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CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINORTE
FACULDADE BARÃO DO RIO BRANCO
MEDICINA
NCD – PEDIATRIA: CRESCIMENTO E DESEVOLVIMENTO
JOÃO FRANÇA - TX
INTRODUÇÃO
-Aumento linear contínuo, mas não constante, das estruturas resultantes da interação entre fatores intrínsecos\orgânicos (genéticos, neuroendrócrino) e extrínsecos\ambientais (nutricional, atividade física, vínculo com a mãe)
-Deve ser realizado desde intrautero até os 18 anos (quando há o fechamento das epífises ósseas)
-Avaliação dos indicadores que definem estado nutricional ou caracterizam distúrbios de ordem nutricional 
-Detectar precocemente o que está afetando o crescimento para inferir e obter sua recuperação e identificar as variações de normalidade
-Avaliação feita através da curva de crescimento 
· Estatura\ idade (até 19 anos)
· Abaixo de (-3): muito baixa estatura para idade
· Entre (-2) e (-3): baixa estatura
· Acima de (-2): estatura adequada pra idade
#alta estatura não é considerada patológica
-Já o estado nutricional é feito por meio de 3 curvas
· Peso\idade até 10 anos
· Abaixo de Z-3: muito baixo peso para idade
· Entre Z-3 e Z-2: baixo peso para idade
· Entre Z-2 e Z+2: peso adequado para idade
· Acima de Z+2: peso elevado para idade
· Peso\estatura até 5 anos
-Mesma classificação de IMC\idade
· IMC\idade 
· Acima de Z+3 para 5 ou menos anos: obesidade
· Entre Z+3 e Z+3: sobrepeso
· Entre Z+2 e Z+1: risco para sobrepeso 
· Entre Z+1 e Z-2: eutrofia
· Entre Z-2 e Z-3: magreza 
· Abaixo de Z-3: magreza extrema 
· Acima de Z+3: obesidade grave
· Entre Z+2 e Z+3: obesidade
· Entre Z+2 e Z+1: sobrepeso
· Entre Z+1 e Z-2: eutrofia
· Entre Z-2 e Z-3: magreza
· Abaixo de Z-3: magreza extrema 
-Eles podem ser, ainda, em Z score ou percentil
AVALIAÇÃO DA DESNUTRIÇÃO
-Método de Gomez (P\I) ou de Waterlow (P\E e E\I)
P ou E x 100\ mediana do P ou E (que seria o Z 0, ou seja, a linha verde ideal)
P x 100\ mediana do peso (linha verde ideal para a idade indicada)
CRESCIMENTO	
PÓS NATALTAXA DE CRESCIMENTO
1° SEM: 15cm
2° SEM: 10cm
 2° ANO: 10 a 12cm
3° ANO EM DIANTE: 3 a 5cm
-Comprimento
· Menino: 50cm
· Menina: 49cm
-Peso:
-Perda de até 10% pós nascimento mas com rápida recuperação 
· Média 3.300g
· <2.500: baixo peso
· Entre 2.500 e 3000g: peso insatisfatório 
-O ganho de peso se dá dessa forma:
· Aumento de 20 a 30g\dia no 1 trimestre
· Aumento de 15 a 20g\dia no 2° trimestre
· Aumento de 10 a15g\dia no 3° trimestre
· Aumento de 5 a 10g\dia 4° trimestre
-Pico de crescimento intra-uterino se dá no 2° trimestre de gravidez, enquanto o peso no ultimo trimestre (criança com baixo peso indica interferência nos últimos meses de gravidez)
-O tamanho ao nascer tem pouca relação com a altura final, pois o crescimento intrauterino depende mais das condições nutricionais maternas e placentárias do que do potencial genético da criança
-Nos 1°s anos, lactentes com percentis mais baixos na curva, mas com potencial genético para serem mais altos, fazem uma recuperação em direção aos percentis mais altos nas primeiras semanas de vida. Já os que possuem potencial para serem mais baixos, começam a mudar a partir do 6° mês RN: 0 – 28 D
LACTENTE: 28 D – 2 M
PRÉ-ESCOLAR: 2 – 5 ANOS
ESCOLAR: 5 – 10 ANOS
ADOLESCENTE: 10 – 19 ANOS
MENINAS
estirão 2 anos antes que meninos (8,5cm\ano)
Param de crescer mais cedo
MENINOS
Começam mais tarde 
Maior velocidade 9,5cm\ano)e param mais tarde
-Velocidades menores que 5cm/ano, que é a velocidade alerta a partir dos 3,5 anos para se suspeitar de causas patológicas de baixa estatura.
