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ESTUDO DIRIGIDO
LESÕES BRANCAS
Professora: Dra. Maria Palma Barreto
Disciplina: Estomatologia
Grupo 2 (P1): Ana Paola Isensee Doria, Jade Campos de Oliveira Costa, Laise de Abreu Barboza, Larissa França de Santana, Livia Renata dos Santos Silva e Steffany Brandão do Rosário.
Candidíase Pseudomembranosa
A forma de infecção por Candida mais bem-reconhecida. Também conhecida como sapinho. 
Fator Etiológico:
Cusada pela C. albicans e, com menos freqüência, por outras espécies de Candida. Pode ser iniciada pela exposição do paciente a antibióticos de amplo espectro (eliminando assim as bactérias competidoras) ou pela diminuição da capacidade imune do paciente.
Características Clínicas:
Caracterizada pela presença de placas brancas aderentes na mucosa oral, que lembram queijo cottage ou leite coalhado. Essas placas são compostas por uma massa desordenada de hifas, leveduras, células epiteliais descamadas e fragmentos de tecido necrótico e podem ser removidas pela raspagem com um abaixador de língua ou pela fricção com uma compressa de gaze seca. A mucosa subjacente pode se apresentar eritematosa ou normal. Se o sangramento ocorrer, provavelmente a mucosa está afetada também por outra condição, como líquen plano ou pelo efeito de quimioterapia para tratamento de câncer. Quando há sintomas eles são brandos e consistem em uma sensação de queimação da mucosa oral ou um gosto desagradável, descrito de forma variada como salgado ou amargo. NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Características Histopatológicas:
O método de coloração pelo ácido periódico Schiff (PAS) permite a pronta visualização das hifas e leveduras de Candida. Frequentemente, as hifas estão acompanhadas por um número variável de leveduras, células epiteliais escamosas e células inflamatórias. As características em comum a todos os tipos de candidíase são hiperparaceratinização e alongamento das projeções epiteliais. Em geral, um infiltrado inflamatório crônico pode ser observado no tecido conjuntivo imediatamente subjacente ao epitélio infectado. São encontrados neutrófilos na camada de paraceratina e na camada de células escamosas superficial próxima aos micro-organismos.NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Diagnóstico Diferencial: Lesões por queimaduras químicas, úlceras traumáticas, placas mucosas de sífilis e lesões brancas ceratóticas.
Tratamento: 
Tratado com medicamentos antifúngicos e possui um prognóstico excelente.
Queimadura Elétrica
As queimaduras elétricas da cavidade oral são razoavelmente comuns. Existem dois tipos de queimaduras elétrica: contato (quando a corrente passo do ponto de contato até o local no solo) e arco (a saliva atua como um meio de condução, e um arco elétrico flui entre a fonte elétrica e a boca).
Fator Etiológico:
A maioria dos casos resulta da mastigação da ponta fêmea de um fio de extensão ou da mordida de um fio elétrico exposto.
Características Clinicas:
Ocorre em crianças com menos de 4 anos de idade. Os lábios são comumente afetados e a comissura costuma estar envolvida. Ocorre em crianças com menos de 4 anos de idade. Os lábios são comumente afetados e a comissura costuma estar envolvida. No início apresenta-se como uma área indolor, carbonizada e amarelada, que exibe pouco ou nenhum sangramento, podendo haver um edema local, após 4 dias a área afetada torna-se necrótica e membranas começam a se soltar. O fundo de vestíbulo adjacente, a língua, ou ambos, também podem estar envolvidos. NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Características Histopatológicas:
São bem agressivas demonstrando a extensão profunda da necrose, muitas vezes até o tecido muscular além de um exsudato fibrinoso.
Diagnóstico Diferencial: Úlcera traumática e queimadura química.
Tratamento:
Imunização contra o tétano e profilaxia antibiótica, geralmente penicilina, para prevenir infecção secundária nos casos graves. Dispositivos que exercem pressão (stents) devem ser colocados sobre as áreas lesadas para evitar a contratura precoce da ferida. Após a cicatrização, um tratamento cirúrgico definitivo ou de reconstrução poderá ser necessário devido à formação extensiva de cicatriz.
Queimadura Química
Muitas substâncias químicas e drogas entram em contato com os tecidos orais. Uma porcentagem destes agentes é cáustica e pode causar danos clinicamente significativos. 
