final, planejando o que será trata
do, mesmo que no decorrer do trabalho haja alguma modificação. Sobre o projeto de dis
sertação, Severino afirma que:
O projeto deve delimitar, com o máximo de clareza e precisão, o objeto da
pesquisa, sua problematicidade, a contribuição que a pesquisa trará, as hipó
teses que pretende defender, os objetivos alcançados, as referências teóri
cas, os procedimentos metodológicos e técnicos que serão utilizados, o
cronograma de execução e as fontes documentais em que se baseará a in
vestigação. (SEVERINO, 2002, p. 77)
Após a elaboração do projeto de dissertação, tem-se o trabalho propriamente dito,
que é:
[...] constituído pelo desenvolvimento de um raciocínio demonstrativo,
logicamente articulado, devendo estar comprovando, mediante argumentos,
uma hipótese que é uma solução proposta para um problema. (SEVERINO,
2002, p. 80)
Como se trata também de um trabalho monográfíco, os elementos que devem constar
na dissertação são os mesmos apresentados no item anterior: pré-textuais, textuais e pós-
textuais.
O CONTEÚDO DE CADA ITEM DOS ELEMENTOS DO TRABALHO ESTÁ
DEFINIDO E EXEMPLIFICADO NO ITEM 3.2
2.8 TESE
A tese apresenta o mais alto nível de pesquisa c requer não só exposição e explicação
do material coletado, mas também “análise e interpretação dos dados". (MARCONI;
LAKATOS, 2003, p. 244)
Com essa afirmação, pode-se perceber que o nível de exigência da pesquisa em uma
tese é elevado. As teses são apresentadas com duas finalidades: a primeira seria para a
obtenção do título de doutor e a segunda, para a livre-docência.
M e to d o lo g ia para T ra ba lh o s A c a d ê m ic o s e N o r m a s d e A presen taçã o G r á fic a
É possível observar diferenças entre a dissertação de mestrado e a tese de doutorado,
com base na exposição que se segue de Severino.
Na tese de doutorado espera-se uma contribuição suficientemente original a
respeito do tema pesquisado, representando um avanço na área. Já a disserta
ção de mestrado, como um trabalho ainda vinculado a uma fase de formação
cientí fica, sendo um exercício diretamente orientado, é a primeira manifestação
de trabalho pessoal sistemático de pesquisa. (SEVERINO, 2002, p. 80)
Os elementos que estão presentes em uma tese de doutorado são os mesmos já descri
tos anteriormente no item Trabalho Monográfico. Vale observar que, geralmente, na tese de
doutorado, é exigido o resumo em mais de uma língua estrangeira.
O CONTEÚDO DE CADA ITEM DOS ELEMENTOS DO TRABALHO ESTÁ
DEFINIDO E EXEMPLIFICADO NO ITEM 3.2
N ormas para A presentação G ráfica
NORM AS PARA APRESENTAÇÃO GRÁFICA
A seguir, serão detalhadas as normas para a apresentação gráfica dos trabalhos acadê
micos. segundo as normas da ABNT.
3.1 FORMATAÇÃO
A formatação de qualquer trabalho acadêmico deve seguir a ABNTNBR 14724:2002.
j f OJM j j i y- 0 ; - / j y .SKp. 'J,C -2,
Formato A4 21 cm x 29,7cm
mancha gráfica
—v'-’ Margens: direita 2 cm
esquerda 3 cm
superior 3 cm
inferior 2 cm
Eo
3 cm
M e t o d o l o g i a p a ra T r a b a lh o s A c a d ê m ic o s v. N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r a f ic a
—t> Letra: recomenda-se, para a digitação, a utilização da fonte tam anhqj 2 para o texto e
tamanho menor nas citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legendas
das ilustrações e tabelas.
_£> Espaços: o texto deve ser digitado em espaço duplo, com exceção das citações de
mais de três linhas, notas, referências, legendas das ilustrações e tabelas, ficha catalográfica,
a natureza do trabalho, o objetivo e o nome da instituição, que devem ser digitados em
espaço simples. Às referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por espa-
ço dup lo.
Os títulos das seções e subseções devem ser separados do texto por dois espaços
duplos, antes e depois do texto.
Nas folhas de rosto e na de aprovação, a natureza do trabalho, o objetivo, o nome da
instituição a que é submetida e a área de concentração devem ser alinhados do meio da
mancha para a margem direita.
As notas de rodapé devem ser digitadas dentro das margens, ficando separadas do texto
por um espaço simples de entrelinhas e por um filete de 3 cm, a partir da margem esquerda.
Os títulos corn indicativo numérico, como listas de ilustrações, sumários, agradeci
mentos, resumo, abstract, referências e outros, devem ser centralizados.
Paginação: o texto deve receber uma numeração única que se inicia na folha de rosto
e vai até a última página do trabalho. Porém, só se coloca o número da página a partir da
primeira folha da parte textual. Toda a parte pré-textual é contada, mas não numerada.
Numeração progressiva: para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-
se adotar a numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias,
por serem as principais divisões de um texto, elevem iniciar emfolha distinta precedidos por
seu indicativo numérico, alinhado à_esquerda e separado por um espaço de caracter. Desta-
cam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de negrito, itálico ou
grifo e redondo, caixa alta ou versai, e outro, conforme a NBR 6024, no sumário e de forma
idêntica no texto. No sumário os títulos e subtítulos das seções devem ser alinhados pela
margem do título do indicativo numérico mais extenso, como no exemplo abaixo.
Exemplo
1 SEÇÃO PRIMÁRIA
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA
1.1.1 Seção terciária
1.1.1.1 Seçâo quaternária
1.1.1.1.1 Seção quinaria
Ilustrações: as ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho a
que se refere, e sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa,
seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do res
pectivo título e/ou legenda explicativa, de forma breve e clara.
3 4 |
Tipos de ilustrações
N orm as para A presentação G ráfica
desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas,
plantas, quadros, retratos e outros.
Tabelas', as tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente, conforme nor
mas de procedimentos do IBGE.
Figura 1 - Paginação dos trabalhos científicos
Capa não
numerada e
náa_ç.omada
SUMÁRIO
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
RESUMO EM t ÍNGUA ESTOANGI-IRA
RtSUMO EM IJPKjVA VEfcNÁttíLA
EPÍGRAFE
AGRADECIMENTOS
DEDICATÓRIA
FOLHA DÊ APROVAÇÃO
ERRATA
FOLHA DE ROSTO
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
ELEMENTOS TEXTUAIS
lnícia-.dâ..numera';ãQ do trabalho
ELEMENTOS FRE-TEXTUA IS
rmio
u n iv e r s id a d e e s tA c io d ê th
Fonte: FERREIRA; RESENDE; PATACO, 2003.
M e t o d o l o g ia para T r a b a l h o s A ca d ê m ic o s e N o r m a s de A presen taçã o G ráfica
3.2 ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS
Aqui serão definidos todos os elementos que podem ser utilizados nos trabalhos aca
dêmicos de acordo com NBR 14724: 2002.
3.2.1 Elementos pré-textuais
Elementos que antecedem o texto do trabalho científico com informações que ajudam
na identificação e utilização do trabalho.
CAPA -E lem en to obrigatório. Tem a finalidade de identificar e proteger o trabalho.
As informações nela contidas devem aparecer na seguinte ordem:
j * nome da instituição;
I • nome do autor;/
/ • título e subtítulo, se houver;
^ * local (cidade);
* ano da entrega.
N ormas para A presentação G ráfica
UNIVERSIDADE ESTACIO DE SA
MARIA EDUARDA BRUNO
Pesquisa era Educação no Brasil
M e to d o l o g ia para T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s n N o r m a s d e A pr esen taçã o G rá fic a
LOM BADA - Elemento opcional. As informações devem ser impressas, conforme a
NBR 12225:
4 notne do autor, impresso longitudinalmente e legível do alto para o pé da lombada;
• título do trabalho, impresso da mesma forma que o nome do autor;
* elementos alfanuméricos de identificação, por exemplo: v. 2.
