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Acidentes com animais peçonhentos ofídicos

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Oftalmoplegia, midríase, anisocoria e nistagmo;
➢ Dificuldade de deglutição e mastigação; Diminuição do reflexo do
vômito e ptose mandibular;
➢ Dificuldade para se manter na posição ereta, para se levantar da cama
ou para deambular, por diminuição da força muscular, podendo evoluir
para paralisia total dos membros;
➢ Dispneia restritiva e obstrutiva, respectivamente por paralisia da
musculatura torácica intercostal e por acúmulo de secreções, podendo
evoluir para paralisia diafragmática;
● Tratamento
Geral:
➢ Limpeza e antissepsia local para evitar infecção secundária;
➢ Analgésico para alívio da dor;
➢ Anticolinesterásicos: neostigmina na dose de 1-2 mg EV em adultos e de
0,01-0,04 mg/kg/EV em crianças. Em determinados casos, apenas uma dose é
suficiente para a reversão completa dos sintomas. Havendo recorrência dos
sintomas paralíticos, pode-se repetir a mesma dose, a cada 2-4 horas ou em
intervalos menores;
➢ Atropina deve ser sempre empregada antes da administração da neostigmina.
O objetivo é antagonizar os efeitos muscarínicos da acetilcolina,
principalmente a broncorreia e a bradicardia. A dose recomendada pode ser
na razão de 0,25 mg de atropina para adultos e de 0,01-0,02 mg/kg/EV para
crianças, calculada para cada 0,5 mg de neostigmina.
Específico:
➢ Em todos os acidentes por “corais-verdadeiras” com manifestações clínicas
sistêmicas de envenenamento está formalmente indicado o soro elapídico
(SAEl). As manifestações clínicas encontradas de acordo com a gravidade e as
medidas terapêuticas recomendadas pelas novas diretrizes do Ministério da
Saúde do Brasil (2017).
3. Apontar as estratégias de prevenção contra os acidentes de
animais peçonhentos ofídicos.
● O uso de botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos pode
evitar cerca de 80% dos acidentes.
● Usar luvas de aparas de couro para manipular folhas secas, montes de lixo,
lenha, palhas, etc. Não colocar as mãos em buracos. Cerca de 15% das picadas
atingem mãos ou antebraços.
● Cobras se abrigam em locais quentes, escuros e úmidos. Cuidado ao mexer em
pilhas de lenha, palhadas de feijão, milho ou cana. Cuidado ao revirar
cupinzeiros.
● Evitar acúmulo de lixo ou entulho, de pedras, tijolos, telhas e madeiras, bem
como não deixar mato alto ao redor das casas. Isso atrai e serve de abrigo
● Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem
● examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las;
afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários;
● não acumular entulhos e materiais de construção; limpar regularmente
móveis, cortinas, quadros, cantos de parede; vedar frestas e buracos em
paredes, assoalhos, forros e rodapés; utilizar telas, vedantes ou sacos de areia
em portas, janelas e ralos;
● manter limpos os locais próximos das casas, jardins, quintais, paióis e
celeiros;
● evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama
sempre cortada; limpar terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois
metros junto ao muro ou cercas.
● Onde há rato, há cobra. Limpar paióis e terreiros, não deixar lixo acumulado.
Fechar buracos de muros e frestas de portas. Não montar acampamento
próximo a áreas onde normalmente há roedores (plantações, pastos ou matos)
e, por conseguinte, maior número de serpentes.
● No amanhecer e no entardecer, evitar a aproximação da vegetação muito
próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins, pois é nesse momento que
serpentes estão em maior atividade.
4. Compreender a ficha de notificação compulsória para
acidentes de animais peçonhentos ofídicos.
SINAN – sistema de informação de agravo de notificação. Desde 2010 foi incluído na
lista de notificação compulsória.
➢ Acidentes por animais peçonhentos são de Notificação Compulsória
➢ Em agosto de 2010, o agravo foi incluído na Lista de Notificação de
Compulsória (LNC) do Brasil, publicada na Portaria N° 2.472 de 31 de agosto
de 2010 (ratificada na Portaria N° 104, de 25 de janeiro de 2011). Essa
importância se dá pelo alto número de notificações registradas no Sistema de
Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo acidentes por animais
peçonhentos um dos agravos mais notificados.
➢ A partir das análises dos dados do SINAN, a vigilância epidemiológica é capaz
de identificar o quantitativo de soros antivenenos a serem distribuídos às
Unidades Federadas, além de determinar pontos estratégicos de vigilância,
estruturar as unidades de atendimento aos acidentados, elaborar estratégias
de controle desses animais, entre outros.
➢ O propósito do Programa Nacional de Controle de Acidentes por Animais
Peçonhentos é o de diminuir a letalidade dos acidentes ofídicos e
escorpiônicos, através do uso adequado da soroterapia e de diminuir o
número de casos através da educação em saúde.
Notificação: todo acidente por animal peçonhento atendido na Unidade de Saúde
deve ser notificado, independentemente do paciente ter sido ou não submetido à
soroterapia. Existe uma ficha específica, que se encontra disponível nas unidades de
saúde e que deve ser corretamente preenchida por se constituir em instrumento
fundamental para o conhecimento da abrangência desse tipo de agravo em nível
local/regional, possibilitando o estabelecimento de normas de atenção adequadas à
realidade local.

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