Fator Etiológico:
Aplicações tópicas de substâncias químicas, como a aspirina ou agentes cáusticos. Produtos contendo álcool isopropílico, fenol, peróxido de hidrogênio ou eugenol. 
· ASPIRINA: relativamente comum pois muitos pacientes no uso da medicação deixam o medicamento na boca e isso pode ser a causa. 
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
· PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO: usado na prevenção da periodontite, concentrações maiores ou iguais a 3% causam reações adverdsas.
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
· NITRATO DE PRATA: Utilizado para tratamento de ulcerações aftosas, porém causa o aumento da extensão do dano à mucosa. 
 
Fonte: http://www.hs-mnezes.com.br/aftas_37.html
· FENOL: usado com agente esterilizador de cavidade e substâncias cauterizadoras. 
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
· SUBSTÂNCIAS ENDODÔNTICAS: pasta arsênica ou formulação de paraformoldeído para desvitalizar a polpa inflamada em tratamento endodôntico podendo causar necrose da gengiva em consequência do extravasamento deste material.
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Características Clínicas:
Com exposição breve, a mucosa afetada exibe uma aparência superficial pregueada e branca. À medida que a duração à exposição aumenta, a necrose prossegue e o epitélio afetado separa-se do tecido subjacente e pode ser facilmente descamado. O tecido conjuntivo se apresenta vermelho e hemorrágico e subsequentemente é recoberto por uma membrana fibrinopurulenta amarelada. A mucosa que reveste o osso é ceratinizada e mais resistente aos danos, enquanto a mucosa móvel não-ceratinizada é destruída mais rapidamente. Ocasionalmente, materiais cáusticos podem escoar para o rolo de algodão e ficar retidos em um lugar contra a mucosa por longo período, resultando em lesão da mucosa causada pela absorção da substância através do algodão denominado queimadura por rolo de algodão (estomatite por rolo de algodão).NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Características Histopatológicas: 
As membranas esbranquiçadas removidas de áreas de queimaduras químicas da mucosa revela necrose de coagulação do epitélio, tendo somente como remanescentes o contorno das células epiteliais individuais e o núcleo. O tecido conjuntivo subjacente contém uma mistura de células inflamatórias.
Diagnóstico Diferencial: Líquen Plano e gengivite.
Tratamento:
Prevenção à exposição da mucosa oral a materiais cáusticos. Áreas superficiais de necrose se resolvem completamente sem deixar cicatrizes dentro de 10 a 14 dias após a descontinuidade do agente agressor. Deve-se cobrir com uma pasta emoliente protetora ou com uma película de hidroxipropilcelulose. Cloridrato de diclonina tópico para alívio da dor. Áreas extensas de necrose faz-se necessário o debridamento cirúrgico e a cobertura antibiótica geralmente são necessários para promover a cicatrização e evitar a disseminação da necrose.
Língua Pilosa 
A língua pilosa caracteriza-se por acúmulo acentuado de ceratina nas papilas filiformes do dorso lingual, resultandoem uma aparência semelhante a pelos. Aparentemente, essa condição ocorre por um aumento na produção de ceratina ou por um decréscimo na descamação da ceratina normal
Características Clínicas:
A língua pilosa é mais comum na linha média anterior às papilas circunvaladas, espalhando-se para as margens lateral e anterior. As papilas alongadas geralmente são acastanhadas, amareladas ou enegrecidas, como resultado do crescimento de bactérias cromogênicas, pigmentos do tabaco e alimentos. A condição é em geral assintomática, embora, às vezes, alguns pacientes queixem-se de uma sensação de náusea ou de um gosto desagradável na bocaNEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Características Histopatológicas:
No exame histopatológico, a língua pilosa caracteriza-se por alongamento pronunciado e hiperparaceratose das papilas filiformes (Fig. 1-25). Frequentemente, observa-se o crescimento de várias bactérias na superfície epitelial
Tratamento e Prognóstico:
Quaisquer fatores predisponentes, como tabaco, antibióticos, ou antissépticos bucais, devem ser eliminados, e uma excelente higiene oral deve ser efetuada. A descamação das papilas hiperceratóticas pode ser realizada com a raspagem periódica ou limpeza com escova de dentes ou raspador de língua. O prognostico é bom. 
Diagnóstico Diferencial: Leucoplasia pilosa
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Estomatite Alérgica de Contato 
Agentes como vários alimentos, aditivos alimentares, gomas de mascar, doces, dentifrícios, enxaguatórios orais, luvas e lençol de borracha, anestésicos tópicos, metais restauradores, materiais acrílicos para dentaduras, materiais para moldagem dentária e preparados para prótese adesiva que causam algum tipo de estomatite alérgica.