38
N orm as para A presentação G r afica
FOLHA DE ROSTO - Elemento obrigatório.
A folha de rosto é composta do anverso e do verso e contém as informações essenciais
para a identificação do trabalho.
ANVERSO DA FOLHA DE ROST O - Os elementos devem figurar na seguinte ordem:
8 nome do autor: responsável intelectual do trabalho;
• título principal do trabalho;
• subtítulo, se houver;
• número de volumes (se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a
especificação do respectivo volume);
• natureza (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso e outros) e objetivo (aprovação
cm disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; área de
concentração;
• nome do orientador e, se houver, do co-orientador;
• local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;
• ano de depósito (da entrega).
39
M e t o d o l o g ia para T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s e N o r m a s d e A presen ta ç ã o G ráfica
FOLHA DE ROSTO
MARIA EDUARDA BRUNO
Pesquisa em Educação no Brasil
Dissertação apresentada à Universidade
Estácio de Sá como requisito parcial para a
obtenção do grau de Mestre em Educação.
Orientador Prof. Dr. José dos Santos.
Rio de Janeiro
2004
4 0 |
N ormas para A presentação G ráfica
VERSO DA FO LH A DE ROSTO - Deve conter a ficha catalográfica conforme o
Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. Esta ficha normalmente é elaborada por
um profissional de biblioteconomia.
12,5 cm
B894p Bruno, Maria Eduarda.
Pesquisa em Educação no Brasü./Maria Eduarda Bruno.
- Rio de Janeiro, 2004.
105 f.: il.
Dissertação {Mestrado ern Educação) - Universidade
Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 2004,
Bibliografia: f. 101-105.
1, Pesquisa educacional, Brasil. 1. Titulo.
CDD 370,780981
tn
o
m a m wsm m a u
41
M e to d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s e N o r m a s d e A presen ta ç ã o G rá fic a
ERRATA - Lista das folhas e linhas em que ocorrem erros, seguida de indicação de
autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho. Pode vir encartada ou em
folha avulsa.
ERRATA
Folha Parágrafo Linha Onde se lê Leia-se
08 02 06 ílorense forense
15 01 04 júri juiz
64 02 10 julgados jurados
98 04 03 defesa defensor
110 03 12 depõe dispõe
121 05 09 suspensão suspeição
155 06 15 concerto conserto
208 02 08 seção sessão
4 2
FOLHA DE A PROVAÇÃO - Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto.
N ormas para A presentação G ráfica
MARIA EDUARDA BRUNO
Pesquisa em Educação no Brasil
Dissertação apresentada à Universidade
Estácio de Sá como requisito parcial para a
obtenção do grau de Mestre em Educação.
Aprovada em
BANCA EXAMINADORA
Prof. Dr. XXXXXXXXXXX
Universidade Estácio de Sá
Prof. Dr. ZZZZZZZZZZZZZ
Universidade.......................
“ 1 -
Prof. Dr. YYYYYYYYYYY
Universidade Estácio de Sá
I
DEDICATÓRIA Elemento opcional, colocado após a folha de aprovação.
M e t o d o l o g ia para T r a b a l h o s A c a d ê m ic o s e N o r m a s de A p r esen ta ç ã o G rá fic a
Aos meus filhos,
Antônio, Juliana, Carolina e Arthur,
e para minha esposa,
Glória Diniz,
tudo em minha vida.
L
N ormas para A presentação G ráfica
AGRADECIM ENTOS - Elemento opcional. Nesta folha devem ser mencionadas as
pessoas que foram importantes para a realização do trabalho, inclusive a instituição
financiadora da pesquisa. Utiliza-se a palavra Agradecimentos no alto da página, centraliza
da, seguida dos nomes em formatação livre.
AGRADECIMENTOS
Ao meu orientador. Guilherme Caldeira, pelas inesquecíveis lições.
À Thereza Braga e João Oliveira, pela coleta de material e pelas idéias que
tanto contribuíram para esta dissertação.
À Fundação para Ciência e Tecnologia, pelo auxílio concedido por meio da
bolsa de mestrado.
im m -wmÊm — eeh h hm hhbhhhh í m m a ■ ■ ■
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
EPÍGRAFE - Elemento opcional, colocado após os agradecimentos. Pode tambcm
ser colocada no início de cada capítulo.
N o r m a s p a r a A pr e se n t a ç ã o G r á f ic a
RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA-E lem ento obrigatório. Apresentação con
cisa dos pontos relevantes de um documento, devendo ressaltar o objetivo, o método, os
resultados e as conclusões do documento.
Elaborado pelo próprio autor, o resumo deve ser redigido em parágrafo único.
A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento. A
seguir, deve-se indicar a informação sobre a categoria do tratamento (memória, estudo de
caso, análise de situação etc.).
Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular.
As palavras-chavedevem figurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão Pa
lavras-chave, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto.
A extensão do resumo em trabalhos acadêmicos deve observar de 150 a 500 palavras
(exemplo no item 2.2).
RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA-E lem ento obrigatório. Consiste na ver
são do resumo em língua vernácula para idioma de divulgação internacional.
Por exemplo
Em inglês: Abstract
Em espanhol: Resumen
Em francês: Résumé
Em italiano: Sommario
Deve aparecer em folha distinta e seguido das palavras mais representativas do conteú
do do trabalho (exemplo no item 2.2).
LISTA DE TABELAS - Elemento opcional, elaborado de acordo com a ordem apre
sentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do res
pectivo número de página.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
LISTA DE ILUSTRAÇÕES - Elemento opcional. Deve ser elaborada de acordo com
a ordem apresentada 110 texto, cada item sendo designado por seu nome específico, acom
panhado do respectivo número da página. Recomenda-se a elaboração de listas próprias
para cada tipo de ilustração.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Avaliação do Curso de Direito 110 Rio de Janeiro nos últimos
cinco an o s.......................................................................................12
Quadro 2 - Estatística dos resultados do provão nos últimos cinco anos .. 40
Quadro 3 - Relação entre os resultados do provão e a aprovação dos
alunos na prova da O A B .................................................... .........65
Quadro 4 - Avaliação estatística encontrada nos resultados da prova e do
exame da O A B .............................................................................98
i
§
48
N o r m a s ka ra A pr e se n t a ç ã o G r á f ic a
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS - Elemento opcional. Consis
te na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou
expressões correspondentes grafadas por extenso
LISTA DE SIGLAS
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
CFA - Conselho Federal de Administração
ELETROBRÁS - Centrais Elétricas Brasileiras
IBMEC •••- Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais
UFMG ™ Universidade Federal de Minas Gerais
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍM BO LO S
© - Copyright
CNI - Confederação Nacional da Industria
Eraeij - Escola da M agistratura do Estado do Rio de Janeiro
He - Habeas corpus
® - Marca registrada
REsp. - Recurso especial
R E x t...Recurso extraordinário
Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
■
I
I#
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r á f ic a
SUM ÁRIO - Elemento obrigatório. Consiste na enumeração das divisões, seções e outras
partes de uma publicação, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede. No caso de
trabalhos com mais de um volume, deve ser incluído o sumário de toda a obra em todos os volumes,
de forma que se tenha conhecimento do conteúdo, independentemente do volume consultado.
SU M A R IO
1 IN T R O D U Ç Ã O ...........................................................................................10
2 PESQUISA NO BRASIL.............................................................................11
2.1 H IST Ó R IC O ...................................................................................................12
2.2 INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NAS PESQ U ISA S......................... 15
3 PESQUISA EM E D U C A Ç Ã O ................................................................ 19
4 QUEM PESQUISA NO B R A S IL .......................................................... 25
5 CO N SID ERA ÇÕ ES F IN A IS ..................................................................28
R E F E R Ê N C IA S ......................................................................................... 29
APÊNDICE A Q uestionário..................................................................32
ANEXO A - Depoimento do Pesquisador...............................................34
51
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s b N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
3.2.2 Elementos textuais
Parte do trabalho em que é exposta a matéria, sua formatação está indicada no item 3.1.
