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Psicanálise
Aula Magna
Fazemos análise para descobrir por qual janela vemos o mundo. A psicanálise busca despertar, alguns pensam que só trata doenças psíquicas, mas vai além disso, visa a essência do sujeito - dos quais as manifestações de sintomas são apenas temporárias. O psicanalista não é contra medicações, vale-se delas como meios e não fins. 
Visa singularidade do sujeito e evita situações padronizadas para que cada um seja capaz de viver a sua vida. 
Capacidade de aprendizagem de psicanálise: tudo o que for perguntando será ensinado nas duas primeiras aulas. 
A formação do psicanalista é uma formação a parte, não necessariamente é necessário ser psicólogo (Livro do Freud A Questão da Análise Leiga): é uma formação a parte. A maior parte dos analistas vem do psicólogo ou de médico. Mas não é obrigatório. 
Jorge Forbes foi um dos introdutores de psicanálise no Brasil. 
Jorge Forbes
Em Viena, 1882, jovem Freud, encontra com um dos maiores clínicos que foi Joseph Breuer, pergunta para Freud sobre um tratamento realizado em julho de 1772. Paciente Anna O. A paciente tinha parestesisas (dificuldades de locomoção/movimento). Bertha disse “uma cura pela palavra”. “o senhor por favor cale a sua boca. Eu estou limpando a minha chaminé. Estou fazendo um cura pela palavra”. 
Pessoas que verbalizam seus problemas muitas vezes se libertam dos sintomas. Freud não acho assim tão esquisito porque aos 14 anos de idade tinha recebido uma coleção de livros de um autor que se chamava de Ludwig Börne “ensaio da arte de se tornar um escritor original em 3 dias”. 
Freud conta que durante a vida inteira carregava esses livros. Tinha um de Goethe e de Börne. 
Em 1886, em Paris, Freud fica e Paris estagiando com Charcot. Ele passa em um hotel chamado Brasil que é em um bairro latino.Ele vê tratamento com histéricas. Quando elas eram hipnotizada sumiam, mas quando acordadas, retornavam. 
Freud era neurologista e percebeu aquilo como estranho pois era diferente de um caminho de neurológico. Parecia uma nova anatomia e que os sintomas não correspondiam àquilo que então era especialista. 
O corpo era então “falado”, contava uma história. O nome definitivo vem em 1896 que é psicanálise: passa a ser usada para dar respostas aos vazios que temos. O vazio/buraco nós criamos histórias, tentamos responder e por meio de uma forma que cria-se sintomas que depois trataremos em análise. A forma como respondemos aquilo que nos falta. 
Neós sabeos responder certas necessidades, como, por exemplo, é necessário beber água mas se é com gás; de que marca; fria ou quente, se gosto ou não: são variações particulares de cada pessoa. E cada um de nós constrói respostas em torno do vazio.
Todos nós temos os mesmos problemas que Anna O., todos nós podemos fazer análise. Não existe contra-indicação. Tem a possibilidade de que maneira construir respostas ao vazio estrutural fundamental da experiência humana, para isso serve a psicanálise. 
Sobre um 3º ponto: qual a a diferença de psicanálise e psicoterapias? Várias. A ética da psicanalise é quase o avesso das psicoterápicas e da medicina, etc. Pois a psicoterapia segue a mesma ética da medicina. Vamos ao médico e ele diz para nós o que temos que fazer ,ele nos prescreve/orienta remédios; exercícios; sono, etc. Diz para nós o que é melhor fazer. E quando achamos que estamos ótimos, o médico pode dizer que estamos péssimos e etc. Quem define o que é bom e o mal é o médico. 
As psicoterapias, a grosso modo, definem a priori como uma pessoa deve se comportar. São educadores do desejo. São tentativas de seguir, na mesma linha da medicina, que sabe a priori o que é bom; médio; mal para o seu paciente. Ao avesso disso, o psicanalista, não sabe. O analista entende que seu paciente faz parte do sintoma. E se o analisando diz que está sofrendo então, independente da opinião do analista, ele respeita aquilo que o analisando diz mas é um respeito interrogativo que diz “me explica mais / me fale mais” até entender de que forma a pessoa construiu o seu sintomas. De maneira mais simples, o médico anda um passo na frente do paciente e o psicanalista anda um passo atrás de seu paciente e se cala enquanto o analisando fala. 
Quem diz o que quer falar é o analisando da mesma maneira que Breuer calou a frente de Anna O. Nós analistas também nos calamos para privilegiar aquilo que o analisando quer dizer. E a intenção? 
Nós temos algo em nós que nos faz sermos seres de duvidas, angustiados, embrulhados ,querelastes, briguentos, apaixonados, amantes. Nossos humores são variações típicas do ser humano. O ser humano pode fazer análise, uma vaca não porque ela não duvida e nenhum outro animal. Só nós humanos duvidamos de uma “certeza”. E por que isso? Porque temos diferenças, os animais tem um currículo a seguir sua vida que é predeterminado biologicamente. A tartaruga que nasce na praia do Forte na Bahia já nasce parecida com sua mãe e seu pai, ela já sabe quem é, sabe nadar e andar, se alimentar. Ela já tem um programa de sua vida do seu nascimento e de sua morte, desde o momento que nasce. Sartre fala que o “animal a essência é anterior à experiência”. Ela já nasce tartaruga e em seguida ai tartarugas pela vida sempre da mesma forma. 
O homem é ao contrário.. O bebe é absolutamente frágil, não há uma essência que o pre-determina. Temos um existência frágil que precedem/antecede a nossa essência (existencialismo humano de sartre) que vamos acumulando e modificando ao longo da vida”. 
4º ponto: quem é o analista? Qual a sua formação? A maioria dos analistas são de fato psicólogos ou psiquiatras (médico da cabeça). Freud disse que o psicanalista tem uma formação em si e não precisava ter formação anterior em psicologia ou medicina. A formação do analista é uma formação em si que pertence em nenhum outro curso que não segue os parâmetros habituais universitários. 
Normalmente os cursos habituais universitários define um começo, meio e fim. O analista se forma de acordo com o tripé freudiano, a formação do psicanalista compreende: que a pessoa faça análise como o paciente. Pois só conseguimos dirigir uma análise se tivermos sido analisados longamente(profundamente) porque se não não vamos conseguir deixar o analisando fala. Vamos querer ser rolha de problema e isso não é nossa função. A função nossa é desbastar as identificações que cansam a pessoa que dão peso na pessoa e para isso é necessário estarmos tranquilos e não respondendo angustiadamente quando começa a se retirar as muletas do analisando ;neurótico; perverso e psicótico. Entendendo que seus sintomas são muletas em frente ao vazio. Se a pessoa não estiver em análise de maneira afetiva, no que ele ver as muletas caindo do analisando, vai tenta-lo segura-lo e poupa-lo de uma experiência que não pode ser poupada e sim vivida. Deve-se ter uma certeza arriscada da necessidade dessa vivência para os analisando. O analista faz um análise. 
2) Ele supervisiona a sua prática: busca uma pessoa de um percurso maior que aquém pode-se discutir os casos. Para saber de que maneira está dirigindo aquela análise e de que maneira pode-se estar atrapalhando. 
3) o estudo. O psicanalista estuda a psicanálise. Uma ampla gama de estudos que faz parte da formação do psicanalista. Então vai (Teoria, Supervisão, Análise Pessoal). 
