Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

MINISTÉRIO DA DEFESA 
COMANDO DA AERONÁUTICA 
 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO 
 
RCA 12-1 
 
 
 
REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DA 
AERONÁUTICA (RADA) 
 
 
 
2020 
 
 
 
 
 
MINISTÉRIO DA DEFESA 
COMANDO DA AERONÁUTICA 
SECRETARIA DE ECONOMIA, FINANÇAS E ADMINISTRAÇÃO DA AERONÁUTICA 
 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO 
 
RCA 12-1 
 
 
 
REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DA 
AERONÁUTICA (RADA) 
 
 
 
2020 
 
 
 
 
 
MINISTÉRIO DA DEFESA 
COMANDO DA AERONÁUTICA 
PORTARIA Nº 726/GC3, DE 2 DE JULHO DE 2020. 
Aprova a reedição do Regulamento de 
Administração da Aeronáutica. 
O COMANDANTE DA AERONÁUTICA , no uso das atribuições que lhe 
conferem os incisos XI e XIV do art. 23 da Estrutura Regimental do Comando da 
Aeronáutica, aprovada pelo Decreto nº 6.834, de 30 de abril de 2009, e considerando o que 
consta do Processo nº 67050.042950/2020-49, procedente da Secretaria de Economia, 
Finanças e Administração da Aeronáutica, resolve: 
Art. 1º Aprovar a reedição do RCA 12-1 “Regulamento de Administração da 
Aeronáutica (RADA)”, que com esta baixa. 
Art. 2º Esta Portaria entrará em vigor em 3 de agosto de 2020. 
Art. 3º Revoga-se a Portaria nº 678/GC3, de 30 de abril de 2019, publicada no 
Diário Oficial da União nº 83, de 2 de maio de 2019. 
Ten Brig Ar ANTONIO CARLOS MORETTI BERMUDEZ 
 Comandante da Aeronáutica 
(DOU1 nº 126, de 03 JULHO 2020) 
 
 
 
 
 
 
(Publicada no BCA n° 118, de 7 de julho de 2020) 
 
 
 
 
 
 
 
 
RCA 12-1/2020 
 
S U M Á R I O 
PARTE GERAL .......................................................................................................................... 9 
LIVRO I DA FINALIDADE, CONCEITUAÇÕES, DEFINIÇÕES, SIGLAS E 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS E CONSTITUCIONAIS 9 
TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ......................................................... 9 
CAPÍTULO I DA FINALIDADE .......................................................................................... 9 
CAPÍTULO II DAS CONCEITUAÇÕES, DEFINIÇÕES E SIGLAS ................................... 9 
CAPÍTULO III DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ........................................................ 37 
CAPÍTULO IV DAS ORGANIZAÇÕES MILITARES ......................................................... 37 
CAPÍTULO V DA GOVERNANÇA .................................................................................... 38 
Seção I Da Governança ............................................................................................ 38 
Seção II Da Liderança e Controle............................................................................. 38 
Seção III Da Estratégia e do Planejamento ............................................................... 41 
LIVRO II DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS ....................................... 42 
TÍTULO I DAS UNIDADES ADMINISTRATIVAS OU UNIDADES 
GESTORAS....... . ...................................................................................................................... 42 
TÍTULO II DOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO .................................................. 43 
CAPÍTULO I DAS GENERALIDADES ............................................................................. 43 
CAPÍTULO II DAS COMPETÊNCIAS ............................................................................... 47 
Seção I Do Agente Diretor ....................................................................................... 47 
Seção II Do Ordenador de Despesas ........................................................................ 51 
Seção III Do Agente de Controle Interno .................................................................. 53 
Seção IV Dos Gestores ................................................................................................. 60 
Seção V Dos Agentes Auxiliares ............................................................................... 76 
Seção VI Da Comissão de Licitações e dos Pregoeiros ............................................. 76 
CAPÍTULO III DA DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA .................................................... 78 
Seção I Das Generalidades ....................................................................................... 78 
Seção II Da Delegação de Competência no COMAER ........................................... 78 
CAPÍTULO IV DA SUBSTITUIÇÃO DOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO .............. 80 
CAPÍTULO V DA ENTREGA DE CARGO EXTINTO DO REGIMENTO INTERNO .... 84 
CAPÍTULO VI DA ASSUNÇÃO DE CARGO NOVO INSTITUÍDO EM REGIMENTO 
INTERNO ................................................................................................................................ 85 
PARTE ESPECIAL ................................................................................................................... 85 
 RCA 12-1/2020 
 
LIVRO I DO PATRIMÔNIO E ADMINISTRAÇÃO ................................................. 85 
TÍTULO I DO PATRIMÔNIO ....................................................................................... 85 
CAPÍTULO I DOS RECURSOS MATERIAIS .................................................................. 85 
Seção I Dos Bens Patrimoniais ................................................................................ 85 
Seção II Dos Bens Patrimoniais Móveis .................................................................. 85 
Seção III Dos Bens Patrimoniais Imóveis ................................................................. 87 
Seção IV Dos Bens Patrimoniais Intangíveis ............................................................ 88 
CAPÍTULO II DA MOVIMENTAÇÃO .............................................................................. 89 
Seção I Da Entrega, Recebimento e Remessa ........................................................ 89 
Seção II Da Inclusão e Exclusão ou Desfazimento ................................................. 92 
CAPÍTULO III DA ALIENAÇÃO ........................................................................................ 98 
CAPÍTULO IV DO ARROLAMENTO ............................................................................... 101 
CAPÍTULO V DA CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ............................................... 101 
TÍTULO II DA ADMINISTRAÇÃO ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E 
CONTÁBIL.......... ................................................................................................................... 101 
CAPÍTULO I DOS RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS ................................................... 101 
CAPÍTULO II DOS RECURSOS FINANCEIROS ........................................................... 102 
CAPÍTULO III DAS DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS .................................................... 103 
CAPÍTULO IV DAS LICITAÇÕES E DOS CONTRATOS ............................................... 104 
CAPÍTULO V DOS PAGAMENTOS ................................................................................ 104 
CAPÍTULO VI DOS REGISTROS...................................................................................... 105 
Seção I Da Contabilidade ...................................................................................... 105 
Seção II Da Documentação ..................................................................................... 105 
Seção III Da Escrituração ........................................................................................ 106 
Seção IV Dos Documentos e dos Processos ............................................................. 108 
Seção V Dos Erros e das Retificações .................................................................... 109 
LIVRO II DAS RESPONSABILIDADES .................................................................. 110 
TÍTULO I DAS COMPROVAÇÕES .......................................................................... 110 
CAPÍTULO I DA REUNIÃO DA ADMINISTRAÇÃO .................................................. 110 
CAPÍTULO II DA PRESTAÇÃO DE CONTAS MENSAL .............................................110 
CAPÍTULO III DA TOMADA E DO PROCESSO DE CONTAS ..................................... 112 
CAPÍTULO IV DAS GENERALIDADES .......................................................................... 113 
RCA 12-1/2020 
 
TÍTULO II DAS RESPONSABILIDADES................................................................... 114 
CAPÍTULO I DA RESPONSABILIDADE FUNCIONAL ............................................... 114 
CAPÍTULO II DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ................................................. 116 
CAPÍTULO III DA RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL OU PESSOAL ...................... 117 
CAPÍTULO IV DOS CASOS FORTUITOS E MOTIVOS DE FORÇA MAIOR ............... 118 
CAPÍTULO V DOS DANOS E IMPUTAÇÕES ................................................................ 119 
CAPÍTULO VI DAS GENERALIDADES ........................................................................... 120 
LIVRO III DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS .................................... 122 
GLOSSÁRIO ........................................................................................................................... 123 
 
RCA 12-1/2020 
 
PARTE GERAL 
LIVRO I 
DA FINALIDADE, CONCEITUAÇÕES, DEFINIÇÕES, SIGLAS E PRINCÍPIOS 
FUNDAMENTAIS E CONSTITUCIONAIS 
TÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
CAPÍTULO I 
DA FINALIDADE 
Art. 1º O presente Regulamento tem por finalidade: 
I - definir as atribuições dos Agentes da Administração e de demais detentores 
de bens, de valores e de dinheiros públicos, sob responsabilidade da Administração Direta 
deste Comando; 
II - disciplinar as atribuições e os encargos dos diferentes agentes públicos; e 
III - estabelecer procedimentos gerais e alguns específicos para a 
Administração das Organizações Militares (OM) do Comando da Aeronáutica (COMAER). 
§ 1º Orientações, instruções e prescrições específicas, relativas ao tratamento 
detalhado de questões atinentes a recursos humanos, orçamento, planejamento, economia e 
finanças, material, patrimônio em geral, sustentabilidade e meio ambiente, constituirão 
publicações específicas e complementares, emanadas do Comandante da Aeronáutica 
(CMTAER), pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), do Centro de Controle Interno da 
Aeronáutica (CENCIAR) e dos Órgãos Centrais dos Sistemas ou Órgãos competentes que 
tratam das matérias referidas e contempladas neste Regulamento. 
§ 2º Em caso de campanha, de guerra ou de grave perturbação da ordem 
pública e social, as atividades administrativas das OM obedecerão a este Regulamento, no que 
couber, e a outras publicações especificamente elaboradas e emanadas do CMTAER, ou, 
mesmo, externas ao COMAER. 
Art. 2º Este Regulamento, de observância obrigatória, aplica-se no âmbito do 
COMAER. 
Parágrafo único. As Representações e as Comissões da Aeronáutica no 
exterior, bem como a(s) entidade(s) de administração indireta do COMAER aplicarão o 
disposto neste Regulamento, obedecendo aos princípios da legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade, eficiência e eficácia e as peculiaridades locais. 
CAPÍTULO II 
DAS CONCEITUAÇÕES, DEFINIÇÕES E SIGLAS 
Art. 3º Para efeitos deste Regulamento, serão adotadas as seguintes 
conceituações, definições e siglas, listadas por ordem alfabética: 
I - ABANDONO - é a renúncia ao direito de propriedade de material 
classificado como irrecuperável, depois de verificada a impossibilidade ou a inconveniência 
de sua alienação. O abandono também poderá ocorrer por motivo de força maior ou em casos 
fortuitos, como, por exemplo: acidente aeronáutico, enchente, incêndio ou outros. Decidido 
pelo abandono, deverá a autoridade competente determinar a baixa patrimonial e, se possível, 
a retirada das partes economicamente aproveitáveis, porventura existentes, as quais serão 
incorporadas ao patrimônio da OM; 
10/135 RCA 12-1/2020 
 
II - ACORDOS DE COOPERAÇÃO (ACop) - instrumentos celebrados com 
Organizações da Sociedade Civil (OSC), nos termos da Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014, 
e alterações posteriores. No âmbito do COMAER deverá ser estimulada a observância de 
critérios de excelência, em relação aos instrumentos de parcerias, destacando-se, dentre 
outros: a) O zelo pelas condições de governança e integração intersetorial, com vistas a 
otimizar os recursos aplicados e maximizar os resultados obtidos por meio das transferências 
realizadas; b) A adoção de estratégias e planos de atuação institucional conjunta e 
compartilhada, para otimização e redução dos gastos comuns de seus projetos e atividades; c) 
A participação do cidadão-usuário no controle social, de maneira a assegurar a convergência 
dos esforços e recursos públicos ao atendimento das necessidades e oportunidades estimadas; 
d) A demonstração objetiva, suficiente e tempestiva quanto ao objeto e ao interesse público na 
ação realizada e ao cumprimento dos preceitos fundamentais de cidadania e sustentabilidade; 
e) O estímulo à divulgação da informação, conhecimento e transparência; f) A promoção de 
capacitação específica e contínua dos militares e servidores civis que atuam no planejamento, 
celebração, execução, fiscalização ou prestação de contas de instrumentos de parceria; g) A 
suficiência das estruturas de pessoal e tecnológica necessárias à gestão dos instrumentos de 
parceria; e h) O incentivo à adoção de boas práticas de governança, de gestão de riscos e de 
controles internos; 
III - ACCOUNTABILITY - conjunto de procedimentos adotados pelas 
organizações públicas e pelos indivíduos que as integram, que evidenciam sua 
responsabilidade por decisões tomadas e ações implementadas, incluindo-se a salvaguarda de 
recursos públicos, a imparcialidade, o desempenho das organizações, a ética, a transparência e 
o dever de prestar contas; 
IV - ADJUNTO - é o agente público responsável por assessorar e auxiliar os 
titulares de cargos de chefia em processo de tomada de decisão, com atribuições definidas em 
Regimento Interno ou em normas específicas; 
V - ADMINISTRAÇÃO NO COMAER - trata-se da Administração Pública 
orientada para a realização da missão constitucional da Aeronáutica; 
VI - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OU ADMINISTRAÇÃO - A 
Administração Pública ou, simplesmente, Administração, em sentido concreto e orgânico, 
pode ser entendida como o conjunto formado pelos órgãos, serviços e agentes públicos 
(Administração Direta), bem como pelas demais pessoas coletivas públicas (Administração 
Indireta), com competência legal para o exercício da função administrativa sob a 
responsabilidade do Estado. Em sentido abstrato ou funcional, a Administração Pública pode 
ser interpretada como a atividade desenvolvida pelo Poder Público, seja no âmbito municipal, 
estadual ou federal, que assegura a satisfação dos interesses coletivos, como a segurança, a 
educação e a saúde, e que não pertençam ao domínio das competências relativas às funções 
legislativa e/ou judiciária. Divide-se em Administração Direta e Administração Indireta. 
Trata-se do conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos governamentais que 
exercem as funções necessárias aos serviços públicos em geral, no desempenho perene e 
sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em 
benefício da coletividade; 
VII - AERONÁUTICA - instituição nacional permanente e regular, organizada 
com base na hierarquia e na disciplina, que, sob a autoridade do Presidente da República, 
compõe, ao lado da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, as Forças Armadas do Brasil, 
que se destinam à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de 
qualquer destes, da lei e da ordem; 
VIII - AGENTE AUXILIAR - é o Agente da Administração responsável por 
assessorar e apoiar Agente Público no exercício de seu cargo, encargo, função/comissão, 
RCA 12-1/2020 11/135 
 
definidas em Regulamento ou Regimento Interno ou em ato normativo próprio, conforme ato 
de nomeação ou de designação. A função de Agente Auxiliar tambémpoderá ser denominada 
“Adjunto”; 
IX - AGENTE CORRESPONSÁVEL - é o Agente da Administração que, sob 
orientação ou supervisão do responsável, participa da gestão de recursos financeiros ou de 
qualquer outro bem público; 
X - AGENTE DA ADMINISTRAÇÃO: é todo indivíduo que, investido de 
atribuições e de responsabilidades definidas em ato próprio, realiza atividades administrativas 
de gestão orçamentária, financeira, contábil, patrimonial e de recursos humanos do 
COMAER. O Agente da Administração é uma espécie de Agente Público, militar ou servidor 
civil, que atua no COMAER. O termo agente da administração, tratado neste Regulamento, 
engloba, quando não especificado, também, os gestores em geral e os servidores civis; 
XI - AGENTE DE CONTROLE INTERNO (ACI) - é o Agente da 
Administração especificamente designado pelo Comandante de Organização Militar (OM) 
para verificar, avaliar e supervisionar os atos e os fatos executados pela Administração, 
observando os Princípios da Administração Pública e os Constitucionais basilares que 
norteiam a Administração Pública. É o assessor direto do Comandante, do Agente Diretor e 
do Ordenador de Despesas da OM. Nesta condição, o exercício da função de ACI deverá 
recair sobre o agente (militar ou servidor) que possua, preferencialmente, amplo 
conhecimento de todas as atividades administrativas desenvolvidas pelas Unidades Gestoras 
(UG), bem como detenha o conhecimento suficiente e necessário da legislação de suporte 
destas atividades e daquelas emanadas das várias esferas da cadeia sistêmica ou de 
subordinação, independentemente de posto, quadro ou nível, respeitando-se a estrutura 
hierarquizada e, principalmente, o conhecimento técnico e a experiência profissional do 
agente. Trata-se de assessor direto do dirigente máximo da organização, do Agente Diretor e 
do Ordenador de Despesas. É o Agente da Administração especificamente designado para 
verificar, avaliar e supervisionar os atos e os fatos administrativos, em conformidade com os 
princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e eficácia; 
XII - AGENTE DIRETOR - é a autoridade, Agente da Administração, 
responsável pela execução, ajuste ou revisão do planejamento da Organização Militar sob seu 
Comando, Chefia ou Direção, e pela organização e direção das atividades administrativas 
necessárias a sua implementação e controle. No exercício de suas funções, o Agente Diretor 
deverá adotar todas as medidas de caráter administrativo necessárias ao pleno desempenho de 
suas atribuições legais e ao cumprimento da missão institucional de sua OM, de acordo com a 
legislação em vigor, responsabilizando-se pelos atos e pelos fatos administrativos praticados 
na sua OM. Tem nos gestores, nos agentes executores diretos e nos indiretos, e nos agentes 
auxiliares, os elementos de execução de suas atribuições; 
XIII - AGENTE EXECUTOR (OU GESTOR) - é o Agente da Administração 
que tem atribuições e funções definidas em leis, regulamentos, regimentos ou outras 
disposições ou normativos legais. Qualquer pessoa física a que se tenha atribuído competência 
para exercer atividade administrativa, de acordo com a legislação em vigor, é um agente 
executor e, nesta condição, responde pelos atos e pelos fatos administrativos resultantes de sua 
ação ou sua omissão; 
XIV - AGENTE PÚBLICO - todo indivíduo, servidor ou não, que exerça, 
ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, 
contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, encargo, 
emprego, comissão ou função nas entidades da Administração Direta, Indireta ou Fundacional 
de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de 
território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou 
12/135 RCA 12-1/2020 
 
custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio 
ou da receita anual. Pessoa física incumbida, definitiva ou transitoriamente, do exercício de 
alguma função estatal, vinculada por meio de ato ou procedimento legal a que se denomina 
investidura, variável na forma e nos efeitos, segundo a natureza do cargo, do emprego, da 
função ou do mandato que se atribui ao investido; 
XV - AGENTE RESPONSÁVEL - é todo aquele que utilize, arrecade, guarde, 
gerencie ou responda por dinheiros, bens e valores públicos da União ou que, em seu nome, 
assuma obrigação de natureza pecuniária, bem como o gestor de quaisquer recursos 
repassados pela União, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, 
a Estados, ao Distrito Federal, a Municípios, a Entidades Públicas e a Organizações 
particulares; 
XVI - ALIENAÇÃO - é toda a transferência de propriedade ou de 
administração, onerosa ou gratuita, sob a forma de venda, permuta, doação, devolução ao 
doador, dação em pagamento, legitimação de posse ou concessão de domínio ou reversão à 
Secretaria do Patrimônio da União (SPU); 
XVII - ALTA ADMINISTRAÇÃO DA AERONÁUTICA - compreende, no 
âmbito do Comando da Aeronáutica, os dirigentes máximos do Órgão de Direção-Geral 
(ODG), dos Órgãos de Assessoramento Superior, dos Órgãos de Assistência Direta e Imediata 
ao Comandante da Aeronáutica (ODA), dos Órgãos de Direção-Geral, Setorial e de 
Assistência (ODGSA), dos Órgãos de Direção-Geral e Setorial (ODGS) e da CFIAE; 
XVIII - AQUISIÇÃO - ato jurídico em que se funda a transmissão da 
propriedade de um bem ou de um direito, pelo qual a pessoa física ou jurídica se transforma 
em proprietário do bem ou titular do direito. Procedimento administrativo formal utilizado 
pelas organizações gestoras de recursos públicos, para a obtenção de bens e serviços, da forma 
mais vantajosa, por meio, via de regra, de processo licitatório realizado pelos entes da 
administração pública. 
XIX - ASSESSORIA DE RISCOS CONTRATUAIS (ARC) - Assessoria 
vinculada diretamente ao Ordenador de Despesas da OM com a finalidade de acompanhar o 
fluxo financeiro-orçamentário na evolução do adimplemento dos objetos contratados, com 
vistas a auxiliar a identificação e o acompanhamento das Notas de Empenho e/ou de Restos a 
Pagar, passíveis de anulação, registrados nas contas contábeis “empenhos a liquidar” e 
“empenhos inscritos em restos a pagar”, bem como o de instruir o Processo Administrativo de 
Apuração de Irregularidade (PAAI) das empresas inadimplentes, nos moldes que preconiza a 
legislação específica de suporte; 
XX - ASSINATURA DIGITAL OU FIRMA DIGITAL - é um método de 
autenticação de informação digital análoga, para todos os fins legais, à assinatura física em 
papel. A utilização da assinatura ou firma digital providencia a prova inegável de que um 
documento foi certificado pelo agente signatário. Os documentos extensos deverão, 
observados os critérios de razoabilidade e de proporcionalidade, ser, preferencialmente, 
assinados digitalmente, desde que a firma digital utilizada seja acreditada por agente 
reconhecido pelo Governo Federal. É vedado aos Agentes Públicos recusar fé a documento 
provido de assinatura digital, desde que certificada por agente acreditador reconhecido. A 
assinatura digital deverá ter as seguintes propriedades: a) autenticidade: - o receptor deverá 
poder confirmar que a assinatura foi feita pelo emissor; b) integridade: - qualquer alteração da 
mensagem faz com que a assinatura não corresponda mais ao documento; e, c) 
irretratabilidade: - o emissor não poderá negar a autenticidade do documento; 
XXI - ATIVIDADE-FIM - constitui a missão principal da OM; 
XXII - ATIVIDADE-MEIO - é a atividade realizada como tarefa de apoio à 
atividade-fim; 
RCA 12-1/2020 13/135 
 
XXIII - ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS - trata-se do conjunto de ações e 
de tarefas realizadas pelas OM, constituídas pelos atos e pelos fatos administrativos 
resultantes da atuação de seus Agentes da Administração, em todos os níveis considerados e 
no pleno exercício de suas atribuições, respeitadas suas competênciaslegais; 
XXIV - ATO ADMINISTRATIVO - é toda a manifestação unilateral de 
vontade da Administração Pública, que, agindo nesta qualidade, tenha por fim imediato 
adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir ou declarar direitos, impor obrigações aos 
administrados ou a si própria, respeitados os princípios legais, tendo como requisitos 
necessários à sua formação: a competência, a finalidade, a forma, o motivo e o objeto. É 
providência de ordem geral, praticada por um agente visando à boa marcha da administração e 
da qual não decorre alteração no patrimônio (propostas de orçamentos, licitações, planos 
internos de trabalho, tomadas de contas, entre outros). São requisitos básicos do ato 
administrativo: a transparência, a competência, a finalidade, a forma, o motivo e o objeto; 
XXV - ATRIBUIÇÕES - são as faculdades inerentes a um cargo, 
encargo/comissão ou função dentro dos limites da legislação específica ou de ato 
administrativo; 
XXVI - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA - caracteriza-se como o poder de 
praticar atos administrativos verticalmente definitivos, atos finais, no sentido de que 
constituem a última palavra da Administração e nesta qualidade insusceptíveis de censura por 
outros Órgãos administrativos e só sindicáveis pelos Tribunais Administrativos. Exclui a 
hierarquia administrativa e atribui-se ao dirigente ou titular máximo do serviço a quem é 
conferida competência própria e exclusiva; 
XXVII - AUTORIDADE COMPETENTE - Agente da Administração 
nomeado ou designado em normativo ou que receba delegação de competência da autoridade 
superior para a prática de atos de gestão; 
XXVIII - AUTORIDADE SUPERIOR - Agente da Administração designado 
ou nomeado para cargo, encargo, função ou comissão que se situe em posição da estrutura 
organizacional ou funcional que seja hierarquicamente superior àquela que detém o poder 
discricionário para decidir; 
XXIX - AUXILIAR - é praça ou servidor público, de nível médio, responsável 
pela execução de tarefas, em qualquer escalão da organização, com atribuições definidas em 
Regimento Interno ou em normas específicas; 
XXX - BALANÇO - é o demonstrativo contábil que apresenta, num dado 
momento, a situação do patrimônio da entidade pública; 
XXXI - BEM CULTURAL - bem de natureza material ou imaterial, tomado 
individualmente ou em conjunto, portador de referência à identidade, ação e memória dos 
diferentes grupos formadores da sociedade brasileira; 
XXXII - BEM CULTURAL IMATERIAL - bem cultural que abrange as 
práticas, as representações, as celebrações, as formas de expressões cênicas, plásticas, 
musicais, os saberes, as técnicas, as tradições, os usos e costumes, as crenças e os valores, as 
ações históricas e cotidianas, bem como as tecnologias, os lugares e os modos de fazer 
presentes na sociedade - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que 
lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos 
reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Como tal, podem ser citados os 
modos de criar, fazer e viver dos indivíduos que desenvolveram e que desenvolvem a Força 
Aérea Brasileira, transmitidos de geração em geração e constantemente recriados e 
apropriados por indivíduos e grupos, como importantes elementos de sua identidade e 
continuidade, contribuindo, assim, para promover o respeito e a preservação da memória da 
Instituição; 
14/135 RCA 12-1/2020 
 
XXXIII - BEM CULTURAL MATERIAL - é toda manifestação material da 
vida de uma sociedade, como artefatos, construções, obras de arte e objetos produzidos 
artesanalmente ou industrialmente pela humanidade, expressando uma época e contribuindo 
para as transformações de uma sociedade. Os bens culturais materiais podem ser móveis ou 
imóveis; 
XXXIV - BEM CULTURAL MATERIAL MÓVEL INTEGRADO - é uma 
categoria que se refere a um bem cultural material móvel, o qual se encontra integrado, interna 
ou externamente, a alguma estrutura arquitetônica. Devido às suas grandes dimensões e 
características construtivas, apresenta mobilidade reduzida, tornando necessária a intervenção 
arquitetônica para sua conservação/restauração. Deve ser mantido em seu local de origem; 
constitui-se de pinturas, retábulos, esculturas, mobiliário, ourivesaria, cerâmica, estátuas, 
obeliscos, marcos, entre outros, podendo ser de espécies, materiais, técnicas e aspectos 
diferentes, todos integrados à arquitetura; 
XXXV - BEM PATRIMONIAL - são os bens que recebem tratamento de 
controle diferenciado, de acordo com sua previsão de durabilidade e valor, constituem o 
patrimônio público e se encontram sob a administração da Aeronáutica; 
XXXVI - BENFEITORIA - é toda a obra realizada na estrutura de um bem para 
sua conservação, melhoria ou para agradar ao seu proprietário (benfeitorias voluptuárias), 
desde que agregue valor econômico; 
XXXVII - CARGO - é a posição, dentro da estrutura organizacional de uma 
OM, definida por lei, regulamento ou regimento, ocupada por Agente Público, ao qual 
correspondem atribuições gerais e específicas definidas em normativo; 
XXXVIII - CASO FORTUITO OU DE FORÇA MAIOR - são os 
acontecimentos imprevisíveis e inevitáveis que se encontram fora do âmbito do domínio da 
vontade humana. Quando não há vontade humana, não há dolo nem culpa; 
XXXIX - CESSÃO - modalidade de movimentação de bens patrimoniais, com 
transferência gratuita de posse e troca de responsabilidade, entre Órgãos ou Entidades da 
Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo, ou 
dentre estes e outros integrantes de quaisquer dos demais Poderes da União; 
XL - CESSÃO DE BEM CULTURAL MATERIAL - modalidade de 
movimentação de bens culturais materiais móveis e imóveis, caracterizada pela transferência 
gratuita de posse e troca de responsabilidade, entre órgãos ou entidades da Administração 
Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo, ou entre estes e outros 
integrantes de quaisquer dos demais Poderes da União; 
XLI - CESSÃO DE USO - é a forma de se autorizar a utilização de um bem 
imóvel público de uma Entidade ou Órgão da Administração Pública por outra Entidade ou 
Órgão público ou para particulares, ordinariamente precedida de licitação, a fim de que o 
cessionário o utilize para o fim específico e nas condições estabelecidas no respectivo termo 
ou contrato, por tempo certo ou indeterminado, podendo adotar as formas gratuita, onerosa, 
sob condições especiais, para atividades de apoio ou sob regime de concessão de direito real 
de uso resolúvel; 
XLII - CESSÃO DE USO DE BEM CULTURAL MATERIAL IMÓVEL - é a 
transferência gratuita da posse de um bem cultural material imóvel público de uma Entidade 
ou Órgão da Administração Pública para outro, ou onerosa, em se tratando de terceiros, a fim 
de que o cessionário o utilize nas condições estabelecidas no respectivo termo ou contrato, por 
tempo determinado, podendo ser renovado; 
XLIII - CESSÃO DE USO DE BEM CULTURAL MATERIAL MÓVEL - é a 
transferência gratuita da posse de um bem cultural material móvel público de uma 
Organização Militar do Comando da Aeronáutica para outro Órgão da Administração Pública, 
RCA 12-1/2020 15/135 
 
a fim de que o cessionário o utilize nas condições estabelecidas no respectivo termo por tempo 
determinado, podendo ser renovado; 
XLIV - CLASSIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA - é a atribuição conferida a 
uma OM, ou fração de OM, para a prática de atos e fatos administrativos decorrentes da 
gestão de recursos humanos, bens, valores e dinheiros públicos, pelos quais a União responde; 
XLV - COMANDANTE - designação genérica, equivalente a Chefe, Diretor, 
Secretário ou outra denominação, dada a militar que, investido de autoridade legal, for 
responsável pela administração, gerenciamento, emprego, instrução e disciplina de uma OM, 
UG ou UA. Neste Regulamento será utilizada a expressão genérica de Comandante para 
designar a figura do dirigente ou do titular de Organizações Militares (OM), deUnidades 
Gestoras (UG) ou de Unidades de Aeronáutica (UA), inclusive dos Órgãos de Direção-Geral, 
Setorial e de Assistência Direta e Indireta ao Comandante da Aeronáutica (ODGSA). Para o 
Comandante da Aeronáutica será usada a expressão CMTAER. É a autoridade máxima da 
OM, a quem incumbe corresponder-se, diretamente, com autoridades militares e civis sobre 
assuntos de sua alçada, observando-se o seguinte: a) quando no exercício do planejamento, 
organização, direção e controle das atividades administrativas da Organização Militar (OM), a 
autoridade referida neste inciso denominar-se-á, também, Agente Diretor; e b) esta autoridade 
se intitulará, também, Ordenador de Despesas, quando estiver no exercício da gestão das 
atividades administrativas relacionadas à execução orçamentária, financeira, contábil e 
patrimonial na UG (UG EXEC e UG CRED); 
XLVI - COMANDANTE DA AERONÁUTICA (CMTAER) - é a mais alta 
autoridade administrativa do COMAER e é o principal responsável pelas atividades 
administrativas desenvolvidas pelas OM componentes do Comando. Compete-lhe, como 
titular máximo do Comando da Aeronáutica, propor a organização e providenciar o preparo da 
Força Aérea Brasileira (FAB) para o cumprimento da sua missão constitucional, assim como 
realizar as atribuições subsidiárias definidas em lei; 
XLVII - COMANDO DA AERONÁUTICA (COMAER) - estrutura 
administrativa que a Aeronáutica utiliza para gerir os seus negócios, no âmbito do Executivo, 
exercendo a função de Defesa conforme determinado pela Constituição; 
XLVIII - COMISSÃO - são Agentes da Administração que recebem, na forma 
de comissão, a atribuição temporária e específica, designada pela autoridade competente, para 
o exercício de determinada tarefa ou encargo definido em ato próprio pela Administração, não 
catalogados na estrutura regimental da OM; 
XLIX - COMISSÃO DE LICITAÇÕES - são Agentes da Administração, 
designados pela autoridade competente, que recebem, em comissão, a atribuição temporária e 
específica, definida em ato próprio, para coordenar, controlar, escriturar, receber, examinar e 
julgar todos os documentos e procedimentos relativos ao cadastramento de licitantes, à 
habilitação e ao julgamento das licitações na UG, observada a legislação que trata da matéria e 
as orientações emanadas das esferas competentes; 
L - CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO - precedida de autorização 
legal e, normalmente, de licitação para a formalização do instrumento contratual, é o poder 
que a Administração Pública tem para ceder, por meio de termo contratual, o uso de bens de 
seu domínio para o particular, de forma remunerada ou gratuita, por tempo certo ou 
indeterminado, sob a forma de direito real resolúvel, para o desenvolvimento e implementação 
de atividade socioeconômica que seja relevante para o interesse público, ressalvados os 
interesses do concedente; 
LI - CONCESSÃO DE USO - é o contrato administrativo pelo qual o Poder 
Público atribui a utilização exclusiva de um bem de seu domínio a um particular, para que o 
explore por sua conta e risco, segundo a sua específica destinação. O que caracteriza a 
16/135 RCA 12-1/2020 
 
concessão de uso das demais é o caráter contratual e estável da utilização do bem público, 
para que o particular concessionário o explore consoante a sua destinação legal e nas 
condições convencionadas com a Administração concedente. A concessão poderá ser 
remunerada ou gratuita, por tempo certo ou indeterminado, mas deverá ser sempre precedida 
de autorização legal e, normalmente, de licitação para a formalização do instrumento 
contratual; 
LII - CONDESCENDÊNCIA - é a disposição do espírito que faz ceder aos 
sentimentos, aos desejos de alguém. Atitude de uma pessoa que concorda com alguma coisa 
fazendo sentir que poderia recusar; 
LIII - CONDUTA COMISSIVA OU POR AÇÃO - ocorre quando o agente por 
um comportamento positivo pratica um ato que resulta efeitos jurídicos; 
LIV - CONDUTA CULPOSA - diz respeito a um modo de agir inadequado do 
gestor público e que venha a causar danos ao erário. Neste caso, não há a intenção do agente 
em praticar uma irregularidade ou ato não legal, mas por falta de cuidado objetivo imposto ao 
homem médio (parâmetro de diligência normal que se espera do gestor) nas mesmas 
circunstâncias acaba por gerar prejuízo ao erário. Segundo a lei penal, considera-se crime 
culposo quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. O 
Código Civil Brasileiro (CC) faz menção apenas às duas primeiras situações; 
LV - CONDUTA DOLOSA - apresenta-se quando o agente com vontade e 
consciência pratica um ato visando a atingir um resultado ou quando, a despeito de não 
objetivar alcançar determinado resultado, assume o risco de produzi-lo; 
LVI - CONDUTA OMISSIVA - caracteriza-se por um comportamento 
negativo, isto é, abstenção de praticar um ato quando tinha a obrigação de fazê-lo; 
LVII - CONTABILIDADE DE CUSTOS - é o ramo da Contabilidade que se 
destina a acumular, organizar, analisar e interpretar os custos dos produtos, dos serviços, dos 
componentes da OM, dos planos operacionais e das atividades de distribuição, a fim de 
determinar resultados, controlar as operações e auxiliar o planejamento e o processo decisório; 
LVIII - CONTRATO ADMINISTRATIVO - é todo e qualquer ajuste entre 
Órgãos ou Entidades da Administração Pública e terceiros, em que se forma um acordo de 
vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a 
denominação utilizada. O contrato administrativo ou contrato público é o instrumento dado à 
Administração Pública para dirigir-se e atuar perante seus administrados sempre que necessite 
adquirir bens ou serviços dos particulares, segundo o regime jurídico de direito público; 
LIX - CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO - são todos os contratos 
celebrados pela Administração Pública, seja sob o regime de direito público, seja sob o regime 
de direito privado. O Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o particular e a 
Indisponibilidade do Interesse Público colocam a Administração Pública em posição de 
superioridade e, em regra, estes contratos são precedidos de licitação, salvo os casos de 
inexigibilidade e dispensa, previstos em lei; 
LX - CONTRATOS DE GESTÃO (CGest) - instrumentos celebrados com 
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, qualificadas como Organizações 
Sociais (OS), nos termos da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, e alterações posteriores. 
Representam uma despesa para o COMAER; 
LXI - CONTROLES INTERNOS ADMINISTRATIVOS - é o conjunto de 
atividades, planos, rotinas, métodos e procedimentos interligados, estabelecidos com vistas a 
assegurar que os objetivos das Unidades e os das Entidades da Administração Pública sejam 
alcançados, de forma confiável e concreta, evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão, 
até a consecução dos objetivos estabelecidos no planejamento do Poder Público; 
RCA 12-1/2020 17/135 
 
LXII – CONVÊNIOS (Conv) - instrumentos celebrados com órgãos ou 
entidades da administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou 
ainda, entidades privadas, sem fins lucrativos, nos termos do Decreto nº 6.170, de 25 de julho 
de 2007, e alterações posteriores. Representam uma despesa ou uma receita para o COMAER; 
LXIII - CONVÊNIOS COM FUNDAÇÕES DE APOIO (CFAp) - instrumentos 
celebrados nos termos da Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, e da Lei nº 10.973, de 2 
de dezembro de 2004, e alterações posteriores; 
LIV - CULPA - caracteriza-se quando o agente, deixando de empregar cautela, 
atenção ou diligência ordinária ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, 
não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se 
realizaria ou que poderia evitá-lo. A conduta culposa pode se exteriorizar sob três formas: 
negligência, imprudência e imperícia; 
LXV - CULTURA - abrange as produções materiais e imateriais de uma 
sociedade, constituindoum conjunto complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, 
moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pela humanidade. 
Além de carregar em si uma possibilidade de aprendizado, a cultura é dinâmica e 
diversificada, tanto entre diferentes sociedades quanto dentro de uma comunidade ou 
instituição. No âmbito da Força Aérea Brasileira (FAB), cultura é tudo o que se refere ao 
Patrimônio Cultural Material e Imaterial (tradições, usos e costumes, crenças, valores, ações 
históricas e cotidianas), à Museologia, à Heráldica, à Documentação Histórica, à Literatura, à 
Música, à Arquitetura, às Produções Artísticas, à Custódia (Tombamento) e ao Cerimonial; 
LXVI - CUSTÓDIA - modalidade de preservação do Patrimônio Cultural do 
COMAER que, por meio de ato administrativo do Comandante da Aeronáutica, visa proteger 
um bem de natureza material móvel ou imóvel. Tem a função de garantir às futuras gerações a 
possibilidade de manter e difundir sua memória, suas tradições e suas realizações importantes; 
LXVII - CUSTOS - são gastos com bens ou serviços utilizados para a produção 
de outros bens ou serviços; 
LXVIII - DANO AO ERÁRIO - é o ato de improbidade administrativa que 
causa lesão ao erário, ou seja, qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda 
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres da 
União; 
LXIX - DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA - é o ato administrativo pelo qual 
uma autoridade superior transfere competências, no todo ou em parte, a Agente da 
Administração, para assegurar maior rapidez, transparência e objetividade nas tomadas de 
decisões, adequando-as e situando-as na proximidade dos fatos, das pessoas ou dos problemas 
a atender. É a faculdade que tem a autoridade pública de atribuir a outrem, geralmente 
ocupante de cargo ou de função e de posto hierarquicamente inferior, a prática de atos 
originariamente de sua alçada. A delegação de competência não contempla a prática de atos de 
caráter normativo, a decisão de recursos administrativos e as matérias de competência 
exclusiva do órgão ou autoridade. Também é instrumento de descentralização administrativa 
que visa a assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as na proximidade dos 
fatos, pessoas ou problemas a atender, cujo ato de delegação indica com precisão a autoridade 
delegante, a autoridade delegada e as atribuições objeto de delegação; 
LXX - DEMONSTRAÇÃO DE VALORES - é o processo constituído por 
demonstrativos de bens, valores e dinheiros, acompanhados dos documentos comprobatórios 
das operações de receitas e de despesas realizadas, de transferências, de movimentações, 
organizado pela UG (de Apoio e Apoiada), por ocasião da transmissão das funções de Agente 
Diretor e de Agente de Controle Interno ou do cargo de Gestor de Finanças, quando estas 
ocorrerem em data diferente do último dia útil do mês calendário; 
18/135 RCA 12-1/2020 
 
LXXI - DESÍDIA - é a tendência para se esquivar de qualquer esforço físico e 
moral. Ausência de atenção ou de cuidado, de negligência. Parte da culpa que se fundamenta 
no desleixo do desenvolvimento de uma determinada função; 
LXXII - DILIGÊNCIA - atividade destinada a buscar esclarecimentos, elucidar 
pontos controversos, confirmar opiniões, realizar vistorias, perícias, pesquisas, e obter 
informações de técnicos especializados, a fim de comprovar a veracidade dos dados prestados, 
visando subsidiar a tomada de decisão administrativa; 
LXXIII - DOCUMENTO - unidade de registro de informações, 
independentemente do formato, do suporte ou da natureza; 
LXXIV - DOCUMENTO DIGITAL - informação registrada, codificada em 
dígitos binários, acessível e interpretável por meio de sistema computacional, podendo ser: 
documento nato-digital - documento criado originariamente em meio eletrônico; ou 
documento digitalizado - documento obtido a partir da conversão de um documento não 
digital, gerando uma fiel representação em código digital; e 
LXXV - DOCUMENTO HISTÓRICO - todo e qualquer documento que possa 
ser fonte de estudos e pesquisas que contribuam para a preservação da tradição, da memória e 
dos valores adotados pela FAB, principalmente no que se referir às suas personalidades e a 
fatos de maior destaque; 
LXXVI - DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO (DAU) - é aquela composta por todos 
os créditos deste ente, sejam eles de natureza tributária ou não tributária, regularmente 
inscritos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), depois de esgotado o prazo 
fixado para o pagamento, pela lei ou por decisão proferida em processo regular; 
LXXVII - DOLO - é a consciência e a vontade de causar um resultado ilícito ou 
de assumir o risco de produzi-lo; 
LXXVIII - EFETIVIDADE - é a relação entre os resultados de uma intervenção 
ou programa, em termos efeitos sobre a população-alvo (impactos observados) e os objetivos 
pretendidos (impactos esperados). Trata-se de verificar a ocorrência de mudanças na 
população-alvo que poderiam ser razoavelmente atribuídas às ações avaliadas. Diz respeito ao 
alcance dos resultados pretendidos a médio e longo prazo; 
LXXIX - EFICÁCIA - é o grau de alcance das metas programadas em um 
determinado tempo, independentemente dos custos implicados, considerando que foram 
adotados os procedimentos legais, dentro da forma prevista; 
LXXX - EFICIÊNCIA - é o que se impõe a todo agente público de realizar suas 
atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional, do qual se espera o melhor 
desempenho para o alcance do melhor resultado possível na prestação do serviço público; 
LXXXI - EMPENHO DE DESPESA - é o ato emanado de autoridade 
competente que cria para a União a obrigação de pagamento, pendente ou não de implemento 
de condição; 
LXXXII - ENCARGO - é a obrigação cometida a Agente da Administração ou 
assemelhado que, pela generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza, não é 
catalogada na estrutura da OM; 
LXXXIII - ENCARREGADO - é militar ou servidor incumbido de 
determinado encargo, função ou tarefa em nível de supervisão, sobre o qual recai a 
responsabilidade de garantir o cumprimento das normas em vigor, na esfera de sua 
competência, em relação ao evento imputado, definido no ato da designação; 
LXXXIV - ENTIDADE VINCULADA AO COMAER - é a entidade, pessoa 
jurídica pública ou privada, vinculada legalmente a um órgão público superior, um ministério. 
Apesar de a entidade vinculada possuir administração e orçamentos próprios, esta deve prestar 
contas de suas ações ao ministério ao qual está vinculada. Difere de subordinação, uma vez 
RCA 12-1/2020 19/135 
 
que as entidades subordinadas não possuem personalidade jurídica, sendo meros órgãos, como 
as secretarias de um ministério. Como exemplo, tem-se a Caixa de Financiamento Imobiliário 
da Aeronáutica (CFIAe); 
LXXXV - ESPAÇO CULTURAL - qualquer espaço aberto ao público, 
dedicado ou adaptado ao desenvolvimento de atividades ou eventos culturais, de maneira 
regular. As denominações previstas para uso no âmbito do COMAER são: arquivo, biblioteca, 
casa histórica, centro cultural, centro de memória, memorial e museu, além da tradicional sala 
histórica de OM. Com exceção dos arquivos e bibliotecas, cujas normas pertinentes à criação 
e ao funcionamento são estabelecidas pelo Sistema de Documentação da Aeronáutica 
(SISDOC), os demais são regulamentados pelo Sistema do Patrimônio Histórico e Cultural do 
Comando da Aeronáutica (SISCULT), no COMAER; 
LXXXVI - ESTOQUES - são ativos na forma de materiais ou suprimentos a 
serem consumidos no processo de produção; ou distribuídos na prestação de serviços; ou 
mantidos para venda ou distribuição no curso normal das operações; ou em processo de 
produção para venda ou distribuição; 
LXXXVII - EXTRATO DE ALTERAÇÕES FINANCEIRAS DE PESSOAL 
(EAFP) - documento extraído do Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES), 
sistema corporativo do COMAER, gerado pelo lançamento de dados pelo Setor de Pessoal ou 
de Recursos Humanosda OM ou setor especificamente designado, também conhecido como 
“Boletim Financeiro”; 
LXXXVIII - FATO ADMINISTRATIVO - é toda a realização material da 
Administração, em cumprimento a algum ato administrativo. É a providência praticada por 
um agente e da qual decorre alteração no patrimônio (aquisições ou vendas, recebimentos ou 
fornecimentos, cargas ou descargas, outros); 
LXXXIX - FISCAL ADMINISTRATIVO DE CONTRATO - é o Agente ou 
Auxiliar da Administração, designado pela autoridade competente, responsável pelo 
acompanhamento dos aspectos administrativos da execução dos serviços nos contratos com 
regime de dedicação exclusiva de mão de obra quanto às obrigações previdenciárias, fiscais e 
trabalhistas, bem como quanto às providências tempestivas nos casos de inadimplemento; 
XC - FISCAL DE CONTRATO - é o Agente da Administração, designado pela 
autoridade competente, com conhecimento técnico ou específico do objeto contratado, para 
atuar como representante da Unidade no acompanhamento e na fiscalização da execução de 
instrumentos contratuais, desde o início até o término da sua vigência. É responsável pela 
coordenação das atividades relacionadas à fiscalização técnica, administrativa, setorial e pelo 
público usuário, bem como dos atos preparatórios à instrução processual e ao 
encaminhamento da documentação pertinente ao setor de contratos para formalização dos 
procedimentos quanto aos aspectos que envolvam a prorrogação, alteração, reequilíbrio, 
pagamento, eventual aplicação de sanções, extinção dos contratos, dentre outros. Nos 
contratos referentes às obras e serviços de engenharia, o fiscal do contrato deverá, entre outros 
tantos aspectos, além de cumprir e de fazer cumprir as regras de procedimentos emanadas 
pelo Órgão Central do Sistema ou Órgão competente e de demais normativos que tratam da 
matéria: verificar e acompanhar o cronograma físico da obra ou serviço; conferir e controlar o 
cronograma físico-financeiro; atestar as faturas, as medições, as notas fiscais ou os 
documentos equivalentes; visitar regularmente os canteiros de obras; aferir o registro no diário 
de obras; atestar o recebimento provisório ou o definitivo; aferir os produtos ou os serviços 
prestados; entre outros. É permitida, desde que fundamentado pelo Ordenador de Despesas, a 
contratação de terceiros para assisti-lo e assessorá-lo de informações pertinentes às atribuições 
definidas no ato da designação, em situações em que o conhecimento técnico do Fiscal de 
contrato não seja suficiente para o exercício pleno do encargo atribuído e desde que não haja 
20/135 RCA 12-1/2020 
 
na OM agente com o perfil técnico requerido e tampouco em outras OM da Força onde se 
possa recorrer; 
XCI - FISCALIZAÇÃO - denominação genérica relativa à atividade exercida 
por Agente da Administração, especialmente designado pela autoridade competente, para o 
exercício do encargo de Fiscal de contrato, ou por Comissão especificamente designada, com 
o objetivo de verificar o cumprimento de disposições contratuais e de ordens complementares 
emanadas da Administração, sobre a execução de instrumentos pactuados, em todos os seus 
aspectos, visando, também, a identificar eventuais desvios ou desconformidades na execução 
e adotar, proativamente, ações no sentido de corrigi-los ou, quando fora da sua esfera de 
competência, propô-las, fundamentadamente, à autoridade superior para tomada de decisão; 
XCII - FOLHA EXTRAORDINÁRIA DE PESSOAL (FE) - sistemática de 
pagamento ao pessoal utilizada quando não for possível o pagamento tempestivo, por meio do 
processamento normal de pagamento do COMAER, ou seja, quando o intervalo de tempo 
entre as etapas de publicação em boletim interno da concessão do direito financeiro, 
processamento pelo SIGPES e crédito na conta do beneficiário não permitir que o numerário 
esteja disponível para o usuário dentro do prazo previsto na legislação vigente; 
XCIII - FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) - é o conjunto de Organizações, 
de instalações, de equipamentos e de pessoal empenhados no cumprimento da missão militar 
atribuída a Aeronáutica; 
XCIV - FORÇAS ARMADAS (FFAA) - constituídas pela Marinha do Brasil, 
pelo Exército Brasileiro e pela Aeronáutica, elementos preponderantes da Expressão Militar 
do Poder Nacional, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base 
na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, com 
destinação específica prevista na Constituição; 
XCV - FORNECEDOR - denominação genérica para aquele que, por meio de 
proposta pública, oferece à Administração o objeto (bens ou serviços) da licitação, consoante 
disposições do procedimento licitatório; 
XCVI - FUNÇÃO - é o exercício das atribuições inerentes à atividade técnica 
ou administrativa, vinculada ou não a cargo da estrutura organizacional, exercida pelo Agente 
da Administração, definida no ato da designação; 
XCVII - FUNDO AERONÁUTICO (FAer) - criado pelo Decreto-lei nº 8.373, 
de 14 de dezembro de 1945, modificado pelo Decreto-lei nº 9.651, de 23 de agosto de 1946, é 
um fundo de natureza contábil destinado a auxiliar o provimento de recursos financeiros para 
o aparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB) e para as realizações ou os serviços que se 
façam necessários, no sentido de assegurar o cumprimento eficiente da missão constitucional 
da Aeronáutica, conforme estabelece o Decreto-lei nº 1.252, de 22 de dezembro de 1972, que 
alterou e consolidou a legislação referente ao Fundo Aeronáutico; 
XCVIII - FURTO - é subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel; 
XCIX - GERENTE DE PROJETO - é o Agente da Administração designado 
para o exercício de um encargo, com a finalidade de coordenar, de gerenciar (técnica, 
administrativa e operacionalmente) e de supervisionar o(s) projeto(s). Trata-se de agente 
designado pela organização responsável por um projeto para administrá-lo, de modo a atingir 
os objetivos propostos naquele projeto; 
C - GESTÃO - trata-se do processo de alinhamento dos recursos e das 
atividades organizacionais na prossecução dos objetivos planejados, de forma a garantir a 
melhora contínua de sua eficiência e eficácia. Constitui a sistematização das práticas 
utilizadas para administrar uma Organização; 
CI - GESTÃO AMBIENTAL OU GESTÃO DE RECURSOS AMBIENTAIS - 
administração do exercício de atividades econômicas e sociais de forma a utilizar, de maneira 
RCA 12-1/2020 21/135 
 
racional os recursos naturais, incluindo fontes de energia, renováveis ou não. Fazem parte, 
também, do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas para a 
recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração 
sustentável de recursos naturais e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de 
novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas. Trata-se do processo de 
articulação das ações dos diferentes agentes sociais que interagem em um dado espaço, 
visando a garantir, com base em princípios e diretrizes previamente acordados e/ou definidos, 
a adequação dos meios de exploração dos recursos ambientais, naturais, econômicos e 
socioculturais às especificidades do meio ambiente. Os instrumentos de gestão ambiental são 
ferramentas que visam a auxiliar no processo de planejamento, bem como na 
operacionalização da gestão ambiental, de modo que esta gestão possa ser integrada de 
maneira estratégica por todas as suas atividades. São instrumentos de gestão ambiental: o 
licenciamento ambiental, o estudo de impacto ambiental, o geoprocessamento, a educação 
ambiental e a auditoria ambiental; 
CII - GESTOR - é a denominação genérica dada a um Agente da 
Administração, designado pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto 
na estrutura regimental da OM, de uma função ou de um encargo imputado, com atribuições 
gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante do Regulamento ou do Regimento 
Interno. É o agente responsável pela execução,pelo gerenciamento e pelo controle de atos de 
gestão e dos atos e dos fatos administrativos praticados no exercício do cargo, encargo ou 
função. Poderá receber várias denominações, conforme a atuação na Organização: Gestor de 
Licitações, de Finanças, de Víveres, de Farmácia, de Faturamento Hospitalar, de Pessoal ou de 
Recursos Humanos, Social, Comercial, de Material Aeronáutico, de Material Odontológico, 
Farmacêutico, de Bens em Estoque, de Patrimônio Ambiental, Patrimonial de Bens Móveis de 
Consumo, Bens Móveis Permanentes, de Reembolsável, de Saúde, de Suprimento Técnico, de 
Serviços Especiais, de Infraestrutura, de Transporte, dentre outras tantas denominações; 
CIII - GESTOR APRENDIZ - É a condição adquirida pelo militar ou pelo 
servidor civil, após sua apresentação na Unidade Gestora do COMAER, habilitado a exercer a 
função de Adjunto dos setores relacionados a uma Macrofunção Administrativa; 
CIV - GESTOR COMERCIAL - é o Agente da Administração com a função de 
receber, controlar, gerenciar, estocar, conservar, escriturar e comercializar bens ou prestar 
serviços, sob responsabilidade da UG, de acordo com as determinações do Órgão Central do 
Sistema ou Órgão competente e da legislação vigente. Compreendem atividades de 
faturamento, comerciais, de reembolsável, de hospedagem, dentre outras; 
CV - GESTOR DE BENS EM ESTOQUE - é o Agente da Administração com 
a função de receber, estocar, controlar, gerenciar, conservar, escriturar e distribuir o material 
adquirido ou recebido na UG, compreendendo, dentre outros, os estoques de material 
aeronáutico, bélico, farmacológico, de serviços gerais, de intendência, de subsistência, de 
combustíveis; 
CVI - GESTOR DE CONTRATOS – é o Agente da Administração, designado 
pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto na estrutura regimental da 
OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante do 
Regulamento ou do Regimento Interno, com a finalidade de coordenar e de acompanhar 
administrativamente a execução de termos contratuais (empenho, contratos, convênios, de 
acordos, de ajustes, de termos de ajustes, de termos de cooperação, de instrumentos 
congêneres, outros), quando não houver agente designado (Gestor de Convênios); 
CVII - GESTOR DE CONVÊNIOS – é o Agente da Administração, designado 
pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto na estrutura regimental da 
OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante do 
22/135 RCA 12-1/2020 
 
