Civil VI_Sucessão dos descendentes e ascendentes
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Civil VI_Sucessão dos descendentes e ascendentes

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Civil VI

Sucessão legítima: ordem de vocação hereditária. Formas de suceder e de partilhar. Sucessão em linha reta: sucessão dos descendentes. Herança iure propriu e iure representationis. Sucessão do cônjuge em concorrência com descendentes.
Exclusão de herdeiros necessários: indignidade e deserdação. Causas, conseqüências, procedimento, representação.
Sucessão legítima. Sucessão dos ascendentes. Sucessão dos cônjuges em concorrência com os ascendentes. Sucessão dos cônjuges sem concorrência.

VII - VOCAÇÃO HEREDITÁRIA

		 - DESCENDENTES	HERDEIROS NECESSÁRIOS (art. 1845)
HERDEIROS - ASCENDENTES	 Porque não podem ser excluídos da
LEGÍTIMOS	 - CÔNJUGE		 sucessão, a não ser por deserção ou
		 - COLATERAIS ATÉ 4° GRAU			 por indignidade

- HERANÇA IURE PROPRIO (art. 1798)
- HERANÇA IURE REPRESENTATIONS: arts. 1852 e 1853

ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA (art. 1829)
- A ordem de vocação hereditária é a relação preferencial, estabelecida em lei, das pessoas que são chamadas a suceder o finado.
- REGRA: A relação da ordem de vocação hereditária é PREFERENCIAL porque a existência de herdeiros de uma classe EXCLUI O CHAMAMENTO À SUCESSÃO DOS HERDEIROS DA CLASSE SUBSEQÜENTE, ressalvada a situação do CÔNJUGE, que concorre com os descendentes e com os ascendentes.
 Portanto, a ordem de vocação hereditária é:
1) Descendentes (concorre com o cônjuge em algumas situações)
2) Ascendentes (concorre com o cônjuge em qq regime de bens)
3) Cônjuge
4) Colateral até 4° grau
- Ex.: Se o de cujus, que não tem cônjuge, deixa descendentes e ascendentes, os primeiros herdam tudo e os últimos nada, pois a existência de herdeiros da classe dos descendentes exclui da sucessão os herdeiros da classe ascendente.
- EXCEÇÕES:
1) Concorrência do cônjuge com herdeiros da 1ª e 2ª classe
2) Outra exceção decorre do art. 17 do Decreto-lei n° 3.200/41, que veio a criar, em favor da mulher brasileira, casada com estrangeiro por outro regime que não o da comunhão universal de bens, um direito sucessório de caráter limitado, simultâneo ao direito conferido aos outros herdeiros de seu marido.
- A SUCESSÃO LEGÍTIMA é aquela que (1) decorre da LEI ou que (2) é aplicada quando o TESTAMENTO é revogado, caduca ou a herança não é integralmente contemplada pelo testamento.
- ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA (art. 1829):
 É a RELAÇÃO PREFERENCIAL, estabelecida pela lei, das pessoas que são chamadas a suceder o finado (Sílvio Rodrigues)
 É a DISTRIBUIÇÃO DE HERDEIROS EM CLASSES PREFERENCIAIS, conjugando as 2 idéias de GRAU e de ORDEM
- CLASSES: Descendentes, ascendentes, cônjuge e colaterais
 A idéia predominante é a do PARENTESCO.
 Justificativa predominante para prevalência destas classes: baseada na vontade presumida do falecido de deixar sua herança para os parentes + próximos. Na falta de todas as anteriores, a herança vai para o M.
- GRAU: É a DISTÂNCIA EM GERAÇÕES, que se conta de um parente a outro e, por extensão, denomina-se GRAU DE PARENTESCO O NÚMERO DE GERAÇÕES QUE SEPARAM PESSOAS PARENTES (Caio Mário)
 Contam-se os GRAUS na linha reta, encontram-se as gerações subindo (linha ascendente) ou descendo (linha descendente) e o parentesco se mede por graus, quantas sejam as gerações: por exemplo, de pai para filho, uma geração de 1 grau. Na linha colateral, mede-se o parentesco subindo por uma das linhas até encontrar o ascendente comum e, em seguida, desce-se pela outra linha até encontrar o parente cujo grau se pretende determinar.
 Na nossa legislação, foi limitada a ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA até o 4° GRAU (ou seja, até os primos)
- Firmou-se assim o entendimento de que AS CLASSES + VIZINHAS EXCLUEM AS + REMOTAS e que OS GRAUS + PRÓXIMOS EXCLUEM OS + REMOTOS (art. 1836 §1° e 1840)
- O cônjuge figura em 3° lugar na ordem de vocação hereditária
 A legislação civil atribuiu ao casado sob qq regime o DIREITO REAL DE HABITAÇÃO (art. 1831)