IDEIA PARA POSTA: A ETIOLOGIA DA PALAVRA CLINICA E O SE INCLINAR / AJUDAR O OUTRO. É normal que seja médico ou psiquiatra, pois já é alguém que se inclina sobre o outro. O termo clínica tem a mesma origem que a palavra inclinar (se debruça sobre outro ser humano). E isso faz com que a gente tente entender o quanto podemos ou não ajudar o outro. O quanto podemos minorar aquele sofrimento seja o sofrimento ruim e ou até pelo sucesso ou algo benéfico (por qualidade boas / culpa). Pessoas que fazem medicina ou psicologia tem uma tendência a se inclinar. 
O psicanalista, de acordo com Freud, explica e implica. Se eu souber mais de mim, vou agir com mais garantia e serei menos tóxico para mim e para os outros, digamos assim. Descobriras razões do inconsciente. Achamos que somos donos e senhores de nós mesmos mas na verdade fazemos tantas coisas para cumprir projetos que não são nossos e sim dos outros (por aqueles que queremos ser queridos; acolhidos; reconhecidos),. Desse modo, compramos a história do outro e vivemos a história do outro. Querer viver a vida do outro se cura com a primeira clínica de Lacan. A clínica de Lacan é compatível com o tratamento clássico freudiano que é a clínica do Freud explica. 
Por exemplo, uma pessoa descobriu, no primeiro ano de seu tratamento, via que suas paixões não davam certo - quando eles se fixavam, tinha pretensa de romper o relacionamento e isso só ficou claro a partir de um fato inusitado: o fato de estar usando sandálias. A primeira vez que está usando sandália em São Paulo (disse). A partir disso e de um sonho de uma tia, descobrir que de sandália ela foi para a 1º visita a sua tia, no interior de SP, e descobriu que sua tia era uma presidiária pois apareceu em um convento atrás das grades - descobriu pela sua mãe que sua tia era uma carmelita dos pés descalços. 
Essa moça tinha incorporado (se feito corpo) por razões ditas posteriormente, o projeto de vida da tia dela (da mãe dela). Descobriram isso em análise para romper essa identificação e liberar o sintoma que tinha trago em análise. 
Isso faz parte de inúmeros exemplos em 120 anos de psicanálise de Freud explica( a 1º clínica de Lacan e a Clínica do Simbólico). A 1º Clínica é a do simbólica que é no sentindo de existir uma história por trás da história dessa paciente. A outra clínica é a que não existe uma história por trás, e Lacan morre ao desenvolver essa outra clínica que é a REAL. É uma obra a ser continuando que é a clínica do REAL. 
A segunda clínica de Lacan (o que é a psicanálise do REAL / O FREUD IMPLICA e a SEGUNDA CLÍNICA DE LACAN): a gente sofre de reminiscências, como diria Freud, de histórias que assumimos dos outros mas também sofremos daquilo que não conseguimos fazer história, aquilo que não tem nome e nunca terá como diria Hamilton e Chico. Isso se chama a Clínica do REAL onde não se busca tanto explicar, mas implicar no REAL, não de realidade, mas aquilo que não tem nome e nunca terá e nos deparamos e por isso temos que inventar uma solução e a melhor que seja cada uma de nós e não um prete-a-porte. 
Por exemplo, uma pessoa que é geneticista e chegou para a clínica com um diagnóstico preparado de dificuldade de andar; bêbada; alcoolizada; usando drogas, e então está em uma depressão grave. Veio com esperança de ter um conhecimento maior sobre os seus sintomas. Ela disse com uma certa dramaticidade: você pode imaginar o que é acordar todo dia de manhã, olha a porta do banheiro e não saber apalpar a bengala ao lado da minha cama e não saber se terei forma de dar os passos necessários da minha cama até o banheiro. Você tem uma ideia do que seja isso? O Jorge então se aproximou mais dele e disse “eu não tenho a menor ideia”. É o oposto da posição frente a paciente que citou anteriormente pois nela, a animava; propiciava, usada o método de Borne, de que alguma história seria construída. E agora, nesse exemplo, era a posição de um real a ser enfrentado. 
No primeiro segundo isso é vivido como uma certa crispação: olhou de forma agressiva para Jorge. Talvez fazendo o pensar que iria receber uma bengalada na cabeça pois, havia uma expectativa dele de que houvesse uma resposta daquele que está em uma posição hierarquicamente acima. O paciente pode ter sentido isso como uma falta de interesse; falta de compaixão, etc. “Eu não tenho nenhuma ideia, mas você pode me contar”. 
Há uma saber a mais na primeira clínica freudiana, um saber a mais que é a identificação com a tia carmelita donde a impossibilidade gozosa de um relacionamento instável com uma pessoa. Já o segundo exemplo, que é a segunda clínica lacaniano, é um saber a menor (a pessoa buscava um saber a mais daquele psicanalista diretor da clinica de psicanálise donde portanto ele deveria ter respostas balela), quando se diz “eu não tenho a menor ideia”., propiciou ao paciente o embate com o real, o embate com a falta de significação e frente o que ele poderia contar e ele poderia contar de uma forma melhor do que ele tinha feito até então pois as formas utilizadas foram alcoolismo; cocaína; perder relação com a família e ter pedido a sua mulher. A partir disso, foi possível ajuda-lo a um reposicionamento em sua vida. 
Essa pessoa mudou a sua vida a partir de um enfrentamento responsável e singular de sua condição. Passou a ter um enfrentamento responsável e singular. 
Questões fundamentais
Sessão são os encontros habituais entre o analisando e o analista. As sessões por semanas são variáveis. Diz-se que a análise tem princípios mas não tem standards. Diríamos que hoje em dia, ocorrem em uma média de 1,2, 3, 4 sessões por semana. São raras as 5 vezes por semana e uma a cada 15 dias; 30 dias. É difícil se manter a abertura necessária as respostas dadas ao vazio. Intervalos grandes entre as sessões permitem que as feridas se fechem rápido demais e formem um queloide. Desse modo, mexe em algo que não conseguirá trabalhar com efetividade. 
Qual o tempo de uma sessão? É mais interessante acompanhar quando Lacan o utiliza como um alambrado. Não intervém na direção do tratamento. O tempo como participante e isso se faz precipitando o tempo. De certa forma, todos nós, em alguns tipos de neuroses, querem mais tempo para concluir e achando que terá uma decisão mais garantida. Todavia, o ser é incompleto do nascimento até a morte - a todo tempo estamos subjetivando e em construção. Uma definição é precipitada - são verdades temporárias que atingimos. Manejar o tempo no sentido de comprimi-lo, de levar a pessoa a uma decisão precipitada sem a paralisa da angústia. O analista faz um trabalho em relação a angústia para que o analisando possa suportar decisões precipitadas (no sentido daquela espera de ter uma definição garantida). Assim, o tempo também faz parte da análise possibilitando as pessoas se decidir de uma forma menos procrastinadora. Menos demorada e adiada. E que saiba que toda decisão ocorre em risco. Isso pode ajudar a sua análise de que tenha uma resposta mais criativa e responsável .
Remédios: é complicado quando o analista assume a medicação porque a ética psicanalista é uma ética de responsabilidade e de invenção; solução e responsabilidade sobre sua invenção. A ética médica é da prescrição, de dizer ao paciente o que ele deve fazer, etc. Colide com a postura do psicanalista pois não anda um passo na frente do analisando e sim um atrás. Definir o que ele deve ou não fazer a ponto de remédios é complicado. Prefere encaminhar para um amigo profissional. Indica com frequência e prefere não se responsabilizar sobre o uso da medicação. 
Conclui-se que os psicanalistas não são contra remédios. 