Regulamento ou do Regimento Interno, encarregado pela atividade de transferências de 
recursos, sejam elas internas na esfera federal, voluntárias ou para organizações da sociedade 
civil. É o responsável pela constituição e pelo gerenciamento dos processos de convênios e de 
instrumentos congêneres, inclusive termos de colaboração e termos de fomento, elaborados no 
âmbito da UG; e de demais ações pertinentes, tais como: adoção de procedimentos 
preliminares estabelecidos na legislação federal e na legislação interna do COMAER; 
elaboração de minutas de edital de chamamento público ou concurso de projetos, de 
convênios, de termos de cooperação, de termos de parceria, de contratos de gestão, de termos 
de colaboração e de termos de fomento; de emissão de notas de empenho e de outras 
especificadas em normas internas da OM; 
CVIII - GESTOR DE FINANÇAS - é o Agente da Administração, designado 
pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto na estrutura regimental da 
OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante do 
Regulamento ou do Regimento Interno. É o agente responsável pelo recebimento, pela 
contabilização, pelo processamento e pelo gerenciamento da movimentação dos recursos 
financeiros e de toda ordem ou que pela UG transitem, de acordo com a legislação vigente; 
CIX - GESTOR DE LICITAÇÕES - é o Agente da Administração, designado 
pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto na estrutura regimental da 
OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante do 
Regulamento ou do Regimento Interno. É o agente responsável pelas atividades relativas às 
licitações, às aquisições, à preparação e à constituição dos procedimentos licitatórios 
elaborados no âmbito da UG e da (s) Unidade (s) Apoiada (s), se houver (em), e, ainda, pela 
execução, pelo gerenciamento e pelo controle de atos de gestão e dos atos e dos fatos 
administrativos praticados no exercício do cargo, pela elaboração de termos contratuais 
(empenhos, contratos, convênios, acordos, ajustes, termos de ajustes, termos de cooperação, 
instrumentos congêneres, entre outros), quando não houver agente designado (Gestor de 
Contratos ou Convênios) e pelos demais encargos imputados, de acordo com a legislação 
vigente; 
CX - GESTOR DE MATERIAL AERONÁUTICO - é o Agente da 
Administração designado pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto 
na estrutura regimental da OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio 
ou constante do Regulamento ou Regimento Interno, com a finalidade de receber, de 
controlar, de estocar, de gerenciar, de conservar, de escriturar e de distribuir, internamente e 
externamente, o material aeronáutico e, ainda, para providenciar a consolidação contábil 
relativa a outros almoxarifados e depósitos de material aeronáutico existentes na organização, 
de acordo com a legislação vigente; 
CXI - GESTOR DE MATERIAL BÉLICO - é o Agente da Administração, 
designado pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto na estrutura 
regimental da OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante 
do Regulamento ou do Regimento Interno, com a finalidade de receber, de controlar, de 
estocar, de gerenciar, de conservar, de escriturar e de distribuir o material bélico e, ainda, para 
providenciar a consolidação contábil relativa a outros almoxarifados e depósitos de material 
bélico existentes na organização, de acordo com a legislação vigente; 
CXII - GESTOR DE MEIO AMBIENTE OU GESTOR AMBIENTAL - é o 
Agente da Administração, preferencialmente com conhecimento ou formação na área, 
designado pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto na estrutura 
regimental da OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante 
do Regulamento ou do Regimento Interno, encarregado de planejar, desenvolver e executar 
projetos que visam à preservação do meio ambiente da OM, como programas de reciclagem e 
RCA 12-1/2020 23/135 
 
de educação ambiental; analisar a poluição industrial do solo, da água e do ar e a exploração 
de recursos naturais e, com base nos dados coletados, elaborar ou propor ao Órgão competente 
estratégias para minimizar ou mitigar o impacto causado pelas atividades humanas no âmbito 
da UG; atuar no planejamento ambiental, na exploração de recursos naturais de maneira 
sustentável e na recuperação e no manejo de áreas degradadas, visando a garantir, com base 
em princípios, diretrizes e políticas de sustentabilidade e de gestão ambiental, previamente 
acordados e/ou definidos, a adequação dos meios de exploração dos recursos ambientais, 
naturais, econômicos e socioculturais às especificidades do meio ambiente onde se encontra a 
OM. As suas atribuições estão intrinsecamente ligadas e associadas aos bens patrimoniais 
imóveis, sob responsabilidade, da OM e adjacências. Não há dissociação das atividades 
desenvolvidas entre os bens patrimoniais imóveis e a sustentabilidade e meio ambiente. No 
caso de não ser designado gestor ou haver setor específico para o trato da atividade de 
sustentabilidade e de meio ambiente, no âmbito da OM e, com vistas à racionalização da 
atividade administrativa e ao controle dos atos de gestão, as atribuições decorrentes desta 
atividade deste agente poderão, a critério do Comandante, serem acometidas ao Gestor 
Patrimonial de Bens Imóveis, passando, assim,a denominar-se de Gestor Patrimonial de Bens 
Imóveis e de Meio Ambiente ou Gestor Patrimonial de Bens Imóveis e Ambiental. É o agente 
responsável pela execução, gerenciamento e controle de atos de gestão praticados no exercício 
do cargo, de acordo com a legislação vigente, a política para a sustentabilidade e gestão 
ambiental do COMAER e as orientações do Órgão Central do Sistema ou de Órgão 
competente; 
CXIII - GESTOR DE PESSOAL OU DE RECURSOS HUMANOS - é o 
Agente da Administração, designado pela autoridade competente, para o exercício de cargo 
previsto na estrutura regimental da OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato 
próprio ou constante do Regulamento ou do Regimento Interno, com a finalidade de 
administrar, de supervisionar, de controlar e de gerenciar o pessoal civil e militar (ativos, 
inativos, pensionistas e anistiados de qualquer ordem) da UG e assessorar o Comandante nos 
assuntos da política de administração de pessoal da OM, visando a assegurar a execução dos 
procedimentos previstos na legislação vigente. É responsável pelos encargos relativos à 
coordenação e ao controle das atividades relacionadas com pessoal, inclusive no trato de 
renumeração, de proventos, de reparação econômica e de vencimentos de civis e militares, de 
ativos, de inativos e de pensionistas e de anistiados (militares e civis), de qualquer ordem; 
CXIV - GESTOR DE BENS MÓVEIS DE CONSUMO - é o Agente da 
Administração com a função de receber, de controlar, de gerenciar, de escriturar e de distribuir 
o material adquirido ou recebido na UG, compreendendo, dentre outros, o material bélico, 
farmacológico, de serviços gerais, de intendência, de subsistência, combustíveis e, ainda, para 
providenciar a consolidação contábil relativa a outros almoxarifados, armazéns e depósitos de 
material existentes na organização, de acordo com a legislação vigente, consoante as 
necessidades de cada OM e a critério do Comandante, desde que não haja incompatibilidade 
com o Regulamento ou Regimento Interno aprovados; 
CXV - GESTOR DE BENS MÓVEIS PERMANENTES - é o Agente da 
Administração, designado pela autoridade competente, para o exercício de um cargo previsto 
na estrutura regimental da OM, com atribuições gerais e específicas definidas em ato próprio 
ou constante do Regulamento ou do Regimento Interno, com a finalidade de escriturar, 
cadastrar, alterar, modificar, publicar, transferir, alienar, gerenciar, avaliar, consolidar a 
escrituração dos bens patrimoniais móveis e reavaliar os bens patrimoniais móveis 
permanentes, os bens de consumo de uso duradouro e os bens intangíveis, sob 
responsabilidade da UG, de acordo com a legislação vigente; 
24/135 RCA 12-1/2020 
 
CXVI - GESTOR DE SERVIÇO SOCIAL - é o Agente da Administração, 
designado pela autoridade competente, preferencialmente com conhecimentos ou formação na 
área, para o exercício de um cargo previsto na estrutura regimental da OM, com atribuições 
gerais e específicas definidas em ato próprio ou constante do Regulamento ou do Regimento 
Interno, com a finalidade de solicitar, receber, contabilizar e direcionar os recursos previstos 
para os programas definidos pelo Órgão Central do Sistema ou Órgão competente; 
CXVII - GESTOR INSTRUTOR - É a condição adquirida pelo Gestor 
Operacional, durante o exercício da função de Chefe, dos setores relacionados a uma 
Macrofunção Administrativa, cujo conjunto de competências complementares o habilitam a 
ministrar instrução sobre assuntos relativos à respectiva Macrofunção Administrativa; 
CXVIII - GESTOR OPERACIONAL - É a condição adquirida pelo Gestor 
Aprendiz, após a certificação de competências complementares, que o habilitam a exercer a 
função de Chefe dos setores relacionados à uma Macrofunção Administrativa; 
CXIX - GESTOR PATRIMONIAL DE BENS IMÓVEIS - é o Agente da 
Administração, com a função de receber, de registrar, de cadastrar, de alterar, de avaliar, de 
reavaliar, de revisar, de gerenciar os bens patrimoniais imóveis, de acompanhar e de propor 
alterações no Plano Diretor (PDir) e no Plano de Obras (PO), sob responsabilidade da UG, de 
acordo com a legislação vigente. Acrescenta-se o termo “residenciais”, quando se tratar de 
gestão de Próprios Nacionais Residenciais (PNR); 
CXX - GESTOR PLENO - É a condição adquirida pelo Gestor Operacional, 
após o exercício da função de Chefe, dos setores relacionados às quatro Macrofunções 
Administrativas; 
CXXI - INFORMAÇÃO DOCUMENTADA - informação que uma 
organização tem que controlar e manter e o meio onde está contida. 
CXXII - INQUÉRITO POLICIAL MILITAR (IPM) - é um procedimento 
administrativo, de instrução sumária, para a apuração de fato e de sua autoria, que, nos termos 
legais, configure crime de natureza militar. Tem caráter de instrução provisória, cuja 
finalidade é a de ministrar elementos necessários à propositura da ação penal; 
CXXIII - INSTRUMENTO CONTRATUAL - é a denominação genérica dada 
a contrato, acordo, convênio, ajuste ou termo de execução descentralizada, firmado pela 
Administração Pública no País ou no Exterior; 
CXXIV - INUTILIZAÇÃO - consiste na destruição total ou parcial de material 
que ofereça ameaça vital para pessoas, risco de prejuízo ecológico ou inconvenientes, de 
qualquer natureza, para a Administração Pública Federal, após verificada a impossibilidade ou 
a inconveniência da alienação de material classificado como irrecuperável; 
CXXV - INVENTÁRIO ANALÍTICO - instrumento formal de controle, de 
preservação e de prestação de contas do patrimônio público, utilizado na Administração 
Pública para comprovar e conferir, de forma detalhada, os saldos e os quantitativos registrados 
na contabilidade com os de fato existentes e disponíveis; 
CXXVI - INVENTÁRIO DE BEM CULTURAL MATERIAL - instrumento 
legal de garantia de guarda do patrimônio cultural do COMAER. O inventário possibilita o 
controle preciso das aquisições (doações, compras, transferências) e das alienações realizadas, 
além de controlar sua localização e movimentação dentro e fora da OM. Serve para controlar 
o acervo de bens culturais e determinar sua natureza; 
CXXVII - INVENTÁRIO SINTÉTICO - instrumento formal de controle, de 
preservação e de prestação de contas do patrimônio público, utilizado na Administração 
Pública Federal para comprovar e conferir, de forma resumida, os saldos e os quantitativos 
registrados na contabilidade com os de fato existentes e disponíveis; 
RCA 12-1/2020 25/135 
 
CXXVIII - MACROFUNÇÕES ADMINISTRATIVAS: Grupos compostos por 
um conjunto similar de atividades e de funções desempenhadas pelo Gestor, na Área de 
Atuação Administrativa. São consideradas Macrofunções Administrativas: a) Patrimonial: 
abrange as atividades relacionadas à gestão de Próprios Nacionais Residenciais (PNR), de 
bens móveis permanentes e de bens móveis de consumo; b) Aquisições: abrange as atividades 
relacionadas ao planejamento das aquisições de bens e serviços, aos processos licitatórios, aos 
contratos, aos convênios e aos demais instrumentos congêneres; c) Serviços: abrange as 
atividades relacionadas aos serviços de subsistência, de hotelaria, de transporte de superfície e 
demais serviços; e d) Financeira: abrange as atividades relacionadas ao pagamento de pessoal 
e ao pagamento de fornecedores; 
CXXIX - MÁ-FÉ - termo usado para caracterizar a ação de um indivíduo 
contra a lei, sem justa causa, sem fundamento legal e com plena consciência desta ação; 
CXXX - MINISTÉRIO DA DEFESA (MD) - Órgão do Governo Federal 
incumbido de exercer a direção superior das Forças Armadas, constituídas pela Marinha do 
Brasil, pelo Exército Brasileiro e pela Aeronáutica; 
CXXXI - MISSÃO - representa a razão da existência de uma organização, ou 
seja, o que ela faz, por que faz, para quem ela atua, e qual impacto visa a produzir na sua 
clientela; 
CXXXII - MISSÃO DO COMAER - é a missão definida/deduzida pelo 
Comandante da Aeronáutica: manter a soberania no espaço aéreo e integrar o território 
nacional com vistas à defesada pátria; 
CXXXIII - MULTA - modalidade de aplicação de sanção administrativa 
(prevista em edital ou em instrumento contratual), que pode ser aplicada, de forma isolada ou 
cumulativamente com as demais sanções, em casos de inexecução total ou parcial do objeto 
contratado; 
CXXXIV - NOTA DE EMPENHO - documento utilizado pela Administração 
Pública para registrar as operações que envolvam a realização de despesas orçamentárias 
realizadas pela administração e que indica o nome do credor, a especificação e a importância 
da despesa, bem como a dedução desta do saldo da dotação própria. Decorre de ato emanado 
de autoridade competente, que cria para o Estado a obrigação de adimplemento da obrigação. 
Nas Representações e nas Comissões sediadas no exterior poderá ser complementada por 
outro documento denominado "Ordem de Compra do Comando da Aeronáutica" ou 
"Purchase Order", os quais contêm as informações essenciais da Nota de Empenho, além de 
outras específicas; 
CXXXV - NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-e) - é o documento de 
existência digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar, para 
fins fiscais, circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços, ocorrida entre as partes, 
e cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do remetente (garantia de autoria e 
de integridade) e pela recepção, pela administração tributária, do documento eletrônico, antes 
da ocorrência do fato gerador; 
CXXXVI - NOTA FISCAL OU DOCUMENTO FISCAL - é o documento de 
emissão obrigatória que comprova a venda de mercadoria ou a prestação de serviços, por meio 
do qual o fisco apura seus créditos tributários (impostos), o consumidor tem a garantia de que 
compra está corretamente formalizada e que os seus direitos estão assegurados, e a empresa 
(emitente) faz prova, quando necessário, junto aos órgãos federais, estaduais e municipais. a 
nota fiscal é um documento fiscal e que tem por fim o registro de uma transferência de 
propriedade sobre um bem ou uma atividade comercial prestada por uma empresa e uma 
pessoa física ou outra empresa. nas situações em que a nota fiscal registra a transferência de 
valor monetário entre as partes, a nota fiscal também destina-se ao recolhimento de impostos e 
26/135 RCA 12-1/2020 
 
a não utilização caracteriza sonegação fiscal. as notas fiscais podem, também, ser utilizadas 
em contextos mais amplos como: na regularização de doações, transporte de bens, 
empréstimos de bens, ou prestação de serviços sem benefício financeiro à empresa emissora; 
CXXXVII - NOTIFICAÇÃO - é o ato por meio do qual se dá conhecimento 
oficial, formal e legal do texto de um documento registrado a determinada pessoa; 
CXXXVIII - ORDENADOR DE DESPESAS - trata-se da designação da 
função dada ao Agente da Administração que exerce a gestão das atividades administrativas 
relacionadas à administração orçamentária, financeira e patrimonial na UG. Ordenador de 
Despesas é toda e qualquer autoridade de cujos atos resultarem emissão de empenho, 
autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio, devendo-se entender dispêndio como 
toda despesa ou custo decorrente da execução das atividades administrativas da OM; 
CXXXIX - ORGANIZAÇÃO - é a denominação genérica dada à fração da 
estrutura do COMAER, criada por ato específico de autoridade competente; 
CXL - ORGANIZAÇÃO MILITAR (OM) - é a Organização do Comando da 
Aeronáutica (COMAER) que possui denominação oficial, regulamento, quadro de 
organização e quadro de cargos privativos próprios; 
CXLI - ÓRGÃO CENTRAL SISTÊMICO - é o órgão técnico normativo 
incumbido de superintender as atividades ligadas ao suprimento, à manutenção e ao controle 
específico de materiais ou prestação de serviços, colocados sob sua gestão; 
CXLII - ÓRGÃO DE DIREÇÃO-GERAL (ODG) - órgão responsável pelo 
planejamento e pela emissão de diretrizes que orientem o preparo e o emprego da Força Aérea 
Brasileira, visando ao cumprimento da destinação constitucional da Aeronáutica. O ODG, no 
COMAER, é representado pelo EMAER; 
CXLIII - ÓRGÃOS DE ASSESSORAMENTO SUPERIOR - os Órgãos de 
Assessoramento Superior são: o Alto-Comando da Aeronáutica (ALTCOM) e o Conselho 
Superior de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (CONSEFA); 
CXLIV - ÓRGÃOS DE ASSISTÊNCIA DIRETA E IMEDIATA AO 
COMANDANTE DA AERONÁUTICA (ODA) - são Órgãos específicos de Assistência 
Direta ao Comandante da Aeronáutica. Compreendem: o Gabinete do Comandante da 
Aeronáutica (GABAER), a Comissão de Promoções de Oficiais da Aeronáutica (CPO), o 
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), o Centro de Inteligência da 
Aeronáutica (CIAER), o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), a Assessoria 
Parlamentar do Comandante da Aeronáutica (ASPAER), o Centro de Investigação e 
Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), a Assessoria de Segurança Operacional do 
Controle do Espaço Aéreo (ASOCEA) e o Centro de Controle Interno da Aeronáutica 
(CENCIAR), além de outros que possam vir a ser ativados, modificados, aglutinados, 
desativados, alterados, transformados ou extintos, com finalidade específica na estrutura 
regimental da Força; 
CXLV - ÓRGÃOS DE DIREÇÃO-GERAL, SETORIAL E DE ASSISTÊNCIA 
(ODGSA) - a sigla “ODGSA”, usualmente, contempla os Órgãos de Direção-Geral 
(EMAER), Setorial (COMGAP, COMPREP, COMGEP, COMAE, DECEA, DCTA e SEFA) 
e de Assistência Direta e Imediata ao Comandante da Aeronáutica (GABAER, CPO, 
CECOMSAER, CIAER, INCAER, ASPAER, CENIPA, ASOCEA e CENCIAR); 
CXLVI - ÓRGÃOS DE DIREÇÃO SETORIAL (ODS) - são Órgãos 
encarregados de planejar, de executar, de coordenar e de controlar as atividades setoriais 
inerentes às suas atribuições e em conformidade com as decisões e diretrizes do Comandante 
da Aeronáutica. Seguem o previsto na Estrutura Regimental do COMAER (Decreto nº 6.834, 
de 30 de abril de 2009, alterado pelo Decreto nº 8.909, de 22 de novembro de 2016). 
Atualmente, são considerados Órgãos de Direção Setorial: o Comando-Geral de Apoio 
RCA 12-1/2020 27/135 
 
(COMGAP), o Comando de Preparo (COMPREP), o Comando de Operações Aeroespaciais 
(COMAE), o Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), o Departamento de Controle do Espaço 
Aéreo (DECEA), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a 
Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA); 
CXLVII - ÓRGÃOS DE DIREÇÃO SETORIAL E DE ASSISTÊNCIA 
DIRETA E IMEDIATA AO COMANDANTE DA AERONÁUTICA (ODSA) - a sigla 
“ODSA”, usualmente, contempla os Órgãos de Direção Setorial (COMGAP, COMPREP, 
COMGEP, COMAE, DECEA, DCTA e SEFA) e de Assistência Direta e Imediata ao 
CMTAER (GABAER, CPO, CECOMSAER, CIAER, INCAER, ASPAER, CENIPA, 
ASOCEA e CENCIAR); 
CXLVIII - ÓRGÃO SUBORDINADO - é o órgão supervisionado por Órgão 
Superior; 
CXLIX - ÓRGÃO SUPERIOR - é o órgão ou entidade que tenha outros órgãos 
ou entidades a ele subordinados ou por ele supervisionados; 
CL - PARTE - é o documento interno dirigido a superior hierárquico ou 
colateral, contendo uma solicitação ou comunicando fatos ou acontecimentos ocorridos na 
esfera disciplinar ou administrativa; 
CLI - PATRIMÔNIO CULTURAL DO COMANDO DA AERONÁUTICA - é 
constituído por bens culturais materiais e imateriais, tomados individualmente ou em 
conjunto, portadores de referência à identidade, à ação e à memória da formação e do 
desenvolvimento do COMAER e da sociedade brasileira, sendo os Comandantes, Chefes e 
Diretores os responsáveis legais pela preservação de todo o patrimônio cultural, nos quais se 
incluem: a) as formas de expressão; b) os modos de criar, fazer e viver; c) as criações 
científicas, artísticas e tecnológicas; d) as obras, os objetos, os documentos, as edificações e os 
demais espaços destinados às manifestações artísticas e culturais; e, e) os conjuntos urbanos e 
sítios de valor histórico, paisagístico, artístico e científico; 
CLII - PATRIMÔNIO PÚBLICO - é o conjunto de direitos e de bens, tangíveis 
ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos,recebidos, mantidos ou 
utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de 
benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração 
econômica por entidades do setor público e suas obrigações. O patrimônio público compõe-se 
dos seguintes títulos: ativos, passivos, patrimônio líquido, saldo patrimonial ou situação 
líquida patrimonial; 
CLIII - PERMUTA - modalidade de alienação onde ocorre a troca do direito de 
propriedade de bens entre a União e uma entidade ou órgão da Administração Pública ou 
particular. Deverá ser observada a legislação específica de suporte; 
CLIV - PLANEJAMENTO - desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes 
administrativas que possibilitem avaliar as implicações futuras de decisões presentes, de modo 
a reduzir a incerteza envolvida no processo decisório e, consequentemente, aumentar a 
probabilidade de alcance dos objetivos estabelecidos pela e para a organização, maximizando 
resultados e minimizando deficiências; 
CLV - PLANO DE AÇÃO (PA) – é o documento síntese do processo de 
planejamento institucional da Aeronáutica, contendo o detalhamento da Lei Orçamentária 
Anual (LOA). Inclui os créditos disponibilizados nas Unidades Orçamentárias do Comando da 
Aeronáutica, Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica e Fundo Aeronáutico; 
CLVI - PLANO DE CONTAS - estrutura básica da escrituração contábil, 
formada por conjunto de contas previamente estabelecido, que permite obter as informações 
necessárias à elaboração de relatórios gerenciais e de demonstrações contábeis conforme as 
características gerais da entidade, possibilitando a padronização de procedimentos contábeis; 
28/135 RCA 12-1/2020 
 
CLVII - PLANO ESTRATÉGICO MILITAR DA AERONÁUTICA 
(PEMAER) - documento elaborado pelo Estado-Maior da Aeronáutica que estabelece os 
Objetivos Estratégicos do Comando da Aeronáutica para o período pretendido e consolida os 
Projetos Estratégicos necessários para atingi-los; 
CLVIII - PLANO PLURIANUAL (PPA) - é o instrumento de planejamento de 
médio prazo do Governo Federal, que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, os 
objetivos e as metas da Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras 
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Vigora por quatro 
anos, sendo elaborado no primeiro ano do mandato presidencial, abrangendo até o primeiro 
ano do mandato seguinte; 
CLIX - PLANO SETORIAL (PLANSET) - plano quadrienal, elaborado com 
base no Plano Estratégico Militar da Aeronáutica, que estabelece metas e tarefas a serem 
desempenhadas pelo próprio órgão elaborador e Organizações Militares subordinadas, com a 
finalidade de atingir os objetivos estratégicos e seus objetivos setoriais em um determinado 
período; 
CLX - PREGÃO - modalidade de licitação para a aquisição de bens comuns e a 
contratação de serviços de igual natureza, conduzida por Agente da Administração qualificado 
para o desempenho das atribuições de pregoeiro; 
CLXI - PREGOEIRO - é o agente da Administração, designado pela autoridade 
competente, que recebe a atribuição temporária e específica para a condução de pregões 
presenciais e eletrônicos, registro de preços e etc. Tem responsabilidade prevista em lei 
específica; 
CLXII - PRESERVAÇÃO - toda e qualquer ação (seja de caráter 
administrativo, político ou técnico) com a finalidade de proteger, conservar ou restaurar os 
bens culturais, bem como salvaguardar as informações; 
CLXII - PRESTAÇÃO DE CONTAS - é o ato formal através do qual é 
realizada a justificação dos atos e fatos administrativos ocorridos numa determinada gestão, 
ou seja, é a demonstração a uma autoridade delegante se os objetivos propostos foram 
cumpridos (resultados) e se o processo para atingi-los teve adequação (conformidade) com as 
regras e princípios estabelecidos. A prestação de contas poderá ocorrer de forma cotidiana ou 
ao final de determinados ciclos; 
CLXIV - PRESTAÇÃO DE CONTAS ELETRÔNICA (PCE) - trata-se da 
comprovação mensal da execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil, no SIAFI, 
para a SEFA; 
CLXV - PRESTAÇÃO DE CONTAS MENSAL (PCM) - é o processo 
(eletrônico, mecanizado ou informatizado) organizado pela UG (UG EXEC e UG CRED) que 
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos; ou pelo 
próprio agente da administração ou gestor ou pessoa designada ou mesmo pelo detentor de 
suprimento de fundos, responsável por bens, valores e dinheiros públicos, colocados à sua 
disposição para utilização, conforme programa de trabalho aprovado; constituído por 
demonstrativos acompanhados dos respectivos documentos comprobatórios de sua utilização, 
de acordo com normas vigentes, a ser apresentada ou demonstrada por ocasião da Reunião da 
Administração da UG (UG EXEC e UG CRED). Por intermédio do processo da Prestação de 
Contas Mensal, os agentes da administração e os responsáveis por bens e valores das UG 
ratificam os seus atos de gestão praticados no exercício das atividades desenvolvidas pelas 
OM, em benefício do cumprimento das missões definidas em atos próprios. Os processos de 
Prestação de Contas Mensais, além de consolidarem a gestão dos Comandantes, Agentes 
Diretores e Ordenadores de Despesas, ficam sob custódia das OM e à disposição dos Órgãos 
de Controle (Interno ou Externo), com a finalidade de que possam ser avaliados e verificados 
RCA 12-1/2020 29/135 
 
o desempenho e a conformidade da gestão praticados pelos agentes e, também, dos Órgãos 
Centrais de Sistemas ou Órgãos competentes, nas matérias afetas aos temas de 
responsabilidade, que poderão emitir instruções específicas para o trato destes; 
CLXVI - PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA - a Constituição Federal, em seu 
artigo 5º, inciso LV, assegura, aos litigantes em geral, tanto na esfera administrativa quanto 
judicial, o direito à defesa, com os meios a ela inerentes. Ao falar-se da Ampla Defesa, faz-se 
referência aos meios para tanto necessários, dentre eles, os de assegurar o acesso aos autos, 
possibilitar a apresentação de razões e documentos, produzir provas testemunhais ou periciais 
e conhecer os fundamentos e a motivação da decisão proferida. Consiste a ampla defesa na 
possibilidade de utilização, pelas partes, de todos os meios e recursos legais previstos para a 
defesa de seus interesses e direitos; 
CLXVII - PRINCÍPIO DA ECONOMICIDADE - princípio constitucional que 
impõe ao Administrador Público a “ busca permanente da melhor alocação possível dos 
recursos públicos” para alcançar os objetivos planejados; trata-se da busca por uma melhor 
eficiência na utilização dos recursos públicos; 
CLXVIII - PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA - impõe ao Administrador Público a 
procura de produtividade e economicidade e, o que é mais importante, a exigência de reduzir 
os desperdícios de dinheiro público, o que impõe a execução dos serviços com presteza, 
perfeição e rendimento funcional; 
CLXIX - PRINCÍPIO DA LEGALIDADE - toda e qualquer atividade 
administrativa deve estar autorizada ou prevista em lei; 
CLXX - PRINCÍPIO DA MORALIDADE - impõe ao Administrador Público 
que não dispense os preceitos éticos que devem estar presentes em sua conduta; 
CLXXI - PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO - exprime de modo expresso e textual 
todas as situações de fato que levaram o agente à manifestação da vontade; 
CLXXII - PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE - os atos da Administração devem 
merecer a ampla divulgação possível entre os administrados e isso porque constitui 
fundamento do princípio propiciar-lhes a possibilidade de controlar a legitimidade da conduta 
dos agentes da administração; 
CLXXIII - PRINCÍPIO DA SEGREGAÇÃO - é o princípio que visa a 
identificar e preservar os segmentos da administração que respondem pela execução, o 
controle, a coordenação e o gerenciamento das diversas atividades atribuídas a uma OM, de 
modo a evitar a possibilidade de que o ciclo completo de realização de um processo 
administrativo,ou partes substanciais do mesmo, permaneça sob a direção de um só agente, o 
que pode propiciar a ocorrência de falhas, inconsistências, impropriedades e mesmo 
irregularidades. É o princípio básico de controle interno essencial para a sua efetividade, 
consistindo na separação de atribuições ou responsabilidades entre diferentes pessoas, 
especialmente as funções ou atividades-chave de autorização, execução, ateste/aprovação, 
registro e revisão ou auditoria; 
CLXXIV - PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO - o Contraditório é a própria 
exteriorização do Princípio da Ampla Defesa. É o direito de contestação, de redarguição às 
acusações, de impugnação de atos e atividades. Impõe a condução dialética do processo, pois 
a todo ato produzido pela acusação, caberá igual direito da defesa de oposição ou de 
apresentação de versão distinta, ou ainda, de fornecimento de interpretação jurídica diversa da 
que foi dada pelo autor; 
CLXXV - PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO - é um rito legal que, em 
sucessão ordenada de ações executadas por agente público para a obtenção de efeitos 
regulares do ato administrativo principal, propicia a formação do ato final pretendido pela 
Administração; 
30/135 RCA 12-1/2020 
 
CLXXVI - PROCESSO - é o conjunto de documentos oficialmente reunidos no 
decurso de uma ação administrativa ou judicial que constitui uma unidade de arquivamento. 
Este conjunto de documentos exige um estudo mais detalhado, bem como procedimentos 
expressos por despachos, pareceres técnicos, anexos ou, ainda, instruções para pagamento de 
despesas. Assim, o documento é protocolado e autuado pelos órgãos autorizados a executar 
tais procedimentos; 
CLXXVII - PROCESSO ADMINISTRATIVO – tecnicamente, e em sentido 
amplo, é o conjunto de medidas praticadas com ordem e cronologia necessárias ao registro 
dos atos da Administração Pública, a fim de produzir uma decisão de natureza administrativa; 
CLXXVIII - PROCESSO ADMINISTRATIVO DE APURAÇÃO DE 
IRREGULARIDADE (PAAI) - procedimento administrativo interno formal composto do 
registro de todos os atos e da apuração dos fatos administrativos, necessário ao correto 
esclarecimento e julgamento pela autoridade competente, permitindo-lhe instruir o devido 
processo legal, que culmine na aplicação ou não das sanções administrativas previstas em lei; 
CLXXIX - PROCESSO ADMINISTRATIVO DE GESTÃO (PAG) – espécie 
de processo administrativo, na forma impressa ou na forma eletrônica, que consiste na 
organização e autuação de documentos ordenados cronologicamente relativos à gestão 
orçamentária, financeira, contábil e patrimonial; 
CLXXX - PROCESSO ADMINISTRATIVO DE RESSARCIMENTO AO 
ERÁRIO (PARE) - é conjunto de procedimentos administrativos, ordenados e formalizados, 
que tem por finalidade permitir a recomposição de valores devidos, quando ficar constatado 
prejuízo à Fazenda Nacional sem que tenha havido o correspondente ressarcimento; 
CLXXXI - PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (PAD) - é o 
procedimento administrativo destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração 
praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo 
em que se encontre investido; 
CLXXXII - PROCESSO ADMINISTRATIVO ELETRÔNICO - é aquele em 
que os atos processuais são registrados e disponibilizados em meio eletrônico; 
CLXXXIII - PROCESSO DE CONTAS - é o processo de trabalho do controle 
externo, destinado a avaliar e julgar o desempenho e a conformidade da gestão das pessoas 
abrangidas pelos incisos I, III, IV, V e VI, do art. 5º, da Lei nº 8.443/92, com base em 
documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, 
operacional ou patrimonial, obtidos direta ou indiretamente; 
CLXXXIV - PROCESSO DE CONTAS EXTRAORDINÁRIAS - processo de 
contas constituído por ocasião da extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, 
incorporação ou desestatização de unidades jurisdicionadas, cujos responsáveis estejam 
alcançados pela obrigação prevista no parágrafo único do Art. 70, da Constituição Federal, 
para apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU), nos termos da legislação de suporte; 
CLXXXV - PROCESSO DE CONTAS ORDINÁRIAS - processo de contas 
referente a exercício financeiro determinado, constituído pelo Tribunal de Contas da União 
(TCU) segundo critérios de risco, de materialidade e de relevância; 
CLXXXVI - PROCESSO DE GESTÃO - trata-se do processo que deve ser 
identificado, mapeado e analisado para que o Agente da Administração possa determinar se a 
Organização está ou não caminhando para alcançar seus objetivos. Constitui-se no 
sequenciamento de atividades, tarefas e ações, estruturado sob a forma do ciclo planejamento, 
execução, controle e ação, estabelecido para propiciar contínua melhoria da efetividade da 
governança da Organização; 
CLXXXVII - PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA - trata-se do conjunto de 
atividades que têm o objetivo de ajustar o ritmo da execução do orçamento ao fluxo provável 
RCA 12-1/2020 31/135 
 
de entrada de recursos financeiros que assegurarão a realização dos programas anuais de 
trabalho e, consequentemente, impedir eventuais insuficiências de caixa; 
CLXXXVIII - PROGRAMA DE TRABALHO ANUAL (PTA) - é o 
documento decorrente do alinhamento estratégico da Aeronáutica, no qual são definidas as 
metas e tarefas a serem cumpridas por uma Organização Militar, no período de um exercício 
financeiro, abrangendo os projetos e atividades necessários ao cumprimento da missão da 
OM. É por intermédio deste programa que poderá ser avaliada a gestão dos recursos a cargo 
das UG, nos aspectos de economicidade, eficiência e eficácia, propiciando elementos para a 
organização e apresentação de processo de contas, a ser submetido ao Tribunal de Contas da 
União (TCU); 
CLXXXIX - PROJETO - é um esforço temporário empreendido para criar um 
produto, serviço ou resultado exclusivo. Trata-se de um conjunto de atividades ou medidas 
planejadas para serem executadas com responsabilidade de execução definida, a fim de 
alcançar determinados objetivos, dentro de uma abrangência definida, num prazo de tempo 
limitado e com recursos específicos. É um conjunto de documentos que define as 
características de um produto, juntamente com as informações apropriadas para sua fabricação 
e operação; 
CXC - PROPOSTA DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA (PPF) - trata-se do 
registro efetuado no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal 
(SIAFI), o qual discrimina as necessidades de recursos financeiros para a UG, para um 
determinado período, indicando a categoria de gasto, a fonte de recursos, o tipo de recursos 
(do exercício ou restos a pagar), a vinculação de pagamento e o mês da programação; 
CXCI - REGIMENTO INTERNO (RICA) - trata-se de publicação que, em 
complemento ao respectivo Regulamento, estabelece as minúcias da estrutura da organização 
e disciplina o funcionamento e as atribuições de seus órgãos ou elementos constitutivos; 
CXCII - REGULAMENTO DE ORGANIZAÇÃO (ROCA) - é o documento 
formal aprovado por ato do CMTAER, que estabelece a finalidade, a subordinação, a sede, a 
estrutura básica e as atribuições gerais de uma organização. Pode referir-se a uma organização 
específica ou a um tipo de organização; 
CXCIII - REGULAMENTO DO COMANDO DA AERONÁUTICA (RCA) - é 
a publicação que dispõe sobre a execução de leis ou de decretos e, como tal, destina-se a, 
obedecidos estes diplomas legais, fixar regras e prescrições que orientem e disciplinem o 
funcionamento de organizações ou a estabelecer preceitos de administração e demais 
atividades gerais do Comando da Aeronáutica; 
CXCIV - RELATÓRIO DE GESTÃO - são documentos, informações e 
demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial, 
organizados para permitir a visão sistêmica do desempenho e da conformidade da gestão dos 
responsáveis por uma ou mais unidades jurisdicionadas durante um exercício financeiro; 
CXCV - RESPONSABILIDADE - é a qualidade do que é responsável,ou a 
obrigação de responder por atos próprios, ou por uma coisa confiada. Um agente que seja 
considerado responsável por uma situação ou por alguma coisa terá que responder se esta 
situação ou esta coisa correu de forma devida ou não. O agente público sujeita-se à 
responsabilidade civil, penal e administrativa decorrente do exercício do cargo, 
encargo/comissão, emprego ou função. Por outras palavras, ele não pode praticar atos ilícitos 
no âmbito civil, penal e administrativo; 
CXCVI - RESPONSABILIDADE CIVIL - consiste na obrigação (vínculo 
obrigacional) que impende sobre aquele que causa um prejuízo a outrem, de o colocar na 
situação em que estaria se o fato danoso não tivesse ocorrido. É a aplicação de medidas que 
obriguem alguém a reparar o dano moral ou patrimonial causado a terceiros em razão de ato 
32/135 RCA 12-1/2020 
 
próprio imputado, de pessoas por quem ele responde, ou de fato de coisa ou animal sob sua 
guarda ou, ainda, de simples imposição legal; 
CXCVII - RESPONSABILIDADE FUNCIONAL - é a qualidade daquele que é 
agente responsável, ou daquele que tem a obrigação de responder pela pratica de atos 
próprios, ou daquele por coisa confiada, quando no exercício de cargo, função ou encargo, 
previstos na estrutura regimental ou em ato próprio; 
CXCVIII - RESPONSABILIDADE PENAL OU CRIMINAL - consiste no 
dever jurídico de responder pela ação delituosa que recai sobre o agente imputável. De acordo 
com o Código Penal Brasileiro (CP), o delito é resultado de uma ação ou omissão considerada 
criminosa, ou seja, um fato socialmente nocivo e injusto. É uma ação antijurídica, típica, 
culpável e punível. Um indivíduo adulto e mentalmente capaz é imputável e responsável por 
suas ações, devendo responder por elas, de acordo com as leis vigentes; 
CXCIX - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - uma pessoa deve responder 
pelos atos de outra em igual intensidade. A responsabilidade será solidária quando em uma 
mesma obrigação houver mais de um responsável pelo seu cumprimento. Também dita como 
obrigação solidária é espécie de obrigação múltipla, configurando-se esta pela presença de 
mais de um indivíduo em um ou em ambos os polos da relação obrigacional; 
CC - RESTAURAÇÃO - refere-se a um tratamento complexo e profundo, 
realizado sempre por profissional especializado, que deve respeitar, ao máximo, a integridade 
e as características históricas, estéticas e formais do bem de natureza cultural. Constitui-se de 
intervenções mecânicas e químicas, estruturais ou estéticas, com a finalidade de revitalizar o 
bem cultural, recuperando seus valores de natureza cultural; 
CCI - RESTOS A PAGAR (RP) - são as despesas empenhadas e não pagas até 
31 de dezembro do exercício a que se referir, distinguindo-se as despesas processadas das não 
processadas, cuja inscrição no exercício subsequente ao da emissão dos empenhos é 
condicionada às exigências legais que tratam do assunto; 
CCII - ROUBO - é subtrair coisa alheia móvel, para si ou para outrem, 
mediante emprego ou ameaça de emprego de violência contra pessoa, ou depois de havê-la, 
por qualquer modo, reduzindo à impossibilidade de resistência; 
CCIII - SECRETARIA DE ECONOMIA, FINANÇAS E ADMINISTRAÇÃO 
DA AERONÁUTICA (SEFA) - Órgão de Direção Setorial do COMAER responsável por 
supervisionar, coordenar e direcionar a gestão das atividades afetas à Diretoria de Economia e 
Finanças da Aeronáutica (DIREF) e à Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), 
no âmbito do COMAER, contribuindo para o cumprimento da Missão do COMAER; 
CCIV - SERVIDOR PÚBLICO - pessoa legalmente investida em cargo 
público. É todo aquele que mantém vínculos de trabalho com entidades governamentais, 
integrados em cargos ou empregos das entidades político-administrativas, bem como em suas 
respectivas autarquias e fundações de direito público, também conhecido como servidor civil. 
É o agente que mantém um vínculo empregatício com o Estado e seu pagamento provém da 
arrecadação pública de impostos. Considera-se servidor público, para os efeitos penais, quem, 
embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego, serventia ou função 
pública. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em 
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou 
conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública; 
CCV - SINDICÂNCIA - é o procedimento administrativo sumário, formal e 
escrito, de caráter meramente investigatório, utilizado para a apuração de fatos que não 
constituam crime, os quais, caso confirmados, poderão ensejar a abertura do competente 
processo administrativo. A Sindicância deverá ser pautada como um procedimento 
investigativo em que se busca elucidação de fatos ou irregularidades, indicando as 
RCA 12-1/2020 33/135 
 
circunstâncias em que estes ocorreram e suas consequências nas esferas administrativa, civil e 
penal; a identificação do autor ou responsável, demonstrando como foi sua participação; a 
quantificação do dano; e a apresentação de propostas de melhoria, para que se evite nova 
ocorrência das eventuais irregularidades apuradas; 
CCVI - SISTEMA - é o conjunto de elementos integrantes e interdependentes 
que tem por finalidade realizar uma tarefa de apoio em proveito da missão principal de uma 
organização. A vinculação desses elementos, entre si, ocorre por interesse de coordenação, 
orientação técnica e normativa, não implicando subordinação hierárquica; 
CCVII - SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO COMANDO 
DA AERONÁUTICA (SISFINAER) - tem finalidade de assegurar às Unidades Gestoras do 
COMAER, nos limites da programação financeira aprovada, a disponibilidade de recursos 
para a execução de seus programas de trabalho e, também, de proporcionar o controle e 
acompanhamento das receitas arrecadadas no âmbito do Fundo Aeronáutico (FAer), visando a 
garantir a manutenção do equilíbrio econômico entre as receitas arrecadadas e as despesas 
realizadas. A SEFA é o Órgão Setorial Financeiro do COMAER, no Sistema de 
Administração Financeira Federal e é o Órgão Central do SISFINAER; 
CCVIII - SISTEMA DE COMÉRCIO EXTERIOR DO COMANDO DA 
AERONÁUTICA (SISCOMAER) - sistema corporativo que tem por finalidade integrar e 
coordenar procedimentos, diretrizes e rotinas, a fim de proporcionar um eficiente 
funcionamento de todas as atividades relativas a comércio exterior no âmbito do COMAER. 
A vinculação dos órgãos ou elementos entre si ocorre por interesse de coordenação e 
orientação, técnica e normativa, não implicando subordinação hierárquica; 
CCIX - SISTEMA DE CONTABILIDADE DO COMANDO DA 
AERONÁUTICA (SISCONTAER) - sistema corporativo que tem a finalidade de registrar e 
evidenciar os atos e fatos da gestão do patrimônio público sob responsabilidade do COMAER, 
relacionados às execuções orçamentária e financeira, bem como à administração dos bens 
patrimoniais, com vistas a orientar processos de prestação de contas e a subsidiar processos de 
tomada de decisão. A SEFA é o Órgão Setorial de Contabilidade do COMAER, no Sistema de 
Contabilidade Federal e é o Órgão Central do SISCONTAER; 
CCX - SISTEMA DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DO 
COMANDO DA AERONÁUTICA (SISCULT) - conjunto de órgãos ou elementos 
pertencentes ao Comando da Aeronáutica que, sem subordinações administrativas e 
hierárquicas, recebem do Órgão Central toda orientação técnico-normativa na área de Cultura, 
para o perfeito desempenho das atividades culturais em proveito dos objetivos estratégicos da 
Instituição; 
CCXI - SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS 
HUMANOS (SIAPE) - é o instrumento de gestão de servidores públicos civis, contemplando 
o cadastro único de todos os servidores, que possibilita o conhecimento quantitativo e 
qualitativo do pessoal, a unificação e a padronização dos sistemas de pagamento, incluindo a 
emissão padronizada de relatórios e contracheques, além de informações confiáveis, 
atualizadas e necessárias ao controle de gastos com pessoal;CCXII - SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
DO GOVERNO FEDERAL (SIAFI) - é o sistema informatizado instituído pelo Governo 
Federal para o acompanhamento da execução orçamentária, financeira e patrimonial dos 
Órgãos da Administração Federal. Este sistema controla os registros contábeis efetuados de 
todos os atos e fatos produzidos pela Administração Pública Federal; 
CCXIII - SISTEMA INTEGRADO DE LOGÍSTICA DE MATERIAL E DE 
SERVIÇOS (SILOMS) - sistema corporativo que tem a finalidade de informatizar, de forma 
integrada e modular, a gestão administrativa afeta ao COMAER, nos níveis estratégico, tático 
34/135 RCA 12-1/2020 
 
e operacional, visando proporcionar, através de suas funcionalidades, o planejamento e o 
controle das atividades administrativas e de apoio, em todos os seus níveis; 
CCXIV - SISTEMA INTEGRADO DE ABASTECIMENTO, módulo 
FARDAMENTO REEMBOLSÁVEL (SIA - Reembolsável) - Sistema do Comando da 
Aeronáutica utilizado para o planejamento e a execução das atividades de aquisição, 
estocagem e distribuição de fardamento reembolsável aos Postos Regionais de Venda de 
Fardamento (PRVF), existentes em diversas Organizações Militares do Brasil; 
CCXV - SISTEMAS ESTRUTURANTES OU ESTRUTURADORES - 
consideram-se aqueles baseados em tecnologia da informação, de suporte a macroprocessos 
de governo, com características multi-institucionais, possuindo requisitos de integração e 
relacionamento que remetem a funções internas ou que envolvam as diferentes esferas do 
Governo, bem como as relações entre o governo e os agentes econômicos e as relações entre o 
governo e os cidadãos; 
CCXVI - SUPRIMENTO DE FUNDOS - é a entrega de numerário a um 
Agente da Administração, sempre precedida de empenho na dotação própria para atendimento 
de despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação dos créditos ou 
que não possam ser atendidas pela via bancária; 
CCXVII - TABELA DE LOTAÇÃO DE PESSOAL - documento formal que 
define as necessidades de pessoal militar e civil, quantitativa e qualitativamente, visando ao 
preenchimento de todos os cargos e funções necessárias ao funcionamento eficaz das 
organizações do Comando da Aeronáutica, bem como os requisitos necessários para o 
desempenho das atribuições de cada cargo; 
CCXVIII - TERMO CIRCUNSTANCIADO ADMINISTRATIVO (TCA) - 
procedimento administrativo de apuração, regulado pela Controladoria-Geral da União 
(CGU), utilizado em casos de extravio ou dano a bem público, que implicar em prejuízo de 
pequeno valor, aquele cujo preço de mercado para aquisição ou reparação do bem extraviado 
ou danificado seja igual ou inferior ao limite estabelecido como de licitação dispensável, nos 
termos da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993; 
CCIX - TERMO DE AVALIAÇÃO DE MATERIAL (TAM) - é o documento 
formal pelo qual se registra o resultado da avaliação de determinado bem que se pretenda 
alienar; 
CCXX - TERMO DE COLABORAÇÃO (TCo) - instrumentos celebrados com 
organizações da sociedade civil (OSC), nos termos da Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014, e 
alterações posteriores. Representam uma despesa para o COMAER; 
CCXXI - TERMO DE EXAME - é o documento formal pelo qual são 
apuradas, conforme o caso, a qualidade, a quantidade, as causas do dano e as 
responsabilidades relativas a bens patrimoniais da União, fornecendo os dados necessários 
para a tomada de decisão do Comandante, Diretor ou Chefe. Serve tanto para o exame de 
material quanto para o exame de causas; 
CCXXII - TERMO DE EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA (TED) - 
instrumento celebrado com órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da 
Seguridade Social da União, nos termos do Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, e 
alterações posteriores. Representam uma despesa ou uma receita para o COMAER; 
CCXXIII - TERMO DE FOMENTO (TFom) - instrumento celebrado com 
organizações da sociedade civil (OSC), nos termos da Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014, e 
alterações posteriores. Representam uma despesa para o COMAER; 
CCXXIV - TERMO DE PARCERIA (TParc) - instrumento celebrado com 
pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos qualificadas como Organizações da 
RCA 12-1/2020 35/135 
 