Características Clínicas: 
Aguda ou crônica. os sinais e sintomas localizados sugerem mucosite a partir de um alérgeno isolado ao contrário, a dor oral disseminada sugere associação com um desencadeante mais difuso como alimentos, bebidas, aromatizantes ou materiais para higiene oral. O aspecto da mucosa acometida é variável, de um eritema leve e pouco visível a uma lesão eritematosa brilhante, com ou sem edema. As vesículas são raramente observadas e, quando presentes, rompem-se rapidamente e formam áreas de erosão, ulcerações superficiais que se parecem com aftas surgem ocasionalmente. Podem ser observados prurido, pontadas, formigamento e edema
Tratamento e Prognóstico:
Remoção da fonte antigênica e à aplicação de um corticosteroide tópico, como o gel de fluocinonida ou elixir de dexametasona. O prognostico é bom. 
Diagnóstico Diferencial: Leucoedema, queimaduras físicas e químicas.
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Morsicatio Buccarum
O morsicatio buccarumé o termo científico empregado para a mastigação crônica da bochecha.
Características Clínicas: 
Áreas brancas, espessadas e fragmentadas podem estar entremeadas a zonas eritematosas, com erosão ou ulceração traumática focal. As áreas brancas da mucosa exibem uma superfície dilacerada e irregular, e o paciente relata que é capaz de remover fragmentos de material branco da área envolvida.
Características Histopatológicas:
A biópsia revela uma hiperparaceratose extensa, que frequentemente resulta em uma superfície extremamente dilacerada, com várias projeções de ceratina. A colonização bacteriana superficial é típica. Ocasionalmente, grupos de células vacuoladas estão presentes na porção superficial da camada de células espinhosas.
Tratamento e Prognóstico: 
Não há necessidade de tratamento e nenhuma complicação origina-se pela presença das alterações na mucosa.
Diagnóstico Diferencial: Leucoedema 
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Líquen Plano
O líquen plano é uma doença dermatológica crônica relativamente comum, que com frequência afeta mucosa bucal. Embora a causa do líquen plano seja desconhecida, ele geralmente e considerado como um processo imunologicamente mediado (autoimune) que se assemelha, microscopicamente, a uma reação de hipersensibilidade.
Fator Etiológico: Desconhecido.
Características Clínicas:
A maioria dos pacientes com líquen plano é de adultos de meia idade, sendo raro o acometimento em crianças. As mulheres são mais afetadas. As lesões de pele do líquen plano são classicamente descritas como pápulas poligonais, púrpuras e pruriginosas. Em geral, afetam as superfícies flexoras das extremidades. As escoriações podem não ser visíveis, apesar do fato de que as lesões são pruriginosas, podendo ferir o paciente como resultado da coceira. Um exame cuidadoso da superfície das pápulas da pele revela linhas brancas finas semelhantes a um rendilhado (estrias de Wickham). Basicamente, existem duas formas de lesões bucais: a reticular e a erosiva.
Fig. 16-90 Líquen plano. As lesões cutâneas no punho aparecem como pápulas poligonais e purpúreas. 
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
· Líquen Plano Reticular : 
A forma reticular normalmente não causa sintomas e envolve a região posterior da mucosa jugal bilateralmente. Outras áreas da mucosa bucal também podem estar envolvidas concomitantemente, como a borda lateral e o dorso da língua, a gengiva, o palato, e o vermelhão labial. O líquen plano reticular é assim chamado por causa de seu padrão característico de linhas brancas entrelaçadas (também conhecido como estrias de Wickham); no entanto, as lesões brancas podem, em alguns casos, apresentar-se como pápulas. Estas lesões são tipicamente não estáticas mas pioram e melhoram em semanas ou meses. No dorso da língua, a lesão se apresenta como placas ceratóticas com atrofia das papilas. 
 
Fig. 16-93 Líquen plano. Lesões reticulares papilares e difusas na mucosa jugal do lado direito.
Fig. 16-96 Líquen plano. Com o envolvimento da superfície dorsal da língua pelo líquen plano reticular, as características estrias entrelaçadas observadas na mucosa jugal usualmente não estão presentes.
Nestes casos, as placas brancas lisas são tipicamente observadas
substituindo as superfícies das papilas normais da língua.