De que maneira a psicanálise contribuiu para o mundo? O vocabulário psicanalítico entrou no vocabulário popular, termos como “complexo de Édipo”, “histérico” ou “perverso”. Essa terminologia entrou na nossa cultura e as pessoas utilizam com frequência em suas conversas. Também tem uma imensa contribuição o conceito do “homem incompleto” que são características da modernidade, o homem desejante e sem certezas ;criativo; líquido. A psicanálise pode colaborar de um modo a ajuda-las a encarar a nova época não com medo, terra2, nesse momento atual, alise muito as pessoas pois estamos acostumados a viver uma vida padronizada então ou se identificava com o padrão ou se rebelava contra “frente a 10 opções nossa única certeza ao escolhe uma é que perderemos as outras 9”. 
Estamos recuando; reacionários; marcha-ré. Trazer essa práxis a um longo grupo é uma forma de fazer as pessoas habitarem essa nova-terra. Com uma característica fundamental: momento de criatividade do homem. Uma vez que quebramos esse padrão, somos obrigados a viver uma época de criação e a psicanálise com seus conceitos e aplicação; incidência no mundo, é a práxis mais preparada para gerar respostasao mundo desbussolado como é o mundo Terra-2. 
A análise poderia ser para todo mundo, mas nem todos fazem. A análise é para aquele que se põe em questão, aquele que sabe que o seu mal-estar pode ser ouvido de uma forma singular por outra pessoa. Quer encontrar alguém que diga “eu também”. O analista busca a singularidade de cada coisa que acontece em sua vida. Ele tenta fazer ma psicanálise e não uma psicosintaxe. Ele tenta levar a pessoa a responder de uma forma criativa e responsável. As pessoas muitas vezes se sentem tocadas e sabe que Freud inventou psicanalista para operar essa mudança em suas vidas. 
Quando a psicanálise termina? Não há um resposta geral para isso. Lacan diz que “a análise termina quando a pessoa está feliz da vida. Isso basta”. É o momento que a pessoa passa a ter uma posição de poder se responsabilizar e ter uma posição nova que não seja nenhuma das muletas anteriores (histeria; obsessões, etc.). E quando ela consegue dar uma resposta singular e responsável frente aos encontros de sua vida. Nesse momento, se ela quiser, a sua análise está terminada porque já continua em si - apesar do analista. 
Aula 02 - Como a Psicanálise lida com problemas que não existiam nos tempos de Freud 
Durante a análise os participantes relatam de sentirem bem. 
Acontecimento da vida, impulsos, lembranças podem ser responsáveis por atitudes incomuns são incidentes que permanecem em nosso inconsciente e muitas vezes não compreendemos completamente. Quando a pessoa sente um sofrimento, ela busca um psicanalista que será responsável por ajuda-la a lidar com traumas; medos; dores emocionais; quando esses problemas tem uma causa-raiz a psicanálise ajuda encontrar mesmo que estejam escondidas no inconsciente. O psicanalista ouve os diversos temas e ocoisas que aparentemente nada tem a ver com o problema do paciente. 
Nas sessões de psicanálise, o inconsciente se manifesta, o psicanalista busca padrões nos discursos, fica atendo a linguagem não-verbal, identifica tópicos que despertam desconfortos. Com seus questionamento, o psicanalista encoraja os pacientes a ter consciência de seus sentimentos e a compreender acões comandadas pelo inconscientes. A partir das sessões, o paciente pode ser capaz de perceber com mais clareza os próprios processos mentais. E pode constatar que uma parte de seus sentimentos não tem nome e nunca terá. A interpretação dos sonhos. A associação entre palavras; interpretação dos sonhos; transferências são algumas técnicas utilizadas para desbravar o inconsciente do paciente. 
O que mais leva o paciente a busca psicanálise: ansiedade; depressão; problemas de relacionamento; insatisfação com a vida e ataques de pânico. OMS relata que 9,3% dos brasileiros sofrem de transtorno de ansiedade. É o mais percentual do mundo segundo a OMS. A pandemia e a isolação social não contribuiu para nada a melhoria para a saúde mental do paciente.
Apenas 11% dos psicanalistas relataram que a demanda caiu. 
A psicanálise apesar de ser uma alternativa ao sofrimento ainda é pouco conhecida e demandada no Brasil. 
T
erra dois: a mudança no mundo foi enorme. O mundo anterior era a forma como nos organizávamos desde Homero até hoje (são 2.800 anos). Essas maneiras foram diferentes no decorrer desse tempo embora isso, em tempos éticos - todas as formas que o homem se organizou foram caracterizadas pela verticalidade: padronizados; lineares; progressivos; hierárquicos - características do TerraUm. Vivemos então um tsunami de uma revelação tecnológica que mudou a forma de organização para um forma horizontal - o mundo de hoje, desde o nascimento até a morte é completamente diferente do mundo anterior - 30, 40 anos atrás. 
A WEB horizontalizou nossas relações - não é que não haja um padrão, há vários e várias possibilidades. Antes “quero chegar lá mas me impede de ir até lá”, e hoje é “eu não onde quero chegar. Há inúmeras possibilidades e não sei onde quero chegar e ainda preciso correr o risco pois dentre 10 possibilidades, o que sei é que perco 9 quando escolho 1. Eu estou preparado a me arriscar e me responsabilizar pelo acaso e pela surpresa?”. A maioria das pessoas não está. A Psicanálise está acompanhando essa mudança, não adianta ser um psicanalista da terraUm, hoje temos que também nos atualizar. Antigamente era movi pelo saber inconsciente que não nos era claro e determinava nossas escolhas na vida, hoje em dia, isso ainda é é importante mas também temos que chegar no implica: dar uma resposta sabendo que o saber inconsciente tem uma parte nunca acessível. que é impossível, por isso temos que apostar e se reinventar. E nos responsabilizar mais do que sermos disciplinados como eramos antes. É uma psicanálise do REAL com implicação e não uma interpretação de um maior conhecimento que está escondido para nós. 
O homem desbussolado significa dizer que o homem atual perdeu norte / bússola. O caminho não é tão marcado como 30, 40 anos atrás. A gente sabia o que era esperado de nós, poderíamos seguir ou nos rebelarmos. De repente, na horizontalização do laço social a partir da rede mundial dos computador, do tsunami tecnológico, passamos a ter vários nortes - várias possibilidades e, nesse sentido, se por um lado nos sentimento muito bem pela liberdade maior que temos, por outro lado, ficamos angustiado e ansiosos “como é que vou encontrar o meu caminho”. E muito gente espera o que deve ser dito e qual receita deve ser preconiza, qual livro de autoajuda deve ser indicado. E nada disso é uma boa solução pois todas quebram e escondam, não deixam viver o imenso período que é criativo. O momento atual é desbussolado mas não significa dizer que tenha que ficar perdido. Terá que fazer sua identidade a partir de uma aposta que é o que chamamos de “ética do desejo”. 
Outra mudança clínica é o fato do porque as pessoas buscam se analisar, hoje em dia: o que me prende no passado para conseguir atingir aquilo que eu quero (as pessoas queriam se conhecer melhor) . Hoje em dia, a proporção é a questão “qual o ponto devo escolher; por onde devo escolher meu percurso”, é uma ansiedade que paralisa muito as pessoas. Ansiedade é igual colesterol: existe boa e a ruim (inibidora e propiciatória). Fazreu ma clínica analítica, chamada do REAL por Lacan, que a pessoa veja que não há mais porque ficar esperando um saber maior que poderá garantir aquilo que ela quer da vida. A pessoa tem que se dar conta do impossível que ficou escancarado em TERra2. O impossível de saber tudo sobre si mesmo e o que se pode fazer. De que maneira dá para encarar esse impossível e esse real? De que maneira sou levantado ai inventar uma resposta e por essa resposta no mundo? 