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei nº 9.790, de 23 de março de 
1999, e alterações posteriores. Representam uma despesa para o COMAER; 
CCXXV - TERMO DE TRANSMISSÃO E ASSUNÇÃO DE CARGO 
(TTAC) / TERMO DE ASSUNÇÃO DE CARGO (TAC) - é o documento formal, pelo qual o 
Agente da Administração registra e informa ao Agente Diretor que transmitiu ou assumiu 
determinado cargo, bem como formaliza e registra, se houver, a situação de todos os bens 
recebidos de quem os transmitiu ou assumiu, para a sua guarda e responsabilidade e para 
todos os fins legais. Para os agentes que detêm estoques (materiais ou intangíveis); armazéns 
ou depósitos ou denominação equivalente de qualquer tipo; bens, valores e dinheiros sob 
custódia, dentre outros, deverá ser anexado o documento que registre a situação real no ato da 
data da passagem ao substituto legal, ou da assunção, no caso de cargos novos ou de não 
haver agente público anteriormente no cargo, inclusive se houver ressalvas a serem 
consideradas ou apuradas em procedimento administrativo próprio, com publicação em 
boletim interno; 
CCXXVI - TERMO DE ASSUNÇÃO DE CARGO (TAC) - é o documento 
formal previsto para os cargos novos, pelo qual o Agente da Administração registra e informa 
ao Agente Diretor que assumiu determinado cargo, bem como formaliza e registra, se houver, 
a situação de todos os bens recebidos, para a sua guarda e responsabilidade e para todos os 
fins legais. 
CCXXVII - TERMO DE ENTREGA DE CARGO (TEC) - é o documento 
formal previsto para os cargos extintos, por conta de atualização do Regulamento ou 
Regimento Interno da OM, pelo qual o Agente da Administração dispensado registra e 
informa ao Agente Diretor, se for o caso, a existência de bens móveis permanentes e de uso 
duradouro, bens móveis em estoque e valores a transmitir, conforme disposto neste 
Regulamento e na legislação pertinente. O Agente dispensado deverá fazer constar, ainda, que 
foram finalizados, tanto no sistema informatizado de controle de documentos como na 
respectiva documentação, os respectivos trâmites de todos os documentos de entrada e de 
acompanhamento do setor. 
CCXXVIII - TÍTULOS DE CRÉDITO - de maneira geral, denominam-se 
títulos de crédito os papéis representativos de uma obrigação e emitidos de conformidade com 
a legislação específica de cada tipo ou espécie. É o documento necessário para o exercício do 
direito, literal e autônomo, nele mencionado; 
CCXXIX - TOMADA DE CONTAS ESPECIAL (TCE) - é um processo 
administrativo devidamente formalizado, com rito próprio, para apurar responsabilidade por 
ocorrência de dano à Administração Pública Federal, com apuração de fatos, quantificação do 
dano e identificação dos responsáveis, e obter o respectivo ressarcimento; 
CCXXX - TOMBAMENTO - modalidade de intervenção do Estado, na 
propriedade privada ou pública, como objetivo de proteger o patrimônio cultural brasileiro, 
por meio dos respectivos órgãos competentes específicos nos âmbitos federal (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN), estadual (Secretaria de Cultura) e 
municipal (Secretaria, Conselho ou Fundação Municipal de Cultura). Por meio desse 
instrumento administrativo, o poder público sujeita a restrições parciais os bens materiais de 
qualquer natureza, móveis e imóveis, cuja conservação seja de interesse público, e que tenham 
valor de natureza cultural; 
CCXXXI - TRANSFERÊNCIA DE BEM CULTURAL MATERIAL MÓVEL 
- é o conjunto de ações e de atos administrativos adotados para que um bem cultural seja 
transferido de uma Organização Militar do COMAER para outra; 
CCXXXII - TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU) - instituição 
prevista na Constituição Federal para “exercer, auxiliando o Congresso Nacional, a 
36/135 RCA 12-1/2020 
 
fiscalização contábil,financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da Administração Direta e Administração Indireta, quanto à legalidade, à 
legitimidade e à economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia 
de receitas”; 
CCXXXIII - UNIDADE ADMINISTRATIVA (UA) - é a OM, ou fração de 
OM, encarregada, por atos legais, da gerência de patrimônio e de recursos creditícios ou 
financeiros a ela especificamente atribuídos, no todo ou em parte. Está estruturada para o 
exercício de administração própria e tem competência para gerir bens da União e de terceiros 
e à qual foi concedida autonomia ou semiautonomia administrativa; 
CCXXXIV - UNIDADE APOIADA (UApd) - é a Unidade Administrativa ou 
Operacional que não executa registros diretamente no SIAFI, os quais são realizados por uma 
Unidade de Apoio, denominada como UG Executora (UG EXEC); 
CCXXXV - UNIDADE DE APOIO (UAp) - é a Unidade Administrativa 
responsável pela execução plena e pelo gerenciamento orçamentário, financeiro e patrimonial 
no SIAFI. A critério do Comandante da Aeronáutica, sob análise da SEFA e parecer do 
Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), poderá ser classificada como UG Executora Plena 
ou Parcial. As Unidades assim classificadas são consideradas com autonomia administrativas 
plena; 
CCXXXVI - UNIDADE GESTORA (UG) - é a denominação genérica de 
Unidade Administrativa; 
CCXXXVII - UNIDADE GESTORA CREDORA (UG CRED) - função do 
SIAFI atribuída a Unidade encarregada por atos legais, de gerência de patrimônio ou de 
recursos creditícios ou financeiros a ela especificamente atribuída, no todo ou em parte, mas 
que não executam os seus lançamentos e não possuem saldos contábeis no SIAFI, dependendo 
do apoio de uma UG Executora (UG EXEC), para registro das execuções orçamentárias, 
financeiras ou patrimoniais; 
CCXXXVIII - UNIDADE GESTORA DE CONTROLE (UG CONT) - função 
do SIAFI atribuída a OM ou fração de OM que não executa lançamentos no SIAFI, 
identificada nesse sistema apenas para efeitos de controle de gerenciamento de dados, 
podendo estar vinculada a uma UG EXEC ou a uma UG CRED; 
CCXXXIX - UNIDADE GESTORA EXECUTORA (UG EXEC) - é 
encarregada por atos legais, de gerência de patrimônio ou de recursos creditícios ou 
financeiros a ela especificamente atribuídos, no todo ou em parte, cujos atos e fatos devem ser 
registrados no SIAFI. A UG EXEC poderá apoiar outra(s) UG CRED(s) no gerenciamento do 
patrimônio e dos recursos alocados a esta(s), efetuando, obrigatoriamente, os lançamentos no 
SIAFI. O planejamento das atividades, a gestão, a execução e o controle do Plano de Ação ou 
Plano de Obras ou outros, a utilização dos recursos, a determinação das suas necessidades e a 
realização dos dispêndios, a solicitação de bens e serviços para a sua manutenção, dentre 
outros aspectos, caberá à respectiva UG apoiada, que compartilhará a responsabilidade do 
controle e da fiscalização dos atos emanados da administração da apoiada com a 
administração da UG de apoio, observadas as esferas de competência deste Regulamento. Os 
lançamentos de execução, no SIAFI, das UG CRED apoiadas ficarão, exclusivamente, por 
conta da UG EXEC de apoio; 
CCXL - UNIDADE GESTORA EXECUTORA PATRIMONIAL (UG EXEC 
PAT) - é responsável pela execução patrimonial dos bens imóveis de uso especial do 
COMAER, no SIAFI, e pelo controle analítico desses bens. Para efeito de execução 
patrimonial dos bens imóveis de uso especial do COMAER, no SIAFI, a UG EXEC PAT 
deverá possuir, no mínimo, os seguintes Agentes da Administração: Agente Diretor, 
Ordenador de Despesas, Agente de Controle Interno e Gestor de Patrimônio; 
RCA 12-1/2020 37/135 
 
CCXLI - UNIDADE GESTORA EXECUTORA SISTÊMICA (UG EXEC 
SIST) – é responsável pela execução, no SIAFI, de atividades sistêmicas específicas definidas 
em legislação do COMAER; 
CCXLII - UNIDADE GESTORA RESPONSÁVEL (UGR) - conceito 
orçamentário aplicável a Unidade que responde pela realização da parcela do programa de 
trabalho contida num crédito; 
CCLIII - UNIDADE JURISDICIONADA (UJ) - é a unidade responsável pela 
organização e apresentação do processo anual de contas, o qual será protocolado junto ao 
Órgão de Controle Interno do COMAER e posteriormente junto ao TCU; 
CCXLIV - VALOR DE NATUREZA CULTURAL - significação atribuída ao 
bem cultural pelos membros de uma Organização ou Instituição. Pode ser histórico, 
documental, artístico, paisagístico, afetivo, arqueológico, antropológico, científico ou 
tecnológico; e 
CCXLV - VALOR PÚBLICO - são produtos e resultados gerados, preservados 
ou entregues pelas atividades de uma organização, que representem respostas efetivas e úteis 
às necessidades ou às demandas de interesse público e modifiquem aspectos do conjunto da 
sociedade ou de alguns grupos específicos reconhecidos como destinatários legítimos de bens 
e serviços públicos. 
 
 
CAPÍTULO III 
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Art. 4º A Administração da Aeronáutica é parte integrante da Administração 
Pública Federal e a ela se subordina segundo normas legais. 
Art. 5º O COMAER administra os seus negócios e tem como competência 
principal preparar-se para o cumprimento de sua destinação constitucional. 
Art. 6º As atividades administrativas do COMAER obedecerão aos Princípios 
Constitucionais e, ainda, às disposições de leis e regulamentos em vigor, que tenham 
pertinência com os assuntos que lhe sejam afetos, bem como às normas dos sistemas 
corporativos nos quais o COMAER se insere. 
Art. 7º Sistemas específicos, integrados ou não a sistemas estruturadores 
federais, proporcionarão os instrumentos necessários ao desenvolvimento das atividades do 
COMAER. 
Parágrafo único. Atos normativos definirão, atualizarão ou modificarão os 
sistemas corporativos necessários ao desenvolvimento das atividades do COMAER e de suas 
possíveis vinculações a outros sistemas estruturadores federais. 
CAPÍTULO IV 
DAS ORGANIZAÇÕES MILITARES 
Art. 8º A criação, a localização de sede, a subordinação, a classificação, a 
transformação e a extinção de OM ou fração de OM são processadas por ato expresso do 
CMTAER, mediante proposta do EMAER. 
38/135 RCA 12-1/2020 
 
Parágrafo único. Qualquer tipo de modificação, aglutinação, desativação, 
alteração, transformação, mudança de classificação, incorporação ou extinção de OM ou 
fração de OM deverá ser submetida, pela cadeia de comando de subordinação, em processo 
circunstanciado, ao EMAER, a quem competirá a análise e a emissão de parecer conclusivo e 
posterior encaminhamento de proposta ao CMTAER para solução. 
Art. 9º A criação, a organização, a alteração de localização de sede e a 
transformação de OM ou fração de OM subordinam-se às normas vigentes, ao planejamento 
de médio/longo prazo da Aeronáutica descrito no PEMAER e à sistemática que assegure, em 
tempo oportuno, os ajustes necessários em termos de recursos humanos, materiais e 
financeiros. 
§ 1º O planejamento para a extinção de uma OM ou Fração de OM deverá 
incluir, também, a previsão dos recursos necessários à movimentação de pessoal e ao destino 
de instalações, acervo de materiais, bens culturais e afins. 
§ 2º Os documentos e os bens pertencentes a uma OM ou Fração de OM 
extinta deverão ser tratados conforme normas e instruções próprias. 
Art. 10. Instruções específicas dos Órgãos competentes deverão prever, como 
decorrência da criação, da organização, da alteração de localização de sede, da transformação 
ou da extinção de OM ou Fração de OM, as providências a serem implementadas pelos órgãos 
executantes. 
Art. 11. Os atos de criação e de organização de uma OM ou Fração de OM 
deverão ser publicados em boletim e os de transformação, de alteração de localização de sede 
ou de extinção, no seu boletim de encerramento de atividades. 
CAPÍTULO V 
DA GOVERNANÇA 
Seção I 
Da Governança 
Art. 12. As autoridades do COMAER exercem a governança por meio das 
funções de Decisão, Direcionamento, Supervisão, Controle e Integração: 
I - Decisão - a funçãode decisão deve ser fruto de análises e planejamentos. 
Acontece por meio de processos organizados para a avaliação da situação atual, levantamento 
de possíveis linhas de ação, onde serão destacados os aspectos positivos e negativos de cada 
uma dessas linhas, e culmina com o direcionamento da organização. Para que, sobre um 
determinado assunto, não haja decisões contraditórias em níveis hierárquicos distintos, é 
necessário estabelecer claramente qual é a delegação de competência de cada autoridade 
decisora; 
II - Direcionamento - é a comunicação clara, aos órgãos executores, da decisão 
tomada pela autoridade decisora. Essa comunicação deve seguir juntamente com as 
orientações gerais e intenções relativas à linha de ação adotada. No COMAER, o 
direcionamento é fruto do planejamento institucional e ocorre geralmente por meio da 
publicação de Diretrizes e Planos, tais como: a Diretriz de Planejamento Institucional 
(DIPLAN), Planos Setoriais (PLANSET) e planos para implantação de materiais e sistemas, 
entre outros. Já os redirecionamentos são as ordens subsequentes que visam detalhar melhor 
ou alterar certos aspectos das ordens em vigor; 
RCA 12-1/2020 39/135 
 
III - Supervisão - é efetivada por meio do acompanhamento das ações 
decorrentes do Direcionamento, o que ocorre por meio do monitoramento de indicadores e por 
meio de inspeções “in loco” ao mesmo tempo em que é aberto o canal de comunicação 
inverso, o qual possibilita aos órgãos executores a solução de dúvidas e exposição de 
restrições e demais óbices que dificultam ou impossibilitam o cumprimento das ordens 
recebidas; 
IV - Controle - é a função que possibilita às autoridades da governança 
redirecionar os órgãos executores, mediante a verificação da eficácia das ações a serem 
adotadas e da verificação de mudanças na conjuntura encontrada no momento da execução; e 
V - Integração - considerando que os assuntos de governança são 
essencialmente complexos, tem-se que uma decisão relativa a uma área do COMAER pode ter 
implicações diretas ou indiretas em diversas outras áreas. A função de integração visa 
levantar, avaliar e alinhar, da forma mais completa possível, todos os prováveis 
desdobramentos decorrentes de uma decisão. 
Seção II 
Da Liderança e Controle 
Art. 13. O Comandante da Aeronáutica (CMTAER) é a mais alta autoridade 
administrativa do COMAER e é o principal responsável pelo cumprimento deste 
Regulamento. 
§ 1º Compete ao CMTAER propor a organização e providenciar o preparo da 
Força Aérea Brasileira (FAB). 
§ 2º O CMTAER é principal responsável pelas atividades administrativas do 
COMAER. 
§ 3º Publicações específicas, editadas pelo CMTAER e pela cadeia de 
comando superior, proporcionarão a permanente atualização das atividades desenvolvidas 
pelo COMAER. 
Art. 14. A Administração no COMAER tem como finalidade o planejamento, 
a organização, a direção e o controle inerentes ao emprego de recursos de toda ordem, com o 
propósito de permitir o cumprimento da destinação constitucional do COMAER e a realização 
de suas atribuições subsidiárias definidas em lei. 
Art. 15. Todos os documentos emitidos no âmbito interno do COMAER, 
preferencialmente, deverão ter seu trâmite e arquivo no formato digital. 
Parágrafo único. Documentos tratando de um mesmo assunto deverão receber 
o mesmo número de controle, Número Único de Processo (NUP), e preferencialmente deverão 
ser assinados ou conferidos digitalmente. 
Art. 16. A definição e o atendimento das necessidades da Administração no 
COMAER decorrem de três processos de gestão distintos: o operacional, o técnico e o 
econômico-financeiro. 
§ 1º O processo operacional é determinado pela autoridade competente, em 
função da missão definida ou do programa de trabalho atribuído a cumprir, e tem por objetivo 
a estimativa das necessidades de toda ordem, a disponibilização de recursos humanos 
capacitados e integrados à realidade da FAB, a identificação dos bens e materiais a adquirir e 
dos serviços a executar, bem como a avaliação da oportunidade e/ou da conveniência para a 
utilização dos bens e materiais e a realização dos serviços. 
40/135 RCA 12-1/2020 
 
§ 2º O processo técnico é determinado pelos órgãos e agentes especializados e 
compreende desde a especificação dos bens e serviços mais adequados até a orientação dos 
usuários quanto ao seu emprego. 
§ 3º O processo econômico-financeiro refere-se ao planejamento, à gestão e ao 
controle dos recursos creditício-financeiros necessários às despesas de custeio ou de 
investimentos e dos dispêndios e à verificação, em todos os níveis, de sua correta aplicação 
em condições mais favoráveis de economicidade e de eficácia. 
§ 4º Todos os processos deverão ser mapeados e, quando possível devem 
apresentar medidas de desempenho que permitam a aferição e comparação dos resultados. 
Art. 17. A Administração no COMAER deve realizar-se de maneira a 
assegurar: 
I - o cumprimento dos dispositivos legais, regulamentares e normativos, 
previstos e vigentes, em atendimento à missão constitucional do COMAER, por meio de seu 
Planejamento Institucional, que origina o Planejamento Plurianual do COMAER, parte 
integrante do Plano Plurianual da União (PPA) e o Orçamento Anual da Aeronáutica, que 
compõe a Lei Orçamentária Anual (LOA); 
II - o cumprimento dos Princípios Constitucionais e Administrativos que regem 
a Administração Pública Brasileira; 
III - a economicidade, a eficácia e a eficiência da gestão orçamentária, 
financeira e patrimonial e a efetividade dos programas do COMAER e de governo; 
IV - a ação de Comando centralizada e execução descentralizada; 
V - a definição das atribuições, deveres, obrigações e responsabilidades em 
cada nível de atribuição e nas respectivas esferas (civil, criminal e administrativa) dentro da 
estrutura regimental e regulamentar; e 
VI - o melhor desempenho possível, a partir da mínima utilização de recursos e 
do máximo índice de acertos. 
Art. 18. O controle das atividades da Administração no COMAER será 
exercido, em todos os níveis de atuação, em conformidade com o disposto nos normativos 
pertinentes. 
Art. 19. Ao Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (CEMAER) incumbe, 
entre outros aspectos, determinar a realização de inspeções nas UG do COMAER e entidades 
vinculadas. 
§ 1º O Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) tem por finalidade elaborar o 
planejamento, de mais alto nível, para o cumprimento da missão da Aeronáutica, assessorar o 
CMTAER no exercício das atribuições inerentes ao seu cargo e coordenar as ações que 
envolvam os ODSA. 
§ 2º O EMAER é o Órgão encarregado de estudar, planejar, orientar, 
coordenar e controlar, no mais alto nível, as atividades da Força, integrando e harmonizando a 
ação dos demais órgãos, e em conformidade com as decisões e diretrizes do CMTAER. 
Art. 20. Ao Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica 
incumbe, entre outros aspectos, determinar a realização de visitas administrativas, técnicas e 
operacionais; inspeções de procedimentos relativos ao cumprimento das normas de 
Administração Financeira, de Contabilidade, de Licitações, de Contratos e de Convênios, de 
Comércio Exterior e das atividades nas áreas de moradia funcional, de provisões e material de 
intendência, de pagamento de pessoal, de subsistência, de logística de campanha, entre outros, 
nas UG do COMAER; e, prestar assessoria técnico-especializada às entidades vinculadas. 
RCA 12-1/2020 41/135 
 
§ 1º A SEFA é o Órgão Central do Sistema de Administração Financeira 
(SISFINAER), de Contabilidade (SISCONTAER) e de Comércio Exterior (SISCOMAER) do 
Comando da Aeronáutica. 
§ 2º A SEFA, por intermédio da Diretoria de Economia e Finanças da 
Aeronáutica (DIREF), é a organização responsável pela coordenação de novos projetos de 
gestão do COMAER, dentre eles as Parcerias Público-Privadas (PPP), demais parceiras e 
processos de descentralização administrativa envolvendo empresas estatais vinculadas ao 
Ministério daDefesa, por meio do Comando da Aeronáutica. 
§ 3º A SEFA é o Órgão Central dos sistemas corporativos desenvolvidos e sob 
responsabilidade da DIRAD e da DIREF. 
Art. 21. À SEFA incumbe determinar a realização de inspeções, bem como ao 
CENCIAR determinar a realização de auditorias e fiscalizações nas UG jurisdicionadas ao 
COMAER. 
Parágrafo único. Publicações específicas, preferencialmente no formato 
eletrônico (constando, neste caso, de assinaturas digitais), determinarão as UG jurisdicionadas 
ao Comando da Aeronáutica que serão auditadas, fiscalizadas ou inspecionadas e o órgão 
especificamente designado para realização dos respectivos procedimentos. 
Art. 22. O Centro de Controle Interno da Aeronáutica (CENCIAR) tem por 
finalidade planejar, dirigir, coordenar e executar as atividades de controle interno, no âmbito 
do Comando da Aeronáutica. 
Parágrafo único. O CENCIAR é o Órgão Central do Sistema de Controle 
Interno do Comando da Aeronáutica. 
Art. 23. Os Órgãos de Direção Setorial (ODS) são responsáveis para planejar, 
organizar, dirigir e controlar as atividades setoriais inerentes às suas atribuições e em 
conformidade com as decisões e diretrizes do Comandante da Aeronáutica. 
Parágrafo único. Aos ODS incumbe, ainda, determinar a realização de 
inspeções para avaliar o desempenho dos elos dos Sistemas que a ele estiverem subordinados. 
Seção III 
Da Estratégia e do Planejamento 
Art. 24. Compete ao respectivo ODSA aprovar e publicar os Planos Setoriais 
(PLANSET) e suas atualizações, cabendo ao EMAER verificar se essas publicações refletem 
o alinhamento institucional com a Concepção Estratégica, o PEMAER e a DIPLAN. 
Art. 25. Ao Chefe do EMAER (CEMAER) compete, dentre outras atribuições, 
determinar a elaboração e revisão do Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER), 
bem como de sua priorização, com vistas a promover a destinação adequada dos recursos 
orçamentários e financeiros. 
Art. 26. Compete aos ODSA, dentre outras atribuições: 
I - elaborar e aprovar seu PLANSET e suas atualizações, encaminhando-os ao 
EMAER, para verificação do alinhamento institucional; 
II - emanar as diretrizes para a elaboração dos PTA das OM subordinadas; 
III - elaborar, aprovar e publicar seu PTA; 
42/135 RCA 12-1/2020 
 
IV - verificar se os PTA das OM subordinadas respeitam as orientações 
contidas nos respectivos PLANSET e encaminhá-los para publicação em Boletim do 
Comando da Aeronáutica (BCA); e 
V - supervisionar a execução dos PTA das OM subordinadas. 
Art. 27. Compete aos Órgãos Subsetoriais: 
I - elaborar e aprovar seu PTA; 
II - encaminhar o PTA para publicação em BCA, via cadeia de comando; e 
III - supervisionar a execução dos PTA das OM subordinadas. 
Art. 28. Compete às demais Organizações Militares do COMAER elaborar e 
aprovar seu PTA, encaminhando-o para publicação em BCA, via cadeia de comando. 
Parágrafo único. Compete a todas as Organizações Militares da Aeronáutica o 
planejamento das atividades sistêmicas, em atendimento às diretrizes emanadas dos Órgãos 
Centrais dos Sistemas do COMAER, submetendo-o ao respectivo Órgão Central do Sistema. 
Art. 29. Os PLANSET conterão objetivos setoriais alinhados aos objetivos 
estratégicos ou pertinentes a seu contexto setorial. Todos os objetivos terão metas e 
indicadores com a finalidade de aferirem o alcance dos objetivos propostos. De modo 
análogo, os PTA conterão as metas recebidas dos escalões superiores e, eventualmente, metas 
próprias. Todas as metas terão indicadores visando aferir o seu alcance. 
Parágrafo único. O PLANSET deverá apresentar metas para seu período de 
vigência, mantendo coerência com o PPA, baseadas na expectativa de orçamento, conforme 
valores previstos na DIPLAN, que nortearão os PTA das Unidades subordinadas. 
LIVRO II 
DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS 
TÍTULO I 
DAS UNIDADES ADMINISTRATIVAS OU UNIDADES GESTORAS 
Art. 30. A classificação de uma OM como Unidade Administrativa (UA), bem 
como a correspondente qualificação quanto à sua função de Unidade Gestora (UG), será 
proposta pela Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), por 
intermédio da DIREF, por meio de parecer circunstanciado. Após sua aprovação pelo Estado-
Maior da Aeronáutica (EMAER), a proposta será encaminhada para a apreciação e decisão 
final, por ato expresso, do CMTAER. 
§ 1º Todo projeto de classificação e de qualificação de OM deverá ser 
submetido, preliminarmente, a parecer da SEFA e análise e aprovação do Estado-Maior da 
Aeronáutica. 
§ 2º Em casos excepcionais, considerados o volume e o movimento de 
recursos econômico-financeiros e patrimoniais e tendo por base parecer circunstanciado da 
SEFA, Órgão Central do Sistema de Administração Financeira, de Contabilidade e de 
Comércio Exterior da Aeronáutica, aprovado pelo EMAER, o CMTAER poderá classificar 
fração de OM como Unidade Administrativa, qualificando-a. 
Art. 31. As Unidades Administrativas podem ser qualificadas, quanto à 
função, como Unidades Gestoras Executoras (UG EXEC), Unidades Gestoras Executoras 
Patrimoniais (UG EXEC PAT), Unidades Gestoras Credoras (UG CRED) ou Unidades 
RCA 12-1/2020 43/135 
 
Gestoras de Controle (UG CONT) conforme for estabelecida a sua atuação na execução 
orçamentária, financeira ou patrimonial. 
Art. 32. O Comandante de OM que for qualificada como UA ou de OM que 
venha a conter fração qualificada como UA deverá apresentar, no prazo de sessenta dias, a 
atualização do Regimento Interno ao órgão competente da cadeia de subordinação, 
contemplando os aspectos que a OM e ou sua fração passarão a administrar, de acordo com a 
sua qualificação e em conformidade com o que for estabelecido pela SEFA. 
Art. 33. O ODGSA deverá disciplinar o relacionamento entre as UG de apoio e 
as apoiadas por meio de instruções ou orientações específicas, complementares às legislações 
aplicáveis, visando: 
I - estabelecer as competências e as responsabilidades das UG envolvidas; 
II - definir as áreas específicas e a forma pela qual será prestado o apoio; e 
III - determinar os limites de responsabilidade funcional no curso dos atos de 
gestão praticados pelos agentes envolvidos, tanto da apoiadora quanto da apoiada. 
§ 1º O Comandante da OA (Organização de Apoio) que apoie uma ou mais 
Unidades Administrativas poderá propor a regulação de que trata o caput ao respectivo 
ODGSA ao qual estiver subordinado. 
§ 2º A regulação de que trata o caput não exime o agente público do dever 
constitucional de prestar contas. 
Art. 34. A perda da qualificação de Unidade Administrativa, bem como a 
mudança de qualificação, será proposta por meio de parecer da SEFA, enquanto Órgão 
Central do SISFINAER, do SISCONTAER e do SISCOMAER, análise e aprovação do 
EMAER e determinada em ato expresso do CMTAER. 
Art. 35. O ato do CMTAER que determinar a perda de qualificação da 
Unidade Administrativa, ou a mudança de qualificação de UG EXEC para UG CRED ou vice-
versa, explicitará o destino a ser dado aos componentes do ativo e do passivo, bem como à 
documentação referente às gestões do respectivo patrimônio. 
Art. 36. Em caso de fusão, incorporação ou extinção de Unidade 
Administrativa, ato do CMTAER explicitará o destino a ser dado aos componentes do ativo e 
do passivo, bem como à documentação referente às gestões do respectivo patrimônio. 
Art. 37. Em caso de perda de classificação da Unidade Administrativa, ou a 
mudança de qualificação, planos específicos dos ODGSA envolvidos explicitarão o destino a 
ser dado aos componentes do ativo e do passivo, bem como à documentação referente às 
gestões do respectivo patrimônio. 
TÍTULO II 
DOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO 
CAPÍTULO I 
DAS GENERALIDADES 
Art. 38. Os Agentes da Administração são assim denominados: 
I - Agente Diretor; 
II - Ordenador de Despesas; 
44/135 RCA 12-1/2020 
 
III - Agente de Controle Interno; 
IV - Agente Executor (ou Gestor); 
V - Agente Auxiliar; e 
VI - Qualquer pessoa física a que setenha atribuído competência para exercer 
atividade administrativa de acordo com a legislação em vigor. 
§ 1º As competências dos Agentes da Administração, mencionadas nos incisos 
I a III poderão ser delegadas, no todo ou em parte, de acordo com o previsto neste 
Regulamento. 
§ 2º Os Agentes da Administração, mencionados nos incisos I a III, não 
poderão exercer, cumulativamente, as respectivas funções, mesmo que transitoriamente 
(Agente Diretor e Agente de Controle Interno, Ordenador de Despesas e Agente de Controle 
Interno ou Agente Diretor/Ordenador de Despesas e Agente de Controle Interno), ressalvando-
se o caso de o Agente Diretor, que poderá ou não, acumular a função de Ordenador de 
Despesas. 
§ 3º É vedada a designação para o exercício de cargos, encargos ou funções 
dos incisos I, II e III, deste artigo, inclusive em comissão, de indivíduos que tenham sido, nos 
últimos cinco anos: 
I - responsáveis por atos julgados irregulares por decisão definitiva do Tribunal 
de Contas da União (TCU), do Tribunal de Contas de Estado (TCE), do Distrito Federal 
(TCDF) ou de Município, ou ainda, por Conselho de Contas de Município; 
II - punidas, em decisão da qual não caiba recurso administrativo, em processo 
disciplinar por ato lesivo ao patrimônio público de qualquer esfera de governo; e 
III - condenadas em processo criminal por prática de crimes contra a 
Administração Pública, capitulados no Código Penal Brasileiro (CP) e em normativos que 
tratam da matéria. 
§ 4º As vedações estabelecidas no parágrafo anterior aplicam-se, também, às 
designações para cargos, inclusive em comissão, que impliquem gestão de dotações 
orçamentárias, de recursos financeiros ou de patrimônio, bem como para as nomeações como 
membros de comissões de licitações, pregoeiros, equipes de apoio, chefes, adjuntos ou 
gestores de setores da área de licitações, contratos ou convênios. 
Art. 39. A composição de Agentes da Administração de uma UG (UG EXEC, 
UG CRED ou UG EXEC PAT) é estabelecida em decorrência de sua missão e das suas 
atribuições, encargos, competências, responsabilidades e necessidades, definidas em 
Regulamento e no Regimento Interno. 
Art. 40. A composição básica de uma UG EXEC, no COMAER, compreende 
os seguintes Agentes da Administração: 
I - Agente Diretor; 
II - Ordenador de Despesas; 
III - Agente de Controle Interno; 
IV - Gestor de Finanças; 
V - Gestor de Licitações; 
VI - Gestor de Bens Móveis Permanentes; e 
VII - Gestor de Pessoal ou de Recursos Humanos. 
§ 1º As competências dos Agentes da Administração referenciados nos incisos 
I a III poderão ser delegadas, no todo ou em parte, de acordo com o previsto neste 
Regulamento. 
RCA 12-1/2020 45/135 
 
§ 2º Os Agentes da Administração, mencionados nos incisos I a III, não 
poderão exercer, cumulativamente, as respectivas funções, mesmo que transitoriamente 
(Agente Diretor e Agente de Controle Interno, Ordenador de Despesas e Agente de Controle 
Interno ou Agente Diretor/Ordenador de Despesas e Agente de Controle Interno), ressalvando-
se o caso de o Agente Diretor, que poderá ou não, acumular a função de Ordenador de 
Despesas. 
§ 3º Quando a UG EXEC tiver a atribuição de ser UG de Apoio, deverá 
consolidar e lançar o Plano Anual de Contratações das UG CRED e da própria UG EXEC, 
contendo todos os itens que a UG CRED pretende contratar no exercício subsequente. 
§ 4º O planejamento de procedimento licitatório deverá ser anual e divulgado, 
tempestivamente, às UG apoiadas para o ajuste do respectivo Programa de Trabalho Anual. 
§ 5º A critério do titular da UG EXEC, outros gestores poderão ser instituídos 
conforme o disposto neste Regulamento, consoante necessidades e demandas existentes, desde 
que haja compatibilidade com o Regulamento e o Regimento Interno aprovados. 
Art. 41. A composição básica de uma UG CRED, no COMAER, compreende 
os seguintes Agentes da Administração: 
I - Agente Diretor; 
II - Ordenador de Despesas; 
III - Agente de Controle Interno; 
IV - Gestor de Bens Móveis Permanentes; e 
V - Gestor de Pessoal ou de Recursos Humanos. 
§ 1º As competências dos Agentes da Administração mencionados nos incisos 
I a III poderão ser delegadas, no todo ou em parte, de acordo com o previsto neste 
Regulamento. 
§ 2º Os Agentes da Administração, mencionados nos incisos I a III, não 
poderão exercer, cumulativamente, as respectivas funções, mesmo que transitoriamente 
(Agente Diretor e Agente de Controle Interno, Ordenador de Despesas e Agente de Controle 
Interno ou Agente Diretor/Ordenador de Despesas e Agente de Controle Interno), ressalvando-
se o caso de o Agente Diretor, que poderá ou não, acumular a função de Ordenador de 
Despesas. 
§ 3º A UG apoiada deverá dispor de um Agente de Controle Interno, com uma 
estrutura de suporte adequada ao exercício das atribuições previstas no Regimento Interno. 
§ 4º O Agente Diretor da UG apoiada, ao designar o Agente de Controle 
Interno, poderá delimitar as atribuições previstas neste Regulamento, em face do porte e da 
demanda das atividades desenvolvidas por sua UG e do suporte prestado pela UG de Apoio. 
§ 5º A Administração da UG apoiada detém plena autonomia para deliberar 
sobre atos de sua gestão, competência e responsabilidade funcional, cabendo-lhe, 
exclusivamente, dentre outros tantos aspectos: 
a) o planejamento das suas atividades; 
b) a gestão dos seus negócios; 
c) a execução e o controle do Plano de Ação, do Plano Setorial, do Plano de 
Obras, dentre outros; 
d) o gerenciamento e a utilização dos recursos alocados de toda ordem, 
inclusive de pessoal; 
e) a determinação da realização dos dispêndios necessários; e 
f) a solicitação de bens ou serviços para a sua manutenção. 
§ 6º A UG apoiada deverá adequar seu Programa de Trabalho Anual ao 
planejamento dos procedimentos licitatórios estabelecido pela UG de Apoio. A 
46/135 RCA 12-1/2020 
 
responsabilidade pela execução orçamentária, financeira e patrimonial das UG apoiadas, 
também estará compreendida em todos os registros a serem lançados no SIAFI. A 
responsabilidade pela veracidade das informações prestadas para lançamento no SIAFI cabe à 
UG apoiada que solicitar a operação. 
§ 7º A critério do titular da UG apoiada, outros gestores poderão ser instituídos 
conforme o disposto neste Regulamento, consoante as necessidades e demandas existentes, 
desde que haja compatibilidade com o Regulamento e o Regimento Interno aprovados. 
Art. 42. A composição básica de uma UG EXEC PAT, no COMAER, 
compreende os seguintes Agentes da Administração: 
I - Agente Diretor; 
II - Ordenador de Despesas; 
III - Agente de Controle Interno; e 
IV - Gestor Patrimonial de Bens Imóveis. 
Art. 43. Ao Agente da Administração incumbe: 
I - conhecer as particularidades relativas aos serviços administrativos, de forma 
a poder exercer, com transparência, esmero, economicidade, eficiência e eficácia, as 
atribuições e encargos que lhe são afetos; 
II - zelar pela observância das prescrições do presente Regulamento e das 
disposições aplicáveis em seu campo de ação; 
III - tomar a iniciativa de resolver os casos não previstos, quando a solução não 
depender de outra autoridade, em conformidade com a legislação vigente; 
IV - levar, de maneira formal, ao conhecimento da autoridade imediatamente 
superior ato ou fato administrativo que possa ou venha causar ou tenha causado dano ao 
erário, bem como as demais irregularidades de que tiver ciência, sob pena de responsabilidade 
solidária; 
V - observar as responsabilidades funcionais previstas neste Regulamento; 
VI - proceder ao mapeamento dos processos sob sua responsabilidade e a sua 
revisão periódica, identificando e descrevendo as atividades que os compõem, bem como as 
tarefas e procedimentos necessários a sua realização; 
VII - realizar a gestão dos processos sob sua responsabilidade de modo a 
alcançar os objetivos estabelecidos no planejamento vigente; 
VIII - identificar os riscos aos quais os processos, sob sua responsabilidade,encontram-se sujeitos, proceder a sua avaliação por meio da análise da probabilidade de 
ocorrência e do impacto potencial de eventos futuros incertos e realizar o monitoramento 
sistemático de cada risco identificado, visando mitigar ou reduzir os eventuais danos ou 
possíveis inconsistências; 
IX - estabelecer os controles internos administrativos, necessários e suficientes, 
para o acompanhamento e mensuração da evolução dos processos, sob sua responsabilidade, 
frente ao planejamento estabelecido, de modo a proporcionar uma garantia razoável do 
alcance dos objetivos organizacionais; 
X - propor as alterações ou atualizações, das instruções e ou normas de serviço 
internas, que julgar necessárias ao correto desempenho de suas atribuições e ou encargos; e 
XI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 44. A sequência de substituições para assumir cargos ou responder por 
RCA 12-1/2020 47/135 
 
encargos ou funções deverá respeitar a precedência e a qualificação exigidas para o exercício 
cargo ou do encargo/comissão ou função, conforme o previsto em lei, neste Regulamento ou 
norma específica. 
§ 1º Quando houver a possibilidade de um Agente da Administração ficar sob 
a subordinação de outro de menor grau hierárquico ou de nível inferior, em virtude de o 
primeiro não possuir as qualificações exigidas para o exercício do cargo ou desempenho das 
funções ou encargos, o Agente Diretor deverá providenciar, antecipadamente, a substituição 
do Agente da Administração não qualificado, a fim de se evitar tal ocorrência, ainda que em 
caráter eventual ou precário. 
§ 2º Sempre que possível ou a cada período determinado, caso o Agente 
Diretor entenda como oportuno e conveniente (recomendável), poderá promover o rodízio 
funcional dos Gestores e demais Agentes, incluindo os Auxiliares, da OM, visando 
proporcionar-lhes vivência e adquirir a experiência necessária nas diferentes áreas 
administrativas, evitando-se a possibilidade da ocorrência de vícios comuns ou desmotivação 
ao exercício prolongado de um mesmo cargo, encargo ou função, comissão, prejudicando o 
rendimento, a eficácia e a efetividade das atribuições previstas. 
§ 3º A Administração promoverá a atualização profissional periódica dos 
Agentes da Administração por intermédio de cursos ou estágios, capacitando-os ao exercício 
pleno das atividades, internamente ou por meio de outras parcerias. 
Art. 45. Nas UG em que se verificar a necessidade eventual de acúmulo de 
cargos, encargos ou funções, deverá ser evitado que um mesmo Agente ou Gestor seja 
executante e controlador de seus próprios atos, ou assuma atribuições que encerrem, 
simultaneamente, aquisições, recebimentos e pagamentos, contrariando o Princípio de 
Segregação de Funções. 
CAPÍTULO II 
DAS COMPETÊNCIAS 
Seção I 
Do Agente Diretor 
Art. 46. O Agente Diretor, responsável pelo planejamento, organização, 
direção e controle das atividades administrativas da Unidade Gestora, deverá adotar todas as 
providências de caráter administrativo necessárias ao desempenho de suas atribuições legais e 
ao cumprimento de sua missão institucional, de acordo com a legislação vigente e as 
determinações emanadas das autoridades competentes. 
§ 1º Quanto à administração em geral, dentre outras atribuições, ao Agente 
Diretor incumbe: 
I - comunicar às instituições financeiras e aos estabelecimentos bancários, com 
os quais a UG mantém relacionamento institucional e conta corrente, as substituições dos 
Agentes da Administração e Gestores que tratam e autorizam demandas financeiras e 
movimentação de recursos financeiros; 
II - estabelecer diretrizes, normas, ordens, orientações e instruções para a boa 
execução dos serviços técnico-administrativo-operacionais da UG; 
III - definir em normativos específicos as atribuições de seus subordinados, 
quando ainda não estiverem especificadas, mantendo-as atualizadas; 
IV - decidir, no âmbito de suas atribuições, todas as questões administrativas, 
em conformidade com a legislação vigente; 
48/135 RCA 12-1/2020 
 