Fig. 16-92 Líquen plano. As linhas brancas entrelaçadas são típicas do líquen plano reticular envolvendo a região posterior da mucosa jugal, o local mais comum de envolvimento bucal.
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
· Líquen Plano Erosivo: 
O Líquen plano erosivo, apesar de menos comum, é a forma que gera mais sintomas ao paciente. Clinicamente, observam-se áreas eritematosas, atróficas, com graus variáveis de ulceração central. A margem das regiões atróficas geralmente é circundada por finas estrias brancas irradiadas. Algumas vezes, a atrofia e ulceração estão confinadas à mucosa da geniva produzindo um padrão de reação denominado gengivite descamativa. Se o componente erosivo for grave, pode ocorrer separação entre o epitélio e o tecido conjuntivo subjacente, resultando na apresentação relativamente rara do líquen plano bolhoso. 
Fig. 16-99 Líquen plano. O líquen plano erosivo geralmente aparece como gengivite descamativa, produzindo eritema gengival e sensibilidade.
Fig. 16-97 Líquen plano. A ulceração da mucosa jugal exibe estrias ceratóticas periféricas radiantes, características do líquen plano erosivo bucal.
 
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Características Histopatológicas:
Graus variáveis de ortoceratose e paraceratose podem estar presentes na superfície do epitélio, dependendo de se o espécime dabiópsia foi obtido de uma lesão erosiva ou reticular. A espessura da camada espinhosa também pode variar. As cristas epiteliais podem estar ausentes ou hiperplásicas, mas classicamente são pontiagudas ou têm forma de “dentes de serra’’. A destruição da camada de células basais do epitélio (degeneração hidrópica) também é evidente, sendo acompanhada por um intenso infiltrado inflamatório semelhante a uma faixa, predominantemente de linfócitos T logo abaixo do epitélio subjacente. Ceratinócitos em degeneração podem ser observados em áreas do epitélio e na interface do tecido conjuntivo e têm sido denominados de corpos coloides, citoides, hialinos, ou de Civatte. As características imunopatológicas do líquen plano são inespecíficas. A maioria das lesões mostra a deposição de uma banda desalinhada de fibrinogênio na zona da membrana da basal.
Diagnóstico Diferencial: Reações liquenoides a drogas ou materiais dentários, leucoplasia, lúpus eritematoso e doença do enxerto versus hospedeiro em pacientes transplantados de medula óssea, estomatite ulcerativa crônica e a reação da mucosa
bucal à canela.
Tratamento e Prognóstico:
O líquen plano reticular normalmente não produz sintomas e nenhum tratamento é necessário. Ocasionalmente, os pacientes afetados podem ter uma candidíase sobreposta, sendo a terapia antifúngica necessária nesses casos. O líquen plano erosivo com frequência é incômodo para o paciente, devido à dor na cavidade bucal. Por ser uma condição mediada pelo sistema imune, os corticosteroides são recomendados. As lesões respondem aos corticosteroides sistêmicos, mas essa terapia tão agressiva em geral não é necessária. Um corticosteroide tópico potente aplicado várias vezes por dia nas áreas mais sintomáticas em geral é suficiente para induzir cicatrização dentro 1 ou 2 semanas. 
Linha Alba
É uma linha associada a pressão aparente na mucosa jugal na linha de oclusão.
Fator Etiológico:
Pressão e sucção através dos dentes.
Características Clínicas:
Linha branca, bilateral, pode ser e estar escamosa.
Diagnóstico Diferencial: Morsicatio Buccarum
Tratamento: Não é necessário.NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Leucoplasia
Placa ou mancha que não pode ser caracterizada clínica ou patológica.
Fator Etiológico:
Cigarro e álcool são alguns exemplos.
Características Clínicas: 
Atinge pessoas com mais de 40 anos de idade. Se fina: mostra displasia. Se espessa: possui consistência de couro à palpação. Se nodular: apresenta irregularidades na superfície. Se verrugosa: tem-se projeções agudas.
Características Histopatológicas: 
Exibe uma camada espessada de ceratina com ou sem espessamento da camada espinhosa. A displasia poderá ser vista no sentido dos ductos das glândulas salivares menores.
Diagnóstico Diferencial: Líquen Plano e Leucodema.
Tratamento: Retirar os maus hábitos e realizar excisão cirúrgica ou eletrocauterização.