-Assim, é mais importante avaliar a velocidade de crescimento do que a altura atual: uma maneira de ver isso é pela disposição de mais de uma medida na curva num intervalo de 4 a 6 meses. Se as medidas registradas acompanharem a curva, é sugestivo de um bom crescimento
Crescimento rápido mas com desacerleração rápida
2,5 a 2 ANOS	
Crescimento estável com desaceleração lenta
ATÉ INÍCIO DA PUB.	
Crescimento rápido até atingir o pico, com desacelração posterior até chegar a fase adulta
ATÉ FASE ADULTA
#algumas crianças têm um pequeno estirão entre 7 e 8 anos: estirão da meia infância
-Crescimento ocorre com paradas e saltos
-Perímetro cefálico: indica o crescimento do cérebro, sendo o índice de menor variação entre diferente grupos etários
-Aumenta 1,6cm ao mês no primeiro semestre. Com 1 ano cresce 10 cm e outro tanto nos 15 anos seguintes 
PUBERDADE
-Avaliam-se mamas e pelos púbicos nas meninas, genitais e pelos púbicos nos meninos através do Estadiamento de Tanner
-Fatores que afetam o crescimento 
· Genética: 
· Nutricionais, patológicas e sociais: H. crescimento (GH, H. tireoidianos, sexuais). 
-Algumas doenças como baixa estatura familiar e maturador lento (Variações da normalidade) e anomalias cromossômicas -Turner, Down-, mutações genéticas, como displasias ósseas - acondroplasia e hipocondroplasia- (Deficiência de crescimento por alterações esqueléticas)
-Deficiências secundárias de início pré ou pós natal: tamanho da mãe, nível socioeconômicobaixo, má nutrição, hipertensão, drogadição, fumo, toxoplasmose (origem pré-natal). Alterações metabólicas, hipotireoidismo, def. GH (pós natal)
DESENVOLVIMENTO
- Evolução dinâmica do ser humano a partir de sua concepção
-Interação biológica + contexto sociocultural
-Do ponto de vista biológico, o sucesso do desenvolvimento depende da integridade vos vários órgãos e sistemas (principalmente o S. nervoso)O crescimento e amadurecimento do SN ocorre nos primeiros anos de vida, o que lhe confere uma maior vulnerabilidade aos agravos e adversidades podendo haver prejuízo no processo de desenvolvimento, mas também possui grande plasticidade, sendo, portanto, o momento de maior aprendizado
AVALIAÇÃO
-Processo contínuo de acom-
panhamento das atividades 
relativas ao potencial da cri-
ança, no intuito de detectar
precocemente desvios ou atrasos´
-Caderneta da Criança: sistematização para vigilância do desenvolvimento para os pais. Permite acompanhar os marcos do desenvolvimento, além de orientação para tomada de decisões
-Ocorre em todas visitas de Puericultura: 
-Deve-se buscar
· Contexto familiar: quando foi gerada, planejada ou não, responsável pelos cuidados, rotina da criança, mudanças nas relações familiares pós nascimento 
· Fatores de risco para o desenvolvimento: ausência de pré-natal, dificuldades no nascimento, baixo peso ao nascer, prematuridade, intercorrências neonatais, drogas ou álcool,, infecção, depressão na gestação 
#SEMPRE INDAGAR A OPINIÃO DA MÃE COM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DA CRINÇA
· Aquisições motoras:
-Movimentos reflexos ou primitivos (controlados por partes primitivas do cérebro): devem ser encontrados em todos os RN e são fisiológicos nos primeiros meses. Tendem a desaparecer conforme o passar dos meses
-Reflexo tônico cervical assimétrico ou reflexo tônico clônico ou reflexo do esgrimista: quando o médico estabiliza o tronco do RN e com a outra mão vira a cabecinha dele de lado. O reflexo é erguer o braço ipsilateralmente ao lado de giro da cabeça, com flexão do membro superior contra lateral. Desaparece até o 3° ou 4° M)
Preensão palmar e plantar: flexão dos dedos das mãos (desaparece até o 6° M) e dos pés após ser aplicada uma pressão (desaparece no 10 ou 11° M)