V - dirigir os trabalhos de elaboração e de gestão da consecução do PTA, de 
acordo com as metas e programas imputados à OM e em consonância com a legislação em 
vigor e as determinações das autoridades superiores; 
VI - designar as comissões e definir os encargos, as atribuições e o período de 
atuação necessários à execução das atividades administrativas específicas da OM, publicando 
em ato próprio, exceto quando se tratar da modalidade de licitação denominada pregão; 
VII - designar Agentes da Administração para, de forma isolada ou em 
comissão específica, acompanhar e fiscalizar a execução de instrumentos contratuais 
(empenhos, contratos, convênios, acordos, ajustes, instrumentos congêneres ou outros) 
firmados pela UG; 
VIII - autorizar as consignações ou determinar, em função de decisão judicial, 
os descontos na remuneração, nos vencimentos e nos proventos do pessoal e na reparação 
econômica dos anistiados (efetivo e vinculado, se for o caso), conforme a legislação e as 
normas pertinentes; 
IX - determinar providências quanto ao recolhimento de importância restituída, 
em decorrência de Sindicância, Inquérito Policial-Militar (IPM), Processo Administrativo 
(PAD), Processo Administrativo de Ressarcimento ao Erário (PARE), Termo Circunstanciado 
Administrativo (TCA) ou Tomada de Contas Especial (TCE), para ressarcimento ao erário, de 
acordo coma legislação vigente; 
X - prestar as informações e os esclarecimentos que forem da sua competência; 
XI - certificar o que for de direito, quando requerido; 
XII - assinar os atestados de sua competência, quando solicitados; 
XIII - publicar, em boletim interno, os atos da competência da Administração 
da UG que gerem, modifiquem ou extingam direitos e obrigações; 
XIV - determinar a elaboração da proposta orçamentária relativa à UG, em 
conformidade com as normas específicas editadas pelo EMAER, e remetê-la, segundo 
cronograma estabelecido, aos órgãos superiores; 
XV - assinar, quando não informatizado, os termos de abertura e de 
encerramento da escrituração de fichas e demais registros do Agente de Controle Interno, 
rubricando, chancelando ou autenticando, por meios mecânicos ou digitais, as folhas, fichas 
ou formulários destinados à escrituração; 
XVI - dirigir os trabalhos de elaboração do Plano Diretor, ou de sua proposta 
de modificação ou revisão, em conformidade com a legislação específica e orientações do 
Órgão Central do Sistema ou Órgão competente, aprovando-o e mantendo-o sempre 
atualizado; 
XVII - dirigir a elaboração, modificação ou revisão do planejamento de sua 
OM objetivando o cumprimento de sua missão, bem como a organização e sistematização das 
ações necessárias à sua implementação e controle; 
XVIII - dirigir o mapeamento dos macroprocessos de gestão, sob a 
responsabilidade de sua OM, e a sua revisão periódica, identificando-os e descrevendo as 
atividades que os compõem, bem como as tarefas e os procedimentos necessários à sua 
efetivação e os agentes responsáveis por sua execução; 
XIX - organizar a gestão dos macroprocessos de gestão de sua OM, de modo a 
alcançar os objetivos organizacionais estabelecidos em seu PTA; 
XX - dirigir os trabalhos de identificação dos riscos aos quais os 
macroprocessos de gestão da OM encontram-se sujeitos, de sua avaliação por meio da análise 
de probabilidade de ocorrência e do impacto potencial, e de seu monitoramento contínuo; 
XXI - dirigir os trabalhos relativos à identificação e implementação dos 
controles administrativos, necessários e suficientes, para o acompanhamento e mensuração da 
RCA 12-1/2020 49/135 
 
evolução dos macroprocessos de gestão de sua OM frente ao respectivo PTA, de modo a 
poder proceder aos devidos ajustes e, assim, obter uma garantia razoável parao alcance dos 
objetivos organizacionais; 
XXII - determinar a realização, pelo setor de Pessoal ou de Recursos Humanos, 
se não houver outro setor específico, anualmente, no mês de aniversário do beneficiário, a 
atualização cadastral dos militares da reserva remunerada, dos reformados e dos pensionistas 
de militares, e dos militares anistiados, de qualquer ordem, vinculados à Unidade para fins de 
pagamento de proventos, de pensões ou de reparação econômica mensal, consoante legislação 
específica vigente; 
XXIII - determinar a realização, pelo setor de Recursos Humanos ou de 
Pessoal, se não houver outro setor específico, anualmente, no mês de aniversário do 
beneficiário, a atualização cadastral dos servidores públicos aposentados ou dos seus 
pensionistas, dos anistiados, de qualquer ordem, vinculados à UG e que recebam vencimentos 
ou pensões ou reparação econômica à conta do Tesouro Nacional, constantes do Sistema 
Integrado de Administração de Recursos Humanos - SIAPE, em conformidade com a 
legislação específica; 
XXIV - designar os gerentes de projetos, definindo as atribuições para o 
desempenho do encargo, caso não existam, de acordo com a programação e planejamento 
estipulado pela Administração; 
XXV - designar, sempre que for necessário ou em função da demanda de apoio 
a outras UG apoiadas, um Gestor de Contratos ou de Convênios, consoante disposições 
contidas neste Regulamento; 
XXVI - poder delegar a outro(s) agente(s) parte de suas atribuições, com 
publicação em boletim interno, titulando as atividades ou os atos que poderão praticar em seu 
nome, respondendo o delegante, também, pelos atos praticados pelo(s) delegado(s), no 
exercício do(s) encargo(s) atribuído(s), exceto se estes forem praticados com dolo ou má-fé, 
apurados em procedimento administrativo pertinente; e 
XXVII - dimensionar a força de trabalho necessária e/ou prioritária, no que 
tange ao macroprocesso de gestão de pessoas, envidando esforços para, junto aos Órgãos 
competentes do COMAER, obter recursos humanos, militares ou servidores civis, com a 
competência necessária para auxiliar seu efetivo no cumprimento da missão de sua 
Organização Militar. 
§ 2º Quanto ao controle do patrimônio, dentre outras atribuições, ao Agente 
Diretor incumbe: 
I - certificar-se, dentro dos primeiros trinta dias de sua gestão, do estado da 
escrituração patrimonial, dos bens patrimoniais móveis permanentes, imóveis, intangíveis e 
culturais da UG e do estado em que se encontram todos os bens em estoque nos diversos tipos 
de almoxarifados, depósitos, armazéns ou correlatos, e participar à autoridade superior acerca 
das irregularidades detectadas, caso sejam encontradas, instaurando o procedimento 
administrativo pertinente para apuração, de acordo com a legislação vigente; 
II - ao tomar conhecimento da existência de um processo de tombamento de um 
bem cultural material, móvel ou imóvel, de OM sob sua jurisdição deverá: 
a) informar imediatamente ao INCAER, por intermédio de documento oficial, 
a notificação emanada do órgão federal, estadual ou municipal que iniciou o processo de 
tombamento do bem; e 
b) conservar a integridade do bem sob processo de tombamento; 
III - com relação a bens culturais já tombados, sob a responsabilidade da OM, o 
Agente Diretor deverá: 
a) preencher a Ficha de Inventário de Bem Cultural Material, constante na 
50/135 RCA 12-1/2020 
 
legislação de suporte, e enviar uma cópia ao INCAER, juntamente com toda a documentação 
disponível relativa ao tombamento do bem cultural; 
b) solicitar à assessoria do INCAER orientações relativas à conservação do 
bem cultural tombado; e 
c) informar ao INCAER a necessidade de executar, quando necessário, 
qualquer serviço de conservação ou restauração no bem cultural. No caso de bem cultural 
imóvel informar também à DIRINFRA; 
IV - analogamente aos bens tombados, deverá tomar as mesmas providências 
sobre os bens custodiados; 
V - fixar os níveis máximo e mínimo de materiais que devam existir em 
depósito, sempre que estes não constituírem atribuição sistêmica ou de autoridade superior; 
VI - declarar, em boletim interno, anualmente e quando tiver que transmitir o 
cargo, o estado em que se encontra a escrituração da UG, baseando-se na escrituração formal 
produzida pelos agentes e gestores da OM; 
VII - autorizar requisições aos órgãos provedores; 
VIII - exigir a publicação em boletim interno e o lançamento imediato no 
sistema informatizado de controle patrimonial de bens do COMAER, a contabilização e a 
autuação em Processo Administrativo de Gestão de toda movimentação dos bens patrimoniais 
móveis permanentes, imóveis e os bens intangíveis; e 
IX - aprovar normas para requisição e o fornecimento de material aos diversos 
setores da UG. 
§ 3º Quanto à responsabilidade, dentre outras atribuições, incumbe 
exclusivamente ao Agente Diretor, salvo quando oficial-general ou oficial superior no 
comando de Unidade, que poderá delegar competência, no todo ou em parte, para o exercício 
das atividades correspondentes à função de Agente Diretor: 
I - proceder à conferência de valores escriturados e existentes, eventualmente, 
em cofre da UG não só por ocasião da Reunião da Administração em que se fizer a Prestação 
de Contas Mensal, mas sempre que julgar necessário ou que a demanda o justifique; 
II - cumprir os procedimentos preconizados pelos Órgãos Centrais de Sistemas 
ou Órgãos competentes quanto ao tratamento da documentação afeta às suas áreas de 
competência, consoante a legislação específica; 
III - responsabilizar o agente que não mantiver a respectiva escrituração em 
ordem e em dia e que não transmitir corretamente os bens patrimoniais e valores, apurando 
em procedimento pertinente a sua conduta; 
IV - comunicar à autoridade imediatamente superior qualquer irregularidade 
administrativa detectada e apontar os responsáveis, sempre que as providências cabíveis não 
sejam de sua alçada sob pena de incorrer em responsabilidade solidária; 
V - propor ao Comandante da OM, quando for o caso, que seja solicitado ao 
titular do ODS da cadeia de subordinação, por meio de expediente circunstanciado, a 
instauração de procedimento de Tomada de Contas Especial (TCE), realizando a classificação 
do grau de sigilo, conforme instrução vigente e informando, também, ao Órgão Central do 
Sistema de Controle Interno da Aeronáutica; 
VI - imputar à União os prejuízos causados por motivo de força maior e de caso 
fortuito comprovados, em processo fundamentado, informando ao ODS da cadeia de comando 
de subordinação e deixando o processo à disposição dos Órgãos de Controle; 
VII - iniciar o processo de imputação de responsabilidade para os prejuízos não 
ressarcidos por militares e servidores públicos, apurados em procedimento administrativo 
pertinente (Sindicância, IPM, PARE, TCA, PAD ou TCE), quando for o caso; 
RCA 12-1/2020 51/135 
 
VIII - assessorar o Comandante na designação e na dispensa dos Agentes da 
Administração da UG para o exercício de cargo, encargo/comissão ou função; 
IX - autorizar a movimentação dos bens patrimoniais móveis permanentes e 
intangíveis, bem como a regularização contábil das transferências patrimoniais efetuadas para 
outras UG, de acordo com as disposições legais, com exceção dos itens de suprimento de 
aviação, os quais serão movimentados segundo disposições próprias; 
X - gerenciar os processos e as atividades relacionados à administração do 
pessoal civil e militar (ativos, inativos, pensionistas e anistiados de qualquer ordem) da OM, 
de responsabilidade do Setor de Pessoal ou de Recursos Humanos, se não houver outro setor 
específico para tal fim; e 
XI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Seção II 
Do Ordenador de Despesas 
Art. 47. Ao Ordenador de Despesas, cujos atos resultam naemissão de 
empenho, autorização de pagamento, concessão de suprimento de fundos ou dispêndio de 
recursos da União, incumbe: 
I - dirigir os trabalhos referentes ao mapeamento dos processos de gestão sob 
sua responsabilidade e a sua revisão periódica; 
II - dirigir os trabalhos referentes ao planejamento, execução e controle dos 
processos sob sua responsabilidade, promovendo as ações necessárias à criação de um ciclo de 
gestão que resulte em sua contínua melhoria; 
III - autorizar, após avaliação da necessidade, a abertura do Processo 
Administrativo de Gestão (PAG) e o início do correspondente procedimento licitatório, 
aprovando o enquadramento legal da ação orçamentária atribuída, até o nível de elemento de 
despesa, visando ao custeio das despesas necessárias ao atendimento dos PAG, dos pedidos de 
aquisição de material ou da contratação de serviços, contidos no Termo de Referência ou no 
Projeto Básico. Quando o Termo de Referência ou o Projeto Básico for de uma UG Apoiada 
estes deverão vir aprovados pelo Ordenador de Despesas da UG Apoiada; 
IV - aprovar o valor das garantias a serem exigidas nos contratos para aquisição 
de bens e a realização de obras e serviços; 
V - aprovar os editais de licitação; 
VI - designar, por meio de portaria e publicação em Boletim Interno, o Agente 
da Administração para exercer a função de pregoeiro e os componentes da equipe de apoio; 
VII - decidir, fundamentadamente, os recursos contra atos do pregoeiro, quando 
este mantiver sua decisão, promovendo, em seguida, a adjudicação e a homologação do 
certame; 
VIII - assinar empenhos, contratos, convênios, acordos, ajustes, termos 
aditivos, instrumentos congêneres, obrigações e quaisquer outros documentos hábeis que os 
substituam, na forma da legislação pertinente; 
IX - determinar a publicação dos atos administrativos, de acordo com a 
legislação vigente; 
X - aprovar os orçamentos de despesas referentes às aquisições de materiais ou 
às execuções de obras ou serviços custeados pela UG, após análise do setor pertinente; 
XI - autorizar, quando requerida e devida, a devolução das garantias 
contratuais, ouvido o Gestor de Contratos ou agente equivalente; 
52/135 RCA 12-1/2020 
 
XII - propor, na ocorrência de qualquer ato que resulte em prejuízo ao erário, 
ao Comandante/Chefe/Diretor/Prefeito, formalmente, após ter dado ciência do fato ao Agente 
Diretor: a) a instauração de procedimento administrativo previsto, para a identificação do(s) 
responsável(eis) e quantificação do(s) dano(s); b) a comunicação ao CENCIAR e ao 
respectivo ODS da cadeia de subordinação, do número do ato administrativo de instauração, 
do motivo determinante, do tipo de procedimento e do prazo para conclusão, de acordo com a 
legislação vigente e os valores de alçada do TCU; e c) aplica-se o disposto neste inciso para a 
falta de apresentação de prestação de contas de recursos de convênios no prazo previsto ou a 
sua não aprovação, em decorrência de motivo que enseje instauração de TCE, conforme 
legislação vigente; 
XIII - estabelecer os critérios para aquisições e alienações, observadas as 
exigências legais; 
XIV - fixar prazos para recolhimentos, pagamentos e prestações de contas 
mensais, quando não estabelecidos; 
XV - assinar, juntamente com o Gestor de Finanças, os documentos para 
movimentação das contas bancárias da UG; 
XVI - conceder suprimentos de fundos, em conformidade com a legislação 
vigente; 
XVII - autorizar o pagamento a pessoal, inclusive por Folha Extraordinária de 
Pessoal (FE), nas situações definidas, conforme normas do Órgão Central do Sistema de 
Pagamento de Pessoal da Aeronáutica ou Órgão competente e legislação vigente; 
XVIII - diligenciar para que os agentes responsáveis pelo lançamento das 
matérias financeiras de pessoal façam a conferência de seus respectivos lançamentos 
realizados no mês com os contracheques, conforme normas estabelecidas pelo Órgão Central 
do Sistema de Pagamento de Pessoal da Aeronáutica ou Órgão competente e legislação em 
vigor; 
XIX - aplicar as penalidades administrativas aos licitantes e aos contratados, 
quando faltosos ou inadimplentes, na forma da legislação em vigor; 
XX - homologar os processos licitatórios da UG e adjudicar os seus respectivos 
objetos, exceção feita à modalidade Pregão, na qual a adjudicação é realizada pelo pregoeiro; 
XXI - aprovar as prestações de contas mensais da UG; 
XXII - aprovar as prestações de contas dos detentores de suprimentos de 
fundos; 
XXIII - diligenciar para que sejam analisadas e aprovadas as prestações de 
contas do recebedor de recursos de convênios e instrumentos congêneres que representarem 
despesas para o COMAER, além de termos de colaboração e termos de fomento, com 
fundamento nos pareceres técnico e financeiro expedidos pelas áreas competentes; 
XXIV - prestar contas ao repassador de recursos de convênios e instrumentos 
congêneres que representarem receitas para o COMAER; 
XXV - elaborar o PTA, quantificando em termos de metas os objetivos anuais a 
serem alcançados pela UG, levando-se em consideração os recursos disponíveis 
(orçamentários, financeiros, materiais humanos, tecnológicos, outros); 
XXVI - determinar o controle dos diversos devedores, apurados nas esferas 
administrativa e judicial, para cobrança em folha de pagamento ou por GRU; 
XXVII - ficar sujeito a processo de Tomada ou Prestação de Contas julgadas 
pelo TCU; 
XXVIII - ser responsável pela gestão dos atos e dos fatos administrativos 
praticados no exercício da função; 
RCA 12-1/2020 53/135 
 
XXIX - poder delegar a outro agente parte de suas atribuições, com publicação 
em boletim interno, titulando as atividades ou os atos que poderá praticar em seu nome, 
respondendo o delegante, também, pelos atos praticados pelo delegado, no exercício do 
encargo atribuído, exceto se estes forem praticados com dolo ou má-fé, apurados em 
procedimento administrativo pertinente; 
XXX - decidir, motivadamente, sobre a instauração de Processo Administrativo 
de Apuração de Irregularidade (PAAI), necessário à apuração de fatos administrativos e à 
correta instrução do devido processo legal, que culmine na aplicação ou não das sanções 
administrativas previstas na Lei; e 
XXXI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
§ 1º O Ordenador de Despesas de UG será o principal responsável pela 
execução orçamentária, financeira, contábil e patrimonial atribuída à sua OM, assinando os 
instrumentos contratuais e demais documentos inerentes à gestão e às atividades da UG. 
§ 2º O(s) Ordenador(es) de Despesa(s) da(s) UG apoiada(s) será(ão) o(s) 
principal(ais) responsável(eis) pela execução atribuída à(s) sua(s) OM, assinando os 
instrumentos contratuais e demais documentos inerentes à gestão e às atividades da(s) UG 
CRED. Deverá(ão) manter estreito relacionamento com a(s) UG de apoio e acompanhar a 
execução orçamentária, financeira e patrimonial de sua(s) Organização(ões) atinente(s) à(s) 
sua(s) esfera(s) de competência. 
Seção III 
Do Agente de Controle Interno 
Art. 48. A atuação do ACI compreende o assessoramento direto ao 
Comandante, ao Agente Diretor e ao Ordenador de Despesas, no sentido de aferir, comprovar, 
à luz da legislação em vigor, a formalidade, a legalidade, a legitimidade, a correção contábil e 
a veracidade dos controles existentes na UG. 
§ 1º No que tange aos processos de responsabilidade compartilhada entre a UG 
EXEC de Apoio, e as UG CRED, UG CONT ou UG EXEC PAT Apoiadas, os encargos e as 
atribuições definidas nesta Seção serão de responsabilidade do Agente de Controle Interno da 
Unidade Gestora responsável pela realização do ato administrativo sobre o qual será exercido 
o controle. 
§ 2º As competências atinentes às UG de Apoio e às UG apoiadas, nos 
processos de responsabilidade compartilhada,deverão ser previamente definidas pelas UG 
envolvidas, em consonância com os normativos em vigor, de modo que fiquem perfeitamente 
definidos os limites de responsabilidade de cada Agente de Controle Interno envolvido no 
processo. 
§ 3º Nas hipóteses em que, após as medidas relacionadas no parágrafo anterior, 
permaneçam divergências ou conflitos quanto à competência para a realização de um ou mais 
atos administrativos, a situação deverá ser submetida à apreciação do EMAER ou do ODS da 
OM apoiada de maior grau hierárquico para, em conjunto com o ODS da UG EXEC de 
Apoio, proceder à definição de competência acerca do(s) procedimento(s) em questão, em 
conformidade com o disposto no art. 39 deste regulamento. 
Art. 49. O ACI, além de aferir, de verificar a formalidade, a legalidade, a 
correção contábil e a consistência dos controles, tem as suas atribuições definidas neste 
Regulamento e complementadas em legislação pertinente. 
54/135 RCA 12-1/2020 
 
§ 1º Quanto à Administração em geral, dentre outras atribuições, ao Agente de 
Controle Interno incumbe: 
I - exigir que os recebimentos de bens e serviços, as liquidações e os 
pagamentos se façam dentro dos prazos legais previstos; 
II - verificar e aferir, nos procedimentos licitatórios, a conformidade com a 
legislação pertinente, contando, se necessário, com o apoio de assessoramento jurídico da OM 
e assessorar o Ordenador de Despesas quanto à legalidade do enquadramento e da utilização 
dos recursos provenientes de uma ação orçamentária, destinados à sua Unidade; 
III - implementar procedimentos administrativos que conduzam a controles 
efetivos, orientando os Agentes da Administração, detentores de suprimento de fundos, 
comissões, inclusive no que concerne aos atos praticados por delegação de competência; 
IV - assessorar diretamente o Comandante, o Agente Diretor e o Ordenador de 
Despesas na tomada de decisões administrativas; 
V - orientar os Agentes da Administração, objetivando maior eficiência e 
eficácia nos procedimentos da UG; 
VI - supervisionar e orientar quanto à abertura dos PAG, no setor de Protocolo 
ou setor específico para tal fim, destinados à movimentação orçamentária, financeira ou 
patrimonial, de concessão de suprimento de fundos, autorizados pelo Ordenador de Despesas, 
exigindo que os diversos setores da UG efetuem a autuação e a indexação dos documentos, 
sob suas responsabilidades, nos respectivos processos; 
VII - orientar todos os setores da UG, a abertura de PAG, junto ao setor de 
Protocolo ou setor específico para tal fim, para: 
a) aquisição de bens e/ou de serviços, com a finalidade de registro e de que 
sejam submetidos à análise e à autorização do Ordenador de Despesas; assim como, também, 
para aqueles que se referem à movimentação patrimonial (alienação, doação, transferência, 
desfazimento, outros); 
b) para as movimentações ou apropriações de ordem creditício-financeira; e, 
c) para quaisquer outros tipos que necessitem registro em forma de processo, 
com a finalidade de que possam ser regular e constantemente consultados e colocados à 
disposição dos Órgãos de Controle; 
VIII - orientar o setor de Protocolo ou setor específico para tal fim quanto à 
autuação e à indexação dos documentos inseridos ou anexados ao PAG e os respectivos 
encaminhamentos, pelos agentes participantes do processo por onde este transitou, 
competindo a conferência final ao Agente de Controle Interno; 
IX - submeter à aprovação do Agente Diretor as normas internas que se fizerem 
necessárias para regular e disciplinar os procedimentos dos diversos setores da UG; 
X - assinar, quando não informatizado, as declarações de abertura e 
encerramento das escriturações de livros, fichas e demais registros dos Agentes e Gestores, 
rubricando, chancelando ou autenticando, por meios mecânicos ou digitais, as folhas, fichas 
ou formulários, conforme a legislação vigente; 
XI - verificar os procedimentos administrativos, de forma a atender aos 
cronogramas estabelecidos pelos órgãos competentes; 
XII - verificar a exatidão das receitas geradas pelos setores internos da UG e 
seus respectivos saldos; todos os recebimentos efetuados pelo Gestor de Finanças, bem como 
o cumprimento dos prazos estabelecidos para o recolhimento, na forma da legislação vigente; 
XIII - propor ao Agente Diretor as alterações ou atualizações que se fizerem 
necessárias no Regimento Interno; 
XIV - diligenciar para que os agentes responsáveis efetuem o registro dos 
dados estatísticos de sua área de atuação, dentro dos prazos previstos, e, ainda, fiscalizar para 
RCA 12-1/2020 55/135 
 
que os setores responsáveis pela apropriação de custos efetuem os lançamentos em 
conformidade com as instruções vigentes; 
XV - providenciar para que ocorra, com a antecedência mínima de quarenta e 
oito horas, a divulgação, em boletim interno, das Reuniões da Administração da(s) UG (de 
Apoio e Apoiadas); 
XVI - convocar, seguindo determinação do Comandante, do Agente Diretor e 
do Ordenador de Despesas da UG para que compareçam à Reunião da Administração, a fim 
de prestarem contas dos recursos, de toda ordem, colocados sob sua responsabilidade: 
a) todos os Agentes da Administração e Gestores responsáveis por bens, 
valores e dinheiros; 
b) os detentores de suprimentos de fundos; 
c) o(s) representante(s) da(s) UG apoiada(s), responsável(eis) pelo 
acompanhamento e pela fiscalização da execução dos seus instrumentos contratuais ou 
instrumentos congêneres pactuados; e 
XVII - convidar os Agentes da Administração ou o(s) representante(s) da(s) 
UG apoiada(s) para participar(em) da Reunião da Administração da UG apoiadora, 
independentemente da realização da Reunião da Administração na(s) UG apoiada(s); 
XVIII - providenciar para que a Ata da Reunião da Administração seja 
transcrita em boletim interno, até o quinto dia útil após a sua realização, observados os prazos 
de remessa aos órgãos competentes; 
XIX - supervisionar, junto ao Gestor de Bens Móveis de Consumo ou 
equivalente, o saldo dos empenhos de restos a pagar não processados a liquidar, assessorando 
o Ordenador de Despesas no sentido de assegurar a plena execução das contratações em curso. 
Os Agentes de Controle Interno das UG CRED deverão acompanhar os saldos de restos a 
pagar junto à sua UG EXEC; 
XX - supervisionar o controle dos instrumentos de medição existentes na OM, 
de modo que estes estejam sempre com a aferição válida realizada por Órgão competente; 
XXI - conferir os PAG antes de sua remessa aos órgãos de assessoramento 
jurídico, quando for o caso; 
XXII - conferir o mapa de competências da OM, elaborado, anualmente, pelo 
Gestor de Pessoal ou de Recursos Humanos, se não houver outro setor específico para tal fim, 
e encaminhá-lo à apreciação do Agente Diretor até o último dia útil do primeiro trimestre de 
cada ano; 
XXIII - supervisionar os indicadores de qualidade que garantam a 
economicidade na gestão administrativa, caso não exista regramento ou setor definido; 
XXIV - supervisionar, sempre que necessário, e mediante escala 
disponibilizada pelo setor de pessoal ou setor específico competente da OM, a designação de 
Fiscais para acompanhar os contratos administrativos pactuados, e que estes recebam 
orientações gerais e, eventualmente específicas, preferencialmente, do setor de licitações e 
contratos ou equivalente, para desenvolver o encargo atribuído; 
XXV - verificar, quando ocorrer convênios ou instrumentos congêneres 
firmados, a aplicação dos recursos despendidos ou recebidos e acompanhar a execução, por 
meio do cumprimento do cronograma físico-financeiro e dos prazos de vigência e prestação 
de contas, assessorado pelo Gestor de Convênios ou por Comissão especialmente designada 
para este fim; 
XXVI - orientar e assessorar o Agente Diretor quanto aos processos e às 
atividades relacionados à administração do pessoal civil e militar (ativos, inativos, 
pensionistas e anistiados de qualquer ordem) da OM, de responsabilidade do Setorde Pessoal 
ou de Recursos Humanos, por meio da conferência dos documentos de prestação de contas de 
56/135 RCA 12-1/2020 
 
pagamento de pessoal dos setores, quando da realização de reunião prévia da prestação de 
contas mensal, do acompanhamento do fechamento do calendário de pagamento de pessoal, 
da realização da conformidade dos itens financeiros no sistema informatizado de pagamento 
de pessoal, da homologação mensal da folha de pagamento do pessoal civil no sistema 
informatizado de pagamento de pessoal civil, e na conferência do pagamento das despesas de 
auxílio-funeral ou da correspondente indenização de despesas, em conformidade com as 
disposições contidas na legislação de suporte e nas orientações específicas oriundas do Órgão 
de Pagamento de Pessoal; e 
XXVII - elaborar e propor ao Ordenador de Despesas, mediante 
assessoramento técnico, um plano de redução dos gastos com serviços públicos, quando não 
houver setor específico na OM, incumbido regimentalmente do encargo (com exceção dos 
serviços que envolvam fornecimento de recursos ambientais), dotado de medidores físicos, 
indicadores de gestão e medidas corretivas, visando alcançar as metas definidas ao início de 
cada exercício financeiro. 
§ 2º Quanto ao controle do patrimônio, dentre outras atribuições, ao Agente de 
Controle Interno incumbe: 
I - diligenciar para que os responsáveis pelo patrimônio da União, sob 
responsabilidade da OM, mantenham condições satisfatórias de uso e de guarda destes bens; 
II - supervisionar a movimentação dos bens patrimoniais no âmbito da UG; 
III - supervisionar o recebimento de bens adquiridos no comércio ou oriundos 
das organizações provedoras; 
IV - supervisionar a execução das obras, as prestações de serviços, os 
instrumentos contratuais efetivados pela UG, certificando-se de que estão sendo cumpridas 
todas as cláusulas pactuadas por intermédio direto ou pela ação dos fiscais designados pela 
Administração; 
V - verificar, nas passagens de cargo e em todas as demais conferências, 
balanços e inventários de bens patrimoniais imóveis, móveis permanentes, móveis de 
consumo de uso duradouro, de consumo e intangíveis a correção dos documentos para 
publicação em boletim interno, em conformidade com a respectiva escrituração analítica 
existente; 
VI - assessorar o Comandante, o Agente Diretor e o Ordenador de Despesas nas 
inspeções e verificações que venham a ser propostas e realizadas; 
VII - assessorar o Agente Diretor quanto aos critérios adequados para a 
nomeação das comissões; e 
VIII - acompanhar a publicação, na íntegra, dos Termos de Transmissão e 
Assunção de Cargo (TTAC), quando das substituições dos Agentes da Administração, 
fazendo constar os bens e os valores apurados nos inventários que deverão constar no 
processo, inclusive nos estoques de almoxarifados em geral (fardamento, víveres, bélico, 
farmácia, material aeronáutico, informática, material de expediente, material de limpeza, 
outros), devidamente cotejados com os registros existentes. 
§ 3º Quanto à responsabilidade, dentre outras atribuições, ao Agente de 
Controle Interno incumbe: 
I - chefiar o setor de controle interno da UG em atendimento às suas 
atribuições, observando o estabelecido nas normas vigentes; 
II - inspecionar a execução das atividades administrativas da UG quanto à 
conformidade com as normas vigentes; 
III - orientar rotineiramente os gestores, as comissões, os fiscais e os demais 
agentes públicos quanto ao posicionamento de controles internos mais adequados para mitigar 
a probabilidade de ocorrência dos riscos, ou o seu impacto sobre os objetivos organizacionais; 
RCA 12-1/2020 57/135 
 
IV - verificar, periodicamente, o estado de conservação e emprego dos bens em 
depósito distribuídos para o serviço ou em uso pelo pessoal, e comunicar ao Agente Diretor e 
ao Ordenador de Despesas qualquer falta ou irregularidade constatada, propondo a instauração 
de procedimento administrativo adequado para apuração, identificação e responsabilização 
do(s) agente(s) envolvido(s); 
V - promover, se não houver um setor específico para tal fim ou sistema 
informatizado, por meio de comissão especificamente designada pela autoridade competente, 
mensalmente e a qualquer tempo, o cotejo e o confronto do efetivo da folha de pagamento de 
pessoal com o real efetivo da UG, incluindo os vinculados e os anistiados, de qualquer ordem, 
se existirem, aferindo a concordância numérica, a identificação por nível hierárquico ou 
categoria funcional, a adequação de cada remuneração à média do respectivo nível, 
promovendo os ajustes que se fizerem necessários e propondo, se for o caso, ao Comandante 
da OM a instauração de procedimento administrativo pertinente para a apuração de 
irregularidades ou inconsistências aferidas pela comissão, de acordo com a legislação vigente; 
VI - comunicar ao Agente Diretor e ao Ordenador de Despesas as 
irregularidades verificadas na esfera da sua atribuição administrativa, propondo, quando for o 
caso, as ações destinadas à apuração dos fatos, à identificação dos responsáveis, à 
quantificação do dano e à obtenção do ressarcimento, como medidas anteriores à instauração 
de Processo Administrativo de Ressarcimento ao Erário (PARE) e de Tomada de Contas 
Especial (TCE); 
VII - supervisionar a utilização e a execução de recursos de toda ordem da UG; 
VIII - supervisionar, exigindo dos agentes responsáveis, o cumprimento dos 
limites das modalidades licitatórias, bem como os processos de dispensa e inexigibilidade de 
licitação, na forma da legislação em vigor; 
IX - verificar o cumprimento da cronologia de pagamento dos dispêndios da 
UG, de acordo com as fontes de recursos do Plano de Ação, pelos agentes responsáveis; 
X - supervisionar as contratações de pessoal autônomo, se houver, para os 
serviços eventuais e o pessoal das empresas prestadoras de serviços terceirizados, à luz da 
legislação; 
XI - verificar, periodicamente, o estado da escrituração, certificando-se da 
confiabilidade dos registros efetuados pelos Agentes e Gestores responsáveis; 
XII - verificar, sistematicamente, a conformidade dos registros de gestão, 
efetuados no SIAFI, com os documentos originais; 
XIII - registrar, no SIAFI, a conformidade da conferência realizada, na forma 
do inciso anterior deste parágrafo, e, quando verificadas incorreções, determinar aos gestores 
responsáveis a realização dos acertos necessários; 
XIV - proceder aos controles necessários à execução de suas atribuições e à 
aferição do desempenho dos Agentes e dos Gestores, mantendo-os em ordem e em dia; 
XV - organizar os diversos arquivos de sua responsabilidade, mantendo-os em 
ordem e em dia; 
XVI - submeter todos os registros e controles de sua gestão à assinatura, rubrica 
ou chancela do Agente Diretor, admitido o uso de meios mecânicos e eletrônicos ou digitais, 
conforme a legislação vigente; 
XVII - assessorar diretamente o Ordenador de Despesas na concessão de 
suprimento de fundos, prazos de aplicação e de prestação de contas, de acordo com a 
legislação vigente; 
XVIII - verificar, à luz da legislação em vigor, a formalidade, a legalidade, a 
correção contábil e a veracidade dos controles existentes; 
58/135 RCA 12-1/2020 
 
XIX - supervisionar o fluxo de receitas e de despesas das diversas fontes de 
recursos da UG; 
XX - assessorar o Agente Diretor, sempre que necessário e quando não houver 
agente designado para tal, quando da elaboração da proposta orçamentária da UG; 
XXI - certificar sobre a exatidão dos documentos correspondentes à 
movimentação de bens patrimoniais e de valores, de toda ordem, a cargo da UG; 
XXII - verificar a documentação relativa a recebimentos de bens adquiridos no 
comércio, fornecidos pelas organizações provedoras ou de obras e de prestação de serviços; 
XXIII - verificar a regularidade dos processos de movimentações patrimoniais 
da UG; 
XXIV - supervisionar o cumprimento dos prazos nas passagens de cargos, 
funções e encargos, em especial daquelesque detêm bens, valores, dinheiros e estoques em 
geral; 
XXV - exigir dos agentes responsáveis que as aquisições de bens e as 
contratações de serviços sejam realizadas de conformidade com a legislação vigente; 
XXVI - supervisionar a conformidade do Extrato de Alterações Financeiras de 
Pessoal (EAFP), publicadas em boletim interno financeiro, com aqueles processados pelo 
setor responsável, certificando-se de que estão em ordem e em dia; 
XXVII - elaborar o calendário administrativo para o acompanhamento e 
fiscalização das atividades administrativas e o controle das obrigações dos diversos setores da 
UG; 
XXVIII - realizar, pelo menos uma vez ao ano e a qualquer tempo, em caráter 
excepcional, visitas de inspeção aos diversos setores da UG, por intermédio de comissão 
especificamente designada, com o objetivo de verificar a manutenção da estrutura funcional 
do setor, conforme o Regimento Interno e de acordo com a legislação em vigor; a manutenção 
de Normas Padrão de Ação (NPA) aprovada pelo Agente Diretor, disciplinando a sistemática 
de seu funcionamento; a disponibilização de todos os controles, documentos, prestação de 
contas e outros, objetivando a correção contábil e a veracidade das informações prestadas. 
Poderá ser realizado, a critério do Agente de Controle Interno e por necessidade da 
Administração, um programa anual de visita de inspeção com a elaboração de um calendário. 
Deverá ser elaborado um Programa de Visita de Inspeção no qual se contemple a verificação 
dos diversos setores em todos os aspectos a serem observados. Deverá ser elaborado o 
Relatório Setorial de respostas que enfatize as medidas propostas de correção das distorções 
encontradas e o Relatório Final que consolida as informações e destinado ao registro do 
resultado dos exames efetuados. O calendário do programa anual de visita de inspeção poderá 
ser alterado, mediante justificativa do ACI ao OD da UG, de modo que a visita em um setor 
possa ocorrer antes da visita em outro setor previamente agendado, porém todos deverão ser 
visitados; 
XXIX - manter atualizado, no SIAFI, ou em outro sistema corporativo que 
venha a substituí-lo, o cadastro dos Agentes da Administração responsáveis por bens, valores 
e dinheiros a cargo da UG; 
XXX - analisar as informações que subsidiam os registros de dados estatísticos, 
conferindo se os lançamentos representam, com exatidão, o volume de produção da atividade 
no período especificado, a fim de garantir a veracidade e a qualidade das informações 
gerenciais de custos; 
XXXI - monitorar os indicadores de desempenho da UG e analisar relatórios 
gerenciais elaborados pelo SISCONTAER, quando não houver na OM um setor específico 
para tal fim, propondo medidas que visem a aperfeiçoar a gestão; 
RCA 12-1/2020 59/135 
 
XXXII - supervisionar a montagem dos balancetes de prestações de contas 
mensal da UG, de acordo com as normas e as exigências legais e orientações emanadas do 
Órgão Central do SISFINAER, SISCONTAER e SISCOMAER; pelo Órgão Central do 
Sistema de Controle Interno; e pelos Órgãos Centrais dos Sistemas ou Órgãos competentes 
afetos; 
XXXIII - supervisionar as atividades desenvolvidas no SIAFI, pelos gestores, 
verificando, inclusive, todas as mensagens expedidas e recebidas; 
XXXIV - verificar e supervisionar, mensalmente, o recolhimento decorrente de 
fatos geradores de tributos ou de contribuições previdenciárias, bem como a prestação de 
informações de interesse do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), visando manter a situação de regularidade junto aos 
órgãos arrecadadores, de acordo com a legislação vigente; 
XXXV - coordenar os trabalhos da comissão de auditoria interna da UG; 
XXXVI - verificar a conformidade dos processos de concessão de suprimento 
de fundos; 
XXXVII - supervisionar as alterações autorizadas na remuneração dos 
militares, nos proventos dos inativos, reformados, pensionistas de militares e na reparação 
econômica dos militares anistiados, de qualquer ordem, e nos vencimentos dos servidores 
públicos civis, aposentados, pensionistas de civis e na reparação econômica dos anistiados 
civis, de qualquer ordem, com base nas matérias constantes nos Extratos de Alterações 
Financeiras de Pessoal (EAFP) da UG de vinculação; 
XXXVIII - supervisionar o pagamento a pessoal por meio de Folha 
Extraordinária, nos casos excepcionais previstos na legislação e autorizados pelo Ordenador 
de Despesas, conforme normas estabelecidas pelo Órgão Central do Sistema de Pagamento de 
Pessoal da Aeronáutica ou Órgão competente; 
XXXIX - supervisionar se os agentes responsáveis pelo lançamento das 
matérias financeiras de pessoal realizam a conferência de seus respectivos lançamentos 
realizados no mês com os contracheques, conforme normas estabelecidas pelo Órgão Central 
do Sistema de Pagamento de Pessoal da Aeronáutica ou Órgão competente e legislação em 
vigor; 
XL - supervisionar a atualização cadastral dos militares, ativos e inativos, e dos 
servidores civis da ativa da UG, consoante orientação específica emanada do Órgão Central 
do Sistema ou Órgãos competentes; 
XLI - supervisionar a atualização cadastral dos servidores civis inativos ou dos 
seus pensionistas, dos anistiados, de qualquer ordem, vinculados à UG, que recebam 
vencimentos ou pensões ou reparação econômica à conta do Tesouro Nacional, constantes do 
Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE); 
XLII - supervisionar as alterações financeiras referentes à remuneração dos 
militares, dos proventos dos militares da reserva remunerada, dos reformados, dos 
pensionistas de militares e da reparação econômica dos militares anistiados, de qualquer 
ordem; bem como dos vencimentos dos servidores civis ativos e inativos, dos seus 
pensionistas e na reparação econômica dos anistiados, de qualquer ordem, vinculados à UG, 
certificando-se de que os dados conferem com as correspondentes publicações em Extrato de 
Alteração Financeiras de Pessoal (EAFP); 
XLIII - supervisionar, em todas as conferências, balanços e inventários de bens 
patrimoniais móveis permanentes, de consumo de uso duradouro e intangíveis, o confronto da 
escrituração sintética centralizada com a analítica; 
XLIV - supervisionar os lançamentos no SIAFI dos valores de depreciação e 
apropriação de custos referentes aos bens patrimoniais móveis permanentes, com base nos 
60/135 RCA 12-1/2020 
 
relatórios de depreciação do sistema informatizado de controle patrimonial de bens do 
COMAER; 
XLV - supervisionar e orientar a correção de eventuais falhas de lançamentos 
no SIAFI relativos às apropriações de custos de pessoal militar ativo, realizados com base nos 
dados existentes no sistema de informações gerenciais de pessoal do COMAER; 
XLVI - supervisionar o controle dos diversos devedores, apurados nas esferas 
administrativa e judicial, para cobrança em folha de pagamento ou por GRU e verificar a 
atualização tempestiva dos cálculos de saldo devedor e das parcelas de juros, conforme cada 
caso, com a utilização do Sistema de Atualização do Débito do TCU e as normas vigentes no 
COMAER; 
XLVII - poder delegar a outro agente parte de suas atribuições, com publicação 
em boletim interno, titulando as atividades ou os atos que poderá praticar em seu nome, 
respondendo o delegante, também, pelos atos praticados pelo delegado, no exercício do 
encargo atribuído, exceto se estes forem praticados com dolo ou má-fé, apurados em 
procedimento administrativo pertinente; 
XLVIII - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XLIX - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Seção IV 
Dos Gestores 
Art. 50. Ao Gestor de Bens Móveis de Consumo, dentre outras atribuições, incumbe: 
§ 1º Quanto à gestão dos bens em estoque, entre outrasatribuições, ao Gestor 
de Bens Móveis de Consumo incumbe: 
I - levantar as necessidades e elaborar tabelas de dotação periódica para a 
distribuição do material de consumo de uso rotineiro aos diversos setores das unidades 
apoiadas e de apoio; 
II - realizar o planejamento para aquisição e distribuição dos materiais em 
estoque com base na tabela de dotação periódica dos diversos setores das unidades apoiadas e 
de apoio, o histórico de consumo, os bens já existentes em estoque e os bens em processo de 
aquisição; 
III - realizar a verificação constante do nível de assertividade da tabela de 
dotação periódica a fim de realizar o aperfeiçoamento da atividade de distribuição e aquisição; 
IV - receber, escriturar, armazenar, distribuir e controlar toda a movimentação 
das peças e itens de fardamento, equipamentos e material de intendência, de acordo com as 
normas estabelecidas; 
V - acompanhar os processos, desde a entrada dos respectivos empenhos no 
setor, até o completo recebimento do material por quem de direito; 
VI - verificar o material a ser recebido, em relação aos documentos existentes, 
convocando, caso seja necessário, a comissão de recebimento de material para avaliar o estado 
em que se encontra, recebendo-o ou informando à autoridade competente os motivos do não 
recebimento; 
VII - assessorar o ACI para que as comissões de recebimento indicadas tenham, 
pelo menos, um membro com conhecimento técnico-especializado do bem/serviço a ser 
recebido; 
VIII - exigir quitação nos documentos de entrega dos bens de sua 
responsabilidade; 
RCA 12-1/2020 61/135 
 
IX - coordenar, controlar e fiscalizar, permanentemente, as atividades de 
recebimento, de armazenagem, de expedição e de inventários dos materiais sob sua 
responsabilidade; 
X - zelar pelos bens sob sua responsabilidade, inclusive observando os prazos 
de validade dos bens em estoque; 
XI - zelar para que o material registrado tenha a especificação correta e 
detalhada, a fim de que seja controlado e identificado; 
XII - submeter os elementos de sua escrituração à autenticação e ao exame do 
Agente de Controle Interno; 
XIII - informar à Assessoria de Riscos Contratuais ou setor específico 
competente, mensalmente ou quando necessário, o desempenho dos diversos fornecedores na 
entrega de bens, para registro nas respectivas fichas cadastrais; 
XIV - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XV - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XVI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
§ 2º Quanto à execução contábil orçamentária e patrimonial, entre outras 
atribuições, ao Gestor de Bens Móveis de Consumo incumbe: 
I - verificar se o registro da movimentação de bens de consumo e da liquidação 
da despesa (se não houver outro agente designado para tal fim), no SIAFI, ocorreu de acordo 
com a legislação em vigor e com base na documentação apresentada, certificando-se, 
preliminarmente, de que o material foi recebido por quem de direito; 
II - autuar e indexar, nos processos administrativos de gestão, os documentos 
de sua competência; 
III - elaborar os balancetes, balanços e inventários dos bens patrimoniais de sua 
responsabilidade, coordenando e consolidando os demonstrativos de todos os almoxarifados, 
depósitos e reservas, sob a responsabilidade de outros gestores, objetivando o registro no 
SIAFI, mantendo arquivo mensal dos documentos comprobatórios das variações patrimoniais 
registradas, consoante legislação vigente; 
IV - providenciar para que a escrituração dos materiais adquiridos, recebidos 
por transferência ou doação e distribuídos, seja registrada adequadamente no sistema 
informatizado de controle patrimonial de bens do COMAER; 
V - encaminhar para o Setor de Registro as notas de empenho, notas fiscais e 
guias de fornecimento de bens patrimoniais móveis permanentes e de consumo de uso 
duradouro adquiridos no comércio ou recebidos dos órgãos provedores, para fins de registro 
no patrimônio da UG; 
VI - encaminhar, mensalmente ou quando determinado, ao Setor de controle 
interno da UG, demonstrativo sintético contendo os documentos que deram origem às 
modificações dos bens patrimoniais de sua responsabilidade, acompanhados dos documentos 
emitidos pelo SIAFI, demonstrando o saldo anterior, os acréscimos, os decréscimos e o saldo 
atualizado; 
VII - centralizar, se não houver outro setor específico designado, a confecção 
dos Pedidos de Aquisição de Material relativos às necessidades de material, de acordo com o 
previsto nas instruções específicas; e 
VIII - supervisionar o acompanhamento do saldo dos empenhos de restos a 
pagar não processados a liquidar, referentes ao recebimento de bens móveis, assessorando o 
Ordenador de Despesas no sentido de assegurar a plena execução das contratações em curso. 
62/135 RCA 12-1/2020 
 
§ 3º Nos casos em que o estoque funcione como elo de um sistema 
especializado, a administração poderá designar gestores de bens em estoque específicos tais 
como: gestor de material aeronáutico, bélico, farmacológico, de serviços gerais, de material de 
intendência, de subsistência, de combustíveis, entre outros. 
Art. 51. Ao Gestor de Finanças, dentre outras atribuições, incumbe: 
I - contabilizar os recursos financeiros a cargo da UG, executando a sua 
escrituração de acordo com as normas em vigor, providenciando as Prestações de Contas 
Mensais (PCM) da UG; 
II - manter atualizada a escrituração das garantias contratuais recebidas, 
inclusive, nas contas contábeis próprias do SIAFI, conforme estabelecido na legislação 
pertinente, informando ao gestor responsável ou fiscal designado, com antecedência mínima 
de 60 (sessenta) dias, sobre o vencimento daquelas; 
III - dar quitação a todos os valores, previstos na legislação em vigor, que lhe 
forem entregues; 
IV - propor medidas para que valores recebidos como numerário recebido, com 
destino à Conta Única do Tesouro Nacional, em favor da correspondente UG, sejam 
recolhidos no prazo máximo de dois dias úteis, por meio de Guia de Recolhimento da União 
(GRU), ou de acordo com a orientação do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente; 
V - efetuar os pagamentos nos prazos estabelecidos na legislação pertinente, 
contados a partir da liquidação das despesas, observada a ordem cronológica dos mesmos, de 
acordo com as fontes de recursos do Plano de Ação; 
VI - preparar os documentos necessários ao cotejamento mensal da folha de 
pagamento; 
VII - consultar, se não for competência do Setor de Recursos Humanos ou se 
não houver outro setor específico para tal fim, as fichas financeiras ou registros de ordem 
financeira ou documentos equivalentes, de todo o efetivo, disponibilizadas pelos sistemas 
informatizados existentes, em meio digital; 
VIII - exigir, se não for competência do Setor de Recursos Humanos ou se não 
houver outro setor específico para tal fim, dos agentes responsáveis pelo lançamento das 
matérias financeiras de pessoal que façam a conferência de seus respectivos lançamentos 
realizados no mês com os contracheques, tão logo sejam disponibilizados para consulta em 
mídia, adotando todas as medidas necessárias para garantir o crédito na conta do valor correto 
a ser recebido pelos militares e civis da UG, no caso de recebimento a menor, bem como para 
resguardar o erário, nos casos de pagamento indevido, ou a maior, conforme normas 
estabelecidas pelo Órgão Central do Sistema de Pagamento de Pessoal da Aeronáutica ou 
Órgão competente e legislação em vigor; 
IX - manter o registro dos valores correspondentes aos processos de suprimento 
de fundos; 
X - efetuar o pagamento dos suprimentos de fundos aos respectivos detentores, 
de acordo com as normas em vigor e com os atos de concessões, mantendo o controle dos 
valores pagos em espécie, para os casos previstosem legislação; 
XI - remeter, tempestivamente, se não for competência do Setor de Recursos 
Humanos ou se não houver outro setor específico para tal fim, os processos de pensão 
alimentícia, referentes aos militares, servidores civis, anistiados de qualquer ordem, bem 
como dos respectivos pensionistas, que foram transferidos para outra Unidade, por motivo de 
transferência ou de reserva ou aposentadoria ou mudança de vinculação, visando não retardar 
o pagamento à(ao) alimentada(o), em caso, inclusive, da necessidade de reajuste do valor da 
pensão; 
RCA 12-1/2020 63/135 
 
