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Aula-2--Técnicas-Modernas-de-Higiene-das-Vias-Aéreas (1)

Apostila sobre técnicas modernas de higiene das vias aéreas. Apresenta objetivos da fisioterapia respiratória; métodos de inspiração lenta (incentivadores, EDIC), expiração lenta (ELPr, ELTGOL) e expiração forçada (AFE); indicações, contraindicações, posicionamento e aplicação.

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Técnicas Modernas de 
Higiene das Vias Aéreas
Prof.(a) Isabel C. Silva
Introdução
 Os objetivos principais da fisioterapia são:
 Evitar ou reduzir as consequências da obstrução das VAs por 
secreção;
 Otimizar o transporte mucociliar;
 Promover adequada ventilação pulmonar;
 Melhorar oxigenação;
 Reduzir trabalho respiratório;
 Facilitar a ação dos mm respiratórios.
Técnicas 
Modernas
 Remoção de secreções.
 Manobras realizadas na 
expiração.
 Manutenção ou ganho de 
volumes pulmonares.
 Manobras realizadas na 
inspiração.
VAs X Locais 
de atuação das 
Técnicas
 Inspirações: DDR
 Expirações forçadas: 
TEF, AFE, tosse 
provocada/assistida
 Expirações lentas: 
ELTGOL, ELPr, DA
 Inspirações lentas: EI, 
EDIC, MIR, suspiro.
VAs do 
Indivíduo 
Saudável
 Partículas grandes: são retidos pelos pelos
nasais
 Partículas que se depositam nas VA
condutoras: são encaminhadas junto com o
muco produzido pelas gl. mucosas e pelas
células caliciformes das paredes brônquicas
pelo movimento ciliar até a epiglote, onde
são deglutidos.
 Partículas que chegam aos alvéolos: são
fagocitadas por macrófagos e destruídas pelo
sistema imunológico.
Nas doenças 
obstrutivas...
 Há uma redução do clearance mucociliar e um aumento da 
secreção de muco: desequilíbrio = obstrução da VA, limitação do 
fluxo aéreo e redução da função pulmonar.
TÉCNICAS 
MODERNAS 
Técnicas de inspiração 
lenta
INCENTIVADOR
ES 
INSPIRATÓRIOS
 Objetivos: aumento dos volumes/capacidades pulmonares e a
melhora da estabilidade alveolar.
 Recomenda-se inspiração lenta (fluxo laminar), profunda
(aumentar expansão pulmonar) e sustentada (estabilidade
alveolar).
Efeitos 
fisiológicos
 Com o aumento do volume, alvéolos expandidos exercem uma
força de tração sobre os alvéolos não tão bem expandidos graças a
interdependência alveolar.
 A inspiração profunda pode aumentar a ventilação através de
canais colaterais.
 Ventilação colateral
EXERCÍCIO DE 
FLUXO 
INSPIRATÓRIO 
CONTROLADO -
EDIC
 Utiliza como princípio fisiológico o posicionamento do paciente
para favorecer o aumento da negatividade da pressão pleural e a
expansão passiva dos alvéolos da região a ser tratada e o aumento
do diâmetro transverso do tórax ao final de uma inspiração
profunda.
 Utiliza-se também da insp lenta com pausa pós-insp para
propiciar distribuição homogênea do ar inspirado.
Modalidades 
de Aplicação
Anterolateral Posterolateral
EXERCÍCIO DE 
FLUXO 
INSPIRATÓRIO 
CONTROLADO -
EDIC
 DL com o hemitórax a ser tratado para cima.
 Inspiração lenta e profunda até VRI.
 Pausa pós-inspiratória de 3-5 s.
 Expiração oral até VR.
 Indicações: crianças maiores de quatro
anos, doenças respiratórias agudas,
atelectasias localizadas e PNM.
 Contraindicações: pacientes pouco ou não
cooperativos, incapazes de compreender
e/ou realizar a técnica, hiperreatividade
brônquica e presença de dor.
Técnicas de expiração 
lenta
EXPIRAÇÃO 
LENTA E 
PROLONGAD
A - ELPr
 Técnica passiva, utilizada em lactentes.
 Utiliza pressão manual torácica e abdominal lenta que deve ser
aplicada ao final da expiração espontânea (CRF) e prosseguir até a
expiração a VR.
 Objetiva a desinsuflação pulmonar, alcançando a periferia
broncopulmonar através de uma exp maior que o de uma exp
normal.
O paciente deve ser 
posicionado em DD 
em uma superfície 
semirrígida. As 
mãos do terapeuta 
limitam 2-3 
inspirações para 
então prolongar a 
exp.
Indicações e 
Contraindicações
 Hipersecreção pulmonar.
 Obstrução brônquica.
 Cirurgias abdominais e/ou 
torácicas.
 Quadros abdominais agudos.
 Doenças neurológicas 
agudas.
 Doença do refluxo 
gastresofágico.
EXPIRAÇÃO 
LENTA TOTAL 
COM A GLOTE 
ABERTA EM 
DECÚBITO 
INFRALATERAL 
- ELTGOL
 Paciente em DL com o lado a ser tratado para baixo realiza exp
lentas partindo da CRF até o VR com a glote aberta (garantida pelo
uso de um bocal).