REFLEXO DA SUCÇÃO: sucção vigorosa desencadeada pelo estímulo no lábio do baby. Ausência indicada disfunção neurológica grave. Desaparece aos 2 meses
REFLEXO DA MARCHA: inclina o corpo para frente após o apoio plantar e as pernas se cruzam uma em frente à outra. Some até o 2° M;
REFLEXO DE COLOCAÇÃO: desencadeado pelo estímulo tátil do dorso do pé, segurando o baby pelas axilas. As pernas se movem como se subissem uma escada. Some até o 2° M
REFLEXO DE MORO: ao realizar a queda súbita da cabeça do baby, há uma extensão e abdução dos mebros superiores seguido pelo choro. Quando há o choro, diz-se que foi Moro completo, até o 3° M é incompleto e não deve persistir por mais que 6° M
-Tônus flexor: membros sempre flexionados (contrario de extensão)
-Tronco sem rigidez-Assim, progressivamente há a substituição do padrão flexor pelo padrão extensor. Esse amadurecimento ocorrem em sentido crânio-caudal, sendo os MMII por último
-A partir do 2° semestre, não há mais predomínio entre esses dois movimentos, sendo o baby capaz de alternar entre eles. Isso possibilita, primeiramente, a capacidade de rolar e, posteriormente, a de sentar
-Além disso, o desenvolvimento também é proximodistal, indo de atividades mais simples às mais complexas: por isso, a primeira estrutura a ser controlada é a ocular, depois a cabeça de tronco.
-No 3° trimestre, adquire a posição ortostática e o apoio progressivo na musc. braço vai possibilitar o apoio sobre o antebraço e, desse modo, vai adquir a capacidade de engatinhar
-Entre os 18 e 24 meses gradualmente ganha-se equilíbrio, sendo capaz de correr e subir escadas
DESENVOLVIMENTO MOTOR GROSSO
Músc. maiores e permite atividades como pular, correr, andar, subir escadas
DESENVOLVIMENTO MOTOR FINO
Envolve músc. menores e os dedos
DM fino se dá em sentido proximodistal. mãos fletidas todo tempo devido tônus flexor . Por volta do 3° mês há redução do tônus e ele já é capaz de abrir as mão e agarrar objetos, mas não soltá-los. Entre 0 5° e o 6° mês ele adquire essa capacidade
Função sensorial: RN é capaz de focalizar um objeto a poucos cm e tem preferência pelo rosto humano. No exame dos olhos deve ser avaliado o tamanho das pupilas, pesquisar reflexo fotomotor (resposta da pupila à luz) bilateralmente, assim como reflexo vermelho (teste do olhinho)
-Já quanto a audição, por volta do 5° mês de gestação ela é iniciada. Por isso, ao nascer, a criança já está familiarizada com a voz dos familiares: perguntar se o baby se assusta, chora ou acorda com sons intensos e repentinos, e se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna, além de procurar a origem do som Sociabilidade:No Brasil, desde 2010, é realizado o teste da orelhinha, para triagem de problemas auditivos em recém-nascidos, sendo obrigatório. Pode ser realizado ainda no hospital, a partir das 48 horas de vida, quando o RN está dormindo.
· Sociabilidade: desde o nascimento olhar e sorriso representam formas de comunicação. Entre a 4° e a 6° semana, surge o ‘’sorriso social’’, ou seja, aquele que é desencadeado por algum estímulo (princ.. face humana). Já no 2 ° semestre, ela não responde a qualquer adulto, pois passa a distinguir o estranho do familiar. Fase do medo aos estranhos 
· Linguagem: mímica facial nos primeiros meses (choro). Entre 2° e 3° mês, inicia-se a emissão de barulhos (balbucio, sons bilabiais, cujas repetições são feitas só pelo prazer de escutar). Entre 9 e 10 meses já é capaz de reproduzir sons com entonação semelhante à linguagem em seu meio cultural. No 2° semestre inicia-se, também, a linguagem gestual (solta beijo, palma) . 18 meses a criança inicia frases simples e, a partir daí, seu repertório só aumenta.

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