XII - registrar a Proposta de Programação Financeira (PPF) da Unidade, de 
acordo com as normas estabelecidas pelo Órgão Central do SISFINAER, zelando para que os 
pagamentos sejam efetuados dentro dos prazos e para que não haja a manutenção de saldos de 
recursos financeiros ociosos na Unidade; 
XIII - efetuar, se não for competência do Setor de Recursos Humanos ou se não 
existir setor específico para tal fim, o pagamento a pessoal por meio de Folha Extraordinária, 
nos casos excepcionais previstos na legislação e autorizados pelo Ordenador de Despesas, 
conforme normas estabelecidas pelo Órgão Central do Sistema de Pagamento de Pessoal da 
Aeronáutica ou Órgão competente; 
XIV - manter, sob forma de processo, o controle dos diversos devedores, 
apurados nas esferas administrativa e judicial, para cobrança em folha de pagamento ou por 
GRU; procedendo à atualização tempestiva dos cálculos de saldo devedor e das parcelas de 
juros, conforme cada caso, com a utilização do Sistema de Atualização do Débito do TCU e 
normas vigentes no COMAER; 
XV - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os 
documentos de sua competência; 
XVI - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XVII - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XVIII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Parágrafo único. O Ordenador de Despesas deverá diligenciar para que todos 
os setores da OM, que detenham informações sobre o recebimento de materiais e serviços a 
serem pagos, participem do processo da programação financeira, de modo a evitar 
insuficiência de caixa ou sobra de recursos. O registro da Proposta de Programação Financeira 
(PPF) é atribuição do Gestor de Finanças. 
Art. 52. Ao Gestor de Licitações, dentre outras atribuições, incumbe: 
I - constituir os processos licitatórios realizados na UG (UG EXEC e UG 
CRED); 
II - acompanhar o cadastro de fornecedores, se não houver outro setor 
específico para tal fim, de acordo com as qualificações e em função da natureza e do vulto dos 
fornecimentos, das obras e dos serviços, em consonância com a legislação em vigor, bem 
como o registro de suas atuações no cumprimento dos compromissos assumidos, propondo a 
aplicação das penalidades previstas, no caso de descumprimento das obrigações contratuais, 
conforme legislação vigente: 
a) comunicar formalmente o fato à fiscalização, ao tomar conhecimento de 
descumprimento de obrigação contratual ou de inadimplemento, que por sua vez, o 
comunicará ao Ordenador de Despesas (titular ou delegado) da UG; 
III - elaborar e submeter todas as minutas de editais e termos ou instrumentos 
contratuais, congêneres e afins ou correlatos elaborados pelas UG para serem previamente 
examinados e aprovados, sob o aspecto legal, nos termos da legislação vigente, pelas 
Consultorias Jurídicas da União (CJU) do Estado em que sediada(s) a(s) UG assessorada(s) ou 
pela Consultoria Jurídica Adjunta do Comando da Aeronáutica (COJAER), para as UG 
localizadas em Brasília-DF; 
IV - propor, sempre que necessário, a designação de Comissão de Licitação; 
V - processar as publicações solicitadas pelas comissões de licitações e pelos 
pregoeiros na imprensa oficial e nos jornais de grande circulação, quando for o caso, se não 
houver outro setor específico para tal fim; 
64/135 RCA 12-1/2020 
 
VI - orientar as comissões designadas para habilitação em registro cadastral de 
fornecedores e de licitações, bem como os pregoeiros, a fim de que procedam à autuação, nos 
processos, de todos os documentos relativos à fase de licitação; 
VII - manter, de forma sistemática ou em processo digital, arquivo cronológico 
dos extratos dos contratos, convênios (se não houver gestor ou setor específico), acordos, 
ajustes, cartas-contrato e respectivos termos aditivos; 
VIII - utilizar modelo de instrumento convocatório que instrua os licitantes 
quanto ao correto preenchimento da proposta; 
IX - manter o controle sobre os processos licitatórios; 
X - exigir dos requisitantes que as especificações de materiais, bens e serviços 
que constarão das notas de empenho sejam efetuadas de maneira clara, completa e detalhada; 
XI - elaborar documentação relativa aos contratos e convênios, conforme 
previsto na legislação vigente, se não houver outro setor específico para tal fim; 
XII - propor um calendário de licitações, em conformidade com PTA aprovado, 
e submetê-lo à apreciação do Ordenador de Despesas para aprovação e posterior divulgação às 
UG (Executoras, Credoras e de Controle); 
XIII - solicitar ao Comandante da UG, quando necessário, em função do porte, 
ou da demanda, ou do volume de atividades desenvolvidas pela OM nestes tipos de 
instrumentos (contratos e convênios e afins ou correlatos), a designação de um Gestor de 
Contratos e/ou de Convênios ou de comissão específica, para o desenvolvimento dos 
instrumentos e auxílio ao Gestor de Licitações, consoante disposições contidas neste 
Regulamento e em normativos vigentes; 
Parágrafo único. No caso de não ser designado gestor ou setor específico, 
conforme disposto no inciso anterior, e com vistas à racionalização da atividade 
administrativa e ao controle dos atos de gestão, as atribuições decorrentes da atividade destes 
agentes (contratos e convênios) poderão, a critério do Comandante, serem acometidas ao 
Gestor de Licitações. 
XIV - informar, se for necessário ou demandado, aos licitantes proponentes 
quanto ao aspecto legal do enquadramento e da utilização dos recursos provenientes de ação 
orçamentária, destinados aos processos licitatórios efetuados pela UG; 
XV - assessorar o Ordenador de Despesas quanto à escolha da modalidade de 
licitação a ser utilizada nos processos de aquisição e/ou contratação de bens ou serviços; 
XVI - emitir parecer sobre a viabilidade, aplicabilidade e economicidade dos 
processos de adesão às Atas de Registro de Preços, após análise de Parecer Jurídico e demais 
peças do processo a ser aderido; 
XVII - propor, sempre que necessário, a designação de Fiscais para 
acompanhar os contratos administrativos pactuados, caso não exista regramento já definido; 
XVIII - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os 
documentos de sua competência; 
XIX - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XX - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XXI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 53. Ao Gestor de Convênios, quando designado, dentre outras atribuições, 
incumbe: 
§ 1º Quanto aos convênios e instrumentos congêneres, inclusive termos de 
parceria, contratos de gestão, termos de colaboração e termos de fomento celebrados no 
RCA 12-1/2020 65/135 
 
âmbito da UG, se não houver outro setor específico para tal fim: 
I - constituir, de forma particularizada, os processos de convênios, termos de 
execução descentralizada, termos de parceria, contratos de gestão, demais instrumentos 
congêneres a convênios, termos de colaboração e termos de fomento celebrados na UG, 
incluindo o respectivo chamamento públicoou concurso de projetos, quando for o caso; 
II - propor, sempre que necessário, a designação de comissão especial para 
determinado instrumento a ser celebrado, chamamento público ou concurso de projetos; 
III - processar as publicações necessárias aos processos de convênios, termos 
de execução descentralizada, termos de parceria, contratos de gestão, demais instrumentos 
congêneres a convênios, termos de colaboração e termos de fomento na imprensa oficial, 
quando for o caso; 
IV - orientar as comissões designadas para instrumentos determinados, a fim de 
que procedam à autuação, nos processos, de todos os documentos relativos à fase de 
chamamento público ou concurso de projetos, quando for o caso; 
V - manter, de forma sistemática ou em processo digital, arquivo cronológico 
dos extratos dos convênios, termos de execução descentralizada, termos de parceria, contratos 
de gestão, demais instrumentos congêneres a convênios, termos de colaboração e termos de 
fomento e respectivos termos aditivos; 
VI - utilizar, em chamamento público ou concurso de projetos, modelo de 
instrumento convocatório que instrua os proponentes quanto ao correto preenchimento da 
proposta; 
VII - diligenciar para que as especificações de materiais ou serviços constem 
das notas de empenho de maneira clara, completa e detalhada; 
VIII - elaborar documentação relativa aos convênios, termos de execução 
descentralizada, termos de parceria, contratos de gestão, protocolos de intenções, demais 
instrumentos congêneres a convênios, termos de colaboração, termos de fomento e afins ou 
correlatos, conforme previsto na legislação pertinente; 
IX - registrar em sistema governamental os eventos próprios do setor; 
X - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os documentos 
de sua competência; 
XI - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XII - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XIII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
§ 2º Quanto aos convênios e instrumentos congêneres, inclusive termos de 
parceria, contratos de gestão, termos de colaboração e termos de fomento, celebrados no 
âmbito de ODS cuja responsabilidade pela execução do objeto recaia sobre UG subordinadas, 
se não houver outro setor específico para tal fim, o ODS coordenará e poderá designar um 
Gestor de Convênios ou comissão especial, centralizado no ODS ou em UG definida, a fim de 
assessorá-lo quanto às principais ocorrências no planejamento e nas fases de execução e de 
prestação de contas do instrumento, em consonância com procedimentos estabelecidos em 
Norma Padrão de Ação (NPA) ou equivalente ou orientações vigentes. 
§ 3º Quanto aos convênios e instrumentos congêneres, inclusive termos de 
parceria, contratos de gestão, termos de colaboração e termos de fomento, celebrados no 
âmbito do COMAER, cuja responsabilidade pela execução do objeto recaia sobre UG 
subordinadas a mais de um ODS, se não houver outro setor específico para tal fim, o EMAER 
coordenará as ações e poderá delegar a um ODS ou aos ODS envolvidos a supervisão e o 
encargo de designarem um Gestor de Convênios ou comissão especial, centralizada em um 
66/135 RCA 12-1/2020 
 
dos ODS ou em UG definida, de comum acordo, a fim de assessorá-los quanto às principais 
ocorrências no planejamento e nas fases de execução e de prestação de contas do instrumento, 
em consonância com procedimentos estabelecidos em Norma Padrão de Ação (NPA) ou 
equivalente ou orientações vigentes. 
§ 4º Em caso de não ter sido designado gestor ou setor específico para este tipo 
de gerenciamento e com vistas à racionalização da atividade administrativa e ao controle dos 
atos de gestão, as atribuições elencadas neste artigo poderão, a critério do Comandante, ser 
acometidas ao Gestor de Licitações ou Gestor de Licitações e Contratos, devendo, entretanto, 
restringirem-se aos casos em que o volume de atividades desenvolvidas pela UG, nestes tipos 
de instrumentos, pelo seu porte e demanda, assim o justifiquem. 
§ 5º Cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 54. Ao Gestor Patrimonial de Bens Imóveis, dentre outras atribuições, 
incumbe: 
I - registrar e acompanhar, nos sistemas estruturadores, as alterações do 
patrimônio imóvel, inclusive na forma digital; 
II - manter atualizados os cadastros dos terrenos e das benfeitorias, inclusive na 
forma digital; 
III - manter atualizada a cartografia de sua área de responsabilidade, inclusive 
na forma digital; 
IV - manter, em arquivo compatível, todas as especificações, plantas e 
desenhos atualizados, referentes a cada benfeitoria do patrimônio imóvel, inclusive na forma 
digital; 
V - identificar, nas plantas gerais, todas as benfeitorias, com a numeração do 
cadastro; 
VI - certificar, acompanhando, as avaliações e as reavaliações previstas que se 
realizem por meio de comissão, na forma da legislação em vigor; 
VII - manter arquivo mensal dos registros no SIAFI, de modo a comprovar as 
variações ocorridas no patrimônio; 
VIII - submeter todos os seus controles à conferência do Agente de Controle 
Interno; 
IX - comunicar, nos prazos previstos, aos Órgãos Regional e Central do 
Sistema de Patrimônio da Aeronáutica (SISPAT) ou Órgão competente todas as modificações 
e alterações ocorridas ou apuradas; 
X - providenciar para que sejam transcritos, em boletim, conforme legislação 
vigente, os Termos de Passagem e Recebimento de Bens Patrimoniais Imóveis acompanhados 
da documentação de suporte; 
XI - acompanhar o processo de legalização e regularização dos bens imóveis de 
interesse da UG; 
XII - iniciar as demolições necessárias somente após o cumprimento das 
exigências regulamentares; 
XIII - acompanhar, junto à fiscalização de obras e serviços de engenharia, todo 
o cronograma dos contratos, recebendo, inclusive, cópias certificadas de todas as medições, 
inclusive na forma digital, visando atualizar a pasta patrimonial de cada imóvel; 
XIV - providenciar para que sejam publicadas, em boletim, com a finalidade de 
incorporação patrimonial, todas as obras e serviços de engenharia realizados nos imóveis; 
RCA 12-1/2020 67/135 
 
XV - atualizar, no SPIUNET ou em outro sistema corporativo que venha a 
substituí-lo, as incorporações, as transferências ou as baixas, confrontando, mensalmente ou 
quando necessário, os valores daquele sistema com os constantes do SIAFI e providenciando a 
correção de eventuais discrepâncias detectadas; 
XVI - manter arquivo mensal dos documentos comprobatórios das alterações 
ou variações do patrimônio de sua gestão, inclusive na forma digital; 
XVII - acompanhar e racionalizar o consumo dos serviços públicos, bem como 
certificar o recebimento das faturas emitidas pelas concessionárias, quando esta ação lhe 
competir, ressalvando-se o que for pertinente ao setor de Telecomunicações ou equivalente, 
quando a UG dispuser de Agente ou Gestor específico; 
XVIII - assessorar o Agente de Controle Interno quanto aos critérios adequados 
para a nomeação das comissões inerentes aos bens patrimoniais imóveis, propondo a 
indicação de membros para a sua constituição; 
XIX - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os 
documentos de sua competência; 
XX - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XXI - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XXII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 55. Ao Gestor de Bens Imóveis Residenciais,dentre outras atribuições, 
incumbe: 
I - verificar o estado e a utilização dos imóveis cedidos a outros órgãos, ao 
pessoal da Aeronáutica ou a terceiros, na forma da legislação pertinente; 
II - inspecionar, periodicamente, os imóveis sob sua responsabilidade, com o 
objetivo de verificar a existência de quaisquer alterações patrimoniais ou irregularidades; 
III - transcrever, em boletim, os extratos de Termos de Permissão de Uso dos 
Imóveis dos permissionários, bem como os das rescisões; 
IV - manter, em ordem e em dia, o arquivo dos Termos de Permissão de Uso 
dos Imóveis; 
V - elaborar relatório anual sobre a situação dos imóveis, conforme solicitação 
dos elos da cadeia de comando superior, bem como informar, imediatamente, ao Órgão 
Central do Sistema ou Órgão competente qualquer alteração dos dados cadastrais dos imóveis 
sob a responsabilidade da UG; 
VI - verificar, anualmente ou por ocasião da desocupação dos Próprios 
Nacionais Residenciais (PNR), se os tributos municipais, estaduais ou distritais relativos aos 
imóveis (taxa de lixo, taxa de iluminação pública, taxa de incêndio, entre outros) foram 
quitados pelos permissionários, conforme legislação vigente; 
VII - publicar, trimestralmente ou por demanda superior, em boletim interno, as 
relações, em ordem hierárquica e cronológica, da fila de espera para ocupação de PNR; 
VIII - propor à autoridade a que estiver diretamente subordinada a Prefeitura de 
Aeronáutica a classificação dos PNR quanto à natureza e categoria, na forma da legislação 
vigente; 
IX - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os documentos 
de sua competência; 
X - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XI - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
68/135 RCA 12-1/2020 
 
XII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 56. Ao Gestor de Bens Móveis Permanentes dentre outras atribuições, 
incumbe: 
I - registrar, nos sistemas estruturadores, as alterações de patrimônio móvel 
permanente e intangível, que ocorram por meio de empenhos, guias, notas fiscais, termos de 
recebimento ou outros documentos legais, bem como os demais eventos próprios do setor; 
II - solicitar ao Agente Diretor a designação de comissões para recebimento, 
quando for o caso, visando propiciar a imediata inclusão, no patrimônio, de todos os bens 
móveis permanentes adquiridos, transferidos, recebidos por doação ou recebidos dos órgãos 
provedores; 
III - assessorar o Agente de Controle Interno para que as comissões de 
recebimento indicadas tenham, pelo menos, um membro com conhecimento técnico-
especializado do bem a ser recebido; 
IV - orientar os Agentes e Gestores detentores para que as transferências 
internas de bens patrimoniais móveis permanentes só se concretizem após a autorização do 
Agente Diretor, a qual, posteriormente, deverá ser publicada em boletim interno; 
V - acompanhar as alterações no controle de cargos, encargos ou funções, 
verificando substituições de Agentes da Administração que sejam detentores de carga, 
atualizando o sistema de controle patrimonial de bens móveis permanentes, de consumo e de 
uso duradouro; 
VI - orientar os Agentes da Administração para que as informações relativas ao 
patrimônio móvel permanente, de consumo de uso duradouro e intangível, sejam registradas 
adequadamente no sistema informatizado de controle patrimonial de bens do COMAER; 
VII - confrontar os dados das relações de bens a serem excluídos com os 
constantes no Setor de Registro, especialmente no que se refere ao tempo de utilização de 
cada item, visando à emissão do Termo de Exame de Material ou do Termo de Exame de 
Causas; 
VIII - manter atualizado o cadastro de todos os detentores de bens patrimoniais 
móveis permanentes, de consumo de uso duradouro e intangíveis; 
IX - promover, anualmente, no mês de junho ou quando determinado, a 
conferência geral dos bens patrimoniais móveis permanentes, de consumo de uso duradouro e 
intangíveis; 
X - escriturar os documentos próprios da sua gestão, mantendo-os atualizados 
no sistema de controle patrimonial vigente, inclusive na forma digital; 
XI - coordenar, junto aos detentores ou responsáveis pela carga, para que todo 
o bem móvel permanente e de consumo de uso duradouro seja identificado corretamente e em 
local visível; 
XII - zelar para que o material registrado tenha a especificação correta e 
detalhada, a fim de que seja controlado e identificado; 
XIII - promover, em todas as conferências, balanços e inventários de bens 
patrimoniais móveis permanentes, de consumo de uso duradouro e intangíveis, o confronto da 
escrituração sintética centralizada com a analítica utilizando, se necessário, de comissão 
especificamente designada; 
XIV - acompanhar a publicação, em boletim interno, de todos os eventos 
próprios do setor, inclusive do resultado apurado nos confrontos por ocasião das conferências, 
RCA 12-1/2020 69/135 
 
balanços e inventários, propondo ao Agente Diretor e ao Agente de Controle Interno as 
medidas para regularizar as eventuais discrepâncias encontradas; 
XV - acompanhar as reavaliações e atualizações dos valores dos bens 
patrimoniais móveis permanentes, de consumo de uso duradouro e intangíveis realizadas 
mensalmente por meio do sistema informatizado de controle patrimonial de bens do 
COMAER, de acordo com a legislação vigente e as orientações do Órgão Central do Sistema 
ou Órgão competente; 
XVI - comprovar, mensalmente, por ocasião da Prestação de Contas Mensal da 
UG (PCM), se os valores constantes dos registros e inventários operados no sistema 
informatizado de controle patrimonial de bens do COMAER coincidem com os valores 
registrados no SIAFI, apurando as eventuais discrepâncias e propondo ações no sentido da 
regularização; 
XVII - manter arquivo mensal dos documentos comprobatórios das alterações 
ou variações do patrimônio de sua gestão, inclusive na forma digital; 
XVIII - efetuar os lançamentos no SIAFI dos valores de depreciação e 
apropriação de custos referentes aos bens patrimoniais móveis permanentes, com base nos 
relatórios de depreciação emitidos pelo sistema informatizado de controle patrimonial de bens 
do COMAER; 
XIX - coordenar junto aos Agentes da Administração, que são detentores ou 
responsáveis por materiais adquiridos ou recebidos por transferência interna, a retirada destes 
do Almoxarifado ou do local destinado ao seu recebimento e a sua correta alocação no setor 
de destino; 
XX - verificar os relatórios no sistema informatizado de controle patrimonial 
de bens móveis do COMAER, referentes às entradas e saídas nos estoques, de bens móveis 
em reparo e estoques de bens móveis a reparar, providenciando o correspondente registro 
contábil no SIAFI; 
XXI - enviar, mensalmente, à UG de Apoio os documentos comprobatórios 
relativos às matérias contábeis, como inclusões, exclusões e transferências de material, para o 
lançamento fidedigno no SIAFI; 
XXII - providenciar a publicação, na íntegra, em boletim interno, dos Termos 
de Transmissão e Assunção de Cargo (TTAC), quando das substituições dos Agentes da 
Administração; 
XXIII - acompanhar o controle dos instrumentos de medição existentes na OM, 
de modo que estejam sempre com a aferição válida realizada por órgão competente; 
XXIV - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os 
documentos de sua competência; 
XXV - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XXVI - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XXVII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 57. Ao Gestor de Pessoal ou de Recursos Humanos,dentre outras 
atribuições, incumbe: 
I - administrar, se não houver outro setor específico para tal fim, por meio de 
prévio planejamento da organização (mapeamento de processos e de atividades relacionadas), 
direção e controle, o pessoal civil e militar (ativos, inativos, pensionistas e anistiados de 
qualquer ordem) da OM, de modo a assegurar o seu contínuo aprimoramento; 
70/135 RCA 12-1/2020 
 
II - confeccionar, publicar e divulgar os boletins internos ostensivos, de 
informações pessoais e reservados; 
III - confeccionar e publicar as alterações referentes ao histórico militar do 
efetivo da UG; 
IV - controlar, publicar e manter atualizado, se não houver outro setor 
específico para tal fim, o Cadastro de Dependentes e as Declarações de Beneficiários, dos 
militares (ativos e inativos), dos servidores civis (ativos e inativos), dos pensionistas e 
anistiados, de qualquer ordem, se for o caso, consoante legislação pertinente; 
V - orientar e assessorar, se não houver outro setor específico para tal fim, a 
Inspeção de Saúde dos militares e dos servidores civis, de acordo com normas específicas 
vigentes e orientações do Órgão Central do Sistema de Saúde ou Órgão competente; 
VI - realizar as atividades necessárias ao recebimento, à publicação e ao 
arquivamento referentes à Declaração de Bens e Valores, ou autorizações de acesso à 
informação da referida declaração, em conformidade com as normas vigentes; 
VII - processar, se não for competência do Setor de Finanças ou se não houver 
outro setor específico para tal fim, as alterações autorizadas na remuneração dos militares, nos 
proventos dos inativos, reformados, pensionistas de militares e na reparação econômica 
mensal dos militares anistiados, de qualquer ordem e, nos vencimentos dos servidores civis, 
aposentados, pensionistas de civis e na reparação econômica mensal dos anistiados, de 
qualquer ordem, com base nas matérias constantes nos Extratos de Alterações Financeiras de 
Pessoal (EAFP) da UG de vinculação; 
VIII - efetuar, se não for competência do Setor de Pagamento de Pessoal ou se 
não existir setor específico para tal fim, o pagamento a pessoal por meio de Folha 
Extraordinária, nos casos excepcionais previstos na legislação e autorizados pelo Ordenador 
de Despesas, conforme normas estabelecidas pelo Órgão Central do Sistema de Pagamento de 
Pessoal da Aeronáutica ou Órgão competente; 
IX - exigir, se não for competência do Setor de Pagamento de Pessoal ou se não 
houver outro setor específico para tal fim, dos agentes responsáveis pelo lançamento das 
matérias financeiras de pessoal que realizem a conferência de seus respectivos lançamentos 
realizados no mês com os contracheques, tão logo sejam disponibilizados para consulta em 
mídia, adotando todas as medidas necessárias para garantir o crédito na conta do valor correto 
a ser recebido pelos militares e civis da UG, no caso de recebimento a menor, bem como para 
resguardar o erário, nos casos de pagamento indevido, ou a maior, conforme normas 
estabelecidas pelo Órgão Central do Sistema de Pagamento de Pessoal da Aeronáutica ou 
Órgão competente e legislação em vigor; 
X - expedir, se não for competência do Setor de Finanças ou se não houver 
outro setor específico para tal fim, documento para fins de comprovação da remuneração de 
militar ou vencimentos de servidor civil, bem como dos proventos de inativos e pensionistas, 
civil e militar, se houver; bem como na reparação econômica dos anistiados, civis e militares, 
de qualquer ordem, na forma da legislação em vigor; 
XI - preparar os documentos necessários ao cotejamento mensal da folha de 
pagamento; 
XII - realizar, anualmente ou quando determinado, se não houver outro setor 
específico para tal fim, a atualização cadastral dos militares e servidores civis da ativa da UG, 
consoante orientação específica emanada do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente; 
XIII - realizar, se não houver outro setor específico para tal fim, anualmente, no 
mês de aniversário do beneficiário, ou quando determinado, a atualização cadastral dos 
militares da reserva remunerada, dos reformados, dos pensionistas de militares e dos militares 
anistiados, de qualquer ordem, vinculados à UG, para fins de pagamento de proventos, de 
RCA 12-1/2020 71/135 
 
pensões ou de reparação econômica mensal, consoante orientação específica emanada do 
Órgão Central do Sistema, observando-se o seguinte: 
a) os militares da reserva remunerada, os reformados, os pensionistas de 
militares e os militares anistiados, de qualquer ordem, vinculados à UG que não se 
apresentarem, para a atualização cadastral anual, receberão do Setor de Pessoal ou de 
Recursos Humanos da OM de vinculação, até o décimo dia do mês seguinte ao de seu 
aniversário, ondência de solicitação de apresentação, para atualização cadastral, no prazo de 
até trinta dias contados do recebimento da correspondência, com Aviso de Recebimento (AR), 
sob pena de suspensão do pagamento dos proventos, das pensões ou da reparação econômica 
mensal; 
b) o restabelecimento do pagamento do benefício, pelo Setor de Pessoal ou de 
Recursos Humanos ou pelo setor financeiro da OM de vinculação, dependerá do 
comparecimento do beneficiário à UG onde esteja vinculado para apresentação, para a 
realização da atualização cadastral, observado o disposto na legislação ou orientações 
vigentes; e 
c) nos casos em que for necessária a presença do tutor, do curador ou do 
procurador, a atualização cadastral será realizada, exclusivamente, nas Unidades de 
vinculação, no mês de aniversário do titular do benefício, consoante orientação específica 
emanada do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente. 
XIV - realizar, se não houver outro setor específico para tal fim, anualmente, 
no mês de aniversário do beneficiário, ou quando determinado, a atualização cadastral dos 
servidores civis aposentados ou dos seus pensionistas, dos anistiados, de qualquer ordem, 
vinculados à UG, que recebam vencimentos ou pensões ou reparação econômica à conta do 
Tesouro Nacional, constantes do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos 
(SIAPE), em conformidade com a legislação específica vigente, observando-se o seguinte: 
a) os servidores civis aposentados e os seus pensionistas e os anistiados, de 
qualquer ordem, que não se apresentarem, para fins de atualização dos dados cadastrais, até o 
término do período fixado à UG de vinculação ou a quaisquer instituições bancárias oficiais 
ou credenciadas autorizadas, receberão do Setor de Pessoal ou de Recursos Humanos da OM 
de vinculação, até o décimo dia do mês seguinte ao de seu aniversário, correspondência de 
solicitação de apresentação para atualização cadastral no prazo de até trinta dias contados do 
recebimento da correspondência, com Aviso de Recebimento (AR), sob pena de suspensão do 
pagamento de vencimentos, pensão ou reparação econômica mensal; 
b) o restabelecimento do pagamento do benefício, pelo Setor de Pessoal ou de 
Recursos Humanos ou pelo setor financeiro da OM de vinculação, dependerá do 
comparecimento do beneficiário à UG onde esteja vinculado ou à uma das instituições 
bancárias oficiais ou credenciadas autorizadas, cadastradas para apresentação, para a 
realização da atualização cadastral, observado o disposto na legislação vigente; e 
c) nos casos em que for necessária a presença do tutor, do curador ou do 
procurador, a atualização cadastral será realizada exclusivamente nas Unidades de Recursos 
Humanos do órgão de vinculação, no mês de aniversário do titular do benefício. 
XV - manter, em ordem e em dia, se não for competência do Setor de 
Pagamento de Pessoal ou se não houver outro setor específico para tal fim, as alterações 
financeiras referentes à remuneração dos militares, dos proventos dos militares da reserva 
remunerada, dos reformados, dos pensionistas de militares e da reparação econômica dos 
militares anistiados, de qualquer ordem; bem como dos vencimentos dos servidores civis 
ativos e aposentados,dos seus pensionistas, dos anistiados, de qualquer ordem, vinculados à 
UG, certificando-se de que os dados conferem com as correspondentes publicações em 
Extrato de Alterações Financeiras de Pessoal (EAFP); 
72/135 RCA 12-1/2020 
 
XVI - providenciar, se não for competência do Setor de Pagamento de Pessoal 
ou se não houver outro setor específico para tal fim, para que o resumo das sentenças judiciais 
de alimentos relativas a pessoal militar e civil vinculado à UG, inclusive de anistiados, de 
qualquer ordem, sejam publicadas em boletim interno, mantendo em arquivo, na pasta de 
pensão alimentícia do alimentante, a via original da sentença judicial de alimento; 
XVII - proceder, se não for competência do Setor de Pagamento de Pessoal ou 
se não houver outro setor específico para tal fim, à revisão e acompanhamento permanente 
dos descontos, a título de pensão alimentícia, devidos por militares e servidores públicos, 
inclusive de pensionistas e anistiados, de qualquer ordem, vinculados à UG; 
XVIII - manter, sob sua guarda, se não for competência do Setor de Finanças 
ou se não houver outro setor específico para tal fim, os processos de pensão alimentícia, 
referentes aos militares e servidores civis vinculados à UG, inclusive de pensionistas e 
anistiados, de qualquer ordem, devidamente ordenados, autuados e indexados; 
XIX - remeter, tempestivamente, se não for competência do Setor de 
Pagamento de Pessoal ou se não houver outro setor específico para tal fim, os processos de 
pensão alimentícia, referentes aos militares, servidores civis, anistiados de qualquer ordem, 
bem como dos respectivos pensionistas, que foram transferidos para outra Unidade, por 
motivo de movimentação ou de reserva ou aposentadoria ou mudança de vinculação, visando 
não retardar o pagamento à(ao) alimentada(o) em caso, inclusive, de necessidade de reajuste 
do valor da pensão; 
XX - assessorar o Agente Diretor, se não houver outro setor específico para tal 
fim, na gestão das competências necessárias ao exercício dos cargos, encargos, funções e 
comissões da OM, por meio da elaboração anual do mapa de competências que deverá: 
a) discriminar, por setor da OM, as competências críticas e necessárias do 
pessoal designado para o exercício de suas atribuições; 
b) propor os remanejamentos, treinamentos e/ou cursos necessários à 
capacitação profissional do pessoal que ainda não possua as competências suficientes para o 
exercício de suas atribuições; e 
c) ser encaminhado ao Agente de Controle Interno da Unidade Gestora, para 
conferência, até a primeira quinzena do mês de março de cada ano. 
XXI - designar o efetivo para compor as diversas escalas da OM, bem como de 
comissões em geral, a fim de assessorar o Agente Diretor, se não houver setor específico para 
tal fim; 
XXII - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os 
documentos de sua competência; 
XXIII - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XXIV - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XXV - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 58. Ao Gestor de Serviço Social, dentre outras atribuições, incumbe: 
I - supervisionar e coordenar a execução dos trabalhos técnicos e 
administrativos do setor; 
II - coordenar as atividades, projetos e programas sociais do setor; 
III - supervisionar a administração dos Recursos da Assistência Social 
destinados àquela OM; 
IV - coordenar o serviço de atendimento ao usuário; 
V - informar, esclarecer e divulgar o trabalho realizado pelo setor; 
RCA 12-1/2020 73/135 
 
VI - representar o setor junto ao Órgão Central; 
VII - solicitar ao Órgão Central do Sistema os recursos necessários à 
operacionalização das ações sociais previstas na legislação em vigor; 
VIII - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
IX - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os documentos 
de sua competência; 
X - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XI - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 59. Ao Gestor de Meio Ambiente ou Gestor Ambiental, dentre outras 
atribuições, incumbe: 
I - desenvolver a gestão ambiental no âmbito da OM; 
II - estabelecer vínculo ou contato com órgãos governamentais locais ou não, 
por meio de acordos, convênios, parcerias, com a finalidade de otimizar a gestão ambiental da 
OM; 
III - adotar critérios e padrões de sustentabilidade existentes ou determinados 
pelo Órgão Central do sistema ou Órgão competente; 
IV - implementar normas relativas ao uso e manejo de recursos minerais, com a 
finalidade de melhorar a qualidade da gestão ambiental da OM; 
V - estimular, sugerindo ao Comandante da OM, a capacitação de recursos 
humanos especializados em sustentabilidade e gestão ambiental; 
VI - promover, no âmbito da OM, a educação ambiental formal e informal, 
com o foco na proteção e melhoria da qualidade ambiental; 
VII - estimular a formação e o desenvolvimento da consciência ambiental no 
efetivo interno; 
VIII - incentivar a prática da preservação ambiental; 
IX - incentivar o emprego de meios disponíveis e adotar medidas que evitem ou 
mitiguem a degradação do meio ambiente da OM e adjacências; 
X - estimular a recuperação ambiental em áreas degradadas; 
XI - incentivar o uso racional de recursos ambientais, de fontes alternativas de 
energia, de reciclados e possíveis de reciclagem e para destinação de recursos sólidos, bem 
como elaborar e propor ao Ordenador de Despesas um plano de redução de gastos com 
recursos ambientais; 
XII - disseminar, por meio de campanhas educativas, no âmbito da OM, 
orientações sobre a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, visando estimular 
atitudes ambientalmente corretas dos militares, civis e dependentes da OM; 
XIII - promover, em âmbito interno, dados e informações relativas à 
sustentabilidade em proveito da preservação do meio ambiente; 
XIV - cumprir a política de sustentabilidade e gestão ambiental do COMAER, 
no âmbito da UG; 
XV - manter estrito relacionamento com o responsável pela área patrimonial 
imóvel, realizando as atividades, de comum acordo e previstas nos normativos de 
competência, no que se referir às ações de sustentabilidade e de meio ambiente a serem 
praticadas junto ao patrimônio imóvel sob responsabilidade da UG; 
74/135 RCA 12-1/2020 
 
XVI - solicitar, quando necessário, ao Órgão Central do Sistema ou Órgão 
competente os recursos necessários à operacionalização das ações previstas na legislação em 
vigor; 
XVII - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
XVIII - elaborar, quando pertinente, relatório anual de acompanhamento e 
avaliação dos programas e projetos desenvolvidos em sua área de competência, de acordo com 
as orientações do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente; 
XIX - planejar, desenvolver e executar projetos que visam à preservação do 
meio ambiente da OM, como programas de reciclagem e de educação ambiental; 
XX - providenciar a análise, quando for o caso, da poluição do solo, da água 
e/ou do ar nas áreas sob responsabilidade da OM; 
XXI - acompanhar a exploração de recursos naturais da área sob 
responsabilidade da UG e, com base nos dados coletados, propor ao Órgão Central do Sistema 
ou Órgão competente estratégias para minimizar ou mitigar o impacto causado pelas 
atividades humanas no âmbito da UG e adjacências; 
XXII - atuar no planejamento ambiental, na exploração de recursos naturais de 
maneira sustentável e na recuperação e no manejo de áreas degradadas da UG, visando 
garantir, com base em princípios,diretrizes e políticas de sustentabilidade e de gestão 
ambiental, previamente acordados e/ou definidos, a adequação dos meios de exploração dos 
recursos ambientais, naturais, econômicos e socioculturais às especificidades do meio 
ambiente onde se encontra a OM; 
XXIII - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os 
documentos de sua competência; 
XXIV - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
XXV - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Art. 60. Ao Gestor de Contratos, dentre outras atribuições, incumbe: 
I - coordenar as tarefas de análise e elaboração de instrumentos contratuais, 
bem como o registro, controle e acompanhamento da execução dos contratos, acordos e 
convênios sob a responsabilidade das OM apoiadas e de apoio; 
II - manter a gestão do conhecimento entre o efetivo envolvido no processo e os 
fiscais de contratos; 
III - atentar para o cumprimento de prazos e cláusulas contratuais, de modo a 
orientar os fiscais de contratos a tomarem as providências quanto a realização de termos 
aditivos, termos de encerramentos e relatórios de situação de contratos, tanto dos instrumentos 
das OM de Apoio quanto das OM apoiadas; 
IV - acompanhar o controle de saldos dos contratos, a fim de assessorar o 
Ordenador de Despesas quanto à utilização de recursos orçamentários da Unidade; 
V - autuar e indexar, nos Processos Administrativos de Gestão, os documentos 
de sua competência; 
VI - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; 
VII - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e 
VIII - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
RCA 12-1/2020 75/135 
 
Art. 61. Os Agentes Corresponsáveis, além de participarem na execução e no 
controle dos atos de gestão e dos atos e fatos administrativos praticados pelos titulares do 
cargo, de função, de encargo/comissão, têm responsabilidade correspondente às atribuições 
que lhes forem cometidas pelas autoridades, por meio de ato próprio ou definido no 
Regulamento ou Regimento Interno da OM. 
Parágrafo único. Além das responsabilidades específicas que lhes forem 
imputadas, entre outros, incumbe-lhes: 
I - conhecer as atribuições que este Regulamento e as demais normas em vigor 
conferem ao cargo, encargo/comissão ou função do qual estejam investidos os seus chefes 
imediatos, a fim de que possam assessorá-los; 
II - passar recibo, quando para isso autorizados, dos bens, documentos ou 
valores que lhes forem entregues para o conveniente destino; 
III - cumprir as normas peculiares aos serviços de que estejam encarregados; e 
IV - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor ao Chefe, quando for o caso, alterações, 
modificações, inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos. 
Art. 62. Conforme as necessidades de cada UG e a critério do seu 
Comandante, desde que não haja incompatibilidade com o Regulamento e o Regimento 
Interno aprovados, outros gestores poderão ser instituídos, por intermédio, inicialmente, de 
Portaria do Comandante da OM, para exercerem atividades específicas, incorporando-os, 
posteriormente, ao Regimento Interno, se forem atividades perenes, tais como: 
I - Gestor de Telecomunicações; 
II - Gestor Comercial; 
III - Gestor de Serviços Escolares; 
IV - Gestor de Transporte (de superfície e aquaviário); 
V - Gestor de Tecnologia da Informação; 
VI - Gestor de Projetos; e 
VII - Gestor de Material Aeronáutico; e outros, conforme a necessidade. 
§ 1º Os serviços reembolsáveis de gêneros alimentícios, de asseio e limpeza, 
de medicamentos, de peças de fardamento e de livros e regulamentos serão ativados por ato do 
CMTAER, com assessoramento dos Órgãos Centrais dos respectivos sistemas ou Órgãos 
competentes. 
§ 2º As seções comerciais ou denominação equivalente serão ativadas 
conforme legislação específica. 
Art. 63. Aos Gestores mencionados no art. 62, quando ativados, além de 
executarem, gerenciarem e controlarem os atos de gestão e dos atos e fatos administrativos 
praticados no exercício do cargo, dentre outras atribuições, incumbe: 
I - submeter os elementos de sua escrituração ao exame e autenticação do 
Agente de Controle Interno; 
II - registrar, inclusive no SIAFI ou em sistemas corporativos da Aeronáutica, 
os atos e fatos administrativos da sua área de responsabilidade; 
III - comunicar ao Agente de Controle Interno toda movimentação de bens, 
valores e dinheiros ocorrida em sua área de responsabilidade; 
IV - proceder à Prestação de Contas Mensal (PCM) e apresentar 
demonstrativos, mapas e outros documentos necessários à comprovação de gestão, quando for 
o caso, submetendo-os ao exame do Agente de Controle Interno; 
76/135 RCA 12-1/2020 
 
V - certificar o recebimento dos bens, valores e dinheiros na área de sua 
responsabilidade, dando-lhes o oportuno e conveniente destino; 
VI - efetuar os fornecimentos, na área de sua responsabilidade, exigindo a 
respectiva quitação; 
VII - providenciar a manutenção do nível operativo de bens, valores e dinheiros 
necessários às atividades de sua responsabilidade; 
VIII - encaminhar ao setor financeiro, mediante documento formal, no prazo 
máximo de dois dias úteis, a contar da data de sua geração, os comprovantes de recolhimento 
ou correspondentes receitas originadas no setor de sua responsabilidade, observadas as 
orientações do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente; 
IX - manter atualizados e contabilizados no SIAFI e nos sistemas corporativos 
da Aeronáutica os valores correspondentes aos bens patrimoniais; 
X - prestar contas dos recursos sob sua responsabilidade; e 
XI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, 
inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Seção V 
Dos Agentes Auxiliares 
Art. 64. Os Agentes Auxiliares, além de auxiliarem na execução, no 
gerenciamento e no controle dos atos de gestão e dos atos e fatos administrativos praticados 
pelos titulares do cargo, de função, de encargo/comissão, têm responsabilidade 
correspondente às atribuições que lhes forem cometidas pelas autoridades, por meio de ato 
próprio ou definido no Regulamento ou Regimento Interno da OM. 
Art. 65. Além das responsabilidades específicas que lhes forem imputadas, 
entre outros, incumbe-lhes: 
I - conhecer as atribuições que este Regulamento e as demais normas em vigor 
conferem ao cargo, encargo/comissão ou função do qual estejam investidos os seus chefes 
imediatos, a fim de que possam secundá-los; 
II - passar recibo, quando para isso autorizados, dos bens, documentos ou 
valores que lhes forem entregues para o conveniente destino; 
III - cumprir as normas peculiares aos serviços de que estejam encarregados; 
IV - prestar contas ao ACI dos bens, valores e dinheiros colocados sob sua 
responsabilidade; 
V - submeter os elementos de sua escrituração ao exame do ACI; e 
VI - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos 
Sistemas ou Órgãos competentes afetos e propor ao Chefe, quando for o caso, alterações, 
modificações, inclusões e exclusões que visem aperfeiçoar os referidos sistemas. 
Seção VI 
Da Comissão de Licitações e dos Pregoeiros 
Art. 66. À Comissão de Licitações, nos processos que lhes estão afetos, 
incumbe: 
I - cumprir as disposições legais e formais previstas para a elaboração e 
execução dos processos licitatórios; 
RCA 12-1/2020 77/135 
 
II - receber, analisar e elaborar parecer sobre impugnações de editais, pedidos 
de esclarecimentose recursos administrativos, submetendo-os ao Ordenador de Despesas para 
ratificação de seus atos, quando for o caso; 
III - atentar para os pareceres emitidos pelos Órgãos que promovem a análise 
jurídica do edital e demais documentos dos procedimentos licitatórios, adotando as medidas 
recomendadas; 
IV - credenciar os interessados; 
V - receber os envelopes das propostas de preços e a documentação de 
habilitação; 
VI - efetuar a abertura dos envelopes das propostas de preços, o seu exame e a 
classificação dos proponentes; 
VII - elaborar ata da reunião; 
VIII - receber, examinar e submeter à decisão da autoridade superior os 
recursos impetrados; 
IX - encaminhar o processo devidamente instruído para homologação e 
adjudicação do Ordenador de Despesas; e 
X - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos competentes 
relacionados ao tema. 
Art. 67. Aos Pregoeiros, nos processos que lhes estão afetos, incumbe: 
I - cumprir as disposições legais e formais previstas para a elaboração e 
execução dos processos licitatórios; 
II - receber, analisar e elaborar parecer sobre impugnações de editais, pedidos 
de esclarecimentos e recursos administrativos, submetendo-os ao Ordenador de Despesas para 
ratificação de seus atos, quando for o caso; 
III - atentar para os pareceres emitidos pelos Órgãos que promovem a análise 
jurídica do edital e demais documentos dos procedimentos licitatórios, adotando as medidas 
recomendadas; 
IV - orientar as atividades das equipes de apoio durante a execução dos 
procedimentos na modalidade pregão; 
V - conduzir os procedimentos relativos aos lances, à escolha da proposta ou do 
lance de menor preço e os trabalhos da equipe de apoio; 
VI - adjudicar o objeto licitado ao autor da proposta de menor preço; 
VII - receber, examinar e decidir sobre recursos; 
VIII - encaminhar o processo à autoridade superior visando à homologação do 
certame; e 
IX - cumprir e fazer cumprir as normas emitidas pelos Órgãos competentes 
relacionados ao tema. 
§ 1º O pregoeiro contará com a colaboração de uma equipe de apoio que será 
indicada e designada pela autoridade competente ainda na fase preparatória da licitação, 
devendo ser composta, em sua maioria, por agentes ou auxiliares da administração, 
integrantes do quadro efetivo da UG licitante. 
§ 2º A equipe de apoio não possui atribuições que importem em julgamento ou 
deliberação, sendo tais atos de responsabilidade exclusiva do pregoeiro, mas nada impede de 
realizar o exame de propostas quanto aos aspectos formais, sugerindo a classificação ou a 
desclassificação. 
§ 3º A escolha e a designação do pregoeiro não poderá e não deverá ser feita 
de forma aleatória, indicando-se qualquer agente da administração que esteja disponível ou 
78/135 RCA 12-1/2020 
 
que se ofereça para a função, mas somente poderá atuar como pregoeiro agente da 
administração que tenha realizado capacitação específica para desempenhar essa atribuição. 
§ 4º A capacitação específica é referente à preparação conveniente do agente 
para o desempenho desta função, a ser ofertada previamente pela Administração e não deverá 
limitar-se ao conhecimento da legislação própria, mas também deve compreender o domínio 
específico de técnicas de condução do certame e de negociação. 
§ 5º O pregoeiro deverá reunir, não só conhecimentos da legislação específica 
e geral, como também ser detentor de habilidades que lhe permitam instaurar o certame e 
conduzir de forma efetiva e real as negociações, estimulando a competição que se pretende, 
seja normalmente instalada nessa modalidade de licitação por meio dos lances verbais ou por 
meio de sistema eletrônico. 
§ 6º O agente da administração, no exercício da função de pregoeiro, não 
poderá fazer parte de comissão de recebimento de bens e de serviços, nem exercer o encargo 
de fiscal de contratos e tampouco deverá participar do processo de pagamento da OM, 
relativamente aos processos em que atuou como pregoeiro, exceto quando justificada a 
impossibilidade de designação de outro agente. 
CAPÍTULO III 
DA DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA 
Seção I 
Das Generalidades 
Art. 68. A delegação de competência será utilizada como instrumento de 
descentralização administrativa, com o objetivo de assegurar maior rapidez e objetividade às 
decisões, situando-as na proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender. 
Art. 69. O ato de delegação, que será expedido a critério da autoridade 
delegante, indicará a autoridade delegada, as atribuições objeto da delegação e, quando for o 
caso, o prazo de vigência, que, na omissão, ter-se-á por indeterminado. 
§ 1º A delegação poderá ser feita a autoridade não diretamente subordinada ao 
delegante. 
§ 2º A mudança do titular do cargo não acarreta a cessação da delegação. 
Art. 70. A delegação de competência não envolve a perda, pelo delegante, dos 
correspondentes poderes, sendo-lhe facultado, quando entender conveniente, exercê-los 
mediante avocação do caso, sem prejuízo da validade da delegação. 
Art. 71. As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente 
esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. 
Seção II 
Da Delegação de Competência no COMAER 
Art. 72. É facultado às autoridades da Administração do COMAER delegar 
competência para a prática de atos administrativos, conforme disposto neste Regulamento e de 
acordo com as exceções contidas nas legislações pertinentes. 
Parágrafo único. Para obtenção de maior efeito descentralizador, o ato de 
delegação poderá autorizar a subdelegação, à qual se aplicam todas as disposições relativas à 
delegação. 
RCA 12-1/2020 79/135 
 