Quais são os sintomas desse novo laço social? Existem sintomas que não passam pelo percurso da palavra; que não tem o saber de uma outra cena que leva a pessoa a cometer algum desativo. Alguns dos sintomas seriam a violência inusitada por exemplo, Suzanne Richtofen. Nada faz crer que ela irá cometer tal ato, no entanto participa do assassinato de seu pai e sua mãe. Isso foge completamente a forma habitual de que pensamos um problemas. A gente chega a quase a crer que os problemas são previsíveis, como se houve detectores mentais (Suzanne mostra que isso não existe e na verdade há sim crimes inusitados do tipo dela). 
Outro exemplo, são jovens que cortam a sua pele e escondam sua pele por baixo de mangas longas em dias de calor. A forma de explicação é uma abordagem além do Édipo e da consequência. Outro exemplo, é o fracasso escolar: alunos desprezam a escola. E quando o professor tenta lidar com isso com métodos antigos, por exemplo, se não for bem na prova não irá passar de ano; passar no vestibular; são ameaças que não funcionam pois não tem nada a ver com esse mundo que o aluno está vivendo. Ele não aprecia esse momento. Ele acha aquilo esquisito e nada necessário. 
É necessário criar um circuito da consequência. Não passam pelo circuito da palavra. 
Status do AMOR: 
É diferente pois não é terceirizado. Normalmente, a pessoa não está com alguém porquefez promessas ao pare; ao pai da moça; herança vai ser mal-dividida. Hoje é mais Vinícius de Moraes, as pessoas estão juntas porque querem. É um amor transitivo: eu te amo porque te amo. é um novo tipo de limite da pós-modernidade. Não há uma epidemia de narcisismo de acordo com Jorge. O homem ainda sim é capaz de ter limite - saber que a vida dele não vale a pena se tal coisa não tiver ocorrendo. O amor é a grande transcendência de Terra2. Hoje não se morre mais por uma guerra; religião; revolução de ideias, mas morremos por uma pessoa próxima da gente, por quem a gente ama. E, a gente ama e não sabe porquê ama. é o fantástico que põe em duvida o mundo anterior iluminista. O mundo atual é “algo que não sei explicar”. 
O amor não se explica, ele sempre nos surpreende. Tentar ter um DR sobre tal, não irá dar certo. Só ocorre aquela de separação pois quando briga com uma pessoa, ficamos racionalizados porque sabemos de quem não gostamos mas não sabemos de quem a gente gosta. Hoje em dia, o casamento, estar com alguém, implica em amar esse alguém: nem sempre foi assim. Anteriormente, era muito mais apostado no philia do que no eros. Hoje apostamos mais na composição de filia e eros no mundo atual. Quando baseamos esse laço social em algo tão instável quanto o amor, não podemos esperar em casamentos de tanto tempo. Há uma tendência de haver mais divórcios que não é contraditório a tendência de amores responsáveis. 
E os filhos? Onde entram? Qual a relação? 
A relação entre pais e filha, no Brasil, é marcadamente na figura do pai provedor. Aquele que provê: a casa, alimentação; saúde; educação. Não senta na cabeceira da mesa mas, simbolicamente, onde estiver sentado estará a cabeceira da mesa. Quando o filho fica em casa até 30, 40 anos de idade, esse filho também pode ganhar muito mais que o pai. E, de repente, olha para o pai e diz: ele não é mais provedor. E o curioso, é que nem o pai e nem o filho, conseguem pensar pais e filhos sem o elemento da provedoria. Jantar fora, por exemplo, só mesmo a pizza de domingo pois é o que o pai pode pagar. 
Fica um mal-estar que persiste e será interessante discutir: como será a nova figura do pai e do filho em um mundo onde o provedor não é mais o pai e o provido não é mais o filho? 
E o trabalho? Como os jovens encaram? Há dois aspectos fundamentais: o tipo de trabalho. Até 30 e 40 anos atrás, eram padronizado e respondiam uma verticalidade de importância. Antigamente se defendia: engenheiro, médico e advogado. Se não fosse pra faculdade, iria trabalhar no Banco do Brasil. 
O mundo não é mais assim. Não há mais um mundo em que os pais dizem isso. Os tipos de trabalho não respondem mais a essa hierarquia mas reflete muito mais os tempos atuais: cada pessoas vai ter 3 ou 4 trabalhos diferentes em sua vida. Antigamente a pessoa tinha 1 trabalho só. Muitos trabalhos deixarão de existir. Não só varia, como se cria trabalhos diferentes. 
Carro e planos de saúde não retém mais os grandes talentos. Os funcionários não são tão atraídos por isso então. Hoje as pessoas querem trabalhar para exercer o seu talento. As empresas de um lado tentam reiterar o mesmo de antes e, de outro lado, tentam se inovar e fazer a forma empresarial de maneira muito diversa como feita está então. Livro: A Regra É Não Ter Regras - live do Ono do Netflix. O talento, comunicação e a responsabilidade é o que é preconizado. 
A educação vai ter que enfrentar o problema ou a solução da inteligência artificial. Não existe uma educação que não seja correspondência com os efeitos da i.a. Com isso, temos os biodefensores que acham que a i.a. via matar a espécie humana e por isso deve ser freada. Os pós-humanistas, acham que i.a. vai substituir a raça que irá substituir o homem - e ficam animados com isso. E temos também a posição intermediária - trnashumanistas, que entende que o homem nunca será totalmente capturado pela i.a., assim, não será maquínico, não será suplantada. Mas é necessário nos coloquemos em correspondência com a revolução da interligência artificial. O que significa se corresponder? Notar aquilo que seriamos substituidos quanto a sua prática pela inteligência artificial, por exemplo, um radiologista que pode ser substituído. Então, nesse comparativo, a percepç˜ão humana perde para a i.a. Mas isso o liberará para fazer a medicina do detalhe - que escapa o detalhe maquino que é repetitivo de uma inteligência artificial. 
A educação vai permitir que os profissionais evoluem para novas tarefas. A educação no momento está jogando no campo do passado. Agora tem que ir para o campo dois. 
Nem sempre a manipulação genética serve para melhorar. Jorge, propôs em seu programa, essa questão para o “menos bom”, onde um pai e uma mãe e pegava um embrião bom o e o transformava com cegueira - isso existe. Jå existe ganho de causas que manipulavam os embriões para ser anões. Um casal de surdos também fez manipulação de um embrião para que fosse surdo, pois se escutasse seria uma experiência de vida diferente do pai e da mãe. 
Existe a eutanásia; ortotanásia; suicídio assistido; distanasia - a morte também virou um cardápio: de que maneira você quer morrer? Como quer escolher? Já temos alguns países em que são legalizados (suicídio assistido e eutanásia). 
“Novos remédios velhos” ou seja, novos remédios dentro de uma ideologia antiquada, em um reducionismo danosos e perigoso. A subjetividade humana tem sido tentada; as pessoas querem transforma-las em determinações biológicas. O livro Homo Deus por exemplo, cede espaço para um determinismo biológico dizendo que o amor seria uma equação química que futuramente poderia até existir um cura farmacológica para o amor. As pessoas estão muito temorizadas frente as novas formas de viver proposta pela TerraDois. A tentativa de nos segurarmos nas fraldas biológicas são para aquele que não conhecem a própria biologia. A primeira pessoa que teve seu DNA codificado (tem o livro) “o fato de conhecer meu dia só me trouxe mais perguntas e não soluções”. O que estamos vivendo é um reducionismo oau ma biologia positivista muito empobrecedor do gênero humana. O que queremos fazer é dar respostas que estejam a altura da principal qualidade humana qu é a criação; invenção e hoje estamos tendo uma chance imensa porque esse momento nos deparou com a insuficiência de raciocínios biológicos sobre a vida humana e com a necessidade de um raciocínio psicanalítico sobre nossa experiência de vida. 
