Terapia Manual - metodo kabat
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Terapia Manual - metodo kabat


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	.: Terapia Manual :.
	A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para influenciar a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento; trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento; trata a dor; permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.
         Várias técnicas compreendem a terapia manual, dentre as quais pode-se destacar a manipulação articular, mobilização neuromeníngea, facilitação neuromuscular proprioceptiva \u2013 Kabat, reeducação postural global, massoterapia, massagem transversa profunda, técnica de energia muscular, conceitos Mulligan e Maitland. Após uma avaliação clínica criteriosa e baseado na compreensão dos mecanismos fisiológicos da terapia manual, o fisioterapeuta utiliza as técnicas mais eficazes para o quadro clínico.
A Terapia Manual esta dividida em:
Método Mulligan 
Método Maitland 
Método Kabat 
Mobilização Neuromeníngea 
Massagem Transversa Profunda 
	
	.: Método Mulligan
	 
	Desde o início dos tempos que grandes sábios já começaram a dar importância à manipulação da coluna vertebral e membros como é o caso de Hipócrates à 400 ªc, já usava técnicas de terapia manual, depois ao longo do tempo vários outros cientistas e estudiosos criaram várias teorias e técnicas que são estudadas e praticadas até os dias de hoje.
	
	A primeira teoria posicional foi criada por um médico anatomista Ambroise Paré em 1500, que trabalhava mais comumente com pacientes com curvatura lateral de coluna, as famosas escolioses. 
O conceito Mullingan foi desenvolvido pelo Drº Brian Mullingan, trata-se de uma técnica de terapia manual que basea-se no reposicionamento articular. Brian tinha conhecimento das falhas posicionais, isto é, após uma lesão ou trauma uma articulação pode assumir uma posição ligeiramente anormal, muitas vezes não visíveis a exames de imagem como por exemplo o RX. 
Essas falhas posicionais limitam movimentos fisiológicos e causam dor. A técnica do mulligan foi desenvolvida para reparar essas pequenas falhas, a terapia é executada de forma indolor, se houver dor é porque a técnica não foi eficaz. Existe várias formas de se aplica a técnica, em todas as articulações como cervical, joelho, punho etc. 
A terapia Mulligan é executada em posições anti-gravitária ou em movimento, isto quer dizer, no movimento que causa dor. 
Sua indicação é para toda falha posicional como por exemplo um torcicolo na região cervical. É contra indicado para pessoas cardíacas, hemofílicos ou condições de extrema dor ou trauma severo recente.
	
	.: Método Maitland
	 
	1. Conceito Maitland: É um método fisioterapêutico criado por Geoff Maitland, australiana que estabeleceu a fundamentação da fisioterapia manipulativa. A terapia manual, é a forma de tratamento, incluindo técnicas de mobilização e manipulação (thrust) articular; de forma segmentar.
	
