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de ensino e aprendizagem como um geral.
Observando a gestão democrática o autor relata: 
O sentido etimológico do termo gestão vem de “gentio”, que por sua vez vem do “gerere” (trazer em, produzir). Gestão é o ato de administrar um bem fora-de-si (alheio), “mas também é algo que traz em si porque nele está contido. E o conteúdo deste é a própria capacidade de participação, sinal maior da democracia”. (CURY, 1997, p. 27). 
Os processos compostos dentro de uma escola devem ser compartilhados proporcionando uma gestão mais democrática e transparente até mesmo na formação do projeto político pedagógico, a implementação de conselhos de escolas que induzem a gestão escolar como um todo, à medida que, garantem a autonomia administrativa, pedagógica objetivando a qualidade no ensino público.
A administração escolar ou gestão escolar é uma prática educativa onde no Brasil podemos dizer que existem três modelos de gestão escolar, a gestão burocrática, a gestão democrática e a gestão gerencial alguns ficando mais visíveis que outros, em determinados momentos no andamento da história da educação.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n. 9.394/96, declara o princípio da gestão democrática, evidenciando que: 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
[...]. VIII - gestão democrática do ensino público na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino [...]. 
Artigo 14 - Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; 
II - participação da comunidade escolar e local em Conselhos Escolares ou equivalentes; (BRASIL, 1996).
Tendo um papel importante na gestão democrática e que são instrumentos para se exercitar a autonomia da escola e o exercício desta autonomia é uma construção constante e coletiva a Associação de Pais e Mestres (APMs) e o conselho escolar se tornam um meio de atuação daqueles que esperam melhorias na qualidade de ensino proporcionando o envolvimento dos mesmos nas importantes decisões tomadas pela escola. 
Segundo Antunes (2000, p.72):
 “Acredita-se que a educação de qualidade é aquela mediante a qual a escola, gestão, professores, pais promovem, para todos, o domínio dos conhecimentos e do desenvolvimento de capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis ao atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos...” 
Desta forma observa-se que a democracia tem um foco na qualidade do ensino oferecido pela instituição por meio da participação coletiva nas tomadas de decisões para o desenvolvimento integral do aluno tendo apenas onde exista a pratica da gestão democrática.
Nesse sentido, Luck (2002, p. 66), diz que: 
 “A participação significa, portanto, a intervenção dos profissionais da educação e dos usuários (alunos e pais) na gestão da escola. Há dois sentidos de participação articulados entre si: a) a de caráter mais interno, como meio de conquista da autonomia da escola, dos professores, dos alunos, constituindo prática formativa, isto é, elemento pedagógico, curricular, organizacional; b) a de caráter mais externo, em que os profissionais da escola, alunos e pais compartilham, institucionalmente, certos processos de tomada de decisão”. 
Quando a comunidade participa da tomada de decisões, ela toma conhecimento da forma e do uso dos recursos aplicados, pelos governantes e pelos gestores, ajudando para um bom andamento e desenvolvimento da educação e assim com essa gestão democrática e transparente o gestor estará sendo um multiplicador de competências em gestão dos recursos financeiros atribuídos a sua instituição além de oferecer um ensino de qualidade com transparência e compromisso.
Desta maneira o governo lança mão de planos que se juntam ao discurso da gestão democrática assim como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Programa Nacional de Fortalecimento de Conselhos Escolares, Plano de Mobilização Social pela Educação, entre outros que mostram o discurso da responsabilidade da sociedade civil no assentamento de uma escola pública de qualidade.
O PDDE atende desde 1995 escolas públicas do Ensino Fundamental e escolas privadas de Educação Especial. No caso das públicas, o dinheiro é depositado anualmente em uma conta do conselho escolar, da associação de pais e mestres (APM) ou do caixa escolar. O dinheiro proporciona uma maior autonomia da gestão, já que é usado conforme as necessidades físicas e pedagógicas da escola.
As prioridades são definidas com a comunidade escolar. Para que se atenda o maior número de alunos possível, não basta apenas ouvir os professores, mas também pais e os funcionários.
 Para que a escola continue no programa, precisa prestar contas à prefeitura ou ao estado, que depois envia os dados para o FNDE. Uma das regras para usar o dinheiro do PDDE é a permissão de compra de material permanente, como televisor, bebedouro ou impressora. Conservação, manutenção e pequenos reparos. Exemplos: contratação de serviços de jardinagem, troca de lâmpadas ou conserto de encanamento e de instalação elétrica, papel higiênico e produtos de limpeza, implementação de projetos pedagógicos, a aplicação dos recursos deve sempre requerer à melhoria da qualidade do ensino, mas é proibido pagamento de funcionários, despesas com festas e comemorações como recepções, pagamento de contas de água, luz, telefone e qualquer outra taxa, compra de combustível e manutenção de veículos para ações administrativas, pagamento de tributos que não refletem sobre bens obtidos ou serviços contratados de acordo com o programa, despesas de ações que sejam objeto de outros programas e projetos do FNDE.
Conhecer esses programas e suas aplicações é essencial para se ter uma educação de qualidade focada no ensino de forma efetiva sendo a participação a condição básica para a gestão democrática, pois uma não é possível sem a outra, a gestão democrática e o diálogo vasto e transparente são, pois, os caminhos para motivar pessoas, garantir e efetivar a qualidade social da educação.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo que tenha um papel central na garantia de um ensino de qualidade nas escolas públicas, o FNDE ainda é um órgão desconhecido de grande parte da sociedade precisando assim o gestor das instituições entender sobre os recursos enviados a sua escola e com uma gestão democrática incentivar e dispersar a ideia da participação coletiva de toda a comunidade na tomada de decisões principalmente ao destino do investimento desses recursos para o aumento da educação de qualidade.
O Governo Federal criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) com o objetivo de garantir que Estados, Distrito Federal (DF) e Municípios pudessem contar com recursos financeiros relacionados à educação, concorrendo para o aumento do atendimento à educação básica e à melhoria qualitativa do ensino ofertado.
Dessa forma é essencial lembrar que o Fundeb tem por obrigação a redução das desigualdades socioeconômicas e culturais, precisando criar condições materiais adequadas à obtenção da igualdade real e de uma existência digna, uma vez que o acesso à educação é um direito social previsto na Constituição Federal por isso a importância da participação do gestor e de toda a comunidade nesse instrumento de política educacional.
Porém, não se deve julgar a eficiência e eficácia da gestão escolar como se dependesse somente do gestor educacional, mas também depende da ligação, da responsabilidade e participação da comunidade escolar, em que o Círculo de Pais e Mestres e/ou o Conselho Escolar, os alunos, professores e demais profissionais da educação, em um trabalho em conjunto, esperam pelos mesmos objetivos, mas é importante que cada um compreenda seus direitos e construam em conjunto no cotidiano escolar relações educativa e democrática.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Ricardo.

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