Frente ao desbussolamento, preconiza o medo: o mundo está complicado; divers e variado, é melhor tomar cuidado. Tenha medo. Medo de tudo. Medo do sexo; gluten; camada de ozônio; medo de ficar em casa. Temos uma ética do medo se espalhando pela sociedade. O que se tem contra? A ética do medo se contrária a criatividade, ela jamais é criativa. Ela não pode o nariz para fora da janela para olhar o mundo. Fica apenas se reassegurando daquilo que foi e fica impedindo aquilo que quer ir; aquilo que vai; aquilo que avança. Temos um contingente grande de pessoas amedrontadas em uma ética medrosa. Por outro lado, a psicanálise preconiza - como dito por Lacan em um dos seus textos, dizendo que uma analise que não leva ao analisando ao ensaiamos (oposto do medo) não serviu para nada. É o apostar sem ter garantia, criar na impossibilidade do conhecimento. É diversificar a forma de viver. É se interessar como uma criança, renovando a sua curiosidade frente ao mundo. É uma ética completamente distinta da ética do medo. Isso só alcança através deu ma psicanálise que possa dizer “desista de achar que mundo é completo”. O mundo ee incompleto e sempre será assim. Só é completo para os animais! 
Nós temos uma vazio em nossa essência; na fundação do homem que por um lado nos faz frágil frente ao determinismo animal, mas nos faz criativos exatamente pela falta da determinação biológica. A psicanálise tira a pessoa da ética do mundo para a ética do entusiasmo, através do Freud Explica e do Freud Implica. 
O Explica aquilo que é possível saber que está no meu sintomas e pode ser decifrado.E o Implica naquilo que não é possível saber e faz com que tenhamos que inventar uma razão que não nos foi propriamente dada e então é arriscada, e o humor necessário para isso é o entusiasmo pois é justamente aquela ação que não é garantida por nenhuma instância. 
Ela tem o uso dessa ferramenta, chamada de REAL em Lacan, que nos deixa muito mais palpável o que podemos fazer no dia de hoje. 
O Amor sob a Ótica da Psicanálise
Paixão é diferente de amor. E isso vale para pessoas e objetos; e ideias. Quando se pensa em amor, pensamos em algo que nós dá uma energia vital. E isso nos faz entender que a aquela pessoa noa faz falta; aquela circunstância; situação nos faz falta. Ela nos eleva. O amor como uma forma intensa de conexão que ultrapassa o mero afeto e amizade. O quanto uma pessoa; algo, que mantemos uma relação amorosa é algo que enche nossa vida de graça. Quando deixa de nos fazer bem, perdemos àquela conexão. 
Eric Fromm: produziu coisas que parece ser de auto-ajuda. Chamado “A Arte de Amar”, traz a expressão que é muito citada “o amor imatura diz “eu preciso de você porque te amo. O amor imaturo na verdade diz “eu te amo porque preciso de você”, a fonte do amor é a necessidade; a carência. Ideia de amor maduro e o imaturo. 
Roland Barthes - Fragmentos de um Discurso Amoroso: ninguém de nós ama alguma coisa. A gente ama o amor. Amamos aquilo que nos deixa vitalizados. Quando uma pessoa toma conta; daquilo que amo, “o amor”, com ela fico. Quando ela mantém o cuidado com o amor que é aquilo que eu tenho como objeto de energização da minha existência (impulso vital), algo bom disso então, esse alguém faz zeladoria daquilo que amor. Por isso, a pessoa tem para mim uma necessidade imensa como forma de relação; contato. Essa pessoa precisa continuar cuidando. Quando ela deixa de cuidar e zelar, eu não mudo de amor, eu levo aquilo que amo para outra pessoa. E, nesse sentido, aquilo que temos, não como essência/imaterialmente imutável, mas como sendo um dos focos de vitalização da existência, amamos o amor. O amor por alguém; por uma música; por um lugar; por uma pessoa. Aquilo guarda. Cada pessoa quando vai em algum lugar que ama; comida; etc. Queremos dizer que aquilo nos faz mais vivo. Uma fonte vital. Quando se deixa essa energização, mudamos então de lugar; pessoa. Nesse hora, vemos a marca que não podemos deixar de lado. Há uma maturidade na relação amorosa com qualquer circunstância e pessoa que não depende de idade e sim da intensidade. Não se avalia a partir da extensidade do tempo mas sim pela intensidade da prática. Algumas coisas que ganharam uma extensão temporária, permanecem. A filosofia por exemplo, foi uma paixão muito forte para Cortella, mas hoje não ocupa um espaço de intensidade. Se a psicanálise é algo que nos auxilia a existir de modo mais consciente e emancipado, autônomo, como a liberdade - o que o amor coloca como sendo algo que também está expresso no ramo da patologia, por exemplo? 
Nós adoecemos de amor? Rubert Russel, por exemplo, dizia que a filosofia era a ciência dos resíduos, isto é quando o conhecimento ose torna preciso, ganha outro nome: física, química, economia. Fica a filosofia aquilo que não nitidez, não é tão claro. 
Quando se fala do amor em filosofia, é menos Descarte e mais Pascall. "O coração tem razões que a própria razão desconhece” essa frase é como se fosse um elogio aquilo que não é a racionalidade cartesiana, embora autores contemporâneos nunca se encontraram no mesmo debate. 
Descartes é o pensador da duvida metódica, a duvida é para consistir um patamar de certeza. Portanto, ser capaz de algo decisivo que é a suspeita. Não se entregar de modo ingênuo; inocente; integral a qualquer coisa (até o amor) por conta da possibilidade de ser surpreendido de ao invés me fornecer fonte de vida, me retira vitalidade. Outra forma por exemplo, poderia ser o ódio. 
“Ideia de amar a ideia do amor”; 
“Seja eterno enquanto dure, e depois leva essa ideia para outro lugar”. 
- Forbes
“Amor em ti mas do que tu”; “amar é dar aquilo que não tem aquele que não quer”. 
“Cartas ao jovem poeta” Rainer Maria Rilke. Um menino pergunta a ele como ser um poeta. Pede para que mande algo. Manda poesia de amor e responde: nunca mais faça isso, tu é muito criança para falar de amor. Só se faz isso quando é um poeta muito amadurecido, etc. Quando ficamos mais velhos sabemos que sempre falhamos ao falar do amor.
O outro pergunta: ama mesmo? Não existe o outro falar “então tá bom”. 
4 curtos flashs 
1º ponto: Encontro de Hulk com Lacan: não devo falar do amor como alguém que vAI ALI NA ESQUINA (hulk), Lacan dizia não existe relação sexual (jamais chegaremos a uma definição segura pois não existe uma definição segura , não proporção sexual; cara-metade). Aristófanes falando de cara-metade, mas para psicanálise não existe. O amor seria sempre um erro que somos empenhados a corrigir. Sabemos quem não amamos, mas fica difícil explicar quem amamos e o porquê. 
