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Fulano de tal
TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO ESCOLAR E COMPROMISSO NA AÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS PARA UM ENSINO DE QUALIDADE
RIO BANANAL/ES
2021
Fulano de tal
TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO ESCOLAR E COMPROMISSO NA AÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS PARA UM ENSINO DE QUALIDADE
Artigo Científico encaminhado à Faculdade como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Gestão do Trabalho Pedagógico.
Orientador(a): Profª Ana Maria Soek.
RIO BANANAL/ES
2021
TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO ESCOLAR E COMPROMISSO NA AÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS PARA UM ENSINO DE QUALIDADE 
Fulano de Tal
RESUMO
Pensando nos dias que ocorrem na gestão escolar democrática dos recursos financeiros designados à educação para a compra de materiais e organização das instituições, pagamentos de profissionais qualificados, entre outros, se torna essencial compreender como está sendo investido esses recursos procedente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e como são repassados e distribuídos. A concepção da gestão democrática nos sistemas escolares devem sempre considerar a alta participação coletiva da comunidade escolar. Para que aconteça uma gestão democrática é preciso que o gestor conheça os recursos financeiros atribuídos a sua instituição escolar e incentivar a participação de todos. Dessa forma, foi elaborado um trabalho focando nesses recursos e programas financeiros numa pesquisa qualitativa, com levantamento bibliográfico e de referências de vários autores e da legislação vigente para observar os conceitos de gestão escolar democrática e suas implicações nas tomadas de decisões com maior transparência nas suas prestações de contas e compromisso na aplicação dos recursos financeiros para oferecer um ensino de qualidade em especial a educação básica da rede pública para a formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade.
Palavras-chave: FNDE / Recursos / Educação.
1. INTRODUÇÃO
A Gestão Democrática das instituições públicas é um dos conceitos constitucionais do ensino sendo essencial como um fator na melhoria da qualidade da educação, trazendo o desenvolvimento da qualidade de ensino para se formar cidadãos conscientes de seu papel na sociedade.
A concepção da gestão democrática nos sistemas escolares devem sempre consideram a grande participação coletiva do meio escolar. Para que se suceda uma gestão democrática é fundamental que o gestor conheça os recursos financeiros determinados a sua instituição escolar e incentivar a participação de toda a comunidade nas tomadas de decisões de como aplicar esses recursos para que se possa apanhar uma educação de qualidade com comprometimento e transparência.
Os diversos avanços nos indicadores educacionais brasileiros nos últimos anos apesar de ainda se atingir em algumas regiões taxas de analfabetismo altas, sobretudo se comparado com países desenvolvidos, o Brasil vem conseguindo minimizar esses números de analfabetismo. Uma das conquistas alcançadas pelo país no campo educacional está associada à universalização do ensino fundamental onde o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundeb), associado a programas como o Bolsa Escola, o Bolsa Família e o de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) tiveram papel decisório nessa conquista. Paralelo ao esforço de ampliação do acesso à escola ergue-se a necessidade de se investir na qualidade da educação, principalmente a educação pública básica a gestão democrática com aplicação dos recursos determinados à educação com uma prestação de contas transparente objetivando a prioridade para uma educação de qualidade e investindo-se na qualidade do material didático e na formação dos professores.
Pensando nessa ligação da gestão escolar democrática e os recursos financeiros repassados para as instituições, esse trabalho foca numa pesquisa qualitativa, com levantamento bibliográfico e de referências de variados autores e da legislação vigente a respeito do tema, com o objetivo levantar conceitos de gestão escolar democrática e suas implicações nos recursos financeiros e avaliar os recursos recebidos pelos estabelecimentos de ensino por meio dos programas do FNDE da rede de ensino e os mecanismos e seus processos.
2. RECURSOS DO FNDE DESTINADOS A EDUCAÇÃO
Conforme a história no site do programa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ele é uma autarquia Federal criada pela Lei nº 5.537, de 21 de novembro de 1968, e alterada pelo Decreto–Lei nº 872, de 15 de setembro de 1969, é responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC). 
Pensando na melhoria e na educação de qualidade a todos, em específico a educação básica da rede pública, o FNDE se tornou o maior parceiro dos 26 estados, dos 5.565 municípios e do Distrito Federal. 
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o órgão responsável pelo andamento da maioria das ações e programas da Educação Básica do nosso País, como a alimentação e o transporte escolar, além de atuar também na Educação Profissional e Tecnológica e no Ensino Superior, além de modificar o modelo de compras governamentais, os diversos projetos e programas em execução fazem do FNDE uma instituição de referência na Educação Brasileira.
2.1. PROGRAMAS DO FNDE – FUNDEB
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (FUNDEF) foi criado em 1996, e implementado em 1998, procurando acertar os problemas na distribuição de recursos para educação, utilizando recursos próprios para a educação básica.
O FUNDEF foi estabelecido para um período de 10 anos, chegando em 2006 com diversas propostas de melhorias e criação de outros fundos. Dessa forma nasce o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que segue com basicamente a mesma maneira de distribuição de recursos do FUNDEF, porém aumentando o recebimento de recursos para toda educação devendo vogar até 2020. 
O Fundeb foi criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/20071, em substituição ao Fundef, que vigorou de 1998 a 2006. Trata-se de fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um Fundo por Estado e Distrito Federal, num total de vinte e sete Fundos), construído por parcela financeira de recursos federais e por recursos procedentes dos impostos e das transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios ligados à educação por força do disposto no art. 212 da Constituição Federal. 
O Fundeb foi criado pelo Governo Federal para garantir que Estados, DF e Municípios pudessem contar com recursos garantidos à educação básica. Para operacionalização do Fundeb, porcentagens fixas de algumas transferências recebidas por Estados, DF e Municípios são retidas e incorporadas ao Fundo, que atribui os recursos fundamentados no número de alunos matriculados na educação básica, equilibrando os gastos entre as regiões do País e propiciando a valorização dos profissionais do magistério, concorrendo para a melhoria quantitativa e qualitativa da educação.
Os repasses dos recursos do FNDE ocorrem perante três tipos de ações de assistência financeira: a direta, a automática e a decorrente de convênios.
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – nº 9.394/96), no art. 69, § 5º, estabelece que o órgão responsável pela educação seja o gestor/administrador dos recursos da educação. Os recursos do Fundeb devem ser apresentados de acordo com esse dispositivo legal, sendo:
Federal – a União participa da composição e distribuição dos recursos; 
Estadual – os Estados participam da composição, da distribuição, do recebimento e da aplicação final dos recursos; 
Municipal – os Municípios participam da composição, do recebimento e da aplicação final dos recursos.
Dessa forma o Governo Federal junta a maior parte dos recursos que serão enviados à educação básica do país e depois distribui da mesma forma para os estados, Distrito Federal e municípios de acordo com o número de alunos matriculados,

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