3.2.3 Elementos pós-textuais
Estes elementos completam o trabalho e estão divididos em referências, glossário,
apêndice, anexo e índice.
As referências serão exemplificadas no item 3.3 a seguir.
GLOSSÁRIO - Elemento opcional. Consiste em uma relação de palavras de uso res
trito, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições.
APÊNDICE - Elemento opcional. Consiste em um documento elaborado pelo autor,
a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade do trabalho. O(s)
apêndice(s) é(são) identificado(s) por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos
respectivos títulos.
Exemplo
APÊNDICE A -A nálise do desenvolvimento econômico no país.
APÊNDICE B - Avaliação da queda do índice do desemprego.
ANEXO - Elemento opcional. Documento não elaborado pelo autor, que serve dc
fundamentação, comprovação e ilustração. O(s) anexo(s) é(são) identificado(s) por letras
maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos.
Exemplo
ANEXO A -E statística populacional do IBGE.
ANEXO B - Análise da flora da região pelo Ibama.
ÍNDICE - Elemento opcional. Lista de palavras ou frases, ordenadas segundo deter
minado critério que localiza e remete para as informações contidas no texto.
N orm as p a r a A p r e s b í i a ç ã o GRÁncA
3.3 REFERÊNCIAS
As referências (NBR 6023: 2002), como já mencionado, são elementos fundamen
tais a qualquer tipo de trabalho acadêmico. Usa-se a lista de referências para indicar ao
leitor as fontes consultadas para a elaboração do trabalho. Podem ser referenciados todos
os tipos de materiais consultados, como livros, revistas, folhetos, relatórios, documentos
da internet, mapas, manuscritos, enfim, qualquer tipo, independentemente do suporte (pa
pel, disquete, CD-ROM, internet) em que ele esteja.
As referências, são constituídas de elementos essenciais e, quando necessário, acres
cidas de elementos complementares.
• Elementos essenciais - são as informações indispensáveis à identificação do documento.
• Elem entos com plem entares são as inform ações que, acrescentadas aos elementos
essenciais, permitem melhor caracterizar os documentos.
Im portante
Exemplificaremos nas referências apenas os elementos essenciais.
Os modelos de referências de livros e/ou folhetos possuem uma estrutura básica, como
mostra o esquema que se segue:
/" Passo: Nome do autor ou autores, iniciando pelo último sobrenome do autor ou
pelo nome da entidade. Usa-se ponto-e-vírgula para separar vários autores. No caso
de mais dc três autores, indica-se o nome do primeiro seguido da expressão et al.
A U T O R E S PE SSO A IS
SOBRENOME, Prenome
Exemplos
MELO, Alexandre ou MELO, A.
WOOD JÚNIOR, Thomaz ou WOOD JÚNIOR, T.
BUZANELLO, José Carlos. D ireito de resistência constitucional. Rio de
Janeiro: América Jurídica, 2003.
53
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
BOYETT, Joseph; BOYETT, Jimmie. Guia dos gurus: os melhores conceitos e práticas
de negócios. Tradução Ana Beatriz Rodrigues. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2002.
SOARES, Luiz Fernando Gomes; LEMOS, Guido; COLCHER, Sérgio. Redes de
computadores: das LANS MANs e WANS às redes ATM. 2. ed. Rio de Janeiro:Campus, 2002.
MIZUKAMI, Maria da GraçaNicoletti e/a/. Escola e aprendizagem da docência:
processos de investigação e formação. São Carlos: EDUFSCAR, 2002.
UMPHRED, Darcy Ann (Ed.). Fisioterapia neurológica. Tradução Lilia Bretenitz
Ribeiro. São Paulo: Manole, 1994.
FRIEDE, Reis (Coord.). Mil perguntas de direito tributário. 4. ed. Rio de
Janeiro: Thex, 2002.
A U T O R E S E N T ID A D E S
Órgãos governamentais, empresas, associações, congressos, seminários e outros, com
os nomes por extenso.
Exemplos
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Levantamentos básicos em saúde
bucal. Tradução Ana Julia Perrotti Garcia. 4. ed. São Paulo: Liv. Santos, 1999.
ENCONTRO DAANPAD, 26.. 2002, Salvador. Resumo dos trabalhos. Rio de
Janeiro: ANPAD, 2002.1 CD-ROM.
A U TO R ES E N T ID A D E S G E N É R IC A S
É preciso mencionar o nome do órgão superior ou da jurisdição para diferenciar.
Exemplos
RIO DE JANEIRO. Secretaria de Turismo.
BRAS IL. Ministério da Saúde.
BRASIL. Presidência da República. Comunidade solidária: três anos dc trabalho.
Brasília, DF: Imprensa Nacional, 1998.
N o r m a s p a s a A prese n ta ç ã o G r á f ic a
A U T O R E S E N T ID A D E S C O M D E N O M IN A Ç Ã O E S P E C ÍF IC A
Neste caso, deve-se utilizar o nome da entidade seguido do local.
Exemplos
TEATRO MUNICIPAL (Niterói)
TEATRO MUNICIPAL (Rio dc Janeiro)
ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Manual de levantamento da produção
documental. Rio de Janeiro, [1986].
S E M A U T O R
Quando a publicação não tiver autor, deve-se entrar pelo título colocando a primeira
palavra em caixa alta.
Exemplo
HANDBOOK de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 2001.
2° Passo: Título e subtítulo do trabalho. O título do trabalho deve vir destacado
(negrito, itálico ou sublinhado). O subtítulo não é destacado, e deve vir separado
por dois pontos do título principal.
Exemplos
WADSWORTH, Barry J. Inteligência e afetividade da criança na teoria de
Piaget: fundamentos do construtivismo. São Paulo: Pioneira, 2003.
MARCELLINO, Nelson Carvalho (Org.). Lazer & empresa: múltiplos olhares. 3.
ed. Campinas: Papirus, 2002.
CARVALHO, Maria Cecília Maringoni de (Org,). Construindo o saber:
metodologia científica: fundamentos c técnicas. 12. ed. São Paulo: Papirus, 2002.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s b N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
3 oPasso: Outras responsabilidades (tradutor, revisor, ilustrador), quando destacadas,
devem vir depois do título.
Exemplos
BOWLER, R.M.; CONE, J.E. Segredos em medicina do trabalho: respostas
necessárias ao dia-a-dia: em rounds, na clínica, em exames orais e escritos. Tradução
Jussara N. T. Burnier. Porto Alegre: Artmed, 2001.
DRUCKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor: entrepreneurship:
prática e princípios. Tradução Carlos J. Malferrari. São Paulo: Pioneira, 2003.
4° Passo: üeve-se indicar a edição, quando houver, na publicação utilizando
abreviaturas. Observa-se que a edição só é indicada a partir da segunda.
Edição usar ed. Revisada usar rev. Ampliada usar ampl. Atualizada usar atual.
Exemplos
CAVALCANTI NETTO, João Uchôa. Direito, um mito. 5. ed. Rio de Janeiro: Ed.
Rio, 2002. '
GARCIA-PABLO DE MOLINA, Antônio; GOMES, LuizFlávio. Criminologia.
4. ed. rev. atual, e ampl. São Paulo: RT, 2003.
5" Passo: Deve-se mencionar o local onde foi editado o trabalho. Quando houver
homônimos, acrescentar a sigla do estado. Se a obra for editada em vários lugares,
deve-se utilizar o que vier em primeiro lugar ou o mais destacado.
Exemplo
BERGER, Peter L ; LUCKMANN, Thomas. Construção social da realidade:
tratado de sociologia do conhecimento. Tradução Floríano de Souza Fernandes.
21. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r á f ic a
6o Passo: O nome da editora deve ser colocado como estiver na obra. Devem-se
abreviar os prenomes e suprimir palavras que indiquem a natureza jurídica ou
comercial. No caso de editoras universitárias, normalmente usa-se a palavra (Ed.)
seguido da sigla da Universidade.
Exemplos
J. Olympio na publicação aparece Livraria José Olympio Editora.
Saraiva na publicação aparece Livraria e Editora Saraiva.
PINHO, Diva Benevides; VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de (Org.).
Manual de economia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
NEVES, Lúcia Maria Wanderley (Coord.). Política educacional nos anos 90:
determinantes e propostas. Recife: Ed. UFPe, 1997.
7oPasso: O ano da publicação deve ser colocado após o nome da editora, separado
por vírgula. Quando não houver o ano na publicação, indicar entre colchetes o ano
ou a década aproximada.
Exemplos
CANDAU, V. M. (Org.). Didática em questão. 22. ed. Petrópolis: Vozes, [199-].
MAEDA. Ernesto Youiti; MAEDA, Ana Maria Canzonieri; SANTOS, Fabíola
Carvalho Lopes dos. Qi Gong: meditação, cura vida longa. [S.l.: Centro de Terapia
Mutidisciplinar, 2003].
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s f. N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
OUTROS TIPOS DE REFERÊNCIA
PUBLICAÇÃO PERIÓDICA
Os elementos essenciais para referenciar um número específico de um periodic,
são: nome da revista, local, editora, dados (volume/ano, número) seguido da data (mês c
ano). Quando se referencia apenas um artigo ou outro, deve-se fazer a referência pelo non .
do autor do artigo, como exemplificado no próximo item.
NOME DA REVISTA, Local: Editora, v., n., mês. ano.
O b servação
Algumas revistas usam ano em lugar do volume; neste caso, usa-se a palavra ano
sem abreviar, como no exemplo a seguir.
Exemplos
EDUCAÇÃO E PESQUISA, São Paulo: FEUSP, v. 28, n. 2, jul./dez. 2002.
REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS, São Paulo: FGV, v. 42, n. 1,
jan./mar, 2002.
CONJU NTURA ECONÔMICA, Rio de Janeiro: FGV, ano 56, n. 1, jan, 2002.
ARTIGO DE PERIÓDICO
Os artigos de periódicos devem ser referenciados como no exemplo a seguir. O n c r :
da revista deve vir destacado, utilizando-se negrito, itálico ou sublinhado.
SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Nome da Revista, Local da publicação,
(volume/ano), número, páginas (inicial e final do artigo), mês (abreviado) e ano.
Exeinplo
GIAMBIAGI, Fábio. Superando as metas fiscais. Conjuntura Econômica, Rio de
Janeiro, ano 56, n. 1, p. 22-25, jan. 2002.
BARRICHELO, Luciana. Canudo que faz a diferença. Veja, São Paulo, v. 34, n. 35.
p. 74-75, set. 2001.
5 8
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G rãjfíca
CAPÍTULO DE LIVRO
Quando o autor do capítulo for o mesmo autor do livro, basta substituir o nome do
autor por um traço equivalente a seis espaços. O destaque, neste caso, é no título do livro.
SOBRENOME, Prenome do(s) AUTOR(ES) DO CAPÍTULO. Título do capítulo.
In: SOBRENOME, Prenome do(s) AUTOR(ES) DO LIVRO. Título do livro.
Local: Editora, ano. Páginas.
Exemplo
GONZALEZ, W. Dominação, racionalidade e religião. In :______ . Educação e
desencantamento do mundo: contribuições de Max Weber para a sociologia da
educação. Rio de Janeiro: Papel Virtual, 2002. p. 53-91.
No caso de o autor do capítulo não ser o autor do livro, deve-se proceder de acordo
com o exemplo a seguir:
SOBRENOME, Prenome do(s) AUTOR(ES) DO CAPÍTULO. Título do capítulo.
In: SOBRENOME, Prenome do(s) AUTOR(ES) DO LIVRO. Título do livro.
Local: Editora, ano. Páginas.
Exemplo
TIJR A, M. L. R. A observação do cotidiano escolar. In: ZAGO. N.; CARVALHO,
M. P.; VILELA, R. A. T. (Org.). Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas
em sociologia da educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p. 183-206.
TRABALHOS ACADÊMICOS, DISSERTAÇÕES E TESES
Os trabalhos acadêmicos, dissertações e teses são referenciados de forma semelhan
te a livrose/ou folhetos.
SOBRENOME, Prenome. Título do trabalho. Ano da conclusão do trabalho.
Número de folhas. Tipo de trabalho (Nome do curso) - Nome da Universidade ou
Instituição, local da defesa, ano da defesa.
Exemplos
KAIUCA, Miriam Abduche. Com um lápis e um papel... cria-se um novo texto:
as representações de práticas democráticas nos colégios de aplicação. 2003. 252
f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Estácio dc Sá, Rio de
Janeiro, 2003.
DUTRA, Julio Cesar Vianna. Determinação da composição centesimal da
semente e da torta de girassol e da qualidade do óleo bruto de girassol através
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
de análises quím icas. 2002, 28 f. Trabalho M onográfíco (G raduação em
Engenharia de A lim entos)-U niversidade Estáeio de Sá, Rio de Janeiro, 2002.
NUMES, Clarice. Escola redescobre a cidade: reinterpretação da maternidade
pedagógica no espaço urbano carioca: 1919-1935. 1993. 227 f. Tese (Concurso
Professor Titular) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 1993.
REFER ÊNCIA LEGISLATIVA
As referências legislativas devem ser feitas de acordo com o tipo, sempre seguidas
do número que as identifica. A autoria desse tipo de referência vai depender do nível da
legislação.
AUTOR. Tipo e número da lei ou jurisprudência, data da assinatura. Nome do
periódico em que se encontra, local, data da publicação. Inform ações
complementares sobre o periódico. Página.
Exemplo
BRASIL. Lei n° 10.741, de 01 de novem bro de 2003. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 03 nov. 2003.
p. 3.
Para complementar é possível acrescentar a ementa da lei, como no exemplo a seguir:
Exemplo
BRASIL. Lei n° 10.741, de 01 de novembro de 2003. Dispõe sobre o estatuto do
idoso e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 03 nov. 2003. p. 3.
Para referenciar os Códigos oficiais, seguir o exemplo:
BRASIL. Código Civil (2002). Código civil e legislação civil em vigor.
Organização Juarez de Oliveira. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
Para Códigos comentados ou anotados, a referência é feita pelo nome do autor que fez
o comentário.
DINIZ, Maria Helena. Código civil anotado. 2. ed. aum. e atual. São Paulo: Saraiva,
1996.
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o Cír Ah c a
EVENTO
No todo
Os eventos (congressos, seminários, conferências, encontros, reuniões etc.) devem
ser referenciados de acordo com os tipos.
NOME DO EVENTO, NÚMERO., ANO, LOCAL ONDE ACONTECEU. Título.
Local onde foi editado: editora, ano.
Exemplo
ENCONTRO ANPAD, 27., 2003, Atibaia. Resumo dos trabalhos. Rio de Janeiro:
ANPAD, 2003. I CD-ROM.
Em parte
Trabalhos apresentados em eventos devem vir referenciados pelo nome do autor segui
do do título; as demais informações são as do evento no todo.
SOBRENOM E, Prenome. Título do trabalho. In: NOM E DO EVENTO,
NÚMERO., ANO, LOCAL ONDE ACONTECEU. Título. Local onde foi editado:
editora, ano.
Exemplo
FLEURY, M .T.L.; JACO BSO HN , L.V. A contribuição do e-learning no
desenvolvimento de competências do administrador. In: ENCONTRO ANPAD, 27.,
2003, Atibaia. Resumo dos trabalhos. Rio de Janeiro: ANPAD, 2003. 1 CD-ROM.
