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Prática 3 - M2 - Farmacotécnica Cremes e géis ● Preparação da base de creme aniônico Lanette Em que se realiza a mistura por fusão da fase oleosa que contém a cera lanette, emoliente e antioxidante, com objetivo de gerar o líquido como uma dispersão molecular em banho-maria, tal como a fase aquosa que contém o edetato e solução conservante de parabenos. Vê-se também o uso de agitador, para reduzir a presença de grumos. Após isso, se adiciona a fase aquosa, com agitação de maneira moderada para evitar formação de muita espuma visto que o tensoativo é de origem aniônica, se caracterizando como sabão, que é o cetoestearilssulfato de sódio, com função de detergente. Tal processo consiste em uma emulsificação, evitando a formação de bolhas que podem comprometer a estabilidade física, química e microbiológica, porque quimicamente, se tem a incorporação de bolhas e por tabela, de oxigênio, podendo assim oxidar a preparação e partindo para uma visão microbiológica, as bolhas podem carrear microrganismos. Se evidencia uma consistência fluida, sendo agitada por tempo longo e após isso, se aguardar o resfriamento sob agitação. A temperatura próximo das paredes fica menor do que no centro do béquer. ● Preparação do creme de natureza não-iônica Polawax A fase aquosa consiste em água, edetato e solução de conservantes, em que se eleva a temperatura até alcançar a temperatura da fase oleosa, que consiste no antioxidante lipofílico BHT, emoliente, cera emulsionante não iônica, Polawax. Então na temperatura correta, se adiciona a fase aquosa sobre a fase oleosa, possibilitando a emulsificação, então já se percebe a formação de material leitoso, opaco. A agitação acontece para permitir que se tenha a redução do tamanho de partículas, redução de bolhas e homogeneização. Após ser desligado o aquecimento, se resfria sob agitação, em que se pode obter por via mecânica e por via manual. As soluções complementares como os silicones ciclopentaciloxano, são adicionadas ao final da preparação. Vale destacar que essa base, não consiste em uma primeira escolha para compor a base de creme porque se torna mais cara devido a sua natureza, sendo aplicada apenas em condições em que se tem incompatibilidade com os cremes de natureza aniônica. ● Preparação de base de gel aniônico (Carbopol) Se une edetato e água, em que o primeiro atua como agente quelante já que o agente geleificante é de natureza aniônica, sendo sensível a eletrólitos, principalmente os bi ou trivalente, depois se adiciona o propilenoglicol, atuando como umectante para evitar que o gel resseque e por fim, se inclui os parabenos. Após adicionar todos os componentes, se adiciona o polímero, que quando em contato com a água, forma um aglomerado assim que isso acontece. O carbopol 940 demora mais para ser incorporado, diferente do ultrax 10 que intumesce de forma dispersa mais rapidamente em água. Através da utilização de uma amina, se obtém um gel mais brilhante diferente do que acontece quando se neutraliza a preparação com carbômeros, que se pode passar o valor de pH desejado além da opacidade que pode ser maior. ● Preparação de base de gel não-iônico - Hietelose Se adiciona a hietelose para dispersar em água a frio, não permitindo a gelatinização, que garante a viscosidade do gel e nem todo o polímero foi adicionado na água, não apresentando tanto a formação de grumos, sendo de natureza não-iônica, não tendo tantas incompatibilidades e nem o brilho que o carbopol tem. Em seguida, se tem o aquecimento que permite a completa dispersão em banho-maria que garante a geleificação. Este é diferente do carbopol e para ficar com viscosidade igualitária a do carbopol, se teria maior concentração e pegajosidade mais elevada, neste caso, o gel de hietelose é indicado para incorporação de ativos ou substâncias de natureza ácida e qualquer substância de natureza catiônica. Adiciona-se a solução de parabenos, que dispersos em propilenoglicol que não possui fácil solubilidade em água. Ao tentar adicionar o edetato, se tem dificuldade, porque a preparação se encontra mais viscosa. Destaca-se que se existirem