Art. 73. O Comandante de OM, quando oficial-general ou oficial superior no 
comando de Unidade, poderá delegar competência, no todo ou em parte, para o exercício das 
atividades correspondentes à função de Agente Diretor, ao(s) oficial(ais) ou servidor(es) 
civil(s) de nível equivalente subordinado, preferencialmente, mais graduado(s) que os demais 
Agentes da Administração, desde que possua(m) qualificação para o exercício da referida 
função. 
Art. 74. Ressalvados os casos previstos em Regulamento ou em Regimento 
Interno, o Comandante/Chefe/Diretor/Prefeito de OM poderá delegar competência, no todo ou 
em parte, para o exercício das atividades correspondentes à função de Ordenador de Despesas, 
preferencialmente, ao(s) Agente(s) da Administração ou Servidor(es) civil(s) de nível 
equivalente, de maior grau hierárquico que os demais agentes subordinados, exceto em 
relação ao Agente Diretor delegado, desde que possua(m) qualificação para o exercício da 
referida função. 
Art. 75. As atividades de que tratam os art. 73 e 74 poderão ser delegadas a um 
mesmo ou mais de um oficial ou servidor civil de nível equivalente. 
Art. 76. O Agente de Controle Interno poderá delegar parte de suas 
competências a oficial(ais) ou servidor(es) público(s) de nível equivalente subordinado, e aos 
responsáveis diretos dos Agentes ou Gestores Executores, observada, preferencialmente, a 
precedência hierárquica. 
Art. 77. Os oficiais poderão delegar a militar ou servidor público, seus 
subordinados, competência para responder pelo controle e pela escrituração dos bens 
patrimoniais móveis permanentes, de consumo de uso duradouro, reparáveis e intangíveis sob 
sua responsabilidade. 
Art. 78. O delegante deverá exercer a fiscalização e acompanhar a atuação do 
seu agente delegado, de forma a certificar-se de que as diretrizes e os dispositivos 
regulamentares estão sendo cumpridos. 
Art. 79. Os Agentes da Administração e seus agentes delegados respondem em 
todas as esferas (administrativa, civil e penal) pelos seus respectivos atos de acordo com as 
normas pertinentes, na medida de suas respectivas responsabilidades. 
Art. 80. O ato da delegação de competência é específico e impessoal e guarda 
relação com as competências funcionais. 
§ 1º O ato de delegação será publicado em boletim interno e, quando for o 
caso,na imprensa oficial, constando os cargos, funções ou encargos do delegante e do 
delegado, as competências delegadas e o prazo de vigência da delegação, desde que motivados 
pelo Comandante/Chefe/Diretor/Prefeito. 
§ 2º Em caso excepcional, quando conveniente ao interesse da Administração, 
as competências, objeto de delegação, poderão ser incorporadas, em caráter permanente, aos 
regimentos ou a outras normas internas da OM, desde que fundamentadas pela autoridade 
competente da Organização que as aprovará. 
§ 3º O ato de delegação poderá ser revogado a qualquer tempo pelo delegante. 
§ 4º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta 
qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. 
80/135 RCA 12-1/2020 
 
§ 5º O ato de delegação não perderá a validade no caso de substituição do 
delegado no cargo correspondente à delegação. 
§ 6º A delegação de competência à autoridade não subordinada ao delegante só 
poderá ser efetivada pelo CMTAER. 
CAPÍTULO IV 
DA SUBSTITUIÇÃO DOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO 
Art. 81. A substituição de Agentes da Administração na Aeronáutica obedece 
ao disposto neste Regulamento. 
Art. 82. A substituição poderá ser: 
I - definitiva - quando houver afastamento definitivo do detentor do cargo ou 
quando o substituto interino permanecer por mais de 90 dias no cargo; 
II - interina - quando, mantendo o cargo, há previsão de o militar afastar-se da 
função por período previsto superior a trinta dias e inferior a 90 dias; e 
III - eventual - quando o militar se afasta do cargo por período de até trinta dias. 
§ 1º A substituição interina deverá obedecer à hierarquia, respeitados os 
quadros e especialidades. 
§ 2º A substituição por motivo de férias é eventual, inclusive no caso de férias 
com adicional, cujo afastamento deverá ser considerado em sua totalidade para fins de 
substituição. 
§ 3º A substituição interina que vier a se tornar definitiva será publicada, após 
comunicação formal do Agente substituto, quanto ao prazo. 
Art. 83. Na substituição eventual responde pelo cargo o substituto legal ou, na 
falta deste, o militar para tal designado. 
§ 1º O substituto legal do Comandante, Chefe, Diretor, ou Prefeito será o 
militar de maior grau hierárquico após o titular possuidor das qualificações previstas no 
Regulamento ou no Regimento Interno da OM. 
§ 2º Na substituição eventual do Chefe do EMAER, poderá responder o 
Oficial-General de maior grau hierárquico em exercício de cargo no COMAER, não incluído 
em categoria especial. 
§ 3º Caso não exista, no efetivo da Unidade, oficial possuidor das condições 
exigidas para substituir o Comandante deverá ser designado oficial habilitado e pertencente à 
OM imediatamente acima na estrutura regimental vigente. 
Art. 84. As substituições definitiva, interina ou eventual serão publicadas, 
antecipadamente, no Boletim Interno, de forma que não venha a ocorrer prejuízos na 
continuidade do serviço. 
Art. 85. Para efeito das substituições definitivas, interinas ou eventuais, deverá 
ser seguido o previsto neste Regulamento no que diz respeito à transmissão de bens, valores e 
dinheiros de qualquer ordem. 
Parágrafo único. Ao substituto eventual não será permitida iniciativa que 
venha alterar ordens expressas do titular do cargo. 
Art. 86. Nas OM, somente concorrem às substituições os militares prontos 
para exercer o cargo, encargo ou a função do militar substituído. 
RCA 12-1/2020 81/135 
 
Art. 87. Os aspirantes a oficial concorrem às substituições como se fossem 
oficiais subalternos, a critério do Comandante da OM, observando-se as normas sistêmicas em 
vigor. 
Parágrafo único. Excepcionalmente, a critério do CMTAER e mediante edição 
de ato normativo, os suboficiais poderão substituir os oficiais subalternos no desempenho de 
cargos e das funções de chefia onde prestam serviço, em atendimento às necessidades 
administrativas, até que haja a substituição para a ocupação de cargos da estrutura regimental, 
de acordo com o previsto neste Regulamento. 
Art. 88. Quando, por motivo de substituição do Comandante da OM, 
permanecer na organização oficial de outro quadro, de grau hierárquico superior ao do 
substituto, aquele fica adido ao escalão superior, continuando a prestar serviço na unidade ou 
no órgão a que pertence. 
Parágrafo único. Neste caso, os pedidos de providências relacionados com as 
suas atribuições lhe serão encaminhados em forma de solicitação e não poderão deixar de ser 
atendidos. 
Art. 89. A gestão das OM, no que tange à execução orçamentária, financeira, 
patrimonial e contábil, bem como o gerenciamento de recursos humanos, materiais, 
tecnológicos, dentre outros, não sofrem solução de continuidade, em casos ou circunstâncias 
que determinarem ou impuserem a substituição de Agentes da Administração. 
§ 1º Para assegurar que o andamento das atividades administrativas e 
gerenciais da OM tenham a continuidade devida, o Comandante deverá designar substitutos, 
com o encargo específico de darem continuidade aos atos, no impedimento de seus titulares, 
não caracterizando, estas designações, nas substituições previstas nos artigos 90 e 91 deste 
Regulamento, tampouco em delegação de competência. 
§ 2º Para a movimentação bancária e o trato de assuntos com as instituições 
financeiras deverá ser designado um Ordenador de Despesas substituto e um Gestor de 
Finanças substituto, para atuarem somente nos impedimentos dos titulares com a finalidade de 
se evitar possíveis atrasos de demandas no pagamento dos compromissos contratuais 
assumidos pela Administração. 
§ 3º Para a conferência de atos e fatos de gestão praticados na UG poderá ser 
designado um ACI substituto, para atuar somente nos impedimentos do titular. Para outros 
casos poderá haver a delegação de competência prevista neste Regulamento, para o exercício 
da função de ACI delegado. 
§ 4º Para as demais situações, poderá haver a delegação de competência 
prevista neste Regulamento, de acordo com as necessidades e demandas das UG, para o 
exercício dos cargos e funções dos titulares. 
Art. 90. Na substituição definitiva ou interina, a responsabilidade sobre bens, 
valores, encargos e documentos será transmitida ao substituto. 
Parágrafo único. A substituição interina que vier a se tornar definitiva 
prescindirá de novo Termo de Transmissão e Assunção de Cargo. 
Art. 91. Na substituição eventual, os valores serão transmitidos ao substituto, 
se a situação o exigir. 
§ 1º Os bens móveis ficarão sob a responsabilidade de Agente Auxiliar e sob a 
supervisão do substituto, sem necessidade de transmissão. 
§ 2º Em não havendo a figura do Agente Auxiliar, tal responsabilidade ficará a 
cargo do agente da administração designado pelo chefe do setor. 
82/135 RCA 12-1/2020 
 
§ 3º Na substituição eventual do Gestor de Finanças, por qualquer prazo, 
ocorrerá, sempre e obrigatoriamente, a transmissão de responsabilidade relativa aos valores, 
de toda ordem, e respectiva escrituração, mediante a publicação em boletim interno de Termo 
de Responsabilidade do agente substituído ao agente substituto eventual. 
§ 4º O Termo de Responsabilidade a que se refere o parágrafo anterior conterá 
a especificação sintética dos valores e das garantias, se houver, em poder do agente titular que 
passará a responsabilidade, na substituição eventual, ao agente substituto. 
Art. 92. O agente substituto interino ou eventual responde pelos seus atos em 
todas as esferas (administrativa, civil e penal), como se efetivo fosse. 
Art. 93. Nas transmissões definitivas e interinas de cargo, será lavrado Termo 
de Transmissão e Assunção de Cargo (TTAC), no qual serão registrados, sinteticamente, 
todos os bens, valores e dinheiros transmitidos e constará a ratificação integral ou restrita do 
substituto, conforme disposto neste Regulamento e na legislação pertinente. 
§ 1º O TTAC se aplicará, obrigatoriamente, também às substituições sem bens 
ou valores a transmitir. 
§ 2º OTTAC será transcrito, obrigatoriamente, na íntegra, em boletim interno, 
devendo constar das alterações pessoais do agente substituto e do agente substituído. 
§ 3º Será da responsabilidade do Agente da Administração substituído a 
elaboração do TTAC, bem como o acompanhamento de toda a sua tramitação. 
§ 4º Em se tratando de transmissão de cargo por motivo de movimentação, o 
desligamento do Agente da Administração será condicionado, obrigatoriamente, também, à 
transcrição e à publicação do TTAC no boletim interno. 
§ 5º Deverá constar do TTAC a transmissão de toda a documentação 
pertinente ao setor, especialmente no que se referir aos processos e aos termos contratuais, 
encerrados ou em andamento, bem como os balancetes, inventários (analíticos e sintéticos) e 
outros demonstrativos de escrituração do setor, registrando-se, inclusive, as ressalvas ou 
inconsistências encontradas, para fins de eventuais apurações por parte da autoridade 
competente. 
§ 6º Quando o cargo acumular o exercício de determinada função não 
contemplada no Regulamento e/ou Regimento Interno, esta condição deverá constar 
expressamente do TTAC. 
§ 7º O exercício de funções/encargos de Agentes Auxiliares dispensa a 
emissão do TTAC, podendo ser feito por meio de designação e apresentação em boletim 
interno. 
Art. 94. O substituto definitivo, o interino ou o Agente da Administração que 
assume um cargo novo ou vago, será considerado investido no cargo, encargo ou função a 
partir da data de assunção expressamente declarada no correspondente TTAC ou TAC, 
independente do dia em que forem apostas as assinaturas dos demais Agentes envolvidos. 
§ 1º Com a finalidade de evitar que o processo sofra solução de continuidade 
no desempenho das atribuições inerentes ao respectivo cargo, encargo ou função, a data 
mencionada no caput deste artigo deverá corresponder a mesma expressamente declarada pelo 
seu antecessor, quando for o caso. 
§ 2º O TTAC ou TAC deverá ser encaminhado ao setor de pessoal ou setor 
específico definido para tal fim, que providenciará sua transcrição em boletim, após 
homologação do Agente Diretor, observados os prazos previstos na legislação pertinente. 
RCA 12-1/2020 83/135 
 
Art. 95. A escrituração de bens e de valores será referida à data anterior à da 
efetiva da substituição do Agente da Administração. 
Art. 96. A substituição de Agente da Administração, com transmissão de bens 
patrimoniais móveis permanentes, reparáveis, intangíveis, de consumo de uso duradouro e/ou 
de consumo em estoque (para uso imediato ou distribuição), obrigará a conferência do 
material, seguida de confronto com a escrituração centralizada da UG e anexação dos 
correspondentes inventários. 
Parágrafo único. A critério do Agente Diretor, a conferência do material será 
acompanhada por, no mínimo, um militar ou servidor público, mas, preferencialmente, que 
seja conferido por mais de um agente, sem qualquer vínculo com ambas as partes, podendo, 
neste caso e preferencialmente, designar uma comissão específica para a realização da 
conferência, em especial quando se tratar de depósitos, armazéns, paióis, dentre outros, 
observando-se as disposições contidas neste Regulamento. 
Art. 97. Os prazos para as transmissões definitivas ou interinas de cargo, 
entrega de cargo extinto, assunção de cargo criado, encargos ou funções e a entrega de bens, 
valores e dinheiros, dos agentes e dos servidores de níveis equivalentes, têm, a contar da data 
da publicação em boletim interno da dispensa do agente, ou da designação do agente para o 
cargo criado em Regulamento e/ou Regimento Interno a seguinte duração: 
I - até 10 dias úteis, quando houver ou não bens ou valores a transmitir ou 
receber; 
II - até 25 dias úteis, quando se tratar de Agente de Controle Interno ou agente 
ou servidor de nível equivalente detentor de bens ou valores, nos quais pode se evidenciar a 
necessidade da realização de um inventário, inclusive, se necessário, com a constituição de 
comissão específica, dependendo do vulto e da qualificação dos bens ou valores; e 
III - até 30 dias úteis, quando se tratar de Agente Diretor. 
§ 1º Para as transmissões mencionadas no item II deste artigo, quando se tratar 
de acervo de grande porte, conforme estabelecido no § 2º do art. 267 deste regulamento, 
deverá ser solicitado prorrogação de prazo para a conclusão dos levantamentos de bens, 
sempre que for necessário. 
§ 2º A contagem do prazo de que trata este artigo iniciar-se-á na data em que 
cessar, para o agente ou servidor de nível equivalente, as condições de baixa hospitalar, gozo 
de férias ou de licença ou de cumprimento de punição disciplinar, quando for o caso. 
§ 3º Os prazos fixados neste artigo poderão ser prorrogados pelo Comandante 
da UG em despacho fundamentado, por um período igual ao previsto nos incisos anteriores, 
desde que não ultrapasse ao fixado em legislação para os casos de movimentação de pessoal. 
§ 4º Os prazos fixados neste artigo, à exceção do parágrafo 3º, poderão ser 
prorrogados por Oficial-General da respectiva cadeia de comando de subordinação, em 
despacho fundamentado do Comandante da UG, por mais um período igual ao previsto nos 
incisos anteriores, desde que não ultrapasse ao fixado em legislação para os casos de 
movimentação de pessoal. 
§ 5º Para se evitar o acúmulo de cargos por outro agente ou servidor de nível 
equivalente não designado ou mesmo fora da sua especialidade de formação, as substituições, 
de caráter definitivo, far-se-ão somente após a apresentação do substituto legal e previsto para 
o exercício do cargo, encargo ou função. 
§ 6º Os prazos para transmissão das responsabilidades de que trata este 
capítulo são contados a partir da data da publicação dos correspondentes atos de designação e 
de dispensa dos agentes envolvidos. 
84/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 98. Os prazos para transmissão das responsabilidades para entrega de 
cargo extinto e para assunção de cargo criado de que trata este capítulo, mediante solicitação 
devidamente fundamentada dos agentes envolvidos, poderão ser prorrogados pelo Agente 
Diretor da UG, consoante previsto no artigo anterior. 
§ 1º Quando os prazos para a passagem de materiais, transmissão de encargos 
e de valores não forem cumpridos, poderá ser concedida, pelo Agente Diretor, mediante 
apresentação de justificação circunstanciada, uma prorrogação de, no máximo, metade do 
prazo originalmente estabelecido. 
§ 2º Caso o prazo concedido pela prorrogação não seja cumprido, a passagem 
de que trata o artigo anterior deverá ser realizada por uma comissão designada, pelo Agente 
Diretor, conforme disposto neste Regulamento. 
§ 3º A comissão disporá dos mesmos prazos estabelecidos no artigo anterior e 
poderá desenvolver seus trabalhos a partir da situação em que a passagem foi interrompida ou, 
se julgar necessário, iniciá-los desde a origem. 
Art. 99. Se houver acúmulo de cargos, encargos ou funções, os prazos serão 
contados separadamente para cada transmissão de responsabilidade, observado o limite 
disposto no art. 97. 
Art. 100. Nos casos de afastamento súbito, tais como: extravio, deserção, 
doença, falecimento, suspensão das funções, desligamento urgente, acidente, sequestro e 
outras situações semelhantes, a transmissão definitiva ou interina do cargo, encargo ou função 
e a entrega de bens, valores, encargos e documentos serão processadas por uma comissão 
especificamente designada e com atribuições definidas no ato formal da designação de, no 
mínimo, três membros, pelo Agente Diretor, imediatamente após o conhecimento do ato ou 
fato. 
§ 1º A comissão designada observará os prazos fixados neste Regulamento, e 
os resultados apurados indicarão, se for o caso, a responsabilidade do agente ou servidor de 
nível equivalente substituído. 
§ 2º Ocorrendo o afastamento súbito do Comandante ou do Agente Diretor 
delegado ou do Ordenador de Despesas delegado, o substituto legal assumirá o cargo ou a 
função, após a realizaçãode uma Reunião extraordinária da Administração, com registro em 
Ata específica e publicação em boletim interno. 
CAPÍTULO V 
DA ENTREGA DE CARGO EXTINTO DO REGIMENTO INTERNO 
Art. 101. Por ocasião da extinção de cargo por atualização do Regulamento ou 
Regimento Interno da OM, será lavrado Termo de Entrega de Cargo (TEC), no qual deverá 
estar formalizado e evidenciado, se for o caso, a existência de bens móveis permanentes e de 
uso duradouro, bens móveis em estoque e valores a transmitir, conforme disposto neste 
Regulamento e na legislação pertinente. 
§ 1º Deverá constar do TEC que os respectivos trâmites de todos os 
documentos de entrada e de acompanhamento do setor, tanto no sistema informatizado de 
controle de documentos como na respectiva documentação física, foram finalizados. 
§ 2º O TEC será transcrito, obrigatoriamente, na íntegra, em boletim interno, 
devendo constar das alterações pessoais do agente dispensado do cargo. 
§ 3º Será da responsabilidade do Agente da Administração dispensado tanto o 
destino adequado dos bens móveis permanentes e de uso duradouro, dos bens móveis em 
RCA 12-1/2020 85/135 
 
estoque e dos valores existentes, de acordo com o determinado pelo Agente 
Diretor/Ordenador de Despesas, como a elaboração do TEC e o acompanhamento de toda a 
sua tramitação. 
§ 4º Em se tratando de entrega de cargo que envolva, também, a 
movimentação, o desligamento do Agente da Administração será condicionado, 
obrigatoriamente, também, à transcrição e à publicação do TEC no boletim interno. 
CAPÍTULO VI 
DA ASSUNÇÃO DE CARGO NOVO INSTITUÍDO EM REGIMENTO INTERNO 
Art. 102. Por ocasião da criação de cargo por atualização do Regulamento e/ou 
Regimento Interno, será lavrado Termo de Assunção de Cargo (TAC), no qual deverá estar 
formalizada e evidenciada, se for o caso, a existência dos bens móveis permanentes e de uso 
duradouro, dos bens móveis em estoque e valores existentes, conforme disposto neste 
Regulamento e na legislação pertinente. 
§ 1º O TAC será transcrito, obrigatoriamente, na íntegra, em boletim interno, 
devendo constar das alterações pessoais do agente designado para o cargo. 
§ 2º Será da responsabilidade do Agente da Administração designado a 
elaboração do TAC, bem como o acompanhamento de toda a sua tramitação. 
PARTE ESPECIAL 
LIVRO I 
DO PATRIMÔNIO E ADMINISTRAÇÃO 
TÍTULO I 
DO PATRIMÔNIO 
CAPÍTULO I 
DOS RECURSOS MATERIAIS 
Seção I 
Dos Bens Patrimoniais 
Art. 103. Todos os bens patrimoniais incluídos na dotação de qualquer OM da 
Aeronáutica pertencem à União. 
Parágrafo único. As providências para a manutenção dos bens patrimoniais, 
sejam móveis, imóveis ou intangíveis, são da responsabilidade da UG que mantém sua 
guarda, obedecidas as prescrições contidas neste Regulamento e em normas vigentes. 
Art. 104. Os bens patrimoniais da União, quanto à natureza, dividem-se em: 
I - móveis; 
II - imóveis; e 
III - intangíveis. 
Seção II 
Dos Bens Patrimoniais Móveis 
Art. 105. Os bens patrimoniais móveis, entendidos como tais os suscetíveis de 
86/135 RCA 12-1/2020 
 
movimento próprio ou de remoção por força alheia, compreendem as seguintes categorias: 
I - bem móvel permanente - é todo artigo, equipamento ou conjunto de itens 
que tem durabilidade presumida superior a dois anos de utilização, quando em utilização, e 
que não perde a sua identidade física nem se incorpora a outro bem, em razão do seu uso: 
a) o bem móvel de consumo de uso duradouro é todo artigo, equipamento, 
conjunto de itens, ou item de durabilidade presumida próxima àquela do bem móvel 
permanente, cujo valor individual justifique um controle escritural e responsabilidade pela sua 
guarda e conservação; 
II - bem móvel de consumo - é todo item, peça, artigo ou gênero que se destine 
à aplicação, transformação, utilização ou emprego e que, quando em uso, tenha sua vida útil 
presumida de até dois anos de utilização, no máximo; aquele que perde suas características 
individuais e isoladas quando empregado; e, ainda, aquele que, pela sua fragilidade, possua 
estrutura quebradiça, deformável ou danificável; e 
III - bem móvel reparável - é todo material suscetível de recuperação, mediante 
a substituição ou a restauração dos seus componentes, durante a sua vida útil presumida. 
§ 1º Os bens móveis de consumo, quando em estoque, deverão ser 
escriturados. 
§ 2º É atribuição da respectiva OM provedora o estabelecimento dos critérios 
de seleção dos bens móveis reparáveis que serão controlados individualmente. 
§ 3º Os bens de informática (hardware, periféricos e outros de mesmo gênero 
ou categoria) deverão ter controle específico, em estrita observância às normas legais quanto à 
aquisição e à gestão de serviços de infraestrutura, desenvolvimento e suporte de Tecnologia da 
Informação (TI), de acordo com a legislação vigente e as normas emanadas do Órgão Central 
do Sistema ou Órgão competente. 
§ 4º Os bens de consumo caracterizados como fardamento deverão ter controle 
específico, em estrita observância às legislações em vigor e as normas emitidas pelo Órgão 
Central do sistema. 
§ 5º Os bens culturais deverão ter controle específico, em estrita observância 
às normas legais quanto à salvaguarda, de acordo com a legislação vigente e as normas 
emanadas do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente. 
Art. 106. Os bens móveis permanentes serão escriturados analiticamente nas 
organizações que diretamente os administram, por meio do sistema informatizado de controle 
patrimonial de bens do COMAER, tendo os seus valores contabilizados sinteticamente no 
SIAFI, de conformidade com o Plano de Contas da Administração Federal. 
§ 1º A escrituração de que trata o caput deste artigo, efetuada por processos 
informatizados, será periodicamente listada e submetida à conformidade do Agente Diretor e 
ao Agente de Controle Interno. 
§ 2º O cancelamento físico e contábil desses bens está sujeito, 
compulsoriamente, a processo de exame de material, ou de causas, conforme o caso, e a 
processo de alienação, quando houver matéria-prima aproveitável. 
§ 3º As Representações da Aeronáutica no Exterior são responsáveis pela 
escrituração analítica dos bens móveis permanentes em sistema patrimonial de bens móveis 
do COMAER e pela prestação de contas dos saldos, inventários e movimentações de entradas 
e saídas de bens. A contabilização sintética, no SIAFI, é realizada pelas Comissões 
Aeronáuticas no Exterior com base nos dados dos relatórios analíticos das Representações. 
Art. 107. Os bens móveis de consumo serão escriturados analiticamente pelas 
organizações que diretamente os administram, tendo os seus valores contabilizados 
RCA 12-1/2020 87/135 
 
sinteticamente, no SIAFI, em conformidade com o Plano de Contas da Administração Federal. 
§ 1º Na escrituração analítica, para que seja resguardada a consistência, serão 
identificados todos os documentos que deram origem às entradas e saídas. 
§ 2º Se utilizados processos informatizados para a sua escrituração e controle, 
as alterações registradas no prazo máximo de dois dias úteis e as listagens serão submetidas ao 
Agente de Controle Interno para conhecimento das alterações. 
§ 3º É responsabilidade do Gestor de Bens Móveis de Consumo, previamente 
designado pelo Agente Diretor, a guarda e conservação dos bens móveis de consumo 
escriturados em estoque, conforme competências elencadas no art. 50 deste regulamento. 
Art. 108. Os bens móveis de consumo de uso duradouro e os bens móveis 
reparáveis serão escriturados e contabilizados na forma dos bens móveis de consumo, e 
controlados por meio de sistema informatizado de controle patrimonial de bens móveis do 
COMAER e submetidos ao Agente de Controle Interno. 
Art. 109. Os saldos contábeis de movimentação de entrada e saída dos bens 
móveis de consumo serão comprovados, mensalmente, por meio de demonstrativos sintéticos 
e, anualmente, por inventários analíticos, mantidos em arquivo pelo tempo determinado na 
legislaçãovigente. 
Parágrafo único. Os bens móveis de consumo de uso duradouro, em uso, e os 
bens móveis reparáveis, aguardando recuperação ou em recuperação, serão apenas 
inventariados, analiticamente, no encerramento do exercício. 
Art. 110. São atribuições específicas das organizações provedoras a 
padronização e a classificação dos materiais e dos bens móveis de sua competência, inclusive 
definindo o tempo mínimo de duração dos bens. 
Parágrafo único. Excetuam-se para os casos em que os órgãos superiores aos 
órgãos provedores ou o EMAER definirem de forma diversa. 
Seção III 
Dos Bens Patrimoniais Imóveis 
Art. 111. Os bens patrimoniais imóveis, sob a responsabilidade do COMAER, 
entendidos como tais aqueles que não podem ser transportados sem alteração de sua 
substância, dividem-se em: 
I - de natureza exclusivamente militar; e 
II - de natureza comum. 
Art. 112. São de natureza exclusivamente militar: 
I - os quartéis e todas as suas instalações; 
II - os depósitos e paióis; 
III - os hangares e garagens; 
IV - os campos de exercício e de prova para armamentos, munições e engenhos 
espaciais; 
V - aeronaves militares e embarcações militares; e 
VI - todos aqueles destinados ao funcionamento de suas organizações. 
Art. 113. São de natureza comum: 
I - as residências e os conjuntos residenciais destinados ao pessoal e respectivas 
famílias; 
88/135 RCA 12-1/2020 
 
II - os terrenos situados na parte externa dos quartéis e outros; e 
III - as instalações escolares, recreativas e congêneres. 
Art. 114. A localização das benfeitorias de uma OM é regulada por seu Plano 
Diretor. 
§ 1º O Plano Diretor será aprovado pelo CEMAER, por demanda do Órgão 
Central do Sistema ou Órgão competente. 
§ 2º Caberá ao Órgão Central do Sistema ou Órgão competente, baixar 
instruções normativas para a elaboração de propostas do Plano Diretor. 
Art. 115. As alterações ocorridas nos valores dos bens patrimoniais imóveis, 
em razão de reforma, recuperação ou conservação, que resultem em aumento relevante da vida 
útil do bem, serão objeto de publicação em boletim interno e de registro no SIAFI, para a 
devida incorporação destes valores ao patrimônio do COMAER. 
Parágrafo único. As alterações ocorridas nas características dos bens imóveis, 
também, deverão ser publicadas em boletim interno, para o devido registro patrimonial, de 
acordo com as instruções do Órgão Central do Sistema que trata do patrimônio da 
Aeronáutica (SISPAT) ou Órgão competente. 
Art. 116. É da competência dos Destacamentos de Infraestrutura (DT-INFRA), 
Órgãos Regionais do Sistema de Patrimônio, além de prestar o assessoramento técnico, 
manter, em ordem e em dia, os registros cadastrais dos bens imóveis referentes às UG de sua 
responsabilidade. 
Art. 117. É competência da Diretoria de Infraestrutura (DIRINFRA), Órgão 
Central do Sistema de Patrimônio da Aeronáutica, manter o registro cadastral atualizado de 
todos os bens imóveis sob responsabilidade do COMAER, bem como remeter ao órgão 
central do patrimônio da União todas as informações previstas na legislação pertinente. 
Art. 118. Os bens patrimoniais imóveis serão escriturados analiticamente e 
controlados pelas organizações que diretamente os administram, tendo os seus valores 
registrados sinteticamente no SIAFI, pelas UG EXEC PAT, que abrigam os saldos contábeis. 
Art. 119. Os saldos contábeis de movimentação de entrada e saída dos bens 
imóveis serão comprovados, mensalmente, por meio de demonstrativos sintéticos e, 
anualmente, por inventários analíticos, mantidos em arquivo pelo tempo determinado na 
legislação vigente. 
Seção IV 
Dos Bens Patrimoniais Intangíveis 
Art. 120. Bens patrimoniais intangíveis são ativos não monetários, sem 
substância física, identificáveis e controlados pelo COMAER. 
§ 1º Os bens patrimoniais intangíveis não possuem materialidade, todavia, são 
entendidos como objetos de direitos e de obrigações. 
§ 2º Os bens de informática deverão ter controle específico, em estrita 
observância às normas legais quanto à aquisição e à gestão de serviços de infraestrutura, 
desenvolvimento e suporte de TI, de acordo com a legislação vigente e as normas emanadas 
do Órgão Central do Sistema ou Órgão competente. 
Art. 121. São ativos intangíveis, dentre outros: 
RCA 12-1/2020 89/135 
 
I - royalties; 
II - patentes; 
III - softwares; e 
IV - bens culturais imateriais. 
Art. 122. Os bens patrimoniais intangíveis serão escriturados, analiticamente, 
nas organizações que diretamente os administram, tendo os seus valores contabilizados, 
sinteticamente, no SIAFI, de conformidade com o Plano de Contas da Administração Federal. 
Art. 123. Os saldos contábeis da movimentação de entrada e saída dos bens 
intangíveis serão comprovados, mensalmente, por meio de demonstrativos sintéticos e, 
anualmente, por inventários analíticos, mantidos em arquivo pelo tempo determinado na 
legislação vigente. 
CAPÍTULO II 
DA MOVIMENTAÇÃO 
Seção I 
Da Entrega, Recebimento e Remessa 
Art. 124. Todo material destinado à OM ou a ela recolhido para qualquer fim 
deverá ser entregue no local previamente estabelecido, acompanhado de documento de 
entrega. 
Art. 125. No documento de entrega constarão a quantidade, a especificação 
detalhada do material, os preços unitários e totais e, quando for o caso, a quantidade de 
volumes, peso total, volume total (em metros cúbicos), o estado físico e os motivos do 
recolhimento. 
Art. 126. Consideram-se documentos para formalizar a entrega de bens e 
serviços: 
I - nota de empenho acompanhada, obrigatoriamente, de nota fiscal eletrônica 
(NFe) ou nota fiscal (1a e 2a vias ou 2 vias) ou documento fiscal equivalente, onde constem, 
pelo menos, os dados mínimos de especificação do bem ou serviço, o valor e o destinatário, 
consoante disposto no empenho ou no procedimento licitatório; 
II - termo de cessão provisória ou definitiva, fisicamente ou em mídia digital; 
III - 1a via da ordem de serviço, 1a via da ordem de compra ou 1a via do 
documento equivalente expedido pela administração, em mídia digital; 
IV - guia de movimentação de material (1a e 2a vias); 
V - portaria de fornecimento de material (1a e 2a vias); 
VI - Guia de Remessa de Material; 
VII - Conhecimento de Transporte Eletrônico; e 
VIII - Termo de Doação à OM, acompanhado, obrigatoriamente, de nota fiscal 
eletrônica (NFe) ou de nota fiscal ou de outro documento que comprove a origem legal do 
bem móvel, em que constem, pelo menos, a descrição detalhada do bem ou serviço, a 
quantidade, o valor unitário, o valor total e o destinatário. 
Art. 127. A UG remetente e qualquer outra unidade envolvida com remessa de 
material são responsáveis pela guarda, controle, estocagem, conservação, quantidade, estado, 
acondicionamento e embalagem do material remetido, até que este seja recebido pela unidade 
90/135 RCA 12-1/2020 
 
de destino. Contudo, durante o translado, tais obrigações ficarão a cargo do órgão responsável 
pelo transporte. 
Art. 128. A UG remetente comunicará o envio do material, indicando a 
quantidade de volumes remetidos, e o destinatário acusará o seu recebimento, ambos no prazo 
de dez dias úteis, contados a partir dos respectivos atos de expedição e recebimento. 
Parágrafo único. Para fins de recebimento do material, a data a ser considerada 
para contagem do prazo especificado no caput deste artigo será aquela registrada no protocolo 
de entrada da UG e lançada no documento de entrada do material. 
Art. 129. O material entregue ficará dependendo, para a sua aceitação, dos 
exames qualitativo e quantitativo, a cargo do gestor ou da comissão designada para o 
recebimento. 
Art. 130. O recebimento de material, na sua totalidade ou de forma fracionada, 
em que o valor final do processo de compra for de um montante igual ou superior ao limite 
estabelecido para a modalidade de licitação, do tipo convite, para compras ou serviços, 
deverá, obrigatoriamente, ser processado por uma comissão de, no mínimo,três membros, 
conforme disposições deste Regulamento. 
Art. 131. Para o material que exigir exame qualitativo (parecer técnico ou 
exame de laboratório), será designada comissão composta por três membros, conforme 
disposições deste Regulamento, sendo, neste caso, o prazo para recebimento de, no máximo, 
vinte dias úteis, contados da data da entrega. 
Parágrafo único. O prazo estabelecido no caput deste artigo poderá ser 
prorrogado por até dois períodos iguais, caso se trate de bem cujo exame seja de comprovada 
complexidade, em despacho fundamentado pela comissão ao Agente Diretor. 
Art. 132. As comissões de recebimento de que tratam os artigos 130 e 131, 
deste Regulamento, deverão ser compostas, preferencialmente, por um membro possuidor de 
conhecimento técnico sobre o objeto contratado e dois membros estranhos ao setor a que se 
destina o bem ou serviço. 
Art. 133. Ressalvada a hipótese prevista no artigo 130, o material que, por sua 
natureza, não depender de exame qualitativo poderá ser recebido e aceito pelo agente ou 
gestor ou por comissão específica designada no prazo máximo de dez dias úteis, contados da 
data da entrega. 
Art. 134. O material entregue, se considerado aceito, será recebido para todos 
os fins de direito, mesmo se os recebimentos se efetivarem fora dos prazos estabelecidos. 
Parágrafo único. Quando a entrega do material ocorrer em desacordo com o 
prazo previsto no instrumento contratual, o agente ou o gestor ou a comissão específica 
designada deverá registrar a ocorrência do fato, no documento de recebimento ou equivalente; 
informar, de imediato, à autoridade superior de subordinação e ao Agente de Controle Interno, 
para as providências de apuração e regularização do processo. 
Art. 135. Caberá ao agente ou ao gestor, ou à comissão designada para o 
recebimento do material, a responsabilidade pelo cumprimento dos prazos estabelecidos, 
devendo estes se manifestarem antecipadamente, sempre que os prazos forem inexequíveis ou 
insuficientes para o recebimento previsto. 
RCA 12-1/2020 91/135 
 
Art. 136. O material não poderá, sem exceção, ser utilizado antes da realização 
dos exames citados no art. 131, atribuindo-se aos agentes ou gestores responsáveis pela 
conduta do seu uso prematuro os eventuais prejuízos, inconsistências ou danos causados em 
decorrência desse fato, além da apuração no campo disciplinar. 
Art. 137. No caso de aquisição de material no exterior, em atendimento à 
solicitação de UG no Brasil, é competência das Comissões e das Representações da 
Aeronáutica no exterior realizar a conferência documental no ato do recebimento do material 
e das organizações destinatárias, os exames qualitativo e quantitativo. 
Art. 138. A quitação referente ao recebimento do material será lavrada no 
respectivo documento de entrega ou em termo próprio, pelo agente ou gestor ou comissão 
específica designada, conforme o caso. 
Art. 139. As faltas ou defeitos, constatados durante os exames, serão 
registrados nos respectivos termos ou nos documentos previstos para a quitação, pelo agente 
ou gestor ou comissão específica designada, conforme o caso, independentemente da 
apuração, por meio de procedimento administrativo, para fins de regularização das 
inconsistências detectadas. 
Art. 140. Nos casos de falta imputável ao órgão remetente, a UG recebedora 
registrará ou relacionará no seu patrimônio somente o material que for efetivamente aceito, 
comunicando imediatamente ao órgão remetente a falta verificada, para a adoção de 
procedimento para apuração da falta constatada. 
Art. 141. As disposições sobre a entrega, o exame e o recebimento de material, 
estabelecidas neste Regulamento, serão extensivas aos serviços, inclusive as obras e os 
serviços de engenharia ou correlatos, no que for aplicável, observada a legislação vigente e as 
orientações dos respectivos Órgãos Centrais dos Sistemas ou Órgãos competentes que tratam 
da matéria. 
Parágrafo único. A designação de comissões para o recebimento de materiais 
ou de serviços, de que trata esta seção, não desobriga as Organizações de COMAER quanto à 
designação de agentes da administração incumbidos da realização das atividades de gestão, 
acompanhamento e fiscalização de instrumentos contratuais eventualmente pactuados para o 
atendimento de suas necessidades. 
Art. 142. As transferências patrimoniais serão, obrigatoriamente, registradas 
no SIAFI e em sistema informatizado de controle patrimonial de bens móveis do COMAER, 
pelos órgãos provedores ou remetentes, no prazo de até dois dias úteis, contados da data da 
remessa dos documentos comprobatórios da transferência do material por parte da UG 
apoiada para a UG de apoio. 
§ 1º Para transferências patrimoniais que, eventualmente, não possam ser 
realizadas no prazo estipulado no caput deste artigo, o Comandante da OM poderá, 
excepcionalmente, mediante justificativa fundamentada, dilatar este prazo por até mais 30 
(trinta dias), desde que conste o registro no processo patrimonial e que o(s) destinatário(s) 
da(s) transferência(s) seja(m) formalmente cientificado(s), de forma a se evitar que a exceção 
constitua regra neste procedimento. 
§ 2º As transferências de Fardamento Reembolsável entre os Elos do Sistema 
de Fardamento Reembolsável seguirão a Norma específica de sistema. 
92/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 143. Os recebimentos das transferências patrimoniais serão registrados no 
SIAFI e em sistema informatizado de controle patrimonial de bens móveis do COMAER, com 
prazo contado da data do recebimento do bem, observados os arts. 131 a 133 deste 
Regulamento. 
Art. 144. O recebimento de material aeronáutico, bélico e de aeronaves e 
embarcações militares regula-se por legislação específica do ODS competente e de 
subordinação, além do rito previsto nos artigos 124 a 143 do presente regulamento, no que 
couber. 
Seção II 
Da Inclusão e Exclusão ou Desfazimento 
Art. 145. Os bens patrimoniais móveis, assim como os bens culturais, 
adquiridos, recebidos em doação ou cessão, fabricados ou recuperados pela UG ou 
encontrados em excesso nas conferências, serão incluídos no patrimônio ou relacionados, 
sendo contabilizados com base no documento correspondente, registrando-se a nomenclatura 
detalhada do material, quantidade, valor unitário e valor total. 
§ 1º Na falta de preço unitário, tomar-se-á por base o preço médio vigente no 
comércio. 
§ 2º Se não existir produto correspondente no comércio, a avaliação será 
procedida por um agente com conhecimento adequado ou comissão nomeada pelo Agente 
Diretor. 
§ 3º Os valores atribuídos aos bens culturais, pelos membros de uma 
Organização ou Instituição, poderão diferir dos valores de mercado, por possuírem outros 
significados, que podem ser históricos, documentais, artísticos, paisagísticos, afetivos, 
arqueológicos, antropológicos, científicos ou tecnológicos. 
§ 4º Os materiais encontrados em excesso deverão ser objeto de procedimento 
de apuração interna, visando esclarecer os motivos e/ou as causas prováveis do fato e evitar 
um possível novo registro ou duplicidade de lançamento. 
§ 5º Quando houver conveniência para OM, o recebimento e exame de 
material poderá ser feito no próprio local de procedência, por meio de gestor competente ou 
de comissão específica designada. 
§ 6º Quando a entrega for parcelada, uma via ou cópia da nota fiscal ou 
documento equivalente ficará anexada a uma via do documento que autorizou a despesa, para 
efeitos de conferência do material de cada partida e conferência final, após a conclusão da 
entrega. 
§ 7º O gestor responsável ou o presidente de comissão designada comunicará 
ao Agente de Controle Interno, por escrito, quanto ao recebimento do material. 
§ 8º O Agente de Controle Interno despachará com o Agente Diretor quanto ao 
procedimento para o registro ou a inclusão em carga do material recebido. 
§ 9º Na eventualidade e dependendo da complexidade do item, poder-se-á 
nomear comissão específica, no âmbitoexterno da OM detentora do material, pelo(s) 
Ordenador(es) de Despesa(s) da(s) OM imediatamente superior(es) à OM detentora. 
Art. 146. A movimentação dos bens móveis permanentes e intangíveis, tais 
como inclusão, atualização, avaliação, reavaliação, transferência, descarga ou exclusão, será 
objeto de publicação imediata em boletim interno e lançamento imediato, no sistema 
informatizado de controle patrimonial de bens do COMAER, em até 15 (quinze) dias úteis, a 
RCA 12-1/2020 93/135 
 
contar da data em que a movimentação foi protocolada nos setores de registro patrimonial de 
cada UG. 
Parágrafo único. Quando a movimentação dos bens móveis permanentes e 
intangíveis, tais como: inclusão, atualização, avaliação, reavaliação, transferência, descarga ou 
exclusão ou desfazimento, for da alçada de uma UG apoiada, esta será a responsável pelos 
lançamentos no sistema informatizado de controle patrimonial de bens do COMAER, cabendo 
à UG de apoio o registro da movimentação no SIAFI, com base nas informações lançadas pela 
UG apoiada no sistema. 
Art. 147. O bem móvel permanente, ou intangível ou incorpóreo, aceito e 
recebido, será incluído no patrimônio até o mês subsequente em que ocorreu o recebimento. 
Art. 148. Nos casos de bem de consumo, de bem de consumo de uso 
duradouro e de bem reparável, serão contabilizados e escriturados até o mês subsequente em 
que ocorreu o recebimento. 
Art. 149. Nos depósitos das organizações provedoras, o bem móvel 
permanente ou de consumo de uso duradouro, adquirido e destinado a fornecimento, será 
registrado, escriturado e controlado, devendo ser transferido para o patrimônio da Unidade de 
destino e incluído após ter sido recebido formalmente, de acordo com o previsto neste 
Regulamento e nas normas dos Órgãos Centrais do sistema ou Órgão competente. 
Art. 150. A exclusão ou desfazimento dos bens móveis permanentes e 
intangíveis, assim como os bens culturais, se originará de processo regular, no qual constarão 
a nomenclatura completa, as quantidades e as datas do recebimento, os valores e o motivo da 
exclusão. 
§ 1º Se o material tiver que ser submetido a exame de laboratório ou a 
qualquer experiência, os responsáveis pelo recebimento tomarão as providências necessárias, 
para sua aceitação. Quando a UG não dispuser de laboratório, os responsáveis pelo 
recebimento tomarão as providências para que, mediante solicitação ao Agente Diretor, o 
exame seja feito na OM mais próxima que possuir recursos para tal fim. 
§ 2º Para a exclusão de bens culturais materiais deverá ser observada a 
legislação específica de suporte. 
Art. 151. Quando houver responsabilidade individual ou solidária, pela prática 
de atos lesivos ao patrimônio público, tanto por parte de Agentes da Administração de uma 
UG de apoio ou de uma UG apoiada, apurada em procedimento administrativo competente 
(Sindicância, PAD, PARE, IPM, TCA ou TCE), que resulte em reposição ou indenização, 
estas serão especificadas no mesmo ato que determinar a exclusão do bem, observada a 
legislação em vigor e o previsto neste Regulamento. 
§ 1º Na impossibilidade de reposição de bem patrimonial móvel por outro 
idêntico, o recebimento de bem semelhante será precedido da realização de exame na forma 
do art. 129 deste Regulamento. 
§ 2º Só em última instância, a indenização será feita preterindo a reposição e, 
quando realizada, deverá ser de forma que compense integralmente o dano causado ao 
conjunto. 
Art. 152. As peças acessórias ou partes componentes de jogo ou coleção de 
bem móvel permanente, de consumo de uso duradouro ou reparável não poderão ser 
excluídas, isoladamente, cabendo aos responsáveis pelo seu extravio ou inutilização repô-las, 
94/135 RCA 12-1/2020 
 
de modo a integralizar o conjunto, precedida de procedimento administrativo de apuração 
competente. 
Art. 153. Na impossibilidade de reposição das peças acessórias ou partes 
componentes de jogo ou coleção, a indenização será feita pelo valor atualizado com base nos 
preços médios de mercado, não se dispensando a apuração em procedimento administrativo 
vigente. 
Parágrafo único. Em se tratando de bem de procedência estrangeira, a 
indenização será feita com base no valor atualizado, considerando-se o câmbio vigente na data 
de sua efetivação. 
Art. 154. O desfazimento dos bens patrimoniais móveis permanentes deverá 
ser precedido de: 
I - exame do material: 
a) para o bem que tiver completado o tempo mínimo de duração presumível nas 
respectivas tabelas e que não mais esteja em condições de ser utilizado; 
b) para aquele bem que, por motivo de força maior ou caso fortuito, se tenha 
tornado imprestável antes de completar o seu tempo mínimo presumível de duração, ou 
quando não haja tempo de duração fixado; 
c) para o bem inservível para o fim a que se destina, não sendo suscetível de 
reparação ou recuperação; 
d) para o bem que se pretenda alienar, por se achar disponível e sem 
probabilidade de aplicação próxima ou remota; 
e) para o bem cuja recuperação ou alienação for considerada antieconômica ou 
inconveniente, em razão dos custos envolvidos; e 
f) para o bem deteriorado ou inutilizado em depósito, resultante de incúria, 
imprudência, ou imprevidência dos responsáveis. 
II - exame de causas: 
a) para o bem extraviado ou desaparecido; e 
b) para o bem extorquido, roubado, furtado ou saqueado. 
§ 1º No desfazimento dos bens patrimoniais móveis permanentes, bens móveis 
de consumo de uso duradouro e dos bens móveis reparáveis, deverá ser observado o prescrito 
na legislação em vigor quanto às práticas de sustentabilidade e de racionalização do uso de 
materiais e serviços, quando da destinação final desses itens no âmbito do OM. 
§ 2º O desfazimento dos bens patrimoniais móveis de consumo deverá ser 
precedido dos exames previstos nos incisos I e II deste artigo quando da prática de atos lesivos 
ao patrimônio público, observada a legislação vigente. 
Art. 155. As exclusões dos bens móveis de consumo de uso duradouro e dos 
bens móveis reparáveis, das suas respectivas relações, serão formalmente solicitadas e 
devidamente justificadas, pelos detentores, ao Agente Diretor. 
Parágrafo único. Em se tratando de bem móvel reparável, de valor igual ou 
superior ao limite estabelecido para a modalidade de licitação convite, para compras e 
serviços, deverá ser observado o disposto no art. 154 deste Regulamento. 
Art. 156. Verificada a impossibilidade ou a inconveniência da alienação de 
bem patrimonial móvel classificado como irrecuperável, a autoridade competente determinará 
sua descarga patrimonial e sua inutilização ou abandono, após a retirada das partes 
economicamente aproveitáveis, porventura existentes, que serão incorporados ao patrimônio. 
RCA 12-1/2020 95/135 
 