2º Ponto: Barthes fala que amamos aquele cuida do nosso amor - “amo-te mais do que tu”. Amores doentes: 4 exemplos. Se o normal para psicanálise é a não existência da relação sexual. Se o normal é o conflito; mal estar. O equilíbrio; completar seria o anormal. Existe 4 mentiras que fazem a psicopatologia freudiana: 
1º negar que não existe relação sexual como faz a histérica: porque se dá conta que não existe o princípe encantando mas diz "ainda não, mas chegará”. Desejo insatisfeito (definição de Lacan).
Obsessivo: exatamente o oposto do histérica por isso que quando casam, se dão bem. O histérico acha que um dia tudo estará perfeito, e o obsessivo acredita ser esse príncipe e fará tudo para tentar preencher. O obsessão não arrisca a expressão do seu desejo. Ele não vira para a pessoa amada e diz: meu amor, vamos jantar. Ele diz: eu vou jantar, você quer ir. É o segundo exemplo.
Perverso: amor tóxico, seria. A pessoa que rouba a sua energia, te faz mal. Te aprisiona e acaba com a possibilidade de você amar. 
Psicótico: que mata para ficar junto. Que amantes se assassinam. 
3º ponto: diferença de trabalhar com amor transferencial. Freud o notou. É o sentimento de reatualização de vivências anteriores da pessoa na pessoa do seu analista. Uma corrente importante entendeu que seria a transferência muito importante, no aqui e agora. A transferencia centripeta que visa o centro. Essa transferencia seria da escola inglesa. A psicanálise durante muito tempo ficou centrada nessa ideia de “isso comigo, aqui e agora”. E Lacan, no seminário 1 (revê a técnica freudiana), fala em “lá, e lá fora”, a transferencia é centrifugada. Seria uma resistencia entro, uma desvantagem. Segurasse a possibilidade de retirar a certeza do amor. Pois a certeza do amor só existe na neurose, psicose, perversão. Ali existe certezas amorosas, fora disso, na “normalidade” só existe incertezas; impactos; s surpresas na esfera do amor pois não existe relação sexual. 
Luc Ferry: acharu ma nova transcendência para o ser humano na modernidade. Existe uma sensação de desbussolamento no ar. Nós não morremos mais por ninguém, só pensamos/nos interessamos em nós mesmo. Meu filho é um autorreferente fica o dia inteiro no celular e etc. Nós já tivemos algumas transcendências que fizemos uma sagração/sagrado, não no sentido espiritual, mas por aquilo que nos sacrificamos. Já me sacrifiquei por uma guerra; revolução; religião, ocidental. Essa nova geração seria difícil de se sacrificar em lutas contra ditaduras. Não se fazem mais passeatas com bandeiras únicas pois estamos em uma época flexível e múltipla. 
A pergunta seria a gente não morre por mais nada? Não é a impressão do Luc e nem do Jorge. Existe sim uma transcendência no ar que é se sacrificar por aquele que nos é mais perto, por um filho, por exemplo, por aquilo que não conseguimos explicar. Qual é exatamente a boa razão para um sacrifício? Colocar isso como um centro importante dentro de uma sociedade marcada pela revolução tecnológica e uma nova subjetividade. Se estamos centrado na horizontalidade(diferentemente da verticalidade do Édipo, com o pai; lei), sai de um momento em que explicava sua relação com o pai - deu origem ao Freud explica, para uma relação que não tem sentido, não tem um significado repartido, onde então não explica mas implica. Na psicanálise de hoje dá um passo a frente no Freud explica e vai para o Freud Implica. É fundamental que na clínica temos esses dois botões: consciência estruturada como uma linguagem; vivencias passadas que não te largam e não ficam no passado (Freud explica); responder ao amor; a supresa inevitável de uma forma dupla; inventar uma resposta e se responsabilizar por ela no mundo (Freud Implica - clínica do REAL no Lacan). 
A ética do psicanalista, semelhante ao do artista: inventar algo que não tem e se responsabilizar por isso. 
Comentário rápido: não é necessário ser um máximo e ter o reconhecimento olímpico. Simone Bais nos ajudou a pensar no amor além da necessidade do reconhecimento e da vivência da surpresa. 
Diagnóstico de uma cultura narcísica: a nova abordagem do amor de Forbes na realidade, meio que quebrou isso. As pessoas morrem por pessoas próximas; filhos; pais; amores. Contrapõe a visão de uma sociedade atomizado. 
Millor Fernandes
Qualquer pessoa na história sempre viveu na era contemporânea (porque é o presente dela). Embora sejamos todos contemporâneo, nós não vivemos a contemporaneidade do mesmo modo. Por isso que a ideia de romântico é carregado de um modo diferente para um e para o outro. A formação n contemporaneidade se deu trazendo valores diferentes daqueles outros, por exemplo. Uma das dificuldades das pessoas com mais idade, ainda mais para professores; comunicadores; é que nem sempre captamos qual é o modo vivido por outras pessoas. Nós não entendemos tanto os referentes que existem. É possível que uma geração que nasceu 2000, considere ultrapassado aquela de 1990 e ache que é “cringe”.
O amor tem um lugar e uma parte daquelas pessoas que tem menos idade tem um encantamento com tal percepção. 
Cortella diz que o romantismo é aquele que acredita realmente que há. A marca do romantismo é a idealização. A de Beethoven captura parte do imaginário do heróico; do forte, daquilo com a natureza com sua fúria. As dores do mundo. 
Safranski: o romantismo foi uma época e lá encontramos sua forma mais pura mas está presente até hoje. Continua vivo. 
Ágape é como um amor universal, aquele de aprender a amar todos. Outros dois registros energéticos: sobre a diferença de eros e filias. De amizade e do amor erótico. São registros muito distintos. A filia funciona no registro contínuo, linear. Encontra seu amigo que não vê há 10 anos e retoma ao mesmo ponto; a amizade é tranquila e segura. A eros é tipo montanha russa: por um acúmulo. Cai e recomeça e de novo. Eros tem um regime energético diferenciado. Se no momento atual, onde o amor não encomendado, mas escolhido; arriscado passa a ser um elemento transcendental pro excelência da sociedade, será que teremos a continuação de eros de um lado e filias de outro? Forte diz que terá uma integração maior entre os dois regimes o que trará consequências na esfera do amor. 
Freud diz que amamos em alguém alguma coisa mas uma coisa que não temos a mínimo ideia do que seja. Há na filosofia alguma tendência; teoria, que dá conta dessa constatação clínica do Freud e da que temos no nosso dia-a-dia?! Alguns autores falaram sobre isso que é o caso da Baixa Idade Média, por exemplo, Nicolau de Cuza que tem uma reflexão muito forte sobre douta ignorância, uma ignorância que marca sabedora: aquilo que desconheço faz sobre mim uma força atrativa que não consigo identificar e nem me desvencilhar. O nível de atratividade é muito forte. Quem talvez captou melhor isso foi uma ucraniana chama Clarice Lispector: “eu desconheço minha melhor parte”, dizendo de outro modo, aquilo que desconheço o melhor de mim é aquilo que eu ainda não sei. 
Nicolau contribui e Platão também lida começa temática mas só que traz uma nitidez que será atrapalhada por seus adversários. Rousseau foi um exemplo magnífico do amor ágape; fraterno (sua teoria), todavia, na vida real teve muitos filhos e não criou nenhum. Abandonou todos. Falou sobre o amor; vida em sociedade, etc. Escreveu sobre algo que não conheceu. 
A psicanálise não é secular; ainda não se provou com as alternativas que carrega. Dado que se olharmos outros saberes que foram acumulando muitas duvidas há mais tempo. Millor diz “se você não tem duvidas, é porque está mal informado”. 
