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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER 
ESPECIALIZAÇÃO (Lato Sensu) 
MAÇONOLOGIA: HISTÓRIA E FILOSOFIA 
A FILOSOFIA MAÇÔNICA: valores, virtudes, verdades 
 
RESUMO/ TEXTO COMPLEMENTAR PARA ESTUDOS 
 
Tragédias 
gregas 
As contribuições de Ésquilo, Eurípedes e Sófocles se situam no contexto 
da literatura grega, sobretudo das tragédias gregas. Na aula 1 vimos que 
a alma começa a ser entendida como força vital que anima o corpo no 
período das tragédias gregas. 
O mito de 
Ísis e Osíris 
O mito de Ísis e Osíris, como narrado por Plutarco, é claramente um mito 
fúnebre. Plutarco interpreta o mito e diz que há nele um aspecto universal 
e essencial, com mudança apenas de forma. 
 
Albert 
Mackey 
Médico maçom estadunidense. Mencionou que se a Maçonaria fosse 
apenas um conjunto articulado de símbolos com a intenção de transmitir 
ensinamentos morais, ela ficaria bem atrás das religiões e até mesmo de 
muitas convenções sociais não escritas. 
Simbologia, 
Imitação, 
Acomodação 
e 
Assimilação 
Conforme visto na aula 2, a gênese do símbolo pode ser explicada pelo 
esquema da adaptação e da acomodação. Quando a acomodação supera 
a assimilação, tem-se a imitação e, quando a assimilação supera a 
acomodação, tem-se o símbolo. 
 
Nóema e 
Noética 
 
 
Vimos na aula 2 a definição de nóema e suas características. Esse termo 
denota o sentido objetivo da intencionalidade noética, os aspectos 
objetivos da percepção. No símbolo, a assimilação supera a acomodação 
e, quando o fato tem notas que não se adequam totalmente a este ou 
àquele esquema noético, têm, então, notas que se adequam por 
assimilação a outros esquemas noéticos. 
 
 
Simbologia e 
a 
interpretação 
moral 
 
Quando se diz que a Maçonaria é um sistema de Moral velado por 
alegorias e ilustrado por símbolos, tem-se uma definição de caráter 
público. Como expresso em aula, se assim não fosse possível interpretar 
simbolicamente para além da interpretação moral, onde estaria a liberdade 
de pensamento do Maçom e como justificar a liberdade na escolha dos 
próprios caminhos para o aperfeiçoamento moral? A Moral Maçônica 
fornece um guia, pois a Maçonaria é uma escola de Moral, mas os 
caminhos efetivos são pessoais. 
 
A Cabala, 
Sêfer ha 
Bahir, Sêfer 
Yetzirah e 
Zohar, 
Sêfer ha Bahir, Sêfer Yetzirah e Zohar, são obras históricas da Cabala. A 
leitura delas dá uma excelente perspectiva de suas origens. Já havia 
atividade maçônica especulativa na Inglaterra do século XVII. O Livro M 
afirma que a Cabala esteve presente nas origens da Maçonaria. Dermott 
relata a crença de que os maçons de Jerusalém e Tiro eram grandes 
cabalistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cabala 
medieval 
Os cabalistas medievais afirmavam que as verdades da Criação estavam 
no branco do pergaminho sobre o qual eram impressas as figuras negras 
das consoantes. Segundo Gershom Scholem, a forma extrema dessa 
concepção, anterior ao século XIII, afirma que a Torá, antes da Criação, 
foi escrita em fogo preto sobre fogo branco. A Torá tem leituras diversas 
conforme o mundo espiritual em que é lida. Em um mundo superior, a Torá 
revelaria verdades sobre a Criação que, em nosso mundo, estão ocultas 
entre as letras da Torá. Mirandola, em 900 Teses, 11:72, afirma que, da 
mesma forma que a astrologia ensina a ler no livro de Deus (a natureza), 
assim também a Cabala ensina a ler no livro da Lei (a Torá). A ideia de 
que ler a Torá em voz alta é símbolo da criação teve na Catalunha do 
século XIII. O Rabi Jacó ben Scheschet dizia que o texto da Torá não 
poderia ser vocalizado, a fim de que pudéssemos interpretar cada palavra 
de acordo com todos os significados possíveis. 
 
 
Filosofia 
Socrática 
O lema socrático “Só sei que nada sei” pode ser visto como um 
chamamento ao rigor racional no debate sobre as questões morais. Ao 
reconhecer não saber, Sócrates mostra que sabe que não sabe. Esse 
passo é fundamental para a ordenação racional do processo de 
conhecimento e do debate moral segundo o sistema S5 da lógica 
epistêmica. Assim, o lema “Só sei que nada sei” é um chamamento ao uso 
rigoroso de nossa capacidade intelectual no debate moral. 
 