bolhas na preparação, no dia seguinte elas coalescem e podem ser retiradas (porque tem comportamento reológico diferente, possuindo comportamento próximo do newtoniano), contudo, se tem um ponto negativo, que é o fato de que caso sejam suspensas quaisquer substâncias, provavelmente estas tendem a sedimentar. ● Creme de Ureia - aditivação após dissolução Inicialmente, se utiliza da incorporação de água na base que consiste no creme Lanette (cera Lanette, emulsionante e antioxidante, e na fase aquosa se tem a solução de parabenos, água e edetato). Comparando ao cetoconazol, se trata de material solúvel que é a uréia, podendo ser usado como hidratante e ação queratolítica, sendo incompatível com meio alcalino e pode gerar amônia. Depois do processo acima, se tem a incorporação de crescentes quantidades de creme Lanette, então se dissolve a ureia em água e posteriormente se incorpora o creme Lanette, podendo submeter ao aquecimento dependendo da quantidade de ureia, evitando o processo de cristalização e de superaquecer a ureia, porque esta pode decompor. Após a adição de quantidade suficiente de creme, observando a formação de grumos até que se atinja tanto o peso final da preparação e o tempo de agitação que garante a homogeneização. É importante esclarecer que à medida que se adiciona o creme de base Lanette, se tem o aumento na fluidez da preparação, visto que, uma parte do creme é composto de água. Como o creme Lanette não possui em sua composição a presença de um agente umectante, poderia se adicionar esse componente durante essa fase da incorporação do creme na solução aquosa de ureia, evitando que água seja perdida. ● Creme de cetoconazol - aditivação após levigação Correspondendo a 20 miligrama por g, em que são colocados o cetoconazol o BHT e o propilenoglicol, que atua como solvente, levigante e umectante, que através da levigação, se tem a formação de uma solução em que se adiciona o creme Lanette, com certa dificuldade. A presença do antioxidante é indicada porque ao passo que se oxida, se tem a formação de coloração avermelhada. Na microscopia, se evidenciam os cristais de cetoconazol que foram levigados, tal como a formação de bolhas de ar. ● Preparação de álcool em gel: Então se adiciona a água com o carbopol, mediante agitação mecânica, porque se caracteriza como processo de intumescimento homogêneo lento, então se tem processo de hidratação lento, porque o carbopol não incha com facilidade em álcool, é apenas depois de incorporar água e carbopol, que se tem a adição do álcool na mistura. Não existe a preocupação com a formação de bolhas, porque o álcool a ser adicionado tem como característica o fato de ser anti espuma, além de reduzir a viscosidade e coalescência de bolhas é aumentada. Após atingir um produto mais opaco e viscoso, se adiciona o álcool para reduzir a viscosidade e atingir a concentração ideal para o efeito desejado, neste caso, o álcool é misturado porque o cabopol se encontra distribuído em água. Carbopol ultrez 10 ou EPD 2020, a dispersão em álcool é mais fácil, diferente do carbopol 940 ou 980; É adicionado ao carbopol o siloxane 925 para reduzir a pegajosidade. Após isso, se adiciona o agente alcalinizante, como trolamina ou aminometilpropanol, adquirindo consistência geleificante ideal. Se indica após a neutralização, agitação mais leve, evitando a incorporação de bolhas, porque se já se tem álcool, as bolhas de ar tendem a permanecer na preparação, utilizando-se de espátulas. ● Comentários O agente molhante pode ser utilizado em preparações como a da pasta com enxofre, cetoconazol, facilitando a formulação de levigação. O agente suspensor depende do comportamento reológico, sendo melhor no carbopol quando comparado com a hietelose. Salienta-se a importância de triturar para reduzir o tamanho de partículas quando se encontra em meio onde deve ser incorporado. A viscosidade interfere, como a diferença entre as preparações,dependendo da estabilidade física, características de espalhabilidade. Descreve-se como essencial, não cabe a agitação antes de usar na ausência de problemas na preparação, destacando também a agitação durante a preparação.