VIII - DIREITO PRÓPRIO. DIREITO DE REPRESENTAÇÃO
- DIREITO PRÓPRIO: Quando o herdeiro é chamado diretamente à sucessão, em virtude da proximidade de seu parentesco com finado ou por força da sua condição de cônjuge, herda por direito próprio
- DIREITO DE REPRESENTAÇÃO: Quando O HERDEIRO REPRESENTA UM ASCENDENTE PRÉ-MORTO, que seria o herdeiro se estivesse vivo, herda por direito de representação. Previsão legal: art. 1851, CC
 A REPRESENTAÇÃO é uma FICÇÃO DA LEI, cujo efeito é permitir a entrada do representante no lugar e nos direitos do representado, a fim de impedir principalmente que os netos fossem excluídos da herança do avô quando seu pai havia falecido anteriormente e justamente quando precisavam de maior amparo por não terem mais pai.
 Só se dá na LINHA RETA DESCENDENTE, nunca na ascendente (art. 1852).
 Na linha COLATERAL, somente se dá na SUCESSÃO DE IRMÃOS EM FAVOR DOS FILHOS DO IRMÃO PRÉ-FALECIDOS, quando com irmão deste concorrerem (art. 1853). A hipótese ocorre quando na sucessão de irmãos os tios concorrem com os sobrinhos, neste caso os sobrinhos, apesar de estarem no mesmo n° de graus, recolhem a herança na forma do art. 1843.
 Os representantes herdam em PARTES IGUAIS e HERDAM AQUILO QUE HERDARIA O REPRESENTADO (art. 1854)
 Aquele que RENUNCIAR à herança, PODERÁ REPRESENTÁ-LA NA SUCESSÃO de outra. Ex.: Filho renunciou à herança do pai mas poderá vir representado o pai na herança do avô
 Ninguém pode suceder representando HERDEIRO RENUNCIANTE (art. 1811)
 Exceção: (1) Se for o ÚNICO LEGÍTIMO de sua classe ou (2) se TODOS DA MESMA CLASSE RENUNCIAREM poderão vir os filhos por DIREITO PRÓPRIO E POR CABEÇA
 Os HERDEIROS DO INDIGNO sucedem como se ele fosse morto (art. 1816) porque SÃO PESSOAIS OS EFEITOS DA EXCLUSÃO DA HERANÇA. Assim, se a pessoa foi excluída da sucessão como indigna é considerada PRÉ-MORTA e, portanto, seus sucessores poderão exercer o direito de representação.
 Decorre da existência do direito de representação que PESSOAS DE DIFERENTES GRAUS DE PARENTESCO VENHAM A CONCORRER NA MESMA SUCESSÃO. Ex: Se os netos vêm representando o pai pré-morto na herança do avô Os filhos são herdeiros de 1° grau na linha descendente enquanto que os netos são herdeiros de 2° na linha descendente Neste caso a SUCESSÃO far-se-á por ESTIRPE, que ocorre quando concorrem, na mesma sucessão, descendentes que tinham com o de cujus parentesco diferentes (Wald).
 Na SUCESSÃO POR ESTIRPE a partilha, em vez de se fazer igualmente entre pessoas, FAZ-SE ENTRE CERTOS GRUPOS DE DESCENDENTES, grupos constituídos pelos descendentes do herdeiro do grau + próximo. Teremos então tantas quotas quantas forem as estirpes (Wald).
 A SUCESSÃO POR CABEÇA dá-se quando TODOS OS HERDEIROS SÃO DO MESMO GRAU, ou seja, a cada herdeiro do mesmo grau corresponde uma QUOTA IGUAL DA HERANÇA.
 Na hipótese de os SUCESSORES serem os ASCENDENTES, de acordo com o art. 1836 §1°, CC, O GRAU + PRÓXIMO EXCLUI O + REMOTO sem distinção de linhas.
 No caso dos ASCENDENTES serem os HERDEIROS e existirem ASCENDENTES DO LADO PATERNO E DO LADO MATERNO, A DIVISÃO DA HERANÇA FAR-SE-Á POR LINHAS PARTINDO-SE ENTRE 2 LINHAS MEIO A MEIO (art. 1836 §2°).

IX - DIREITO DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE

 A HERANÇA difere da MEAÇÃO

 MEAÇÃO:
- É a parte de cada cônjuge no patrimônio comum
- É apurada com o desfazimento da sociedade conjugal, pela morte ou não
- Não existe renúncia a meação
- Não incide imposto de transmissão sobre a meação mencionada no inventário porque não é patrimônio transmitido;

	Qualquer que seja o regime de casamento e sem prejuízo da participação que caiba na herança, o cônjuge sobrevivente possui o DIREITO REAL DE HABITAÇÃO (art. 1831)

						 Sobre o imóvel destinado à família
						 Único bem imóvel a inventariar

REGIME		DIREITO DO VIÚVO
 CTB			50% meação
 STB				-
 SOB	Terá direito a 50% dos bens adquiridos a título ONEROSO na constância do casamento (Súmula 377, STF).
 CPB	Terá direito a 50% dos bens adquiridos a título ONEROSO na constância do casamento e não terá direito aos bens particulares mas concorrerá com os descendentes / ascendentes por estes.