IM AGEM EM MOVIMENTO
Inclui filmes, videocassetes, DVD, entre outros.
As imagens em movimento devem ser referenciadas de acordo com os itens a seguir:
TÍTULO. Diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte em
unidades físicas.
Exemplos
F ilm e
CENTRAL DO BRASIL. Direção: Walter Salles Junior. Produção: Martire de
Clemont-Tonnerre e Arthur Cohn. São Paulo: Europa Filmes, 1998. 1 bobina
cinematográfica.
Palestra em vídeo
VENCENDO a desnutrição. Palestrante Patrícia Vanzolini. São Paulo: CREN,2002
1 videocassete.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
DOCUMENTO DE ACESSO EXCLUSIVO EM MEIO ELETRÔNICO
Inclui: CDs, disquetes, bases de dados, e-maíls.
Os documentos com accsso exclusivo por meio eletrônico devem ser referenciados
de acordo com os elementos essenciais a seguir. Lembramos que os arquivos pessoais e as
mensagens eletrônicas devem ser referenciados apenas quando não existir outra fonte para
tratar o assunto. Mensagens de listas de discussão e em e-mails têm caráter informal, não
sendo consideradas fonte científica em alguns casos.
AUTOR (se houver). Título do serviço ou produto. Versão. Local, ano. Descrição
física do meio eletrônico.
Exemplos
Programa de computador em CD-ROM
MICROSOFT Office XP. [S.l.]: Microsoft Corporation, 2003. 1 CD-ROM.
Disquete
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ. Diretoria Geral de Bibliotecas. Normas de
atendimento doc. Rio de Janeiro, 2004. 1 Disquete.
Base de dados
PORTAL da pesquisa. Disponível em: ww\v,portaldapcsquisa,com,br. Acesso em:
14 nov. 2004. Uso restrito nas Bibliotecas da Universidade Estácio de Sá.
E-mail
COUTINHO, V. M. Relatório da biblioteca do mestrado [mensagem pessoal].
Mensagem recebida por ericare@ tena.comJir em 14 nov. 2004.
DOCUMENTOS VIA INTERNET
Os documentos disponíveis na internet devem ser referenciados de acordo com os
tipos já mencionados anteriormente, seguidos da informação sobre o endereço na internet
e a data de acesso.
REFERÊNCIA DO MATERIAL DE ACORDO COM O TIPO. Disponível em:
endereço eletrônico. Acesso em: data de acesso.
Exemplos
Texto com autoria na internet
AMARO, Vagner. Marketing cultural em bibliotecas. [2003]. Disponível em:
<http://biblioteca.estacio.br/artigos/0Q2.htm>. Acesso em: 07 maio 2004.
6 2 1
N o r m a s p a r a A p r f sk n t a ç ã o G r á f ic a
Texto sem autoria na internet
RIO Nilo. Disponível em: <http.7/wwvv.fiorgeograf,hpg.ig1eojiii,br/rÍQj[iilQ.htiii>.
Acesso em: 07 maio 2004.
Artigo de periódico disponível na internet
DIAS, G. A. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à aceitação deste
recurso pelos usuários. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 31, n. 3, 2002.
Disponível em: <http://www.ibict.br/>. Acesso em: 07 maio 2004.
Evento disponível na internet
SILVA, L. P. A internet na cultura escolar. In: REUNTÃO ANUAL ANPED, 25.,
2002, Caxambu. Trabalhos apresentados. Rio de Janeiro: ANPED, 2002.
Disponível em: <http://www,anped,org.br/inicio.html>. Acesso em: 07 maio 2004.
Trabalho acadêmico, dissertação ou tese disponíveis na internet
PEDOTT, Paulo Roberto. Publicidade na internet: a internet como ferramenta
de comunicação de marketing. 2002. Dissertação (Mestrado em Administração) -
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2002. Disponível em: <www.ufrgs.br>.
Acesso em: 07 maio 2004.
Legislação disponível na internet
BRASIL. Lei n° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial [da|
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 20 fev. 1998. Disponível em:
<http ://www. in. go v. br>. Acesso em: 07 maio 2004.
6'3
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
3.4 CITAÇÕES
Menção a uma informação extraída de outra fonte (NBR 10520: 2002).
As citações podem aparecer:
» N o texto
* Em notas de rodapé.
3.4.1 Citação direta
Transcrição textual de parte da obra do autor consultado.
Atenção
Citações diretas, no texto, de até três linhas devem ser incorporadas ao parágrafo,
transcritas no texto, entre aspas duplas. No caso de citações de mais de três linhas,
deve-se construir um parágrafo independente, mantendo um afastamento de 4 cm da
margem esquerda do papel, em letra menor do que a usada no texto, e sem aspas/.........— —---- ’_' .... ................................................................................................................................... ................................. .................. --------------- _________ _________ e
Exemplos
Sarmento (2003, p. 143) afirma que “o paradigma crítico procura articular a
interpretação empírica .dos dados sociais com os contextos políticos e ideológicos
em que se geram as condições de ação social.”
Na lista de referências
SARMENTO, M. i. O estudo etnográfico cm educação. In: ZAGO, N.; CARVALHO,
M. R; VILELA, R. A. T. (Org.) Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas
em sociologia da educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p. 137-179.
6 4 |
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r a f ic a
No texto
O estudo de caso pode ser definido como:
[...] uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo
dentro do seu contexto real de vida, especialmente quando as fronteiras
entre o fenômeno e o contexto não são absolutamente evidentes. (YIN, 2001,
p. 13)
Na lista de referências
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e método. 2. ed. São Paulo: Bookman,
2001 .
No texto
Dinamarco (2002, p. 873) preconiza que:
Universalizar o exercício da jurisdição significa estendê-lo até aonde a razão
e o sentimento de justiça demonstrem ser conveniente levar a proteção esta
tal às pessoas atingidas ou ameaçadas por injustiças.
Na lista de referências
DINAMARCO, C. R. Fundamentos do processo civil moderno. 5. ed. São Paulo:
Malheiros, 2002,
65
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
3.4.2 Citação indireta
Texto baseado na obra do autor consultado. Não é necessário o emprego das aspas.
Exemplos
No texto
Fonseca (1999), focalizando especificamente a pesquisa etnográfica, procura
mostrar que é possível chegar do particular ao geral, pela utilização de modelos.
Na lista dc referências
FONSECA, C. Quando cada caso não é um caso. Revista Brasileira de Educação,
Rio de Janeiro, n. 19, p. 58-78, jan./abr. 1999.
No texto
Tardif (2000) propõe uma epistemologia da prática profissional, definida como
o estudo do conjunto dos saberes realmente utilizados pelos professores em suas
tarefas cotidianas.
Na lista dc referências
TARDIF, M. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários.
Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 13, p. 5-24, 2000.
No texto
Coleman (1966) e Jencks (1972) analisaram dados colhidos numa amostra de 645
mil estudantes, em quatrocentas escolas elementares e secundárias norte-americanas,
e concluíram que os resultados escolares, avaliados por testes de conhecimento, eram
totalmente independentes da escolarização que a criança recebera.
N a lista de referências
COLEM AN, J. et aí. Equality o f educational opportunity. Washington:
Government Printing Office, 1966.
JENCKS, C. et ah inequality: a reassessment o f the effcct of family and schooling
in America. New York; Basic Books, 1972.
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r á f ic a
Citação direta ou indireta de um texto do qual não se teve acesso ao original.
Dcve-se usar a expressão latina apud , seguida da indicação da fonte efetivamente
consultada.
Exemplo
3.4.3 Citação de citação
No texto
Segundo Warde (1990 apud ALVES-MAZZOTTI, 2003, p. 35), o conceito de
pesquisa se ampliou tanto que hoje tudo cabe: “os folclores, os sensos comuns, os
relatos de experiência, para não com putar os desabafos em ocionais e os
cabotinismos.”