Quando os iluministas pensam que a minha liberdade acaba quando começa a liberdade do outro (Kant também fala disso). A minha liberdade quando começa a do outro, pois tenho necessidade que o outro (próximo; comum). Malcolm Gledwell escreve um livro que se chama O Ponto da Virada onde analisa a forma sobre a violência em Nova Yorke. Conta que foi informado a Brenton (policial chefe) que le teria os mesmos meios de sempre, nada a mais seria dado. Deveriámos buscar uma birilização social como a pandemia que é ruim, mas virilização também de ter uma vergonha de lesar o outro. O primeiro movimento que se faz então, é limpar o vagões do Subway. Ao ver o menino da sua comunidade, lesar aquele bem público, dizia "está louco, vai fazer uma coisa dessa?”. Aquilo passou a ser algo vergonhoso para aquela pessoa. 
A vinda do Papa ao Brasil: motorista errou o caminho. Agora vão trucidar o papa por conta do local onde estava. Mas ninguém se mexeu e nada de ruim foi feito. Se formou um cordão entorno do carro e ele continuou com a janela aberta levando chuva. Não foi necessário fazer nada. 
Não vamos ficar todos bonzinhos mas é necessário o outro para receber notícias de mim (necessito de você para ter notícias de mim pois só as tenha através de você). 
Aula 04 - Com Pondé 
O psicanalista do século XXI
Estamos em uma época horizontal. Os laços sociais nos permite uma variabilidade maior que antes. Ser psicanalista nessa época, é poder recolher um mal-estar novo em uma época nova onde os sintomas não se resolvem da mesma maneira. É necessário oferecer novas soluções. Recentemente, a pessoa iria para uma análise para saber o que aconteceu na vida dela: quando vou fazer, eu perco; Não consigo chegar lá; algo está amarrado em mim (qual trabalho foi feito que tenho que desatar). A pessoa que ora chega, pergunta o que se deve fazer: 3; 4; 5 opções pela frente, e quer um cardápio sobre como fazer.
O psicanalista transforma uma angústia inibidora e uma angústia propiciadora. 
O tratamento não é um Freud explica e sim um Freud implica. Se implicar na escolha que se faz. 
De acordo com Pondé, acha que é alguém que terá que enfrentar - do ponto de vista da clínica e sua ação pública, o fato de temer que o século XXI é o século da mentira; marketing. Pois é o narrador social prioritário que existe no mundo contemporâneo e, por isso, teme-se que um profissional de psicanálise assim como já tem que lidar com outras questões.. “o cardápio da psicologia positivista”. Também terá que lidar com a psiquiatria já que cresce e está associada a grandes farmacêuticas. Os pais correm para a psiquiatria e acha que está sendo um gosto intervencionista: são internados com 14, 15 anos. A psicanálise é mais medieval nesse sentido. Medieval como um elogio: enquanto que a psiquiatria tem uma relação simbiótica. O psicanalista tem duas buchas: marketing como um narrador mundo que não há uma narrativa definitiva. O outro é o capital na psiquiatria. 
Forbes concorda com os dois pontos. E trata como? Sobre a questão de ser tudo mentira, lembra do último texto de Lacan dizendo que o máximo que se pode chegar em uma análise não é uma verdade, mas numa verdade mentirosa. Em francês fica mais bonito (rss). Qual é o limite se tudo é mentira? Onde podemos achar um novo limite uma vez que tudo pode ser mentira? Aquilo que se dá a sua vida não pode ser mentira. Nós não morremos mais por uma guerra; revolução (…) religião, mas não morremos por mais nada? Que faça a vida valer a pena? “se isso não ocorrer, a vida não valea pena..”. Nós temos razões que não se explicam mas pelo o qual morremos. Existem pontos limites que tomam o local da verdade que antigamente era o limite. Clinicamente tem que encontrar na pessoa, esse ponto que se ela não respeita-lo, a vida não valeria a pena. 
O segundo ponto, a psiquiatria é, de acordo com Forbes, está muito restritiva; simplificada; dessubjetivida. A principal doença que é a depressão tem como explicação que o problema é da serotonina (uma explicação simplista). E por que a serotonina deu o ar da sua graça agora!? Agora tem que inibir a recaptação etc. Não dá para explicar as coisas como a medicina positivista. Faz um reducionismo tão imenso do homem que de acordo com Forbes, não poderia dar certo. No momento é que está em evidência. 
Lacan diz que o médico de amanhã será o psicanalista (?) > aquele que recuperara a subjetividade do mal estar humano. Os médicos tecnológicos serão expulsos pela tecnologia. 
Na época do Freud era mais fácil identificar a repressão sexual. Hoje em dia é mais difícil. Nelson Rodrigues disse que a liberação sexual virou uma bela negação da vida sexual. Então, a relação do Freud com sua época histórica, para Pondé, o que saltou os olhos foi a condição transhistórica: tocar determinadas questões. Ao mesmo tempo, há uma relação estreita com o de Freud: ambos temos uma peste. O pensamento linear não acabou. No entanto, estamos em um processo de “eterno retorno”da história. Ao mesmo tempo, o que sempre chamou atenção foi a capacidade de fazer ontologia: tocar em coisas estruturais. 
Forbes: Freud viveu em uma época em que o sintoma se resolvia no seu esclarecimento. Onde uma pessoa fazia análise para ter o melhor conhecimento de si mesmo: que poderia garantir uma ação menos arriscada. Hoje em dia, há novos sintomas que não passam pelo circuito da palavra da mesma forma. Por exemplo, crimes unificados que pululam muito mais hoje do que temos atrás. Mata pai e a mãe e em seguida é presa em uma festinha. Não era previsível que isso ocorresse? Forbes dizia que qualquer um poderia fazer isso. Não dá para ter uma detecção mental. 
Nós temos crimes inusitados, us ode drogas de forma epidêmica, meninas que cortam a si mesma e outros sintomas. Se Freud estivesse vivo, não há tanta certeza que ele buscaria um saber evidente para liberar o engano do sintoma, mas sim levara pessoa a se implicar em sua escolha de gozo. 
Quando a pessoa começa a relatar algo anormal, é que ela começa a se implicar naquilo. Ela se pergunta “por que mesmo fiz isso? Que coisa horrorosa!”. Então, era uma sociedade que tinha o privilégio do mundo simbólico, e hoje o privilégio do mundo REAL: implicação do seu sintoma (Freud implica). Há uma mudança na técnica. Pronto. E uma última questão, as discussões do gênero faz parecer que existe uma relação sexual sem conflito, como se fosse possível encontrar a justa relação entre os sexos. Lacan dizia que não existe o justo acoplamento (existe apenas nos animais). Achar que a variabilidade dará um lugar específico para cada um, é querer negar o fato de inessência da relação sexual do homem/humano. Seja o gênero escolhido, voltará a questão: quem é você dentro disso. 
“Como é a neutralidade?” Pondé contou de atividades que fazia com os alunos e que traziam pessoas de crenças diferentes para entrevista-las. Então como um psicanalista deveria reagir se algum paciente dissesse que veio de outro planeta? Quando você pergunta detalhes sobre algo estranha a uma pessoa, ela se implica naquilo. Quando faz uma pergunta a “e o que você está fazendo aqui”, é como s fosse uma retomada de si. 