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Leucoedema 
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
É uma condição comum da mucosa oral.
Fator Etiológico: 
Etiologia desconhecida.
Características Clínicas: 
Demonstra aparência difusa, opalescente e branco-acinzentado, superfície pregueada com estrias.
Características Histopatológicas: 
Edema intracelular proeminente na camada espinhosa, sua superfície é paraceratinizada e as cristas são amplas e alongadas.
Diagnóstico Diferencial: Leucoplasia e Líquen Plano.
Tratamento: 
Por ser de origem benigna, não é necessário.
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Queilite Actínica
 A queilite actínica é uma alteração pré-maligna comum do vermelhão do lábio inferior que resulta de uma exposição progressiva excessiva ao espectro ultravioleta da luz solar. Trata -se de um problema que converge predominantemente em pessoas de pele clara, com uma tendência de apresentar queimadura solar com facilidade quando se expõe ao sol. NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Fator Etiológico: 
 Raios ultravioleta do sol, em especial os raios UVB.
Características Clínicas: 
A queilite actínica raramente ocorre em pessoas com idade abaixo de 45 anos. Tem forte preferência pelo gênero masculino. A lesão se desenvolve tão lentamente que os pacientes nem ficam cientes dessa condição. Lábios superiores geralmente mostram alterações mínimas. Pigmentação podem aparecer, e ulcera crônica. Começa com uma pequena descamação, e pode evoluir para feridas que não cicatrizam, o lábio incha, e pode aparecer manchas brancas e vermelhas, e sensação de queimação na área. 
Características Histopatológicas: 
A queilose actínica é geralmente caracterizada por um epitélio escamoso estratificado atrófico, frequentemente demonstrando uma marcante produção de ceratina. Graus variados de displasia epitelial podem ser encontrados. 
Diagnóstico Diferencial: Queilite actínica crônica.
Tratamento: 
Protetor labial, balsamos para lábios com bloqueadores solares, as áreas com ulcera e leucoplasia tem que ser realizada biópsia para tirar a possibilidade de um carcinoma, Em casos clinicamente graves sem transformação maligna clara, um procedimento cirúrgico que emprega a técnica de shave labial (vermelhonectomia).
 NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Nevo Branco E
Leucoplasia por Cândida
A definição de leucoplasia é incomum, ao fazer seu diagnóstico não depender tanto de aparências definidas, mas sim da exclusão de outras lesões.
Fator Etiológico: 
Candida albicans 
Características Clínicas: 
Alguns pacientes com candidose bucal podem apresentar-se com placas brancas assintomáticas que não podem ser removidas pela raspagem; como na maioria das lesões brancas, a cor clínica resulta de uma camada de queratina superficial espessa que parece branca, quando molhada, e uma camada espinhosa espessa, que mascara a vascularidade normal (vermelhidão) do tecido conjuntivo subjacente. 
Características Histopatológicas: 
Frequência aumentada de displasia epitelial. 
Diagnóstico diferencial: líquen plano, morsicatio (mordida de bochecha crônica), queratose friccional, queratose da bolsa de tabaco, estomatite nicotínica, leucoedema e nevo branco esponjoso. 
Tratamento:
Vários medicamentos antifúngicos.
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Nevo Branco Esponjoso
Nevo branco esponjoso, ou doença de Cannon, é uma genodermatose relativamente rara. NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3a ed. 2009.
Características Clínicas: 
Apresenta-se como lesões brancas com sulcos múltiplos e textura esponjosa.. As lesões podem ser observadas ao nascimento ou, mais freqüentemente, na infância. A mucosa jugal e a superfície ventral da língua são os locais preferenciais, apesar das lesões poderem ocorrer em qualquer localização da boca, até mesmo na mucosa vaginal e retal. É uma desordem autossômica dominante, caracterizada por placas brancas difusas, rugosas.
Diagnóstico Diferencial: Leucoplasia, líquen plano, epidermólise bolhosa, paquioníquia congênita. 
Características Histopatológicas: 
Microscopicamente, são observadas semelhan- ças entre as lesões bucais e as conjuntivais. Hiperplasia epitelial e acantose estão presentes, bem como edema intracelular.
Tratamento: NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 3a ed. 2009.
Não necessita de tratamento.
 
 Estomatite Nicotínica
É uma alteração ceratótica branca associada ao fumo de tabaco; não tem natureza pré-maligna pelo fato de desenvolver-se em resposta ao calor, ao em invés de aos agentes químicos presentes na fumaça do tabaco.