N a lista de referências
ALVES-MAZZOTTI, A. J. Impacto da pesquisa educacional sobre as práticas
escolares. In: ZAGO,N.; CARVALHO, M. P.; VILELA, R. A. T. (Org.) Itinerários
de pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia da educação. Rio de Janeiro:
DP&A, 2003. p. 33-48.
3.4.4 Sinais e convenções
Supressões, interpretações, comentários, ênfase ou destaques devem ser indicados do
seguinte modo:
Supressões: [...]
* Interpretações, acréscimos ou comentários: [ ]
• Grifo usado para enfatizar partes ou trechos da citação deve ser indicado com a expressão
“grifo nosso” entre parênteses, logo após a citação,
Exemplo
No texto
“A figura do bibliotecário [...] se firmou como um devotado e estranho guardião
do saber, certamente um sacerdote, pois a escrita estava restrita aos iniciados em
mistérios transcendentais.” (M I LANES1,2002, p. Í6, grifo nosso).
N a lista de referências
MILANESE L. Biblioteca. Cotia: Ateliê Ed., 2002.
6 7
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
•Informação oral
Para a citação de dados obtidos por meio de informação oral (palestras, debates, co
municações etc.), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando
os dados disponíveis em nota de rodapé.
Exemplo
No texto
A campanha de vacinação para maiores de sessenta anos contra a gripe terá
início no mês de maio (informação verbal).1
No rodapé da página
1 Notícia fornecida por Clara Soares em entrevista realizada em abril de 2001.
•Trabalhos em fase de elaboração devem ser mencionados indicando-se os dados dis
poníveis em nota de rodapé.
Exemplo
No texto
Os profissionais da informação que atuam nas empresas como estrategistas,
normalmente, são graduados em administração e economia; raramente encontram-
se bibliotecários.1
Na nota de rodapé
'Trabalho em fase de elaboração com o título parcial “A inteligência competitiva e
o profissional de biblioteconomia”, de Ética Resende.
3.4.5 Sistema de chamada
As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: numérico ou
autor-data.
Escolhido o sistema, este deve ser utilizado ao longo de todo o trabalho, permitindo
sua correlação na lista de referências ou em notas de rodapé.
6 8 I
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r á f ic a
Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva,
em algarismos arábicos, remetendo à lista de referências ao final do trabalho, do capítulo
ou da parte, na mesma ordem em que aparecem no texto. Não se inicia a numeração das
citações a cada página.
O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé.
A numeração pode ser indicada entre parênteses, alinhada ao texto, ou situada pouco
acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após pontuação que fecha a citação.
Exemplos
3.4.5.1 Sistema numérico
No texto
“Conhecimento é a informação mais valiosa e, conseqüentemente, mais difícil
de gerenciar.”2
“Conhecimento é a informação mais valiosa e, conseqüentemente, mais difícil
de gerenciar.”e)
Na lista de referências
2DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta
para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998. p. 19.
3.4.5.2 Sistema autor-data
Neste sistema, a indicação da fonte é realizada:
9 Pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada entidade responsável até o pri
meiro sinal de pontuação, seguida da data de publicação do documento e da(s) página(s) da
citação, no caso de citação direta, separados por vírgula e entre parênteses.
Exemplo
No texto
“Para se construir uma ponte, usa-se a lógica do racional; para se decidir se
deve ou não construí-la, necessita-se da lógica do razoável.” (MOREIRA NETO,
2000, p. 71).
Na lista de referências
MOREIRA NETO, Diogo Figueiredo. Curso de direito administrativo. Rio de
Janeiro: Forense, 2000.
6 9
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
No texto
“O que ocorre é que irem sempre o valor das tarifas é suficientepara garantir o
equilíbrio financeiro do projeto ou a segurança do investidor, que acaba por exigir
garantias complementares.” (WALD; MORAES; WALD, 1996, p. 46-47).
Na lista de referências
WALD, Arnoldo; MORAES, Luíza Rangel de; WALD, Alexandre. Direito de
parceria e a nova lei de concessões. São Paulo: RT, 1996.
No texto
“O programa de desenvolvimento do tênis em cadeira de rodas está oferecendo
a trinta pessoas a oportunidade de praticar, de graça, um esporte considerado de
elite.” (HOLLAND A, 2003, p. 42-43).
Na lista de referências
HOLLAND A, Eduardo. Tênis sobre rodas. Isto é, São Paulo, n. 1.751, p. 42-43,
2003.
• Pela primeira palavra do título seguida de reticências, no caso das obras sem ind
ção de autoria ou responsabilidade, seguida da data de publicação do documento e
página(s) da citação, no caso de citação direta, separados por vírgula e entre parêntese
Exemplo
No texto
Educação a distância existe desde que surgiram tncios de levar a in fo rm ,.:
quem precisava aprender. (EDUCAÇÃO..., 2003, p. 1)
Na lista de referências
EDUCAÇÃO a distância dá agilidade a empresas: e-leamingrecicla conhc.
a custo mais baixo. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 10 nov. 2003. Tr<r
Educação, p. 1.
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r á f ic a
♦ Se o título iniciar por artigo (definido ou indefinido), ou monossílabo, este deve ser
incluído na indicação da fonte.
Exem plo
No texto
■' ■ • . . ; . . ; . ' •
Totalmente voltada para o turismo, Fortaleza apresenta-se, hoje, como um
exemplo a ser seguido por outras capitais. (A TERRA... 2000, p. 3)
Na lista de referências
A TERRA do sol. Jo rn a l do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3 ,4 mar. 2000.
3.5 NOTAS DE RODAPÉ
Utilizadas para complementar ou esclarecer informações, as notas de rodapé locali
zara-se na margem inferior da mesma página na qual ocorre a chamada numérica recebida
no texto.
As notas de rodapé são separadas do texto por um traço contínuo de 3 cm, a partir da
margem esquerda, e são digitadas em espaço simples e com caracteres menores do que o
usado no texto.
Recomenda-se a utilização do sistema autor-data para as citações no texto e o sistema
numérico para as notas explicativas.
Os tipos das notas de rodapé são: de referências e explicativas.
3.5.1 Notas de referências
Indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra nas quais o assunto foi
abordado. Sua numeração deve ser feita em algarismos arábicos, devendo ter numeração
:-:-sectmva para cada capítulo ou parte, e conter os elementos indicadores do documento
em forma de referência. As referências em nota de rodapé devem ser repetidas na lista de
referencias ao final do trabalho.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
Exemplo
No texto
Como diz Reale1:
o direito surge quando os jurisconsultos romanos, com sabedoria empírica,
quase intuitiva, vislumbraram na sociedade “tipos de conduta” e criaram como
visão antecipada dos comportamentos prováveis os estupendos modelos ju
rídicos do direito romano.
Na nota de rodapé
1 REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. São Paulo: Saraiva, 2002. p. 23.
Na lista de referências
REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. São Paulo: Saraiva, 2002.
Exemplos
N o tex to
[...] aqui estou enfocando a interatividade como perspectiva de modificação
da com unicação cm sala de aula, e acreditando poder enfrentar o descom
passo evideute entre o m odelo de com unicação em ergente e o modelo
hegemônico que subjaz à instituição escolar que é a transmissão.3
Na nota de rodapé
3 SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2002. p. 158.
N a lista de referências
SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2002.
72
N o r m a s p a r a A p r e se n t a ç ã o G r á f ic a
A primeira citaçào de uma obra deve ter sua referência completa; entretanto, as citações
subseqüentes da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, quando for o caso.
Idem ou id. (mesmo autor)
Usar quando duas obras de um mesmo autor forem referenciadas em notas seqüenciais.
Exemplo
5 SILVA, Tom az Tadeu da. Que produz e o que reproduz em educação: ensaios dc
sociologia da educação. Porto A legre: A rtes M édicas, 1992. p. 121.
6 Id. Documentos de identidade: u m a introdução às teorias do currículo. 2. ed. Belo
H orizonte: A utêntica, 2000. p. 305.
