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Glândula pineal e ilhota de Langerhans

Resumo sobre a glândula pineal (epífise) e as ilhotas de Langerhans: localização, morfologia e histologia; tipos celulares (pinealócitos, astrócitos; alfa, beta, delta, F/PP, épsilon), produção de melatonina e hormônios pancreáticos, corpora arenacea e colorações.

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Michelle Stapf - TXXII
Glândula pineal e ilhota de Langerhans 
Glândula pineal (epífise cerebral) 
• Características gerais 
- É uma expansão do diencéfalo, dessa maneira, várias características morfológicas são iguais a do 
cérebro, mas características funcionais são distintas, ainda que se mantenha um contato físico 
(pedículo) entre os dois 
- Atua como um transdutor endócrino, induzindo modificações rítmicas na atividade do hipotálamo, da 
hipófise, dos ovários e testículos, em resposta a modificações na recepção da luz pela retina 
(influenciada pelas correntes de claro e escuro, liberando grande quantia melatonina nos momentos de 
escuridão)
Baixa produção de melatonina: implica em uma puberdade precoce
- 5 x 8 mm
- 150mg
- Localizado na extremidade posterior do terceiro ventrículo, abaixo do corpo caloso 
• Histologia
- Revestida pela pia-máter
- Septos de tecido conjuntivo (colágeno I e fibras elásticas) com fibras reticulares (colágeno III) 
sustentando o parênquima 
Capilares fenestrados adentram a glândula através dos septos, assim a melanina se difunde nele para 
ser distribuída
- Divisão em lóbulos irregulares
- Células:
Pinealócitos ou pineócitos
95% das células 
Produzem melatonina
Citoplasma levemente basófilo
Núcleos basófilos, redondos (irregulares) e pouco corados (por conta de cromatina frouxa), além 
de serem volumosos
Nucléolo proeminente
Mitocôndria e retículo endoplasmático rugoso em abundância 
Contam com prolongamentos 
citoplasmáticos -> parecidas 
morfologicamente com 
neurônios 
Esses prolongamentos ao 
redor do vaso sanguíneo se 
expandem e formam os 
prolongamentos 
perivasculares, eles facilitam 
a secreção de melatonina no 
capilar
A quantia de grânulos de 
melatonina no citoplasma varia: 
como na corrente do escuro ela 
é mais produzida, então nesse 
momento temos maior quantia 
dos grânulos 
Michelle Stapf - TXXII
Astrócitos
Núcleos mais alongados e corados
Grande quantidade de filamentos intermediários (só é visível na microscopia eletrônica)
Célula de sustentação para os pinealócitos
Possui prolongamentos citoplasmáticos igual os pinealócitos, porém como os astrócitos estão em 
menor quantia na glândula não ajudam tanto na formação dos prolongamentos perivasculares
- Corpo arenoso (corpora arenacea/areia cerebral/acervuli)
Estrutura que se forma com o passar do tempo e aumentam com a idade 
Depósitos de fosfato e carbonato de cálcio
Se acumulam sobre uma proteína transportadora que é liberada junto com a melatonina 
Ilhota de Langerhans 
• Características gerais
- Localizadas no pâncreas 
- Morfologia poligonal das células
- Micro órgãos endócrinos
- Grupos arredondados de células 
- 100 a 200 micrômetros
• Histologia
- Separada do restante do órgão por uma fina camada de tecido conjuntivo 
- Organizado em cordões celulares com capilares fenestrados entremeados
Michelle Stapf - TXXII
- Células:
Alfa
20% 
Hormônio produzido: glucagon 
Em humanos: células alfa mais 
periféricas 
Acidófila 
Beta
70% 
Hormônio produzido: insulina
Núcleo das células beta: pouco menores 
que das alfa
Basófila 
Delta
5% 
Hormônio produzido: somatostatina/
gastrina
F/PP
3% 
Hormônio produzido: polipeptídeo 
pancreático 
Épsilon
0,5 a 1% 
Hormônio produzido: ghrelina
Obs: na microscopia óptica não é possível 
diferenciar todos os tipos celulares, apenas na 
microscopia eletrônica conseguimos 
Obs2: na coloração por HE não é possível 
diferenciar célula alfa e beta, para isso se utiliza coloração específica (tricômio de Gomori)
As setas apontam para células alfa
Coloração por tricômio de Gomori; células em roxo/azul 
são as células beta e as marcadas em rosa são as células 
alfa

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