Art. 157. A inutilização consiste na destruição total ou parcial de material que 
ofereça ameaça vital para pessoas, risco de prejuízo ecológico ou inconvenientes, de qualquer 
natureza, para a Administração Pública Federal. 
§ 1º A inutilização, sempre que necessária, será feita mediante audiência dos 
setores especializados, de forma a ter sua eficácia assegurada. 
§ 2º São motivos para a inutilização dos bens patrimoniais móveis, dentre 
outros: 
I - contaminação por agentes patológicos, sem a possibilidade de recuperação 
por assepsia; 
II - infestação por insetos nocivos, com o risco para outro material; 
III - natureza tóxica ou venenosa; 
IV - contaminação por radioatividade; e 
V - perigo irremovível de sua utilização fraudulenta por terceiros. 
§ 3º A inutilização do bem patrimonial móvel, que não for objeto de alienação, 
deverá ser a destruição ou a incineração, desde que sejam atendidos os dispositivos previstos 
em legislação quanto à segurança das instalações e à preservação do meio ambiente e 
acompanhada pelo Gestor de Meio Ambiente ou Gestor Ambiental, prevista no art. 60 deste 
regulamento, o qual deverá ter o controle dos materiais que passaram por esta situação. 
Art. 158.Além da inutilização, a renúncia ao direito de propriedade do 
material pode se dar por abandono, mediante justificativa circunstanciada da autoridade 
competente quanto à impossibilidade ou inconveniência de sua alienação. 
Art. 159. A inutilização e o abandono de material serão documentados 
mediante lavratura de Termo de Inutilização ou de Termo de Justificativa de Abandono, os 
quais integrarão o respectivo processo de desfazimento. 
Art. 160. O documento básico para que seja ordenado o exame do material ou 
o exame de causas, ou ambos, será o documento circunstanciado do respectivo agente ou 
gestor ou responsável direto pelo bem, acompanhado de uma relação onde constem, pelo 
menos, as seguintes informações: 
I - especificação detalhada do bem; 
II - tempo de duração previsto e data da inclusão no patrimônio; 
III - quantidade e unidade; 
IV - valor unitário histórico e atualizado; 
V - motivo do exame, fundamentado pelo requisitante; e 
VI - outros esclarecimentos julgados necessários. 
Parágrafo único. Em caso de o material ser classificado como ocioso ou 
recuperável poderá ser cedido a outros órgãos que dele necessitem, mediante Termo de 
Cessão, do qual constarão a indicação de transferência de carga patrimonial, da unidade 
cedente para a cessionária e o valor de aquisição ou custo de produção. 
Art. 161. Os Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal Direta, 
Autárquica e Fundacional informarão, mediante ofício ou meio eletrônico, neste caso desde 
que certificado digitalmente por autoridade certificadora, credenciada, no âmbito da 
Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP BRASIL), à Secretaria de Logística e 
Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão ou 
Órgão equivalente, a existência de microcomputadores de mesa, monitores de vídeo, 
impressoras e demais equipamentos de informática, respectivo mobiliário, peças-parte ou 
96/135 RCA 12-1/2020 
 
componentes, classificados como ociosos, recuperáveis, antieconômico ou irrecuperáveis ou 
disponíveis para reaproveitamento. 
Parágrafo único. Não ocorrendo a manifestação por parte da Secretaria de 
Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e 
Gestão ou Órgão equivalente, no prazo de trinta dias, o órgão ou entidade que houver prestado 
a informação a que se refere o caput poderá proceder ao desfazimento dos materiais. 
Art. 162. O exame de material ou de causas será realizado por comissão 
composta por três membros, no mínimo, dos quais um, pelo menos, tenha conhecimento 
especializado ou técnico do material a examinar, conforme disposições contidas neste 
Regulamento. 
Art. 163. O resultado do exame de material ou de causas deverá constar em 
termo específico, lavrado pela comissão especificamente designada, que contenha todos os 
dados necessários à decisão do Agente Diretor, indicando as partes do bem suscetíveis de 
aproveitamento. 
Parágrafo único. O termo de exame de material ou de causas é o documento 
formal para amparar as baixas patrimoniais e deverá ser emitido independentemente dos 
procedimentos administrativos competentes para responsabilização, os quais, no entanto, 
podem-lhe servir de subsídios. 
Art. 164. Será dispensado de qualquer exame o bem patrimonial móvel cujo 
valor do dano esteja apurado e identificado o responsável por sua reposição ou ressarcimento. 
Art. 165. Tratando-se de bem patrimonial móvel existente nos órgãos sediados 
no exterior, as providências serão executadas pelos respectivos chefes, sempre que o efetivo 
não comportar a nomeação de comissão, de conformidade com o previsto neste Regulamento. 
Art. 166. Quando se tratar de deterioração ou inutilização de bem patrimonial 
móvel em depósito, a comissão para exame do material será nomeada logo que o Agente 
Diretor tenha conhecimento do fato, apurando-se a responsabilidade. 
Art. 167. Caberá aos órgãos provedores a elaboração das tabelas de tempo de 
duração dos bens que lhes são afetos, bem como a atualização e divulgação periódica dos 
dados existentes. 
Art. 168. Para o bem que não tiver completado o tempo mínimo de duração, 
ou cujo prazo não tenha sido fixado, a comissão designada, depois dos exames e diligências 
realizadas, lavrará termo, do qual constarão, pelo menos, as seguintes informações, para 
decisão da autoridade competente: 
I - o estado em que o bem se encontra, o dano sofrido e o seu valor; 
II - a causa do dano; 
III - a ocorrência, ou não, de caso fortuito ou motivo de força maior; 
IV - o grau de responsabilidade do detentor do bem; 
V - outros responsáveis pelo estrago ou pela inutilização; e 
VI - a possibilidade de recuperação e, em caso negativo, se existe parte e/ou 
matéria-prima aproveitável passível de alienação. 
Art. 169. No caso de o material já ter completado seu tempo mínimo de 
duração previsto e ter sido considerado inservível para o uso, o resultado do exame será 
RCA 12-1/2020 97/135 
 
declarado sucintamente pela comissão no verso da própria relação, para decisão da autoridade 
competente. 
Art. 170. No Termo de Exame de Causas ou de Material serão evidenciadas e 
registradas as ocorrências, as circunstâncias e outros esclarecimentos julgados necessários, 
para decisão da autoridade competente. 
Art. 171. Os exames de causas e de material não dispensam a apuração 
obrigatória de procedimento administrativo competente, o que o fato comportar. 
Art. 172. O bem será examinado no local em que se achar depositado ou 
distribuído. 
Parágrafo único. Havendo necessidade de remoção do material para exames 
técnicos específicos, a comissão específica designada elaborará termo circunstanciado sobre o 
estado do bem e os motivos que recomendam a sua remoção, encaminhando-o à apreciação e 
decisão do Agente Diretor. 
Art. 173. Com base no termo de exame, o Agente Diretor decidirá em 
despacho fundamentado no próprio documento: 
I - imputar o prejuízo à União ou responsabilizar o culpado; 
II - mandar excluir do patrimônio e dar baixa na escrituração ou recuperar o 
bem; e 
III - indicar o destino a ser dado ao bem, determinando a abertura de processo 
de alienação ou outra forma de desfazimento, mediante inutilização ou abandono, conforme o 
caso, observado o inciso VI do art. 168 deste Regulamento. 
§ 1º Nenhum material poderá ser alienado ou abandonado sem prévia 
destituição de suas características eminentemente militares. 
§ 2º O material destinado à alienação ou ao abandono deverá estar 
descaracterizado para resguardar o COMAER de qualquer responsabilidade por danos 
materiais ou pessoais decorrentes de utilizações indevidas ou inapropriadas por parte de 
terceiros. 
§ 3º A documentação relativa à exclusão de bem patrimonial móvel 
permanente deverá compor PAG específico, a ser arquivado no setor de controle interno da 
UG. 
Art. 174. O prazo entre o fato gerador da realização de exame do material ou 
de causas e a publicação das conclusões, em boletim interno, será de trinta dias, no máximo, 
podendo, a critério do Ordenador de Despesas, desde que fundamentado, ser prorrogado por 
até mais 30 (trinta) dias. 
Art. 175. O bem móvel permanente em uso na UG será marcado, sempre que 
possível, de maneira a permitir a sua pronta identificação, facilitando os controles. 
Parágrafo único. O bem móvel de consumo de uso duradouro será marcado 
sempre que for possível. 
Art. 176. A inclusão e a exclusão ou desfazimento de material aeronáutico, 
bélico e de aeronaves e embarcações militares encontram-se regulados por legislação 
específica do ODS de competência e de subordinação, além do rito previsto nos artigos 145 a 
175 do presente regulamento, no que couber. 
98/135 RCA 12-1/2020 
 
 
 
CAPÍTULO III 
DA ALIENAÇÃO 
Art. 177. Os bens imóveis disponíveis e os bens móveis inservíveis ou 
excluídos, bem como a matéria-prima aproveitável, oriunda de exclusão, sempre que não 
tiverem aplicação na OM e desde que não haja interessados de outras UG, serão alienados.Parágrafo único. No caso de bens culturais, observar-se-ão as legislações 
específicas. 
Art. 178. A alienação de bens, subordinada à existência de interesse da 
Administração, devidamente justificada e fundamentada, será precedida de processo de 
vistoria, avaliação e licitação, dispensada esta no caso de doação, permitida exclusivamente 
para fins de uso de interesse social, após avaliação de sua oportunidade e conveniência 
socioeconômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação. 
Art. 179. O bem patrimonial móvel incluído na dotação de uma OM da 
Aeronáutica, quando considerado inservível, deverá ser classificado como: 
I - ocioso - quando, em perfeitas condições de uso, não estiver sendo 
aproveitado pela OM; 
II - recuperável - quando sua recuperação for possível e indicada em razão do 
custo da recuperação ser de até 50% (cinquenta por cento) do seu valor de mercado ou cuja 
análise de custo e benefício demonstre ser justificável a sua recuperação; 
III - antieconômico - quando sua manutenção for onerosa ou seu rendimento 
precário, em virtude de uso prolongado ou obsoletismo desgaste prematuro, mediante 
justificativa formal; e 
IV - irrecuperável - quando não mais puder ser utilizado para o fim a que se 
destina, devido à perda de suas características ou em razão de ser o seu custo de recuperação 
mais de 50% (cinquenta por cento) do seu valor de mercado ou de a análise do seu custo e 
benefício demonstrar ser injustificável a sua recuperação, mediante justificativa formal. 
Art. 180. Os bens móveis inservíveis ociosos e os recuperáveis poderão ser 
reaproveitados, mediante transferência interna (quando realizada entre unidades 
organizacionais, dentro do mesmo órgão ou entidade) ou externa (quando realizada entre 
órgãos da União). 
Art. 181. Os bens móveis inservíveis cujo reaproveitamento seja considerado 
inconveniente ou inoportuno serão alienados em conformidade com a legislação aplicável às 
licitações e aos contratos, no âmbito da administração pública. 
Art. 182. Os símbolos nacionais, as armas, as munições, os materiais 
pirotécnicos e os bens móveis que apresentem risco de utilização fraudulenta, por terceiros, 
quando inservíveis, serão inutilizados em conformidade com a legislação específica. 
Art. 183. A avaliação do bem a ser alienado será realizada por comissão, 
especificamente designada, de, no mínimo, três membros, cujo resultado será registrado em 
termo próprio. 
RCA 12-1/2020 99/135 
 
Parágrafo único. A documentação relativa à alienação de bens patrimoniais 
deverá, obrigatoriamente, compor PAG aberto exclusivamente para tal fim, a ser arquivado no 
setor de controle interno da UG. 
Art. 184. A comissão de avaliação deverá conter, dentre seus membros, pelo 
menos um com conhecimento técnico-especializado do bem, a quem caberá a assessoria pelo 
laudo de avaliação, conforme disposições regulamentares deste Regulamento. 
Art. 185. A UG que não possuir em seu efetivo nenhum Agente da 
Administração em condições de avaliar tecnicamente o bem disponível deverá solicitar a 
gestão de outro órgão que disponha de tais condições ou mesmo solicitar a contratação de 
terceiros, caso as UG do COMAER não disponham de profissionais com capacidade para 
atuarem no processo, conforme previsto neste Regulamento. 
Art. 186. A Administração poderá, em casos especiais, contratar, por prazo 
determinado, serviço de empresa ou profissional especializado para assessorar a comissão 
quando se tratar de material de grande complexidade, vulto, valor estratégico ou cujo 
manuseio possa oferecer risco a pessoas, instalações ou ao meio ambiente, desde que 
motivado e justificado pelo Ordenador de Despesas no processo, por solicitação da referida 
comissão. 
Art. 187. Para o bem a ser alienado, o Termo de Avaliação de Material (TAM) 
evidenciará, pelo menos os seguintes quesitos: 
I - o estado real do material; 
II - o valor de aquisição; 
III - o valor constante do Termo de Avaliação, de conformidade com preços 
atualizados e praticados no mercado; 
IV - os motivos da disponibilidade; e 
V - a oportunidade ou conveniência da alienação fundamentada, para análise e 
decisão da autoridade competente. 
Art. 188. O resultado da avaliação conduzirá a comissão à modalidade de 
licitação apropriada para a alienação. 
Art. 189. A alienação de bens imóveis obedecerá ao que prescreve a legislação 
pertinente e, de acordo com cada caso, dependerá de procedimento licitatório pertinente. 
Art. 190. A alienação de bens móveis, em função da modalidade de licitação 
correspondente ao valor avaliado, dependerá de autorização de autoridade superior 
competente. 
Art. 191. A alienação de aeronave, material bélico e seus equipamentos 
específicos deverá ser proposta pelo respectivo Órgão de Direção Setorial ao CMTAER, 
mediante relatório ou parecer técnico-operacional emitido pelo operador e análise favorável 
do EMAER. 
Art. 192. Para a alienação de bens imóveis, nos casos previstos na legislação, e 
de bens móveis avaliados, isolada ou globalmente, em quantia não superior ao limite previsto 
para a licitação na modalidade de tomada de preços, deverá ser adotada, obrigatoriamente, a 
modalidade de leilão. 
100/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 193. Para a realização de leilão, deverá ser solicitada, obrigatoriamente, a 
indicação de profissional especializado ao correspondente órgão ou entidade de classe ou 
mesmo a contratação de terceiro especializado, justificada no processo pelo Ordenador de 
Despesas ou a designação de Agente da Administração, devendo obedecer ao procedimento 
previsto na legislação pertinente. 
Art. 194. O laudo ou termo técnico de avaliação é parte constitutiva do 
processo de alienação. 
Art. 195. Os valores arrecadados nas alienações destinam-se ao Fundo 
Aeronáutico, na forma da legislação pertinente. 
Art. 196. A permuta, permitida entre Órgãos ou Entidades da Administração 
Pública ou Particular, poderá ser realizada sem limitação de valor, desde que as avaliações dos 
lotes sejam coincidentes e haja interesse público. 
Art. 197. No interesse público, devidamente justificado pela autoridade 
competente, o material disponível a ser permutado poderá entrar como parte do pagamento de 
outro a ser adquirido, condição esta que deverá constar do edital de licitação. 
Art. 198. A doação, presente razões de interesse social, poderá ser efetuada 
pelos Órgãos integrantes da Administração Pública Federal Direta, pelas Autarquias e 
Fundações, após a avaliação de sua oportunidade e conveniência, relativamente à escolha de 
outra forma de alienação, podendo ocorrer, em favor dos órgãos e entidades indicados, quando 
se tratar de material: 
I - ocioso ou recuperável, para outro Órgão ou Entidade da Administração 
Pública Federal Direta, Autárquica ou Fundacional ou para outro órgão integrante de qualquer 
dos demais Poderes da União; 
II - antieconômico, para Estados e Municípios mais carentes, Distrito Federal, 
empresas públicas, sociedade de economia mista, instituições filantrópicas e Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS); 
III - irrecuperável, para instituições filantrópicas e as Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS); 
IV - adquirido com recursos de convênio celebrado com Estado, Território, 
Distrito Federal ou Município e que, a critério do Ministro de Estado, do dirigente da 
autarquia ou fundação, seja necessário à continuação de programa governamental, após a 
extinção do convênio, para a respectiva entidade convenente; e 
V - destinado à execução descentralizada de programa federal, aos Órgãos e 
Entidades da Administração Direta e Indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios e aos consórcios intermunicipais, para exclusiva utilização pelo órgão ou entidade 
executora do programa, hipótese em que se poderá fazer o tombamento do bem diretamente 
no patrimônio do donatário, quando se tratar de material permanente, lavrando-se, em todos 
os casos,registro no processo administrativo competente. 
Art. 199. A alienação e a avaliação de material aeronáutico, bélico e de 
aeronaves e embarcações militares encontram-se reguladas por legislação específica do ODS 
de competência e de subordinação, além do rito previsto nos artigos 177 a 198 do presente 
regulamento, no que couber. 
 
RCA 12-1/2020 101/135 
 
CAPÍTULO IV 
DO ARROLAMENTO 
Art. 200. O arrolamento para acerto patrimonial constitui medida excepcional, 
somente autorizada pelo CMTAER, em atendimento a expediente devidamente fundamentado 
pelo proponente ao ODS da cadeia de subordinação, que emitirá o seu posicionamento no 
processo e no qual serão, obrigatoriamente, identificadas as causas e definidas as 
responsabilidades dos agentes causadores do evento, nas respectivas esferas de atuação (civil, 
penal e administrativa), mediante instauração de procedimento administrativo de apuração, 
conforme legislação vigente. 
§ 1º O CENCIAR acompanhará todo o processo de arrolamento em 
coordenação com o respectivo ODS. 
§ 2º Para o ODG e os OA deverá ser adotado o mesmo rito disposto no caput 
deste artigo. 
Art. 201. Proceder-se-á ao arrolamento nos seguintes casos: 
I - estado caótico da escrituração, sem possibilidade de normalização pelos 
meios regulares; 
II - dano à escrituração, consequente de caso fortuito ou motivo de força maior; e 
III - ao término de operações de combate, real ou simulado. 
CAPÍTULO V 
DA CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO 
Art. 202. É responsabilidade direta do detentor, agente ou gestor da 
administração, de qualquer bem do patrimônio público incluindo-se os bens culturais, adotar 
as providências necessárias, no sentido de garantir a guarda, a conservação e a manutenção, 
em adequadas condições de uso. 
Art. 203. O material em estoque será transmitido ao substituto pelo substituído 
no mesmo estado em que foi recebido, ressalvados os casos fortuitos ou motivos de força 
maior, devidamente comprovados. 
Art. 204. As providências para recuperação do material são de 
responsabilidade da UG que o mantém sob a sua guarda, dentro dos recursos de que dispõe, 
observado o aspecto econômico da recuperação. 
Art. 205. Quando ocorrer reforma de bem móvel permanente, que lhe altere as 
características, estas deverão ser publicadas em boletim interno e registradas nos controles da 
OM, para as conferências posteriores. 
Parágrafo único. Antes de efetuar qualquer intervenção em bem patrimonial 
cultural, a OM detentora deverá consultar o Órgão responsável pelo trato da matéria. 
TÍTULO II 
DA ADMINISTRAÇÃO ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E CONTÁBIL 
CAPÍTULO I 
DOS RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS 
Art. 206. As UG, para atender às suas necessidades, podem dispor de: 
102/135 RCA 12-1/2020 
 
I - créditos orçamentários; e 
II - créditos adicionais. 
Art. 207. Créditos Orçamentários são os consignados na LOA e atribuídos, por 
meio do Plano de Ação elaborado pelo EMAER, aos diversos agentes responsáveis por ação 
orçamentária ou plano orçamentário sob a responsabilidade do COMAER. 
Parágrafo único. De posse dos créditos relativos às suas ações orçamentárias e 
planos orçamentários, os agentes responsáveis procedem a sua distribuição às UG do 
COMAER para o cumprimento de sua missão, em conformidade com seus respectivos 
PLANSET e os demais planejamentos organizacionais que os constituem. 
Art. 208. Créditos Adicionais são autorizações de despesas não contempladas 
ou insuficientemente dotadas na LOA e classificam-se em suplementares, especiais e 
extraordinários. 
Art. 209. Na execução orçamentária, serão observadas a sistemática 
estabelecida em legislação própria, especialmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei de 
Orçamento Anual, Lei de Responsabilidade Fiscal, normas e instruções complementares 
pertinentes. 
Art. 210. A descentralização de créditos orçamentários e adicionais à UG é 
efetuada por meio de Provisão e Destaque, pelo Órgão Central do SISFINAER, 
SISCONTAER e do SISCOMAER e pelas organizações autorizadas. 
Art. 211. A autoridade competente para conceder provisão de crédito poderá 
anulá-la no todo ou em parte, conforme o caso. 
Art. 212. Feita a provisão ou a distribuição de créditos, a movimentação dos 
recursos financeiros, necessários à execução das despesas, será efetuada conforme as normas 
de programação financeira estabelecidas pelo Órgão Central do SISFINAER, SISCONTAER 
e do SISCOMAER. 
Art. 213. Os recursos financeiros referentes a créditos orçamentários e 
adicionais serão transferidos por meio de Conta Única do Governo Federal ou, em casos 
especiais, serão creditados em contas específicas, de acordo com a programação financeira do 
governo. 
CAPÍTULO II 
DOS RECURSOS FINANCEIROS 
Art. 214. O produto das arrecadações ou recebimentos ocorridos será 
depositado por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), na Conta Única do Governo 
Federal, ou, em casos especiais, creditado em contas específicas, no máximo dentro de dois 
dias úteis, a contar da correspondente geração ou do recebimento pelo agente da 
administração ou gestor competente, observadas as orientações do Órgão Central do 
SISFINAER, SISCONTAER e do SISCOMAER. 
Art. 215. Os recursos financeiros, no país, sob a responsabilidade de uma UG, 
serão mantidos na Conta Única do Governo Federal no Banco do Brasil S/A e movimentados 
somente por intermédio daquele Banco. 
RCA 12-1/2020 103/135 
 
Parágrafo único. A utilização de outra instituição bancária, se necessária, 
somente poderá ocorrer após autorização obtida por meio do Órgão Central do SISFINAER, 
SISCONTAER e do SISCOMAER. 
Art. 216. As transferências autorizadas de recursos financeiros entre UG serão 
efetuadas por meio da Conta Única do Governo Federal, de acordo com instruções do Órgão 
Central do SISFINAER, SISCONTAER e do SISCOMAER. 
CAPÍTULO III 
DAS DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS 
Art. 217. A despesa compreende três fases: empenho, liquidação e pagamento. 
Art. 218. Nenhuma despesa será realizada sem a existência de crédito 
específico que a comporte dentro do respectivo exercício financeiro. 
Art. 219. É vedada, sob qualquer forma, a realização de qualquer tipo de 
despesa sem a existência de prévio empenho ou sem a existência de dotação orçamentária 
prevista e aprovada. 
Art. 220. O empenho de despesa, identificado segundo sua natureza ou 
finalidade, poderá ser: 
I - ordinário - corresponde ao montante exato do compromisso; 
II - global - próprio das despesas contratuais e outras sujeitas à entrega 
parcelada dos bens ou serviços e obras, correspondendo ao valor exato do compromisso; e 
III - estimativo - referente à despesa, cuja importância exata não se possa 
previamente determinar. 
Art. 221. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido 
pelo credor e será feita tendo por base: 
I - a nota de empenho acompanhada, obrigatoriamente, de nota fiscal eletrônica 
(NFe) ou de nota fiscal (1ª e 2ª vias ou 2 vias) ou documento fiscal equivalente, onde constem, 
pelo menos, os dados mínimos de especificação do bem ou serviço, o valor e o destinatário, 
consoante disposto no empenho ou no procedimento licitatório; 
II - os comprovantes de entrega do material ou prestação efetiva do serviço; e 
III - a execução total ou parcial do objeto do contrato ou documento 
correspondente. 
Art. 222. Quando for necessário cancelar o empenho, será emitida nota de 
anulação de empenho pela mesma autoridade que emitiu a nota de empenho ou por seu 
substituto legal. 
Art. 223. A anulação total ou parcial do empenho ocorrerá, desde que 
regularmente registrada no processo correspondente, quando: 
I - a despesa empenhada for superior à despesa efetivamente realizada; 
II - não ocorrer a prestação do serviço contratado; 
III - o bem adquirido não for entregue total ou parcialmente; ou 
IV - a nota de empenho for emitida com impropriedade. 
104/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 224. O empenho, a liquidação e o pagamento de despesa na Aeronáutica 
serão regulados pelalegislação e normas aplicáveis à espécie, complementadas por instruções 
do Órgão Central do SISFINAER, SISCONTAER e do SISCOMAER. 
CAPÍTULO IV 
DAS LICITAÇÕES E DOS CONTRATOS 
Art. 225. Os processos licitatórios, bem como os processos de dispensa e de 
inexigibilidade, para a aquisição de bens e a realização de serviços e obras, deverão se 
desenvolver em conformidade com as normas vigentes. 
Parágrafo único. Instruções específicas serão expedidas e atualizadas, sempre 
que necessário, por iniciativa do Órgão Central do SISFINAER, SISCONTAER e do 
SISCOMAER, e do Órgão Central do Sistema de Controle Interno da Aeronáutica, inclusive 
para as Comissões e as Representações do COMAER no exterior. 
Art. 226. Todas as minutas de editais e termos ou instrumentos contratuais, 
congêneres e afins ou correlatos elaborados pelas UG (de Apoio e Apoiadas) deverão ser 
previamente examinados e aprovados, sob o aspecto legal, nos termos da legislação pertinente 
e vigente, pelas Consultorias Jurídicas da União (CJU) do Estado em que sediada a(s) UG 
assessorada(s) ou pela Consultoria Jurídica Adjunta do Comando da Aeronáutica (COJAER), 
para as UG localizadas em Brasília-DF. 
§ 1º A análise das minutas de editais, contratos, instrumentos congêneres e 
afins ou correlatos, de responsabilidade do CMTAER ou de outros específicos de interesse do 
COMAER, ficará a cargo da COJAER. 
§ 2º A análise das minutas de editais, contratos, instrumentos congêneres e 
afins ou correlatos, das Representações e das Comissões da Aeronáutica no exterior, ficará a 
cargo da COJAER. 
§ 3º Os Assessores e Adjuntos Jurídicos militares ou civis, lotados nas UG não 
possuem competência legal para emitir pareceres e informações, podendo apenas auxiliar os 
trabalhos jurídicos dos membros da AGU para o fim a que se destina o caput deste artigo. 
§ 4º Os Assessores e Adjuntos Jurídicos militares ou civis, lotados nas UG, 
podem prestar apoio jurídico aos Comandantes e a outros agentes da administração quanto aos 
aspectos legais e formais de atos a serem praticados por estes, ressalvando-se, entretanto, que 
os pareceres jurídicos emitidos não possuem caráter vinculativo. 
§ 5º Quando houver parecer referencial da Advocacia-Geral da União (AGU) 
explicitamente para o objeto a ser contratado e a UG EXEC cumprir fielmente todas as 
condicionantes e os requisitos, mesmo assim, haverá a necessidade de submissão do processo 
administrativo à assessoria jurídica da área, uma vez que o parecer não é vinculativo, podendo 
o Comandante/Chefe/Diretor/Prefeito, no seu caráter discricionário, pela oportunidade e 
conveniência, desde que fundamentado, adotar outro posicionamento. 
CAPÍTULO V 
DOS PAGAMENTOS 
Art. 227. Os pagamentos de despesas a terceiros, obedecidas a legislação, 
normas e instruções complementares pertinentes, serão feitos por ordem bancária ou relação 
bancária ou documento equivalente autorizado. 
RCA 12-1/2020 105/135 
 
Art. 228. Quando houver despesa não atendível pela via bancária, o pagamento 
poderá ser por meio de suprimento de fundos, na forma da legislação pertinente. 
Art. 229. O pagamento de despesas observará a ordem cronológica da sua 
liquidação, considerada em relação à correspondente fonte de recursos, e os prazos 
estabelecidos na legislação pertinente, salvo quando presentes relevantes razões de interesse 
público e mediante prévia justificativa do Ordenador de Despesas da UG no PAG, 
devidamente publicada. 
Art. 230. Para a realização do pagamento de despesa, deverão ser observadas 
as seguintes etapas: 
I - nota de empenho da despesa acompanhada, obrigatoriamente, de nota fiscal 
eletrônica (NFe) ou de nota fiscal (1a e 2a vias ou 2 vias) ou documento fiscal equivalente em 
mídia digital, onde constem, pelo menos, os dados mínimos de especificação do bem ou 
serviço, o valor e o destinatário, consoante disposto no empenho ou no procedimento 
licitatório, além de outros específicos previstos por sistemas corporativos definidos, do qual o 
COMAER se insere ou utiliza; 
II - recebimento e aceitação do material ou serviço fisicamente ou em mídia 
digital; 
III - liquidação da despesa com indicação do documento de entrega (nota fiscal 
ou documento fiscal equivalente em mídia digital); e 
IV - conferência dos documentos que compõem o processo pelo Agente de 
Controle Interno, na forma da legislação em vigor. 
Parágrafo único. A emissão da Ordem Bancária ficará condicionada à 
verificação física ou digital do cumprimento das etapas acima elencadas, verificadas pelo 
Agente de Controle Interno e pelo Gestor de Finanças. 
CAPÍTULO VI 
DOS REGISTROS 
Seção I 
Da Contabilidade 
Art. 231. A Contabilidade no COMAER é praticada conforme normas 
estabelecidas pelo Órgão Central do Sistema de Contabilidade Federal, a Secretaria do 
Tesouro Nacional (STN), e disciplinada pelo Órgão Central do SISCONTAER, a SEFA, por 
meio da DIREF. 
Seção II 
Da Documentação 
Art. 232. Nos processos administrativos eletrônicos, os atos processuais 
deverão ser realizados em meio eletrônico, exceto nas situações em que este procedimento for 
inviável ou em caso de indisponibilidade do meio eletrônico cujo prolongamento cause dano 
relevante à celeridade do processo. 
Art. 233. Os documentos nato-digitais e assinados eletronicamente serão 
considerados originais para todos os efeitos legais. 
106/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 234. A digitalização de documentos recebidos ou produzidos, no âmbito 
das Organizações Militares, deverá ser acompanhada da conferência da integridade do 
documento digitalizado. 
§ 1º A conferência prevista no caput deverá registrar se foi apresentado 
documento original, cópia autenticada em cartório, cópia autenticada administrativamente ou 
cópia simples. 
§ 2º Os documentos resultantes da digitalização de originais serão 
considerados cópias autenticadas administrativamente, e os resultantes da digitalização de 
cópia autenticada em cartório, de cópia autenticada administrativamente ou de cópia simples 
terão valor de cópia simples. 
§ 3º A administração poderá, conforme definido em ato de cada órgão ou 
entidade: 
I - proceder à digitalização imediata do documento apresentado e devolvê-lo 
imediatamente ao interessado; 
II - determinar que a protocolização de documento original seja acompanhada 
de cópia simples, hipótese em que o protocolo atestará a conferência da cópia com o original, 
devolverá o documento original imediatamente ao interessado e descartará a cópia simples 
após a sua digitalização; e 
III - receber o documento em papel para posterior digitalização, considerando 
que: 
a) se forem originais ou cópias autenticadas em cartório deverão ser devolvidos 
ao interessado, preferencialmente, ou ser mantidos sob guarda do órgão ou da entidade, nos 
termos da sua tabela de temporalidade e destinação; e 
b) se forem cópias autenticadas administrativamente ou cópias simples poderão 
ser descartados após realizada a sua digitalização, nos termos do caput e do § 1º. 
§ 4º Na hipótese de ser impossível ou inviável a digitalização do documento 
recebido, este ficará sob guarda da administração e será admitido o trâmite do processo de 
forma híbrida, conforme definido em ato de cada órgão ou entidade. 
Art. 235. Impugnada a integridade do documento digitalizado, mediante 
alegação motivada e fundamentada de adulteração, deverá ser instaurada diligência para a 
verificação do documento objeto de controvérsia. 
Seção III 
Da Escrituração 
Art. 236. Os bens patrimoniais, de qualquer natureza, adquiridos, transferidos 
ou recebidos pela UG, inclusive em doação ou permuta, serão escriturados na conta contábil 
apropriada do SIAFI e em sistema informatizado de controle patrimonial de bens móveis do 
COMAER. 
Art. 237. A escrituração contábil, referente à execução orçamentária, 
financeira e patrimonial, será analítica e sintética, devendo ser registrada no SIAFI e em 
outros processos complementares. 
§ 1º A escrituração analítica registrará, de modocronológico e sistemático, os 
atos e fatos administrativos e será realizada pela UG à qual está creditado o orçamento 
aprovado. 
§ 2º A escrituração sintética, com base na escrituração analítica, evidenciando 
o estado da administração, será realizada pelas UG EXEC do COMAER. 
RCA 12-1/2020 107/135 
 
Art. 238. Uma escrituração estará em ordem quando: 
I - observar os modelos em vigor; 
II - estiver de acordo com princípios gerais de contabilidade; e 
III - cumprir as disposições que regulam o assunto. 
Art. 239. Uma escrituração estará em dia quando registrar todas as alterações 
ocorridas até dois dias úteis anteriores à data de verificação. 
Parágrafo único. Os bens móveis serão escriturados no prazo de até dez dias 
úteis contados a partir da data do recebimento. 
Art. 240. A escrituração será feita de forma simplificada e racional, segundo 
normas, modelos e orientações de cada sistema. 
Parágrafo único. A escrituração dos bens móveis e dos estoques deverá ser 
realizada em sistema informatizado de controle patrimonial de bens móveis do COMAER, 
observadas as normas pertinentes. 
Art. 241. A escrituração dos bens patrimoniais deverá representar com 
exatidão o existente na OM, observando o disposto no art. 236. 
Art. 242. Os bens patrimoniais serão escriturados, inicialmente, pelo valor 
histórico ou de aquisição. Na falta desses dois tipos de valores poderá ser realizada uma 
pesquisa de mercado em, pelo menos, 3 (três) meios distintos e comprovados, atribuindo-se 
como valor do bem a média entre esses valores. 
§ 1º Todos os bens patrimoniais sob a responsabilidade de UG constarão, na 
escrituração, com o respectivo valor em moeda nacional e serão avaliados ou reavaliados 
quando determinado em legislação pertinente ou a qualquer tempo, por determinação da 
autoridade competente. 
§ 2º Os bens patrimoniais, cujos valores históricos sejam desconhecidos, serão 
incluídos no patrimônio com o valor de sua avaliação, efetuada por comissão especificamente 
designada. 
§ 3º No tocante à depreciação dos referidos bens deverá ser observada a 
legislação que trata do tema, emanada do setor competente. 
Art. 243. Os bens móveis de consumo, quando iguais ou semelhantes, mas de 
valores diferentes, serão reunidos, escriturados e inventariados pelo preço médio ponderado, 
por ocasião de sua inclusão. 
Art. 244. A especificação dos bens patrimoniais móveis, quanto ao peso, 
dimensão, superfície e volume, basear-se-á, em princípio, no sistema de pesos e medidas em 
vigor. 
Parágrafo único. No que diz respeito à sua nomenclatura, deverá ser completa 
e detalhada, observando-se a ortografia oficial. 
Art. 245. O material importado será escriturado no SIAFI e em sistema 
informatizado de controle patrimonial de bens móveis do COMAER, com os seus valores em 
moeda nacional. 
§ 1º A taxa de câmbio utilizada para conversão será aquela registrada no 
SIAFI, referente ao último dia do mês anterior, em relação à data de certificação do 
recebimento na comissão ou na representação da Aeronáutica no exterior do item ou lote 
constante do documento fiscal. 
108/135 RCA 12-1/2020 
 
§ 2º Os bens móveis que constituam partes de um mesmo conjunto, recebidos 
em remessas separadas, terão os seus valores inseridos no SIAFI, de conformidade com o 
disposto no caput e no § 1º deste artigo, em conta específica, vinculada a contrato, ou não, 
conforme o caso. 
§ 3º A inclusão no patrimônio de itens e peças sobressalentes recebidos 
separadamente, cujo produto final, agregado de serviços especializados de montagem e 
instalação, constitua um bem móvel claramente identificado, será processada pelo preço do 
somatório dos documentos fiscais registrados, de conformidade com o § 1o e § 2o deste artigo. 
§ 4º A escrituração no sistema patrimonial de bens móveis permanentes do 
COMAER, do material importado existente no patrimônio das Representações e das 
Comissões da Aeronáutica no exterior, bem como sua contabilização no SIAFI, se fará pela 
conversão da moeda nacional para dólar americano. 
Art. 246. Os relatórios, gerados de forma mecânica ou informatizada, referentes 
a posições de natureza patrimonial ou financeira, conterão os totais parciais e gerais, em cada 
folha, e serão assinados, e/ou rubricados, na forma mecânica ou digital, em todas as suas 
folhas, pelos agentes responsáveis por sua gestão e controle. 
Art. 247. O registro contábil dos fatos administrativos de natureza financeira 
será feito de acordo com as especificações constantes da LOA e dos créditos adicionais. 
Seção IV 
Dos Documentos e dos Processos 
Art. 248. Os documentos deverão ser arquivados sob a forma de processo, 
observada a numeração única de processo (NUP), conforme legislação pertinente, sendo 
devidamente autuados, indexados e tendo as folhas sequencialmente numeradas e rubricadas 
ou chanceladas, admitido o uso de meios mecânicos e eletrônicos ou digitais, de modo a 
atender prontamente às necessidades do serviço. 
Parágrafo único. Admitir-se-á a utilização de arquivos digitalizados, com 
assinatura digital nos processos eletrônicos que tramitam nos sistemas corporativos, 
decorrentes da documentação original. 
Art. 249. Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo 
claro, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. 
Parágrafo único. Exceto se existirem dúvidas fundadas quanto à autenticidade 
ou previsão legal, ficará dispensado o reconhecimento de firma e a autenticação de cópia dos 
documentos expedidos no país e destinados a fazer prova nos processos internos. 
Art. 250. A assinatura, firma ou rubrica em documentos e processos deverá ser 
seguida da repetição completa do nome do signatário e indicação da respectiva função ou 
cargo, por meio de impressão ou carimbo, conforme o previsto nas normas do COMAER. 
§ 1º A sigla da Unidade na qual o agente exerça suas atividades sucederá a 
indicação da função ou cargo, caso não conste identificada nos timbres dos documentos e 
processos. 
§ 2º De forma impressa ou manuscrita, a indicação da localidade e a data 
precederão a assinatura. 
Art. 251. Poderá ser usada assinatura digital ou similar, chancela mecânica, 
mediante a reprodução exata da assinatura, firma ou rubrica da autoridade administrativa 
RCA 12-1/2020 109/135 
 
competente, na autenticação de documentos em série ou de emissão repetitiva, na 
documentação diária ou livros, fichas (se houver ou for utilizada) ou outros equivalentes. 
Art. 252. A autoridade administrativa fixará, em ato próprio (informação 
documentada), as condições técnicas quanto ao controle e à segurança do sistema e, também, 
será responsável pela legitimidade e valor dos processos, documentos e papéis autenticados na 
forma do artigo anterior. 
Seção V 
Dos Erros e das Retificações 
Art. 253. A entrelinha, rasura, emenda, omissão, espaço em branco e quaisquer 
outras inconsistências ou irregularidades na documentação, conforme o caso, terão sua 
ressalva validada com a assinatura da maior autoridade responsável pela elaboração do 
documento ou do seu substituto legal, sendo objeto das seguintes correções: 
I - à tinta vermelha; 
II - por meio de estorno; 
III - com lançamento supletivo; ou 
IV - com declaração “em tempo”. 
§ 1º Na retificação feita com tinta vermelha, a parte a corrigir será cancelada 
com um ou dois traços horizontais, escrevendo-se logo acima o que for certo, tudo disposto de 
maneira que deixe ver as palavras ou algarismos pré-existentes. 
§ 2º A correção mencionada no § 1o deste artigo será acompanhada de 
ressalva, também com tinta vermelha, confirmada e lançada à margem ou em lugar que não 
prejudique a clareza do documento. 
§ 3º A retificação, por meio de estorno, será justificada mediante histórico 
sucinto do engano. 
§ 4º O lançamento supletivo, destinado a sanar omissões ou deficiências, será 
feito de maneira que não deixe qualquer dúvida sobre a sua exatidão. 
§ 5º A retificação feitapor meio de declaração “em tempo” será realizada com 
o lançamento desta declaração no fim do documento e assinada por todos aqueles que o 
subscreveram anteriormente. 
§ 6º O espaço em branco será preenchido ou cancelado por meio de traços, de 
forma a não permitir lançamentos posteriores. 
§ 7º Qualquer documento emitido por sistema informatizado não poderá ser 
emendado, devendo ser retificado, por lançamento no próprio sistema, na forma do inciso II 
deste artigo, e emitido outro com a correção correspondente, se necessário, ressalvadas as 
exceções previstas nos respectivos manuais. 
Art. 254. Na retificação que se fizer necessária na escrituração de documentos 
de receita e despesa, serão observados, ainda, os princípios de contabilidade normalmente 
aceitos. 
Art. 255. A correção que importar em alteração em balanços, balancetes, 
demonstrativos e seus documentos de suporte, quando estes já tiverem produzido os efeitos 
necessários, será feita da seguinte forma: 
I - retificação dos balanços, balancetes, demonstrativos e seus documentos de 
suporte, com as devidas ressalvas e assinaturas pelos agentes por ele responsáveis; 
II - lançamento da diferença resultante das correções feitas, no débito ou 
crédito, na data em que ocorreram; e 
110/135 RCA 12-1/2020 
 
III - remessa das vias dos balanços, balancetes, demonstrativos corrigidos para 
as organizações competentes, caso este procedimento ainda esteja em uso, ou comunicação 
formal aos respectivos destinatários da documentação acerca das correções efetuadas. 
Art. 256. Ocorrendo erro ou omissão nos dizeres manuscritos dos carimbos, a 
correção será feita por meio de nova aplicação, sendo o anterior cancelado, em tinta vermelha, 
mediante a aposição de dois traços paralelos ou na forma de “X”, consideradas as 
extremidades do carimbo. 
 