Ibidem ou ibid, (na mesma obra)
Usar quando a citação da mesma obra de um autor aparecer seqüencialmente no texto.
Exemplo
7 B O R B A , José Edw aldo Tavares. Direito societário. 8. ed. rev., aum . e atual. Rio de
Janeiro: R enovar, 2003. p. 17-18.
8 Ibid., p. 378-380.
Opus citatum, opere citado ou op. cit. (obra citada)
Usar quando uma mesma obra aparecer mais de uma vez citada no texto, independente
mente da seqüência das citações anteriores.
Exemplo
9 SA N TO S, M ilton. Por unia outra globalização: do pensam ento único à consciência
universal. 10. ed. Rio de Janeiro: R ecord, 2003. p. 73.
,0NEY, João Luiz. Prontuário de redação oficial. 15. ed. R io de Janeiro: N ova Fronteira,
2000. p. 25.
11 SA N T O S, op. cit., p. 151.
Passim (aqui e ali, em diversas passagens)
Usar quando há referências a várias passagens do texto, sem identificação de páginas
determinadas.
Exemplo
12 SILVA JÚ N IO R , Vidal Pereira da. Microcomputadores. 8. ed. São Paulo: Erica, 2001,
passim.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d b A p r e s e n t a ç ã o G r ã p i c a
Loco citado ou loc. cit. (no lugar citado)
Usar quando mencionar a mesma página de uma obra anteriormente citada, mas have:
do intercalação de outras.
Exemplo
13 CA STR O , A ntônio Barros de; LESSA , Carlos Francisco. Introdução à
economia. 45. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004. p. 50.
14 PINHO, Diva Bernardes; V A SCO N CELO S, M arco Antônio Sandoval de
(O rg.) Manual de economia, São Paulo: Saraiva, 2002. p. 89.
15 C A STR O ; LESSA , loc. cit.
Cf. (confira, confronte)
Usar esta abreviatura para recomendar consulta a notas do mesmo trabalho ou da obr..
de outros autores.
Exemplo
16 Cf. N E V E S, 2003.
Sequentia e et seq. (seguinte ou que se segue)
Usar quando não se quiser citar todas as páginas consultadas.
Exemplo
17 A SSA F N ETO , A lexandre. Estrutura e análise dc balanços: um
enfoque econôm ico-fm anceiro. 7. ed. São Paulo: A tlas, 2002. p. 53 et
seq.
Apud (citado por, conforme, usado)
Usar quando o autor não teve acesso ao trabalho original citado.
Exemplo
l!i W arde 1990 apud A LV ES-M A ZZO TTI, 2003, p. 35.
A ten ção
A palavra apud pode ser usada também no texto. Ver item 3.4.3.
N o r m a s p a r a A p r e s e n ia ç â o G r á f ic a
Usadas para a apresentação de considerações complementares, comentários ou escla
recimentos que não possam ser incluídos no texto. Sua numeração é feita em algarismos
arábicos consecutivos para cada capítulo ou parte.
Exemplos
3 .5 .2Notas explicativas
No texto
Os autores alemães consideram a culpa como fenômeno exclusivamente moral,
compreendendo o dolo, vontade consciente dirigida a resultado ilícito, e a culpa
do direito romano, entendida como a omissão do cuidado exigido na vida dos
negócios, cuja observância evitaria o resultado ilícito, não querido pelo agente.
Na doutrina servem-se do critério justiniano do bônus paterfamilias.*
Na nota de rodapé
19 Paterfa m ilia e o u pa terfam ilias , em Roma, o cidadão titular, na sua plenitude, de direitos
e autoridade sobre sua casa, sua m ulher e filhos.
R E F E R Ê N C IA S
ALVES, M. Coino escrever teses e monografias: um roteiro passo a passo. Rio de Janeiro:
Campus, 2003.
ALVES-MAZZOTTI, A. J.;GEWANDSZNAJDER, F. Método nas ciências naturais e
sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 2001.
ANDRADE, iM. A. B.; PATACO, V. L. P. Manual para elaboração de monografias,
dissertações e teses. Salvador: Ed. FIB, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e
documentação: referências - elaboração. Rio de Janeiro, 2002,
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: numeração progressiva
das seções de um documento. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e
documentação: sumário — procedimento. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORM AS TÉCNICAS. NBR 6028: resumos
procedimento. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6034: preparação de índices
de publicações: procedimento. Rio de Janeiro, 1989.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e
documentação: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12225: título de lombada:
procedimento. Rio de Janeiro, 1992.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos - apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
BASTOS, L. R. et al. Manual para a elaboração de projetos e relatórios de pesquisas,
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I 77
............ *>-v
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A n e x o
A N E X O - E xem plo de a rtig o científico
E D U C A Ç Ã O A D IST Â N C IA : algum as reflexões
Magda Maria Ventura
Universidade Estácio de Sá
RESUMO
O texto traça algumas reflexões sobre educação a distância, a partir da constatação de que
ela é hoje uma realidade. Reforça a importância desta modalidade de educação, destacando
que, no contexto atual, a educação presencial se tornou insuficiente para acompanhar todas
as demandas por educação e desafios das novas tecnologias. Nessa direção, apresenta as
perspectivas que propiciaram seu nascimento e desenvolvimento e as características mais
importantes que ajudaram a construir a sua concepção.
Palavras-chave: Educação a distância. Novas tecnologias. Aprendizagem independente.
Educação permanente.
INTRODUÇÃO
Algumas reflexões podem ser feitas sobre o tema “educação a distância”, pela primei
ra vez mencionado em legislação brasileira, mais especificamente na Lei 9.394/1996 - Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e que é hoje uma realidade.
Tendo isso em conta, este estudo pretende examinar a importância dessa modalidade
de educação, as perspectivas que propiciaram seu surgimento e conseqüente desenvolvi
mento, e apresentar algumas características que construíram a sua concepção.
rnento atual indica que o sistema presencial de educação formal é insuficiente
...t d e r a todas as demandas de educação e aos desafios das novas tecnologias. A partir
i i ‘ : r u - ^ e facsi compreender que em nossa sociedade se encontram numerosas razões
par.; raKírríTito e o desenvolvimento de uma modalidade de educação não presencial,
aberta e a distancia.
Segundo Garcia Aretio (1994. p. 51):
existe cada dia uma dem anda m aior dc todo tipo de atividades não regradas,
normalizadas de aperfeiçoam ento profissional, de reciclagem [...]. A educa
ção perm anente vem a ser considerada com o um a nova fronteira da educa
ção e o traço definitivo do panoram a educacional atual, e a educação a dis
tância a possibilita eficazmente.
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r á f i c a
O início do século XX pode ser considerado o período mais importante para se co
nhecer, no mundo, o nascimento da educação a distância. Foram muitas as circunstâncias
que propiciaram seu surgimento e conseqüente desenvolvimento. Tais circunstâncias se
encontram inter-relacionadas e contempladas em diferentes perspectivas: cultural e de edu
cação permanente, sociopolítica e econômica, pedagógica e tecnológica.
Para a apresentação da perspectiva cultural e de educação permanente, retoma-se o
posicionamento de García Aretio (1994, p. 19), quando explica que “pretender que a for
mação dos indivíduos se circunscreva ao período escolar, em que o aluno é só estudante, é
mutilar toda a possibilidade de atualização profissional e de progresso social”.
As estruturas formais de educação não podem dar resposta a tantas necessidades de
adaptação progressiva a esse mundo em mudança e com uma crescente demanda de educa
ção. Impõe-se, portanto, a necessidade de uma educação permanente, principalmente quan
do se considera a existência de características integradoras que compõem essa modalidade
de educação, a saber: acompanha toda a vida, englobando diferentes níveis educativos; rela
ciona-se com o saber em todos os seus campos; é dirigida a todas as pessoas e aberta a
todas as perspectivas, com a colaboração dos mais diversos setores, agentes e instituições
de nossa sociedade.