Fator etiológico: 
Fumo de tabaco.
Características clínicas: 
Mais comum em homens maiores de 45 anos; a mucosa se torna difusamente cinza ou branca; observam-se numerosas pápulas levemente elevadas com centros vermelhos e pequenas depressões; apresentam glândulas salivares menores e seus orifícios ductais inflamados. A ceratina palatina pode se tornar espessa com uma aparência fissurada ou de “lama ressecada”; a alteração branca envolve a gengiva marginal e a papila interdental, e a leucoplasia da mucosa jugal é ocasionalmente observada; pigmentação pelo tabaco marrom-escura a negra pode estar presente sobre os dentes.NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Diagnóstico Diferencial: leucoplasia, doença de Darier
Características histopatológicas: 
Observa-se hiperceratose e acantose do epitélio palatino, e inflamação crônica leve e focal do tecido conjuntivo subepitelial e glândulas mucosas. 
Tratamento e Prognóstico: 
É completamente reversível; o palato retorna ao normal dentro de 1 a 2 semanas após o fim do hábito de fumar.
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Ceratose do Tabaco sem Fumaça
Lesões brancas causadas com fumos sem fumaça, como o rapé úmido, rapé seco e tabaco para mascar, mais comum nos Estados Unidos das Américas.
Fator Etiológico: uso de tabaco sem fumaça.
Características Clínicas: 
Ocorre perda indolor dos tecidos gengivais na área de contato do tabaco, que pode estar acompanhada de destruição da superfície vestibular do osso alveolar; presença de cárie, desgaste das superfícies oclusais e incisais; pigmentação extrínseca marrom-negra na superfície do esmalte e no cemento, halitose; uma placa branca é produzida na mucosa em contato direto com o tabaco; mais observada em homens jovens-adultos e acima de 65 anos; lesão se desenvolve em pouco tempo, é um placa fina cinza ou cinza-esbranquiçada quase ‘’translúcida’’; a mucosa alterada possui consistência macia e aveludada à apalpação, a distenção da mucosa revela uma bolsa distinta causada pela flacidez dos tecidos submetidos e parece fissurada ou com ondulaçõesNEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
NEVILLE, B.W, et al. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
Características Histopatológicas: 
O epitélio escamoso é hiperceratinizado e acantótico, com ou sem vacuolização intracelular ou “edema” das células superficiais ricas em glicogênio; observam-se estruturas de paraceratina como projeções pontudas acima ou no interior das camadas superficiais do epitélio.
Tratamento e Prognóstico: 
A biópsia se faz necessária para as lesões mais graves; na ausência de evidência microscópica de displasia ou malignidade, as ceratoses não são tratadas; a parada do hábito leva a uma aparência normal da mucosa.
Hiperceratose Friccional
Lesão branca hiperceratótica protetora que é análoga ao calo na pele.
Fator Etiológico: 
É uma lesão branca que está relacionada com a atrição ou fricção crônica da superfície da mucosa bucal.
Características Clínicas: 
Ocorrem em áreas que são constantemente traumatizadas - como os lábios, as margens laterais da língua, ao longo da linha oclusal na mucosa jugal e em rebordos alveolares edêntulos; mordiscar de forma crônica o lábio ou a bochecha e a mastigação nas cristas alveolares edêntulas podem resultar em uma opacificação da área afetada.REGEZI, J. A.; SCIUBBA, J. J.; POGREL. Atlas de Patologia Oral e Maxilofacial. 5a.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
Características Histopatológicas:
A alteração microscópica básica é a hiperceratose, sendo poucas células inflamatórias crônicas observadas no tecido conjuntivo subjacente.
Tratamento e Prognóstico: 
A observação e o acompanhamento são necessários para as lesões hiperceratóticas simples e o controle do hábito desencadeador da lesão deve resultar em melhora clínica. Não existe nenhum potencial maligno.
REGEZI, J. A.; SCIUBBA, J. J.; POGREL. Atlas de Patologia Oral e Maxilofacial. 5a.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
REGEZI, J. A.; SCIUBBA, J. J.; POGREL. Atlas de Patologia Oral e Maxilofacial. 5a.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
Referências Bibliográficas
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia oral e maxilo-facial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2a ed. 2009.
REGEZI, J. A.; SCIUBBA, J. J.; POGREL. Atlas de Patologia Oral e Maxilofacial. 5a.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.