O problema 
dos três 
estudantes 
Na aula 4, vimos que a principal lição que o problema dos três estudantes 
nos passa diz respeito à maneira de o indivíduo atingir a verdade mediante 
um cuidadoso raciocínio, tomando por base, da melhor forma possível, o 
seu próprio conhecimento e aliado à observação atenta da ignorância 
alheia. Em outras palavras, o aprendizado ocorre a partir da 
racionalização dos erros próprios e alheios. 
Determinismo 
e o livre-
arbítrio 
O determinismo é compatível com o livre-arbítrio, desde que se interprete 
apropriadamente o determinismo, atentando para o fato de que sua 
característica é o princípio de que todo efeito possui uma causa. Dessa 
forma, o indivíduo é responsável pelos seus atos. 
William 
Hutchinson e 
Charles 
Brockwell 
 
William Hutchinson (The Spirit of Masonry, 1795) e Charles Brockwell 
(Brotherly Love Recommended, 1750) foram dois autores maçônicos que 
trouxeram à luz as expressões “língua do bem falar” e “virtude 
comunicativa” para designar a forma apropriada com a qual os maçons 
devem se comunicar em Loja e entre si. 
 
Fraternidade 
A Fraternidade é um termo inter homines e se refere ao modo pelo qual 
os indivíduos lidam, no âmbito de suas consciências e de suas existências 
no mundo, uns com os outros conforme suas predisposições intrínsecas. 
 
Virtudes: 
Caridade, 
filantropia e 
ágape. 
Caridade e filantropia não são iguais. O filantropo pode não ter caridade. 
A caridade é amor universal, é a forma mais perfeita de amor. Sua origem 
está no termo grego “agápe”, que culminou no que hoje denominamos 
ágape. O ágape enquanto refeição é apenas uma expressão alegórica do 
amor universal. As quatro virtudes cardeais são a prudência, a 
temperança, a fortaleza e a justiça. As virtudes teologais são a fé, a 
esperança e a caridade. 
 
 
 
 
 
 
Sobre a 
compaixão 
Como dito em aula, Max Scheler, ao criticar os que viam na compaixão 
um aspecto negativo da vida humana, apontou para a distinção (não a 
identidade) fundamental entre alteridade recíproca e contágio emocional. 
Essa distinção é o ponto de partida de Scheler para abordar a compaixão 
sob a ótica da alteridade recíproca. Define-se a alteridade recíproca do 
seguinte modo: quando um indivíduo A se compadece de outro indivíduo 
B, o sofrimento de B permanece, do ponto de vista emocional de A, o 
sofrimento de B, mas A reconhece em B um igual, de forma que aquilo 
que aproxima A de B não é o sofrimento de B, mas, antes, o 
reconhecimento da pessoa de B como ser humano igual a A. 
 
 
 
 
 
 
 
Igualdade 
segundo as 
concepções 
de Leibniz 
O contexto em que a igualdade é dita existir entre dois indivíduos se, “de 
posse do mesmo conjunto de recursos materiais e humanos e mesmas 
condições de mercado, ambos possuírem o mesmo conjunto de 
oportunidades para o atingimento de seus fins” é o contexto econômico. 
A igualdade econômica diz respeito a uma estrutura externa cuja função 
é fazer com que instituições como o sistema de mercado, o sistema legal 
e a rede de amparo social possibilitem que os indivíduos tenham seus 
direitos de propriedade garantidos, que possam desenvolver suas 
capacidades com a correta alocação de custos e benefícios e que 
possam decidir livremente como utilizar seus recursos materiais e 
humanos em condições de mercado que não os discriminem 
relativamente às oportunidades disponíveis. No contexto jurídico, existe 
igualdade entre os indivíduos relativamente à Lei se um indivíduo sendo 
réu em um processo, referente a um certo crime cometido sob certa 
circunstância, puder ser substituído por qualquer outro indivíduo que 
tenha cometido o mesmo crime sob a mesma circunstância sem que seja 
necessário que se altere o procedimento legal do processo. No contexto 
civil, existe igualdade entre dois indivíduos se, sob a mesma 
circunstância,ambos possuem o mesmo conjunto de direitos e deveres. 
No contexto moral, existe igualdade se dois indivíduos distintos que se 
encontrem sob a mesma circunstância possuírem o mesmo conjunto de 
prerrogativas para aplicação de seus critérios de judicação moral. 
Lembre-se sempre de consultar o cronograma de atividades e avaliações! 
 
Bons estudos! 
 
Atenciosamente, 
 
Equipe de tutoria e coordenação do curso de Especialização em Maçonologia: história e filosofia. 
 
“O ideal da educação não é aprender ao 
máximo, maximizar os resultados, mas é antes 
de tudo aprender a aprender, é aprender a se 
desenvolver e aprender a continuar a se 
desenvolver depois da escola” – Jean Piaget

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