Lacan se valeu da linguistica estrutural (que surge na década de 20 com Saussure), onde viu o desvio de Freud, e transformou o consciente estruturado com linguagem em um inconsciente estruturado como fantasia/ em um sentir / fazer as pessoas sentirem sem ter vergonha de seus sentimentos e: Lacan queria recuperar a ideia linguareira do inconsciente em Freud e isso alterando a técnica dos pós-freudianos que não davam mais atenção a associação livre e sim a contra-transferencia (sentimentos dos analistas ao analisando).
Segundo Lacan, que é um tempo de 20 anos depois que fala que a noção não é só a estrutura do simbólica do consciente mas também algo que não tem nome e nunca terá, seria “alguma coisa REAL que toca em você, mas que não consegue deduzir algo a partir disso”. Aí se inicia a clínica do Real, onde não tem a expectativa de um saber escondido, mas um diretiva de implicar a pessoa frente a um real inusitado (fora do lugar). Então, é uma clínica onde trabalha a angústia da pessoa que te abarca e faz que fique paralisado para uma angústia propiciatória de ação. Transforma-la em boa. É um Lacan pós-edípico (é trabalhando além do complexo de Édipo). Há uma série de sintomas que se manifestam além dele.. É um Lacan que vai além. Isso não significa dizer que não há mais complexo de Édipo. A clínica real vai além da clínica edípica. 
Livro: A Cultura do Medo. 
A linguagem não foi feita para se comunicar. O lugar do medo na cultura contemporânea é que o medo não tem mais significado. O medo antes poderia ser relacionado ao medo de ir para o inferno; convocado para a guerra e coisa do tipo. Era um medo dentro de uma estrutura tradicional em que o medo gerava significado. Hoje o medo é de garrafa PET. Uma hora deve beber água mineral e seu PH pode ser alterado. Uma hora deve tomar sol e depois deve-se usar protetor solar. Os pais são figuras altamente autoritárias. O medo tornou os seres humanos mais frágeis do que antes. Agora o medo fala de você se o seu pânico vai tomar coca-cola ou não; e quais os meios disso de enfrentamento, etc. O medo não é agregador. 
Temos alguma coisa a oferecer ao medo? O medo é profundamente ruim para o homem pois não faz a coisa mais importante para a sua vida que é criar. Várias pessoas estão transformando o medo em virtude. Medo da camada de ozônio; da garrafa PET; glúten; etc. Então passa a ter medo como se fosse um garantidor, como não sabe o que fará daqui pra frente, pelo menos há o medo. 
Lacan diz algo do tipo: uma análise que não levou o analisando ao entusiasmo não serviu para nada. O entusiasmo seria a palavra que ficaria na gangorra para a cura do medo. O medo é reacionário, vamos pra trás. O entusiasmo é um seguir a vante sabendo do risco que é avançar e fazemos coisas que depois entendemos. O se dar bem não deve ser um recuo para o medo. O se dar bem seria saber manejar o entusiasmo que é um lançar sem garantir de uma maneira que se dê melhor ao invés do pior. 
Epidemia da depressão: estamos vivendo um crise de identidade ande as pessoas ficam ansiosas e assim preparam seu organismo para reagir a ansiedade. Quando isso não funciona, a ansiedade e nem o estresse ,chega-se a depressão: lentificação do agir. É a tentativa de uma pessoa dar conta de suas questões fundamentais mas não consegue. Fica em um quadro lento; não realizador; atemorizada; sem nenhum tipo de proposta. 
Os jovens hoje são criados em um imperativo de felicidade e que isso gera um monte de sintomas. Pondé conta que anos atrás fez um coluna que o nome era “Deus me livre de ser feliz”. Foi uma coluna que fez muito barulho. Foi inspirada em uma vez que estava preso em um trânsito no domingo. “Puts, imagina estar no trânsito para ir no parque Villa-Lobos e o casal está brigando porque resolveram ser felizes e ir ao parque”. A felicidade como é tratada nos livros de auto-ajuda que é pegar o problema real que gera fatia de mercado e dá uma solução. Existe uma infinidade de coisas muito mais importantes no âmbito de problemas onde nos aflige. A felicidade, hoje em dia, senso comum, tem a ver com a realização de desejo; usufruto dos órgãos vitais; consumo; e quando observamos a história da filosofia: como estoicismo e epicurismo - é marcado até onde posso fazer algo e a partir onde estou submetido a uma ordem contingente, ou não, que limita a minha ação. No marketing parece que a felicidade é sem limites (nunca deixe alguém dizer que você não pode sonhar).O filósofo que mais identificou o problema de infelicidade foi Schopenhauer. Identificou uma vontade louca e irracional que inclusive influenciou o próprio Freud. Agregar as vontades de Schopenhauer aos projetos de vida. 
Obrigação do sucesso: as pessoas estão tão apavoradas frente a multiplicidade do que é possível que é definido o padrão de sucesso e felicidade muito direcionado, tirando todo o acaso; supresa; graça. Um exemplo, Steve Jobs em seu discurso conta que a força do acaso na construção das coisas que fez. Ele fracassou como aluno universitário. Fez curso de caligrafia que era algo esdrúxulo frente a proposta que se tinha. Não valor a jornada do sucesso mas deixar em aberto é “continue faminto, continue tolo”. 
Uma das experiências de amadurecimento é perceber que já fez inúmeras coisas que fizeram as pessoas sofrerem. Me parece que faz um pouco da fórmula do coach que “a igreja católica; da moral imposta” e isso e aquilo. Pondé desconfia de quem nunca sentiu culpa é porque a culpa é um fator intrínseco da estrutura moral da pessoas. Portanto, no mundo contemporâneo uma das características do discurso é não sentir culpa e remeter a culpa ao patriarcado; ao capital (a alguém u a um fator externo). Aquele que deve ser remetido ao capital não se remete, e remete ao tal a ideia de culpa; mora, quando o que deveria ser remetido é o fato do capital ser sofista menos com ele mesmo. Ele é o único valor absoluto. 
Nesse ambiente em que a gente faz um discurso de absoluta desconstrução. Há um livro seminal em que é analisando a obra do Foucalt, o nome do livro se Cham Foucalt ou o Niilismo de Cátedra. Existe um discurso no qual o desejo é desvinculado de qualquer noção de responsabilidade e qualquer coisa que responsabilize a você a qualquer coisa será remetido a um discurso terceiro. Isso parece ser completamente disperso (disperso nas redes - tração gigantesca no comportamento das pessoas). O desejo só é desejo se nunca for responsabilizado. E isso se transforma em uma busca e isso é o que Pondé chama de eleger a vontade de Schopenhauer como parceira, agregadora de valor ao sistema de vida. 
Forbes: 
A culpa na psicanálise é diretamente relacionada ao narcisismo. Pedir desculas é querer entra no reino dos ceus novamente. Você pede desculpas para alguém que possa retirar sua culpa. Se nós não estamos em graça; júbilo é porque temos algum pecado e devemos pedir desculpas e ser integrado a comunidade daqueles que estão em uma comunidade da graça. O objetivo da psicanálise é sair da culpa e entrar na responsabilidade sobre aquilo que se sabe e não se sabe; frente ao acaso; surpresa. E não em outra pessoa! 
Se você passa em uma mancha de óleo e mata 10 pessoas sem querer. Não foi doloso, você não vai preso. Mas nunca mais você deixará de ter uma marca na sua vida por causa disso. Forbes escreveu um livro que se chama inconsciente e responsabilidade. De que maneira responde pra você e pro mundo sobre o acaso; a surpresa? Colocar a culpa nos outros é pobre, assumir as responsabilidades é grandioso. Portanto se você tem culpa, a culpa é sua.

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