	
	2. Objetivo: Produzir uma resposta analgésica e/ou uma melhora na amplitude do movimento.
3. Indicações: Pacientes com disfunções neuro-músculo-esqueléticas (podendo estar envolvidas as articulações periféricas e/ou da coluna vertebral, além da articulação têmporo-mandibular (ATM)); onde essas alterações, podem gerar dor, parestesia, rigidez, fraqueza, instabilidade articular, perda de controle, etc...
	4. Contra-indicações 
4.1. Distúrbios: ( espondilolistese, hipermobilidade, lesões vertebrais com compressão de raízes nervosas, compressão da cauda eqüina ou da medula (mielopatia) e estenoses extremas.
4.2. Traumas: fratura, fratura por stress, subluxação e lesões ligamentares.
4.3. Tumores
4.4. Infecções
4.5 Artropatias Inflamatórias: espondilite anquilosante, artrite reumatóide, Doença de Reiter, colite ulcerativa, Doença de Crohn e psoríase.
4.6. Metabólicas: osteoporose e osteomalácia.
4.7. Outros: insuficiência vértebro-basilar, últimos meses de gravidez, crianças, neonatos, problemas psicológicos, espasmo intenso, diagnóstico incerto (ex.: doenças orgânicas simulando dor de origem espinhal) e crença pessoal.
5. Avaliação: 
5.1. Exame subjetivo: pela análise dos sinais e sintomas relatados pelos pacientes (p.e.: dor ou disfunção relacionadas à posições ou movimentos. Este tipo de avaliação é para se obter dados como: a queixa principal do paciente, o tipo de desordem, a área e o comportamento dos sintomas, a história atual e a pregressa, os fatores psicosociais, o estado de saúde geral, medicações, exames, e através desses dados e da avaliação física, é que poderemos traçar nossos objetivos e os resultados esperados do tratamento.
5.2. Exame físico: através da avaliação manual, avaliação da marcha e padrões gerais de movimento, avaliação da postura estática, testes fisiológicos ativos, avaliação fisiológica passiva e avaliação acessória passiva. Os graus de movimento passivo usados na avaliação, são os mesmos utilizados durante o tratamento e serão citados abaixo no item 6.1.3.
6. Tratamento: através de movimentos passivos, os quais restabelecem as articulações acometidas.
6.1. Técnicas: incluem a mobilização e a manipulação articular segmentar.
6.1.1. Seleção: a seleção da técnica a ser utilizada, deve considerar a relação entre a dor e a resistência. Alguns fatores como: posicionamento articular, direção da força, compressão ou tração, velocidade, ritmo e tempo de aplicação, devem ser bem analisados. As técnicas são baseadas nos exames: subjetivo (sinais e sintomas) e no exame físico (movimentos ativos, fisiológicos passivos e acessórios passivos.
6.1.2. Tempo: não há um tempo ou uma técnica definida para uma condição definida. A técnica será direcionada de acordo com o objetivo que se quer alcançar.
6.1.3. Graus de movimento passivo: definidos pela quantidade de resistência e pela amplitude do movimento.
G1- pequena amplitude de movimento no início da amplitude do movimento.
G2- grande amplitude de movimento no meio da amplitude do movimento ( sem resistência).
G3- grande amplitude de movimento no ponto de resistência.
G4- pequena amplitude de movimento no ponto de resistência.
G5- pequena amplitude de movimento e thrust em alta velocidade.
OBS.: Os graus de mobilização 1 e 2 são usados quando se tem a intenção de reduzir, eliminar a dor (nos casos de dor dominante) e os graus 3, 4 e 5, para se obter alongamento e conseqüentemente, uma maior amplitude de movimento (nos casos de rigidez dominante).
7. Efeito Fisiológico
O método Maitland, ativa o mecanismo não-opióide., através da estimulação da substância periaquedutal cinza dorsal. Conseqüentemente, ocorrem efeitos de analgesia e melhora do movimento imediatos.
8. Conclusão
A terapia pelo contato manual, estimula receptores na pele, nos músculos e nas articulações e estes impulsos aferentes, alcançam a medula e centros cerebrais superiores para produzir uma resposta analgésica e uma melhora no movimento. A disfunção dos movimentos funcionais pode ser causada por uma restrição no movimento segmentar. Portanto, a avaliação e o tratamento dessas restrições segmentares, irão possibilitar a reabilitação do movimento funcional.
	
	.: Método Kabat
	 
	O método kabat está incluído no grupo da Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva e foi desenvolvido pelos norte-americanos Herman Kabat, médico e Margaret Knott, fisioterapeuta, entre 1946 e 1951. Trata-se de um recurso terapêutico cinético que utiliza o estímulo da sensibilidade proprioceptiva para aumentar a força, flexibilidade e coordenação, melhorando a qualidade do movimento.
	  
 
	  
	Nesta técnica da fisioterapia, enfatiza-se a reeducação seletiva dos elementos motores individuais por meio do desenvolvimento neuromuscular, da estabilidade articular e da mobilidade coordenada. Os objetivos do método são, portanto, aumentar ou recuperar a potência muscular, aumentar a velocidade de execução do
Mario
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