A partir dessa primeira perspectiva e com base nela, se apresenta uma segunda, a
sociopolítica, que identifica a questão do aumento da demanda social de educação que
provocou a massificação das aulas convencionais ou tradicionais, levando em conta, por
um lado, a explosão demográfica, e, por outro, a existência de uma pressão social para
alcançar todos os níveis de educação. Além disso, há a constatação da existência de ca
madas desassistidas da população que não conseguem ter acesso à educação e a ausência
de uma infra-estrutura suficiente para fazer face ao objetivo de satisfazer os anseios da
democratização.
Uma terceira perspectiva se apresenta, a econômica, quando se examinam, por exem
plo, as dificuldades de um sistema formal deeducação conseguir se manter pelos altos
custos e pelas irregularidades.
Além dessa, também se destaca a perspectiva pedagógica, pela necessidade de tomar
mais flexível a rigidez de uma formação convencional ou as deficiências do sistema con
vencional, que impossibilita atender à demanda e que resiste à inovação. Dentro dessa pers
pectiva, pode-se perceber que não é necessária a presença real do professor para que o
indivíduo realize uma aprendizagem pessoal, reflexiva e significativa. Tendo isso em conta,
coloca-se também uma perspectiva tecnológica, em que se vai examinar a possibilidade da
redução das distâncias que definem esses estudos. Os recursos tecnológicos possibilitam,
mediante uma metodologia adequada, suprir e superar a educação presencial em face da
utilização dos meios de comunicação audiovisual e de informática, imbricados cm uma
ação multimídia.
O que se tem verificado é que os fenômenos dos avanços tecnológicos no campo
da com unicação e da inform ática enriqueceram os instrumentos da tecnologia educa
cional. Segundo Jam ison e Mc. Anany (1978, p. 12), “os alunos aprendem eficazmente
com qualquer meio, se este for empregado corretam ente” . Por meio do estudo inde
pendente, os alunos aprenderão de um modo tão eficaz quanto os estudantes com uma
educação convencional.
8 0
A n e x o
A BUSCA DE UMA DEFINIÇÃO E DE UMA CARACTERIZAÇÃO
Torna-se importante também registrar, ao refletir sobre educação a distância, que o
evidente interesse por essa modalidade de educação gerou, nos últimos anos, uma farta
literatura que procura encontrar uma definição apropriada e descobrir a essência do que
representa essa nova forma de educação.
Garcia Aretio (1994, p. 27) explica que tem sido muito difícil encontrar uma definição
para educação a distância, pelo fato de que “nem todos entendem o termo ‘distância’ de
forma semelhante e pela grande diversidade dc formas metodológicas, estruturas e proje
tos de aplicação desta modalidade de ensino”.
Essa diversidade e complexidade se refletiram , inclusive, na variedade de denomi
nações que tal educação recebeu, como, por exemplo, educação por correspondência,
instrução a distância, aprendizagem a distância em educação superior, aprendizagem
aberta, estudo guiado, conversação didática guiada, estudo independente, estudo em
casa e outros.
Apesar de tanta diversidade de denominações, todos os sistemas de educação a distân
cia têm em comum características, entre as quais podem ser consideradas mais relevantes
as seguintes: separação professor-aluno, utilização de meios técnicos, organização de apoio-
tutoria, aprendizagem independente e flexível, comunicação bidirecional, enfoque
tecnológico, comunicação massiva e procedimentos industriais.
No que se refere a cada característica, vale destacar algumas observações, com base
nos estudos realizados por Martinez (1988), Gutierrez e Prieto (1994), García Aretio (1994)
e Marín Ibánez (1995),
* Separação professor-aluno
Na realidade, não ocorre uma separação total entre professor c aluno, pois são comuns
as sessões de tutoria grupai ou individual de contato direto, assim como certas sessões
presenciais de avaliação da aprendizagem.
• Utilização de meios técnicos
São considerados meios técnicos os elementos que impulsionam o princípio da igual-
: Se dc oportunidades, na medida em que facilitam o acesso da informação e eliminam ou
a s m os obstáculos de caráter geográfico, econômico, profissional, familiar e outros,
qu-e estudante possa ter acesso à educação. Têm como suporte o material impresso,
de ab.:ra::-r.e% audiovisual e informativo, assim como outros elementos de apoio, como o
correio, tekfor.e, fax, videotexto.
si
M e t o d o l o g ia p a r a T r a b a l h o s A c a d ê m i c o s e N o r m a s d e A p r e s e n t a ç ã o G r a p i c a
9 Organização de apoio-tutoria
Os programas de educação a distância, quando bem estruturados, propiciam oportuni
dades para encontros presenciais por meio de tutorias grupais, que fomentam a socializa
ção e o aproveitamento de possibilidades didáticas, ou para encontros através dos meios de
comunicação, que facilitam o diálogo e a segurança de não se sentir só.
“Aprendizagem independente e flexível
Os sistem as de educação a distância pretendem capacitar o estudante para “apren
der a aprender” e “aprender a fazer” de modo flexível, possibilitando-lhe a obtenção da
autonomia quanto ao tempo, estilo, ritmo e método de aprendizagem. Tudo isso porque
perm ite que ele se conscientize das suas próprias capacidades e possibilidades de
autoforinação.
* Comunicação bidirecional
“Bidirecionalidade” é uma via de mão dupla, um vai-e-vem constante que permite o
feedback entre professor e aluno, envolvendo a possibilidade de um diálogo, real ou simu
lado, em duas direções. O estudante pode responder às questões propostas em seu material
de estudo individual como se este fosse o seu próprio tutor, ou estabelecer contato direto
para esclarecimentos de dúvidas e posicionamentos.
* Enfoque tecnológico
A existência de um enfoque tecnológico é indispensável ao planejamento globalizado
e sistêmico do material de estudo, permitindo, quando necessário, um replanejamento ime
diato que favoreça o processo ensino-aprendizagem.
3 Comunicação massiva
Engloba as possibilidades de recepção das mensagens educativas, possibilitadas pelos
modernos meios de comunicação e pelas novas tecnologias da informação, que eliminam
fronteiras e favorecem o aproveitamento dessas mensagens por parte de estudantes dispersos
geograficamente.
* Procedimentos industriais
A produção e a distribuição de materiais de aprendizagem para os estudantes, assim
como a administração e a coordenação das atividades dos alunos dispersos geograficamen
A n e x o
te, com seus respectivos tutores, implicam a aplicação de procedimentos industriais quan
to à racionalização do processo, à divisão do trabalho e à produção em massa.
Uma vez caracterizada a educação a distância a partir desses elementos, é novamente
com o apoio de García Aretio (1994, p. 50) que se apresenta uma conceituação que resume
o exposto.
A educação a distância é um sistema tecnológico de comunicação bidirecional
que pode ser massivo e que substitui a interação pessoal na aula do professor
e do aluno como meio preferido de ensino, pela ação sistemática e conjunta
de diversos recursos didáticos e o apoio de uma organização e tutoria que
propiciam a aprendizagem independente e flexível dos estudantes.
REFLEXÃO FINAL
Como reflexão final, importa chamar a atenção para a necessidade de se procurar im
primir racionalidade científica a essa modalidade de educação. Por essa razão, deve-se
procurar conhecer realmente o que é uma educação a distância e o que se tem de fazer para
que ela possa acontecer, à medida que se tornarem visíveis os papéis que desempenham
seus componentes centrais, que são o aluno, o professor, a comunicação entre ambos e a
estrutura organizativa em que se integram.
Educação a distância é uma realidade que só pode ser compreendida em sua fundamen
tação teórica, na sua organização complexa em nível institucional e, principalmente, pelos
objetivos gerais das instituições que a promovem quando buscam a democratização do acesso
à educação, uma aprendizagem autônoma e ligada à experiência e um ensino inovador, per
manente e de qualidade.
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