 Objetiva maior desinsuflação do pulmão para mobilizar secreções
de VA intermediárias e periféricas de forma contragravitacional.
Gravidade e 
Mediastino
Vísceras 
abdominais
O 
fisioterapeuta 
realiza uma 
compressão 
torácica e 
abdominal...
EXPIRAÇÃO 
LENTA TOTAL 
COM A GLOTE 
ABERTA EM 
DECÚBITO 
INFRALATERA
L - ELTGOL
Técnicas de expiração 
forçada
AUMENTO 
DO FLUXO 
EXPIRATÓRIO 
- AFE
 Consiste o aumento passivo, ativo-assistido ou ativo do fluxo
aéreo expiratório, com os objetivos de mobilizar, carrear e
eliminar as secreções traqueobrônquicas.
 Pode ser realizada de modo rápido ou lento.
 Rápido: promove a progressão das secreções dos brônquios de
médio para os de grande calibre.
 Lento: mobiliza as secreções dos pequenos brônquios até as VA
proximais.
AFE Passivo
A mão deve ser 
moldada sobre o 
tórax, entre a fúrcula 
esternal e a linha 
intermamária.
Movimento de cima 
para baixo e de 
anterior para 
posterior.
A mão deve ser 
posicionada sobre o 
umbigo e as últimas 
costelas. O polegar e 
o indicador deve 
estar em contato 
com as últimas 
costelas para 
perceber o ritmo 
respiratório.
AFE Ativo ou 
Ativo-assistido
 Utilizada em crianças maiores de 3 anos por serem capazes de 
cooperar.
 Utiliza-se as mãos do terapeuta sobre o tórax com a mesma 
intenção da AFE passiva.
 Paciente de pé ou assentado, terapeuta atrás dele. 
Tosse para 
relembrar...
Uma tosse eficaz significa que todas as suas fases funcionam de maneira
eficaz.
 Fase nervosa: estimulação dos receptores e ativação do centro da
tosse.
 Fase inspiratória: inspiração a altos volumes.
 Fase de compressão: fechamento da glote + contração dos mm exp,
resultando em aumento rápido da pressão intratorácica.
 Fase expiratória: a glote se abre e o ar sai em alta velocidade
produzindo o som da tosse.
Assim, as 
manobras para 
estimular tosse 
devem agir 
sobre pelo 
menos uma das 
fases da tosse
 O auxílio pode ser então:
 Na fase nervosa
 Na fase inspiratória
 Na fase expiratória
TOSSE 
ASSISTIDA E 
PROVOCADA
 Auxílio na fase nervosa: estímulo de mecanorreceptores da
parede da traqueia, através de compressão na fúrcula esternal ou
sonda de aspiração.
TOSSE 
ASSISTIDA E 
PROVOCADA
 Auxílio na fase inspiratória: 
Empilhamento aéreo (air-
staking) por insuflação 
manual.
TOSSE 
ASSISTIDA E 
PROVOCADA
 Auxílio na fase expiratória: auxilia ou substitui a ação dos 
músculos expiratórios.
 Tosse manualmente assistida: consiste na compressão torácica, 
abdominal e toracoabdominal durante a fase expiratória forçada a 
fim de aumentar a velocidade do fluxo expiratório.
Tosse 
manualmente 
assistida
 Quando há fraqueza dos mm exp, a compressão manual na fase exp
é essencial, uma vez que reproduz o aumento de pressão
intratorácica da tosse normal e contribui para a produção de um
fluxo de tosse eficaz.
 CONTRAINDICAÇÕES: risco de regurgitação/aspiração, doença
abdominal aguda, aneurisma de aorta abdominal, hérnia do hiato,
gravidez, pneumotórax não tratado, osteoporose, tórax instável ou
muito rígido.
Tosse 
manualmente 
assistida
 DD ou sentado com as costas
apoiadas em uma poltrona ou
no fisioterapeuta.
 A compressão pode ser
realizada sobre o esterno, a
região lateral do tórax ou o
abdome.
Tosse 
mecanicamente 
assistida
 Auxílio nas fases inspiratória e expiratória.
 Utiliza insuflação-exsuflação mecânica através de um aparelho,
sendo o mais conhecido, o Cough Assist E70.
 Pode ser utilizado através peça bucal, máscara facial, tubo
endotraqueal e traqueostomia.
Técnicas de inspiração 
forçada
DESOBSTRUÇÃO 
RINIFARÍNGEA 
RETRÓGRADA -
DRR
 Objetiva remover secreções da via nasofaríngea.
 Pode utilizar ou não instilação com solução fisiológica.
 Fundamenta-se no aumento da velocidade do fluxo aéreo inspiratório
que favorece a mobilização das secreções dessas cavidades para o
conduto rinofaríngeo principal.
 Pode ser aplicada de forma passiva ou ativa, dependendo do público-
alvo.
Referências 
Bibliográficas
 BRITTO,R.R; BRANT,T.C.S; PARREIRA, V.F. Recursosmanuais e
instrumentais em fisioterapia respiratória.2ª ed. Manole. 2014
 Google imagens.
 MACHADO, M.G.R. Bases da fisioterapia respiratória: terapia
intensiva e reabilitação. 2ªed. Guanbara Koogan. 2018. Cap. 08.

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