LIVRO II 
DAS RESPONSABILIDADES 
TÍTULO I 
DAS COMPROVAÇÕES 
CAPÍTULO I 
DA REUNIÃO DA ADMINISTRAÇÃO 
Art. 257. Os Agentes da Administração da(s) UG (Executoras e Credoras) 
reunir-se-ão, obrigatória e periodicamente ou a qualquer tempo, por convocação e sob a 
presidência do Comandante/Chefe/Diretor/Prefeito, do Agente Diretor ou do Ordenador de 
Despesas da UG para tratar, entre outros: de assuntos pertinentes à situação econômico-
financeira e patrimonial, do andamento dos serviços administrativos, do andamento dos 
planos da Administração e de todos os assuntos correlatos que tenham relação com a 
administração da UG. 
Art. 258. Tomarão parte, obrigatoriamente, da Reunião da Administração da(s) 
UG, o Agente Diretor (titular e delegado, se houver), o Ordenador de Despesas (titular e 
delegado, se houver), o ACI (titular e delegado, se houver) e os Fiscais de Contrato. 
§ 1º Os demais Agentes da Administração da (s)UG (Executoras e Credoras) 
deverão estar presentes para exporem a parte relativa às suas atividades e responsabilidades, 
sendo dispensados após, a critério do Comandante. 
§ 2º Outros servidores públicos e assemelhados da(s) UG (Executoras e 
Credoras), não gestores, poderão ser convidados pelo Comandante, a assistirem às Reuniões 
da Administração. 
Art. 259. Será lavrada ata concisa dos trabalhos realizados na reunião da 
Administração. 
Parágrafo único. Os documentos ratificados pelos agentes ou gestores ou 
servidores de níveis equivalentes responsáveis serão tratados de forma a cumprirem as rotinas 
e os procedimentos estabelecidos pelos Órgãos Centrais de Sistemas afetos às atividades da 
OM ou Órgãos competentes, na forma e nos prazos estabelecidos na legislação e normas 
pertinentes, conforme o caso. 
CAPÍTULO II 
DA PRESTAÇÃO DE CONTAS MENSAL 
Art. 260. Os Agentes da Administração da(s) UG (Executoras e Credoras) 
RCA 12-1/2020 111/135 
 
responsáveis por bens, valores e dinheiros, inclusive os detentores de suprimento de fundos e 
os fiscais de contratos e instrumentos congêneres ou afins ou correlatos, de qualquer ordem, 
deverão prestar contas mensais, na forma da legislação pertinente, para: 
I - comprovar a utilização desses bens, valores e dinheiros, justificar o seu 
emprego e demonstrar as respectivas disponibilidades; 
II - comprovar a realização de despesas por meio de suprimento de fundos; e 
III - posicionar os Agentes da Administração quanto ao andamento da 
fiscalização referente aos contratos e instrumentos congêneres e afins ou correlatos pactuados 
pela(s) UG. 
Art. 261. As contas dos agentes responsáveis pela gestão dos bens, valores e 
dinheiros da(s) UG (Executoras e Credoras) que compõem o processo de Prestação de Contas 
Mensal (PCM), serão apresentadas ou demonstradas: 
I - ao Comandante/Chefe/Diretor/Prefeito, ao Agente Diretor e ao Ordenador 
de Despesas (titulares ou delegados), por ocasião da Reunião da Administração ou a qualquer 
tempo, por convocação, a seu critério, pelos respectivos agentes ou gestores, pelos detentores 
de suprimento de fundos e pelos fiscais de contratos e instrumentos congêneres e afins ou 
correlatos, com a presença do ACI, por ocasião das substituições (interinas ou definitivas) ou 
a qualquer tempo, a critério daqueles; 
II - ao Órgão Central do SISFINAER, SISCONTAER e do SISCOMAER, de 
acordo com instruções específicas; 
III - ao CENCIAR, no que referir à comprovação dos atos de gestão, em 
verificações, “in loco” , quando este julgar necessário ou por demanda interna ou externa e de 
acordo com instruções específicas; 
IV - aos Órgãos Centrais dos demais sistemas corporativos formalmente 
instituídos no COMAER, nas suas esferas de competência, quando estes julgarem necessários 
e de acordo com instruções específicas pertinentes aos temas relacionados; e 
V - às comissões especificamente designadas para a realização de processos de 
Tomadas de Contas Especiais (TCE). 
Parágrafo único. A SEFA, por intermédio da DIREF, com base no fechamento 
mensal do SIAFI, estabelecerá e divulgará as datas limites do calendário de Prestação de 
Contas Mensal (PCM). 
Art. 262. A SEFA, por intermédio da DIREF, como Órgão Central do 
SISFINAER, SISCONTAER e do SISCOMAER, é a responsável pelo acompanhamento da 
execução orçamentária financeira, patrimonial e contábil, executada no SIAFI, por parte das 
UG EXEC. 
Art. 263. A documentação que compõe o processo de Prestação de Contas 
Mensal da(s) UG poderá ser analisada pelo CENCIAR, de acordo com instruções específicas. 
Art. 264. Os responsáveis por bens patrimoniais, de qualquer ordem, deverão 
manter atualizada a contabilidade respectiva. 
Parágrafo único. Estes responsáveis prestam contas, analiticamente, à 
respectiva UG, e esta aos Órgãos competentes, na forma das disposições pertinentes. 
Art. 265. Os processos de prestação de contas anuais são regulados pelo TCU, 
por meio de instruções específicas divulgadas pelo CENCIAR. 
112/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 266. O Agente Diretor deverá designar, por indicação do Agente de 
Controle Interno, por ocasião do encerramento do exercício financeiro, comissões de, no 
mínimo, três membros, compostas por elementos estranhos à atividade de cada setor, para 
realizar os inventários analíticos dos bens patrimoniais. 
§ 1º Sem prejuízo de outras normas dos sistemas competentes, a Unidade 
Gestora poderá utilizar, como instrumento gerencial, o Inventário Rotativo, que consiste no 
levantamento rotativo, contínuo e seletivo dos materiais existentes em estoque ou daqueles 
permanentes distribuídos para uso, feito de acordo com uma programação, de forma a que 
todos os itens sejam recenseados ao longo do exercício. 
§ 2º Para acervo de grande porte, aquele que possui mais de duzentos itens sob 
o controle de um agente ou gestor, poderá também ser utilizado o Inventário por Amostragem, 
com levantamento em bases mensais, de amostras de itens de material de um determinado 
grupo ou classe, inferindo os resultados para os demais itens do mesmo grupo ou classe. 
CAPÍTULO III 
DA TOMADA E DO PROCESSO DE CONTAS 
Art. 267. Para o disposto neste Regulamento, considera-se: 
I - Processo deContas - é o processo de trabalho do Controle Externo que, com 
base em documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, 
orçamentária, operacional ou patrimonial, obtidos direta ou indiretamente, destina-se a avaliar 
e julgar o desempenho e a conformidade da gestão: 
a) de qualquer pessoa física, órgão ou entidade que utilize, arrecade, guarde, 
gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou 
que, em nome desta assuma obrigações de natureza pecuniária; 
b) daqueles que derem causa a perda, a extravio ou a outra irregularidade de 
que resulte danos ao erário; e 
c) de todos aqueles que devam prestar contas ao TCU ou cujos atos estejam 
sujeitos à sua fiscalização por expressa disposição legal; 
II - Relatório de Gestão - são os documentos, informações e demonstrativos de 
natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial, organizado para 
permitir a visão sistêmica do desempenho e da conformidade da gestão dos responsáveis pelas 
unidades jurisdicionadas durante um exercício financeiro; 
III - Processo de Contas Ordinárias - é o processo de contas referente a 
exercício financeiro determinado, constituído pelo TCU segundo critérios de risco, 
materialidade e relevância; 
IV - Processo de Contas Extraordinárias - é o processo de contas constituído 
por ocasião da extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou 
desestatização de unidades jurisdicionadas, dos responsáveis citados no inciso I deste artigo; e 
V - Unidade Jurisdicionada - é a UG sujeita a prestar contas ao TCU. 
Art. 268. Diante da omissão no dever de prestar contas; da não comprovação 
da aplicação de recursos repassados pela União mediante convênio, contrato de repasse, ou 
instrumento congênere; da ocorrência de desfalque, alcance, desvio ou desaparecimento de 
dinheiro, bens ou valores públicos; ou da prática de ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de 
que resulte dano ao erário, a autoridade competente deverá, imediatamente, antes da 
instauração da TCE, adotar medidas administrativas para caracterização ou elisão do dano, 
observados os princípios norteadores dos processos administrativos e a legislação vigente. 
RCA 12-1/2020 113/135 
 
Art. 269. Todo agente público, em sua esfera de atuação, deverá adotar 
medidas administrativas imediatas com vistas ao ressarcimento de danos ao erário. 
Art. 270. A TCE somente deverá ser instaurada depois de esgotadas as 
providências administrativas internas e se verificar a impossibilidade do ressarcimento 
integral ao erário, conforme o previsto na legislação vigente. 
Art. 271. Esgotadas as medidas administrativas para caracterização ou elisão 
do dano, a autoridade competente deverá solicitar, ao ODS a que estiver subordinado, a 
imediata instauração de TCE, mediante a autuação de processo de apuração específico. 
Art. 272. O Agente da Administração, ao tomar conhecimento de ato ou fato 
administrativo que tenha causado prejuízo ao erário, deverá comunicar, formal e 
obrigatoriamente, seguindo a sua cadeia de subordinação, ao Comandante da OM, para a 
adoção das medidas administrativas cabíveis, observada a legislação em vigor, sob pena de 
incorrer em eventual responsabilização solidária. 
§ 1º Quando houver indício de que o ato ou fato administrativo comunicado 
envolva a cadeia de comando, o Agente da Administração deverá oficiar à autoridade 
imediatamente superior àquela envolvida, após, obrigatoriamente, ter dado ciência deste 
procedimento, por meio de documento circunstanciado, ao Comandante da OM. 
§ 2º A autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade 
solidária, deverá imediatamente adotar providências com vistas à apuração dos fatos, à 
identificação dos responsáveis e à quantificação do dano, além da instauração de 
procedimentos próprios para a apuração das responsabilidades nas esferas devidas 
(disciplinar, funcional e criminal, se for o caso), observada a legislação vigente. 
Art. 273. Na ocorrência de perda, extravio ou outra irregularidade, e se o dano 
for imediatamente ressarcido, a autoridade administrativa competente deverá registrar e 
manter adequadamente organizadas as informações sobre as medidas administrativas adotadas 
com vistas à caracterização ou elisão do dano. 
Art. 274. As UG deverão manter a guarda dos documentos comprobatórios de 
cada exercício, incluídos os de natureza sigilosa, de acordo com os seguintes prazos: 
I - dez anos, contados a partir da apresentação do Relatório de Gestão ao TCU, 
para as Unidades Jurisdicionadas não relacionadas para constituição de processo de contas no 
exercício; e 
II - cinco anos, contados a partir da data do julgamento das contas dos 
responsáveis pelo TCU, para as Unidades Jurisdicionadas relacionadas para constituição de 
processo de contas no exercício. 
CAPÍTULO IV 
DAS GENERALIDADES 
Art. 275. Os documentos comprobatórios de receita e despesa serão 
examinados sob os seguintes aspectos: 
I - moral, compreendendo o emprego judicioso dos valores públicos, 
observadas as prescrições legais vigentes; 
II - aritmético, que tem em vista a exatidão das operações expressas em 
algarismos; e 
114/135 RCA 12-1/2020 
 
III - formal, abrangendo exigências legais de forma e conteúdo nos 
documentos. 
Art. 276. A responsabilidade dos Agentes da Administração, no exercício de 
cargos, encargos, funções ou comissões, na gestão de bens, valores e dinheiros sob a sua 
guarda será efetuada por meio de acompanhamento permanente dos responsáveis pelo 
controle, tomada de contas, prestação de contas ou quaisquer outros instrumentos de controle. 
Art. 277. A Unidade Administrativa deverá manter em arquivo, incluindo a 
forma digital e controlar toda a documentação relativa à administração e gestão da OM, 
observando-se as normas e cumprindo os prazos estabelecidos na legislação vigente. 
Parágrafo único. A documentação relativa aos recolhimentos de impostos, 
taxas, contribuições ou outros tributos deverá ser mantida e controlada em arquivo, incluindo 
a forma digital, observando-se os prazos estabelecidos nas legislações específicas. 
Art. 278. Os exames, as auditorias, as verificações e as inspeções internas 
deverão ser utilizadas como instrumentos de controle para avaliar a situação das UG, 
identificando as inconsistências, as vulnerabilidades, as impropriedades e as eventuais 
irregularidades e propondo as correções e as apurações necessárias, se for o caso, observando-
se as normas legais e infralegais aplicáveis. 
TÍTULO II 
DAS RESPONSABILIDADES 
CAPÍTULO I 
DA RESPONSABILIDADE FUNCIONAL 
Art. 279. A responsabilidade dos Agentes da Administração no COMAER, 
quando no exercício de cargos, encargos ou funções, previstas na estrutura regimental do 
COMAER ou comissões, decorre do Princípio da Prevalência e Relevância do Interesse 
Público e do Princípio da Transparência dos atos e dos fatos administrativos praticados pelos 
agentes na gestão das atividades da Organização. 
§ 1º As disposições deste Regulamento são aplicáveis, no que couber, àquele 
que, mesmo não sendo Agente da Administração, induza ou concorra para a prática de atos de 
improbidade ou que dele se beneficie sob qualquer forma, direta ou indireta. 
§ 2º Todo Agente da Administração, investido em função, cargo ou 
encargo/comissão, que vier a causar prejuízos à União, às pessoas físicas e/ou jurídicas ou ao 
serviço, terá sua responsabilidade administrativa, civil e/ou criminal, vinculadas às omissões 
ou atos ilegais em que incorrer ou praticar. 
§ 3º A responsabilidade civil não isenta o responsável da sanção administrativa 
e/ou criminal relativa ao evento. 
§ 4º A responsabilidade civil imputada ao agente ou auxiliar culpado 
acarretará o ressarcimento dos danos ou prejuízos causados à União ou a terceiros, com as 
cominasses legais. 
Art. 280. Os oficiais, os graduados e os servidores civis em geral, além de seus 
encargos funcionais, poderão serdesignados para integrarem grupos de trabalhos, comissões, 
representações e outras missões na área da administração, desde que sejam compatíveis com 
as suas habilitações e posições hierárquicas. 
RCA 12-1/2020 115/135 
 
Art. 281. Os Agentes da Administração são obrigados a zelar pela estrita 
observância, entre outros aspectos, principalmente, dos Princípios da Legalidade, da 
Impessoalidade, da Moralidade, da Publicidade, da Transparência, da Eficácia, da 
Economicidade e da Eficiência no trato dos assuntos que lhe são afetos: 
I - quanto à legalidade - o administrador público está, em toda sua atividade 
funcional, sujeito aos mandamentos da lei, e às exigências do bem comum, e deles não se 
pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade 
disciplinar, civil e criminal, conforme o caso; 
II - quanto à impessoalidade - o administrador público deve objetivar o 
interesse público, sendo, em consequência, inadmitido o tratamento privilegiado aos amigos e 
o tratamento recrudescido aos inimigos; 
III - quanto à moralidade - está necessariamente subordinada à observância de 
parâmetros ético-jurídicos, impondo limitações ao exercício do poder estatal, legitimando o 
controle jurisdicional de todos os atos do Poder Público que transgridam os valores éticos que 
devem pautar o comportamento dos agentes e órgãos governamentais; 
IV - quanto à publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos - deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo 
constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou 
servidores públicos; e 
V - quanto à eficiência na Administração Pública - deve concretizar suas 
atividades com vistas a extrair o maior número possível de efeitos positivos ao administrado, 
analisando a relação custo-benefício, buscando a excelência de recursos. 
Art. 282. A apuração das irregularidades administrativas será realizada 
mediante Sindicância ou Inquérito Policial-Militar. 
Art. 283. Aos agentes apontados pelas irregularidades serão assegurados 
sempre o Direito da Ampla Defesa e do Contraditório, com os meios e recursos a ela 
inerentes, inclusive, mas não necessariamente obrigatório, contando com a participação de 
advogado. 
Art. 284. O pessoal da Aeronáutica, no exercício das atribuições inerentes ao 
cargo, encargo/comissão ou função e no desempenho de qualquer atividade administrativa, 
será responsabilizado essencialmente: 
I - pela ineficiência na execução dos seus deveres funcionais; 
II - pelas consequências da inobservância, por inércia de sua parte, de 
disposições legais ou de ordens emanadas de autoridades competentes; 
III - pelas omissões nos seus deveres funcionais; 
IV - pelo emprego irregular de bens e de valores públicos, inclusive daqueles 
sob sua guarda; 
V - pelos compromissos que assumir em nome da OM sem que, para isso, 
esteja autorizado; 
VI - pelo desempenho incorreto das obrigações decorrentes do exercício de seu 
cargo, encargo/comissão ou função; 
VII - pelos atos em desconformidade com a legislação e normas internas que 
praticar no exercício de seu cargo, encargo/comissão ou função; 
VIII - pelas despesas ordenadas sem dotação orçamentária prevista e aprovada 
ou em desacordo com a classificação orçamentária devida; 
116/135 RCA 12-1/2020 
 
IX - pela constituição e guarda de numerário não contabilizado e concessão de 
liberalidades não previstas; 
X - pelos erros de cálculo e por outros que resultem em pagamentos ou 
recebimentos indevidos; 
XI - pela classificação inadequada de registro de receita, de despesa ou 
patrimonial, em relação às formalidades básicas exigidas pelas disposições pertinentes; 
XII - pelo cumprimento de ordem de natureza administrativa, ilegal, em 
desacordo com as normas ou prejudicial à União, sem a adoção de medidas acautelatórias de 
seu alcance e de sua responsabilidade; 
XIII - pelos atos ilegais praticados por agentes subordinados se, previamente 
comunicado, não tenha adotado providências, em tempo, para evitar e corrigir esses atos; 
XIV - pela omissão de descontos ou indenizações devidas; 
XV - pelo atraso que causar às conferências de escrituração, prestação de 
contas, passagem e transmissão de cargo, transmissão de valores e de bens, remessa de 
documento às organizações do sistema e andamento dos processos; 
XVI - pela falta de arrecadação de receita pública, quando de sua competência, 
bem como pelo pagamento, recolhimento ou remessa de qualquer importância fora do prazo 
fixado; 
XVII - pela apresentação da escrituração desordenada e desatualizada; 
XVIII - pela falta de adoção de medidas adequadas na apuração da 
responsabilidade dos agentes e dos gestores; 
XIX - pela falta de iniciativa para solucionar casos não previstos, cuja ação seja 
de sua alçada e competência; 
XX - pelas faltas e irregularidades apuradas nas passagens de cargo, 
transmissão de bens, valores e dinheiros, tomadas de contas, prestação de contas, conferência 
de escrituração e no recebimento, distribuição, remessa, inclusão, exclusão ou saída de 
material; 
XXI - pelas irregularidades ou inconsistências na escrituração que lhe esteja 
afeta, sem a observância das medidas corretivas aplicáveis; e 
XXII - pela ineficiência de sua administração em qualquer cargo, 
encargo/comissão ou função. 
CAPÍTULO II 
DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA 
Art. 285. A responsabilidade dos Agentes da Administração que participarem 
de determinado caso ou evento será solidária quando, em uma mesma obrigação, houver mais 
de um responsável pelo seu cumprimento, só não abrangendo aquele que, por meio da 
indispensável argumentação, seguida de registro escrito, deixar definida a sua discordância 
com relação ao caso ou evento considerado. 
Art. 286. Todos os membros das comissões serão responsabilizados quando 
praticarem qualquer ato lesivo aos interesses da União, de terceiros, ou contrários às 
disposições pertinentes. 
Parágrafo único. O voto vencido, obrigatoriamente justificado e formalizado 
em documento, isenta de responsabilidade aquele que o emitiu. 
Art. 287. As comissões, incluindo as de TCE, e os agentes encarregados por 
auditorias, inspeções ou fiscalização serão responsabilizados, solidariamente, com os Agentes 
RCA 12-1/2020 117/135 
 
da Administração quando, apuradas as irregularidades cometidas, ficar provado que 
dispunham de elementos para responsabilizar os faltosos e não o fizeram. 
Art. 288. Participará da responsabilidade solidária qualquer agente que deixar 
de comunicar a seu superior imediato as faltas e omissões que seu subordinado houver 
praticado ou nelas tiver incorrido. 
CAPÍTULO III 
DA RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL OU PESSOAL 
Art. 289. Quando o Comandante, o Agente Diretor ou Ordenador de Despesas, 
salvo conivência e o disposto nos incisos pertinentes ao art. 284, decidir com fundamento em 
informações ou parecer incompleto, incorreto ou inverídico, a responsabilidade recairá 
somente no autor da informação ou parecer. 
Art. 290. O Comandante, o Agente Diretor ou o Ordenador de Despesas, salvo 
conivência, não será responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional decorrentes de 
atos praticados por agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas. 
Art. 291. Apurada qualquer divergência na conferência de bens, valores e 
dinheiros em procedimento de TCE, ou por ocasião da substituição do respectivo agente ou 
gestor, ser-lhe-á imputada a responsabilidade pelo ressarcimento dos eventuais danos ou 
prejuízos verificados, assegurando-lhe, sempre, o Direito da Ampla Defesa e do Contraditório, 
com os meios e recursos inerentes, inclusive, mas não necessariamente obrigatório, contando 
com a participação de advogado. 
Art. 292. O agente responsável por bens, valores e dinheiros públicos e de 
terceiros responderá: 
I - pelas quantias recebidas, até que justifique o seu emprego; 
II - pelos pagamentos ou distribuições que efetuar; 
III- pelos erros de cálculo; e 
IV - pelo emprego indevido dos bens, valores e dinheiros sob a sua guarda. 
Art. 293. O agente que subscrever qualquer documento administrativo será 
responsável pela autenticidade das informações nele contidas. 
Art. 294. O agente incumbido de conferir documento administrativo 
responderá pela exatidão dos cálculos e das importâncias nele registradas. 
Art. 295. A sanção administrativa, contra o Agente ou Auxiliar da 
Administração responsável, poderá se processar mediante as seguintes providências: 
I - imediato afastamento do cargo, quando, com base em provas documentais, 
tornar-se incompatível com o exercício deste, por ter cometido ações prejudiciais aos 
interesses da Fazenda Nacional, por desídia, condescendência ou má-fé; 
II - suspensão imediata do cargo ou encargo/comissão, pelo prazo que se fizer 
necessário à apuração da irregularidade e normalização do serviço quando deixar de cumprir, 
dentro de 8 (oito) dias úteis, as exigências para corrigir faltas verificadas nas suas prestações 
de contas de recursos, valores e outros bens; 
III - desconto das importâncias pagas indevidamente; 
118/135 RCA 12-1/2020 
 
IV - desconto das importâncias desviadas para constituírem caixas ilegais, 
revertendo ainda o saldo destas ao Estado, como receita da União; 
V - desconto das importâncias relativas às concessões ou liberalidades feitas à 
conta de recursos públicos; e 
VI - desconto das importâncias que se refiram a quaisquer erros que deram 
origem a prejuízos ao Estado ou a terceiros. 
Parágrafo único. A sanção administrativa não elide a aplicação da sanção 
disciplinar prevista no Regulamento Disciplinar da Aeronáutica (RDAer). 
Art. 296. A isenção de culpa, quando for o caso, só caberá ao responsável que 
tenha adotado providências adequadas e oportunas e de sua alçada para evitar o prejuízo ou 
dano. 
Art. 297. O fato de uma inspeção, verificação, auditoria ou processo de contas 
ter considerada regular a situação de qualquer agente da administração, não impede que este 
agente se torne responsável por irregularidades apuradas posteriormente. 
Parágrafo único. Neste caso, o agente encarregado pela inspeção, auditoria, 
verificação ou tomada de contas, compartilhará da responsabilidade em que tiver incorrido o 
agente se for verificado que dispunha de elementos para tornar efetiva a responsabilidade. 
Art. 298. Compete ao Agente Diretor ou ao Comandante da OM determinar a 
realização dos descontos decorrentes dessas sanções, ou ainda aos órgãos competentes, “ex-
offício” , quando constatarem, no exame dos processos, que os descontos não foram 
executados. 
Art. 299. Os Agentes Auxiliares da Administração respondem perante os 
respectivos Chefes diretos. 
Art. 300. A responsabilidade que resultar de perda, dano ou extravio de 
recursos, valores ou outros bens entregues aos Agentes Auxiliares do Agente da 
Administração, será a estes imputada, exceto se ficar comprovada a culpa de seu chefe ou de 
outrem. 
CAPÍTULO IV 
DOS CASOS FORTUITOS E MOTIVOS DE FORÇA MAIOR 
Art. 301. Os casos fortuitos e os motivos de força maior podem ser 
considerados para fins de isenção de responsabilidade do Agente da Administração. 
Art. 302. Os casos fortuitos e os motivos de força maior verificam-se no fato 
necessário, cujos efeitos não eram possíveis de serem evitados ou impedidos. 
§ 1º Podem ser considerados, para fins de isenção de responsabilidade, do 
Agente da Administração, dentre outros: 
I - incêndio, sinistro aéreo, fluvial, marítimo ou terrestre; 
II - inundação, submersão, terremoto ou outras intempéries; 
III - epidemia ou moléstia contagiosa; 
IV - saque ou destruição pelo inimigo, ou destruição ou abandono forçados pela 
aproximação deste; 
V - estrago produzido em armas, ou em quaisquer outros bens, por explosão ou 
acontecimento imprevisível; e 
RCA 12-1/2020 119/135 
 
VI - inutilização involuntária do bem em serviço ou em instrução. 
§ 2º Ocorrendo a situação, o responsável direto, ou indireto, levará 
imediatamente o fato ao conhecimento da autoridade a que estiver diretamente subordinado, 
por escrito, prestando-lhe todas as informações e esclarecimentos necessários à justificativa 
das circunstâncias em que o fato tenha ocorrido. 
§ 3º Os casos previstos no caput deste artigo serão objeto de apuração de 
responsabilidade do agente ou usuário quanto à ação, à omissão, ou, ainda, à falta de atenção, 
cuidado ou erro na execução, devendo ser a solução publicada em boletim interno. 
CAPÍTULO V 
DOS DANOS E IMPUTAÇÕES 
Art. 303. Os bens, valores e dinheiros da União, quando sofrerem danos ou 
prejuízos, ressalvados os casos considerados fortuitos ou de motivo de força maior, serão 
reparados, repostos ou ressarcidos, na forma da legislação vigente. 
§ 1º Caberá à Administração definir a forma de recomposição do patrimônio 
da União observado o previsto no caput deste artigo e no art. 151 deste Regulamento. 
§ 2º No caso em que a Administração decidir pela reparação ou pela reposição 
do bem, o recebimento será feito na forma prevista no art. 129 deste Regulamento. 
§ 3º Havendo participação de mais de um agente, o valor correspondente ao 
dano será restituído, recomposto ou reposto de forma solidária, podendo ser rateado entre os 
agentes responsáveis, desde que haja concordância. 
Art. 304. O valor do material, para efeitos de indenização, será aquele que 
permita sua reposição por outro idêntico ou semelhante, observados os critérios estabelecidos 
pelos órgãos competentes ou, quando não provido por estes, mediante levantamento formal 
efetuado no mercado, por comissão específica designada. 
Parágrafo único. Serão considerados, no momento da reposição, todos os 
custos e as despesas necessários ao pleno funcionamento, operação e, ainda, o transporte do 
bem para o local de sua instalação original. 
Art. 305. Os descontos referentes às importâncias devidas pelas indenizações 
resultantes de alcance, multas, cargas, restituições ou recebimentos indevidos serão, 
preferencialmente, realizados de uma só vez e, na impossibilidade de assim proceder, 
mediante descontos mensais nos vencimentos, proventos, remuneração ou reparação 
econômica dos responsáveis ou nas quantias que os responsáveis pela indenização recebam da 
União, nos limites da lei, desde que atualizados monetariamente. 
§ 1º A indenização, devida à União, que não puder ser feita pela via 
administrativa, por opção voluntária do agente responsável, será objeto de cobrança judicial 
ou executiva, na forma da legislação pertinente. 
§ 2º O disposto no caput deste artigo incidirá sobre os agentes responsáveis 
pelo pagamento indevido, quando não for possível alcançar o beneficiado, não se dispensando 
a apuração administrativa do fato em procedimento pertinente. 
§ 3º Os descontos serão realizados até os limites da margem consignável, salvo 
quando, por opção voluntária e formal do agente responsável, ocorrer a indenização de forma 
mais expedita, atualizados monetariamente. 
§ 4º Os saldos remanescentes, resultantes das indenizações cobradas 
parceladamente, serão atualizados na forma da lei. 
120/135 RCA 12-1/2020 
 
Art. 306. Os descontos atribuídos a militar que deva ser excluído, na forma do 
art. 94 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, serão processados de maneira a possibilitar 
a indenização total antes da sua exclusão do serviço ativo, observados os limites e as demais 
disposições da legislação vigente. 
Art. 307. As sanções, para efeitos de responsabilidade pecuniária ou 
disciplinar, serão aplicadas aos Agentes da Administração: 
I - ao Agente Diretor, pela autoridade do Escalão Superior da cadeia de 
subordinação ou pelo CMTAER; e 
II - aos agentes executores, pelo Agente Diretor ou pelas autoridades referidas 
no item anterior. 
Art. 308. Quando, por ocasião de uma inspeção, auditoria ou visitas forem 
apuradas irregularidades administrativas motivadas por desídia, condescendência, dolo ou má-
fé dos Agentesda Administração, a autoridade inspecionada poderá ordenar ou propor o 
imediato afastamento do cargo, encargo/comissão ou função, em caráter provisório, dos 
agentes implicados até a decisão final da autoridade competente. 
Art. 309. Ressalvados os casos previstos em legislação específica, em 
particular o disposto no art. 116 da Lei nº 6.880, de 1980, a falta da quitação de débito com o 
erário, por parte de militar que deva ser excluído do serviço ativo, não impedirá a sua 
exclusão, sem prejuízo de medidas administrativas acauteladoras e ações legais de cobrança 
pertinentes. 
Art. 310. O servidor público em débito com o erário que for demitido, 
exonerado, ou que tiver a sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de até 
sessenta dias corridos para quitar a dívida. 
Parágrafo único. A falta da quitação do débito, por parte do servidor público, 
no prazo previsto, implicará, obrigatoriamente, sua inscrição na Dívida Ativa da União 
(DAU), pela UG onde for efetivo, com base em procedimento administrativo previsto e 
disposições vigentes. 
CAPÍTULO VI 
DAS GENERALIDADES 
Art. 311. Todo militar ou servidor público investido de cargo, 
encargo/comissão ou função que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou 
imprudência, vier a causar prejuízos à União ou a terceiros, responderá por suas condutas nas 
esferas administrativa, civil e criminal. 
Parágrafo único. A responsabilidade do agente que der causa a prejuízos 
deverá ser apurada em procedimento administrativo competente, observada a legislação 
vigente. 
Art. 312. A responsabilidade será, também, civil quando a conduta do Agente 
da Administração resultar em obrigação de reparar os prejuízos causados à União ou a 
terceiros. 
Parágrafo único. A responsabilidade civil não exime o Agente da 
Administração da sanção administrativa ou criminal cabível, apurada em procedimento 
administrativo pertinente, observada a legislação vigente. 
RCA 12-1/2020 121/135 
 
Art. 313. O COMAER responderá pelos danos que os Agentes da 
Administração causarem a terceiros, cabendo-lhe ação regressiva contra os agentes 
responsáveis, nos casos de culpa ou dolo, apurados em procedimentos administrativos 
pertinentes, observada a legislação vigente. 
Art. 314. Os casos fortuitos ou motivos de força maior, quando comprovados 
mediante procedimento administrativo competente, isentarão de responsabilidade os agentes. 
§ 1º Ocorrendo roubo, furto, extorsão, incêndio ou dano material, a isenção da 
responsabilidade ficará subordinada à ausência de culpa do Agente da Administração. 
§ 2º A isenção de culpa, quando for o caso, só beneficiará o responsável que 
tenha tomado as providências adequadas e da sua alçada para evitar o prejuízo. 
Art. 315. Todo agente responsável pelo cumprimento de ordens que, a seu ver, 
impliquem prejuízo à União ou que contrariem dispositivos legais deverá ponderar a respeito 
com a autoridade que as determinou, ressaltando as consequências da sua execução. 
§ 1º Se, apesar da ponderação, a autoridade persistir na ordem, o subordinado a 
cumprirá, mediante determinação por escrito, e, a seguir, participará, também por escrito, que 
a ordem em causa foi executada de acordo com o disposto no caput deste artigo, ficando, por 
consequência, isento de responsabilidade. 
§ 2º Procedimento análogo caberá sempre que se tornar necessária a execução 
de medida ou providência legal, que não tenha sido tomada oportunamente. 
Art. 316. A sanção civil será aplicada, observada a legislação pertinente: 
I - ao agente responsável direto pelo dano ou prejuízo apurado; e 
II - aos agentes que tenham agido com imprudência, imperícia ou negligência 
em relação às providências de suas atribuições, no sentido de responsabilizar o agente 
culpado. 
Art. 317. Qualquer agente, ao tomar conhecimento de irregularidade 
administrativa, adotará, obrigatoriamente, as providências cabíveis junto à autoridade 
competente, objetivando a apuração de responsabilidade, sob pena de eventual 
responsabilização solidária. 
Art. 318. Os agentes auxiliares responderão perante os respectivos chefes 
diretos. 
Art. 319. A responsabilidade resultante de perda, dano ou extravio de valores e 
de bens entregues a qualquer agente será a este imputada, após apuração por meio de 
procedimento administrativo competente, observada a legislação vigente. 
Art. 320. Nenhum agente responsável estará isento de prestar contas que, se 
necessário, serão tomadas tendo em vista os superiores interesses da União. 
Art. 321. Todo ato administrativo praticado por agente público estará sujeito 
ao exame dos órgãos de controle. 
Art. 322. Os Órgãos Centrais dos diversos sistemas corporativos ou Órgãos 
competentes, ao constatarem quaisquer irregularidades em suas respectivas áreas, deverão 
determinar às UG responsáveis a adoção imediata das providências para apuração, conforme 
122/135 RCA 12-1/2020 
 
disposto neste Regulamento e nas normas vigentes que disciplinam os referidos 
procedimentos. 
LIVRO III 
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS 
Art. 323. A revisão, a atualização, as alterações, as modificações e a forma de 
apresentação deste Regulamento são de responsabilidade do Secretário de Economia, 
Finanças e Administração da Aeronáutica, por delegação de competência do CMTAER e far-
se-á sempre que fatos justifiquem a adoção desta medida administrativa ou por determinação 
do CMTAER ou por provocação do Secretário. 
Art. 324. As disposições deste Regulamento aplicam-se no âmbito do 
COMAER, observado o previsto na legislação vigente, respeitando-se o princípio da 
hierarquia de normas. 
Art. 325. No prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de entrada 
de vigência deste Regulamento, os ODGSA, caso julguem necessário, atualizarão as suas 
normas ou orientações, em complemento aos dispositivos constantes das matérias tratadas 
neste Regulamento, visando à harmonização com este normativo. 
Art. 326. As situações omissas ou não previstas neste Regulamento serão 
submetidas ao parecer da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, 
homologação do EMAER, para posterior aprovação do Comandante da Aeronáutica. 
RCA 12-1/2020 123/135 
 
GLOSSÁRIO 
ADMINISTRAÇÃO - trata-se da prática de atos necessários à gestão de 
recursos humanos, patrimoniais, materiais, orçamentários e financeiros disponíveis, visando 
alcançar os objetivos preestabelecidos pela Organização ou pela cadeia de comando superior; 
ADMINISTRAÇÃO DIRETA - conjunto formado pelos órgãos, serviços e 
agentes públicos que possuem competência legal para o exercício da função administrativa 
sob a responsabilidade do Estado; 
ADMINISTRAÇÃO FEDERAL - trata-se da Administração Pública que atua 
no âmbito da União; 
ADMINISTRAÇÃO FUNDACIONAL - a exercida pelas Fundações Públicas; 
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA - é o conjunto de Entidades Públicas dotadas 
de personalidade jurídica própria, compreendendo: as Autarquias, as Empresas Públicas, as 
Sociedades de Economia Mista e as Fundações Públicas; 
ADMINISTRAR - consiste na prática dos atos necessários à gestão dos 
recursos humanos, orçamentários, financeiros e patrimoniais da Organização, visando à 
consecução de seu planejamento de modo a alcançar os objetivos organizacionais almejados; 
ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO (AGU) - instituição que, diretamente ou 
por meio de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe as 
atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo; 
ATIVIDADES DE APOIO ADMINISTRATIVO - são atividades relacionadas 
com assuntos orçamentários, econômicos, financeiros, de patrimônio, de contratos, de 
processamento de dados e de recursos humanos, destinadas a garantir o pleno funcionamento 
das OM; 
AUTORIDADE AERONÁUTICA MILITAR - conforme disposto no parágrafo 
único, do art. 18, da Lei Complementar nº 97, de 1999, o Comandante da Aeronáutica 
(CMTAER) foi designado autoridade Aeronáutica Militar, para osassuntos constantes do 
referido dispositivo legal; 
AUTORIDADE DE AVIAÇÃO CIVIL - conforme disposto no art. 5º, da Lei 
nº 11.182/2005, a ANAC atuará como Autoridade de Aviação Civil, assegurando-se lhe, nos 
termos desta Lei, as prerrogativas necessárias ao exercício adequado de sua competência; 
AUTORIZAÇÃO DE USO - é a forma pela qual o COMAER consente a 
prática de determinada atividade incidente em imóvel ou benfeitoria sob a sua jurisdição, a 
título gratuito ou oneroso, por curto período de tempo, para realizar eventos ou atividades com 
vistas à utilidade pública, mas no interesse do particular; 
CENTRO DE CONTROLE INTERNO DA AERONÁUTICA (CENCIAR) - é 
o Órgão Central do Sistema de Controles Internos da Aeronáutica (SISCONIAER). O 
SISCONIAER é composto do Órgão Central (CENCIAR), Órgãos Regionais e dos ACI nas 
UG; 
CESSÃO DE USO PARA ATIVIDADES DE APOIO - é a forma pela qual o 
COMAER faculta a terceiros, a título oneroso ou gratuito, mediante instrumento contratual, a 
utilização de imóveis sob sua jurisdição, visando dar suporte às suas atividades, a critério do 
Comandante da OM e do Ordenador de Despesas; 
124/135 RCA 12-1/2020 
 
CESSÃO POR ARRENDAMENTO - é a forma de utilização pela qual o 
COMAER cede a terceiros um imóvel sob sua jurisdição, para fins de exploração de frutos ou 
prestação de serviços, na forma gratuita ou onerosa, nesta última, mediante o pagamento de 
quantia periódica denominada aluguel; 
CÓDIGO BRASILEIRO DE AERONÁUTICA (CBA) - trata-se do conjunto de 
normas legais de Direito Público (Interno e Externo), em matéria aeronáutica, organizadas de 
forma sistemática pela Lei n° 7.565, de 19/12/1986, com base nos Tratados, Convenções e 
Atos internacionais dos quais o Brasil faz parte; 
CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO (CC) - regra geral, trata-se de normativo 
codificado que encerra o conjunto de normas legais materiais sistemáticas que regulam, de 
forma unitária, o Direito Civil Brasileiro; 
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL BRASILEIRO (CPC) - regra geral, trata-se 
do normativo codificado que encerra o conjunto de normas processuais legais sistemáticas que 
regulam, de forma unitária, o Processo Civil Brasileiro; 
CÓDIGO PENAL BRASILEIRO (CP) - regra geral, trata-se do normativo 
codificado que encerra o conjunto de normas materiais legais sistemáticas que regulam, de 
forma unitária, o Direito Penal Brasileiro; 
CÓDIGO PENAL MILITAR (CPM) - regra geral, trata-se do normativo 
codificado que encerra o conjunto de normas materiais legais sistemáticas que regulam, de 
forma unitária, o Direito Penal Militar Brasileiro; 
CÓDIGO PROCESSO PENAL BRASILEIRO (CPP) - regra geral, trata-se do 
normativo codificado que encerra o conjunto de normas processuais legais sistemáticas que 
regulam, de forma unitária, o Processo Penal Brasileiro; 
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR (CPPM) - regra geral, trata-se 
do normativo codificado que encerra o conjunto de normas processuais legais sistemáticas que 
regulam, de forma unitária, o Processo Penal Militar Brasileiro, em tempo de paz como em 
tempo de guerra, ressalvado disposições em legislação especial; 
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO - são Agentes da Administração que 
recebem, na forma de comissão, atribuição temporária e específica, designada pela autoridade 
competente, definida em ato próprio, para acompanhar e fiscalizar a execução de instrumentos 
contratuais (empenhos, contratos, convênios, acordos, ajustes, termos de ajustes, termos de 
cooperação, instrumentos congêneres, outros), desde o início até o término da sua vigência, 
celebrados pela Administração com terceiros ou com Órgãos e Entidades da própria 
Administração Pública, observadas as prescrições emanadas do Órgão Central do Sistema ou 
Órgão competente e de demais normativos pertinentes à matéria, conforme definido na Lei de 
Licitações; 
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO DE CONVÊNIOS - são Agentes da 
Administração, designados pela autoridade competente, que recebem, em comissão, atribuição 
temporária e específica, definida em ato próprio, para acompanhar e fiscalizar a execução de 
convênios ou denominação equivalente ou instrumentos equivalentes, desde o início até o 
término da sua vigência, celebrados pela Administração com terceiros ou com Órgãos e 
Entidades da própria Administração Pública, observada a legislação que trata da matéria e as 
orientações emanadas das esferas competentes; 
COMISSÃO DE RECEBIMENTO DE BENS OU SERVIÇOS - são Agentes 
da Administração, designados pela autoridade competente, que recebem, em comissão, a 
RCA 12-1/2020 125/135 
 
atribuição temporária e específica, definida em ato próprio, para o recebimento de bens ou 
serviços pactuados entre a Administração com terceiros ou com Órgãos e Entidades da própria 
Administração Pública, conforme Lei de Licitações, por meio de instrumentos contratuais 
(empenhos, contratos, convênios, acordos, ajustes, termos de ajustes, termos de cooperação, 
instrumentos congêneres, outros), observada a legislação que trata da matéria e as orientações 
emanadas das esferas competentes, devendo conter, pelo menos, um membro com 
conhecimento técnico-especializado acerca do bem/serviço a ser recebido; 
COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO - a composição 
mínima de uma Comissão de Fiscalização será de três membros, preferencialmente, que 
detenham conhecimentos administrativos e técnicos que os capacitem à realização de atos de 
acompanhamento e de fiscalização do instrumento contratual, em conformidade com o 
disposto na legislação vigente e as prescrições emanadas do Órgão Central do Sistema ou 
Órgão competente. É permitida, desde que fundamentado pelo Ordenador de Despesas, a 
contratação de terceiros para assisti-la e assessorá-la de informações pertinentes às atribuições 
definidas no ato da designação, ou mesmo comporem a comissão, em situações em que o 
conhecimento técnico desta não for suficiente para o exercício pleno do encargo atribuído e 
desde que não haja na OM agente(s) com o(s) perfil(s) técnico(s) requerido(s) e tampouco em 
outras OM da Força onde se possa recorrer. O Fiscal Administrativo e o Fiscal Técnico do 
contrato poderão compor a Comissão de Fiscalização do Contrato como agente(s) 
adicional(ais) e colaborador(es) do encargo; 
COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO DE CONVÊNIOS - a 
composição mínima de uma Comissão de Fiscalização de Convênios será de três membros, 
preferencialmente, que detenham conhecimentos administrativos e técnicos que os capacitem 
à realização de atos de acompanhamento e de fiscalização de convênios ou denominação 
equivalente, em conformidade com o disposto na legislação vigente. É permitida, desde que 
fundamentado pelo Ordenador de Despesas, a contratação de terceiros para assisti-la e 
assessorá-la de informações pertinentes às atribuições definidas no ato da designação, ou 
mesmo comporem a comissão, em situações em que o conhecimento técnico desta não for 
suficiente para o exercício pleno do encargo atribuído e desde que não haja na OM agente(s) 
com o(s) perfil(s) técnico(s) requerido(s) e tampouco em outras OM da Força onde se possa 
recorrer; 
COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO DE LICITAÇÕES - a composição mínima 
de uma Comissão de Licitações será de três membros, preferencialmente, que detenham 
conhecimentos administrativos e técnicos que os capacitem a receber, a examinar e a julgar 
todos os documentos e os procedimentos relativos ao cadastramento de licitantes, à habitação 
e ao julgamento das licitações, entre outros aspectos, em conformidade com o disposto na 
legislação vigente; 
COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO DE RECEBIMENTO DE BENS OU 
SERVIÇOS - a composição mínima da Comissão de Recebimento de Bens ou Serviços será 
de três membros, sendo um deles, preferencialmente, possuidor de conhecimento técnico e 
dois membros “ estranhos” ao setor a que se destina o bem para estoque ou consumo ou ao 
setor beneficiado pelo bem ou serviço a ser recebido que, por intermédio da UG contratante, 
representante do Comando da Aeronáutica junto à empresacontratada que tem como 
atribuição, definida no ato da designação, efetuar o recebimento do objeto, seja ele bem 
material ou serviço, nas condições pré-estabelecidas no ato convocatório, empenho, 
instrumento contratual, outros; 
126/135 RCA 12-1/2020 
 
CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO RESOLÚVEL - é a forma pela 
qual a União cede um imóvel público, não edificado, a terceiros, a título oneroso ou gratuito, 
para instalação de gasoduto, oleoduto, rede de energia elétrica, canalização de água e esgoto e 
similares, industrialização, cultivo de terra ou outra utilização de interesse social; 
CONFORMIDADE CONTÁBIL - consiste na certificação dos demonstrativos 
contábeis gerados pelo Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal 
(SIAFI), relacionados aos atos e fatos da gestão orçamentária, financeira e patrimonial; 
CONFORMIDADE DOS REGISTROS DE GESTÃO - consiste na certificação 
dos registros dos atos e dos fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial incluídos 
no SIAFI e da existência de documentos hábeis que comprovem as operações. A 
Conformidade dos Registros de Gestão, suporte ao registro da Conformidade Contábil, é o 
procedimento voltado para a averiguação da adequabilidade dos documentos emitidos no 
SIAFI com a documentação suporte, não se confundindo com a análise da legalidade do ato, 
cuja responsabilidade é de quem o ordenou; 
CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL - é a conta mantida junto ao 
Banco Central do Brasil (BC) destinada a acolher todas as disponibilidades financeiras da 
União, inclusive de Fundos, de suas Autarquias e Fundações; 
CONTRATO DE GESTÃO - é o instrumento passível de ser firmado entre a 
União/UG do COMAER e as entidades privadas sem fins lucrativos qualificadas como 
Organizações Sociais (OS), com vistas à formação de parceria entre as partes, para o fomento 
e a execução de atividades relativas às áreas relacionadas no art. 1º da Lei nº 9.637, de 15 de 
maio de 1998. Os termos de parceria representam uma despesa para a União/UG do 
COMAER; 
CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO (CGU) - é o órgão de controle 
interno do Governo Federal responsável por realizar atividades relacionadas à defesa do 
patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio de ações de auditoria 
pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria. A CGU também deve 
exercer, como Órgão Central, a supervisão técnica dos órgãos que compõem o Sistema de 
Controle Interno e o Sistema de Correição e das unidades de ouvidoria do Poder Executivo 
Federal, prestando a orientação normativa necessária; 
CONTROLES INTERNOS DA GESTÃO - são o conjunto de regras, 
procedimentos, diretrizes, protocolos, rotinas de sistemas informatizados, conferências e 
trâmites de documentos e informações, dentre outros, operacionalizados de forma integrada 
pela Alta Administração e pelo corpo de servidores públicos, militares e empregados dos 
órgãos e entidades da Administração Pública Federal, destinados a enfrentar os riscos e 
fornecer segurança razoável de que, na consecução da missão da entidade, os objetivos gerais 
sejam alcançados; 
DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE - é o mais grave tipo de sanção 
administrativa. Veda a participação de proponentes em procedimentos licitatórios e a 
pactuação de contratos com a Administração Pública, enquanto perdurarem os motivos 
determinantes da sanção ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade 
que aplicou a penalidade; 
DETENTOR DIRETO - é o Agente da Administração que responde pela 
guarda e manutenção de bens patrimoniais e pela respectiva escrituração; 
RCA 12-1/2020 127/135 
 
DETENTOR INDIRETO - é o Agente ou Auxiliar da Administração designado 
em Boletim Interno, que responde, perante seu Chefe imediato, pela guarda e manutenção de 
bens patrimoniais e pela execução da escrituração de sua Seção; 
EMPRESA PÚBLICA (EP) - é a Entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, constituída por lei 
específica, em qualquer uma das modalidades empresariais admitidas em direito, com a 
finalidade de prestar serviço público sem, contudo, ser titular do serviço prestado ou com a 
finalidade de exercer exploração de atividade econômica, quando houver relevante interesse 
coletivo ou imperativos da segurança nacional; 
ENTIDADE SUPERVISIONADA - é a Entidade da Administração Indireta 
Federal que integra a Lei Orçamentária Anual (LOA); 
FISCAL TÉCNICO DE CONTRATO - é o Agente ou Auxiliar da 
Administração, designado pela autoridade competente, com conhecimento técnico do objeto 
contratado, para auxiliar o Gestor do Contrato ou o Gestor de Licitações, quando este exercer 
este encargo ou não houver a designação daquele, na fiscalização da execução do objeto 
contratual. Não poderá exercer o encargo de Fiscal pleno de contrato de obras e serviços de 
engenharia, mas poderá compor a Comissão de Fiscalização deste, como um agente adicional 
a mais, colaborador do encargo. Não substitui o Fiscal Administrativo de contrato ou o Fiscal 
de contrato; 
GESTÃO DE RISCOS - processo de natureza permanente, estabelecido, 
direcionado e monitorado pela Alta Administração, que contempla as atividades de identificar, 
avaliar e gerenciar potenciais eventos que possam afetar a organização, destinado a fornecer 
segurança razoável quanto à realização de seus objetivos. A Gestão de Riscos, no Comando 
da Aeronáutica, tem por finalidade precípua implementar, manter, monitorar e revisar o 
processo de gestão de riscos, compatível com sua missão e seus objetivos organizacionais; 
GESTOR DE CALIBRAÇÃO - é o Agente da Administração com a função de 
exercer o controle dos instrumentos de medição existentes na OM, de modo que estejam 
sempre com a calibração válida realizada por Órgão competente, exercendo o controle sobre a 
realização da calibração e/ou manutenção dos padrões/equipamentos/instrumentos de medição 
de sua OM. Dentre outras atribuições, incumbe-lhe: I - efetuar o controle dos instrumentos de 
medição existentes na OM, de modo que estejam sempre com a calibração válida realizada 
por Órgão competente; II - efetuar o controle, na sua OM, da diagonal de calibração 
estabelecida pelo LCC; III - acompanhar o Plano de Calibração sob responsabilidade dos 
Laboratórios pertencentes ao SISMETRA, no âmbito de sua OM, para a realização das 
calibrações dos equipamentos/instrumentos/sistemas de medição, cujas informações 
fornecidas possam interferir na qualidade dos resultados dos processos realizados pelos Elos 
do SISMETRA; IV - manter atualizada uma relação dos serviços de calibração e/ou ensaios 
regularmente prestados pelos laboratórios do SISMETRA no âmbito de sua OM; V - informar 
ao Agente Diretor os óbices, os custos e as condições de transporte necessárias para a 
realização da calibração e/ou manutenção dos padrões/equipamentos/instrumentos de medição 
de sua OM; VI - prestar assessoramento na esfera de sua competência; e VII - cumprir e fazer 
cumprir as normas emitidas pelos Órgãos Centrais dos Sistemas ou Órgãos competentes 
afetos e propor, quando for o caso, alterações, modificações, inclusões e exclusões que visem 
aperfeiçoar os referidos sistemas; 
GESTOR DE OBRAS E SERVIÇOS - é o Agente da Administração com o 
encargo de supervisionar o acompanhamento dos processos, desde a entrada dos respectivos 
128/135 RCA 12-1/2020 
 
empenhos no setor, até o completo recebimento do serviço solicitado/contratado por quem de 
direito; exercer o acompanhamento dos empenhos de restos a pagar não processados a 
liquidar, referentes ao recebimento de obras ou serviços, e verificar se o registro da liquidação 
da despesa da obra ou serviço, no SIAFI, ocorreu de acordo com a legislação em vigor e com 
base na documentação apresentada. Dentre outras atribuições, incumbe-lhe: I - verificar se o 
registro da liquidação da despesa da obra ou serviço, no SIAFI, ocorreu de acordo com a 
legislação em vigor e com base na documentação

Mais conteúdos dessa disciplina